Jornalismo

Nova ministra de Dilma confessa já ter treinado abortos, mesmo não sendo médica

No dia 14 de outubro de 2004, a então apenas professora Eleonora Menicucci, que tomou posse como ministra das Mulheres na semana passada, concedeu uma entrevista a uma interlocutora chamada Joana Maria. O texto está nos arquivos da Universidade Federal de Santa Catarina (a íntegra está aqui). Já fiz uma cópia de segurança porque essas coisas costumam desaparecer quando ganham publicidade. Está certamente entre as coisas mais estarrecedoras que já li. De sorte que encerro assim este primeiro parágrafo: se um torturador vier me dar a mão, eu a recuso, cheio de asco. Se a ministra Eleonora vier me dar a mão, eu me comportarei da mesma maneira, com o estômago igualmente convulso.

Antes que entre propriamente no mérito, algumas considerações. Aqui e ali, tenta-se caracterizar a ministra como uma espécie de defensora apenas intelectual do aborto, apegada à causa no universo conceitual, retórico, de sorte que a sua nomeação não representaria um engajamento da presidente Dilma Rousseff e de governo na causa do aborto. Falso! Falso e na contramão dos fatos. Alguns parlamentares, notadamente da bancada evangélica, fizeram duros discursos contra a ministra e foram caracterizados pela imprensa como uns primitivos ideológicos. Então vamos ver se a ministra está com a civilização…

Abaixo, transcrevo alguns trechos daquela sua entrevista, concedida quando ela já estava com 60 anos. Não se pode dizer que o diabo da imaturidade andava soprando em seus ouvidos. Não! Eleonora confessa na entrevista que não é apenas “abortista” — termo a que os ditos progressistas reagem porque o consideram uma pecha, uma mácula. Ela também é aborteira. Viajou pela sua ONG à Colômbia para aprender a fazer aborto por sucção, o método conhecido como AMIU (Aspiração Manual Intra-Uterina). Deixa claro que o objetivo de seu trabalho é fazer com que as pessoas se “autocapacitem” para o aborto, de sorte que ele possa ser feito por não-médicos. É o caso dela! Atenção! DILMA ROUSSEFF NOMEOU PARA O MINISTÉRIO DAS MULHERES uma senhora que defende que o aborto seja uma prática quase doméstica, sem o concurso dos médicos. Por isso ela própria, uma leiga, foi fazer um “treinamento”. Não! Jamais apertaria a mão de torturadores. E jamais apertaria a mão de dona Eleonora por isto aqui (volto depois)

“ESTIVE TAMBÉM FAZENDO UM TREINAMENTO DE ABORTO NA COLÔMBIA, POR ASPIRAÇÃO”
Eleonora – Dois anos Aí, em São Paulo, eu integrei um grupo do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. ( ). E, nesse período, estive também pelo Coletivo fazendo um treinamento de aborto na Colômbia.
Joana – Certo.
Eleonora – O Coletivo nós críamos em 95.
Joana – Como é que era esse curso de aborto?
Eleonora – Era nas Clínicas de Aborto. A gente aprendia a fazer aborto.
Joana – Aprendia a fazer aborto?
Eleonora – Com aspiração AMIU.
Joana – Com aquele…
Eleonora – Com a sucção.
Joana – Com a sucção. Imagino.
Eleonora – Que eu chamo de AMIU. Porque a nossa perspectiva no Coletivo, a nossa base…
Joana – é que as pessoas se auto auto-fizessem!
Eleonora – Autocapacitassem! E que pessoas não médicas podiam…
Joana – Claro!
Eleonora – Lidar com o aborto.
Joana – Claro!.
Eleonora – Então vieram duas feministas que eram clientes, usuárias do Coletivo, as quais fizeram o primeiro auto-exame comigo. Então é uma coisa muito linda.
Joana – Hum.
Eleonora – Muito bonita! Descobrirem o colo do útero e…
Joana – Hum.
Eleonora – Ter uma pessoa que segura na mão.
Joana – Certo.

“NÓS DECIDIMOS, EU E O PARTIDO, QUE EU DEVERIA FAZER UM ABORTO”
Num outro trecho, Eleonora conta como ela e o seu partido, o POC (Partido Operário Comunista), tomaram uma decisão: ela deveria fazer um aborto. Tratava-se apenas de uma questão… política!
Eleonora – Porque a minha avaliação era que eu tinha que fazer
Joana – a luta armada aqui.
Eleonora – a luta armada aqui. E um detalhe importante nessa trajetória é que, seis meses depois de essa minha filha ter nascido, eu fiquei grávida outra vez. Ai junto com a organização nós decidimos, a organização, nós, que eu deveria fazer aborto porque não era possível
Joana – Certo.
Eleonora – Na situação ter mais de uma criança, né? E eu não segurava também. Aí foi o segundo aborto que eu fiz.

“EU TIVE MINHA PRIMEIRA RELAÇÃO COM MULHER. E TRANSAVA COM HOMEM; ESTAVA COM MEU MARIDO”
Falastrona e ególatra, como já apontei aqui, ela faz questão de contar na entrevista que teve a sua primeira relação homossexual quando ainda estava casada. Era o seu mergulho no que ela entende por feminismo.
Eleonora – Aí já nessa época eu radicalizei meu feminismo. Eu comecei a militar.
Joana – Onde?
Eleonora – Em Belo Horizonte, eu comecei a militar neste grupo.
Joana – Neste mesmo grupo?
Eleonora – É
Joana – O que se fazia além de discutir?
Eleonora – Nós discutíamos o corpo.
Joana – Certo.
Eleonora – Discutíamos a sexualidade. Eu tive a minha primeira relação com mulher também.
Joana – Hum.
Eleonora – Quer dizer que foi bastante precoce pra essa E transava com homem.
Joana – Certo.
Eleonora – Pra minha trajetória
Joana – Mesmo porque tu também estavas com o teu marido eu acho, não estavas?
Eleonora – Sim, sim.
Joana – Estavas. Ah
Eleonora – Mas nós nunca tivemos esse E ele era um cara muito libertário. Nós nunca tivemos essa questão de relação
Joana: Certo.

“SOU MUITO AMIGA DO FREI BETTO. ELE ME PÔS NO CENTRO DE DIREITOS HUMANOS DA DIOCESE DE JOÃO PESSOA”
Ora, qual é o lugar ideal para uma humanista desse quilate trabalhar? Frei Betto — sim, aquele… — deu um jeito de arrumar para ela um emprego na Arquidiocese de João Pessoa:
Eleonora – E aí, no início de 78, eu já tinha me separado do meu ex-marido e resolvo sair de Belo Horizonte. Aí quando eu saio de Belo Horizonte eu busco um lugar bem longe porque eu não queria mais ser referência para a esquerda.
( )
Eleonora – E eu não podia. Então eu procurei isso. Sou muito amiga, por incrível que pareça, a vida inteira, do Frei Betto e pedi a ele pra me encontrar um lugar o mais longe possível de Belo Horizonte. Aí ele falou “Eu tenho dois lugares onde a Diocese é muito aberta: em Vitória, com Dom Luís, ou em João Pessoa, com Dom José Maria Pires. Eu falei: “Eu quero João Pessoa”, quanto mais longe melhor.
( )
Eleonora – É Mas, assim, eu cheguei, eu. Eu tive que construir minha vida.
Joana – Hum. Foste trabalhar?
Eleonora – No Centro de Direitos Humanos da Arquidiocese da Paraíba.
Joana – Tá legal.
Eleonora – E aí eu comecei a trabalhar com as mulheres rurais de Alagamar, que era o que eu queria ( ) Logo depois, retomei um grupo, a minha atividade de grupo de reflexão feminista com algumas mulheres em João Pessoa. A maioria de fora de João Pessoa e duas de dentro Então nós criamos o primeiro grupo feminista lá em João Pessoa. Chamado Maria Mulher.
( )
Eleonora – É. “Quem ama não mata” e “O silêncio é cúmplice da violência”, e aí começamos a nos articular dentro do Nordeste.
Joana – Tá.
Eleonora – Era o SOS Mulher. O SOS Corpo e um grupo de reflexão que tinha em Natal
Joana: Hum.
Eleonora – De auto-reflexão. E no Maria Mulher, o que é que nós fazíamos? Nós fazíamos auto-exame de colo de útero, auto-exame de mama.
( )
Eleonora – Depois, em 84, eu venho pra São Paulo fazer doutorado em Ciência Política, já articuladíssima…
Joana- Imagino…
Eleonora – com o feminismo e com linhas de pesquisa bem definidas do ponto de vista feminista.
Joana – Quem é que te orientou em São Paulo?
Eleonora – Em São Paulo, foi a Maria Lúcia Montes, uma antropóloga. Embora, na época, ela fosse da Ciência Política. E, em 84, eu entro para o doutorado com uma tese que era sobre Direitos Reprodutivos e Direitos Sexuais a partir É a construção da cidadania a partir do conhecimento sobre o próprio corpo.
Joana – Isso por conta do teu trabalho com as mulheres?
Eleonora – Por conta do meu trabalho com as mulheres em uma favela chamada Favela Beira-Rio.
Joana – Certo.
Eleonora – Lá em João Pessoa.
Joana – Hum.
Eleonora – Que hoje é um bairro. Então nesta época eu fiquei quatro anos em São Paulo fazendo a tese e voltando a João Pessoa. ( ) E aí fui coordenadora do grupo de Mulher e Política da ANPOCS, do GT.
Joana: Hum.

“EU TINHA ATITUDES MASCULINAS ( ) ERA DECIDIDA, DETERMINADA, FORTE, SABIA ATIRAR”
Neste trecho, ela revela como enxergava — enxergará ainda? — os papéis masculino e feminino. Ah, sim: ela sabia “atirar”. Afinal, não se tenta impor uma ditadura comunista no país só com bons sentimentos, não é?
Joana – Já. E com relação às organizações das quais tu participavas?
Eleonora – Ah, primeiro que as mulheres dificilmente chegavam a um cargo de poder
Joana – Mas tu eras a chefe?
Eleonora – Eu era. Fui uma das poucas. Por quê? Eu me travesti de masculino
Joana – É? Como era?
Eleonora – Eu tinha atitudes masculinas ( ) Era decidida, determinada, forte, sabia atirar
Joana – Huuunnnn.
Eleonora – Entendeu?
Joana – Entendi.
Eleonora – Sendo que muitas mulheres sabiam isso tudo.
Joana – Certo.
Eleonora – Transava com vários homens.
Joana – Certo.
Eleonora – Essa questão do desejo e do prazer sempre foi uma coisa muito libertária pra mim, e por isso eu fui muito questionada dentro da esquerda.
Joana – É?
Eleonora – É.
Joana – Dentro do mesmo grupo do qual tu eras a líder?
Eleonora – Sim. Porque o próprio Por questões de segurança, eu só poderia ter relação sexual com os companheiros da minha organização.
Joana – Certo.
Eleonora – Num determinado momento, sim, mas na história do movimento estudantil, também já existia isso.

“EU TIVE MUITAS REFLEXÕES COM MINHAS AMIGAS NA CADEIA; UMA DELAS, A DILMA”
Neste outro trecho, a gente fica sabendo que Dilma Rousseff foi sua companheira também nas reflexões sobre o feminismo.
Eleonora – E, depois, imediatamente eu quis ter outro filho
Joana – Hum.
Eleonora – E muito no sentido de pra provar para os torturadores, mesmo que fosse simbolicamente, que o que eles tinham feito comigo não tinha me tirado a possibilidade de reproduzir e de ter uma escolha sobre meu próprio corpo
Joana – Hum.
Eleonora – Então eu tive mais um filho e logo que ele nasceu também de cesária eu me laqueei.
Joana – Certo.
Eleonora – Então Eu tinha , Eu fui presa com 24 para 25 mais ou menos.
Joana – Nossa Senhora!.
Eleonora -.E sai com 30.
Joana – Certo.
Eleonora – Assim, da história toda e com 30 para 31, tive o meu segundo filho e fiz a laqueadura de trompas
( )
Joana – E então, tu saíste da cadeia em 74.
Eleonora – Certo.
Joana – Tu tiveste algum contato com o feminismo dentro da cadeia, com leituras feministas.
Eleonora – Não.
Joana – Ou depois?
Eleonora – Não, não. Ao longo da cadeia eu tive Durante a cadeia? Eu tive muitas reflexões com as minhas companheiras de cadeia
Joana – Tá.
Eleonora – Uma delas é a Dilma Roussef.
( )
Joana – Fizeram uma espécie de grupo de consciência?
Eleonora – Grupo de reflexão lá dentro.
Joana – Grupo de reflexão.
( )
Eleonora – Porque eu já saí É.. Eu já saí em 74, eu saí em outubro.
Joana – Certo.
Eleonora – No dia 12, Dia da Criança, eu saí já bem claro que eu era feminista.
Joana – Certo.
Eleonora – E, logo que eu saí da cadeia, eu em Belo Horizonte, fui procurar um grupo de mulheres.
Joana – Esses grupos de consciência?
Eleonora – É, só que era um grupo de lésbicas.
Joana – Certo.
Eleonora – E eu não sabia. Era um grupo de pessoas amigas minhas.
( )
Eleonora – Porque eu voltei a estudar!
Joana – Ah, legal!
Eleonora – Eu parei de estudar em 68.
Joana – Huuummm.
Eleonora – Eu parei no quarto ano de Medicina e no quarto de Ciências Sociais.
Joana – Foste concluir?
Eleonora – Fui, aí eu voltei pra concluir.
Joana – Certo.
Eleonora – Na UFMG, e optei por acabar Sociologia.

“SOU AVÓ DE UMA CRIANÇA NASCIDA POR INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NA MÃE LÉSBICA; E TAMBÉM SOU AVÓ DO ABORTO”
Finalmente, destaco outro momento de grande indignidade na fala desta senhora. Ao se dizer avó de um neto gerado por inseminação numa filha lésbica e também “avó do aborto”, não só expõe a sua vida privada e a de seus familiares como, é inescapável constatar, demonstra não saber a exata diferença entre a vida e a morte. Leiam. Volto para encerrar.
Eleonora – E eu digo que a questão feminista é tão dentro de mim, e a questão dos Direitos Reprodutivos também, que eu sou avó de uma criança que foi gerada por inseminação artificial na mãe lésbica.
Joana – Hum, hum.
Eleonora – Então eu digo que sou avó da inseminação artificial.
Joana: (risos)
Eleonora – Alta tecnologia reprodutiva. E aí eu queria colocar a importância dessa discussão que o feminismo coloca no sentido do acesso às tecnologias reprodutivas.
Joana – Certo.
Eleonora – Entendeu? E eu diria: “Eu fiz dois abortos e também digo que sou avó do aborto também porque por mim já passou.
Joana – Sim.
Eleonora – Também já passou nesse sentido. E diria que eu sou uma mulher muito feliz e muito realizada. E eu pauto em duas questões: na minha militância política e no feminismo.

Encerro
É isso aí. Ao nomeá-la ministra, Dilma escolheu sua trajetória, suas idéias, suas práticas. Peço a vocês que comentem com a fleuma necessária. É preciso que se evidencie, com a devida serenidade, que uma aborteira informal e confessa não pode ter lugar na Esplanada dos Ministérios. A sua entrevista como um todo evidencia um pensamento torto. É inconcebível que esta senhora seja considerada uma articuladora de políticas públicas depois da confissão que fez. Até porque, se estivesse no Brasil, não na Colômbia, seu lugar seria a cadeia — em pleno regime democrático, sim, senhores!

É o fundo do poço.

Fonte: Blog Reinaldo Azevedo

Opinião dos leitores

  1. As pessoas tem passado, cometem erros e acertos. Acho que tentar desacreditar alguém por meio de uma entrevista dada com um prpósito histórico não deve ser distorcida como vem acontecendo neste caso. A entrevista em questão faz parte de uma centena de outras entrevistas realizadas pelo departamento de história  UFSC com o proposito de entender como mulheres que no periódo da ditadura tornaram-se militantes e descobriram-se feministas.  Esta é uma história de vida, e não o posicionamento politico da atual ministra. Por que ninguém está abismado com os relatos que a mesma faz sobre as torturas sofridas no período em que esteve presa? Será que o importante é saber e discutir sobre o que alguém faz ou deixa de fazer com seu corpo! É lamentavél ver que pessoas perdem seu valioso tempo preocupando-se com a vida pessoal dos outros.

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Política

[VÍDEO] Rogério Marinho comenta carta de Flávio, reafirma que ele é “o líder da direita” e chama fala sobre “fraude” nas eleições de “desabafo”


Rogério Marinho (PL-RN) comentou a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após chegada aos Estados Unidos. No primeira versão do documento, o ex-presidenciável se autoproclamava “o verdadeiro presidente eleito”, mas depois retificou e disse que era o “líder o Brasil”.

“De fato, Flávio, pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil. (…) Ele se autodenomina como líder e é um fato, ele é um líder no Brasil”, comentou Marinho.

O senador potiguar também comemorou a alegação de Flávio Bolsonaro de que as eleições teriam sido “fraudadas” para dar a vitória ao presidente Lula (PT). Para ele, a afirmação foi um “desabafo” do ex-candidato do PL.

“O Flávio está nos Estados Unidos, exilado, levou toda a sua família. Vocês devem imaginar o que é a ruptura da relação das suas filhas, da sua esposa. Certamente ele está fazendo um desabafo em função dos resultados que foram colocados no segundo turno, que foram inesperados para todos nós, inclusive para praticamente toda a sociedade brasileira”, disse.

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Geral

Natal lidera ranking nacional de qualificação dos servidores municipais

Foto: Arquivo Secom

Natal conquistou o primeiro lugar no indicador Qualificação do Servidor do Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com pesquisa técnica da Gove. A capital potiguar apresenta a maior proporção de servidores com ensino superior na administração direta entre os municípios avaliados.

Na classificação, Natal aparece à frente de Londrina (PR), Lauro de Freitas (BA), Uberlândia (MG) e Itatiba (SP), que completam as cinco primeiras posições.

O indicador utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e considera a proporção de servidores com ensino superior em relação ao total de profissionais da administração direta municipal.

Para o secretário municipal de Administração, Brenno Queiroga, o resultado evidencia a capacidade técnica do quadro de servidores e reflete a política pública municipal de valorização dos profissionais que investem em sua qualificação.

“Esse resultado demonstra a qualificação dos profissionais que atuam na administração municipal e a capacidade técnica do nosso quadro de servidores. Investir na formação e na valorização desses profissionais é fundamental para aprimorar os serviços públicos, melhorar os processos de trabalho e oferecer respostas cada vez mais eficientes às demandas da população”, afirmou.

A qualificação dos servidores integra o pilar Funcionamento da Máquina Pública, da dimensão Instituições do ranking. Publicado desde 2020, o levantamento chega à sétima edição e avalia municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes.

 

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Judiciário

Presidente do TSE garante lisura das Eleições 2026 e diz que “questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados”

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, divulgou nota oficial ressaltando o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com o resultado das urnas e com a vontade soberana do eleitorado brasileiro. Diante dos questionamentos levantados por alas da oposição e das narrativas de instabilidade no encerramento da votação do último domingo, o magistrado garantiu que as Eleições 2026 transcorreram dentro da absoluta normalidade e do estrito respeito aos ditames constitucionais.

Nunes Marques sublinhou o empenho dos técnicos da Corte, dos servidores públicos e das forças de segurança, classificando o pleito como o mais inclusivo e seguro da história da República. O presidente do TSE fez questão de sinalizar ao mercado político e às bancadas partidárias que eventuais questionamentos formais protocolados pelas coligações serão devidamente analisados e respondidos dentro do devido processo legal, sepultando tentativas de contestação fora dos trâmites institucionais.

Veja a nota:

Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes. No último domingo (25/10), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira.

Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança. Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.

Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais.

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

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Brasil

“A ELEIÇÃO ACABOU”: Tarcísio diz que entendo “o sentimento de Flávio”, mas pede para “respeitar o resultado das urnas”

Foto: Fábio Tito/g1

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se distanciou da contestação de Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou nesta quarta-feira (28) que o resultado das eleições precisa ser respeitado.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou Tarcísio ao Estadão.

A manifestação ocorreu após Flávio divulgar uma carta na qual se declarou o “verdadeiro presidente eleito” e chamou o resultado do segundo turno de fraude, sem apresentar provas. Posteriormente, o senador apagou a primeira versão e substituiu a expressão por “líder do Brasil”.

Tarcísio defendeu uma oposição forte, mas atuando dentro das instituições. Segundo ele, o momento exige “responsabilidade, serenidade” e respeito ao processo democrático.

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Mundo

[VÍDEO] “NÃO VOU ME ENVOLVER”: Trump evita apoiar Flávio como “verdadeiro presidente” do Brasil


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou apoiar nesta quarta-feira (28) a declaração de Flávio Bolsonaro (PL) de que seria o “verdadeiro presidente” do Brasil.

Questionado por um jornalista se concordava com a afirmação, Trump respondeu: “Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”.

Apesar de se afastar da autoproclamação, Trump voltou a classificar as eleições brasileiras como “muito estranhas”, sem apresentar provas de irregularidades.

Flávio utilizou as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito” na primeira versão de uma carta divulgada nas redes sociais. Posteriormente, apagou a publicação e substituiu os termos por “líder do Brasil”.

 

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Política

Em nova versão da carta divulgada após chegar aos EUA, Flávio retira trecho em que se autoproclamava o “verdadeiro presidente” e afirma que é o “líder do Brasil”

Wagner Meier/Getty Image

O senador Flávio Bolsonaro recuou e alterou o texto de uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), retirando o trecho em que se autoproclamava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na nova versão do documento, o parlamentar passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

A primeira versão do manifesto havia sido divulgada logo após o desembarque do senador nos Estados Unidos acompanhado de sua família. No texto original direcionado à comunidade internacional e aos seus eleitores, o candidato derrotado no segundo turno usava a expressão de autoproclamação para questionar o resultado das urnas, em um movimento alinhado ao discurso do ideólogo Steve Bannon.

O recuo na carta ocorre no momento em que o próprio Partido Liberal e o candidato a vice na sua chapa, deputado Alfredo Gaspar, já reconheceram formalmente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral e por diversos chefes de Estado ao redor do mundo.

Alfredo no entanto, atribuiu ao que chamou de “sistema” a derrota para o presidente Lula. Ele afirmou que o grupo enfrentou perseguições e defendeu a continuidade da atuação política no Congresso.

Com informações do Metrópoles

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Política

Dos EUA, Flávio lança candidatura de Rogério Marinho para a Presidência do Senado

Carlos Moura/Agência Senado/Waldemir Barreto/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) lançou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à Presidência do Senado. O anúncio aparece na carta divulgada nesta quarta-feira (28) pelo senador após a sua chegada aos Estados Unidos.

No documento, Flávio se dirige aos parlamentares e governadores ligados ao seu grupo político e cita diretamente o senador potiguar: “Em especial ao meu candidato à Presidência do Senado, Rogério Marinho”.

Flávio também afirma que pretende liderar dos Estados Unidos a oposição ao quarto governo Lula. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, escreveu.

Rogério coordenou a campanha presidencial de Flávio e ocupa posição central na articulação nacional do PL. A candidatura à Presidência do Senado, porém, ainda precisará ser oficializada e submetida à votação dos senadores.

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Em carta, Flávio agradece a Milei e Trump e diz ter recebido apoio dos governos dos EUA e da Argentina

URGENTE: Após chegar aos EUA, Flávio se autoproclama “presidente eleito”, diz que foi perseguido e que não fugiu, mas saiu do país para lutar pela democracia

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Política

Em carta, Flávio agradece a Milei e Trump e diz ter recebido apoio dos governos dos EUA e da Argentina

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em nota divulgada inicialmente pelo comentarista Paulo Figueiredo e depois publicada nas redes sociais do ex-presidenciável, que recebeu apoio após deixar o Brasil com a família rumo aos Estados Unidos. O senador agradeceu diretamente aos presidentes Javier Milei da Argentina e Donald Trump dos EUA.

“Queria agradecer ao presidente Milei pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher”, declarou.

Flávio não detalhou no documento como Milei teria ajudado em sua saída. Em relação aos Estados Unidos, o senador foi mais direto. Ele agradeceu “ao presidente Trump e ao governo americano” por receberem sua família e oferecerem, segundo suas palavras, a “segurança jurídica que não temos mais no Brasil”.

Trump declarou que aprovou a entrada de Flávio no país. Autoridades americanas também informaram que o governo emitiria vistos para o senador, a esposa e as duas filhas.

Flávio atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), embarcou para o Equador e chegou a Miami na manhã desta quarta-feira (28). A viagem ocorreu após ele deixar de entregar seus passaportes à Polícia Federal e descumprir a proibição judicial de sair do Brasil.

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Golpe

URGENTE: Após chegar aos EUA, Flávio se autoproclama “presidente eleito”, diz que foi perseguido e que não fugiu, mas saiu do país para lutar pela democracia

Foto: Ricardo Arduengo/AFP

O comentarista Paulo Figueiredo divulgou nesta quarta-feira (28) uma nota de três páginas atribuída a Flávio Bolsonaro (PL). No documento, o senador contesta o resultado das eleições, chama-se de “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e afirma que permanecerá nos Estados Unidos para comandar a oposição.

Flávio agradece aos presidentes Donald Trump e Javier Milei pelo suposto apoio e acusa o Judiciário de perseguição política. Ele também sustenta que houve fraude eleitoral e abuso de poder político e econômico em favor da chapa Lula-Alckmin.

“Quero dizer […] que eu sou o presidente eleito”, diz um trecho. Em outro, Flávio afirma: “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”. Ele também confirma que levou a família para os Estados Unidos. O texto ainda cita Rogério Marinho como candidato à Presidência do Senado e promete liderar a oposição do exterior.

A nota questiona ainda a prorrogação do horário de votação no último domingo (25), mas oficiais do TSE mostram que 34.393 votos foram registrados depois das 17h, o equivalente a 0,03% do total, número insuficiente para alterar o resultado.

O PL já reconheceu formalmente a vitória de Lula. Divulgada inicialmente pelo comentarista Paulo Figueiredo, a nota foi posteriormente publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro em suas redes sociais.

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Geral

PF suspeita que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina por outro caminho

famiFoto: Eva Marie Uzcategui/Reuters

A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, viajou de Brasília para a Argentina em um avião privado antes de embarcar com a família para os Estados Unidos. A suspeita é de que ele tenha entrado no país vizinho antes do horário registrado pelas autoridades migratórias argentinas.

De acordo com informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, de O Globo, um jato Cessna Citation Excel, prefixo PR-AAA, pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, saiu de Brasília às 5h de terça-feira (27) e pousou em San Fernando, nos arredores de Buenos Aires, às 8h40.

A PF apura se a aeronave foi usada para levar o senador à Argentina, de onde ele teria seguido para Puerto Iguazú. O deslocamento terrestre entre San Fernando e a cidade fronteiriça supera 1.200 quilômetros e pode levar pelo menos 13 horas. De avião, o percurso dura cerca de duas horas.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio, a mulher e as duas filhas entraram no país por terra às 22h50 de terça-feira. Menos de uma hora depois, às 23h30, embarcaram em um Gulfstream G400 com destino aos Estados Unidos. O avião fez escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para Miami, onde a família chegou nesta quarta-feira (28).

A aeronave evitou o espaço aéreo brasileiro, sobrevoando Paraguai, Bolívia e Peru. A PF ainda investiga como Flávio chegou a Puerto Iguazú e se o registro de entrada na Argentina ocorreu depois de sua chegada ao país.

Flávio e Willer Tomaz são investigados em um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A investigação inclui e-mails que indicariam o cadastro do senador como usuário master de uma conta bancária de uma empresa do advogado.

No âmbito desse caso, Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes, ordem que, segundo as informações divulgadas, não foi cumprida. A PF ainda apura as circunstâncias da viagem e não descarta outras hipóteses para o deslocamento do senador.

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