Diversos

Nove universidades federais somam déficit de R$ 400 milhões em 2015

Nove das 15 maiores universidades federais acumularam déficit de quase R$ 400 milhões em 2015, segundo levantamento do G1 (veja tabela e dados abaixo). Só a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fechou o ano com déficit de R$ 125 milhões, o maior no levantamento.

Problemas na oferta de serviços, falta de material básico e capacidade limitada para políticas de apoio estudantil são efeitos imediatos da crise.

A cifra parcial com exatos R$ 393,8 milhões é uma amostra de como os cortes impostos pelo Ministério da Educação (MEC) em 2015 afetaram o balanço das maiores entre as 63 universidades federais.

Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), ao menos um terço das federais pediu socorro ao MEC para fechar as contas no ano passado. O corte atingiu, de modo geral, 10% do valor de custeio e 50% dos investimentos previstos nos orçamentos de todas as universidades federais.

O MEC diz que, após reuniões e acompanhamento do impacto das medidas, liberou mais de R$ 200 milhões para 45 das 63 federais. Os cortes foram o resultado de contingenciamento no Orçamento de 2015 por causa da crise financeira no Brasil: o MEC teve R$ 9,42 bilhões bloqueados.

Administradores das universidades, especialistas e representantes dos estudantes apontam soluções que vão desde a necessidade de novas estratégias para captação de recursos até a cobrança de maior empenho do MEC na ajuda a universidades que ampliaram serviços nos últimos anos.

Situação na UFF e UERJ

O levantamento do G1 não considera a situação da Universidade Federal Fluminense (UFF). A instituição não retornou os pedidos da equipe de reportagem, que agora aguarda dados via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Entretanto, apesar de não entrar na lista inicial por ser bancada pelo governo estadual, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) também vive momento de crise financeira.

A instituição evita usar a palavra déficit para explicar a diferença entre o orçamento e os pagamentos pendentes, mas admitiu, via Lei de Acesso à Informação (LAI), ter R$ 1,04 bilhão de despesas empenhadas de 2015 que ainda precisam ser quitadas. E já prevê dificuldades com o contingenciamento de R$ 530 milhões, metade do orçamento previsto para 2016, por causa da crise financeira no estado.

Origem da crise na UFRJ

No caso da UFRJ, o pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Roberto Antônio Gambine Moreira, diz que os problemas da instituição já começaram nos cortes de 2014 e foram ampliados pelo aumento de custos.

“O déficit tem relação muito forte com o contingenciamento ocorrido no orçamento da UFRJ em 2014, na ordem de R$ 70 milhões, somado ao ‘tarifaço’ aplicado na conta de energia elétrica, que dobrou a conta da UFRJ sem aumento de consumo na mesma proporção, nem suplementação orçamentária voltada para esse fim”, afirma Moreira.

Por sua vez, o MEC afirma que, em 2015, a UFRJ teve o maior orçamento entre todas as federais, recebendo o equivalente a 5,77% do total liberado às outras instituições. Além disso, a pasta lembra que a UFRJ recebeu R$ 21.122.506,00, o equivalente a 10,56% dos recursos destinados à suplementação orçamentária das federais no ano passado.

“Para reduzir o déficit em 2016, a UFRJ precisa intensificar as suas ações para continuar melhorando a gestão e a eficiência no uso de recursos”, informou o MEC em nota.

Nesta semana, alunos de odontologia protestaram contra a falta de materiais básicos para atender pacientes. Nesta terça-feira (23), o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão, cancelou cirurgias por pane em elevadores. No fim de dezembro, por causa do déficit, já tinha suspendido consultas e cirurgias eletivas, anunciando que só faria cirurgias de emergência.

Assim como na UFRJ, outras universidades do país viram os cortes afetar o funcionamento de atividades básicas e ao menos um terço das instituições federais de ensino superior reivindicaram ao MEC complementos para não terminar o ano no vermelho, segundo dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior.

O déficit de R$ 240 milhões, quando aplicado sobre o orçamento dessas oito universidades, soma 3% dos 9,1 bilhões do orçamento inicial previsto pelo MEC. Apesar do percentual baixo, o corte incide justamente sobre a parcela do orçamento que não está comprometida com a folha de salários, que é o maior gasto das universidades.

Levantamento nacional

O levantamento do G1 considerou as 15 maiores universidades brasileiras pelo critério de oferta de vagas: UFF, UFRJ, UFPB, UFPA, UNB, UFRN, UFBA, UFSC, UFPE, UTFPR, UFMG, UFG, UFPR, UFAM, UFMS, UEMA, USP, UNESP, UERJ e UEG.

Para a equipe de reportagem, UFAM, UFPR, UFBA e UFRN dizem ter fechado 2015 sem déficit apesar dos cortes do MEC. Tanto nos casos dessas federais quanto as que declaram ter tido déficit, a saída para fechar o balanço é complementar a diferença com receitas próprias ou rolar o pagamento de compromissos para o exercício posterior.

Também com alto índice de déficit em 2015, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) fechou o ano de 2015 com saldo negativo de R$ 83,5 milhões. No ano anterior, em 2014, esse déficit foi de R$ 28,9 milhões.

A instituição informou, no entanto, que no ano passado foi possível revisar o planejamento e deixaram de ser executadas obras de ampliação do campus, como a construção de biblioteca, laboratório e salas de aulas. Além do repasse do governo, a UTFPR possui outras receitas provenientes de aluguéis e produções vegetais e animais.

Variações no orçamento

Na soma total, a previsão orçamentária para as 15 universidades analisadas no levantamento do G1 apresentou aumento em 2016. No ano passado elas somaram previsão de 17,2 bilhão. Neste ano, o previsto é de R$ 17,4 bilhões.

Entretanto, a variação positiva não é apontada como solução. No caso da UFRJ, o aumento previsto é de 5%. “Não (será suficiente para equilibrar as necessidades da instituição), necessitamos uma suplementação na dotação orçamentária de 2016 na ordem de R$ 170 milhões”, afirma o pró-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Roberto Antônio Gambine Moreira.

“É fundamental que possamos avançar no debate sobre a matriz de distribuição de recursos, para que a UFRJ supere suas necessidades orçamentárias”, defende Moreira, que apesar disso ressalta que o MEC vem liberando “cotas de limite de empenho” que mantiveram o funcionamento no período em que está ocorrendo a reposição de aulas decorrente da greve em 2015.

Um dos diretores do DCE e conselheiro Universitário da UFRJ pela bancada discente, o estudante de história Raphael Almeida defende a repactuação financeira do governo federal com as universidades. “Com essa situação de cortes, a gente passa do ruim para o horrível”, afirma.

O estudante avalia que o problema não é só da UFRJ, lembrando que outras universidades sofreram corte e atrasos de bolsas, paralisação na ampliação de alojamentos estudantis e precarização do serviço de restaurantes universitários.

“50% de vagas de ingresso precisam dessa política de permanência”, defende o estudante, lembrando que a nova reitoria da UFRJ havia comprometido na ampliação do atendimento.

Se alunos apontam problemas, os professores que realizaram greve de três meses em 2015 fazem coro. Para a diretora do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Olgaíses Cabral Maués, os cortes no orçamento aprofundaram os problemas que também afetam o corpo docente.

“A crise na carreira dos professores não surgiu em 2015 com os ajustes no orçamento, mas foi aprofundada. Não há abertura de novos concursos, os salários estão achatados e a carreira está desestruturada”, afirma Olgaíses.

Universidade de Brasília

Na Universidade de Brasília (UNB), os cortes iniciais de R$ 81,2 milhões acabaram em um déficit de R$ 60 milhões. De acordo com o decano de Planejamento e Orçamento da UNB, César Augusto Tibúrcio Silva, o valor só não se transformou em dívida com os fornecedores porque a universidade usou recursos de superávit acumulado em outros anos para quitar os compromissos.

“O ano passado foi tão complicado que até a taxa de câmbio acabou afetando”, explicou o decano. Ele explicou que a UNB chegou a cotar prejuízo de R$ 1 milhão com a variação do dólar na importação de equipamentos para pesquisa. “A diferença saiu dos nossos recursos”, explica César Augusto Tibúrcio Silva, que aponta que a UNB conta com receita vinda de alugueis de imóveis.

A principal receita para diminuir o impacto dos cortes foi a renegociação de contratos com prestadores de serviços. A contratação da equipe de limpeza, por exemplo, foi alterada de um modelo que considerava postos de trabalho e passou a contratar serviços, levando para a terceirizada a necessidade de gerir também os insumos para o trabalho.

Para 2016, a equipe de planejamento da UNB ainda aguarda a definição de se eventuais novos cortes vão afetar a instituição. “A gente não sabe quanto que isso (corte) vai representar em termos de valor. Estamos finalizando fevereiro sem ter noção de quanto será o corte em investimento. Isso acaba gerando uma insegurança.”

Apesar dos dilemas, o decano da UNB ressalta ter visto colaboração do MEC. “O diálogo está funcionando”, diz Tibúrcio.

Entre as estaduais, rombo e crise na UERJ

Por meio da Lei de Acesso à informação, a UERJ relatou ao G1 ter R$ 1.043.092.289, 00 em despesas empenhadas, que seriam “valores a serem pagos referentes à 2015”. Além disso, o orçamento aprovado para 2016 é de R$ 1.124.856.510,00, mas R$ 530.668.516,00 estão contingenciados por causa da crise financeira do estado.

No fim de dezembro, pouco tempo depois de aulas serem suspensas por insalubridade, alunos ocuparam prédio do campus Maracanã contra atrasos nos pagamentos dos salários e bolsas.

À época, além dos atrasos em bolsas estudantis, funcionários da universidade e da empresa de limpeza, que presta serviço à Uerj, também estavam sem receber. O movimento levou à suspensão das aulas e ao anuncio da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) de que investigaria os contratos de serviços terceirizados da Uerj.

Nesta terça-feira (23), o novo reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, diz que a maior parte do déficit da instituição é com empresas terceirizadas de manutenção, vigilância e que prestam serviços de alimentação à universidade.

Apesar disso, ele deu valores inferiores ao prestado pela própria UERJ via LAI. “Não é uma dívida, são restos a pagar que ficaram de 2015, deve estar entre R$ 60, 70 milhões. A ideia é que tenhamos um calendário que se desenrole a partir de março, para que se pague, ao mesmo tempo, o mês vigente e o mês anterior”, afirmou durante café da manhã com jornalistas.

“A gente tem que racionalizar o quanto puder com as empresas terceirizadas. Não se cogita redução de bolsas de maneira nenhuma”, disse. O reitor usou como exemplo a rescisão do contrato, nesta semana, da empresa que faz a limpeza no Hospital Pedro Ernesto. “Os funcionários da empresa anterior não vinham comparecendo e limpeza é essencial, sobretudo num hospital”, disse Marques.

Crise persiste na USP

Em São Paulo, o maior problema financeiro é o da Universidade de São Paulo (USP), que é custeada com receitas do governo estadual, destinada a partir de arrecadação de ICMS. A instituição, considerada a melhor universidade brasileira em rankings internacionais, fechou as contas de 2014 com déficit de R$ 1 bilhão.

Ao final de 2015, esse déficit foi de R$ 900 milhões. A perspectiva para 2016 é de que a instituição feche o ano com déficit de R$ 543 milhões. A USP aponta que apenas a folha de pagamento da instituição exige, todos os meses, quase todo o orçamento. Do total do orçamento para 2016, de R$ 5,2 milhões, serão destinados R$ 4,8 bilhões para este fim, o equivalente a 97,4%.

Em 2014, a USP lançou um plano de demissão voluntária para tentar reduzir este custo. Foram 1.433 adesões e uma redução de 4,4% dos gastos com folha de pagamento. Também informou que suspendeu novas contratações, revisou e renegociou contratos.

A atual crise financeira obrigou a universidade a paralisar obras. Estão sendo feitas somente ações emergenciais, como as relacionadas ao Museu Paulista (que completará em agosto o terceiro ano fechado sem que as reformas tenham de fato começado) e à USP Leste. Como alternativa, também foi aprovado no fim do ano passado, um programa que prevê que ex-alunos da USP façam doações em dinheiro ou móveis, ou ainda, patrocinem reformas.

Novas fontes de receitas

Sandro Cabral, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e licenciado da Universidade Federal da Bahia (UFBA), diz que o momento é propício para criar oportunidades para que as instituições arrecadem receitas próprias e não dependam apenas do repasse do governo.

“Se o governo vive uma recessão fiscal e por um momento conjuntural não tem condições de suplementar, a escola tem de captar. Se a receita é menor do que a despesa, não tem de haver constrangimento em buscar novas receitas”, diz.

Cabral cita como uma das alternativas, por exemplo, a criação de cursos de mestrados profissionais que podem ser cobrados. “Pode ser uma porta para alavancar recurso. O excedente pode ser utilizado para cobrir certos gastos que a fonte do tesouro não cobre.”

Em nota, o MEC disse que, no ano passado, as universidades arrecadaram R$ 573.458.304 em recursos próprios.

“Com as recentes alterações na Lei de Inovação, assim como com a aprovação de Projeto de Lei autorizando a realização de cursos de especialização pagos nas Universidades Federais, a tendência para os próximos anos é de aumento desta arrecadação”, informa o MEC.

Outra forma de driblar a crise e otimizar os gastos, segundo o professor do Insper, é revisar e fiscalizar os contratos terceirizados, que geralmente abocanham os serviços de vigilância e limpeza. Até no corpo docente há espaço para reestruturações, na visão de Cabral.

“Um professor de dedicação exclusiva que não produz pesquisa tem de dar uma maior quantidade de horas aulas. Há espaço para racionalização e otimização, fazendo com quem trabalhe pouco, trabalhe mais”, afirma Cabral.

Doações de ex-alunos também seriam opção de captação de receita. Cabral lembra que nos Estados Unidos é muito comum ex-alunos doarem grandes montantes às instituições onde se formaram. Em contrapartida ganham salas que levam seus nomes ou de empresas que representam.

“Isso é visto com reserva por universidades públicas, por acharem que abre uma porta para a privatização. Mas é necessário reduzir o nível de dependência do governo federal.”

O temor existente no meio é confirmado no posicionamento do estudante de história da UFRJ. “(Recurso próprio) não é bom a custo de qualquer coisa. Somos contra cursos pagos na universidade. Não admitimos, porque daí para se criar um espírito de privatização não custa”, finaliza Raphael Almeida.

(*) Colaboraram G1 DF, G1 GO, G1 MS, G1 MT, G1 AL, G1 BA, G1 CE, G1 MA, G1 PB, G1 PE, G1 PI, G1 RN, G1 SE, G1 AP, G1 AC, G1 AM, G1 PA, G1 RR, G1 RO, G1 TO, G1 ES, G1 MG, G1 RJ, G1 PR, G1 RS e G1 SC.

G1

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Eleições 2026

PF arquiva apuração sobre suposta interferência dos EUA nas eleições

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal arquivou a apuração preliminar aberta para investigar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. A análise foi encerrada por falta de elementos mínimos que justificassem a abertura de um inquérito formal.

O procedimento havia sido solicitado pela Advocacia-Geral da União (AGU) após reportagem do jornal britânico The Guardian sobre um projeto do governo americano que previa US$ 1 milhão para iniciativas relacionadas a críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A apuração foi anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no dia do primeiro turno. Na ocasião, ele ressaltou que ainda se tratava de um procedimento preliminar. Com o arquivamento, a PF concluiu que as informações apresentadas não eram suficientes para comprovar uma interferência estrangeira no processo eleitoral.

Com informações da CNN

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Política

[VÍDEO] Apoiadores de Lula estariam usando a estrutura do DCE da UFRN para produzir panfletos contra Flávio


Leitores do Blog do BG enviaram um vídeo em que apoiadores do presidente Lula (PT) estariam imprimindo material de apoio ao petista e contra Flávio Bolsonaro (PL) nas dependências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

As imagens mostram que a estrutura seria da impressora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que estaria confeccionando diversos panfletos contra o candidato do PL.

Não é a primeira vez que o blog recebe denúncias de aparelhamento de instituições públicas, como a UFRN, pela esquerda durante as eleições de 2026.

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Política

Álvaro participa de encontro nacional do PL e reforça mobilização para ampliar votação de Flávio Bolsonaro no RN

Divulgação

Reunião em Brasília reuniu Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, governadores, candidatos, aliados e principais lideranças nacionais do partido para definir estratégias do segundo turno

Álvaro Dias participou, nesta quarta-feira (7), em Brasília, de um grande encontro promovido pela campanha nacional e pela Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) para alinhar as estratégias da candidatura de Flávio Bolsonaro nesta reta final do segundo turno das eleições.

Realizada na sede nacional do PL, a reunião contou com a presença de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar, do senador Rogério Marinho, do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, de Michelle Bolsonaro, além de governadores, senadores, deputados, candidatos, parlamentares eleitos, aliados e das principais lideranças nacionais da legenda.

O encontro teve como foco a definição das estratégias que serão adotadas em todo o país nos próximos dias de campanha. Álvaro participou das discussões e do alinhamento das ações que serão desenvolvidas no Rio Grande do Norte, onde o PL pretende intensificar a mobilização de suas lideranças e apoiadores.

“Viemos a Brasília para alinhar as estratégias nacionais com o trabalho que vamos desenvolver no Rio Grande do Norte. Agora é hora de intensificar a mobilização, unir nossas lideranças e trabalhar ainda mais para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no nosso estado”, afirmou Álvaro Dias.

Ele ressaltou que o PL e seus aliados no Rio Grande do Norte estarão empenhados durante todo o segundo turno, ampliando as ações nos municípios e buscando novos apoios para a candidatura presidencial.

“Vamos nos dedicar integralmente nesses próximos dias. Temos um grupo forte e mobilizado e vamos levar a mensagem de Flávio a todas as regiões do Rio Grande do Norte. Nosso objetivo é crescer, conquistar novos votos e dar uma contribuição ainda maior para a vitória de Flávio Bolsonaro”, concluiu Álvaro.

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Política

Lula teve três vezes mais votos que Flávio entre presos provisórios

Foto: Douglas Magno e Gledston Tavares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve quase três vezes mais votos que Flávio Bolsonaro (PL) entre presos provisórios no primeiro turno. Foram 8,1 mil votos para Lula contra 2,6 mil para Flávio.

O levantamento analisou os registros de 243 seções eleitorais instaladas para receber votos de presos provisórios. Entre os demais candidatos, Augusto Cury teve 177 votos, Ronaldo Caiado, 168, e Renan Santos, 73.

O voto é permitido a presos provisórios que ainda não possuem condenação criminal transitada em julgado, já que não tiveram os direitos políticos suspensos. Já presos com condenação definitiva ficam impedidos de votar enquanto durarem os efeitos da condenação.

Na Papuda, porém, a disputa foi mais equilibrada: Lula recebeu 74 votos (47% dos válidos), enquanto Flávio teve 70 (44%).

Com informações do Metrópoles

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Política

[VÍDEO] Allyson não irá declarar apoio a Lula ou a Flávio e diz que se comportará igual ao primeiro turno


O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, voltou a evitar um posicionamento sobre a disputa presidencial no segundo turno. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que respeita os eleitores que escolheram apoiar cada um dos candidatos.

A estratégia de Allyson é manter-se fora da polarização entre os presidenciáveis e evitar uma declaração explícita de apoio a qualquer um dos lados nesta reta final da eleição.

“Quem votou em mim sabia da minha posição. A minha posição, ela é a mesma. É de respeito ao cidadão que está se decidindo a apoiar um ou outro candidato”, declarou.

Allyson disse ainda que independentemente de quem seja eleito presidente, o próximo governador do Estado terá condições de dialogar com o Palácio do Planalto e apresentar as prioridades potiguares.

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Política

[VÍDEO] Caiado reage a colunista e dispara : “Contenha no seu petismo”


O ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) reagiu ao ser questionado pelo colunista Josias de Souza sobre seu apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Durante a entrevista ao Canal UOL, Caiado reclamou com o jornalista de ter uma postura lulista e afirmou: “Contenha no seu petismo”.

O ex-governador também rejeitou a ideia de que seu apoio a Flávio seja incoerente e defendeu que sua trajetória política deixa claro seu posicionamento na disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Esporte

ABC-União de Extremoz representará o RN na Copa Maria Bonita com transmissão para todo o Nordeste

Reprodução

O futebol feminino de Extremoz ganhará uma importante vitrine regional no mês de novembro. A Sociedade Esportiva União, em parceria com o ABC, será a representante do Rio Grande do Norte na 2ª edição da Copa Maria Bonita, competição que reunirá clubes dos nove estados do Nordeste.

Na disputa, a equipe entrará em campo como ABC União, resultado da parceria entre as duas agremiações e de um trabalho que busca fortalecer a presença do futebol feminino potiguar nas grandes competições.

A Copa Maria Bonita terá ainda uma importante projeção de mídia, com transmissão da Globo para o Nordeste, ampliando a visibilidade das atletas, dos clubes participantes e também das marcas e instituições que investem no desenvolvimento da modalidade.

Para o União, a participação representa mais um passo em uma trajetória construída ao longo dos anos. Com sede em Extremoz e atuação dedicada exclusivamente ao futebol feminino, o clube vem conquistando espaço e evoluindo dentro do cenário esportivo, proporcionando oportunidades para atletas e contribuindo diretamente para o fortalecimento da modalidade no Rio Grande do Norte.

A competição de novembro também poderá abrir caminho para um projeto ainda mais amplo. Após a Copa Maria Bonita, existe a intenção de realização da Maria Bonita Cup, torneio que deverá proporcionar ao campeão e ao vice-campeão confrontos contra duas equipes internacionais. A iniciativa, ainda sem data definida, poderá representar uma nova oportunidade de intercâmbio e projeção para o futebol feminino nordestino.

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Geral

11º Fórum Negócios Experience é lançado com novo formato e aposta em experiências

Ao longo de uma década de história, o Fórum Negócios Experience se tornou o maior festival empreendedor do Brasil. Agora, o evento abre um novo capítulo, dedicando sua 11ª edição a celebrar as conquistas de quem fez parte dessa trajetória e a ampliar o olhar para o futuro do empreendedorismo, com o tema “O Mapa da Expansão”, inspirado no livro do CEO do Fórum Negócios Group, Jean Valério. Os detalhes foram apresentados nesta terça-feira (6), em evento de lançamento realizado na Arena das Dunas.

“O Fórum deste ano tem mais experiência, mais espaço e mais conteúdo. E vocês vão perceber uma evolução na estrutura do evento: plenária maior, praça de alimentação mais completa, área expo ampliada, estandes maiores, mais espaços de experiência e ativação, e novos ambientes de relacionamento”, explicou Jean Valério sobre a edição que acontece nos dias 5 e 6 de novembro, no Centro de Convenções de Natal.

“Teremos também uma produção ainda mais imersiva, com show de luzes, sonorização, pirotecnia, cenografia, ativações e diversas experiências pelo evento. É uma edição pensada para ampliar não apenas o conteúdo, mas toda a experiência de quem participa”, completou o fundador do Fórum.

As novidades são incrementos a um modelo de formação empresarial que já atraiu, no decorrer de sua história, mais 100 mil inscritos, 400 palestrantes e 300 empresas parceiras. Encontros que geraram mais de R$ 350 milhões em negócios.

E são resultados como esses que posicionam o evento como um dos principais vetores de desenvolvimento empresarial do país, destacando a capital potiguar como polo de negócios. Referências do mercado empresarial como Eike Batista, Luiza Helena Trajano, João Kepler, Augusto Cury, Thiago Nigro, Pablo Marçal, Joel Jota, Luciano Huck, Carol Paiffer e Guilherme Benchimol já passaram pelo palco do Fórum Negócios Experience.

Neste ano, o line-up segue a tradição de conter nomes de peso do empresariado brasileiro. Entre os palestrantes já confirmados, estão o economista Ricardo Amorim; o CEO do Rock in Rio, Luis Justo; o estrategista empresarial Antônio Napole; a Shark Tank e empreendedora serial Camila Farani; a psicóloga Heloisa Capelas; o CEO da StartSe, Piero Franceschi; a Fundadora da FLC Lâmpadas e da ONG Amigos do Bem, Alcione Albanesi e o especialista em oratória Giovanni Begossi.

Ao todo, a edição contará com time de mais de 30 especialistas, que irão explorar assuntos relacionados aos tópicos do método M.A.P.A, apresentado no livro que inspirou o tema da edição e no material do Fórum Negócios Select.

“A gente sempre faz uma pesquisa de mercado para entender o que os empresários, o que os empreendedores necessitam atualmente. E, assim, identificou que, no núcleo empresarial brasileiro, eles precisavam de mais segurança nas decisões, mais estabilidade no crescimento, ter mais tempo e crescer mais rápido. Então, se o desafio é crescer mais rápido, com mais segurança e mais consistência, a gente lembrou do método usado no Fórum Negócios Select, que é um acompanhamento empresarial em que a gente reúne empresários de todo o Brasil”, disse o CMO do Fórum Negócios Group, Gabriel Corrêa.

“A gente aplica um método lá e agora está trazendo diretamente para o Fórum Negócios Experience. O [método] M.A.P.A, aborda principalmente quatro quatro pilares que a gente acredita que são capazes de transformar uma empresa – desde a que está começando agora até a que já está em ação -, os quais são: modelo de negócios, alavancagem de posicionamento, propulsão com growth e alta performance em vendas”, concluiu.

Com o elenco que vem sendo anunciado, as novidades no formato e o crescimento que vem conquistando ano a ano, a expectativa para 2026 é de que mais de 7 mil inscritos de todo o Brasil passem pelo Centro de Convenções de Natal nos dois dias de evento.

O 11º Fórum Negócios Experience é apresentado pela Brisanet e conta com patrocínio de Aerotur, Editora Gente, Emprotur, Justiz Terceirização, Kiwify, LocaInfo, Mirella Procópio Arquitetura, NowPro.AI, Viver Saúde, 3corações, Arena das Dunas, Fecomércio RN, Hospital Paulo Gurgel, Humana Saúde, Petisqueria, Universidade Potiguar (UnP), UPChina, Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), ClickMassa, Favorito, Lion Brazil, MOV, Nordestão, Pão Cadice, Pittsburg, Plugtech, Produtiva Jr, Sankhya, Slup Sorvetes, Vectacont, Woopo, WRL Boné, Alport Libras e MB Limpeza Urbana.

As vendas dos ingressos já foram iniciadas, e o primeiro lote está disponível no site oficial: forumnegocios.com.br.

SERVIÇO
Fórum Negócios Experience 2026
📍 Centro de Convenções de Natal
📅 5 e 6 de novembro
🎟️ Ingressos: forumnegocios.com.br.

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Geral

“VOU ATRÁS DE VOCÊ”: Senador eleito pelo Novo no Maranhão promete trabalhar para derrubar Flávio Dino

Foto: Reprodução

Eleito senador pelo Maranhão, Lahesio Bonfim (Novo) afirmou que vai trabalhar para derrubar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Em discurso após a vitória, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes acusou Dino de perseguição política durante o período em que ele governava o estado.

“Agora, Flávio Dino, eu estou indo atrás de você em Brasília”, declarou. Lahesio alegou que seu município recebeu poucas doses de vacina contra a Covid-19 por retaliação política e citou uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público realizada quando era prefeito.

Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), Lahesio chegará ao Senado em meio à mobilização de parlamentares bolsonaristas pelo impeachment de ministros do STF, principalmente de Alexandre de Moraes.

Com informações da Folha de S.Paulo

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Geral

Rogério Marinho rejeita acordo para salvar Moraes e ironiza Janja: “Nossa grande cabo eleitoral”

Foto: Reprodução/Metrópoles

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), negou a existência de qualquer acordo político envolvendo o candidato e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A declaração foi dada à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

“Nas conversas que nós tivemos, não existe nenhuma palavra de acordo. Não queremos vingança contra ninguém, mas não seremos omissos“, afirmou Marinho.

A tese de um eventual acordo é uma tentativa do PT de “virar o jogo” após o resultado do primeiro turno, explicou o senador. Marinho afirmou também que o STF foi um “grande vetor” da vitória da direita e que “claramente tomou um lado”.

O coordenador também comparou a postura de Flávio à de Lula em relação ao passado. “Lula tem um retrovisor maior que pára-brisas. Só vive olhando pro passado. Nós não. Queremos reconstruir o país, reconciliar o povo”, disse.

Sobre o segundo turno, Marinho afirmou que a campanha não pode subestimar Lula e o PT, que classificou como “uma máquina de moer fake news”. Ao comentar a atuação da primeira-dama Janja, o senador ironizou: “Ela é a nossa grande cabo eleitoral. Ela e ele (Lula), aliás“, declarou Marinho ao Metrópoles.

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