Economia

Novo governo pode usar brechas para flexibilizar regras trabalhistas sem mexer na Constituição ou CLT

Sem mexer na Constituição ou na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o governo de Jair Bolsonaro tem espaço para uma nova flexibilização na aplicação de direitos dos empregados, pouco mais de um ano após a lei trabalhista passar por sua mais profunda reforma.

Promessa de campanha do presidente eleito para a geração de emprego, a carteira de trabalho verde e amarela existiria simultaneamente à tradicional azul, mas funcionaria como um contrato individual da empresa com cada funcionário. Suas determinações prevaleceriam sobre a CLT, mas os direitos constitucionais seriam mantidos.

Professores de direito observam, no entanto, que as garantias ao trabalhador na Constituição, listadas no artigo 7º, são apresentadas de forma genérica.

“A Constituição garante direitos como salário mínimo, 13º salário, seguro-desemprego, irredutibilidade salarial. Mas outras leis trazem especificações, como a de que o 13º deve ser pago em duas parcelas”, afirma Fabíola Marques, professora da PUC-SP.

Com isso, ela diz, haveria brecha, por exemplo, para que o 13º fosse pago mensalmente para os registrados com a carteira verde e amarela.

A adesão à nova carteira seria voluntária e válida para novos ingressantes no mercado.

“Quem estiver com 16 anos pode escolher: porta da esquerda, você tem sindicato, tem legislação trabalhista para te proteger, tem encargos, tem uma porção de coisas. Porta da direita, você tem contas individuais, não mistura assistência com previdência, […] não tem encargos trabalhistas e a legislação é como em qualquer lugar do mundo, se você for perturbado no trabalho, você vai à Justiça e a Justiça resolve seu problema”, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista à GloboNews ainda durante a campanha eleitoral.

“O que parece que está sendo proposto é uma alteração na forma de praticar e aplicar esses direitos. Não será o FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] como está na lei específica do fundo, por exemplo. O título estará assegurado, mas não na forma daquela lei”, diz Paulo Sergio João, professor da FGV Direito SP.

Bolsonaro já sinalizou a intenção de flexibilizar mais as leis trabalhistas e disse que, mesmo após a reforma de 2017 na CLT, continua sendo difícil ser patrão no Brasil.

“No que for possível, sei que está engessado o artigo 7º [da Constituição], mas tem que se aproximar da informalidade”, afirmou o presidente em reunião com deputados do DEM em 12 de dezembro.

Para Nelson Mannrich, professor da USP e sócio do Mannrich e Vasconcelos Advogados, a iniciativa pode ser boa para fomentar o emprego em grupos específicos. “Temos no Brasil jovens de 16, 17 anos que querem trabalhar e não têm condições de acesso ao mercado. Eles não podem se beneficiar da lei de estagiários, então por que não ter uma lei específica para fomentar o emprego desses jovens?”

Sem regras claras para o novo tipo de vínculo empregatício, porém, o temor é que a carteira verde e amarela “engula” a azul. “É óbvio que, se esse modelo for mais conveniente para o empregador, a nova carteira vai ser quase compulsória”, diz João.

Ele compara a situação com a instituição do FGTS, em 1967, que acabou tornando letra morta artigo da CLT que assegura estabilidade no emprego ao trabalhador com dez anos ou mais na mesma empresa.

Há dúvidas também sobre como seria a validade de negociações coletivas nesses casos.

“A Constituição garante o adicional noturno, a CLT estipula em 20%, mas algumas convenções determinam mais. Com essa nova carteira, 0,1% já seria suficiente?”, questiona Ivandick Cruzelles, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Para instituir a carteira verde e amarela, o governo poderia apresentar um projeto de lei, que requer aprovação por maioria simples na Câmara e no Senado, “desde que estabeleça como garantir os direitos do artigo 7º”, diz Otavio Pinto e Silva, sócio do escritório Siqueira Castro e também professor da USP.

“Outra opção seria via medida provisória, mas aí teria uma duração limitada”, diz Marques. Medidas provisórias produzem efeitos imediatos, mas têm prazo de vigência de até 180 dias e dependem de aprovação do Congresso para se transformar em lei.

Uma nova regra no âmbito trabalhista não deve passar sem gerar discussões sobre sua constitucionalidade, avalia Marques.

“É possível que, dependendo da legislação, seja arguida a inconstitucionalidade da norma, porque poderia criar duas categorias de trabalhadores, o que violaria o princípio da igualdade.”

Ela pondera, no entanto, que já existem categorias de trabalhadores com características diferentes, como o temporário e o intermitente (sem jornada fixa regular).

“Até pode ser que se crie uma legislação diferente, mas, para isso, é preciso que haja um tipo de trabalho distinto”, afirma Marques.

“A Constituição Federal assegura direito a trabalhadores sob vínculo de emprego, e outras modalidades de contrato são possíveis”, diz João.

Na avaliação de Cruzelles, a existência de duas carteiras de registro criaria duas classes de trabalhadores, “e a Constituição não estabelece essa possibilidade”, ele diz.

“Além disso, não cabe ao direito trabalhista a geração de empregos. Não é ele que vai aumentar ou diminuir postos de trabalho. Em 2014, o Brasil vivia uma situação perto do pleno emprego sem a redução de nenhum direito, mas pelo aquecimento da economia e condições do país que atraiam investimentos”, afirma.

Direitos Trabalhistas

O artigo 7º da Constituição Federal lista os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, mas há outras leis que especificam suas aplicações

Seguro-desemprego
É garantido pelo inciso II do artigo 7º da Constituição, mas regulamentado por lei própria. Em 2015, no governo de Dilma Rousseff (PT) e em meio à crise econômica, as regras de acesso ao benefício se tornaram mais duras: para fazer o primeiro pedido, o trabalhador precisa ter sido empregado por ao menos 12 meses seguidos

FGTS
O inciso III da Constituição de 1988 assegura o direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Mas lei que regula o fundo existe desde 1966. Ela determina, por exemplo, que a presidência de seu Conselho Curador será de representante do Ministério do Trabalho, pasta que será extinta no governo de Jair Bolsonaro

Salário
A Constituição garante o salário mínimo “fixado em lei, nacionalmente unificado” e “com reajustes periódicos”. A atual política de valorização do mínimo, no entanto, foi estipulada por outra lei, de 2011, no governo Dilma, e tem validade apenas até 2019. A Constituição garante ainda o princípio de irredutibilidade do salário

Licenças-maternidade e paternidade
Os 120 dias da licença-maternidade são garantia constitucional, bem como os cinco dias para a licença dos pais, e, portanto, não poderiam ser alterados em contratos individuais, como a carteira verde e amarela

13º salário
É direito constitucional do trabalhador o recebimento de um 13º salário, com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. Há lei específica determinando que esse pagamento deve ser feito em duas parcelas, mas, com a carteira verde e amarela, o empregador poderia estipular uma periodicidade diferente, por exemplo

Adicional noturno
A remuneração do trabalho noturno deve, segundo o inciso IX, ser superior à do diurno. Mas é a CLT que determinou que o acréscimo é de 20% sobre a hora diurna. A lei trabalhista também considera que será computada como hora noturna 52 minutos e 30 segundos; em um contrato individual, esse período poderia virar uma hora cheia

Repouso e férias
Os incisos XV e XVII garantem, respectivamente, repouso semanal remunerado e férias anuais remuneradas “com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal”. O número de dias das férias é determinado pela CLT, que passou a permitir, com a reforma de 2017, o fracionamento do descanso em até três parcelas. No contrato pela carteira verde e amarela, essa divisão poderia ser mais livre

Trabalho insalubre
Quem exerce atividade penosa, insalubre ou perigosa tem direito constitucional a um adicional. A definição de insalubridade, no entanto, é da CLT. É a lei trabalhista que também estabelece como será a remuneração extra: de 40%, 20% e 10% do salário mínimo da região, dependendo de como é classificado o grau de insalubridade da atividade (máximo, médio e mínimo)

Folhapress

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Flávio Bolsonaro culpa Lula por tarifas e diz que buscará diálogo com a China para evitar alta de taxas sobre carne brasileira

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende procurar a embaixada da China para tentar reverter as tarifas aplicadas às exportações brasileiras de carne bovina. Durante uma transmissão ao vivo, ele voltou a responsabilizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas dificuldades nas negociações comerciais internacionais.

Segundo o senador, a carne brasileira já paga tarifa de 12% para entrar no mercado chinês, e os embarques que ultrapassarem a cota anual passarão a ser taxados em mais 55%.

“A gente está falando de 67% de tarifação da nossa carne brasileira a partir do momento em que essa cota é estourada. E estou disposto também a buscar o governo chinês, a embaixada aqui, para também pedir que isso não aconteça”, afirmou.

Flávio também criticou o governo brasileiro pelas restrições impostas pela União Europeia às proteínas de origem animal produzidas no país.

“O Brasil pode nem exportar mais algumas proteínas para a Europa, porque o Brasil não atendeu algumas exigências sanitárias por parte da Europa, um protocolo que o Brasil não seguiu, quer dizer, incompetência mesmo”, disse.

Ao comentar as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, que entram em vigor na próxima quarta-feira (15), o senador afirmou que tentou convencer autoridades americanas a rever a medida e voltou a atribuir a responsabilidade ao governo federal.

“Não adianta colocar tarifa em cima da gente, isso é culpa do Lula, ele que abrace esse problema. Eu fui lá com a força política para tentar que o tarifaço por parte do governo americano não acontecesse. Não sei se vou conseguir, mas fico com a consciência tranquila de que fiz a minha parte”, declarou.

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TSE reúne nesta semana plataformas, redes sociais e institutos de pesquisa para alinhar regras antes das eleições

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Em meio à proximidade das eleições deste ano, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, vai se reunir com representantes de plataformas e institutos de pesquisa nesta semana.

O foco do ministro estará na preparação das eleições, na definição de critérios institucionais e no combate à desinformação:

14 de julho: Reunião com representantes dos principais institutos de pesquisas eleitorais. O encontro vai debater metodologias e fixar parâmetros de transparência após impasses recentes sobre a neutralidade de levantamentos divulgados ao público.

16 de julho: Audiência com representantes das principais plataformas de tecnologia e redes sociais para alinhar as regras de moderação, impulsionamento e combate a conteúdos falsos durante a campanha.

Institutos de pesquisa

Nunes Marques tem comentado com interlocutores que a discussão sobre o formato das pesquisas eleitorais não é um debate sobre liberdade de expressão, mas sim sobre o cumprimento de regras técnicas da Corte.

Em junho, o ministro determinou a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel, que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O objetivo final é um só: evitar que as sondagens virem um ringue na disputa eleitoral.

Redes sociais

Em relação às plataformas, o objetivo principal do encontro é revisar as diretrizes de moderação de conteúdo, avaliar os canais de denúncia rápida e garantir o cumprimento das resoluções vigentes que restringem a propagação de conteúdos enganosos que possam comprometer a integridade do pleito.

Em junho, a Corte criou uma comissão permanente para o acompanhamento e a organização do uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) na Justiça Eleitoral.

Com informações de R7

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NATAL: Prefeitura retoma obras na Av. Jerônimo Câmara e comunica mudanças no trânsito

A Prefeitura de Natal informou que as obras na Avenida Jerônimo Câmara entram em uma nova etapa a partir das 8h desta segunda-feira (13), com mudanças no trânsito.

Segundo o comunicado, no trecho entre as avenidas Jaguarari e Potiguares, apenas a faixa exclusiva para ônibus permanecerá liberada. As demais faixas serão interditadas para a realização dos serviços de fresagem e regularização do pavimento.

Agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) estarão no local para organizar o tráfego e minimizar os impactos durante a execução das obras.

A orientação é que os motoristas programem o deslocamento com antecedência, utilizem rotas alternativas e respeitem a sinalização.

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Morre o ator Rui Rezende, o lobisomem na novela Roque Santeiro, aos 87 anos

Foto: reprodução/redes sociais

O ator Rui Rezende morreu aos 87 anos neste domingo (12/7). Morador do Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, desde 2019, ele estava internado desde 2 de julho no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca. A morte foi confirmada pela própria instituição, que não divulgou a causa.

Em nota, o Retiro dos Artistas homenageou o veterano da dramaturgia: “Ao longo de décadas de carreira, Rui emocionou o público com seu talento nos palcos, no cinema e na televisão, construindo uma trajetória marcada pela dedicação à arte e por personagens que permanecerão vivos na memória de gerações”.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Rui Rezende construiu uma trajetória marcante no teatro, no cinema e na televisão. Um de seus personagens mais lembrados foi o professor Astromar Junqueira, que se transformava em lobisomem em Roque Santeiro (1985), uma das novelas mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira.

Natural de Araguari (MG), José Pereira Rezende Filho nasceu em 18 de novembro de 1938 e adotou o nome artístico Rui Rezende. O ator também conquistou o público ao interpretar Bob Lamb em A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990), produção da extinta Rede Manchete.

Metrópoles

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ABC vence o Águia de Marabá por 3 a 0 e avança às oitavas da Série D

Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC está nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (12), o Alvinegro venceu o Águia de Marabá por 3 a 0, na Arena das Dunas, reverteu a derrota por 2 a 1 no jogo de ida e avançou com placar agregado de 4 a 2.

O primeiro gol do Mais Querido saiu aos 35 minutos do primeiro tempo, após cruzamento de Jhosefer e gol contra de Wendell Araújo. Na etapa final, Jhosefer ampliou aos 37 minutos, aproveitando sobra após escanteio, e Wellington Reis fechou a goleada em um contra-ataque comandado por Wallyson.

Nas oitavas de final, o ABC enfrentará o vencedor do confronto entre Guaporé-RO e Luverdense-MT. No jogo de ida, o Luverdense venceu por 1 a 0, fora de casa, e decidirá a vaga em casa.

Os jogos das oitavas estão previstos para os dias 17 ou 18 de julho (ida) e 25 ou 26 de julho (volta). A tabela detalhada será divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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VÍDEO: Motorista perde o controle e capota Troller em trilha no interior do RN

Um veículo Troller capotou durante uma trilha no interior do Rio Grande do Norte após o motorista perder o controle do veículo. O acidente foi registrado por pessoas que acompanhavam o percurso, e as imagens repercutiram nas redes sociais.

Apesar dos danos materiais provocados pelo capotamento, ninguém ficou ferido.

Até o momento, não foram divulgadas as circunstâncias que fizeram o motorista perder o controle do automóvel durante a trilha.

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Governo Lula tenta última reunião com EUA antes de decisão de Trump sobre tarifas

oto: REUTERS/Dado Ruvic

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta realizar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o presidente Donald Trump decidir, até quarta-feira (15), se aplicará novas tarifas contra produtos brasileiros. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a emissora, o Planalto busca um encontro com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), na expectativa de conhecer antecipadamente a decisão do governo norte-americano. Na última quinta-feira (9), Greer afirmou à Fox Business que as negociações “ainda estão distantes de um acordo”.

Na sexta-feira (10), Lula reuniu ministros para definir a estratégia brasileira. De acordo com a CNN Brasil, o governo trabalha com dois cenários: o mais provável é a aplicação das tarifas, que o Planalto considera injustificadas; o outro é um eventual adiamento da medida por parte dos EUA.

Ainda segundo a CNN Brasil, integrantes do governo avaliam que, caso o adiamento seja atribuído ao pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que as tarifas sejam aplicadas apenas após as eleições de outubro, isso reforçaria a percepção de que as sanções têm motivação política, e não econômica.

As tarifas propostas pelo USTR incluem 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, resultado de uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, e mais 12,5% por alegada falta de restrições à importação de produtos feitos com trabalho análogo à escravidão.

O QUE OS EUA ALEGAM PARA TARIFAR O BRASIL EM 25%*

Pontos criticados:

  • PIX: BC favorece o sistema em detrimento de provedores norte-americanos.
  • Decisões judiciais: Tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis.
  • Tarifas preferenciais desleais: Audiência pública para debater medidas propostas.
  • Desmatamento ilegal: Brasil historicamente falhou no combate.
  • Acesso ao mercado de etanol: Brasil não oferece tratamento recíproco à exportação do etanol vindo dos EUA.
  • Proteção da propriedade intelectual: Falta de aplicação de leis penais e aduaneiras contra falsificação de serviços.
  • Combate à corrupção: Brasil não adota medidas de combate à corrupção.

*Fonte: Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Opinião dos leitores

  1. Papo pra boi dormir. Só porque Flávio Bolsonaro foi primeiro. Caso, contrário não iria tentar nada. Lula torce por essas tarifas. E os 50% da China? Nem ele nem a mídia fala por que?

  2. Tariflávio foi aos EUA tarifar o Brasil. Lula é a favor do Brasil. O outro é a favor das tarifas.

  3. pode espalhar que isso é culpa da família bolsonaro, os traidores da pátria… e ainda vivem pregando deus patria e familia… quanta falsidade

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Mais um restaurante anuncia encerramento das atividades na Grande Natal em 2026: o Mirante do Mar, em Tabatinga

Imagem: reprodução

O Mirante do Mar, um dos mais tradicionais bares e restaurantes de Tabatinga, em Nísia Floresta, anunciou neste domingo (12) o encerramento das atividades em publicação nas redes sociais. O estabelecimento funcionará até 26 de julho.

“Agradecemos de coração a todos os clientes e amigos que fizeram parte da nossa história”, diz a publicação que também comunicou que o Point Arituba, que funciona na Lagoa de Arituba seguirá funcionando.

O Mirante do Mar é mais um restaurante na Grande Natal que encerra as atividades em 2026. Desde o início do ano, tradicionais estabelecimentos também fecharam suas portas. Entre os casos mais emblemáticos estão o Santa Maria, um ícone da gastronomia portuguesa em Natal, que em fevereiro anunciou o fechamento após mais de 20 anos de funcionamento; O Duma Cozinha, que encerrou as atividades em abril; E ainda o Restaurante Caicoense, que funcionava na praça de alimentação do Natal Shopping desde 2012 e fechou em junho deste ano.

Opinião dos leitores

  1. Segundo os malditos petistas, as pessoas estão comprando comida na Shopee, Temu e SHEIN, por isso essa quebradeira toda!!

  2. Não tem problema, é muito luxo, não precisamos de capitalismo, o negócio é todo mundo comer nos restaurantes populares.
    Para quê ficar dando lucro para empresário, o bom mesmo é o estado tomar conta de todo mundo. Acho que os exemplos devem começar pela turma da esquerda, plano de Saúde o SUS, restaurante popular, escolas públicas, lazer nas praças públicas, sem vigilância privada nos condomínios…..

  3. Com um País desgovernado por essa esquerda corrupta , incompetente e inepta não se poderia esperar nada. Outubro esta chegando e o povo Brasileiro precisar se livrar destes cretinos.

  4. Natal vem apresentando sinais de declínio contínuo.

    Esse cenário tem 2 causas principais:

    1. Cenário Nacional
    Queda da natalidade e migração de jovens qualificados e investidores. Isso gera um desequilíbrio: sobra demanda por serviços públicos e falta base produtiva.

    2. Cenário Local
    Anos de gestão sem planejamento estratégico. Ao comparar com João Pessoa e Fortaleza, Natal carece de um projeto de cidade.
    As gestões têm se limitado ao trivial e a eventos, em vez de investir em desenvolvimento econômico e planejamento urbano.
    Detalhe: Alguém avise ao atual gestor,que shows pontuais não geram riqueza nem desenvolvimento, ao contrário, geram gastos.

  5. Natal vem apresentando sinais de declínio contínuo.

    Esse cenário tem 2 causas principais:

    1. Cenário Nacional
    Queda da natalidade e migração de jovens qualificados e investidores. Isso gera um desequilíbrio: sobra demanda por serviços públicos e falta base produtiva.

    2. Cenário Local
    Anos de gestão sem planejamento estratégico. Ao comparar com João Pessoa e Fortaleza, Natal carece de um projeto de cidade.
    As gestões têm se limitado ao trivial e a eventos, em vez de investir em desenvolvimento econômico e planejamento urbano.
    Detalhe: Alguém avise ao atual gestor,que shows pontuais não geram riqueza nem desenvolvimento, ao contrário, gera gastos.

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COLUNA DO ESTADÃO: Temer revela que Trump perguntou a ele: ‘Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?’

Foto: Felipe Rau/Estadão

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

Se pudesse dar um conselho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação com Donald Trump, Michel Temer recomendaria ao petista “amenizar as palavras”. Mas, desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Temer e Lula não conversaram mais.

Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente lembrou uma passagem que teve com Trump, pouco mais de um ano após a deposição de Dilma, para descrever as idas e vindas do americano.

A sopa de cenoura com gengibre e carneiro ainda estava fumegando naquele jantar de gala, em Nova York, quando o presidente dos Estados Unidos, à época em seu primeiro mandato, fez uma pergunta que deixou os interlocutores desconcertados. “Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?”, disparou Trump, sem rodeios nem meias-palavras.

A cena ocorreu em 18 de setembro de 2017, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU. A indagação de Trump foi dirigida a Temer e a seus colegas da Argentina, da Colômbia e do Panamá. O americano parecia nervoso.

“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática’”.

Trump foi ouvindo um a um. À mesa, muitos destacaram o bom relacionamento com a Venezuela e o povo venezuelano, embora não admitissem o regime de Nicolás Maduro. Argumentaram que, por isso mesmo, a Venezuela havia sido suspensa do Mercosul.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, disse Temer.

No discurso para todos os convidados, Trump afirmou que os EUA estavam prontos para adotar “ações adicionais” contra a ditadura de Maduro. Na conversa com os presidentes latino-americanos, porém, ele concordou que o melhor era agir pela via diplomática, e não fazer uma intervenção militar.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, insistiu Temer ao ser questionado sobre o risco de Trump usar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas para também intervir no Brasil.

Na prática, porém, o tom cada vez mais inflamado do governo contra as investidas de Trump – da ameaça de novo “tarifaço” ao carimbo do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas – serve sob medida à campanha de Lula. Tanto é assim que a defesa da soberania entrou até no programa de governo do PT.

De qualquer forma, como o que Trump fala não se escreve, quase nove anos depois daquele jantar de sinais trocados em Nova York, a invasão da Venezuela saiu do papel.

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

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PEDIDO DE PAZ: Papa Leão XIV pede diálogo para fim de guerras no Oriente Médio e na Ucrânia

Foto: Mídia do Vaticano/ via Reuters

O papa Leão XIV fez neste domingo (12), em Castel Gandolfo, um novo apelo pela paz diante dos conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões do mundo. O pontífice defendeu o diálogo e a diplomacia para conter a escalada da violência.

“Não permitamos que esses ventos extingam a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parecer frágil e vacilante”, afirmou o papa, ao renovar seu pedido por negociações entre as partes.

O pronunciamento ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e ao aumento da ofensiva russa contra a Ucrânia. Nas últimas semanas, Kiev também intensificou ataques contra a logística militar russa em áreas ocupadas.

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