Jornalismo

Nunca fui de jogar para a torcida, afirma William Waack, em entrevista

Após romper o silêncio com o artigo publicado na Folha (“Não sou racista, minha obra prova” ), o jornalista William Waack diz em entrevista que estuda propostas para voltar a trabalhar em breve, após um período de férias. “Eu me sinto livre de um peso, com horizontes amplos e avenidas abertas”, afirmou, em conversa por telefone.

No dia 8 de novembro passado, veio à tona o áudio de um comentário feito por ele um ano antes, atribuindo a “coisa de preto” o buzinaço ouvido do local em Washington onde ele e o comentarista Paulo Sottero conversariam sobre a eleição presidencial que resultou na vitória de Donald Trump. Em seu artigo, Waack sustenta que fez uma “piada idiota”, reforçando que não é racista.

Na entrevista a seguir, ele fala ainda sobre o ônus de nunca ter sido “um profissional que jogasse para a torcida, no sentido de atuar para angariar aplausos”.

Folha – Em seu artigo, você diz que a Globo cedeu a grupos de pressão organizados na internet. No seu caso eram grupos identitários. Como você diferencia as demandas legítimas desses grupos dos excessos que você aponta?

William Waack – Eu não disse que a emissora cedeu. Eu afirmo que a revolução digital coloca empresas tradicionais em situação complicada, diante de desafios difíceis: Não foram apenas grupos identitários, mas grupos políticos organizados também. A questão não é o que eles defendem, mas, sim, como empresas grandes na era da revolução digital encontram equilíbrio diante da contestação que sofrem através de redes sociais.

Como os meios de comunicação devem enfrentar esse fenômeno sem ter seus interesses comerciais afetados pela ação desses grupos?

Interesses comerciais são legítimos, e os defendo. Para lidar com esse desafio são necessários visão estratégica e coragem para enfrentar momentos adversos, como a contestação ao papel dos próprios veículos.

Acho que ceder à gritaria é ruim sob qualquer perspectiva em qualquer lugar, especialmente num período de crise política e rápidas transformações, como vivemos. O mais preocupante não é o que grupos organizados fazem para destruir órgãos de imprensa, mas sim a percepção cada vez mais abrangente, por parte do grande público, de se sentir “órfão” em relação aos tradicionais guardiães da “verdade dos fatos”.

Além, o que é pior ainda, dessa percepção se ampliar ao ponto de muita gente atribuir a grupos grandes um papel na manutenção de padrões de miséria intelectual e pobreza política no nosso País, pois assim prosperam melhor. Estamos falando de percepções, evidentemente.

Quando uma piada se transforma em uma manifestação racista?

Claro que um pensamento racista não pode ser considerado como piada. Piada é aquilo dito sem intenção de ofender, sem ser dirigida a ninguém em particular, num ambiente privado, cochichado até. Piada é piada.

Em que contexto surgiu aquele comentário?

Não me lembro até hoje, nem do que meu colega e eu falávamos nem do que foi o “detonador” do comentário. O fato é que dali de cima daquele prédio nem conseguíamos ver quem estava buzinando.

Haveria alguma relação com o fato de estar em Washington, cidade de maioria negra, falando sobre a derrota da candidata (Hillary Clinton), apoiada pelo então presidente Barack Obama?

Realmente não me lembro, já tentei e não consigo te dizer. Sou muito correto, não vou te falar do que não me lembro.

Em sua defesa, ouvimos colegas lembrando de seu padrasto, Oliveiros Ferreira, de ascendência negra. Você alguma vez testemunhou qualquer manifestação racista no ambiente familiar?

Não, nunca fui testemunha nem participei de qualquer manifestação racista na minha vida. Quando menino, minha mãe tinha de trabalhar fora e me deixava com a Guilhermina, uma senhora negra que praticamente ajudou a me criar e de quem me lembro até hoje com enorme carinho.

O título do artigo, ‘Há racismo no Brasil’, é uma referência ao título do livro do diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel (‘Não somos racistas)?

Não vou comentar aspectos específicos do episódio em relação à emissora ou seus dirigentes.

Houve quem tenha interpretado o seu comentário como algo mais corriqueiro entre quem tem mais de 40 anos, justificando o episódio pela diferença entre gerações. Em que medida a pressão dos jovens muda a forma de os meios de comunicação a se relacionarem com o mundo?

Não acredito que a questão do racismo seja uma questão de gerações. é uma questão de princípios universais, que eu sempre defendi: os da dignidade e direitos humanos.

O que mudou na Globo desde que vazou o áudio de Pedro Bial, em 1998, no qual ele diz que ‘balé é coisa de viado’, durante o ‘Fantástico’? Por que ele não foi acusado de homofobia?

O entendimento atingido entre a emissora e eu supõe que não faremos comentários mútuos sobre aspectos do episódio.

Você não é de sorriso fácil (o que virou piada de Marcelo Adnet) e já lhe atribuíram desavenças com colegas, como Christiane Pelajo, ex-‘JG’, e Cris Dias, durante a Olimpíada. Essa imagem afeta a aceitação de um comentário dito em tom de piada?

Nunca fui profissional que jogasse para a torcida, no sentido de atuar para angariar aplausos. Aproveito para desmentir qualquer atrito com Cris Dias. Nos demos muito bem, e fiquei muito feliz de trabalhar com ela, ou com Pelajo, cuja mudança de trabalho dentro da emissora nada teve a ver comigo, ao contrário de muita bobagem publicada.

Já tem novo destino profissional definido?

Estou de fato estudando várias possibilidades. Eu me sinto livre de um peso, com horizontes amplos e avenidas abertas. Não posso neste momento, por simples questão de educação, mencionar com quais instituições estou em contato. Estarei a postos para participar de um ano político tão decisivo para o Brasil como 2018, com certeza.

Há planos de reportagens como as que renderam os livros ‘As Duas Faces da Glória’ e ‘Camaradas’?

Tenho muita vontade de fazer reportagens no “live streaming”, fora do jornalismo do dia a dia, e seriam relacionadas ao Oriente Médio.

Você chegou a ser insultado, fora da internet, em contato com o público?

Ao contrário, recebi muita solidariedade.

Acompanhou as reações das pessoas ao seu artigo?

Nunca fui muito de conferir comentários, pois me parece difícil separar pessoas reais de gente que se esconde atrás do anonimato garantido pela internet. Recebi algumas observações bastante positivas, dando conta de que o artigo atingiu o objetivo: expressar a minha verdade.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Gosto muito do trabalho dele.Tá difícil no momento ver o Jornal da Globo sem ele. Ele passava credibilidade,alem de ser muito experiente

  2. esse negócio de ser politicamente correto toda hora no Brasil tá assumindo tons absurdos. Daqui a pouco vai ser proibido fazer piada no Brasil e aí vamos deixar de ser conhecidos pelo mundo como um povo alegre p/ sermos conhecidos como um povo fechado e sem riso como os alemaes por exemplo. Vai ser um ambiente bem pesado mesmo. O problema todinho é o alvo da piada fazer uma escolha: se sentir atingido ou nao. Caso se sinta atingido, é porque realmente é fã do politicamente correto.Poxa, o céu tem cor azul. Se eu disser que ele é preto, verde ou amarelo acredita quem quer, seja essa minha atitude politicamente correta ou não. Pior ainda é eu ficar dizendo que a cor do céu é preta ou verde e ele ter a cor azul. Enfim, enquanto a gente ficar se incomodando e pensando que nós somos aquilo que os outros dizem que somos, a gente ta se deixando levar demais pelo politicamente correto e acreditando bem menos no nosso potencial como pessoas. Em outras palavras, p/ que ficar se importando com o politicamente correto, ou seja, se preocupando com o que os outros dizem de mim (se ruim ou se bom) se o que deve importar p/ mim é o que eu realmente sou p/ mim?! o resto é piada, ainda mais em um país esculhambado que nem o nosso, falar em ser politicamente correto chega a ser a maior piada de todas

  3. A Globo perdeu um excelente profissional.
    Precisamos separar os excessos do trivial.
    Racismo propriamente dito não é correto e acredito que no Brasil não existe. Não de uma forma mais intensa.
    Há 50 anos Pelé é considerado um dos maiores jogadores do Brasil e do mundo e ninguém está preocupado se ele é japonês, negro ou branco.
    As pessoas apenas o idolatram e pronto.
    Ele viveu em épocas em que não havia esse ativismo besta atual e ele próprio não se queixa.
    Naquele episódio do jogo do Grêmio, a torcida cantou um hino.
    Uma moça foi filmada.
    O goleiro rico e famoso implicou disse que sofreu.
    A pobre moça branca foi demitida do emprego, a casa dela foi alvo de vândalos.
    Quem sofreu mais?
    É comum a torcida gritar apelidos ofensivos a juízes e ninguém os vê posando de coitados, se queixando.
    Isto é, não é correto, mas o suposto sofrimento parece ser mais resultado da histeria de grupos em redes sociais.
    No Brasil conta-se muito piadas de português e nunca ouvi falar do governo português reclamar junto ao governo brasileiro.
    Vida que segue…

  4. Bom jornalista . Preparado e com nível intelectual acima da média . Mas pisou na bola . Literalmente . Teria sido muitomas sagaz se tivesse de desculpado das abeiras que falou . Prepotente , arrogante e sem humildade . Limpou-se com canjica .. mas quem somos nós para atirarmos a primeira pedra . Seja bem vindo ao mundo dos que erram e são humildes para reconhecer e prosseguir .

    1. ora bolas, depois que atira a pedra, vem com a conversa de quem somos nos para atirar a primeira pedra.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

GREEN CARD: Tempo de espera pelo benefício nos EUA chega a 179 anos após medida de Trump

Foto: Reprodução

O tempo de espera por green cards chega a surreais 179 anos, após o governo de Donald Trump impor limites rigorosos à concessão de residência permanente.

A atual fila de espera por green cards atingiu 1,2 milhão de pessoas. A legislação federal de imigração limitou a 140 mil o número de vistos concedidos anualmente, com um teto de 7% para cada país.

A nova política, revelada por relatório da National Foundation for American Policy (NFAP), indica que imigrantes de países populosos, como Índia e China, estão sujeitos a tempos de espera de décadas ou mais antes de obterem a residência permanente.

De acordo com os dados, um cidadão chinês que solicite um green Card na categoria EB-2, que abrange a maioria dos profissionais com mestrado, poderia enfrentar uma espera de aproximadamente 25 anos.

A situação é bem mais dramática com profissionais da Índia, para os quais a espera estimada é de 179 anos, segundo a NFAP, uma organização sem fins lucrativos sediada na Virgínia que estuda imigração e comércio internacional.

Já os trabalhadores mais qualificados, de acordo com os padrões da imigração dos EUA, das Filipinas enfrentam uma espera de apenas alguns meses.

Os maiores tempos de espera para os cobiçados green cards da categoria EB-1, reservados para pessoas com “habilidade extraordinária”, giram em torno de quatro a cinco anos para cidadãos indianos e cinco anos para solicitantes da China.

A NFAP argumenta que os longos períodos de espera dificultam a contratação e a retenção de trabalhadores estrangeiros por empregadores sediados nos EUA e sobrecarregam as famílias de imigrantes.

“Muitos americanos não percebem o quão desafiador pode ser imigrar legalmente para os Estados Unidos, mesmo para as pessoas mais inovadoras e altamente qualificadas do país”, disse Stuart Anderson, diretor executivo da NFAP, ao “San Francisco Chronicle”. “São pessoas que querem se tornar americanas e estão dispostas a esperar anos por essa oportunidade”, emendou.

Para os portadores de vistos de trabalho temporários H-1B, concedidos majoritariamente a profissionais do setor de tecnologia, processos pendentes de green card os imigrantes presos no chamado “limbo do H-1B”, obrigando-os a permanecer em postos em empresas que patrocinam a solicitação do benefício.

Com informações de Extra

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

APARECEU: OAB vai a Fachin pedir investigação rigorosa do escândalo Vorcaro/Moraes

Foto: Reprodução/IA

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e os presidentes das 27 seccionais da Ordem marcaram reunião para o prøximo dia no dia 9 com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir investigação rigorosa das mensagens ligadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na audiência, a entidade deve manifestar a preocupação da advocacia com os fatos recentes envolvendo integrantes da Corte, em especial Moraes, e reiterar o pedido de investigação aprofundada, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. Os representantes da OAB também pretendem ouvir de Fachin quais providências já estão sendo tomadas.

O encontro foi solicitado pelo próprio Simonetti, por telefone. Em nota divulgada no dia 1º de setembro, a OAB já havia defendido a apuração dos fatos “em relação a quem quer que seja” e alertado para os impactos da crise sobre as instituições. Os presidentes das seccionais terão espaço para apresentar suas posições durante a reunião.

Com informações do Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

CACETADA: Emendas parlamentares podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027

Foto: Ilustração/ Pinterest

As emendas parlamentares ao Orçamento da União podem chegar a R$ 57,5 bilhões em 2027.

O valor corresponde a pouco mais de 25% das despesas não obrigatórias do governo federal, que incluem recursos para custeio e investimentos.

O montante considera R$ 44,8 bilhões já reservados pelo Executivo na proposta orçamentária para emendas individuais e de bancadas estaduais, ambas de execução obrigatória, e até R$ 12,7 bilhões que poderão ser destinados às emendas de comissões do Congresso.

Na comparação com 2026, o crescimento seria de quase 7%.

Neste ano, as emendas somaram cerca de R$ 50 bilhões, mas outros R$ 3,9 bilhões inicialmente destinados às bancadas estaduais foram remanejados para o Fundo Eleitoral.

Considerado esse valor, a diferença entre os dois anos fica menor.

As emendas permitem que deputados e senadores direcionem recursos do Orçamento para Estados e municípios.

Embora possam financiar diferentes áreas, a saúde concentra parcela significativa das indicações parlamentares.

Os R$ 44,8 bilhões previstos para emendas individuais e de bancadas estaduais foram calculados a partir de uma regra estabelecida pelo ministro Flávio Dino, do STF, para limitar o ritmo de crescimento desses recursos.

Pelo critério, a atualização deve considerar o menor resultado entre três indicadores: o reajuste permitido pelo arcabouço fiscal para o limite total de gastos, a variação da receita corrente líquida e o crescimento das despesas não obrigatórias.

Para 2027, o menor índice foi justamente o previsto pelas regras do arcabouço fiscal.

Com isso, as emendas continuam crescendo, mas em ritmo inferior ao que ocorreria caso fossem adotados os demais critérios.

Com informações de Congresso em Foco

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

Data Capital: Walter Alves lidera nominata do MDB e desempenho indica partido com força para eleger pelo menos três deputados estaduais

Foto: Divulgação

A pesquisa Data Capital, divulgada nesta sexta-feira (4), reforça a força do MDB na disputa por vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O levantamento aponta Walter Alves na 3ª colocação geral entre os candidatos a deputado estadual e, mais uma vez, como o nome mais citado da nominata do MDB.

Além de Walter Alves, outros dois nomes do partido também aparecem entre os mais candidatos mais citados: Bibiano (4º) e Ivan Júnior. O resultado mostra a competitividade da nominata emedebista e sinaliza um cenário favorável para que o partido possa eleger pelo menos três deputados estaduais nas Eleições de 2026.

Para Walter Alves, o resultado representa o reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos anos e a confiança do eleitor potiguar. “Recebo esse resultado com muita alegria e, principalmente, com gratidão. Quero agradecer a cada potiguar que confia no nosso trabalho e no MDB. Essa confiança aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de continuar trabalhando”, afirmou.

A liderança de Walter dentro da nominata e a presença de outros nomes do MDB entre os mais citados reforçam a expectativa de crescimento do partido na Assembleia Legislativa. O desempenho também evidencia a força da nominata construída pelo MDB para as Eleições deste ano.

Pesquisa

A pesquisa Data Capital foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte sob o número RN-03735/2026. O levantamento ouviu 2.150 eleitores entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, em todo o Rio Grande do Norte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Doença rara que atinge milhares de mulheres pode garantir isenção do Imposto de Renda

Foto: Divulgação

Uma falta de ar repentina durante uma caminhada curta, tosses que nunca passam e idas e vindas a postos de saúde com diagnósticos errados de asma ou bronquite. Essa é a rotina silenciosa enfrentada por cerca de 3 mil brasileiras que convivem com a linfangioleiomiomatose, conhecida na medicina pela sigla LAM. Para tentar diminuir o peso financeiro que acompanha essa condição grave e sem cura, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deu um passo importante ao aprovar uma proposta que isenta as pacientes aposentadas e pensionistas do pagamento do Imposto de Renda.

O Projeto de Lei 2.220/2024, de autoria do senador Alan Rick (Republicanos) tem o objetivo de permitir que o dinheiro retido pela Receita Federal fique no bolso de quem precisa custear remédios contínuos, cilindros de oxigênio e deslocamentos frequentes para centros de tratamento especializados.

A LAM se caracteriza pelo crescimento desordenado de células musculares que formam cistos por todo o tecido pulmonar, destruindo aos poucos a capacidade da pessoa de respirar. Por ter forte ligação com hormônios femininos, o problema atinge quase que exclusivamente mulheres em idade fértil, entre 20 e 40 anos.

Com o avanço dos danos nos pulmões, muitas pacientes perdem a capacidade de trabalhar e acabam aposentadas por invalidez ainda jovens. O tratamento exige o uso do medicamento sirolimo, fornecido pelo SUS, mas os custos adicionais com exames particulares, fisioterapia respiratória e suporte de oxigênio dentro de casa comprometem grande parte da renda familiar. Caso a nova regra entre em vigor, a isenção valerá para quem recebe aposentadoria, pensão ou para militares que foram transferidas para a reserva por conta da saúde.

Além da barreira financeira, quem sofre com a LAM enfrenta uma corrida contra o tempo para descobrir o que realmente tem. Dados apresentados em agosto pela Comissão de Direitos Humanos do Senado que das cerca de 3 mil mulheres estimadas com a doença no Brasil, somente 500 conseguiram um laudo conclusivo.

Como os sintomas iniciais imitam problemas respiratórios comuns do dia a dia, a maioria das leva anos até passar por uma tomografia de tórax detalhada ou por exames de sangue específicos. Esse atraso faz com que muitas cheguem aos consultórios com os pulmões severamente comprometidos, quando a única alternativa de sobrevivência a longo prazo passa a ser a fila do transplante.

Apesar do avanço, a medida ainda não começou a valer. O texto segue agora para análise e votação na Câmara dos Deputados. Se for aprovado pelos parlamentares sem alterações, vai direto para sanção do presidente da República e só passa a vigorar após a publicação oficial.

Com informações do Correio 24h

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

JÁ PENSOU? Lula diz que ninguém tem “autoridade moral” para cobrá-lo na área fiscal

Foto: Marcelo Camargo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (4.set.2026) que nenhum economista ou ex-presidente tem “autoridade moral” para cobrá-lo sobre responsabilidade fiscal. Candidato à reeleição, o petista disse que aprendeu com a mãe, dona Lindu, a não gastar mais do que ganha e defendeu que despesas acima da receita só se justificam quando destinadas à aquisição de ativos ou à ampliação do patrimônio público.

“Não tem nenhum economista e nenhum ex-presidente que tem autoridade moral para falar de responsabilidade fiscal comigo”, declarou em entrevista à Rádio Progresso FM, no Ceará. Segundo Lula, os efeitos de desequilíbrios nas contas públicas recaem principalmente sobre a população de menor renda. “Eu sei que, quando a corda arrebenta, é sempre do lado do pobre”, disse.

A declaração foi dada depois de Lula ser questionado sobre como pretende conciliar equilíbrio fiscal e novos investimentos em um eventual 4º mandato. O presidente respondeu citando os resultados das contas públicas durante suas primeiras passagens pelo Palácio do Planalto.

“Ninguém vem a mim falar de responsabilidade, que eu aprendi com a dona Lindu, não aprendi na escola. Eu aprendi com a dona Lindu que, se a gente gastar mais do que a gente ganha, a gente vai quebrar a cara”, afirmou.

Com informações de Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“CABOU-SE”: Senadora diz que Moraes gastou ‘última ponta de credibilidade’ do STF

Foto: Agência Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou nesta sexta-feira 4, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de decisão que atingiu o ministro André Mendonça.

Segundo Damares, Moraes teria usado “a última ponta de credibilidade do STF” para atacar quem o investiga. A parlamentar também classificou como “ilegal” o inquérito em que a decisão foi tomada.

“Moraes gastou a última ponta de credibilidade do STF para, em decisão em um inquérito ilegal, partir para o ataque contra quem o investiga”, escreveu a senadora nas redes sociais.

Com informações da Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Flávio rebate deputado: “Será que vou ter que classificar o PT como organização terrorista?”

Foto: Reprodução/Redes sociais

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou uma denúncia apresentada contra um deputado estadual do PT para sugerir que poderá classificar a sigla como organização terrorista caso seja eleito.

No X, o parlamentar compartilhou uma reportagem sobre o pedido apresentado pelo Ministério Público Eleitoral para impugnar a candidatura do deputado estadual pelo Rio, Renato Machado, por supostamente liderar uma “narcomilícia” em Maricá, na Região dos Lagos.

“Será que além de PCC, CV e milícias vou ter que classificar o PT como organização terrorista também?”, escreveu no X.

Com informações de O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“Mendonça tem que dar voz de prisão a Moraes em plenário”, encoraja Nikolas

Foto: Kayo Magalhães

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem que dar voz de prisão ao colega de Corte Alexandre de Moraes. A declaração é dada em meio à crise instaurada no STF.

A publicação foi feita logo após Moraes pedir ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que Mendonça seja investigado.

Segundo Moraes, há “indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” pelo ministro André Mendonça na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e fraude no INSS.

Moraes, no entanto, utilizou um relatório da Polícia Federal (PF) classificado pela própria corporação como sem “valor probatório” para fundamentar a decisão em que atribui a Mendonça três supostos crimes relacionados à condução do caso Banco Master.

Com informações de Pleno News

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Com fim definitivo da ‘taxa das blusinhas’, veja como ficam compras na Shein, Shopee e AliExpress

Foto: Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória que mantém zerado o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O fim da chamada “taxa das blusinhas”, que já está em vigor desde maio, depende agora da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se tornar permanente.

A MP perderia a validade em 8 de setembro caso não fosse aprovada por deputados e senadores. Nesse cenário, a cobrança de 20% voltaria a incidir sobre encomendas feitas em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress.

Apesar da retirada do imposto federal, as compras continuam sujeitas ao ICMS, cuja alíquota é de 17% ou 20%, dependendo do estado.

Na prática, a mudança reduz o preço final das encomendas. Uma compra de US$ 50, por exemplo, chegava a US$ 72,29 com o imposto de importação de 20% e o ICMS de 17%. Sem a cobrança federal, o valor fica em US$ 60,24. Pela cotação usada no cálculo, isso representa uma redução de aproximadamente R$ 374 para R$ 312.

A votação ocorreu após um acordo entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação evitou que a MP perdesse a validade.

A “taxa das blusinhas” havia entrado em vigor em agosto de 2024, estabelecendo imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50 dentro do programa Remessa Conforme. Em maio deste ano, o governo zerou a alíquota por meio da medida provisória.

Nos quatro primeiros meses de 2026, antes da mudança, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O resultado foi 25% maior que o registrado no mesmo período de 2025 e representou recorde para o intervalo.

Com informações do Correio 24h

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *