Judiciário

O Brasil ainda precisa da Justiça do Trabalho?

Por um detalhe pitoresco, a indagação reacendeu quando o Ministério Público do Trabalho editou recomendações sobre o chamado teletrabalho, ou regime de home office, sob o argumento de proteção à saúde do trabalhador. Na visão de parte da sociedade, entretanto, o sistema judicial trabalhista (e aí se faz essa fusão ou confusão conceitual, vez que o MPT atua essencialmente no âmbito da Justiça Trabalhista) mais uma vez impôs regras excessivas e protecionistas que tumultuam e dificultam as relações de emprego.

Na verdade, as recomendações do Ministério Público do Trabalho em relação ao chamado trabalho no regime de home office ou teletrabalho derivam de um ambiente de excessiva normatização das relações de emprego e do princípio protecionista da legislação, que em momento histórico anterior tinha razão para existir, mas hoje acaba sendo algo completamente desnecessário e que acaba dificultando a contratação formal de trabalhadores.

O certo é que não é incorreta a noção de que os juízes do trabalho atuam de forma protecionista, até porque a CLT assim determina (princípio da hipossuficiência). Por igual, o Ministério Público do Trabalho atua também em razão desse marco legal, o que revela que o problema primário da excessiva informalidade da economia não decorre da Justiça do Trabalho ou do seu Ministério Público especializado, mas, sim, antes de tudo, pela existência de normas hoje anacrônicas quando comparadas à realidade de uma economia global, do avanço da tecnologia –que diminui a necessidade de mão de obra para quase todas as tarefas em âmbito industrial, como também no setor de serviços e na agricultura–, além da equivocada escolha legislativa de considerar como fato gerador tributário a folha salarial das empresas, tudo isso impactando de maneira real a criação de empregos e remetendo parte dos trabalhadores para a prestação de serviços de maneira informal.

Com relação às mencionadas recomendações do Ministério Público do Trabalho, o que se tem é a edição de regulamentação excessiva, que tem como ponto de partida a utilização de normas trabalhistas viciadas, porém vigentes, e do hábito nacional de achar que a interferência estatal em situações privadas não configura anormalidade. Mais além, há a falta de razoabilidade em se imaginar ser possível ao empregador o controle em tempo real da atividade de seu empregado no regime de home office, ignorando, por igual, a inviabilidade de se permitir qualquer invasão dentro do ambiente domiciliar a pretexto de fiscalização. Impor regras que não podem ser efetivadas pelas empresas acaba criando, uma vez mais, o fantasma do passivo trabalhista oculto, e, com isto, inibe-se a criação de empregos formais em tal modalidade.

Não há dúvida de que qualquer relação contratual deve ser sempre, na medida do possível, simples e objetiva, com as partes sabendo de antemão as suas obrigações e os seus direitos, possibilitando a previsibilidade, noção essencial para que o contrato seja cumprido sem sobressaltos. Entretanto, no Brasil o contrato de trabalho é sempre imprevisível com relação às suas consequências, ante a evidência de que há uma excessiva normatização dessa relação e, de resto, em razão de interpretações pouco estáveis sobre os direitos e obrigações dos trabalhadores, trazendo assim uma insegurança jurídica em decorrência desse defeito estrutural.

É sempre necessário lembrar que o conceito de emprego é capitalista, e é dentro de tal perspectiva que se deve entender que no mundo contemporâneo cada vez mais a concorrência empresarial é transnacional, e, nos produtos que podem ser produzidos com menor tecnologia, o mercado acaba segregando os países que têm alto custo de mão de obra em favor da competitividade.

É também verdadeiro que não se pode admitir que o barateamento dos custos de produção se dê em razão da precarização das relações de trabalho, como ocorre em países em que há pouca liberdade sindical e forte controle do Estado na atividade política. Mas, quanto a isso, somente uma postura global de boicote ao consumo dos bens produzidos em tais condições é que pode fazer cessar esse verdadeiro anacronismo.

De qualquer forma, é perceptível que as relações de emprego no Brasil são sempre complexas, com a existência de direitos explícitos que acabam por vezes se desdobrando em consequências implícitas ou pouco claras, sinalizando para o setor empresarial a sensação de um passivo oculto que um dia demandará maiores custos do que aqueles previstos no momento da contratação. Por diversas vezes, é certo, tem-se condenações trabalhistas cujo valor total, se dividido pelo tempo em que durou a relação de emprego, acaba multiplicando o valor financeiro mensal previsto para aquela contratação. Mas o exotismo da situação deriva essencialmente da legislação trabalhista ultrapassada, que possibilita a criação de direitos trabalhistas superlativos até mesmo para países do 1º mundo, ignorando a realidade social neste pedaço do 3º mundo.

Cabe notar que a esmagadora maioria dos trabalhadores hoje possui acesso às mais diversas informações em tempo real, como também estamos em um país com o maior número de sindicatos no mundo. A hipossuficiência, portanto, não mais existe, ou quando ocorre, é sempre pontual e deve ser tratada como exceção –não como regra. No mesmo sentido, as relações entre empregador e empregado devem ser visualizadas a partir da confiança recíproca e da responsabilidade presumida de cada participante desse vínculo contratual, com regras pré-estabelecidas, previsíveis e cujo cumprimento seja factível.

Respondendo à indagação inicial, o Brasil ainda precisa da Justiça do Trabalho, que é formada por excelentes quadros, como também o Ministério Público do Trabalho. Abrir mão de pessoas com essa formação é algo sem sentido, até porque, enquanto não se provar o contrário, nada mais fazem do que aplicar regras trabalhistas excessivas, mas que são vigentes. O Poder Judiciário não pode ir além da lei, ou mesmo negá-la, e esse papel, o de modificar as normas, cabe ao Poder Legislativo –simples assim.

Enfim, não é o sistema judicial trabalhista o culpado pela informalidade das relações de trabalho, pois ela é mera consequência em razão das normas trabalhistas e dos hábitos da sociedade brasileira nesse tipo de relação. O que tem que mudar então são os marcos legais, que devem ser simplificados, indicando direitos claros e razoáveis, além de possibilitar a efetiva previsibilidade dos custos de um contrato de trabalho.

O Estado, por sua vez, não pode taxar as empresas pelos empregos formais criados, pois isto também inibe as contratações formais. Mais ainda, a sociedade tem que enxergar que as relações trabalhistas têm que ser modernizadas para se adequar à realidade mundial, sob pena de continuarmos patinando em óleo nesse campo, sem que o Brasil consiga efetivamente entrar na economia do século 21.

Marcelo Ávila de Bessa é advogado formado pela UnB (Universidade de Brasília). Foi assessor jurídico do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Foi juiz substituto na Justiça Regional do Trabalho da 3º região, de Minas Gerias, e juiz na Justiça Regional do Trabalho da 10º região, de Brasília.

Opinião dos leitores

  1. ERA PARA TER UMA JUSTIÇA FISCAL, PARA VÊ SE ERA RECOLHIDO OS IMPORTOS QUE OS CIDADÕES PAGAM E AS EMPRESA NÃO REPASSA AOS GOVERNOS.

  2. Meta alcancada.
    O trabalhador se reconhece como se estivesse recebendo um favor.
    Agora só falta o chicote.

  3. Igualmente à Justiça Eleitoral está também é perfeitamente DISPENSÁVEL. Só dá despesa ao governo pagando uma folha inflada com altos salários. Sem dúvida o Brasil continua sendo o país dos Marajás.

    1. Antônio Turci, grande pensador, embora redondamente equivocado. Sem a Justiça Eleitoral para controlar a democracia nas urnas e cumprimento dos mandatos eletivos, teríamos Lula na Presidência eternamente, Dilma construindo e armazenando vento, e o país transformado numa Argentina ou Venezuela. Sem economia, sem saúde e sem educação. é a Justiça Eleitoral que te protege dos péssimos gestores, regulamenta as regras da eleição e também impõe multa a quem descumpre as regras… E estas multas geram receitas para o País….Ahhh… já ia me esquecendo… os funcionários não são marajás. Batem ponto diariamente, não têm direito a FGTS e ganham muito menos que os servidores do Legislativo Mas os magistrados e outros não fazem parte do quadro da Justiça Eleitoral e os salários destes é o que ve quer reclamar… Fale com seu Bolsonaro…. e estude os assuntos antes de falar assuntos que desconhece….

    2. Amigo, não precisa de um órgão Justiça Eleitoral, bastava uma vara na própria JF, que de dois em dois anos aumentava o efetivo.
      É cada uma que se tem que ler…
      Justiça do trabalho é importante sim, talvez não precisasse de um prédio por estado.

  4. A hipossuficiência se dá pela força do dinheiro e não pelo desconhecimento dos direitos trabalhistas. Hoje mais do que nunca o trabalhador está a ver navios. Caso essas idéias sejam implementadas iremos caminhar para que a remuneração do trabalhador seja apenas um prato de comida.

  5. É por isso que o Brasil não atrai investimento. Concordo com o texto. Não vejo nenhum americano, por exemplo, querendo trabalhar no Brasil para gozar dos inúmeros direitos que nossa legislação garante aos trabalhadores.

  6. DEVERIA SER justica do trabalhador.e nào DOS juizes (muito luxo.salarios estratosfericos.etc etc nao acrecenta em NADA so trabalhador)

  7. Não precisa, essa justiça do trabalho é um dos muitos entraves do desenvolvimento do nosso País, sou empregado, mais não vejo necessidade deste tipo de justiça existir, não sou inimigo do meu patrão, somos parceiros, sem ele eu não tenho trabalho, sem o meu trabalho ele não produz.

  8. Já era pra ter acabado desde a reforma trabalhista. O mundo mudou as relações de trabalho. O Brasil insiste nesse modelo.

    1. EUA não exister CLT, trabalhadores do mundo inteiro é louco pra ir trabalhar lá.
      Porque heim??
      Isso tem que acabar, trabalhador trabalha onze messes recebe treze, fora um monte de penduricalhos, não tem empresário que aguente, quem pode investir forte, vai pro Paraguai como a Guararapes fez como exemplo.
      Tá lá gerando centenas de empregos, onde poderia ser aqui no Brasil.
      Política atrazada, conheço amigos que tem pedreira, fábrica de mosaicos, fábrica de argamassa, pre moldados, todos parados onde deveria está funcionando e gerando empregos, mas prefere deixar fechado porque a demanda não aguenta pagar os funcionários.
      Segundo ele se abrir, perde tudo em audiência pros direitos trabalhistas.
      Um atrazo.
      Grande!!

  9. Precisa sim da Justiça do Trabalho fazem dw tudo para ferrar o trabalhador da CLT.

  10. A essência do brasileiro é querer tirar vantagem de tudo. Com alguns empregadores não é diferente. Se você pagar o salário corretamente não há com o que se preocupar.

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[VÍDEO] “Esperança agora é mudança”: Flávio acusa Lula de governar com parte do STF e promete fim da reeleição

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) fez um pronunciamento nas redes sociais, nesta terça-feira (15), antes da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisará a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Flávio acusou o governo Lula (PT) de provocar um “desequilíbrio institucional” ao dividir o poder com integrantes do STF. “O atual governo criou um desequilíbrio institucional, desde o governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei”, declarou.

O senador afirmou que o sistema político estaria “apodrecido”, mas disse que o momento exige mudança, e não rancor. “Esperança agora é mudança”, afirmou, ao apresentar propostas para segurança pública, economia e fortalecimento da democracia.

Flávio também disse que já apresentou um projeto para acabar com a reeleição e prometeu não disputar um segundo mandato caso seja eleito presidente. “Eu não serei candidato à reeleição, porque, assim, só terei como compromisso consertar o país. Essa é a minha missão”, declarou.

No pronunciamento, o candidato ainda prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas e afirmou que pretende reduzir os juros e o endividamento das famílias.

Flávio encerrou dizendo que “novos tempos estão chegando” e voltou a atacar Lula e Moraes. “O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum”, afirmou.

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[VÍDEO] “Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas”, diz Fachin na sessão que julgará abertura de investigação contra Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu a sessão desta terça-feira (15) do julgamento para decidir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que “não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas” e que “não se antecipa o mérito antes de resolvida a validade processual”.

Fachin disse também que o STF passa “por um período difícil de sua história”, mas pregou que é necessário preservar “sua independência, sua colegialidade, sua autoridade e sua fidelidade à Constituição”. “É nesse espírito que proponho que enfrentemos o momento”, declarou.

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CASO MASTER: Conversas de Vorcaro revelam encontros, festas e relação com filho do ministro Fux

Foto: Felipe Sampaio/STF

Conversas extraídas do celular do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro mostram uma relação de proximidade com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). As mensagens, reveladas pela coluna de Manuela Alcântara, do Metrópoles, vão de maio de 2024 a pelo menos agosto de 2025 e misturam assuntos profissionais, encontros, festas e convites pessoais. Veja aqui os prints das conversas.

O tratamento entre os dois era informal. “Irmão”, “meu amigo” e “meu caro” aparecem nas conversas. Em maio de 2024, Vorcaro perguntou se Rodrigo iria a um encontro. O advogado respondeu que não conseguiria e perguntou: “Tá o fervo aí?”. Dias depois, sugeriu que almoçassem ou fumassem um charuto quando estivesse em São Paulo.

A relação também envolvia assuntos profissionais. Em novembro de 2024, Vorcaro procurou Rodrigo: “Quero te chamar pra me ajudar num caso”. O advogado se colocou à disposição e marcou uma videoconferência. “Será um prazer, se eu puder ajudar”, respondeu.

Vorcaro também enviou ao advogado um documento identificado nas mensagens como “SLAT TABU”. Rodrigo disse que analisaria o material em detalhes.

Em dezembro, Rodrigo convidou Vorcaro para um café em seu escritório, no Rio de Janeiro. Diante de um conflito de horário, afirmou que remarcaria outro compromisso para recebê-lo. Depois de acertarem o encontro, escreveu: “Tapete vermelho irmão”.

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CASO MASTER: Diálogos de Vorcaro citam filho de Nunes Marques e pagamentos de R$ 500 mil por mês

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro citam Kevin Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques, e pagamentos mensais de R$ 500 mil que seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária.

Os diálogos foram trocados entre Vorcaro e Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master. Em uma conversa de julho de 2025, Rennó envia a Vorcaro o contato de Kevin e pergunta: “Esse aqui _ 500 mil mês – mantém?”. Vorcaro responde com risadas.

Em outra mensagem, de agosto de 2025, Rennó afirma que, entre os “pagamentos essenciais”, estava faltando a Consult e novamente envia o contato de Kevin Marques.

A assessoria do advogado nega que ele tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro de Vorcaro. Segundo a nota, Kevin recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa e sua atuação não teve relação com o STF.

As mensagens também mostram que, em outubro de 2024, Rennó informou Vorcaro sobre uma decisão do STF favorável a empresas do setor sucroalcooleiro, área na qual o ex-banqueiro tinha negócios e interesses. Na sequência, enviou o contato de Kevin Marques e escreveu: “Dominado aqui”.

O conteúdo do celular de Vorcaro foi entregue pela Polícia Federal a ministros do STF e deve entrar nas discussões da Corte nesta terça-feira (15), durante a análise sobre a eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro.

Com informações da Folha de S. Paulo e Metrópoles

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Governo Trump avalia nova rodada de sanções contra ministros do STF; Moraes está no centro das discussões

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Autoridades dos Estados Unidos avaliam uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Jovem Pan, Alexandre de Moraes está no centro das discussões e novas medidas podem ser anunciadas a qualquer momento.

Pessoas ligadas a diferentes áreas do governo Donald Trump afirmam que o tema voltou a ganhar força em Washington. No caso de Moraes, uma eventual retomada das sanções pela Lei Global Magnitsky seria mais rápida porque parte do procedimento técnico já teria sido preparada anteriormente. A decisão, no entanto, depende de aval político de Trump.

As discussões também passaram a envolver outros integrantes do STF. Para esses nomes, seriam necessárias novas análises e procedimentos internos antes da aplicação de eventuais punições.

O movimento ocorre em meio à crise no Supremo envolvendo Moraes, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e divergências internas na Corte. De acordo com a publicação, o episódio vem sendo acompanhado por interlocutores americanos.

A Lei Magnitsky é uma legislação dos Estados Unidos que permite ao governo americano impor sanções a estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção.

As punições podem incluir bloqueio de bens e ativos sob jurisdição dos EUA, proibição ou restrição de transações com pessoas e empresas americanas e restrições de entrada no país.

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Candidato do PL apoiado por Nikolas Ferreira no RN é abordado pela PF e tem celular apreendido no Amapá

O candidato a deputado estadual pelo RN Josemar Varela (PL), apoiado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi abordado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Macapá, no Amapá, e teve o celular apreendido.

Segundo relatos divulgados nas redes sociais, Josemar chegou a ser detido durante a ocorrência. Ele estava acompanhado de outros parlamentares. O deputado estadual Thomaz Henrique (PL-SP), que fazia parte do grupo, publicou um vídeo da ação e afirmou que um agente teria tentado impedir a gravação.

Até o momento, a Polícia Federal não informou oficialmente o motivo da abordagem nem a razão para a apreensão do aparelho. Também não há confirmação de eventual investigação envolvendo o candidato potiguar.

Josemar disputa pela primeira vez uma vaga na Assembleia Legislativa do RN e tem Nikolas Ferreira entre seus principais apoiadores. Os dois participaram de agendas políticas juntos, inclusive de manifestações no Amapá contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

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DIA D NO SUPREMO: Aliado prevê “carnificina” no STF e diz que Moraes está “pintado para guerra”

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Um aliado do ministro Alexandre de Moraes afirmou que o magistrado está “pintado para guerra” para a sessão desta terça-feira (15), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) analisará se abre uma investigação sobre as mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

De acordo com o interlocutor, a expectativa é de uma reação pesada de Moraes e de seus aliados, com a exposição de informações sobre outros integrantes da Corte. “Vão expor as vísceras de alguns ali. Vai ser uma carnificina. Vai ser um show de horrores”, declarou à coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles.

A avaliação nos bastidores é de que o presidente do STF, Edson Fachin, terá dificuldades para controlar os embates. A sessão ocorre em meio à maior crise interna do Supremo nos últimos anos, com ministros divididos e acusações cruzadas envolvendo as investigações do Caso Master.

Opinião dos leitores

  1. se o STF a PGR a OAB, tivessem vergonha na cara, não era pra ter essa votação não, era pra investiga-lo, direto,

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MOSSORÓ: PF apreende celular e computadores em operação contra abuso sexual infantojuvenil pela internet

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Escudo Infantil IV, em Mossoró, para investigar crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes praticados pela internet.

Durante a operação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal e recolheram equipamentos de informática e um celular. O material será submetido à perícia para extração e análise de dados.

De acordo com a PF, a investigação busca esclarecer a autoria e a materialidade dos crimes. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o investigado poderá responder por armazenamento e compartilhamento de material contendo cenas de violência sexual infantojuvenil.

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RECONHECIMENTO: São Gonçalo conquista certificado de regularidade emitido pelo Ministério da Previdência Social

Foto: Asscom

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante conquistou o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), emitido pelo Ministério da Previdência Social. O documento certifica que o Município está em situação regular quanto às exigências legais relacionadas ao seu Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Emitido no mês de agosto de 2026 e válido até 2027, o certificado representa um importante reconhecimento da organização e da responsabilidade na gestão previdenciária municipal, conduzida pelo Instituto de Previdência Municipal de São Gonçalo do Amarante (IPREV).

Além de garantir maior segurança aos servidores ativos, aposentados e pensionistas, a regularidade previdenciária tem reflexos diretos na capacidade do Município de buscar novos investimentos. O CRP é uma condição exigida para a realização de transferências voluntárias de recursos da União, celebração de acordos, contratos e convênios, além da liberação de recursos provenientes de empréstimos e financiamentos por instituições financeiras federais.

Na prática, a certificação demonstra que São Gonçalo do Amarante atende aos critérios estabelecidos pela legislação previdenciária e permanece habilitado a estabelecer importantes parcerias com o Governo Federal, ampliando as possibilidades de captação de recursos destinados a obras, serviços e políticas públicas.

Para o prefeito Jaime Calado “a conquista é resultado do trabalho desenvolvido pela Prefeitura e pelo IPREV na busca pela recuperação e equilíbrio das finanças, transparência, sustentabilidade e modernização do sistema previdenciário”, afirmou.

O CRP é emitido em nome do ente federativo e tem validade para todos os órgãos e entidades do Município.

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