Diversos

O crescente número de brasileiros que investem mais de R$ 2 milhões para morar nos EUA

Exigência do governo americano é que cada cota de investimento estrangeiro gere, ao menos durante o período de 2 anos, 10 empregos. BBC NEWS BRASIL/Getty Images

O executivo brasileiro Roberto Figueiredo, de 43 anos, viajou pela primeira vez para os Estados Unidos na adolescência, quando fez intercâmbio no país e se encantou pela região. Anos mais tarde, no Brasil, trabalhou na área de vendas em multinacionais, função que desempenhou por mais de duas décadas. Na profissão, costumava fazer viagens anuais aos EUA. O encantamento pelo país norte-americano, segundo ele, tornou-se maior.

Roberto, então, procurou formas para morar legalmente nos EUA. “Há oito anos, o meu interesse em morar nos Estados Unidos ficou mais intenso”, diz à BBC News Brasil.

Segundo ele, o principal motivo para decidir morar nos EUA é por considerar tratar-se de um país novo. “Eu tenho afinidade maior com aquilo que é moderno. Os Estados Unidos são compostos por regiões novas, quando comparamos com lugares como a Europa”, declara.

Ele conta que fatores como a violência crescente no Brasil e a crise econômica no país reforçaram o interesse em migrar para os EUA. “Diante de todo o cenário brasileiro atual, penso que aumentou o desejo daqueles que queriam morar fora do país”, afirma.

No fim de 2017, ele aplicou U$ 500 mil – cerca de R$ 1,850 milhão, na cotação atual do dólar – na construção de um hotel em Fort Lauderdale, cidade da Flórida, por meio do programa EB-5, destinado a estrangeiros que querem investir nos EUA. A iniciativa dá direito ao green card, o visto que garante residência nos Estados Unidos.

Segundo advogados especializados em direito internacional, brasileiros têm recorrido ao EB-5 em razão das dificuldades econômicas enfrentadas no Brasil e em busca de melhor qualidade de vida, por acreditar que terão mais segurança e estabilidade financeira nos Estados Unidos.

Assim como Roberto, centenas de brasileiros têm utilizado o EB-5 como forma de conseguir morar nos EUA. Os números são crescentes.

No ano passado, conforme o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA – em inglês, USCIS -, foram emitidos 388 vistos EB-5 a brasileiros. O número inclui o investidor e a família, como cônjuge e filhos de até 21 anos.

Os dados mostram que o interesse no EB-5 tem aumentado nos últimos anos. Em 2017, conforme o serviço de imigração dos EUA, 282 brasileiros recorreram ao EB-5. No ano anterior, o dado era correspondente a 150. Já em 2015, 34 brasileiros haviam investido nos Estados Unidos por meio do EB-5. O número de investidores no Brasil era ainda mais inexpressivo em 2011, quando somente 11 pessoas recorreram à iniciativa.

Centenas de brasileiros têm utilizado o EB-5 como forma de conseguir morar nos EUA. BBC NEWS BRASIL

O aumento no número de brasileiros que recorrem ao EB-5 tem motivado advogados especializados em direito internacional a promover palestras sobre o assunto pelo Brasil, fazer publicações sobre o tema na internet e auxiliar pessoas que querem investir nos EUA para viver legalmente no país norte-americano.

O Brasil ocupou, no ano passado, a sexta posição entre os países com mais investidores no EB-5. A China ficou em primeiro lugar, com 4.642 vistos. Em segundo lugar aparece o Vietnã, com 693 vistos emitidos, e em terceiro está a Índia, com 585.

O EB-5

O programa do EB-5 foi criado pelo Congresso Americano em 1990, com o principal objetivo de fomentar a economia em áreas consideradas menos privilegiadas no território americano, locais conhecidos como Targeted Employment Areas (TEA) – áreas com índice de desemprego acima da média nacional.

O investidor precisa aplicar os U$ 500 mil em um centro regional apontado em território norte-americano. Tais centros estão presentes em todos os Estados dos EUA e têm o principal objetivo de regularizar investimentos estrangeiros. Eles são responsáveis por intermediar a relação entre o imigrante, por meio de um advogado, e o projeto que pretende levantar recursos por meio do EB-5 para iniciar ou concluir a obra.

Os projetos que oferecem cota ao investidor estrangeiro costumam estabelecer que 25% a 50% de seu capital serão obtidos por meio do EB-5. A exigência do governo americano é que cada cota de investimento estrangeiro gere, ao menos durante o período de dois anos, 10 empregos e que o recurso aplicado seja comprovadamente lícito.

Entre os empreendimentos que oferecem cotas de EB-5 estão diversos segmentos, como hotéis, resorts, estádios de futebol, condomínios de luxo, centros de compras, restaurantes, entre outros.

O governo americano permite a concessão de 10 mil vistos EB-5 por ano – número que inclui o investidor e os membros de sua família.

Para que possa aplicar no programa, é necessário que o investidor contrate um advogado especializado em Direito internacional, para orientá-lo e auxiliá-lo sobre os procedimentos do visto.

Os trâmites burocráticos tornam o procedimento ainda mais caro. O investidor precisa pagar mais U$ 50 mil correspondente à taxa de administração do fundo de aplicação – onde estão incluídos itens como o seguro -, além de cerca de U$ 30 mil para honorários de advogados e taxas de referentes aos procedimentos migratórios. Os valores podem ser maiores. Ao todo, o procedimento não sai por menos de R$ 2 milhões.

Para aplicar no EB-5, há dois modelos distintos. Um deles é o “loan” – empréstimo, em inglês -, considerado o mais seguro e comum no mercado. Nele, o desenvolvedor do projeto tem a obrigação de devolver ao investidor estrangeiro, caso o investimento se desenvolva conforme as expectativas, os U$ 500 mil em um prazo de cinco anos. Neste caso, o investidor não possui participação no empreendimento e tem o retorno do valor com juros que variam de 0 a 3% ao ano.

O outro modelo é o “equity”, considerado mais arriscado, porém, caso obtenha sucesso, com mais possibilidade de retorno. Este costuma ser menos procurado pelos estrangeiros. Nele, o investidor se torna sócio do empreendimento e recebe participação nos lucros, a ser definido em cada situação, em caso de o projeto ser bem-sucedido.

“No equity, o desenvolvedor do projeto não está obrigado a devolver os recursos em cinco anos. Pode devolver até mesmo 15 anos depois, alegando que anteriormente o empreendimento não havia atingido o valor de mercado que entende ser o melhor para negociar a venda do projeto”, explica o advogado George Cunha, especializado em direito internacional privado, do escritório Advocacia Internacional George Cunha.

Roberto relata ter optado pelo equity, por acreditar que pode ter melhor retorno financeiro no empreendimento, apesar dos riscos. “Para mim, foi mais viável me tornar sócio, por acreditar que posso ter um retorno de 8,5% de juros ao ano. Sei que terei de esperar mais de cinco anos para recuperar os U$ 500 mil, mas ainda assim creio que compensa mais”, afirma o executivo.

Ainda no EB-5, outra possibilidade é o imigrante criar um próprio projeto, que será gerenciado por ele nos EUA. Neste caso, deve investir U$ 1 milhão e a área não precisa ser considerada TEA. “O estrangeiro precisa ter um plano para implantação do projeto, no qual destaca o investimento e a contratação de mais de 10 empregados. É preciso também atestar a origem do dinheiro”, explica o advogado Daniel Toledo, especialista em direito internacional, do escritório Loyalty Miami. Esta modalidade costuma ter baixa procura. Em 2018, conforme a USCIS, nenhum brasileiro recorreu a ela.

Depois do investimento

Logo após investir no EB-5, o estrangeiro deve esperar o prazo médio de 18 meses para que tenha uma resposta da USCIS. Caso aprovado, ele recebe um green card condicional, de dois anos. O documento é válido para assegurar a legalidade da permanência dele e da família nos EUA.

Roberto está no aguardo da resposta referente ao green card condicional, para que possa se mudar com a esposa para Miami. O empreendimento em que ele investiu ainda está em fase de construção. O executivo, que mora em São Paulo, acredita que a resposta do governo norte-americano seja dada ainda no início do segundo semestre deste ano.

“Estou me preparando para essa mudança, mas creio que estará tudo pronto quando conseguir o visto. Uma das coisas que estou me estruturando é referente às portas que quero abrir no Estados Unidos”, comenta. O executivo atualmente é proprietário de uma startup que ajuda brasileiros a investir, estudar ou morar nos EUA ou em Portugal. Ele conta que seu principal objetivo, ao se mudar para os Estados Unidos, é continuar com o negócio e avaliar um novo empreendimento em solo norte-americano.

Já o empresário Luiz*, de 36 anos, vive legalmente nos EUA há três anos. O brasileiro se mudou para o país para que a esposa, recém-formada em medicina, pudesse fazer especialização. Ela conseguiu visto de estudante e ele obteve o direito de permanecer legalmente como acompanhante.

Segundo advogado Daniel Toledo, imigrantes tem opção de investir em projeto próprio, mas valor mínimo é de U$ 1 milhão. BBC NEWS BRASIL/Divulgação

No início de 2017, Luiz conheceu o EB-5. “Descobri que era uma das formas mais rápidas e simples para conseguir o green card. O visto de estudante tem validade de quatro anos, então queria algo mais seguro. O EB-5 foi um procedimento rápido e pouco burocrático, apenas precisei entregar a documentação ao dar entrada no procedimento. Depois, o advogado cuidou de todos os procedimentos”, pontua. O investimento dele foi em um hotel em Miami, na Flórida, que deve ser concluído no primeiro semestre deste ano.

Luiz diz ter investido U$ 620 mil no EB-5, entre a aplicação, as taxas e as cobranças de honorários advocatícios. Ele afirma não se arrepender dos recursos utilizados. O empresário aplicou no programa em maio de 2017. Em agosto do ano passado, conseguiu o green card condicional. A esposa dele também obteve o benefício.

Em 2020, Luiz deverá passar por avaliação da USCIS, que irá analisar se ele cumpriu os requisitos necessários referentes aos EB-5, como a criação de 10 empregos, e se não violou nenhuma lei americana. Caso aprovado, ele terá direito ao green card definitivo. O procedimento é considerado padrão no programa de investimentos e é realizado dois anos após a concessão do visto provisório.

Os riscos

Assim como qualquer investimento, o EB-5 traz riscos. Há históricos de estrangeiros que aplicaram em fundos de empresas que foram à falência ou em estabelecimentos que sequer chegaram a ser concluídos. Nesses casos, os imigrantes perdem os U$ 500 mil e o direito de permanecer nos Estados Unidos, pois a aplicação não gerou os 10 empregos necessários durante dois anos.

O advogado Daniel Toledo ressalta a importância de o estrangeiro avaliar criteriosamente o lugar no qual fará o investimento. “É preciso escolher um fundo estruturado e ter uma boa orientação jurídica, porque se fizer de modo amador, o estrangeiro vai perder o investimento”, pontua.

Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil orientaram que entre os cuidados que devem ser tomados pelos estrangeiros estão buscar por um fundo que esteja há mais de 10 anos no mercado e que possua seguro contra falência ou imprevistos nas obras.

“Vejo muita gente vendendo projetos de investimentos que a gente sabe que não vai acontecer. Isso quebra muitas pessoas financeiramente, pois elas acabam colocando o dinheiro e nunca recebem o green card”, afirma Toledo.

Assim como Toledo, George Cunha relata não ter passado por situações em que o cliente perdeu o recurso investido. “Estão aparecendo muitos projetos que prometem uma remuneração maior do dinheiro aplicado. Isso entra na concepção de que quanto maior a remuneração, maior o risco de não dar certo. É importante saber que projeto estruturado e com uma margem de segurança alta, geralmente paga uma remuneração baixa”, explica Cunha.

Novo valor

Há cerca de 10 anos, o congresso americano avalia a possibilidade de aumentar o valor dos U$ 500 mil do EB-5, cobrado desde o início do programa. Uma das principais possibilidades é que o investimento mínimo ultrapasse os U$ 900 mil.

Para especialistas, procura de visto para viver nos EUA não deve arrefecer. BBC NEWS BRASIL/spyarm/Getty

Um dos argumentos para a alteração no valor é o fato de o EB-5 ser considerado um dos programas de investimentos estrangeiros mais baratos do mundo, quando comparado a outros países. “Para que se tenha uma ideia, esse mesmo programa custa 2 milhões de libras na Inglaterra. Em Portugal, o Golden Visa custa 500 mil euros. No Canadá, que atualmente está suspenso porque o governo concluiu que não estava beneficiando a economia, eram 800 mil dólares canadenses”, diz Cunha.

No congresso americano, há sucessivas prorrogações da decisão sobre o aumento no EB-5. A medida seria avaliada em dezembro passado, mas foi, novamente, prorrogada.

Para Cunha, o valor não foi alterado até o momento porque empresários norte-americanos temem que o aumento na cobrança mínima do visto reduza a busca de investidores estrangeiros. “O EB-5 faz investimentos em, praticamente, todos os 50 Estados americanos. É uma indústria muito poderosa, que injeta, aproximadamente, o equivalente a U$ 5 bilhões por ano nos Estados Unidos, na construção de novos projetos e empreendimentos. Esse visto gera cerca de 100 mil empregos para americanos e residentes legais a cada ano”, afirma.

“Muitos empresários poderosos não deixam a coisa (o aumento) acontecer. Principalmente porque os donos de projetos têm um custo barato com o EB-5, porque vão pagar somente de 0 a 3% ao ano de juros, com prazo de carência de cinco anos”, acrescenta o advogado.

A próxima discussão no congresso americano sobre o possível aumento do EB-5 está marcada para o início de fevereiro.

Busca crescente de brasileiros pelo EB-5

A procura de brasileiros pelo EB-5 deve continuar crescente pelos próximos anos, mesmo em caso de possível alteração no valor do visto, apontam os advogados ouvidos pela reportagem.

A posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL), segundo os especialistas, não deve reduzir a vontade de deixar o Brasil entre aqueles que buscam o EB-5. “A maioria das pessoas que procura esse visto reclama de questões como segurança e educação para os filhos. Dizem que não aguentam mais o ‘jeitinho brasileiro’. Essas pessoas não vão perceber mudanças tão rapidamente no Brasil, para melhor nem pior”, declara Toledo.

Ainda segundo os advogados, outro fator que também não deve alterar a busca de EB-5 por brasileiros é a polêmica decisão do Ministério das Relações Exteriores em retirar o Brasil do Pacto Global para a Migração, da Organização das Nações Unidas (ONU), ao qual o país havia aderido em dezembro. Diversos segmentos criticaram a medida e apontaram que ela pode prejudicar a relação com outras nações.

“De forma alguma essa decisão afetará o EB-5 para brasileiros. O pacto não trata de migrações com vistos, ele propõe uma forma de trânsito mais flexível entre os países. Então, nem o EB-5 nem outros vistos correm qualquer risco”, ressalta Toledo.

A vida nos EUA

Os brasileiros que recorrem ao EB-5 consideram o investimento mais como porta de entrada para os EUA – e menos como possível forma de garantir um modo de vida no país. “Até porque não teria como sobreviver com esse recurso, é um retorno pequeno e só recuperamos o investimento depois de cinco anos”, ressalta Luiz.

Toledo destaca que os estrangeiros que aplicam no EB-5 procuram ter acesso aos direitos concedidos àqueles que vivem legalmente no país norte-americano. “Eles estão preocupados em benefícios como colocar os filhos em escola pública e autorização para trabalhar.”

Depois de cinco anos vivendo legalmente nos EUA, o imigrante pode optar pela cidadania americana. “A partir de então, ele passa a ter os mesmos direitos de um cidadão americano, como votar e exercer quase todos os cargos públicos, com exceção de algumas funções, como presidente do país, que precisa ser americano nato”, diz Cunha.

Luiz afirma que sua vida melhorou depois que passou a morar nos EUA. Proprietário de uma mineradora brasileira, ele mantém os serviços no Brasil. Por meio da internet, trata sobre assuntos profissionais. No momento, ele tem pesquisado a região para abrir um negócio no país norte-americano. “Quero continuar por aqui, porque tenho muito mais liberdade e qualidade de vida. Sinto falta dos amigos e da família, mas agora quero estabelecer a minha vida aqui”, comenta o empresário, que mora em Miami.

À espera do visto para migrar para os EUA, Roberto planeja como deverá ser seu cotidiano no novo país. “Penso na qualidade de vida. É um lugar com melhor infraestrutura e segurança. Você pode ir e vir com mais facilidade e tem acesso a coisas de maneira mais justa. O governo, como em todo lugar, tem seus problemas, mas acredito que sejam menores quando comparados ao Brasil”, diz.

*o entrevistado pediu para não ter a identidade divulgada.

R7, com BBC Brasil

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VÍDEO: Público da MotoGP em Goiânia grita “ei, Lula, vai tomar no c*”

Vídeo que circula nas redes sociais mostra o público que acompanha a etapa brasileira da MotoGP 2026 em manifestação contra o presidente Lula. “Ei, Lula, vai tomar no cu”, gritavam boa parte das pessoas nas arquibancadas do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia-GO, neste domingo (22).

Na capital goiana, a Brasil voltou a receber durante este final de semana uma prova da principal categoria do motociclismo mundial após 22 anos.

 

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FLÁVIO BOLSONARO: “Se eu fosse o presidente da República, facções já tinham sido declaradas como terroristas”

Foto: Nelson Almeida/AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (22), em João Pessoa (PB), que classificaria facções criminosas como organizações terroristas caso fosse presidente da República.

“Se eu fosse o presidente da República, facções já tinham sido declaradas como terroristas e o Brasil estaria assinando acordo de cooperação para prender esses marginais e libertar o povo”, disse.

A proposta inclui grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), e segue linha defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que avalia adotar essa classificação para organizações criminosas estrangeiras .

Flávio também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele (Lula) tinha que ter combatido de verdade as organizações criminosas que passaram a ser transnacionais e ele fica com essa mentira de que o Trump vai intervir no Brasil”, afirmou.

“Ele acha que o Trump vai fazer igual fez com o Nicolás Maduro, vai pegar o Lula e vai levar pra Washington. Isso não existe, isso não está na mesa. É uma tentativa de implementar o terror no povo brasileiro porque ele é incompetente”, concluiu.

A discussão ocorre em meio à possibilidade de os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas, o que permitiria medidas como bloqueio de recursos, restrições a integrantes e ampliação da cooperação internacional no combate ao crime .

Para o governo Lula, a possível medida é vista como risco à soberania nacional e deve ser tratada no campo diplomático.

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Indicado de Lula ao STF, Messias só tem 25 apoios declarados no Senado; são necessários 41 votos a favor

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, tem hoje 25 votos declarados no Senado. Para ser aprovado, precisa de pelo menos 41 — ou seja, ainda busca mais 16 apoios.

Antes de ir ao plenário, o nome precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça, onde Messias conta com 10 dos 14 votos necessários. No colegiado, 7 senadores são contrários e 10 ainda não se posicionaram.

A vaga no STF está aberta há cinco meses, após a saída de Roberto Barroso.

Nos bastidores, o senador Rodrigo Pacheco era apoiado por Davi Alcolumbre e por parte do STF para a vaga. Lula, no entanto, rejeitou interferências e reforçou que a escolha é prerrogativa exclusiva do presidente.

O petista também articula a candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais, mirando apoio no segundo maior colégio eleitoral do país.

A sabatina de Messias na CCJ ainda não tem data. Prevista inicialmente para dezembro de 2025, foi cancelada após falta de envio de documentos pelo governo, segundo o relator Weverton Rocha.

O cenário indica dificuldade para alcançar os 41 votos. Como referência, a recondução de Paulo Gonet teve apoio menor em 2025: foram 45 votos favoráveis, contra 65 em 2023, sinalizando um ambiente mais apertado no Senado.

Veja abaixo os senadores que já declararam apoio ou se manifestaram contrários à indicação de Jorge Messias ao STF, lembrando que 39 senadores não declararam voto:

A favor (25)

  • Ana Paula Lobato (PSB–MA)

  • Augusta Brito (PT–CE)

  • Beto Faro (PT–PA)

  • Chico Rodrigues (PSB–RR)

  • Ciro Nogueira (PP–PI)

  • Confúcio Moura (MDB–RO)

  • Dra. Eudocia (PL–AL)

  • Eliziane Gama (PSD–MA)

  • Fabiano Contarato (PT–ES)

  • Fernando Farias (MDB–AL)

  • Humberto Costa (PT–PE)

  • Jader Barbalho (MDB–PA)

  • Jaques Wagner (PT–BA)

  • Jussara Lima (PSD–PI)

  • Lucas Barreto (PSD–AP)

  • Marcelo Castro (MDB–PI)

  • Paulo Paim (PT–RS)

  • Randolfe Rodrigues (PT–AP)

  • Renan Calheiros (MDB–AL)

  • Rogério Carvalho (PT–SE)

  • Sérgio Petecão (PSD–AC)

  • Soraya Thronicke (Podemos–MS)

  • Teresa Leitão (PT–PE)

  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB)

  • Weverton (PDT–MA)

Contra (14)

  • Carlos Portinho (PL–RJ)

  • Cleitinho (Republicanos–MG)

  • Eduardo Girão (Novo–CE)

  • Esperidião Amin (PP–SC)

  • Flávio Bolsonaro (PL–RJ)

  • Hamilton Mourão (Republicanos–RS)

  • Jorge Seif (PL–SC)

  • Luis Carlos Heinze (PP–RS)

  • Magno Malta (PL–ES)

  • Marcio Bittar (PL–AC)

  • Marcos do Val (Podemos–ES)

  • Plínio Valério (PSDB–AM)

  • Rogério Marinho (PL–RN)

Não respondeu (3)

  • Davi Alcolumbre (União Brasil–AP)

  • Jorge Kajuru (PSB–GO)

  • Rodrigo Pacheco (PSD–MG)

Com informações de Poder 360

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Geral

Novo sistema de semáforos inteligentes promete dar mais fluidez ao trânsito de Natal em 197 cruzamentos

Foto: Anderson Régis

Natal deve ganhar um sistema de semáforos inteligentes para melhorar o fluxo do trânsito e reduzir congestionamentos.  Ao todo, 197 cruzamentos serão contemplados. Destes, 138 terão tecnologia adaptativa, capaz de ajustar automaticamente o tempo dos sinais conforme o fluxo de veículos, enquanto outros 59 serão integrados a uma central de controle com ajustes remotos em tempo real.

O sistema contará ainda com 483 pontos de videodetecção para monitoramento do tráfego e 398 botoeiras sonoras para pedestres, ampliando a acessibilidade. A expectativa da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) é reduzir em até 20% o tempo de deslocamento nos horários de pico.

A proposta busca tornar o trânsito mais fluido, reduzir o tempo de viagem e diminuir impactos ambientais causados pelo excesso de paradas e retomadas no tráfego. O projeto, financiado com R$ 30,5 milhões pelo Governo Federal dentro do Novo PAC – Mobilidade Urbana Sustentável, prevê a modernização completa da rede semafórica da cidade.

Segundo a secretária de Mobilidade Urbana de Natal, Jódia Melo, o modelo atual, com tempos fixos, está defasado e não acompanha a variação do trânsito ao longo do dia. Com a nova tecnologia, sensores e câmeras vão “ler” o fluxo em tempo real e ajustar os sinais automaticamente, evitando bloqueios em cruzamentos.

Outra mudança importante será a gestão remota. De acordo com o secretário adjunto Walter Pedro, hoje os ajustes precisam ser feitos presencialmente, mas, com o novo sistema, poderão ser realizados por celular ou tablet, a partir da central.

O projeto também prevê prioridade para o transporte público, veículos de emergência e melhorias para pedestres, como maior tempo de travessia para pessoas com mobilidade reduzida. Haverá ainda instalação de nobreaks para manter os semáforos funcionando em caso de queda de energia.

A proposta já foi validada tecnicamente pela Caixa Econômica Federal e está em fase final para contratação, com expectativa de conclusão no primeiro quadrimestre de 2026. A liberação dos recursos será gradual, conforme a execução do projeto.

Paralelamente, a Câmara Municipal de Natal analisa um projeto de lei do vereador Léo Souza que propõe a Política de Semaforia Inteligente. A iniciativa prevê a implantação gradual do sistema em corredores estratégicos, com recursos como “onda verde” para sincronização dos sinais e prioridade seletiva para ônibus e veículos de emergência.

Com informações de Tribuna do Norte

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Geral

Lula vive fadiga política após disputar tantas eleições, admite entorno do presidente

Foto: Wilton Júnior

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão preocupados com o que chamam de “desgaste natural” da imagem do petista. Apesar de buscar demonstrar vitalidade física aos 80 anos, o entorno do presidente lembra que ele disputa eleições presidenciais desde 1989, e que há um cansaço da população com a imagem de Lula.

Assessores próximos do petista afirmam que essa fadiga política se traduz nas pesquisas de popularidade e de intenção de votos. Agora, o desafio do presidente é aumentar os números de aprovação da gestão entre aqueles que consideram o governo Lula 3 ótimo ou bom.

Para isso, o governo aposta em viagens do presidente aos Estados para faturar com a inauguração de obras e etapas de programas, como nesta sexta-feira, 20, em Minas, quando participou da entrega de ônibus escolares. Lula corre contra o tempo em razão da legislação eleitoral, que só permite inaugurações até 4 de julho, três meses antes do pleito.

Planalto encara eleições de outubro como um plebiscito

O entendimento no Palácio do Planalto é de que a eleição de outubro funciona como um plebiscito, onde a população vai escolher se quer ou não mais um ciclo de Lula. Com isso, acreditam que qualquer candidato competitivo que concorresse já partiria de um patamar acima de 30%, ainda que não fosse da família Bolsonaro, devido ao desgaste da imagem de Lula.

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada na última terça-feira, 10, aponta que 33% dos brasileiros classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto 40% o consideram ruim ou péssimo. A avaliação positiva corresponde à soma das menções de ótimo e bom, enquanto a negativa reúne as avaliações ruim e péssimo.

Com isso, como mostrou o Estadão, a sete meses da eleição presidencial, Lula chega à reta final do mandato com avaliação positiva abaixo do patamar registrado por governantes que conseguiram se reeleger ou eleger sucessores.

Tentativa de colar obras à popularidade de Lula

No Rio, a estratégia já está em curso. Além de terceiro maior colégio eleitoral do País, o Estado também é o berço político da família Bolsonaro, e onde Lula vai subir no palanque do prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo e favorito nas pesquisas.

O petista foi ao Rio por duas semanas seguidas este mês. No dia 6 de março, Lula entregou, ao lado de Paes, apartamentos populares de um conjunto habitacional em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Também inaugurou anel viário em Campo Grande, e anunciou a instalação do hub internacional no aeroporto Galeão.

Na sexta-feira, 13, foi novamente ao Rio, onde participou do anúncio de investimentos de R$ 300 milhões da BYD no Brasil e inaugurou setor de traumas de um hospital federal, em evento marcado por críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Lula também aproveitou para inaugurar obras em Minas Gerais na sexta-feira, 20. Ele foi a Betim e Sete Lagoas visitar uma refinaria, onde anunciou investimentos da Petrobras no Estado, e entregou ônibus escolares do programa Caminho da Escola, do governo federal. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do País, e Estado considerado o fiel da balança nas eleições.

Pautas populares de Lula ainda não decolaram

As grandes apostas populares de Lula para o ano eleitoral ainda não decolaram. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, aprovada em novembro, ainda não valerá na declaração deste ano.

A proposta do fim da escala trabalhista 6×1, outra prioridade do governo, enfrenta resistência e está travada na Câmara. E o projeto de tarifa zero para o transporte público, que estará no programa de governo de Lula na campanha à reeleição, sequer começou a ser debatido no Congresso.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Ninguém acredita mais nas “narrativas” de Lula. Nem os “cumpanheiros” mais inteligentes…

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de bife ao vinho com purê de batata doce com manjericão; e ceviche de camarão e caju

BIFE AO VINHO COM PURÊ DE BATATA DOCE COM MANJERICÃO
(porção pra 4 pessoas)

Ingredientes:
800g de alcatra (em 4 fatias; temperadas a gosto)
Azeite a gosto

Molho
200ml de vinho tinto
100ml de molho de tomate
3 folhas de louro
30ml de molho shoyu
30ml de mel de engenho
1 pitada de noz moscada
Sal a gosto

Purê
600g de batata doce
100ml de creme de leite sem soro
1 maço de manjericão
100ml de azeite
30g de manteiga
Sal a gosto

Modo de preparo:
Em uma frigideira bem quente, coloque uns fios de azeite e acrescente a carne para selar.
Reserva o suco que a carne soltar na frigideira.

Molho
Na mesma frigideira da carne acrescente o vinho para deglacear;
Junta o molho de tomate, o shoyu, as folhas de louro, mistura bem e deixe cozinhar por uns 3 minutos;
Misture o mel e mexa até engrossar um pouco;
Coloque uma pitada de noz moscada;
Coloque sal a gosto para finalizar;
Devolve a carne para dentro desse molho e deixe no fogo baixo por 3 minutos.

Purê
Cozinhe a batata doce descascada e cortada; quando estiver cozida amasse e misture o creme de leite e a manteiga;

Bata no liquidificador o maço de manjericão com o azeite (quase como fazer um pesto);

Mistura o purê e o manjericão e leve ao fogo baixo por 3 minutos.
Coloque sal a gosto.

Servir:
Prato com pequena salada de alface e tomate cereja;
Cama de purê
Carne em cima do purê
Molho sobre a carne.

Tempo de preparo: 15min
Tempo de cozimento: 25min

DICA RÁPIDA

CEVICHE DE CAMARÃO E CAJU

Ingredientes:
1 cebola roxa em tiras finas
Coentro picado a gosto
1 Pimenta dedo de moça picada
2 pimentas de cheiro picadas
50g de milho verde
20 camarões limpos e escaldados
½ caju em cubos pequenos
Sal e azeite a gosto
100ml de emulsão de limão com suco de caju
Folhas de salsinha para enfeitar

Modo de preparo:
Bata 100ml de suco de limão com ½ caju, coe e separe.
Coloque ½ litro de água para ferver, coloque os camarões e deixe por 15 segundos. Retire da fervura e coloque, imediatamente, na água com gelo, para parar o cozimento. Retire do gelo e reserve.
Misture todos os ingredientes em um bowl, até ficar bem incorporado.
Deixe na geladeira por uns 10 minutos e sirva em seguida colocando umas folhas de salsa para enfeitar.

Tempo de preparo: 15 min
Tempo de cozimento: 15seg

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Comportamento

Impulsionado pela maconha, consumo de drogas pelos brasileiros cresce nos últimos 11 anos

Foto: Getty Images

O percentual de brasileiros que já experimentaram drogas ilícitas subiu de 10,3% para 18,8% em 11 anos, segundo o III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), da Universidade Federal de São Paulo.

O avanço foi puxado principalmente pela maconha, acompanhando tendência internacional. Em 2012, o consumo no Brasil era mais baixo e havia maior destaque para cocaína e crack.

Ao longo do período, o uso ao longo da vida cresceu cerca de 80%, enquanto o consumo recente não aumentou na mesma proporção.

Entre mulheres adultas, o crescimento foi expressivo: o uso passou de 7% para 13,9%. Especialistas apontam como possível fator a percepção equivocada de que a maconha ajuda a reduzir o estresse, apesar de poder aumentar o risco de ansiedade.

O estudo ouviu 16.608 pessoas com mais de 14 anos, em todo o país, analisando 16 drogas ilícitas em 900 setores censitários, com metodologia sigilosa para garantir anonimato.

Opinião dos leitores

  1. A culpa é de Lula que nada faz para combater as drogas.
    Eles querem é a disseminação.
    Faz tempo que é assim.
    Hoje em dia como nunca, se encontra em qualquer esquina.
    Consumo Brutal no Brasil.

  2. A turma do amor 🧡da esquerda tem incentivado dia após dia que fumar maconha é bom e os caretas da direita são facistas.Mas foi tudo avisado,por falta de aviso não foi,se quiserem dobrar a aposta,votem neles novamente e voltaremos a conversar,não com resultado positivos,mas com uma desgraça maior tendo acontecido.

  3. Será que é porque tem um pessoal no governo ( LULADRAO e PTralhasde forma geral), que apoia o consumo, venda, tráfico, exportação….. Será?

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Partido Novo-RN solta nota e se solidariza com Flávio Rocha

Foto: divulgação

O Partido Novo no Rio Grande do Norte divulgou nota se solidarizando com o empresário Flávio Rocha. No texto, assinado pelo presidente estadual Renato Cunha Lima, a legenda destaca a trajetória de Rocha como empreendedor e ex-deputado.

O partido afirma que não tem, até o momento, compromisso com pré-candidaturas ao Senado e defende que o debate eleitoral seja pautado por propostas, não por ataques pessoais.

NOTA DO PARTIDO NOVO – RIO GRANDE DO NORTE

Flávio Rocha é um grande potiguar que merece respeito. Representou o povo do Rio Grande do Norte por duas vezes na Câmara dos Deputados, sendo uma delas como constituinte. Foi candidato à Presidência da República com a bandeira do imposto único e, há décadas, lidera o grupo empresarial que mais gera empregos no estado, com mais de 20 mil postos de trabalho diretos.

Recentemente, por meio do Pró-Sertão, levou facções têxteis para diversos municípios do interior, criando oportunidades e renda em regiões que antes dependiam quase exclusivamente do poder público.

Agora, diante de sua possível candidatura ao Senado, setores da direita passaram a atacar aquele que é, inegavelmente, o maior empreendedor da história recente do estado. Tudo isso por conta de uma preferência legítima pela candidatura do Cel. Hélio pelo PL. Mas defender um nome não exige nem justifica destruir outro.

Chegaram ao ponto de tentar rotulá-lo como “petista” e “esquerdista”, justamente ele que, quando disputou a Presidência da República, defendeu o imposto único e sempre se posicionou como um liberal de direita, enquanto muitos dos que hoje se dizem de direita, à época, apoiavam Lula.

Diante desse cenário, e conhecendo a origem dessas críticas e ataques, mesmo sendo amigo pessoal do Cel. Hélio, tenho o dever, como dirigente partidário, de me posicionar com coerência e com os princípios que norteiam o Partido Novo.

Neste momento, o partido não possui, até as convenções, compromisso com nenhuma pré-candidatura ao Senado. Mantém apenas o apoio já declarado ao ex-prefeito Álvaro Dias, em reconhecimento ao trabalho realizado por Natal, especialmente com a implementação do novo Plano Diretor, que abriu caminho para bilhões em investimentos no município.

Acreditamos que a eleição para o Senado deve incluir propostas legislativas consistentes e não se resumir à lógica de obras via emendas parlamentares, que fazem parte da distorção na relação entre os Poderes. Nesse sentido, vamos dialogar com o Cel. Hélio e com o senador Styvenson Valentim para ouvi-los e apresentar as ideias que defendemos para o Rio Grande do Norte e para o Brasil.

Renato Cunha Lima
Presidente do Partido Novo no Rio Grande do Norte

Opinião dos leitores

  1. É verdade, Flávio Rocha é um empresário, empreendedor de sucesso, mas também é verdade que ele nunca se posicionou como de direita ,isso é fato, agora querer que nós elejamos um cara só porque é empresário e empreendedor, para ser de direita tem defender claramente as pautas de direita, pátria, família e liberdade e estar alinhado totalmente com os nossos pensamentos

  2. Renato, desculpe discordar de você, pois se Flávio Rocha tivesse interesse na política do Estado ele vinha atuando nas campanhas de prefeitos, vereadores, deputados e governador. Onde ele estava que agora surge como um salvador? O correto é o nome do coronel Hélio que é dedicado a bandeira conservadora e de direita. Vamos eleger: Flávio Bolsonaro para presidente, Álvaro governador e Stivem e Cel. Hélio senadores.

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Famílias brasileiras comprometem quase 30% da renda com dívidas, maior patamar em 20 anos

Imagem: reprodução

Dados do Banco Central do Brasil mostram que as famílias destinam 29% da renda para dívidas desde outubro, o maior nível em 20 anos — sendo 10,38% para juros e 18,81% para o principal.

A inadimplência chegou a 6,9% entre o fim do ano passado e janeiro, acima dos 5,6% de um ano antes e no maior patamar desde 2012. Entre os mais pobres, o índice atinge 7,5% para atrasos acima de 90 dias.

O problema é puxado por linhas de crédito mais caras: rotativo do cartão (63,5% de inadimplência), cheque especial (16,5%) e cartão parcelado (13%). O crédito rotativo cresceu 31,2% em um ano, o parcelado 18,3% e o cheque especial 13,8%, enquanto o crédito livre subiu 12,4%. As taxas mensais chegam a 14,81% no rotativo, 9,43% no parcelado e 7,52% no cheque especial. A Selic está em 14,75% ao ano.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos, a inadimplência aumentou em todas as faixas de renda, com maior impacto em quem ganha até 3 salários mínimos.

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, os gastos com crédito e juros pressionaram o consumo, refletindo no varejo. As vendas em shoppings cresceram apenas 1,2% em 2025, somando R$ 200,9 bilhões, abaixo da inflação.

A expectativa é de melhora a partir de agosto, com renegociação de dívidas e novas linhas como o consignado privado.

Mesmo com renda em alta, o peso das dívidas tem afetado a percepção econômica: pesquisa Datafolha mostra que 46% avaliam piora na economia (ante 41%), e 33% dizem que sua situação financeira piorou (ante 26%).

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Natal ganha novo clube, reúne campeões e fortalece o BMX do RN

Equipe Riders RN reúne atletas de destaque nacional e inicia preparação visando o Campeonato Brasileiro de BMX de 2026

Natal passa a contar com uma nova equipe voltada ao desenvolvimento do bicicross de alto nível. Surge na capital potiguar, o clube de BMX Racing formado por atletas com resultados expressivos no cenário regional, nacional e internacional, e que nasce com a proposta de fortalecer a presença do Rio Grande do Norte nas principais competições da modalidade.

Com perfil voltado ao alto rendimento esportivo, o Riders reúne desde atletas das categorias de base até pilotos que já figuram entre os principais nomes do BMX brasileiro. A equipe realiza seus treinamentos na pista pública municipal de BMX localizada no Conjunto Ponta Negra, importante equipamento esportivo da cidade.

Entre os atletas que integram o novo clube estão Lucas Nunes, três vezes campeão brasileiro, com títulos conquistados em diferentes categorias da modalidade; Davi Barreto, campeão do ranking nacional brasileiro; e Vito Macedo, vice-campeão do ranking nacional, Top 4 da América Latina, além de outros atletas com resultados relevantes em competições nacionais.

A proposta da nova equipe é consolidar um ambiente de preparação técnica e física voltado ao alto desempenho, buscando elevar o nível competitivo do BMX potiguar e ampliar a presença de atletas do estado nos grandes campeonatos do calendário nacional e internacional.

O Riders também tem representantes neste domingo em uma das principais provas do calendário nacional. Vito Macedo, Davi Guerra e Dante Freire são os únicos atletas representando o Rio Grande do Norte na etapa da Copa do Brasil de BMX, que acontece neste domingo, dia 22, na cidade de Indaiatuba (SP). Os três atletas integram o Riders RN e foram formados e treinados na pista pública municipal de BMX de Ponta Negra, reforçando a importância do equipamento esportivo para o desenvolvimento da modalidade no estado.

A equipe já iniciou sua preparação visando a principal competição do BMX brasileiro em 2026: o Campeonato Brasileiro de BMX Racing, que será realizado em Cuiabá (MT), no Parque Novo Mato Grosso, complexo esportivo de grande porte em construção que deverá sediar eventos esportivos de alto nível no país.

Com a criação do Riders RN, o BMX do Rio Grande do Norte ganha um novo projeto esportivo voltado à formação, performance e representação do estado nas principais pistas do Brasil e também em competições internacionais.

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