Coronavírus: ratos ficam ‘agressivos’ por falta de comida nos EUA

(Foto: Getty Images)

O fechamento de restaurantes e outros estabelecimentos ligados ao setor de alimentação, como parte das medidas adotadas para conter a propagação do novo coronavírus, alterou completamente a rotina e o comportamento de uma parcela específica dos moradores das cidades americanas: os ratos.

Segundo um alerta lançado na semana passada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, agência de pesquisa em saúde pública ligada ao Departamento de Saúde (CDC), os roedores, em busca de comida, poderão apresentar “comportamento incomum ou agressivo”.

De acordo com o CDC, o fechamento dos restaurantes levou à diminuição no volume de alimentos disponível para a população de ratos, especialmente em zonas comerciais.

“Roedores dependem da comida e das sobras desses estabelecimentos”, diz o comunicado publicado no site da agência.

Famintos, eles estão buscando novas fontes de comida, o que tem provocado, segundo o CDC, um aumento na sua atividade.

“Programas de saúde ambiental e controle de roedores devem observar um aumento nas requisições de serviços relacionados a roedores e relatos de comportamento incomum ou agressivo”, alerta a agência.

Segundo Robert Corrigan, um dos principais especialistas em roedores dos Estados Unidos, o comportamento agressivo não é em relação a humanos, e sim a outros ratos ou até mesmo a propriedades, em busca de frestas para que possam entrar e encontrar comida.

“Não (significa que irão) atacar ou morder pessoas”, diz Corrigan à BBC News Brasil.

Canibalismo

Enquanto para ratos que vivem em zonas residenciais não houve grandes mudanças durante a pandemia de COVID-19 (a doença causada pelo novo coronavírus), as populações de roedores em áreas comerciais ou turísticas têm sofrido com as restrições.

Em grandes cidades, como Nova York, essas colônias de ratos costumam encontrar abundância de alimentos nas lixeiras próximas a restaurantes, bares e hotéis, principalmente à noite, após o fechamento dos estabelecimentos, quando o lixo da cozinha é levado para a rua.

Mas, como desde meados de março, a maioria desses estabelecimentos fechou completamente ou passou a operar somente em sistema de tele-entrega ou retirada no local, essa fonte de comida desapareceu.

Desesperados, os roedores estão atacando outros ratos, até mesmo dentro de suas próprias colônias.

“Um rato faminto vai ficar muito agressivo com outros ratos”, salienta Corrigan, que atua como consultor especializado no controle de roedores para empresas e departamentos de saúde ao redor dos Estados Unidos e em outros países.

Corrigan diz que, em áreas onde os ratos costumavam encontrar alimentos facilmente e agora a comida desapareceu, especialistas têm observado evidências desses ataques e de canibalismo, que são comuns em situações extremas de fome, como a atual.

“Eles estão atacando uns aos outros, matando e comendo uns aos outros. E, se há filhotes nos ninhos, vão matá-los e comê-los”, afirma.

Relatos em diferentes cidades

Mudanças no comportamento da população de ratos vêm sendo documentadas em várias cidades americanas desde o início da pandemia, quando as regras de distanciamento social deixaram as ruas vazias.

Geralmente com hábitos noturnos e com movimentação restrita à área próxima a suas tocas, os roedores agora estão mais ousados, se aventurando em distâncias mais longas, explorando novas regiões, mesmo durante o dia.

No final de março, depois que os turistas já haviam ido embora de Nova Orleans e os moradores estavam em quarentena, as redes sociais e a imprensa americana mostraram imagens de dezenas de ratos circulando livremente pela Bourbon Street, principal rua da zona turística da cidade.

Na época, a prefeita, LaToya Cantrell, declarou que o fechamento dos restaurantes estava “levando nossos roedores à loucura”.

Em Chicago, a imprensa local relatou no mês passado que as centenas de milhares de ratos que vivem na cidade estavam se aventurando mais longe e durante o dia em busca de comida, em um comportamento atípico.

Na capital americana, Washington, a prefeitura recebeu mais de 800 ligações ligadas a problemas com roedores nos últimos 30 dias.

Recomendações

Com essas mudanças de comportamento, especialistas alertam que é possível que algumas áreas residenciais que antes não registravam a presença de roedores passem a enfrentar o problema.

Apesar de não haver indicação de que possam transmitir a covid-19, ratos podem transmitir dezenas de outras doenças aos seres humanos, por meio do contato destes com fezes, urina e saliva dos roedores e, de forma indireta, por pulgas ou carrapatos que tiveram contatos com ratos.

O CDC diz que os moradores e proprietários comerciais devem adotar medidas para “eliminar condições que possam atrair e sustentar a presença de roedores”, como vedar o acesso às casas, remover entulho e vegetação pesada, manter o lixo em recipientes fechados e retirar dos pátios a ração para animais de estimação e pássaros.

Corrigan ressalta que, quando há ratos em uma área, é sinal de que há comida. “Geralmente é porque estamos depositando o lixo de maneira incorreta”, afirma.

Ele diz que sua receita para evitar a presença de ratos é simples. Primeiro, é preciso assegurar que nenhum rato ou qualquer outro animal conseguirá ter acesso ao lixo. Em segundo lugar, procurar e vedar frestas embaixo das portas.

A escassez de comida também deve facilitar a captura de roedores, atraídos pelas iscas, e algumas cidades, como Nova Orleans, anunciaram que estão aumentando o número de armadilhas.

Mas Corrigan afirma que, apesar das dificuldades atuais, a população de ratos nas cidades afetadas deve se recuperar rapidamente assim que restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos voltarem a funcionar.

“Eles são muito resilientes”, afirma.

BBC Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Pedro disse:

    Verdade Irani Gomes, a mais pura verdade.

  2. Zurc disse:

    E no Brasil???

  3. Gabriel disse:

    E no Brasil???

  4. Júnior disse:

    E no Brasil???

  5. Irany Gomes disse:

    Já aqui no Brasil, os ratos políticos, e principalmente as ratazanas Petralhas, estão fazendo a festa, com o dinheiro destinado ao combate do covid19.

    • sps disse:

      Gente, pra que essa agressividade? Onde está a civilidade? Sempre vai existir esquerda, direita, centro, extremistas, mas não podemos esquecer que somos seres humanos e, como tal, temos que ter ações e reações humanas. Chega de tanto ódio!!! Vamos dá um basta nisso e seguir com opiniões, críticas e sugestões com civilidade, não com negacionismo. Olhemos um ao outro. Queremos o bem para o nosso país. Cada um com sua opinião, mas com sincero respeito. Basta de agressões e violência. Sigamos em paz e acima de tudo com fé, que as coisas irão mudar para melhor se nos unirmos. Caso contrário será catastrófico para todos. Chega!

    • Jb disse:

      Pq so visam o pt sao tds . De a az so mudam as siglas e os numeros. Todos tem a mesma missao iludir os cidadãos e surrupiar os cofres do brasil.

  6. Enir Dias disse:

    Sempre assisto o blog de BG. Querem calar o povo de dar opiniões. No Brasil é um país democrático? Se for é para uns e outros não? Caso me critiquem não é . Caso me elogiam é. É assim.

EUA estão mandando 2 milhões de comprimidos de cloroquina ao Brasil, diz Bolsonaro

Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (27) para apoiadores que os Estados Unidos enviarão 2 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina para o Brasil. A declaração foi feita após a fala de um apoiador que informou ter vindo da Califórnia (EUA) e fazer elogios à gestão atual do governo no Brasil.

“Como está o Trump lá, tá bem?”, questionou Bolsonaro. Em seguida, o presidente deu a informação sobre a chegada do medicamento ao Brasil. “Ele [Trump] está mandando para nós aqui 2 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina. Deve chegar hoje [quarta]”, afirmou o presidente.

A declaração de Bolsonaro acontece no mesmo dia em que a França proíbe o uso da hidroxicloroquina no país para tratamento de pacientes com a Covid-19. A decisão acontece após o posicionamento de órgãos de saúde contrários à utilização.

Na segunda-feira (25), a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que o uso da hidroxicloroquina está suspenso no ensaio clínico internacional Solidariedade (“Solidarity”). A decisão foi baseada em um estudo publicado na revista científica The Lancet, também considerado para a determinação na França.

O estudo publicado na revista concluiu que o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus, mesmo quando associadas a outros antibióticos, aumenta o risco de morte e de arritmia cardíaca.

O Ministério da Saúde brasileiro indicou que vai manter a orientação para uso precoce do remédio nos casos de covid-19. “Estamos muito tranquilos a despeito de qualquer instituição ou entidade internacional que venha a cancelar os seus estudos com a medicação”, disse Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.

Mayra falou que o estudo publicado na Lancet não é “metodologicamente aceitável” como referência para as decisões tomadas pelo Ministério. “O que nós queremos reafirmar é que estamos seguindo, sobretudo, princípios bioéticos.”

Jovem Pan

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Tem um trecho de um ditado popular que diz assim:
    "…Se fosse bom não se dava, vendia."

  2. Cristiane disse:

    Claro que vão enviar. É lixo químico para eles e não tem como se dia fazer então enviam para cá.

  3. Natalense disse:

    Fique pra vcs mesmo , esse remédio milagroso e abençoado .. kkkkkkkk

  4. Emerson Fonseca disse:

    O gado vai se fartar de Colorquina, porém a que custo $$$$$ e quem vai comer "antes" KKK 😂

  5. Juliano bugueiro disse:

    EUA não vai usar mais, mandou para o Brasil.kkkkkkkk

  6. Vitor Silva disse:

    Diario Oficial da União extra de ontem (tá puxado, irmão): saiu com 99 portarias com alterações em cargos e funções na Polícia Federal em todo o país, totalizando dezesseis páginas; a edição foi publicada ontem à noite. Não vejo ninguém falar nada.

  7. MARCOS ANTONIO disse:

    Infelizmente, o povo paga o pato! Enquanto o uso da hidroxicloroquina não atingir "os poderosos", as medidas permanecerão as mesmas para "o bem do povo e felicidade geral da nação".

  8. TATA disse:

    EI COMO E QUE AINDA TEM GENTE QUE APOIA UM IMBECIL DESSES E QUE DEFENDEM O USO DA CLORORQUINA MESMO SABENDO QUE O LABORATORIO QUE TESTOU ESSA PORCARIA NAO TEM CREDIBILIDADE

  9. Silvino Filho disse:

    Depois de vários estudos e pesquisas científicas comprovarem a ineficiência da Cloroquina no combate ao Covid-19, Trump envia ao Brasil o que está em desuso nos EUA e não poderá mais ser utilizado por lá.

  10. Cidadão pagador de impostos disse:

    A cloroquina faz é aumentar a mortalidade! Por isso q vão mandar p cá só o lixo.

  11. Luciano disse:

    A imprensa segue distorcendo a verdade, não informa na matéria que o estudo do The Lancet foi feito em pacientes internados, ou seja pessoas que já estão na fase 2 e 3 da doença onde realmente o uso da hidroxicloroquina não é indicado, a abordagem deve ser com o uso de corticóides e anticoagulante, a hidroxicloroquina deve ser administrada precocemente nos primeiros dias na fase de replicação viral a fim de reduzir a multiplicação do vírus, diminuindo o número de pessoas internadas e consequentemente o número de óbitos.

    • Dinho disse:

      Boa, Luciano! Excelente explicação. Mas o povo gosta da desinformação. Trata como algo político. Ignorância, apenas.

  12. Nildo disse:

    Pode mandar de volta.

    • Wagner disse:

      Devolver não, é só vc não tomar porque aí sobra pra quem quer, combinado?

  13. Cigano Lulu disse:

    O refugo, legado da palhaçada protagonizada pelo 'cientista' Donald Trump.

Estados Unidos registram mais de 98 mil mortos por covid-19; número de novos casos e óbitos cai pelo segundo dia seguido

Foto: Reuters/Jeenah Moon/direitos reservados

Os Estados Unidos registraram 505 mortos devido à Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 98.184 o número total de óbitos desde o início da epidemia no país, informou a Universidade Johns Hopkins.

O número de casos confirmados no país é de 1.662.375, com mais 21.403 novas infecções desde o dia anterior, de acordo com os números contabilizados diariamente pela universidade, sediada em Baltimore.

Este é o segundo dia consecutivo em que os Estados Unidos anotam uma diminuição do número de mortos e de novos casos, com menos 133 mortes que no dia anterior.

Os Estados Unidos são de longe o país com mais vítimas mortais em todo o mundo e mais casos de infecções confirmadas.

Com RTP

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cidadão pagador de impostos disse:

    É só uma gripezinha…

“Brasil é um dos nossos parceiros mundiais mais fortes”, destaca EUA, que fala em “proteção compartilhada contra a covid-19, similares às restrições já adotadas em relação a outros países”

FOTO: TOM BRENNER

O Conselho Nacional de Segurança (NSC) dos Estados Unidos usou suas redes sociais para comentar, na noite desse domingo(24), para comentar a proibição da entrada de estrangeiros vindos do Brasil em seu território. A medida, anunciada pela tarde, é válida para viajantes que não são norte-americanos e foi tomada após o Brasil se tornar o segundo país com maior número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

“O Brasil é um dos nossos parceiros mundiais mais fortes. Donald Trump implementou restrições temporárias a estrangeiros vindos do Brasil para a proteção compartilhada de nossas populações contra a covid-19, similares às restrições já adotadas em relação a outros países”, diz o texto.

“A administração doará 1.000 ventiladores para ajudar o Brasil em suas necessidades médicas. Os Estados Unidos reconhecem os fortes esforços que o governo brasileiro tem tomado e irão brevemente fortalecer nossa parceria na Defesa e no comércio.”

Foto: Reprodução/Twitter

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justus disse:

    Não sói fã de Bolsonaro nem participo da briga idiota entre essas 2 facções. Nono Correia, aonde você está vendo humilhação? No cancelamento de vôos brasileiros?Não fizemos o mesmo com os europeus? E eles se sentiram humilhados? E eles não fizeram o mesmo com outros? É a famosa síndrome de cachorro do brasileiro? Política de Estado não tem sentimento.

  2. Nando disse:

    Brasil e USA unidos na corrida de revezamento.

  3. O rei do gado disse:

    Torcendo pra que sejam assim mesmo, pq é aquela coisa: falar é facil, mas na hora do pega pra capar…. Existe muito amigo que fala: pode contar e quando vc mais precisa… mas torcendo para isso, mas a verdade é que precisamemos ter o plano B, nao se confia cegamente nessas falas não!

  4. Nono Correia disse:

    O Brasil morrendo, atolado em uma crise sem precedentes e com um governo inepto, e a jumentosfera bolsonarista achando que o pt está chorando por causa das humilhações que os EUA impõem ao país. Essa gente é dodói da cabeça.

  5. Silva disse:

    A petezada pode chupar!!
    Kkk

    • Antônio disse:

      Pois é, eles choram e todos morrem abraçados com o tio Sam, inalcançáveis primeiro e segundo lugar no ranking da covid19

Nova York tem queda brusca de mortes, internações e casos de covid-19

Times Square esvaziada em Nova York, nos EUA, durante a pandemia de coronavírus. Imagem: Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images

O estado de Nova York vem conseguindo manter o patamar diário de mortes por Covid-19.

De ontem para hoje, 105 pessoas morreram infectadas pelo novo coronavírus no estado — no dia anterior, foram 112. De segunda para terça-feira, também 105.

Nas últimas 24 horas, foram 78 mortes em hospitais e 27 em casas de repouso para idosos.

Os índices continuam bem abaixo do pico da epidemia no estado americano, registrado em meados de abril (700 a 800 mortes diárias, em média).

As hospitalizações, internações em UTI e novos casos da doença permanecem caindo diariamente.

Segundo o governo de Nova York, o total de mortes por Covid-19 no estado é de 28,8 mil.

O Antagonista

MAIS UMA BOA NOTÍCIA: Empresa dos EUA anuncia resultado inicial positivo da vacina do coronavírus

Foto: Getty Images

A Moderna, empresa de biotecnologia dos EUA, anunciou nesta segunda-feira(18) que testes preliminares com uma possível vacina para o novo coronavírus tiveram resultados positivos.

Veja mais – Laboratório americano diz ter descoberto anticorpo contra covid-19: “Queremos enfatizar que existe uma cura. Existe uma solução que funciona 100%”

Oito pacientes receberam doses pequenas e médias da vacina e desenvolveram níveis de anticorpos semelhantes ou superiores aos encontrados em pacientes já recuperados da doença.

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. De olho👀 disse:

    Esse laboratório é comunista. Tem que prescrever cloroquina, a droga do enviado para salvar o mundo.

    • Neco disse:

      lacrou

    • Keynesianista disse:

      Ele defende essa m… de cloroquina pq o exercito gastou uma fortuna produzindo isso em seu laboratório e se não usar vai ficar bem escancarado o esquema dos generais!

    • Severino disse:

      Essa m..como vc diz, já ajudou a salvar muita gente.

  2. Bolsonaro Junior disse:

    Espero que o presidente finja ser contra essa vacina.
    Só assim os lulanáticos não serão contra a cura.

  3. Chicó disse:

    O país imperialista opressor salvando o mundo !!!

  4. Nego disse:

    Será que os governadores vão aceitar?

    • CIDADAO disse:

      Nego a pergunta seria: será que o asno do presidente vai aceitar?? Porque graças a não participação do Brasil na ação de Colaboração Global para Acelerar o Desenvolvimento, Produção e Acesso Equitativo a diagnósticos, tratamento e vacina contra o covid-19, pq o asno do pesidente estava mais preocupada em livrar seus filhos da PF, O BRASIL PODE IR PRO FINAL DA FILA PRA RECEBER ESSAS VACINAS. TA BOM NE?

    • Neco disse:

      Depende do emba$amento científico.

  5. Jk disse:

    Se Deus quiser vai dar certo. Assim eu acredito, pesquisa, comprovações baseadas em conhecimento científico, com testes e resultados… Não em senso comum, crenças, achismos, fantasias… Criadas na cabeça de Governantes semi analfabetos.

EUA: até agora não houve aumento de covid-19 em locais que reabriram

Foto: © REUTERS/Lucas Jackson/Direitos Reservados

Autoridades norte-americanas ainda não estão vendo aumento nos casos de coronavírus em locais que estão reabrindo, mas ainda é cedo para determinar essa tendência, disse o secretário de Saúde dos Estados Unidos (EUA), Alex Azar, nesse domingo (17).

“Estamos observando que em lugares que estão abrindo, não estamos vendo esse aumento nos casos”, disse Azar no programa State of the Union, da CNN. “Ainda vemos aumento em algumas áreas que estão fechadas”.

Ele afirmou, no entanto, que identificar e relatar novos casos leva tempo. Uma parte crítica da reabertura será a vigilância de sintomas semelhantes aos da gripe na população e outros dados de internações hospitalares, bem como o teste de indivíduos assintomáticos.

“Ainda é cedo”, advertiu Azar em entrevista ao Face the Nation, da CBS. Para ele, os dados levarão algum tempo para chegar de estados que reabriram cedo, como a Geórgia e Flórida.

Quase todos os 50 estados dos EUA começaram a permitir que alguns negócios reabram e os moradores se movam mais livremente, mas apenas 14 cumpriram as diretrizes do governo federal, para suspender medidas destinadas a combater a pandemia, segundo análise da Reuters.

A presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, disse ser impossível, sem mais testes, conhecer a trajetória do vírus, que matou quase 90 mil pessoas no país.

“Não temos ideia do tamanho desse desafio para o nosso país, porque ainda não testamos o suficiente”, afirmou Pelosi à CBS.

Lei aprovada pela Câmara dos Deputados na sexta-feira (15) indica as chaves para uma reabertura bem-sucedida: testes, rastreamento e tratamento, disse ela. Os republicanos classificaram o projeto como morto ao chegar ao Senado.

Os EUA ficaram muito atrás da maioria dos outros países em testes de coronavírus, que as autoridades de saúde pública consideram essenciais para evitar novos surtos.

Azar colocou a responsabilidade nos governos locais em lidar com os planos de reabertura, no momento em que norte-americanos confinados começam a se reunir em bares, praias e parques.

“Essas são determinações muito localizadas. Não há uma fórmula única para reabrir, mas precisamos reabrir, porque não se trata de saúde versus economia. É saúde versus saúde”, disse ele.

Agência Brasil

 

China troca Brasil por EUA na compra de 1 milhão de toneladas de soja

Foto: Getty Images

A China tem aumentado as compras de soja dos Estados Unidos diante da desaceleração das vendas do Brasil e compromissos do país asiático previstos no acordo comercial com o governo de Washington, segundo pessoas a par do assunto.

Clientes estatais compraram mais de 20 carregamentos, ou mais de 1 milhão de toneladas de soja dos EUA nas últimas duas semanas, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. Os grãos foram comprados com isenções de tarifas emitidas anteriormente, disseram as pessoas.

Os principais negociadores comerciais de ambos os países falaram por telefone na semana passada e se comprometeram a criar condições favoráveis para a implementação do acordo comercial bilateral, além de cooperar com a economia e a saúde pública, segundo comunicado do Ministério do Comércio chinês. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse posteriormente que enfrenta dificuldades com o governo de Pequim em meio à pandemia global de coronavírus.

Outro sinal de que o acordo comercial da fase um pode estar abalado: o Global Times, uma publicação do Partido Comunista, informou que a China poderia anular o acordo após críticas dos EUA sobre a condução da pandemia de coronavírus pelo país, o que irritou representantes de comércio. Também foi apresentada uma sugestão para negociar um novo acordo que inclinaria a balança mais para o lado chinês, segundo o jornal.

A China prometeu comprar US$ 36,5 bilhões em produtos agrícolas dos EUA, mas a pandemia que se acredita ter se originado na cidade de Wuhan atrasou o ritmo das compras. Embora o país tenha comprado uma ampla variedade de commodities, como sorgo, trigo, milho e carne de porco, as vendas de soja, principal bandeira da guerra comercial, começaram a ser aceleradas.

A maioria das compras nas últimas duas semanas era destinada a carregamentos em portos do Golfo do México, disseram as pessoas. Embora algumas sejam de remessas da safra atual, outras destinavam-se ao final do outono, quando a nova colheita nos EUA começa. O departamento aduaneiro chinês não respondeu a ligações com pedidos de comentário.

A gigante agrícola Archer-Daniels-Midland disse neste mês que estava animada com as compras da China até agora. A empresa com sede em Chicago espera que o país asiático compre entre 30 milhões e 35 milhões de toneladas de soja dos EUA neste ano, disse o diretor financeiro Ray Young em teleconferência com analistas em 30 de abril.

Yahoo, com Bloomberg News

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Nica disse:

    Ministro weintraub 👏👏👏👏

  2. Minion alienado disse:

    Valeu Messias! Tudo por uma questão ideológica taokey

  3. Michel disse:

    O setor agropecuário brasileiro precisa ter vergonha e saber se impor cobtra a China. Todos sabem quem a China não tem condições de produzir a quantidade que precisa, para alimentar o seu povo. Da mesma forma que estão ganhando com a desgraça do vírus que eles lançaram ao mundo, o produtor brasileiro também tem que bater o pé em negociar com eles, por um preço alto e não ficar se humilhando. Basta!

  4. Manoel disse:

    E daí? O gado brasileiro adestrado por Bozo consome fácil essa sobra!

  5. Jean Carlos disse:

    Sabe de quem é a culpa disso? do LULA é claro!!!

  6. Keynesianista disse:

    Bolsonaristas comemoram!

  7. Chico disse:

    O rebanho suíno petralho-chavista nem se dá ao trabalho de ver quanto são as vendas totais de soja do Brasil pra China. Nem leva em conta o baque econômco pelo qual o Mundo passsa.

  8. Theo disse:

    Está apenas começando. Lembrando que o bozo ( com minúscula mesmo) falou: E daí?

  9. Theo disse:

    Está apenas começando. Lembrando que o bozo falou: E daí?

  10. Luiz Antônio disse:

    Não vamos ser injustos com o Presidente, afinal ele não tem culpa de ser incompetente.
    Basta fazer uma análise da sua carreira como militar por quinze anos, depois como deputado federal por mais de vinte e cinco
    anos sem apresentar nada relevante.
    Uma lástima.

  11. Abelão disse:

    Venda aos produtores brasileiros de leite e criadores…
    Barato, tendo preço bom, não precisa exportar, o consumo interno absolve tranquilamente, garanto que não sobra um grão.
    Aí, caba vai ver vaca se desmanchando em leite e animais de coro e penas, gordo rolado.

  12. Felipe disse:

    Parabéns presidente de melda!!

  13. Soraya disse:

    Parabéns Mito.

  14. Carlão disse:

    EUA pesadamente atacando a China, mas na hora comercial ela nem olhou pro Brasil (que uns otários xingaram, mas não chegaram aos pés dos ataques de TRUMP).

  15. Rafae Franco disse:

    Infelizmente, está no começando. O Brasil virou piada internacional com o “mito”. Não pássa confiança algumas aos investidores internacionais. Quem também vai pegar parte do mercado brasileiro é a Argentina…
    Quem não deve estar gostando disso é a turma do “agro é pop”…

    • Chico disse:

      Isso é uma lance comercial muito mais complexo do que supõe a sua cabecinha que atribuiu tudo de errado a Bolsonaro.

    • Emanuel disse:

      A culpa da segunda guerra mundial também foi do Governo Bolsonaro. Piada isso, né?

    • Sebastião disse:

      A culpa não é do BOZO não, pois ele e seus ministros são bastantes diplomatas cm os outros países, principalmente com a CHINA, a culpa é do Comunista do MORO.

Documento diz que mortes por Covid-19 podem chegar a 3 mil por dia nos EUA até junho; Casa Branca minimiza estimativas

Foto: Jeenah Moon/Reuters

Um documento interno do Centro de Controle de Doenças (CDC) nos Estados Unidos vazado à imprensa revela previsões de uma piora acentuada na crise gerada pelo novo coronavírus nos EUA.

Segundo reportagens divulgadas nesta segunda-feira (4) pelos jornais “The New York Times” e “Washington Post”, o número de infeções diárias no país pode aumentar em até oito vezes, chegando a 200 mil até o início de junho, em contraste com a média de 25 mil novos casos registrados diariamente no país.

De acordo com o documento, a contagem diária de mortos no país pode aumentar significativamente e chegar a 3 mil até o final de maio. Segundo estimativas, a média diária dos óbitos é atualmente de cerca de 2 mil no país, que já e o mais atingido pela pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. As projeções se baseiam em dados compilados pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergências.

O “Washington Post” citou um professor de epidemiologia da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins que afirma que o documento vazado à imprensa se baseia em dados de uma ampla variedade de possibilidades e de modelos que foram apresentados ao CDC como um trabalho ainda em andamento.

Em todo o país, 1.015 mortes foram registradas nessa segunda-feira, o menor número de óbitos diários desde o início de abril, o que aumentou as esperanças de um possível retorno à normalidade. Até o momento, foram registradas mais de 1,1 milhão de casos e mais de 68 mil mortes em decorrência da Covid-19 no país, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

A Casa Branca minimizou o vazamento dos dados, afirmando se tratar de um documento interno que não havia sido coordenado com outras autoridades e que ainda não sido submetido à equipe do presidente Donald Trump.

No domingo (3), o presidente admitiu que o número de vítimas da doença no país pode vir a passar de 100 mil. Ele, porém havia inicialmente previsto em torno de 60 mil a 70 mil mortes.

Segundo as reportagens do New York Times e do Washington Post, os cálculos do CDC se baseiam no fato de que alguns estados e distritos não tomaram medidas enérgicas para conter a disseminação do Sars-Cov-2, ou relaxaram precocemente as medidas de prevenção. Nos EUA, a responsabilidade pelas medidas de combate à doença estão, em grande parte, a cargo dos governos estaduais e das autoridades locais.

O próprio Trump vem pressionando pelo retorno à normalidade e pela reabertura da economia do país, com vistas às eleições presidenciais em novembro.

Paralelamente aos dados do CDC, outro modelo estatístico mencionado como referência pela Casa Branca fez uma revisão de suas estimativas, afirmando que o número de óbitos pode dobrar nos EUA nos próximos meses, um prognóstico bem mais sombrio do que o quem vem sendo apontado pela equipe de Trump designada para lidar com a crise.

O Instituto de Métrica e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington estima que 135 mil americanos devem perder suas vidas até o início de agosto em razão do relaxamento das medidas de prevenção e do aumento da movimentação de pessoas em 31 estados até o dia 11 de maio. O modelo do instituto, utilizado pelo governo, associa o aumento nas mortes ao maior contato entre as pessoas, o que possibilitaria a transmissão do novo coronavírus.

Bem Estar – G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sérgio Nogueira disse:

    Quem fez essa projeção foi alguém da SESAP-RN? É só uma pergunta.

PARA COMPLETAR: Rússia ameaça EUA com ataque nuclear por causa de nova arma de Trump

Foto: Ronald Gutridge – 5.abr.2018/Marinha dos EUA/Reuters

A Rússia ameaçou diretamente os Estados Unidos com um ataque nuclear maciço caso algum submarino americano faça um lançamento de míssil, independentemente de ele carregar ou não ogivas atômicas.

O recado inusual foi dado pelo Ministério das Relações Exteriores e, se pode ser lido como uma afirmação de força em meio à pandemia do novo coronavírus, é resposta a uma escalada promovida pelo governo de Donald Trump.

No começo do ano, os EUA anunciaram ter equipado um primeiro submarino lançador de mísseis balísticos Trident com uma nova ogiva de potência reduzida —5 kilotons, ou 1/3 da força da bomba que arrasou Hiroshima em 1945.

Segundo a nova doutrina nuclear americana, implantada por Trump em 2018, o uso dessas armas táticas, que visam anular alvos militares restritos, seria aceitável em algumas circunstâncias. A alegação é que os russos já tinham tal arma, embora não admitissem.

A porta-voz do ministério russo, Maria Zakharova, disse que o movimento “aumenta o risco de um conflito nuclear”. “Eu gostaria de enfatizar que qualquer ataque de um submarino americano de mísseis balísticos, independentemente de suas caracaterísticas, será percebido como um ataque com armas nucleares.”

“De acordo com a nossa doutrina militar, uma ação dessas será considerada motivo para o uso retaliatório de armas nucleares pela Rússia”, completou, em entrevista na quarta (29).

A decisão de Trump de colocar em uso a ogiva W76-2 no submarino USS Tennessee já havia provocado críticas de parlamentares russos, mas agora a discussão subiu um degrau importante.

O presidente Vladimir Putin tem criticado sistematicamente os movimentos de Trump, dizendo que ele aumenta o risco de uma guerra nuclear.

Por outro lado, o russo está na vanguarda do desenvolvimento de novas armas estratégicas, como mísseis hipersônicos e novos ICBMs (mísseis intercontinentais pesados).

Os dois países são as potências indiscutíveis no campo, herança da Guerra Fria: têm 92% das ogivas no mundo, mais do que suficiente para inviabilizar a civilização.

Moscou tem, segundo a Federação dos Cientistas Americanos, 1.600 dessas armas prontas para uso. Washington, 1.750. As lançadas por submarinos americanos usualmente têm 455 kilotons, enquanto mísseis intercontinentais disparados de silos ou lançadores podem chegar a mais de 1 megaton.

Como lembram observadores dessa realidade, como o diplomata brasileiro Sérgio Duarte, se o mundo está sofrendo com a Covid-19 e suas até aqui mais de 200 mil mortes, um embate nuclear seria impossível de lidar com eficácia.

Obviamente ninguém espera que as duas potências entrem em conflito, mas especialistas alertam que as ações americanas de fato tornam o risco de algum acidente acontecer maior.

Isso porque há certo consenso de que Trump considera, de fato, o uso de armas de baixa potência no caso de conflito com outros adversários: a Coreia do Norte e o Irã. Mas a fala de Zakharova sugere que qualquer ataque poderia merecer uma reação, e os dois países rivais dos EUA têm laços com a Rússia.

Em fevereiro, o Pentágono inclusive fez uma rara divulgação de um exercício de guerra nuclear no qual os russos atacavam primeiro, com uma bomba de baixa potência, um alvo da Otan (aliança militar ocidental) na Europa.

A crise da Covid-19 também aumentou a tensão entre americanos e seus rivais. Norte-coreanos testaram mísseis de cruzeiro, e a China tem feito exercícios navais no momento em que os EUA estão com os dois porta-aviões na região do Pacífico desabilitados devido a infecções entre as tripulações.

Na semana passada, num movimento ainda não explicado, os EUA retiraram a sua força de bombardeiros estratégicos de Guam, território que possuem no Pacífico e que é central para quaisquer operações na região.

Lá se alternavam modelos B-52, B-1B e eventualmente os furtivos B-2. Todos voltaram para bases nos EUA, levando à especulação de que Washington já não considera a região segura ante eventuais ataques balísticos de chineses ou até norte-coreanos.

Além de carregar eventualmente armas nucleares, esses aviões seriam a linha de frente a qualquer ataque contra Pyongyang, por exemplo. O Pentágono afirma que a mudança visa dar flexibilidade a seu uso, uma explicação pouco convincente.

A questão que fica é: os EUA irão desguarnecer Guam? Além da base aérea de Anderson, na ilha, há uma grande base naval —onde, aliás, está o porta-aviões USS Theodore Roosevelt, evacuado devido à Covid-19.

Há questões subsidiárias. Se Guam está vulnerável, o que dizer do Japão, ao lado da China e da Coreia do Norte, onde está o maior contigente de forças americanas no exterior, 55,6 mil militares?

A Rússia, por sua vez, segue com a rotina inalterada de exercícios militares, com ações semanais em diversas regiões. Patrulhas aéreas também continuam sendo feitas.

Caças de Finlândia, Suécia, Polônia e Dinamarca tiveram de interceptar dois bombardeiros com capacidade de ataque nuclear Tu-160 que fizeram uma patrulha nesta semana sobre o mar Báltico.

Cada um desses enormes aviões pode levar até 12 mísseis de curto alcance com armas nucleares ou 6 versões de cruzeiro.

Folha de São Paulo

 

Remdesivir: EUA divulgam resultados sobre uso de medicamento contra covid-19; pacientes que usaram antiviral mostraram recuperação mais rápida

Foto: © REUTERS/Leah Millis/Direitos Reservados

Os resultados de um ensaio clínico nos Estados Unidos (EUA), divulgados nessa quarta-feira (29), mostram que os pacientes que foram medicados com Remdesivir apresentaram recuperação mais rápida da infecção pelo novo coronavírus. A Administração Federal de Alimentos e Medicamentos estuda editar uma autorização de emergência para o uso desse fármaco.

O ensaio clínico, conduzido pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, estudou mais de mil pacientes gravemente infectados com o novo coronavírus em 75 hospitais em todo o mundo e concluiu que os doentes que foram tratados com Remdesivir apresentaram recuperação 31% mais rápida do que aqueles que apenas receberam um placebo.

O tempo de recuperação com Remdesivir – o antiviral desenvolvido contra o ébola – diminui de 15 para 11 dias. Os cientistas também sugerem que o medicamente pode ter influência na sobrevivência.

Segundo o estudo, no grupo de pessoas que recebeu a medicação, 8% morreram, menos 3% do que aqueles que receberam um placebo. Ainda não foi encontrada uma cura para a covid-19 e, por isso, o Remdesivir – produzido pela farmacêutica norte-americana Gilead – poderá ser utilizado para ajudar em melhor e mais rápida recuperação.

Em comunicado, a Gilead Sciences disse ter “conhecimento dos dados positivos emergentes do estudo do Instituto Nacional das Alergias e Doenças Infecciosas” e que “o ensaio cumpriu os seus objetivos principais”.

Para o diretor do Instituto de Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, os dados mostram que o Remdesivir tem efeito claro, significativo e positivo em diminuir o tempo de recuperação. Ele falou na Casa Branca, ao lado do presidente norte-americano, Donald Trump. Fauci considera que foi comprovado que um medicamente pode bloquear esse vírus”. “Esse será o padrão de tratamento”, afirmou.

Os especialistas também concordam que os resultados trazem esperança no combate à pandemia. “Esses resultados são realmente promissores. Eles mostram que esse medicamente pode melhorar claramente o tempo de recuperação”, disse o professor e diretor da Unidade de Ensaios Clínicos da Universidade de Londres, Mahesh Parmar, citado pelo jornal The Guardian.

O professor lembrou, no entanto, que é necessário garantir certos aspectos antes de disponibilizar amplamente o remédio.

“Os dados precisam ser revistos por entidades reguladoras, que avaliem se o medicamento pode ser licenciado e, em seguida, analisados pelas autoridades de saúde de vários países. Enquanto isso estiver sendo processado, obteremos mais dados a longo prazo desse e de outros estudos”.

Autorização de emergência

Na sequência dos resultados positivos, a Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) pretende emitir autorização de emergência para o fármaco Remdesivir. De acordo com o jornal The New York Times, essa autorização pode ser dada na próxima semana.

Em declarações à CNN, a FDA disse estar em negociações com a Gilead Sciences sobre a disponibilização do medicamento aos pacientes:

“Como parte do compromisso da FDA em acelerar o desenvolvimento e a disponibilidade de possíveis tratamentos para a covid-19, a agência tem estado envolvida em discussões com a Gilead Sciences a respeito da disponibilização do Remdesivir aos pacientes o mais rápido possível, conforme apropriado”, disse o porta-voz da FDA, Michael Felberbaum.

Uma autorização de emergência não é equivalente a uma aprovação formal. Significa que em casos de emergência sanitária nacional podem ser certos medicamentos, caso não existam alternativas.

Opiniões contraditórias

O Remdesivir está entre os vários medicamentos testados contra o novo coronavírus. Apesar desses resultados positivos, a eficácia do antiviral contra a covid-9 ainda tem informações contraditórias.

Os resultados do estudo, do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas, surgem depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter publicado os resultados preliminares de um primeiro trabalho com esse fármaco, que estava sendo desenvolvido na China. Os resultados mostravam que o Remdesivir tinha fracassado nos primeiros testes, mas a OMS entretanto retirou o documento da internet.

A Gilead Sciences criticou o estudo da China, considerando que ainda é cedo para excluir totalmente o potencial do medicamento. Em declaração, Gilead lamentou os dados publicados, “uma vez que a pesquisa, devido à baixa amostra, foi insuficiente para permitir conclusões estatisticamente significativas. Como tal, os resultados são inconclusivos”.

No estudo realizado na China, entre 6 de fevereiro e 12 de março, em dez hospitais de Wuhan, participaram 237 doentes, dois terços dos quais foram tratados com Remdesivir.

A revista The Lancet publicou um resumo do trabalho, onde é declarado que “o tratamento com Remdesivir não acelera a cicatrização nem reduz a mortalidade da covid-19, em comparação com o placebo”.

“Infelizmente, o nosso ensaio mostrou que embora seguro e bem tolerado, o Remdesivir não mostrou nenhum benefício significativo em comparação ao placebo”, comentou o autor principal do estudo, o professor Bin Cao, citado em comunicado da The Lancet.

O principal pesquisador do ensaio clínico conduzido pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas disse à CNN que o medicamento “não é o fim da história” relativamente a possíveis tratamentos para a covid-19. “Temos muito trabalho pela frente. Estamos procurando outras terapias. Vamos continuar com o estudo”, disse Andre Kalil.

Agência Brasil com RTP

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Neco disse:

    Aí sempre vem alguém para dizer o óbvio (que não é uma cura milagrosa que vai resolver o problema de todo o mundo da noite o dia – ningjuém tá dizendo isso) OU sempre aparece alguém para pinçar um estudo refutando (mesmo que tenha 100x opiniões a favor). OU, sempre alguém para dizer que tem efeito colateral.

EUA superam 1 milhão de casos confirmados de coronavírus e mais de 57 mil mortes

Foto: Peter Foley / EFE

Nesta terça-feira (28), os EUA se tornaram o primeiro país do mundo a superar a marca de 1 milhão de casos confirmados de contaminação pelo coronavírus, segundo o banco de dados da Universidade Johns Hopkins.

O país, epicentro da pandemia de covid-19 no mundo, tinha 1.002.498 casos registrados da doença até o início da tarde desta terça. Esse número corresponde a praticamente um terço do total mundial, de 3.083.6467.

Os EUA também têm o maior número de mortes causadas pela doença em todo o planeta: 57.266, mais de um quarto das 213.824 computadas em todo o mundo.

Apenas nas últimas 24 horas, foram registradas 11 mil novos casos de contaminação pelo coronavírus e mais de 1.1 mil mortes por covid-19.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cidadão pagador de impostos disse:

    Será q tá faltando cloroquina lá? Meu mitinho disse q era o remédio ideal… poxa vida

  2. Marcelo disse:

    Bozo disse que isso é fake, os comunistas norte americanos estão mentindo e criando esse números só pra prejudicar o governo dele aqui no Brasil. Kkkk

Trump culpa China por coronavírus e diz que EUA estão investigando

Foto: © Isac Nóbrega/PR

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse nessa segunda-feira (26) que a China poderia ter contido o coronavírus antes que ele se espalhasse pelo mundo e que seu governo está conduzindo “investigações sérias” sobre o que aconteceu.

“Estamos fazendo investigações muito sérias. Não estamos felizes com a China”, disse Trump em entrevista na Casa Branca. “Há muitas coisas pelas quais ela pode ser responsabilizada.”

“Acreditamos que poderíamos ter impedido isso na fonte. Poderíamos ter impedido que se espalhasse tão rápido e não se propagaria por todo o mundo.”

As críticas de Trump são as mais recentes de seu governo destinadas à maneira pela qual a China se portou no surto de coronavírus, que começou no fim do ano passado na cidade chinesa de Wuhan e cresceu, tornando-se uma pandemia global que até agora matou mais de 207 mil pessoas no mundo, 55 mil nos Estados Unidos, de acordo com uma contagem da Reuters.

Na semana passada, o secretário de Estado, Mike Pompeo, disse que os Estados Unidos “acreditavam fortemente” que Pequim falhou em informar o surto do coronavírus em tempo razoável e acobertou o perigo da doença respiratória causada pelo vírus.

O Ministério das Relações Exteriores da China nega as acusações.

Agência Brasil, com Reuters

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cidadão pagador de impostos disse:

    Só leriado P desviar a atenção p o fracasso do combate à pandemia nos EUA

  2. Observando disse:

    E depois vao fazer o que?

  3. Riva disse:

    Vocês acreditam que mais de trinta pessoas beberam água sanitária e outros produtos de limpeza após Trump fazer a maluca sugestão como forma de combater a pandemia? Por aí vocês tiram.

    • Nando do oeste disse:

      Pior aqui, um mega espertalhão ladrão, roubou e deixou roubar mais de um trilhão de reais, foi condenado. E ainda tem um bando de imbecis ignorantes acreditando que ele é inocente. Esse mundo tem que passar pelo que está passando.

    • João Neto disse:

      Aqui se o Bozo mandar, muitos beberão, não tenho dúvida.

    • Ricardo disse:

      Nando, manda as provas pro MP.

  4. Edilson disse:

    Com a palavra o embaixador chinês, quero ver ele ir pedir que Trump que se retrate com fez com o governo brasileiro.

Biden lidera intenções de voto para presidente nos EUA com 44%, ante 38% de Trump

Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

 

O ex-vice-presidente Joe Biden lidera as intenções de voto para a Presidência dos Estados Unidos, segundo pesquisa eleitoral divulgada nesta segunda-feira, 27, pelo USA Today e realizada em parceria com a Universidade de Suffolk.

Em âmbito nacional, Biden aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% do atual presidente Donald Trump.

O USA Today destaca que, na pesquisa realizada em dezembro de 2019, quando Trump enfrentava o processo de impeachment, o atual presidente liderava as intenções de voto com 44%, ante 41% de Biden.

Exame, com Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Neto disse:

    Agora o louco vai " enloucar" mais ainda.

EUA tem 26 milhões de desempregados desde o início da crise com pandemia do novo coronavírus

Foto: Nick Oxford/Reuters

Um recorde de 26 milhões de norte-americanos procurou auxílio-desemprego nas últimas cinco semanas, confirmando que todos os postos de trabalho criados durante o mais longo boom do emprego na história dos Estados Unidos foram eliminados em cerca de um mês, à medida que o novo coronavírus abala a economia.

O Departamento do Trabalho dos EUA disse nesta quinta-feira que mais 4,427 milhões de pessoas solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez na semana passada, abaixo dos 5,237 milhões em dado revisado da semana anterior.

A expectativa entre economistas em uma pesquisa da Reuters era de que as reivindicações recuariam para 4,2 milhões na semana passada, embora as estimativas tenham chegado a 5,5 milhões.

Os dados mais recentes elevam os pedidos de auxílio-desemprego acumulados para mais de 26 milhões desde a semana que terminou em 21 de março, representando cerca de 16% da força de trabalho. A economia criou 22 milhões de empregos durante o boom empregatício iniciado em setembro de 2010 e encerrado abruptamente em fevereiro deste ano.

Embora os registros semanais de auxílio-desemprego permaneçam muito altos, os dados da semana passada marcaram o terceiro declínio semanal seguido, aumentando as esperanças de que o pior já passou. As reivindicações semanais parecem ter atingido o pico de 6,867 milhões na semana encerrada em 28 de março.

No entanto, o relatório soma-se a uma pilha crescente de dados econômicos cada vez mais sombrios. Também ocorre em meio a protestos crescentes contra isolamentos em todo o país para controlar a propagação do Covid-19.

O presidente Donald Trump, que está buscando um segundo mandato na Casa Branca nas eleições gerais de novembro, está ansioso para retomar a economia paralisada. Na quarta-feira, Trump aplaudiu as medidas tomadas por uma série de Estados liderados pelos republicanos para começar a reabrir suas economias, apesar das advertências de especialistas em saúde sobre um possível novo surto de infecções.

“A economia dos EUA está sangrando empregos em um ritmo e escala nunca antes registrados”, disse Scott Anderson, economista-chefe do Bank of the West. “Ele se compara a um desastre natural em escala nacional.”

O relatório de pedidos de auxílio-desemprego da semana passada cobriu o período em que o governo pesquisou estabelecimentos comerciais para o componente de criação de vagas fora do setor agrícola do relatório de emprego de abril. Os economistas projetam que 25 milhões de empregos foram perdidos em abril, depois que a economia eliminou 701.000 posições em março, o maior declínio em 11 anos.

Exame, com Reuters

Como processadora de carne se tornou maior foco de Covid nos EUA

Com 3,7 mil trabalhadores, Smithfield é a quarta maior empregadora de Big Sioux e também o local do maior surto de coronavírus nos Estados Unidos' (Foto: BBC)

Em uma fábrica de processamento de carne de porco em Dakota do Sul, o surto do coronavírus se espalhou na velocidade de um incêndio florestal, levantando dúvidas sobre o que a empresa fez para proteger os trabalhadores.

Mas como um foco de covid-19, em um dos Estados menos densamente povoados dos EUA, se tornou o maior da primeira economia do mundo?

Na tarde de 25 de março, Julia abriu seu laptop e acessou um perfil falso no Facebook.

Ela criou essa conta quando ainda estava na escola, com o objetivo de seguir secretamente os passos dos garotos por quem estava apaixonada.

Mas desta vez, depois de muitos anos, ela estava entrando na conta novamente para cumprir um propósito muito mais sério.

“Você pode investigar Smithfield?”, escreveu em um perfil chamado Argus911, o canal de denúncias no Facebook do jornal local, o Argus Leader.

“Eles têm um caso positivo (de covid-19) e planejam permanecer abertos”.

Por “Smithfield”, ela quis dizer a fábrica de processamento de carne de porco Smithfield, localizada na cidade de Sioux Falls, no Estado de Dakota do Sul. Ela pertence ao grupo Smithfield Foods, com sede em Smithfield, na Virgínia, tido como o maior produtor de carne de porco do mundo. Em 2013, ela foi comprada pelo grupo chinês WH Group, no que foi considerada – e ainda é – a maior aquisição de uma empresa americana por um grupo chinês.

A fábrica, uma enorme estrutura branca de oito andares, localizada nas margens do rio Big Sioux, é a nona maior processadora de carne de porco dos Estados Unidos.

Um dos maiores empregadores da cidade

Ao operar com capacidade total, a estrutura é capaz de processar até 19,5 mil porcos recém-abatidos por dia, cortando, moendo e transformando-os em milhões de quilos de bacon, salsichas de cachorro-quente e presuntos fatiados.

Com 3,7 mil trabalhadores, é também a quarta maiora empregadora da cidade, de 182 mil habitantes.

“Obrigado pela denúncia”, respondeu a conta Argus911, “qual era o emprego do funcionário que teve diagnóstico positivo?”

“Não temos muita certeza”, respondeu Julia.

“Tudo bem, obrigado”, disse Argus911. “Entraremos em contato”.

Às 7h35 da manhã seguinte, o Argus Leader publicou um artigo em seu site intitulado “Um funcionário da Smithfield Foods testa positivo para o coronavírus”.

O repórter confirmou com um porta-voz da empresa que um funcionário havia contraído o vírus e estava cumprindo uma quarentena de 14 dias em casa.

Sua área de trabalho e outros espaços comuns foram “completamente desinfetados”.

Mas a fábrica, considerada pelo governo Trump como parte da “indústria crítica” americana, continuaria totalmente operacional.

“A comida é uma parte essencial de nossas vidas, e nossos mais de 40 mil trabalhadores americanos, bem como milhares de pequenos agricultores e nossos muitos outros parceiros da cadeia de suprimentos são uma parte crucial da resposta de nossa nação a covid-19”, disse Kenneth Sullivan, diretor da Smithfield, em um vídeo postado em 19 de março justificando a decisão de manter a fábrica aberta.

“Estamos tomando as precauções máximas para garantir a saúde e o bem-estar de nossos funcionários e consumidores”, acrescentou.

No entanto, Julia ficou alarmada.

‘Meus pais não sabem inglês. Eles não podem se defender’

“Há rumores de que houve casos antes mesmo disso”, disse ela. “Ouvi falar de pessoas da Smithfield, especificamente, que foram hospitalizadas. Mas isso só é sabido pelo boca a boca.”

Julia não trabalha na fábrica. Ela é uma estudante na casa dos 20 anos, isolada em casa depois que sua universidade foi fechada devido à pandemia de covid-19.

Foram seus pais, funcionários da Smithfield, que lhe disseram o que estava acontecendo na fábrica naquele dia.

Julia faz parte do grupo chamado “Filhos de Smithfield”, descendentes de imigrantes de primeira geração e cujos pais são funcionários da fábrica, que denunciaram o surto.

“Meus pais não sabem inglês. Eles não podem se defender”, disse Julia. “Alguém tem que falar por eles.”

Sua família, como muitas em Sioux Falls, fez todo o possível para evitar o contágio. Os pais de Julia usaram todas as suas férias restantes para ficar em casa.

Depois do trabalho, deixavam os sapatos do lado de fora e tomavam banho imediatamente. Julia comprou bandanas de tecido para eles, para que eles cobrissem a boca e o nariz enquanto trabalhavam.

Para Julia, alertar a mídia era apenas um passo lógico na tentativa de mantê-los em boa saúde, criando pressão pública para fechar a fábrica e fazer com que seus pais ficassem em casa.

O primeiro foco nos Estados Unidos

Mas isso foi apenas o começo de quase três semanas de ansiedade, durante as quais seus pais continuaram a frequentar uma fábrica que sabiam que poderia estar contaminada pois não podiam perder seus empregos.

Não havia distanciamento social. Eles trabalhavam a menos de 30 centímetros de distância um do outro e de seus colegas. Entravam e saíam de vestiários lotados, corredores e cafés.

Durante esse período, o número de casos confirmados entre funcionários da Smithfield aumentou lentamente, de 80 para 190 e depois para 238.

Em 15 de abril, quando a Smithfield finalmente fechou sob pressão do governo de Dakota do Sul, a fábrica havia se tornado o foco número um nos Estados Unidos, com 644 casos confirmados entre funcionários e pessoas infectadas por eles.

Descobriu-se depois que as infecções oriundas da Smithfield foram responsáveis por 55% dos casos confirmados no Estado, que ultrapassou em muito os vizinhos mais populosos, se consideramos os números per capita.

De acordo com o jornal The New York Times, o número de casos originários da Smithfield Foods até excedeu os relatados no USS Theodore Roosevelt, o porta-aviões que teve mais de 600 membros da tripulação infectados, e na cadeia do condado de Cook, em Chicago, onde houve mais de 300 casos.

Esses números foram divulgados um dia após a morte do primeiro funcionário da Smithfield, em um hospital local.

“Ele pegou o vírus ali. Antes, era muito saudável”, disse sua mulher Angelita à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol.

“Meu marido não será o único a morrer”, acrescentou.

Microcosmo de disparidades

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Wilson disse:

    Relato angustiante. Imaginem casos como este acontecendo aos milhões, em todo o mundo. Enquanto isso, os canalhas do Partido Comunista Chinês se divertem com a desgraça que desencadearam.

    • Manoel disse:

      Kkkkk
      Manda teu presidente cortar as relações com a China. Kkkkkk
      Uma mentira contada mil vezes nem sempre se torna verdade, gado!