Trump sugere adiar eleição presidencial nos EUA

Foto: © REUTERS/Eric Thayer/Direitos Reservados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu o adiamento da eleição presidencial de novembro, nesta quinta-feira (30), dando voz aos temores de que ele tentaria evitar a votação, já que aparece mais de dois dígitos atrás de seu principal oponente em algumas pesquisas.

Trump não tem, no entanto, autoridade para adiar a data da votação. Pela Constituição dos EUA, o dia da eleição – em 2020, marcada para 3 de novembro – é definido pelo estatuto do Congresso, e a maioria dos especialistas concorda que não pode ser alterado pelo presidente sem a aprovação dos legisladores.

Mas em seu tuíte na manhã desta quinta-feira – publicado 96 dias antes da eleição e minutos depois de o governo federal relatar a pior contração econômica da história do país – Trump fez a sugestão alegando, sem provas, que a disputa será distorcida.

“Com a votação universal por correio (em vez da abstenção, o que é bom), 2020 será a eleição mais imprecisa e fraudulenta da história. Será um grande constrangimento para os EUA”, escreveu o republicano na rede social. “[Devemos] adiar a eleição até que as pessoas possam votar de maneira adequada, segura e protegida???”.

Não há evidências de que a votação por correio nos EUA seja fraudada. Anteriormente, Trump já havia alimentado o medo e lançado as bases para questionar os resultados das eleições de 2020, promovendo a ideia de que esse tipo de voto leva a desvios generalizados.

O tuíte foi publicado após uma série de pesquisas recentes em estados-chave – incluindo alguns em que ele venceu com folga em 2016 – o mostrarem atrás ou praticamente empatado com o democrata Joe Biden, seu adversário na disputa pela casa Branca.

As pesquisas indicam também uma desaprovação generalizada com a forma como Trump lidou com a pandemia do novo coronavírus.

Questionado sobre essa questão em uma audiência do Comitê Judiciário da Câmara na terça-feira, o secretário de Justiça William Barr disse que “não tinha motivos para pensar” que as próximas eleições serão fraudadas.

Mas ele disse acreditar que “se houver uma votação por atacado via correio, isso aumenta substancialmente o risco de fraude”.

Mas, historicamente, votar pelo correio não levou a fraudes maciças de eleitores. E especialistas não partidários em eleições dizem que a possibilidade de entidades estrangeiras imprimirem milhões de cédulas fraudulentas é altamente improvável.

Biden, adversário de Trump na disputa pela Casa Branca, já havia levantado a possibilidade de o republicano tentar adiar a eleição.

“Marque minhas palavras: acho que ele [Trump] tentará adiar a eleição de alguma forma, vai apresentar razões pelas quais não pode ser realizada”, disse Biden em um evento virtual de arrecadação de fundos em abril.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Anti-Político de Estimação disse:

    È um "pelezão", kkkkkkkkkkk.

  2. Cidadão pagador de impostos disse:

    Tá c medo da derrota e quer ganhar tempo.

  3. Junin disse:

    Sera munganga???? Perguntar é pecado????ou crime???? Inventa ai algo bovinos, petralhas , centroes e políticos em geral que acham que está tudo certo….

China manda EUA fecharem consulado em Chengdu em retaliação

Bandeira dos Estados Unidos é vista na entrada do consulado americano em Chengdu, província de Sichuan, sudoeste da China, na quinta-feira (23) — Foto: AFP

A China determinou aos Estados Unidos (EUA) que fechem seu consulado na cidade de Chengdu nesta sexta-feira (24), reagindo à exigência feita por Washington nesta semana de que a China feche o consulado em Houston, uma deterioração das relações entre as duas maiores economias do mundo.

A ordem de fechar o consulado de Chengdu, localizado na província de Sichuan, no sudoeste chinês, foi vista como praticamente recíproca em termos de escala e impacto, mantendo a prática chinesa recente de reações equivalentes às ações dos EUA.

Pequim havia alertado que retaliaria, depois de ser surpreendida com um aviso de 72 horas – encerrado nesta sexta-feira – para esvaziar o consulado de Houston e feito um apelo para que os EUA a reconsiderassem.

“A medida dos EUA violou seriamente a lei internacional, as normas básicas das relações internacionais e os termos da Convenção Consular China-EUA. Ela prejudicou gravemente as relações China-EUA”, disse a chancelaria chinesa em comunicado.

“O Ministério das Relações Exteriores da China informou à embaixada dos EUA na China de sua decisão de retirar seu consentimento para o estabelecimento e a operação do Consulado-Geral em Chengdu”, disse.

O Departamento de Estado norte-americano e a embaixada dos EUA em Pequim não responderam de imediato a um pedido de comentário.

O porta-voz da chancelaria chinesa, Wang Wenbin, disse que parte dos funcionários do consulado de Chengdu está “realizando atividades que não se alinham com suas identidades”, que interferiu nos assuntos chineses e prejudicou os interesses de segurança da China, mas não deu detalhes.

O consulado tem 72 horas para fechar, ou até as 10h de segunda-feira, disse o editor do jornal Global Times no Twitter.

Os mercados de ações globais sofreram quedas após o anúncio, acompanhando uma queda acentuada das ações blue chips chinesas, que perderam 4,4% do valor, e o iuan, que teve sua pior queda em duas semanas.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse em discurso ontem que EUA e seus aliados precisam usar “meios mais criativos e assertivos” para pressionar o Partido Comunista chinês a mudar sua conduta. Classificou o esforço como a “missão de nosso tempo”.

Os laços entre os dois países se deterioraram acentuadamente neste ano, por causa de questões que vão desde o novo coronavírus e da gigante de equipamentos de telecomunicação Huawei às reivindicações de Pequim ao Mar do Sul da China e à sua repressão a Hong Kong.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. RENOVAÇÃO TOTAL 2020 e 2022 disse:

    Daqui há alguns dias nós vamos ter que escolher entre o nosso maior parceiro comercial, ou o nosso maior explorador comercial.

Fórmula 1 cancela GPs de Brasil, EUA, México e Canadá pela Covid

Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

A Fórmula 1 desistiu dos planos de ter corridas na América este ano por causa da pandemia do novo coronavírus. Assim, o GP do Brasil está fora da temporada. Inicialmente marcado para novembro, a prova de Interlagos será substituída por outra na Europa. Além do Grande Prêmio brasileiro, o dos Estados Unidos, Canadá e do México também serão cancelados. A informação foi dada inicialmente pelo site “Autosport” e confirmada pela F1.

A Liberty Media, organizadora da Fórmula 1, decidiu pelo cancelamento das corridas nas Américas por causa da situação da pandemia nos países do continente americano. Estados Unidos e Brasil lideram as estatísticas de casos e mortes por Covid-19 no mundo. O México aparece entre os 10 países mais afetados, com mais de 40 mil mortes registradas.

“Queremos prestar homenagem aos nossos incríveis parceiros nas Américas e esperamos voltar com eles na próxima temporada, quando mais uma vez eles serão capazes de emocionar milhões de fãs em todo o mundo”, disse Chase Carey, presidente e CEO da Fórmula 1 ao site oficial.

Há duas semanas, o governador de São Paulo, João Doria, havia confirmado o GP de Interlagos, sem dar grandes detalhes. No entanto, a Liberty Media não se pronunciou em nenhum momento sobre a manutenção da etapa no calendário de 2020.

São Paulo registrou recorde de novos casos na quarta-feira, com 16.777 confirmações da doença em 24 horas. No total, são mais de 450 mil infectados e quase 21 mil óbitos. O estado é o mais afetado do país.

Interlagos, inclusive, pode ter dado adeus à F1 sem uma despedida oficial. O contrato com a organização se encerra este ano e a renovação ainda estava em negociação. O Rio de Janeiro entrou na briga ano passado, com a possibilidade da construção de um autódromo em Deodoro, que ainda não saiu do papel e depende de algumas licenças.

Os três GPs aconteceriam entre outubro e novembro. O GP do Canadá já havia sido adiado, mas sem nova data. Para substituí-los, os organizadores trarão de volta circuitos que estavam fora do calendário, como Ímola, na Itália, e Nurburgring, na Alemanha. Também está prevista uma corrida em Portimao, em Portugal, pela primeira vez.

A F1 trabalha com a possibilidade de 15 a 18 corridas este ano. Até o momento, já foram confirmados 13 GPs, sendo três deles ja disputados (dois na Áustria e um na Hungria) e a inclusão de mais três nesta sexta-feira: Nurburgring, dia 11/10; Portimao, dia 25/10 e Ímola, dia 1/11. Ainda constam do calendário: Inglaterra (duas provas), Espanha, Bélgica, Itália (Mugello e Toscana ), Rússia.

Ainda a confirmar oficialmente: Bahrein e Abu Dhabi.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Mais uma trolha para a globolixo.👏👏👏👏👏👏👏

  2. Santos disse:

    Independente de quem gosta ou não, existem algumas perguntas, antes comentar
    A realização do GP do Brasil gera emprego e renda?
    Caso a resposta sejam, SIM, então é PÉSSIMO pro Brasil.
    Caso a resposta seja NÃO, então td bem e bola pra frente.

  3. Joaquim disse:

    Fórmula 1 disputa entre dois carros da mesma equipe, já era.

  4. José, o arquiteto do universo! disse:

    Eu não perco o meu tempo assistindo e ouvindo na televisão corridas de fórmula um parece que São 20 carros com equipes chamadas de escuderias que no ato,ação,movimento com os carros esquisitos dando dezenas de voltas numa pista ou estrada disputando quem vai chegar em primeiro lugar até chegar na última volta cruzar uma lista branca marcada na pista ou estrada para se tornar vencedor da corrida com pessoas balançando uma bandeira.
    É a mesma coisa do ato,ação e movimento durante o sexo heterosexual para os rapazes que só fica bom no instante que termina o ato,ação e movimento.

  5. Manoel disse:

    Não acredito! A F1 deve ser comunista e quer prejudicar o Brasil talkei! A gente sabe que o MITOmaníaco disse que a hidroxicloroquina cura o covid e o Brasil não tem mais casos… Muuuu

EUA sugerem preço global de cerca de US$ 40 para vacina contra Covid-19

Mais de 160 vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, segundo a OMS Mulher segura frasco com a inscrição “Vacina Covid-19” em foto do dia 10 de abril de 2020 — Foto: Dado Ruvic / Reuters

O governo dos Estados Unidos criou um referência para o preço de uma vacina contra Covid-19 em um acordo de US$ 2 bilhões com a Pfizer Inc e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech SE, anunciado na quarta-feira, que provavelmente pressionará outras farmacêuticas a estabelecerem preço semelhantes, disseram analistas da indústria à Reuters.

O acordo, que depende de um produto aprovável, garante vacinas suficientes para se inocular 50 milhões de norte-americanos por cerca de 40 dólares por pessoa, aproximadamente o custo de uma vacina antigripal, e é o primeiro a oferecer um vislumbre do preço provável de vacinas contra Covid-19 bem-sucedidas.

Permite também que algumas farmacêuticas lucrem com seus esforços para proteger as pessoas do vírus que já matou cerca de 620 mil pessoas em todo o mundo – quase um quarto delas nos EUA.

Diferentemente do que acontece em outros acordos de vacina assinados pelo governo, a Pfizer e a BioNTech não serão pagas até sua vacina se mostrar segura e eficaz em um grande teste clínico essencial que deve começar neste mês.

O governo dos EUA, como outros, já havia firmado acordos para apoiar o desenvolvimento de vacinas contra Covid-19, alguns dos quais incluem entregas garantidas de doses, mas este é o primeiro a delinear um preço específico para produtos finalizados.

“O preço médio de uma vacina antigripal é cerca de 40 dólares”, disse Peter Pitts, presidente e cofundador do Centro para Medicina de Interesse Público. “Parece bom com esta comparação. Está dentro da média da sensatez.”

Até agora, as outras vacinas experimentais mais promissoras mostraram dados relativamente semelhantes de segurança e eficiência, o que leva a crer que nenhuma farmacêutica em particular conseguiria cobrar muito mais do que suas concorrentes, especulou Vamil Divan, analista da empresa de biotecnologia Mizuho.

O governo norte-americano concordou em comprar 100 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech a um preço que equivale a 39 dólares pelo que provavelmente será um tratamento de duas doses, ou 19,50 dólares por dose.

Especialistas de saúde acreditam que vacinas eficazes são necessárias para vencer a pandemia, que está abalando economias de todo o mundo, mas precisariam estar disponíveis para bilhões de pessoas, e as farmacêuticas estão sendo consideravelmente pressionadas para evitar buscar grandes lucros durante uma crise de saúde global.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rogério Rocha disse:

    Acho que Trump vai mandar mais Cloroquina para os "espertos" tá ok?

  2. Lucas disse:

    Vou chutar: acho que o Trump não vai nos doar nem mesmo uma dose das vacinas compradas. Parece que vamos ficar só com a Cloroquina mesmo. Será que ele aceita uma troca? Dizem que a medicação é eficaz! kkkkkk

EUA compram toda produção de vacinas da Pfizer e BioNtech prevista para 2020

Foto: Dado Ruvic-10.abr.2020/ Reuters

Os Estados Unidos fecharam nesta quarta-feira (22) um acordo com as farmacêuticas Pfizer e BioNTech para comprar, ainda em 2020, 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. As empresas informaram que não devem conseguir produzir mais do que isso neste ano. A vacina desenvolvida pelas empresas passará por uma fase de testes no Brasil e em outros países.

Comunicado emitido pelas farmacêuticas afirma que o governo americano fez um pedido inicial de 100 milhões de doses e vai desembolsar um total de US$ 1,95 bilhão por elas, após a aprovação da profilaxia pela Agência de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês). O acordo firmado ainda prevê entrega de até 600 milhões de doses aos EUA ao longo do ano seguinte.

Pfizer e BioNTech planejam produzir 100 milhões de doses – ou seja, o valor já contratado pelos EUA – até o final de 2020 e “potencialmente” mais de 1,3 bilhão de doses até o final de 2021 o que deve ser entregue ao restante do mundo.

“Estamos comprometidos em tornar o impossível possível, trabalhando incansavelmente para desenvolver e produzir em tempo recorde uma vacina segura e eficaz para ajudar a pôr fim à crise global de saúde”, disse o Dr. Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer. “Estamos satisfeitos por termos assinado este importante acordo com o governo dos EUA para fornecer as 100 milhões de doses iniciais após a aprovação pelo FDA”, completou o CEO da BioNTech, Ugur Sahin.

Na segunda-feira (20), Pfizer e BioNTech anunciaram resultados positivos nos estudos da vacina experimental que desenvolvem juntas. De acordo com as farmacêuticas, foram verificadas respostas imunes “fortes”, e em velocidade anterior ao prazo estimado, das chamadas células T, consideradas fundamentais para protegerem um organismo do novo coronavírus. A pesquisa, que ainda precisa ser avaliada por pares para posterior publicação em revista científica, não registrou efeitos colaterais graves em indivíduos que receberam a vacina.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Manoel disse:

    Ué, e a Cloroquina + o remédio contra piolho nao resolvia?
    Nao vai sobrar nenhuma dose para o capacho do sul, Trump?

  2. Gustavo Ferreira disse:

    ESSE É O PAÍS BONZINHO, E MAU SÃO A RUSSIA E A CHINA.
    VIVE VENDENDO ARMAS E PROVOCANDO GUERRAS EM TODO O PLANETA, ALÉM DE VIVER SE METENDO NOS ASSUNTOS INTERNOS DOS PAÍSES.
    SERÁ QUE PENSAM QUE SÃO DONOS DO MUNDO?

  3. Observando. disse:

    Trump compra logo tambem todo o estoque de cloroquina omi. Depois nao diga q nao avisei.

  4. Patriota disse:

    Testa nas cobaias chicanas e vende pros gringos endinheirados.
    America First🇺🇸

  5. Aluísio Valença disse:

    Se essa vacina realmente for eficaz, podemos dizer que será a segunda vez que a Pfizer salva a humanidade.

  6. Irmão camarada disse:

    Besteira !!!!
    O Bozo é muito amigo dele, é só pedir um pouco q ele manda pra cá.
    Já mandou cloroquina, manda as vacinas também.
    São muito amigos, mesmo q irmãos.

  7. Victorino disse:

    Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram quatro drogas com o potencial para inibir a infecção pelo novo coronavírus. A primeira versão do artigo produzido pela equipe foi publicada no periódico de pré-impressões bioRxiv.
    Preço do tratamento por paciente: Aproximadamente R$ 25.000, 00
    Ivermectina, hidroxicloroquina, azitromicina e zinco. Preço do tratamento: Em torno de R$ 50,00. Fala sério.

EUA mandam a China fechar consulado em Houston e Pequim considera ação ‘uma escalada sem precedentes’

Carro de bombeiros é visto do lado de fora do consulado chinês em Houston, nos EUA, na terça-feira (21) — Foto: KTRK via AP

Os Estados Unidos determinaram nesta quarta-feira (22) o fechamento do consulado da China em Houston, no Texas. Pequim considerou a medida “sem precedentes” e estuda uma retaliação.

A decisão de fechar a representação diplomática acontece em um momento em que as tensões aumentam entre as duas maiores economias do mundo e após denúncias de que hackers chineses tentaram roubar dados sobre a vacina para Covid-19.

Embora não mencione a ação dos hackers, o Departamento de Estado americano afirmou que a medida tem o objetivo de proteger a “propriedade intelectual e as informações privadas dos americanos”. O porta-voz do departamento, Morgan Ortagus, afirmou que a Convenção de Viena prevê que os diplomatas devem “respeitar as leis e os regulamentos do Estado receptor” e “têm o dever de não interferir nos assuntos internos desse Estado”.

“Os Estados Unidos não tolerarão as violações da República Popular da China da nossa soberania e intimidação do nosso povo, assim como não toleramos as práticas comerciais desleais, o roubo de empregos americanos e outros comportamentos”, afirmou Ortagus.

Na terça-feira (21), o Departamento de Justiça dos EUA denunciou que os dois hackers chineses suspeitos de roubar informações sobre projetos de vacinas trabalhavam para o ministério da Segurança de Estado da China. Eles também foram acusados de violar a propriedade intelectual de empresas nos Estados Unidos e em outros países.

‘Escalada sem precedentes’

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, condenou a determinação americana. Ele alertou que seu país pode tomar medidas firmes de retaliação se os EUA não reverterem sua decisão.

“O fechamento unilateral do consulado geral da China em Houston dentro de um curto período de tempo é uma escalada sem precedentes de suas ações recentes contra a China”, disse Wang em uma entrevista coletiva diária.
Hu Xijin, editor do jornal estatal chinês “Global Times”, afirmou que as autoridades americanas deram a Pequim 72 horas para fechar o consulado em Houston.

Segundo a agência Reuters, as autoridades chinesas estudam ordenar o fechamento da representação diplomática americana em Wuhan. Atualmente, os Estados Unidos mantêm, além da embaixada em Pequim, cinco consulados na China continental nas cidades de: Xangai, Guangzhou, Chengdu, Shenyang e Wuhan.

Além do consulado em Houston e da embaixada em Washington, a China possui representações diplomáticas em Nova York, Chicago, Los Angeles e São Francisco.

Fogo

A imprensa de Houston relatou que os bombeiros foram ao consulado chinês após receberem uma denúncia de incêndio. De acordo com o jornal “Houston Chronicle”, testemunhas disseram que as pessoas estavam queimando papel no que parecia ser latas de lixo.

Tensão entre os dois países

As tensões entre os Estados Unidos e a China estão aumentando nos últimos meses. O governo do presidente Donald Trump trava uma guerra comercial com Pequim.

A imposição chinesa da nova lei de segurança nacional a Hong Kong, região de interesse comercial americano, levou Trump a suspender o tratamento especial que o país dava ao território semiautônomo.

Nos últimos meses, Trump acusa o governo chinês de não ter agido com transparência com relação à expansão de contaminações pelo novo coronavírus, que foi relatado pela primeira vez na cidade de Wuhan, na província chinesa de Hubei.

Críticos acusam Trump de tentar desviar das críticas em relação a sua própria forma de administrar o controle da pandemia d Covid-19 nos Estados Unidos, que registra o maior número de casos e mortes do mundo.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcos Benício disse:

    No desespero, Donald Trump é capaz de tudo. Está mal nas pesquisas. Precisa encontrar, a qualquer custo, algo que agrade aos descontentes com seu governo.

  2. Francisco de Assis disse:

    Deco. Tua mãe tá te chamando pra tomar Toddynho! Não se mete em assunto de adultos, menino! Coisa feia!

  3. Patriota disse:

    E adivinha aonde o Trump vai conseguir soldados valentes para enviar para essa guerra? E de graça? Aqui mesmo tem um monte de bovinos que irão ao primeiro toque do berrante .

  4. Cidadão Indignado disse:

    Aquele presidente americano, Donald Débil Mental Trump, será capaz de qualquer coisa pra se reeleger, inclusive começar uma guerra nuclear com a China! Tanto lá, quanto cá, parece mais um manicômio.

EUA acusam hackers chineses de roubar dados sobre vacinas contra Covid-19

Foto: Getty Images

O governo americano acusou nesta terça-feira dois hackers, com o apoio da agência de inteligência da China, de tentar roubar segredos de empresas de mais de 11 países, entre eles os próprios EUA, Reino Unido e Alemanha.

Segundo o Departamento de Justiça americano, parte do material seria de pesquisas relacionadas ao novo coronavírus. O processo contra Li Xiaoyu e Dong Jiazhi foi divulgado nesta terça-feira pelo órgão. Na ação, o governo americano acusa os dois de agirem tanto por motivos financeiros quanto para fornecer informações ao governo chinês.

O procurador-geral assistente da Divisão de Segurança Nacional dos EUA, John Demers, afirmou em entrevista coletiva que os ataques cibernéticos foram voltados contra companhias localizadas, entre outros países, na Austrália, Coreia do Sul e Espanha.

Os dois hackers também teriam testado as defesas cibernéticas de pelo menos quatro empresas americanas que estão desenvolvendo testes e tratamentos contra a Covid-19 nos últimos meses.

Outras vítimas dos hackers, segundo o Departamento de Justiça, seriam empresas com contratos com o Departamento de Defesa dos EUA.

Em maio, o governo Trump acusou publicamente a China de tentar roubar propriedade intelectual relacionada a tratamentos e vacinas contra a Covid-19 de universidades americanas, farmacêuticas e outras empresas ligadas ao setor de saúde. Pequim nega todas as acusações.

EUA também acusam Rússia

Os governos do Reino Unido, EUA e Canadá acusaram a inteligência estatal russa, na última quarta-feira, de tentar furtar pesquisas farmacêuticas e acadêmicas internacionais com o objetivo de vencer a corrida para garantir uma vacina contra a Covid-19. Os hackers usariam spear-phishing e malware para tentar obter acesso à pesquisa.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou as acusações à agência de notícias russa TASS.

— Não temos informações sobre quem pode ter invadido empresas farmacêuticas e centros de pesquisa. Só podemos dizer uma coisa: a Rússia não tem nada a ver com essas tentativas. Não aceitamos essas acusações, nem as habituais acusações de interferência nas eleições de 2019 — afirmou.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Isso sim é acusação séria, apareceu algum chinês pedindo para os EUA se retratarem e cheio de marra? Não
    As midiaslixo americana criticaram o governo do seu país por isso? Não
    Já aqui no Brasil o Weintraub que fez um meme informando a origem do vírus foi massacrado pelos esquerdopatas antipatriotas. O marrento embaixador chinês exigiu desculpas do governo com apoio das midialixos.
    Queria ver esse marrento protestando lá nos EUA,
    Seria expulso na hora do país.

  2. eu disse:

    quando era a NSA podia.

  3. Gustav Mahler disse:

    O comunismo/socialismo nunca produziu nada que pudesse melhorar a vida das pessoas. As únicas coisas que os comunistas produzem são "gulags", miséria, fome, assassinatos em massa. Portanto, é natural que os hackers do Partido Comunista Chinês estejam fazendo o que eles sabem fazer: roubar. Roubam segredos militares, roubam tecnologia, roubam segredos industriais, inclusive os da indústria farmacêutica.

    • Sergio disse:

      Enquanto isso a China vai ultrapassar os EUA em cinco anos. Como vc EXPLICA?

Reino Unido, EUA e Canadá acusam Rússia de usar hackers para tentar roubar a pesquisa de vacina contra Covid-19

Foto: Ector Gervasoni

Hackers com apoio do governo da Rússia estão tentando roubar pesquisa de vacina contra a Covid-19 de universidades e farmacêuticas de outros países, de acordo com um comunicado do Centro de Cyber Segurança do Reino Unido desta quinta-feira (16).

Uma declaração conjunta de três países, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, atribui os ataques ao grupo APT29, conhecido como “Cozy Bear” (urso confortável, em tradução livre), que, disseram eles, quase certamente operam como parte dos serviços de inteligência da Rússia.

“Nós condenamos esses ataques desprezíveis contra aqueles que fazem um trabalho vital para combater a pandemia de coronavírus”, disse Paul Chichester, diretor do Centro Britânico de Cyber Segurança (NCSC, na sigla em inglês).

O ministro de Relações Exteriores, Dominic Raab, disse que é totalmente inaceitável que a inteligência russa tenha como alvo o trabalho contra o vírus.

“Enquanto outros perseguem seus interesses egoístas com comportamento imprudente, o Reino Unido e seus aliados trabalham duramente para encontrar uma vacina e proteger a saúde global”, ele afirmou. O país vai buscar a responsabilização dos culpados, disse.

O NCSC relatou que os ataques são contínuos, e que são usadas diferentes técnicas e ferramentas que incluem ‘phishing’ (enviar mensagens enganosas para que o usuário clique em um link) e invasão por programas no computador de terceiros que executa tarefas sem que esses saibam (“malware”, em inglês).

“O ATP29 provavelmente vai continuar a ter como alvo as organizações envolvidas no desenvolvimento e pesquisa de uma vacina contra a Covid-19, porque eles buscam questões de inteligência ligadas à pandemia”, de acordo com o comunicado do NCSC.

Em maio, o Reino Unido e os EUA disseram que as redes de hackers tinham como alvo as organizações internacional que lutavam contra a pandemia. Esses ataques, no entanto, não haviam sido explicitamente relacionados ao governo russo.

O grupo “Urso Confortável” é suspeito de ter hackeado o Partido Democrata nas eleições de 2016.

Rússia anunciou avanços em pesquisa

Na quarta-feira (15), a Rússia anunciou que fez os primeiros testes clínicos em seres humanos de uma vacina. Esses estes foram organizados pelo ministério da Defesa da Rússia e o Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Xha do Amazonas disse:

    Mas pra que se dá à esse trabalho todo?? roubar dados sobre a vacina do COVID 19?? aqui não precisamos disso temos a IVERMECTINA que cura e previne TUDO. Pesquisa? Ciência? Isso é coisa para tolos. Os australianos que descobriram a IVERMECTINA contra a COVID , adivinhem? NÃO USAM!! são uns TOLOS !Nós aqui estamos tranquilos. Para que pesquisar ? Basta alguém dizer que funciona e está tudo resolvido! POBRE BRASIL! DEUS TENHA PIEDADE DO NÓS!

  2. Marcelo disse:

    EUA, REINO UNIDO E CANADÁ, não sabem o que é contra espionagem??!!, No mundo globalizado de hj, é tomar sorvete de menino pequeno, porque os maiores não deixam vc tomar…..SQN….

EUA firmam maior contrato com empresa para fabricação de vacina contra a covid-19: US$ 1,6 bilhão

Foto: Dado Ruvic – 10.abr.2020 / Reuters

O programa de vacina contra a Covid-19 dos Estados Unidos — chamado Operação Warp Speed — anunciou nesta terça-feira (7) o maior contrato já feito pelo governo para combater a pandemia: US$ 1,6 bilhão com a Novavax, uma companhia de biotecnologia de Maryland.

O presidente e CEO da empresa, Stanley Erck, disse em entrevista à CNN nessa segunda (6) que a vacina da Novavax pode estar no mercado no primeiro trimestre de 2021.

A Novavax é a quarta companhia a receber fundos federais para conduzir testes clínicos da Fase 3 em grande escala e fabricar uma vacina contra o novo coronavírus. Cada teste deve ser feito com 30 mil pessoas.

Em maio, o governo deu mais de US$ 1,2 bilhão à gigante farmacêutica AstraZeneca para o desenvolvimento de uma vacina. Moderna e Johnson & Johnson também firmaram contratos da Fase 3.

Os dados dos testes clínicos da Fase 1 da Novavax, conduzidos em 131 pessoas, devem sair no fim deste mês, afirmou Erck. Ele espera que a Novavax comece os testes da Fase 3 no último trimestre do ano ou no fim de setembro.

A Moderna espera iniciar seus testes da Fase 3 ainda neste mês. Alguns participantes dos estudos vão receber a vacina e outros, placebo ou uma injeção que não faz nada no organismo.

O pacote de recursos que a Novavax recebeu vai permitir que a empresa teste a vacina e aumente a produção logo após uma possível aprovação dos órgãos de controle, com o objetivo de entregar 100 milhões de doses até fevereiro, segundo Erck.

Como a vacina age no corpo

A vacina da companhia contém uma pequena porção do novo coronavírus, chamada proteína spike, que fica no topo do vírus. O objetivo é enganar o sistema imunológico, fazendo-o pensar que a spike é, na verdade, todo o vírus. O sistema imunológico cria uma resposta, que será usada posteriormente para atacar o vírus real.

“Acho que temos um alto nível de confiança de que nossa vacina desencadeará a resposta imunológica apropriada para gerar vários anticorpos”, explicou Erck.

A Novavax usou a mesma tecnologia para fabricar possíveis vacinas para o ebola e a influenza. A companhia ainda estuda essas substâncias em humanos e nenhuma delas está no mercado no momento.

Erck disse que está “otimista” com o trabalho da Novavax e que sua equipe trabalha “24 horas por dia, 7 dias por semana” na vacina. “Todos entendem a importância do que estamos fazendo.”

Em junho, a empresa anunciou um contrato de US$ 60 milhões com o Departamento de Defesa dos EUA para entregar 10 milhões de doses ao órgão.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Fagner de Orós disse:

    Espionagem americana? Nem pensar. Afinal, o 'american way of life' é o melhor, tem que ser mantido. Será que isso é tão difícil de entender?

  2. Gil disse:

    Vai chegar pro gado com certeza.
    Os que torcem pela pandemia, e que o nosso Bolsonaro fique doente, vão permanecer comendo capim.
    Bando de abutres.

Secretário de Estado diz que EUA cogitam banir TikTok e outros aplicativos chineses

Foto: Reprodução

O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse nessa segunda-feira, 6, que o país está “certamente cogitando” banir aplicativos de redes sociais chineses, como o TikTok. “Eu não quero me adiantar ao presidente (Donald Trump), mas é algo que estamos analisando”.

Parlamentares americanos mostraram preocupação com a segurança nacional por conta da utilização dos dados de usuários do aplicativo. Eles afirmaram ter receio quanto às leis chinesas que obrigam empresas nacionais a “apoiar e cooperar com o trabalho de inteligência controlado pelo Partido Comunista Chinês”.

O aplicativo do TikTok, que não está disponível na China, tenta se distanciar das suas raízes chinesas para garantir a adesão de uma audiência global e enfatizar a sua independência do país.

A afirmação de Pompeo também é feita no momento em que a tensão entre os Estados Unidos e a China aumenta, causada pela forma com que o país asiático lidou com a crise do novo coronavírus, suas ações em Hong Kong e uma guerra comercial que já dura quase dois anos.

O TikTok é propriedade da empresa ByteDance, sediada na China, e recentemente foi banido na Índia – assim como outros 58 aplicativos chineses – após um conflito na fronteira entre os dois países.

A Reuters divulgou nesta segunda-feira que o TikTok sairá do mercado de Hong Kong nos próximos dias, uma decisão tomada após a aprovação da lei de segurança nacional cujo objetivo declarado é reprimir “separatismo”, “terrorismo”, “subversão” e “conluio com forças externas e estrangeiras” no território semiautônomo.

O TikTok anunciou que vai parar de operar em Hong Kong “por conta dos acontecimentos recentes”. Outras plataformas como Facebook, Whatsapp, Telegram, Google e Twitter se recusam a fornecer informações de usuários a autoridades de Hong Kong. As empresas dizem que estão avaliando as ramificações da lei de segurança nacional./REUTERS

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. george disse:

    Muitos apps americanos não entram na China, e os da China entram nos EUA.
    Trump tá é demorando pra tomar essa ação.

  2. Fagner de Orós disse:

    Eita, piula: agora o Capetão Cloroquinildo vai fazer crtl+V crtl+C e aplicar aqui no Brasil.

    • Kaiser Castro disse:

      Faça seu cadastro e mande seus dados pro partido comunista chinês, quem sabe eles mandam um vírus chinês pra matar você, lá tem muitos pra você escolher

Cidade dos EUA reconhece poliamor como relacionamento oficial

Foto: iStock

A cidade de Somerville, em Massachussets passará a reconhecer como oficiais relacionamentos entre mais de duas pessoas.

Essa mudança foi determinada para que pessoas que não são casadas consigam visitar seus parceiros que estão internados por covid-19 nos hospitais.

O conselho da cidade — o equivalente à Câmara de Vereadores no Brasil — aprovou a mudança na semana passada. O conselheiro Lance Davis disse à rede norte-americana CNN que acredita que esta seja a primeira ordenança desse tipo no país.

“As pessoas vivem em relacionamentos poliamorosos e provavelmente têm uma eternidade. No momento, nossas leis negam sua existência e isso não me parece o caminho certo para escrever leis em qualquer nível”, disse Davis.

A lei também já foi aprovada pelo prefeito Joseph Curtatone e deve entrar em vigor em breve.

Em muitos lugares do mundo, inclusive no Brasil, a bigamia é considerada crime. Sendo assim, pessoas dentro de um relacionamento poliamoroso não podem se casar, por exemplo.

Universa – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    É a evolução da espécie, em breve instituiremos o surubão familiar.

EUA abrem 4,8 milhões de vagas em junho, acima da expectativa. Taxa de desemprego cai para 11,1%

Foto: John Sommers II / AFP

A economia dos Estados Unidos voltou a apresentar sinais positivos, com a criação de vagas de emprego em ritmo recorde em junho, à medida que mais restaurantes e bares retomaram as operações, em mais uma evidência de que a recessão causada pela pandemia do novo coronavírus provavelmente já passou, embora um aumento nos casos de Covid-19 ameace a recuperação.

Segundo o relatório do Departamento de Trabalho dos EUA divulgado nesta quinta-feira, a criação de vagas de trabalho fora do setor agrícola chegou a 4,8 milhões em junho. Esse foi o maior salto desde que o governo começou a manter registros, em 1939.

Em maio, haviam sido criados 2,699 milhões de postos de trabalho. A previsão de economistas consultados pela Reuters era de que seriam cradas 3 milhões de empregos no mês passado.

Ainda de acordo com o relatório, a taxa de desemprego nos Estados Unidos surpreendeu e recuou no mês passado mais de dois pontos percentuais, ficando em 11,1%. Em maio, já havia caído a 13,3%, após atingir em abril o maior patamar pós-Segunda Guerra Mundial (14,7%).

Em outro boletim divulgado nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de seguro-desemprego no país continuam em um patamar acima de um milhão. Na semana encerrada no dia 27 de junho, totalizaram 1,427 milhão, abaixo do total de solicitações registradas na semana anterior, encerrada no dia 20, que foi de 1,482 milhão.

Os dados de emprego somam-se a uma série de dados positivos, incluindo gastos do consumidor, que mostram forte recuperação da atividade.

Donald Trump comemora números do emprego

Durante uma coletiva de imprensa, o presidente Donald Trump comemorou os dados sobre emprego, que, segundo ele, provam que a economia dos EUA está se recuperando com força.

— O anúncio de hoje prova que nossa economia está voltando com tudo — disse Trump, destacando diferentes setores que obtiveram ganhos de empregos, de acordo com o relatório mensal. — Esses são números históricos.

Apesar dos novos casos de Covid-19, Trump disse que espera ver bons números de emprego nos próximos meses e que o relatório do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, dias antes das eleições presidenciais de novembro, também será forte.

O relatório desta quinta-feira, disse o presidente americano, “sugere que os trabalhadores estão confiantes em encontrar um novo emprego”. Ele acrescentou, no entanto, que a Casa Branca e o Congresso continuam a negociar outra rodada de estímulo, frequentemente chamada de “Fase 4”, para ajudar a economia a lidar com a pandemia, que agora está em seu quarto mês.

Freio na reabertura da economia

No entanto, a reabertura de empresas, que estavam fechadas desde meados de março, desencadeou uma onda de infecções por coronavírus em grandes partes do país, incluindo os populosos estados da Califórnia, Flórida e Texas.

Vários estados estão reduzindo ou interrompendo a reabertura desde o fim do mês passado e mandaram alguns trabalhadores para casa. O impacto dessas decisões não apareceu nos dados de emprego de junho, pois o governo pesquisou empresas no meio do mês.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, reconheceu nesta semana a recuperação da atividade, dizendo que a economia “entrou em uma nova fase importante e (o fez) antes do esperado”. Mas Powell alertou que a perspectiva “é extraordinariamente incerta” e dependerá de “nosso sucesso em conter o vírus”.

O aumento do emprego se deve em parte ao fato de as empresas estarem recontratando os trabalhadores que foram demitidos quando negócios não essenciais, como restaurantes, bares, academias e consultórios odontológicos, entre outros, foram fechados para retardar a disseminação da Covid-19.

Economistas atribuíram a explosão de ganhos de postos de trabalho ao programa do governo que concede empréstimos às empresas que podem ser parcialmente perdoados se usados para pagar os salários dos funcionários. Esses fundos estão secando.

Em uma economia que já havia entrado em recessão em fevereiro, muitas empresas, incluindo algumas que não foram impactadas inicialmente pelas medidas de isolamento, estão enfrentando uma demanda fraca.

Economistas e observadores do setor dizem que isso, juntamente com o esgotamento dos empréstimos do programa do governo, desencadeou uma nova onda de demissões que mantém semanalmente novos pedidos de auxílio-desemprego extraordinariamente altos.

O Globo

 

União Europeia libera turistas de 15 países, e barra brasileiros, americanos, russos e indianos

Foto: KENZO TRIBOUILLARD / AFP

A União Europeia confirmou oficialmente nesta terça-feira que brasileiros e americanos serão barrados na reabertura das fronteiras externas do bloco, no dia 1° de julho, após mais de três meses fechadas. De início, o processo gradual permitirá apenas a visita de pessoas residentes em um grupo de 14 países que conseguiram controlar a pandemia de Covid-19 em seus territórios. Nas Américas, apenas Uruguai e Canadá foram incluídos no seleto rol.

A escolha da lista e seus critérios foram alvo de intensas discussões durante o final de semana, mas os 27 países-membros do bloco ratificaram o acordo nesta terça por maioria qualificada. Os países selecionados são: Argélia, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Geórgia, Marrocos, Montenegro, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Tailândia, Tunísia e Uruguai.

A China seria o 15º país e seus cidadãos também poderão ter seu ingresso permitido, mas para isso Pequim precisará liberar a entrada de europeus em seu território, já que a reciprocidade é uma das condições exigidas por Bruxelas.

Brasileiros, americanos, russos e indianos — alguns dos maiores visitantes estrangeiros do bloco — continuarão vetados. Isto porque não se englobam nos três critérios traçados pelos europeus: que a tendência de contágios esteja estável ou decrescente; que sejam respeitados critérios internacionais de testagem, vigilância, contenção e rastreio de novos casos; e que o número de casos por 100 mil habitantes seja inferior à média europeia no dia 15 de junho.

Nas duas primeiras semanas deste mês, segundo o “The New York Times”, o bloco teve 16 novos casos por cada 100 mil habitantes, enquanto a estatística brasileira estava em 190 e a americana, em 107. Hoje, os dois países são os mais afetados pela pandemia: têm, respectivamente, 2,5 milhões de casos, com 126 mil mortes, e 1,3 milhão de casos, com 58 mil mortes.

Os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump tiveram posições semelhantes em relação ao vírus, minimizando seu impacto, duvidando de informações científicas e fazendo pressão para a retomada das atividades econômicas. Trump ainda permitiu, em meados de março, que a força-tarefa da Casa Branca para a Covid-19 divulgasse recomendações de isolamento social. Bolsonaro, no entanto, teve dois ministros da Saúde que se demitiram porque ele discordava das orientações defendidas por eles para conter a pandemia.

Outros países além dos 14 escolhidos também se englobariam nessas condições, mas se optou por uma lista mais seleta e política para permitir o acordo. A confiabilidade das estatísticas de diversas nações foi um impasse durante a discussão, deixando de fora diversas nações africanas, americanas e asiáticas, como a Venezuela, Angola, Cuba e Vietnã. A decisão de excluir os americanos também foi vista como uma crítica à maneira como o governo de Trump vem lidando com a pandemia.

Fechadas desde março

O critério da reciprocidade também parece ter sido usado arbitrariamente: a condição é aplicada aos chineses, mas não aos argelinos, cujo país mantém suas fronteiras fechadas. A lista será revisada a cada duas semanas, com possíveis inclusões ou exclusões, a depender da situação epidemiológica.

A lista, segundo fontes do jornal El País, provocou tensões entre os integrantes da UE: cada um defendia a abertura para países diferentes, em meio a preferências políticas e ao medo de que um erro desencadeie um novo surto de Covid-19. A corrida contra o relógio para aprovar a medida vem em meio ao início da alta temporada do verão, fundamental para o turismo no Velho Continente.

O texto aprovado nesta terça não passa de uma recomendação, o documento legal mais forte do bloco, mas deverá ser adotado unanimemente. Como as fronteiras da Zona Schengen são abertas, um viajante pode passar livremente de um país para o outro, o que implicaria uma responsabilidade coletiva.

Na prática, no entanto, os 27 países-membros se comprometeram a autorizar apenas cidadãos dos 14 países listados, mas poderão aplicar regras ainda mais restritas caso julguem necessário. Cada país poderá também determinar se irá impor restrições adicionais, como autoquarentenas para turistas. A recomendação da UE não se aplica à Irlanda ou à Dinamarca, países que têm um status especial no que diz respeito às suas fronteiras. No caso britânico, que passa por um período de transição pós-Brexit, a aplicação será voluntária.

Até o dia 16 de março, cidadãos de 67 países podiam visitar a União Europeia livremente, e outros 105 poderiam solicitar vistos. Frente à pandemia de Covid-19, da qual foi epicentro entre março e abril, o bloco tomou a medida sem precedentes de fechar suas fronteiras, buscando evitar medidas unilaterais. As fronteiras internas começaram a ser reabertas em 15 de junho, à medida que nações como Itália, França e Espanha, que já foram o epicentro da pandemia, começaram a controlar o número de novas contaminações e mortes.

O Globo

 

EUA suspendem emissão de novos vistos de trabalho temporários até o fim do ano e afetam meio milhão

Foto: Reuters

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suspender a emissão de novos vistos de trabalho temporários para estrangeiros afetará brasileiros que planejavam se mudar para o país ainda neste ano. A estimativa do governo americano é que 525 mil pessoas de diversas nacionalidades sejam impedidas de entrar no país com a nova regra, que vai vigorar até 31 de dezembro. O governo alega se tratar de um esforço para reduzir a entrada de imigrantes à medida que o desemprego avança.

A regra bloqueia a emissão de vistos temporários para diversas categorias de profissionais, como funcionários de empresas de tecnologia, pessoas com diploma universitário e pesquisadores, por exemplo. Restringe também a transferência de executivos estrangeiros e outros funcionários de empresas com operações nos EUA. No ano fiscal de 2019, foram emitidos cerca de 30 mil vistos temporários para brasileiros nas categorias atingidas pela lei, segundo o Departamento de Estado dos EUA.

A emissão foi suspensa para as categorias H-1B, H-2B, H-4, que tratam de profissionais qualificados e seus acompanhantes, J-1 e J-2, sobre a transferência de profissionais de multinacionais ou empresas com operações nos EUA e seus companheiros, e o L-1 e L-2, de pessoas que vão estudar e se qualificar nos EUA. O processamento de vistos nos consulados dos EUA no exterior já caiu drasticamente em 2020. No mês passado, o país concedeu pouco mais de 40 mil vistos de turistas e outros visitantes de curto prazo – abaixo dos 670 mil em janeiro.

Em 22 de abril, Trump já havia determinado o congelamento por 60 dias em várias categorias de vistos. Uma das pessoas afetadas é o pesquisador Paulo Laurence, que faz doutorado em distúrbios do desenvolvimento na Universidade Mackenzie. Ele planeja desde 2016 uma viagem ao exterior para aprimorar seus estudos. Seu plano era ir para Luxemburgo, mas mudou de ideia após conseguir uma orientadora nos EUA.

“A ideia era ter ido no começo de março, antes de nos preocuparmos tanto com a pandemia aqui no Brasil. Mas a minha documentação atrasou e tive de mudar para agosto”, conta o estudante, graduado em ciências biológicas. Agora, com o consulado americano fechado e as medidas de Trump para barrar a imigração, a pesquisa de Laurence pode ficar comprometida. “Como bolsista da Fapesp, posso viajar até seis meses antes do término da minha bolsa, então minha data limite para ir é 17 de dezembro.

Se os EUA banirem a entrada de brasileiros até o ano que vem, eu perderia a bolsa”, lamenta o pesquisador. Laurence não teria tempo hábil de buscar outro país para abrigar sua pesquisa, e espera que a Fapesp possa flexibilizar as regras de intercâmbio nesse caso. “Pelo menos minha orientadora americana está interessada, a gente tem discutido projetos. O que estamos tentando ver é fazer coisas remotamente.

“O professor de relações internacionais da FAAP Carlos Poggio diz que a medida é inédita e tem a ver com a linha adotada pelo presidente desde que foi eleito em 2016. “Trump não é só contra a imigração ilegal, agora mostrou que é contra a imigração como um todo.” O próprio professor poderia ter sido afetado pela nova regra. Em 2018, fez um pós-doutorado na Universidade de Georgetown, em Washington, o que não seria possível com a norma em vigor. O professor Poggio qualifica a medida, além de conservadora e nacionalista, como “trumpista”. “Os EUA foram um país construído a partir da imigração”, diz.

O pesquisador lembra que discurso nacionalista ganha mais aderência em meio a uma pandemia global.Uma pesquisa do Washington Post com a Universidade de Maryland publicada em maio mostrou que 65% dos americanos apoiam uma suspensão temporária da imigração durante a pandemia.

Época

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    O cara está certo porque contratar imigrantes se o pais tem milhões de desempregados.
    Alguém deixaria seu filho passar fome e dá comida a um desconhecido?

  2. Cidadão pagador de impostos disse:

    Moro 2022 Presidente

  3. Cidadão Indignado disse:

    Esse monstro americano é capaz de qualquer coisa para se reeleger. Vai ser igual, aqui no Brasil, na próxima eleição para presidente. Aguardem!

Bares, clube de strip e igrejas são responsáveis por novos surtos de coronavírus nos EUA

Foto: Steve Marcus/Reuters

Após meses de confinamento com centenas de novos casos de coronavírus em asilos, penitenciárias e frigoríficos, os Estados Unidos entram em uma nova e incerta fase da pandemia. Novos surtos da Covid-19 foram identificados em uma igreja pentecostal no Oregon, um clube de striptease no Wisconsin e um distrito de bares em Louisiana. E não é só isso: cassinos de Las Vegas e acampamentos de verão para crianças também estão na mira das autoridades como locais de ampla contaminação.

Em uma comunidade rural de 27.000 habitantes a cerca de quatro horas de Portland, no Oregon, foram registrados apenas oito casos do vírus no início de junho. Em 20 de junho, a contagem havia aumentado para mais de 250. A maioria está ligada a um surto em uma igreja local, a Igreja Pentecostal Lighthouse.

Templos religiosos, que ficaram fechados por várias semanas durante a quarentena, voltaram a reabrir neste mês e se tornaram fontes de contaminação. Surtos foram registrados no Alabama, Kansas e Virgínia Ocidental. O governador republicano Jim Justice, de Virgínia Ocidental, disse que seis surtos ligados a igrejas foram identificados no estado, incluindo três que ainda estavam ativos na semana passada. Ele disse que não tinha planos de fechar os templos, descrevendo-os como “o local mais sagrado”.

Clubes de striptease em todo o país também chamaram a atenção das autoridades. Ao menos quatro casos foram relacionados a uma casa em Wisconsin Dells, no Wisconsin, e várias contaminações aconteceram em festas de fraternidades universitárias em Oxford, no Mississippi.

Na cidade de Baton Rouge, Louisiana, pelo menos 100 pessoas testaram positivo depois de visitar bares no distrito de vida noturna de Tigerland, popular entre estudantes universitários. Em um acampamento de verão cristão perto de Colorado Springs, no Colorado, pelo menos 11 funcionários adoeceram pouco antes da abertura da temporada, levando a organização a cancelar as pernoites pela primeira vez em 63 anos.

Em Las Vegas, apenas algumas semanas após a reabertura dos estabelecimentos, diversos funcionários de cassinos, restaurantes e hotéis testaram positivo. Os novos surtos – que variam em tamanho e surgiram tanto em cidades grandes como pequenas – refletem a imprevisibilidade do novo coronavírus. Também evidenciam os riscos de reabrir a economia enquanto as curvas de contágio ainda permanecem altas.

Ao menos 23 estados registraram aumento no número de novos casos diários na segunda-feira 21, com as perspectivas piorando em grande parte do sul e oeste do país. As hospitalizações por coronavírus atingiram seus níveis mais altos da pandemia no Arizona e no Texas. Missouri relatou o maior número de infecções diárias em um único dia no fim de semana.

Segundo o jornal The New York Times, os Estados Unidos observam, de certa forma, um retorno aos primeiros dias de pandemia, quando o coronavírus crescia de forma silenciosa e pequenos eventos como funerais e festas de aniversário se tornaram canais de transmissão. Asilos, penitenciárias e frigoríficos também ficaram na mira das autoridades sanitárias por semanas. Desta vez, os vilões são bares, casas noturnas e cassinos.

Veja

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ricardo disse:

    E nada dessa mídia esquerdista americana (existe, viu, criacinhas?) não diz nada sobre aquelas algomerações racialistas.

  2. Joca disse:

    Mas a igreja não salva????

    • Minion alienado disse:

      Tanto a céu quanto o purgatório são perigosos em tempos de COVID.

    • Zanoni disse:

      Quem salva é a mensagem da cruz, uma vez compreendida, por meio de Cristo. Igreja é apenas uma construção para a realização de cultos, missas, etc.

    • Tarcísio Eimar disse:

      A igreja salva tanto, q até o salvador dos evangélicos Edir Macedo terminou se rendendo a Hidroxicloroquina. Agora quando aqui os bares e cabarés, aí a peste vai dar na canela

“Você tem a impressão de que a Suprema Corte não gosta de mim?”, ironiza Trump, após programa de proteção a filhos de imigrantes em situação irregular ser mantido

Foto: NICHOLAS KAMM / AFP

Em uma das mais duras derrotas sofridas pelo presidente Donald Trump na Suprema Corte, a Justiça derrubou seus planos de acabar com um programa que protege da deportação jovens filhos de imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos.

Numa decisão apertada, por cinco votos a quatro, os juízes deram razão às decisões judiciais em instâncias inferiores, considerando “arbitrária” a posição defendida pelo Departamento de Segurança Interna, que em 2017 defendeu o fim do programa conhecido como Ação Diferida para Chegadas na Infância (Daca, na sigla em inglês).

Ao comentar a decisão, Trump disse no Twitter que “essas decisões horríveis e politicamente carregadas vindas da Suprema Corte são tiros de escopeta na cara de todas as pessoas que se orgulham de serem chamadas republicanas ou conservadoras. Precisamos de mais juízes ou perderemos nossa segunda emenda e tudo mais”, e pediu que as pessoas votem nele em novembro.

Depois ironizou:

“Você tem a impressão de que a Suprema Corte não gosta de mim?”

Foi a segunda derrota do presidente na Suprema Corte em menos de uma semana: na segunda-feira, o tribunal decidiu ser ilegal demitir uma pessoa porque ela é homossexual ou transgênero.

Proteção legal

Criado em 2012 pelo então presidente Barack Obama, a Daca era uma espécie de proteção a pessoas que entraram irregularmente nos EUA quando ainda eram crianças, muitas vezes acompanhadas pelos pais. O plano prevê a concessão de um visto que permite estudar e trabalhar por dois anos, com possibilidade de renovação, muito embora não sirva de garantia para a regularização migratória ou mesmo a residência permanente.

Para ter acesso ao benefício, a pessoa tem que ter chegado aos EUA com menos de 16 anos, vivido no país de forma ininterrupta por um determinado período, não ter antecedentes criminais e ter pelo menos o Ensino Médio ou ter servido nas Forças Armadas. O programa foi uma forma do governo Obama colocar em prática um projeto de lei apresentado em 2001, o Ato de Desenvolvimento, Apoio e Educação para Menores Imigrantes, que jamais foi aprovado no Congresso.

Por conta da sigla em inglês desse projeto, “DREAM”, as pessoas que foram aceitas na Daca passaram a ser chamadas de “Dreamers”, “sonhadores” em inglês. Estima-se que 700 mil pessoas tenham sido beneficiadas.

Ataque contra Daca

Contudo, ao assumir a Presidência em 2017, o presidente Donald Trump disse que iria suspender a Daca, como parte de sua ampla proposta de revisão do sistema migratório dos EUA.

Em setembro daquele ano, em um memorando de apenas uma página, o então secretário de Justiça, Jeff Sessions, afirmou que a Daca era inconstitucional, e que deveria encerrá-la para evitar ser alvo de processos — um deles, liderado pelo Texas, defendia que o programa deveria ser imediatamente fechado. Por outro lado, 15 estados e o Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington, entraram com uma ação contra o presidente.

Mas a visão da Casa Branca não encontrou respaldo na Justiça: tribunais consideraram que o governo, ao derrubar a Daca, violava as leis federais que regem a elaboração de políticas públicas, dando razão a grupos de defesa dos imigrantes.

Enquanto uma decisão definitiva não era tomada, milhares de pessoas foram colocadas em uma espécie de limbo, sem saber se poderiam ficar nos EUA ou se seriam deportadas. Muitos dos “dreamers” chegaram ao país ainda bebês, e não guardam qualquer laço com seus países de origem, sem contar o fato de já terem uma vida estabelecida na sociedade americana. Muitos chegaram a lutar em conflitos como no Afeganistão e no Iraque.

O caso chegou à Suprema Corte no ano passado, tendo como base duas questões: se as decisões das instâncias inferiores têm o poder de revisar uma decisão de Trump e se o governo deu razões suficientes para pôr fim ao programa. Como se viu hoje, a decisão foi contrária às intenções de Trump.

Depois da Justiça, a questão retorna ao Congresso, que há quase duas décadas debate a medida, algo que pode se tornar mais um tema delicado para os republicanos. A Daca é um programa que tem grande aprovação entre os americanos, mas, ao mesmo tempo, se insere em um dos pilares da candidatura de Trump, a imigração.

Isso põe ainda mais pressão sobre os governistas que também buscam permanecer em seus cargos na Câmara e no Senado, e que enfrentam problemas relacionados à visão do público sobre Donald Trump, hoje com taxas de aprovação em queda livre.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Raimundo disse:

    O esquerdismo incentivado a invasão em massa de imigrantes ilegais.
    Sempre arranjam desculpas.

  2. Jailson disse:

    Maurício Macri já foi…
    Trump está indo…
    Bolsonaro tá bem ali…