Diversos

O drama de Michelle: avó traficante e mãe acusada de falsificação; há anos, primeira-dama se afastou das familiares com passagem pela polícia

Foto: (Isac Nóbrega/PR)

Em abril passado, VEJA publicou uma reportagem que começava assim: “Maria Aparecida Firmo Ferreira tem 79 anos, é cardíaca, sofre de Parkinson, locomove-se com dificuldade e mora num casebre que fica na parte mais miserável de Brasília — a favela Sol Nascente, conhecida pela violência, dominada pelo tráfico de drogas e conflagrada por facções que usam métodos similares aos das milícias cariocas. Sem se preocupar com tudo isso, dona Aparecida, como é conhecida, enfrenta uma odisseia diária. Aposentada, ela divide seu tempo entre cuidar de um filho deficiente auditivo, ir ao posto de saúde buscar remédios e bater papo com os vizinhos. (…) Ninguém, ou quase ninguém da vizinhança, sabe que ela é avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A neta agora famosa, o presidente da República e a pobreza são assuntos que parecem despertar sentimentos conflitantes em dona Aparecida. Faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a criar. A avó não foi convidada para a posse, nem ela nem sua filha, mãe de Michelle, Maria das Graças. Passados três meses de governo, ela não recebeu convite para uma visita ao Palácio da Alvorada, a residência oficial, que fica a apenas 40 quilômetros da favela. Por quê? Ela diz que não sabe responder”. Na última semana, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma nova reportagem mostrando que Maria Aparecida, a avó, estava internada fazia dois dias no corredor de um hospital público de Brasília, aguardando vaga para realizar uma cirurgia ortopédica. Sem nenhuma assistência da neta, ela sofria sozinha a dor pela fratura da bacia.

Pois o que parecia um desprezo profundo da primeira-dama com a família de origem humilde esconde, na verdade, problemas bem mais complexos. Dona Aparecida, a avó, nem sempre foi a pessoa de saúde frágil e indefesa que hoje cobra um pouco de atenção da neta. Antes de se aposentar, ela tentou ganhar a vida traficando drogas. VEJA localizou nos arquivos da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do Distrito Federal o processo que detalha o dia em que Maria Aparecida Firmo Ferreira, então com 55 anos, foi presa em flagrante. Em 1997, a avó da primeira-­dama era conhecida nas ruas como “Tia” e, segundo a polícia, sua principal atividade era vender drogas no centro de Brasília. Em julho daquele ano, ela foi surpreendida com 169 “cabecinhas de merla”, um subproduto da cocaína. No auto de prisão, ao qual VEJA teve acesso, os policiais contaram ter recebido uma denúncia anônima de tráfico numa região que fica a apenas 3 quilômetros do Palácio do Planalto. Ao chegarem ao local indicado, eles encontraram Aparecida. Dentro de uma sacola que ela carregava, além da “merla”, estavam dois relógios e dezesseis vales-transporte. Na delegacia, ela confessou o crime.

TRÁFICO – Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó da primeira-dama: em julho de 1997, ela foi presa em flagrante vendendo drogas no centro de Brasília. Condenada a três anos de prisão, cumpriu pena em um presídio feminino (Cristiano Mariz/.)

No depoimento que prestou, a avó da primeira-dama contou que cada pacotinho da droga era vendido a 5 reais. Na Justiça, ela mudou a versão. Alegou que a sacola apreendida não era sua e que teria confessado o crime por pressão dos policiais. Havia, porém, testemunhos de clientes. Aparecida acabou condenada a três anos de reclusão, em regime fechado. A defesa ainda recorreu, sem sucesso. Uma das desembargadoras que votaram contra a libertação foi Sandra de Santis, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. No processo, ao qual VEJA também teve acesso, a avó da primeira-dama, depois de condenada, escreveu uma carta ao juiz confessando o crime e pedindo clemência: “É certo que transgredi a lei, mas o preço altíssimo que pago por meu delito transformou-se completamente. Sou uma senhora de princípios renovados”, dizia.

Na penitenciária feminina do Gama, onde foi cumprir a pena, Maria Aparecida mostrou que os seus princípios não estavam tão renovados assim. Em maio de 1999, quando já estava presa havia um ano e oito meses, tentou subornar um agente, oferecendo-­lhe dinheiro para que a levasse até sua casa. O plano era o seguinte: ela fingiria que estava doente, a direção do presídio autorizaria sua ida a um hospital e, no caminho, a guarda desviaria a rota, permitindo que Maria Aparecida fizesse uma visita à família. Por causa dessa infração, ela ficou na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos — e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em agosto de 1999, depois de cumprir dois anos e dois meses de cadeia. Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000.

IDENTIDADE – Maria das Graças Firmo, a mãe de Michelle: a polícia descobriu que ela tinha dois registros civis — um deles, falso (./.)

Na reportagem publicada em abril, Maria Aparecida contou ter ajudado a criar Michelle, reclamou da ausência da neta e lamentava não ter sido sequer convidada para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro — nem ela nem a filha, Maria das Graças, a mãe de Michelle. O passado, confidencia um familiar da primeira-dama, também deixou marcas na relação entre mãe e filha. Maria das Graças igualmente esteve na mira da Justiça. Em 1988, quando Michele tinha 6 anos, a polícia descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um verdadeiro e o outro falso. De acordo com o primeiro, o verdadeiro, Maria das Graças Firmo Ferreira nasceu no dia 11 de junho de 1959, tinha 1,60 metro e era filha de Ibraim Firmo Ferreira. No outro, o falso, não havia o nome do pai, o da mãe fora alterado (de Maria Aparecida Mendes para Maria Aparecida Firmo Ferreira), ela ficara nove anos mais nova (o ano de nascimento passou para 1968) e sua altura tinha aumentado em 13 centímetros (1,73 metro). Tratava-se, portanto, de outra pessoa.

A então Delegacia de Falsificações e Defraudações de Brasília instaurou inquérito policial para investigar Maria das Graças. Os agentes apuraram que a mãe da primeira-dama havia solicitado a segunda identidade oito anos depois de obter a primeira. Para isso, usou uma certidão de nascimento adulterada expedida no município de Planaltina de Goiás, distante 440 quilômetros do local onde ela realmente nasceu e foi registrada (Presidente Olegário, em Minas Gerais). A fraude foi constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa. Intimada a depor, Maria das Graças contou que perdera a carteira de identidade e a certidão de nascimento. Ao fazer um novo registro civil, decidiu excluir o nome do pai, porque ele “abandonou a família”, e, “aconselhada por duas amigas”, também alterou a data do seu nascimento — mas nada disso tinha nenhuma “intenção criminosa”, segundo ela.

AMEAÇAS – Favela Sol Nascente: acusado de pertencer à milícia local, tio da primeira-dama continua preso preventivamente (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Maria das Graças usou a certidão de nascimento adulterada para emitir um novo CPF. Não há no inquérito informações sobre eventuais negócios ilícitos realizados por ela com os documentos falsos. Em 1989, o Ministério Público remeteu o inquérito para a Justiça. Maria das Graças foi indiciada por falsidade ideológica, que prevê pena de até cinco anos de prisão em regime fechado, porém, em 1994, depois de ficar mais de cinco anos parado na Vara Criminal, o processo foi arquivado. O juiz responsável pelo caso justificou a decisão argumentando que o crime estava prescrito. Procurada por VEJA, a mãe de Michelle apresentou uma nova versão para a história: “Isso aí foi um negócio que meu pai tinha arrumado para mim. Não quero mexer com isso, não quero falar sobre isso”. Ibraim Firmo, o pai, foi assassinado em 2015.

VEJA apurou com familiares da primeira-dama que o distanciamento entre ela, a mãe e a avó se deu justamente por causa desses problemas do passado. Um parente que pediu anonimato contou que, pouco depois de Jair Bolsonaro decidir concorrer à Presidência, Michelle procurou a mãe para que ela resolvesse pendências que ainda existiam sobre sua documentação. Ofereceu ajuda, mas Maria das Graças recusou, e as duas se afastaram. A mãe nega qualquer entrevero com a filha. “Eu não vou lá (no Palácio da Alvorada) porque não gosto de palácios e, para a Michelle vir aqui, é muita gente para vir junto e fica tudo muito difícil”, diz. “Estamos ótimas, é tudo mentira, fofoca.”

Rolos com a Justiça têm sido uma tradição familiar. João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de Brasília, foi um dos poucos familiares de Michelle convidados para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro. É — ou era — o tio preferido da primeira-dama. Em maio passado, no entanto, ele foi preso, sob a acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol Nascente, onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle. De acordo com o Ministério Público, João Batista e mais sete PMs participariam de um esquema ilegal de venda de lotes na favela. Um delator contou que os policiais atuavam como o braço armado da quadrilha, dando suporte ao negócio irregular através de ameaças e até eliminação de desafetos. O sargento está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.

O processo que apura a ligação do ex-policial com a milícia da Sol Nascente tramita em segredo de Justiça. Os advogados do PM dizem que o envolvimento dele no caso é um grande mal-entendido. João Batista, de acordo com essa versão, teve a prisão decretada após uma improvável coincidência. Ele construiu uma casa e tentava vendê-la. Um policial amigo indicou um comprador. Esse amigo, porém, estava sendo monitorado pelo Ministério Público. As conversas entre os dois foram gravadas e, para os investigadores, elas comprovariam que João Batista e o colega estavam vendendo lotes irregulares e dividindo as comissões. Logo depois de fechado esse último negócio, inclusive, foi realizada uma transferência de dinheiro da conta de João Batista para a do policial. De acordo com os advogados, o depósito seria uma comissão pela corretagem. Essa versão, no entanto, não convenceu a Justiça.

No mês passado, a defesa de João Batista ingressou com um pedido de relaxamento da prisão preventiva, alegando que o sargento tem bons antecedentes e residência fixa. O juiz do caso, no entanto, ressaltou que a gravidade das condutas dos policiais apuradas pelos investigadores, entre elas participar de organização criminosa, justificava a manutenção da prisão — e negou o pedido. Pessoas próximas ao sargento contaram a VEJA que o fato de ser parente de Mi­chelle Bolsonaro não ajudou em nada a situação dele, muito pelo contrário. Na cadeia, detido há quase noventa dias numa área da penitenciária reservada a policiais, João Batista não recebeu a visita nem tipo algum de ajuda ou solidariedade de ninguém da família.

Procurada, a primeira-dama não quis se pronunciar sobre os familiares. No governo, Michelle vem desempenhando um bom papel, ocupando o cargo de presidente do conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, órgão responsável por projetos na área social. Depois da publicação da reportagem da Folha sobre a avó, dona Maria Aparecida foi transferida para outro hospital e operada. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que não houve interferência alguma do Palácio do Planalto na mudança. Questionado sobre o caso e fiel ao seu estilo, o presidente Bolsonaro classificou o episódio todo como uma baixaria. De fato, é. Agora, entende-se a distância que a primeira-dama, tão ciosa de sua imagem e preocupada com causas sociais, impôs aos enrolados membros de sua família.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Até na natureza existem flores que nascem na lama…
    Que bom que nossa primeira dama conhece os dois lados da moeda! Tem, assim, condições de desempenhar seu papel com louvor!!!

  2. JD vc deve ser um petralha do menor calibre, ou um analfabeto, todos nós podemos passar por uma situação dessa. Se for do jeito que vc fala, imagine a linhagem dessa petralhada toda, podem mandar fazer cadeia que não vai dá. Vai arrumar uma lavagem de roupa se sem futuro.

  3. Engraçado a lógica esquerdista, quando a primeira dama se negou a ajudar a família ela era uma ingrata, agora que se descobriu que a família dela não vale nada e ela estava certa em não ajudá-los, mudaram o discurso e agora a acusam pelo que os familiares dela fizeram de errado, ou seja, o que importa é falar mal da primeira dama independente do que ela faça.

  4. Exploração safada de um drama familiar. Perdi totalmente o respeito por esse blog. Espero, sinceramente, que o senhor nunca venha a passar por problema semelhante. Seus entes queridos, certamente, não merecem tal infortúnio!

  5. Só gente boa, será que a "Mi" concorda com o love dela, que bandido bom é bandido morto?… hahahaha

  6. Que família hein.
    Com uma família dessa, dá para se entender a visão de Jesus no alto de uma Goiabeira, além da relação de laranjas com milicianos.
    Essa família é muito unida.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Vc citar Jesus dessa forma só mostra sua falta de conhecimento. Jesus absorveu um dos ladrões que estava ao seu lado na cruz. Sabia disso? Um não se arrependeu, o outro demonstrou humildade e arrependimento, e foi perdoado. Agora, punir um indivíduo pelos erros de sua família é, no mínimo, uma ignorância. Quer dizer que se alguém na tua família errar, tu e teus filhos tbm devem ir para a forca? E por que vc é esquerdistas, se o esquerdista protege tanto os bandidos, querendo a ressocialização deles? Vc é incoerente e hipócrita.

  7. Vixe maria ! Sempre desconfiei de pessoas q vivem se jactando q são honestas demais! Pelo jeito a família tem pedigree! Claro q um n pode pagar pelo crime de outro, mas receio do q vem por aí…..o pior cego é o q n quer vê!

    1. Quanta hipocrisia! Vcs, leitores de esquerda, defendem tanto os bandidos, mas quando se trata de pessoas vinculadas à primeira dama, que querem crucificar. Por que não agem assim, também, com os bandidos que vcs defendem e protegem? Outro detalhe é que criminalizar a primeira dama pelo erro de seus parentes é, no mínimo, uma ignorância tremenda.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PF afirma que CPMI do INSS restaurou dados de Vorcaro apagados por ordem do STF

Foto: Carol Rosito/CNN

A Polícia Federal divulgou nesta quarta-feira (18) que dados relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, excluídos por determinação do ministro André Mendonça, do STF, foram reintroduzidos nos sistemas do Senado a pedido da presidência da CPMI do INSS.

Segundo a corporação, a ação gerou um novo fluxo de download “fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”. A PF afirmou que comunicou os fatos ao magistrado relator do caso.

Na terça-feira (17), a PF recolheu todo o material do ex-controlador do Banco Master, que foi lacrado e formatado conforme determinação do STF. A decisão também proibiu o acesso de parlamentares e assessores à sala-cofre do Senado.

Mendonça justificou a medida como forma de preservar o sigilo sobre a vida privada dos investigados pela Operação Compliance Zero. Entre os arquivos, há imagens pessoais e fotos com parlamentares em momentos privados, de acordo com nota oficial da PF.

O caso segue sob acompanhamento judicial, e a corporação afirmou que continuará tomando as medidas necessárias para manter a integridade dos dados sob custódia legal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Homem que capotou carro de R$ 500 mil em test drive e destruiu Ford Ranger ao voar sobre duna tem CNH suspensa e histórico de infrações

Foto: Kid Junior/Diário do Nordeste

O empresário Valécio Granjeiro, que capotou um Denza B5 avaliado em quase R$ 500 mil durante um test drive em Fortaleza nesta segunda-feira (16), já tinha histórico de infrações e teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa em 2025, segundo registros do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran).

O caso anterior aconteceu em Canoa Quebrada, Aracati, quando Valécio conduziu uma Ford Ranger em alta velocidade sobre uma duna, resultando na destruição total do veículo. Na época, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil abriu procedimento por crime ambiental.

A infração gerou multa de quase R$ 3 mil, com base no artigo 175 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), referente ao uso de veículo para manobra perigosa. Em junho de 2025, a picape foi vendida e teve perfil no Instagram, sendo exibida em festejos juninos em Russas, conforme registros da época.

Foto: Reprodução

Ainda em 2025, Valécio gravou uma propaganda para uma concessionária de Fortaleza, aparecendo recebendo as chaves de um Ford Ranger Raptor avaliado em R$ 490 mil. Na época, o Detran-CE aguardava encaminhamento do Demutran de Aracati para efetivar o bloqueio de sua habilitação.

No início de 2026, Valécio passou a ser investigado pelo atropelamento e morte de uma pitbull em Russas. Segundo a tutora do animal, o carro atingiu a cachorra e o motorista deixou o local sem prestar socorro. A SSPDS informou que o caso segue em investigação.

O capotamento mais recente aconteceu durante um test drive do Denza B5 na Cidade 2000. Uma funcionária da concessionária teria reduzido o trajeto por segurança. Valécio perdeu o controle do veículo, mas não ficou ferido.

O teste do bafômetro foi negativo e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) confirmou ausência de sinais de embriaguez. Após o acidente, ele foi liberado pelos agentes e deixou o local sem restrições.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

No STF, Moraes e Flávio citam episódio na Papudinha e reforçam risco à saúde de Bolsonaro

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou com o ministro do STF Alexandre de Moraes no gabinete do magistrado em Brasília. O encontro, solicitado por Flávio, teve como pauta a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, internado desde sexta-feira (13) com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

Segundo informações de aliados, a conversa durou cerca de 20 minutos e contou com a presença do advogado Paulo Cunha Bueno, defensor de Bolsonaro. O senador apresentou detalhes sobre o estado de saúde do pai e pediu a avaliação de uma prisão domiciliar humanitária.

O ex-presidente segue internado em Brasília e, conforme boletim médico, vem apresentando melhora clínica. A defesa já havia solicitado que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar devido ao risco à saúde, especialmente pela dificuldade de acompanhamento contínuo durante a noite.

Pessoas próximas relataram que Moraes ouviu Flávio atentamente e reconheceu a gravidade do quadro, destacando a relação entre pai e filho, sem discutir questões políticas. Após a reunião, o senador afirmou a jornalistas que o encontro foi “tranquilo” e “objetivo”, e que o ministro vai avaliar a solicitação.

O pedido de prisão domiciliar ainda não tem prazo para decisão. O encontro foi intermediado por um ministro de tribunal superior de Brasília, com bom relacionamento tanto com Flávio quanto com Moraes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

MAIS UM AUMENTO NO RN: gasolina sobe R$ 0,63 e diesel R$ 0,45; preço deve se aproximar de R$ 9 nas bombas

Foto: Reprodução

A refinaria Clara Camarão, em Guamaré, confirmou novo aumento nos combustíveis com vigência a partir desta quinta-feira (19). Segundo a tabela divulgada, a gasolina terá alta de R$ 0,63 por litro e o óleo diesel de até R$ 0,45, pressionando ainda mais os preços no RN.

De acordo com os dados, a gasolina A passa de R$ 3,1915 para R$ 3,8265 na refinaria. Já o diesel S-500 sobe de R$ 5,0725 para R$ 5,5225. Também há reajuste no diesel marítimo, enquanto o GLP permanece sem alteração, segundo a atualização.

O impacto no combustível que chega ao consumidor também é relevante. Segundo o levantamento, o efeito estimado é de R$ 0,4445 na gasolina e até R$ 0,3825 no diesel, o que tende a elevar os valores nas bombas em Natal e na região metropolitana.

Com a sequência de aumentos, o setor projeta que os preços podem se aproximar de R$ 9 por litro no estado. O cenário preocupa motoristas e deve afetar o custo do transporte e de produtos.

O governo federal informou que pretende atuar sobre os preços e discutir medidas com os estados. No entanto, até o momento, não há anúncio concreto. No RN, também não há previsão de redução do ICMS, segundo o cenário atual.

O último aumento no RN foi na quinta-feira (12), quando a Brava Energia anunciou reajuste nos combustíveis na refinaria Clara Camarão, elevando o diesel em R$ 1,00 por litro e a gasolina em R$ 0,30. Na ocasião, a gasolina A passou a custar R$ 3,1915, enquanto o diesel S-500 e o diesel marítimo subiram para R$ 5,0725 por litro, segundo a tabela divulgada.

Opinião dos leitores

  1. O preço da gasolina acumulou queda de 25,1% em 2022,👈🏿👈🏿👈🏿🇧🇷🇧🇷🇧🇷 segundo levantamento do Poder360 junto a dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Depois de bater o recorde de R$ 7,39 👈🏿por litro, o combustível 👉🏿🇧🇷fechou o ano a R$ 4,96, na média nacional….
    Isso é governo.🇧🇷🇧🇷🇧🇷
    Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/energia/preco-da-gasolina-cai-25-em-2022-mas-mantem-alta-sob-bolsonaro/)
    © 2026 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“STF interfere e atrasa investigação”, diz presidente da CPMI do INSS após decisão que barrou oitiva

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou nesta quarta-feira (18) decisão do STF que levou ao cancelamento de uma reunião da comissão no Senado. Segundo o parlamentar, a medida impacta o andamento das investigações.

De acordo com o senador, a decisão do ministro Gilmar Mendes autorizou a empresária Leila Pereira a não comparecer à oitiva prevista para o dia. Viana afirmou que a situação interfere nas prerrogativas do Legislativo e provoca atraso nos trabalhos da CPMI, segundo informações do Correio Braziliense.

Segundo o parlamentar, a convocação da empresária tinha como objetivo esclarecer a relação entre instituições financeiras e o sistema previdenciário, especialmente na oferta de crédito consignado a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. Ele destacou que ela foi chamada na condição de testemunha.

Viana também afirmou que a comissão identificou, segundo ele, práticas em contratos de empréstimos consignados que podem levar beneficiários a endividamento prolongado. O senador citou casos de dificuldades de quitação e afirmou que a CPMI apura possíveis irregularidades nesse tipo de operação.

O parlamentar disse ainda que, conforme as investigações avançaram, o INSS passou a adotar medidas como auditorias internas e revisão de contratos com instituições financeiras. Segundo ele, algumas empresas tiveram operações suspensas após análises preliminares.

Apesar das críticas, Viana reconheceu, segundo declarou, a validade constitucional da decisão do STF, mas afirmou que considera necessário preservar o equilíbrio entre os Poderes sem comprometer, segundo ele, o direito de investigação do Parlamento.

 

Opinião dos leitores

  1. Essa CPMI não interessa ao STF, executivo e 80 % das casas legislativas, passar esse Brasil a limpo não é coisa fácil.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

VÍDEO: Aliado de Bolsonaro envia ao STF lista com 175 deputados pedindo prisão domiciliar

Imagens: Divulgação/Instagram/Gustavo Gayer

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, uma lista com os nomes de 175 deputados federais que defendem a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi protocolado na tarde desta quarta-feira (18) e ainda não foi analisado.

De acordo com a solicitação, os parlamentares pedem a medida em caráter humanitário. Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), no Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia, conforme informações divulgadas por sua equipe.

Segundo o documento, o grupo reúne cerca de 34% dos deputados da Câmara. O parlamentar argumenta que a legislação prevê a preservação da saúde e da integridade física de pessoas sob custódia do Estado.

No pedido enviado ao STF, o deputado afirmou que, quando essas condições não podem ser garantidas no sistema prisional, deve ser adotada uma medida menos restritiva, como a prisão domiciliar, conforme previsto na legislação.

A defesa de Bolsonaro também solicitou, segundo informações do processo, a reconsideração de uma decisão anterior tomada no início de março e referendada pela Primeira Turma do STF. Até o momento, não há decisão do ministro sobre os pedidos apresentados.

Opinião dos leitores

  1. Nada de prisão domiciliar, não justifica o que esses caras que se elegeram na rabeira do Bolsonaro estarem pedindo prisão domiciliar.
    Bolsonaro tem que ir pras ruas, acabar com essa papagaiada de prisão domiciliar, Bolsonaro é um homem de bem, nada deve, não cometeu nenhum crime para estar preso tá?
    Golpe, que golpe?
    A onde existiu isso?
    Golpe é botar ladrões no comando do país.
    Aí sim é golpe.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Ala do STF já vê renúncia de Toffoli como “inevitável” diante de avanço da crise

Foto: Divulgação/STF

Uma ala do STF avalia, nos bastidores, que a possibilidade de o ministro Dias Toffoli antecipar a aposentadoria e deixar o cargo vem ganhando força diante do agravamento de uma crise envolvendo o banco Master, de acordo com informações da CNN.

De acordo com relatos de integrantes da Corte ouvidos sob reserva, ao menos três ministros consideram o cenário como possível, diante da avaliação de que a situação pode se tornar insustentável com o aumento da pressão interna e externa.

Segundo essas fontes, a crise envolvendo o banco e seu controlador, Daniel Vorcaro, que está preso, tende a se intensificar. Tanto Toffoli quanto o ministro Alexandre de Moraes negam qualquer irregularidade na relação com a instituição.

Ainda conforme interlocutores do tribunal, há a percepção de que o STF enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história recente. Nos bastidores, integrantes avaliam que pode haver necessidade de medidas mais duras para conter o desgaste institucional.

Até recentemente, segundo esses relatos, a hipótese de saída de um ministro era descartada, inclusive durante períodos de tensão política, como nos embates com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Agora, porém, a possibilidade passou a ser considerada como uma alternativa para tentar reduzir a crise.

Opinião dos leitores

  1. Se vivêssemos em um país sério e honesto, esse ridículo não teria passado nem no exame do OAB, seria REPROVADO como foi em dois concursos para juiz, o seu padrinho é um analfabeto, mentiroso, interesseiro, e falso.

  2. Pior é o cabeça de ovo, esse também deveria ser expulso e em seguida preso, pelos inúmeros crimes que cometeu e continua a praticar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Cármen Lúcia barra habeas corpus para Bolsonaro apresentado sem autorização da defesa

Foto: Gustavo Moreno/STF

A ministra Cármen Lúcia, do STF, rejeitou um habeas corpus apresentado em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sem autorização dele ou de sua defesa. A decisão foi tomada após manifestação dos advogados do ex-presidente informando que não houve consentimento para o pedido, conforme a coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.

A ação foi protocolada pela advogada Vanessa Tourino, que alegou, na petição, que Bolsonaro estaria em situação de saúde delicada e solicitou a substituição de eventual prisão por domiciliar, com base em idade, supostas enfermidades e um episódio recente de queda.

Segundo os advogados constituídos do ex-presidente, não houve qualquer autorização para a apresentação do habeas corpus. Em resposta ao STF, a defesa afirmou expressamente que a iniciativa não partiu de Bolsonaro nem contou com aval da equipe jurídica responsável pelo caso.

Com base nessas informações, a ministra concluiu que a autora não tinha legitimidade para protocolar o pedido, já que o ex-presidente possui defesa formal constituída. A decisão também ressalta que, de acordo com a jurisprudência da Corte, não cabe habeas corpus contra atos de ministros do próprio STF.

Ao final, conforme a decisão, o pedido foi rejeitado sem análise do mérito. A ministra também apontou ausência de documentos que comprovassem as alegações apresentadas e considerou prejudicado o pedido de liminar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Prefeitura de Extremoz abre inscrições para cursos gratuitos em parceria com o Senac

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Extremoz, em parceria com o Senac-RN, está com inscrições abertas para cursos profissionalizantes gratuitos voltados à qualificação e geração de renda no município. Estão sendo ofertadas duas formações: Manicure e Pedicure, com carga horária de 148 horas, e Técnicas de Barbearia, com duração de 168 horas. As aulas serão realizadas de segunda a sexta-feira, no turno da noite, das 18h às 22h.

As inscrições acontecem *até a próxima sexta-feira, 20 de março*, das 8h às 12h, na sede da Secretaria Municipal de Educação. Para se inscrever, os interessados devem apresentar RG, CPF e comprovante de residência, com cópias e originais.

De acordo com a gestão municipal, a iniciativa tem como objetivo ampliar as oportunidades de qualificação profissional, incentivando a inserção no mercado de trabalho e o empreendedorismo local. As turmas têm início previsto para o dia 06 de abril.

A ação reforça a estratégia da Prefeitura de investir em capacitação como ferramenta de desenvolvimento social e econômico, oferecendo alternativas concretas para quem busca uma nova profissão ou uma fonte de renda.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CASO MASTER: Advogado de Vorcaro procurou a PF para tratar sobre acordo de delação premiada

Vorcaro quando foi transferido para penitenciária em Brasília — Foto: Reprodução TV Globo

O advogado de Daniel Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a Polícia Federal (PF) para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada, de acordo com informações obtidas pela TV Globo.

Ele também teria afirmado à PF que Vorcaro não pretende poupar ninguém, e se compromete a entregar todas as informações.

Procurado, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à “sensibilidade do caso”.

Conhecido como Juca, o responsável pela defesa é dono de um currículo com diversos acordos de delação premiada em casos de grande repercussão – caso do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, na Operação Lava Jato.

Vorcaro é investigado no caso que apura suspeitas de fraudes financeiras ligado ao Master, e teve a prisão determinada na semana passada, no âmbito das investigações conduzidas pela PF. Uma eventual colaboração poderia trazer novos elementos para o andamento das investigações.

Segundo os relatos, a procura pela PF foi uma forma de sinalizar a disposição do empresário em colaborar com os investigadores.

Inquérito foi prorrogado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) a prorrogação do inquérito do caso Master por 60 dias.

O magistrado atendeu a um pedido da Polícia Federal, que solicitou a prorrogação nesta terça-feira (17).

Na decisão de prorrogação, Mendonça afirma que a PF solicitou a medida para a “realização de diligências reputadas imprescindíveis” para que os fatos em apuração sejam esclarecidos.

g1

Opinião dos leitores

  1. Aperta esse bandido, que ele abre o bico, aí vai ser sujeira que não acaba mais. Pega fogo cabaré.

  2. E o ato do Toffoli ao dispensar multa confessadas pela JBS de R$12.000.000.000,00 (doze bilhões) vai ser anulado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *