Diversos

O drama de Michelle: avó traficante e mãe acusada de falsificação; há anos, primeira-dama se afastou das familiares com passagem pela polícia

Foto: (Isac Nóbrega/PR)

Em abril passado, VEJA publicou uma reportagem que começava assim: “Maria Aparecida Firmo Ferreira tem 79 anos, é cardíaca, sofre de Parkinson, locomove-se com dificuldade e mora num casebre que fica na parte mais miserável de Brasília — a favela Sol Nascente, conhecida pela violência, dominada pelo tráfico de drogas e conflagrada por facções que usam métodos similares aos das milícias cariocas. Sem se preocupar com tudo isso, dona Aparecida, como é conhecida, enfrenta uma odisseia diária. Aposentada, ela divide seu tempo entre cuidar de um filho deficiente auditivo, ir ao posto de saúde buscar remédios e bater papo com os vizinhos. (…) Ninguém, ou quase ninguém da vizinhança, sabe que ela é avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A neta agora famosa, o presidente da República e a pobreza são assuntos que parecem despertar sentimentos conflitantes em dona Aparecida. Faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a criar. A avó não foi convidada para a posse, nem ela nem sua filha, mãe de Michelle, Maria das Graças. Passados três meses de governo, ela não recebeu convite para uma visita ao Palácio da Alvorada, a residência oficial, que fica a apenas 40 quilômetros da favela. Por quê? Ela diz que não sabe responder”. Na última semana, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma nova reportagem mostrando que Maria Aparecida, a avó, estava internada fazia dois dias no corredor de um hospital público de Brasília, aguardando vaga para realizar uma cirurgia ortopédica. Sem nenhuma assistência da neta, ela sofria sozinha a dor pela fratura da bacia.

Pois o que parecia um desprezo profundo da primeira-dama com a família de origem humilde esconde, na verdade, problemas bem mais complexos. Dona Aparecida, a avó, nem sempre foi a pessoa de saúde frágil e indefesa que hoje cobra um pouco de atenção da neta. Antes de se aposentar, ela tentou ganhar a vida traficando drogas. VEJA localizou nos arquivos da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do Distrito Federal o processo que detalha o dia em que Maria Aparecida Firmo Ferreira, então com 55 anos, foi presa em flagrante. Em 1997, a avó da primeira-­dama era conhecida nas ruas como “Tia” e, segundo a polícia, sua principal atividade era vender drogas no centro de Brasília. Em julho daquele ano, ela foi surpreendida com 169 “cabecinhas de merla”, um subproduto da cocaína. No auto de prisão, ao qual VEJA teve acesso, os policiais contaram ter recebido uma denúncia anônima de tráfico numa região que fica a apenas 3 quilômetros do Palácio do Planalto. Ao chegarem ao local indicado, eles encontraram Aparecida. Dentro de uma sacola que ela carregava, além da “merla”, estavam dois relógios e dezesseis vales-transporte. Na delegacia, ela confessou o crime.

TRÁFICO – Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó da primeira-dama: em julho de 1997, ela foi presa em flagrante vendendo drogas no centro de Brasília. Condenada a três anos de prisão, cumpriu pena em um presídio feminino (Cristiano Mariz/.)

No depoimento que prestou, a avó da primeira-dama contou que cada pacotinho da droga era vendido a 5 reais. Na Justiça, ela mudou a versão. Alegou que a sacola apreendida não era sua e que teria confessado o crime por pressão dos policiais. Havia, porém, testemunhos de clientes. Aparecida acabou condenada a três anos de reclusão, em regime fechado. A defesa ainda recorreu, sem sucesso. Uma das desembargadoras que votaram contra a libertação foi Sandra de Santis, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. No processo, ao qual VEJA também teve acesso, a avó da primeira-dama, depois de condenada, escreveu uma carta ao juiz confessando o crime e pedindo clemência: “É certo que transgredi a lei, mas o preço altíssimo que pago por meu delito transformou-se completamente. Sou uma senhora de princípios renovados”, dizia.

Na penitenciária feminina do Gama, onde foi cumprir a pena, Maria Aparecida mostrou que os seus princípios não estavam tão renovados assim. Em maio de 1999, quando já estava presa havia um ano e oito meses, tentou subornar um agente, oferecendo-­lhe dinheiro para que a levasse até sua casa. O plano era o seguinte: ela fingiria que estava doente, a direção do presídio autorizaria sua ida a um hospital e, no caminho, a guarda desviaria a rota, permitindo que Maria Aparecida fizesse uma visita à família. Por causa dessa infração, ela ficou na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos — e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em agosto de 1999, depois de cumprir dois anos e dois meses de cadeia. Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000.

IDENTIDADE – Maria das Graças Firmo, a mãe de Michelle: a polícia descobriu que ela tinha dois registros civis — um deles, falso (./.)

Na reportagem publicada em abril, Maria Aparecida contou ter ajudado a criar Michelle, reclamou da ausência da neta e lamentava não ter sido sequer convidada para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro — nem ela nem a filha, Maria das Graças, a mãe de Michelle. O passado, confidencia um familiar da primeira-dama, também deixou marcas na relação entre mãe e filha. Maria das Graças igualmente esteve na mira da Justiça. Em 1988, quando Michele tinha 6 anos, a polícia descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um verdadeiro e o outro falso. De acordo com o primeiro, o verdadeiro, Maria das Graças Firmo Ferreira nasceu no dia 11 de junho de 1959, tinha 1,60 metro e era filha de Ibraim Firmo Ferreira. No outro, o falso, não havia o nome do pai, o da mãe fora alterado (de Maria Aparecida Mendes para Maria Aparecida Firmo Ferreira), ela ficara nove anos mais nova (o ano de nascimento passou para 1968) e sua altura tinha aumentado em 13 centímetros (1,73 metro). Tratava-se, portanto, de outra pessoa.

A então Delegacia de Falsificações e Defraudações de Brasília instaurou inquérito policial para investigar Maria das Graças. Os agentes apuraram que a mãe da primeira-dama havia solicitado a segunda identidade oito anos depois de obter a primeira. Para isso, usou uma certidão de nascimento adulterada expedida no município de Planaltina de Goiás, distante 440 quilômetros do local onde ela realmente nasceu e foi registrada (Presidente Olegário, em Minas Gerais). A fraude foi constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa. Intimada a depor, Maria das Graças contou que perdera a carteira de identidade e a certidão de nascimento. Ao fazer um novo registro civil, decidiu excluir o nome do pai, porque ele “abandonou a família”, e, “aconselhada por duas amigas”, também alterou a data do seu nascimento — mas nada disso tinha nenhuma “intenção criminosa”, segundo ela.

AMEAÇAS – Favela Sol Nascente: acusado de pertencer à milícia local, tio da primeira-dama continua preso preventivamente (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Maria das Graças usou a certidão de nascimento adulterada para emitir um novo CPF. Não há no inquérito informações sobre eventuais negócios ilícitos realizados por ela com os documentos falsos. Em 1989, o Ministério Público remeteu o inquérito para a Justiça. Maria das Graças foi indiciada por falsidade ideológica, que prevê pena de até cinco anos de prisão em regime fechado, porém, em 1994, depois de ficar mais de cinco anos parado na Vara Criminal, o processo foi arquivado. O juiz responsável pelo caso justificou a decisão argumentando que o crime estava prescrito. Procurada por VEJA, a mãe de Michelle apresentou uma nova versão para a história: “Isso aí foi um negócio que meu pai tinha arrumado para mim. Não quero mexer com isso, não quero falar sobre isso”. Ibraim Firmo, o pai, foi assassinado em 2015.

VEJA apurou com familiares da primeira-dama que o distanciamento entre ela, a mãe e a avó se deu justamente por causa desses problemas do passado. Um parente que pediu anonimato contou que, pouco depois de Jair Bolsonaro decidir concorrer à Presidência, Michelle procurou a mãe para que ela resolvesse pendências que ainda existiam sobre sua documentação. Ofereceu ajuda, mas Maria das Graças recusou, e as duas se afastaram. A mãe nega qualquer entrevero com a filha. “Eu não vou lá (no Palácio da Alvorada) porque não gosto de palácios e, para a Michelle vir aqui, é muita gente para vir junto e fica tudo muito difícil”, diz. “Estamos ótimas, é tudo mentira, fofoca.”

Rolos com a Justiça têm sido uma tradição familiar. João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de Brasília, foi um dos poucos familiares de Michelle convidados para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro. É — ou era — o tio preferido da primeira-dama. Em maio passado, no entanto, ele foi preso, sob a acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol Nascente, onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle. De acordo com o Ministério Público, João Batista e mais sete PMs participariam de um esquema ilegal de venda de lotes na favela. Um delator contou que os policiais atuavam como o braço armado da quadrilha, dando suporte ao negócio irregular através de ameaças e até eliminação de desafetos. O sargento está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.

O processo que apura a ligação do ex-policial com a milícia da Sol Nascente tramita em segredo de Justiça. Os advogados do PM dizem que o envolvimento dele no caso é um grande mal-entendido. João Batista, de acordo com essa versão, teve a prisão decretada após uma improvável coincidência. Ele construiu uma casa e tentava vendê-la. Um policial amigo indicou um comprador. Esse amigo, porém, estava sendo monitorado pelo Ministério Público. As conversas entre os dois foram gravadas e, para os investigadores, elas comprovariam que João Batista e o colega estavam vendendo lotes irregulares e dividindo as comissões. Logo depois de fechado esse último negócio, inclusive, foi realizada uma transferência de dinheiro da conta de João Batista para a do policial. De acordo com os advogados, o depósito seria uma comissão pela corretagem. Essa versão, no entanto, não convenceu a Justiça.

No mês passado, a defesa de João Batista ingressou com um pedido de relaxamento da prisão preventiva, alegando que o sargento tem bons antecedentes e residência fixa. O juiz do caso, no entanto, ressaltou que a gravidade das condutas dos policiais apuradas pelos investigadores, entre elas participar de organização criminosa, justificava a manutenção da prisão — e negou o pedido. Pessoas próximas ao sargento contaram a VEJA que o fato de ser parente de Mi­chelle Bolsonaro não ajudou em nada a situação dele, muito pelo contrário. Na cadeia, detido há quase noventa dias numa área da penitenciária reservada a policiais, João Batista não recebeu a visita nem tipo algum de ajuda ou solidariedade de ninguém da família.

Procurada, a primeira-dama não quis se pronunciar sobre os familiares. No governo, Michelle vem desempenhando um bom papel, ocupando o cargo de presidente do conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, órgão responsável por projetos na área social. Depois da publicação da reportagem da Folha sobre a avó, dona Maria Aparecida foi transferida para outro hospital e operada. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que não houve interferência alguma do Palácio do Planalto na mudança. Questionado sobre o caso e fiel ao seu estilo, o presidente Bolsonaro classificou o episódio todo como uma baixaria. De fato, é. Agora, entende-se a distância que a primeira-dama, tão ciosa de sua imagem e preocupada com causas sociais, impôs aos enrolados membros de sua família.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Até na natureza existem flores que nascem na lama…
    Que bom que nossa primeira dama conhece os dois lados da moeda! Tem, assim, condições de desempenhar seu papel com louvor!!!

  2. JD vc deve ser um petralha do menor calibre, ou um analfabeto, todos nós podemos passar por uma situação dessa. Se for do jeito que vc fala, imagine a linhagem dessa petralhada toda, podem mandar fazer cadeia que não vai dá. Vai arrumar uma lavagem de roupa se sem futuro.

  3. Engraçado a lógica esquerdista, quando a primeira dama se negou a ajudar a família ela era uma ingrata, agora que se descobriu que a família dela não vale nada e ela estava certa em não ajudá-los, mudaram o discurso e agora a acusam pelo que os familiares dela fizeram de errado, ou seja, o que importa é falar mal da primeira dama independente do que ela faça.

  4. Exploração safada de um drama familiar. Perdi totalmente o respeito por esse blog. Espero, sinceramente, que o senhor nunca venha a passar por problema semelhante. Seus entes queridos, certamente, não merecem tal infortúnio!

  5. Só gente boa, será que a "Mi" concorda com o love dela, que bandido bom é bandido morto?… hahahaha

  6. Que família hein.
    Com uma família dessa, dá para se entender a visão de Jesus no alto de uma Goiabeira, além da relação de laranjas com milicianos.
    Essa família é muito unida.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Vc citar Jesus dessa forma só mostra sua falta de conhecimento. Jesus absorveu um dos ladrões que estava ao seu lado na cruz. Sabia disso? Um não se arrependeu, o outro demonstrou humildade e arrependimento, e foi perdoado. Agora, punir um indivíduo pelos erros de sua família é, no mínimo, uma ignorância. Quer dizer que se alguém na tua família errar, tu e teus filhos tbm devem ir para a forca? E por que vc é esquerdistas, se o esquerdista protege tanto os bandidos, querendo a ressocialização deles? Vc é incoerente e hipócrita.

  7. Vixe maria ! Sempre desconfiei de pessoas q vivem se jactando q são honestas demais! Pelo jeito a família tem pedigree! Claro q um n pode pagar pelo crime de outro, mas receio do q vem por aí…..o pior cego é o q n quer vê!

    1. Quanta hipocrisia! Vcs, leitores de esquerda, defendem tanto os bandidos, mas quando se trata de pessoas vinculadas à primeira dama, que querem crucificar. Por que não agem assim, também, com os bandidos que vcs defendem e protegem? Outro detalhe é que criminalizar a primeira dama pelo erro de seus parentes é, no mínimo, uma ignorância tremenda.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Rogério Marinho diz que Dino atropela Justiça Eleitoral para favorecer Lula e cobra reação de Fachin

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), acusou neste domingo (27) o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “atropelar” regras da Justiça Eleitoral para favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A crítica ocorreu após Dino suspender uma decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Dino determinou o restabelecimento do conteúdo e de outras publicações retiradas pelo mesmo fundamento.

Em nota, Marinho afirmou que Dino invoca a liberdade de expressão para proteger uma publicação contestada e acusou o ministro de ter adotado, nos últimos meses, decisões que, segundo ele, interessariam ao PT.

“Em plena disputa eleitoral, o STF não pode ser instrumento de interferência política”, afirmou Marinho. O senador também pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que “preserve a normalidade constitucional” e impeça que a Corte seja transformada em um “tribunal de exceção eleitoral”.

Dino, por sua vez, justificou a decisão com base na proteção à liberdade de expressão durante o período eleitoral e afirmou que intervenções estatais sobre opiniões e informações devem ser excepcionais, diante do risco de danos irreparáveis provocados pelo calendário eleitoral.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Caravana 22 reúne Álvaro Dias e Paulinho Freire em grande carreata pela Zona Norte

O domingo foi marcado por uma grande carreata da Caravana 22 pela Zona Norte de Natal. O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), percorreu os bairros da região em uma mobilização que reuniu apoiadores e lideranças políticas. Uma extensa carreata tomou as ruas da Zona Norte, formando uma sequência de veículos que se estendeu por vários quilômetros ao longo do percurso, com saída da Redinha e chegada ao conjunto Parque dos Coqueiros.

A mobilização contou com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire, e da vice-prefeita Joanna Guerra. Na disputa para deputado estadual, acompanharam a carreata o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome; a vereadora Anne Lagartixa; e Cleiton da Policlínica. Também participaram as candidatas a deputada federal Nina Souza e Carla Dickson.

A agenda reuniu ainda os vereadores de Natal Luciano Nascimento, Preto Aquino, Irapoã Nóbrega, Kleber Fernandes, Herberth Sena e Subtenente Eliabe, além do secretário municipal de Esporte e Lazer, Hermes Câmara.

A carreata reforça a sequência de mobilizações da Caravana 22 nos últimos dias, que vem percorrendo diferentes bairros de Natal e municípios da Grande Natal, ampliando o contato de Álvaro com a população.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

O ÚLTIMO QUE SAIR APAGUE A LUZ: Vice-prefeita de Cruzeta e grupo de vereadores abandonam Samanda e passam apoiar Zenaide

A última semana antes das eleições de 4 de outubro começa com novos apoios à candidatura de reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD). Durante passagem por Cruzeta, a vice-prefeita Elismária Catarina anunciou a adesão à campanha de Zenaide ao lado de um grupo de lideranças que anteriormente apoiava Samanda Alves. Essa migração é um movimento que tem aumentado nos últimos dias.

Também aderiram ao projeto as vereadoras Gaby do Hospital e Kátia do Sindicato e os vereadores Bebeto Diniz, Cypriano Pinheiro, Itan Lobo e Walfredo de Cosme, além de secretários do município.

“Todos viemos se juntar ao projeto de Zenaide Maia. E dia 4 de outubro, não se esqueça: é 555”, afirmou Elismária ao se referir a Zenaide, que é seridoense e que tem serviços prestados a Cruzeta.

A nova adesão reforça a mobilização de Zenaide na reta final da campanha. A senadora conta com o apoio de 115 dos 167 prefeitos do Rio Grande do Norte, além de lideranças políticas presentes em municípios de diferentes regiões do estado. Em Cruzeta, por exemplo, já contava com o apoio da oposição, através do ex-prefeito Sally Araújo, de Sally Júnior e do vereador Patrício de Porfírio.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Thabatta Pimenta incomoda, vira alvo da própria esquerda e sofre assassinato de reputação a uma semana das eleições

Foto: Elpídio Júnior

Nas redes sociais a esquerda diz que ninguém solta a mão de ninguém, diz defender as chamadas minorias sociais e prega o combate ao machismo, ao racismo e à LGBTfobia, mas, na prática, a realidade é bem diferente do discurso. Prova disso é a tentativa de assassinato de reputação que setores do PT estão promovendo contra a vereadora e candidata a deputada federal Thabatta Pimenta (PV).

Desde que começou a aparecer nas pesquisas como uma das favoritas para conquistar uma vaga na bancada potiguar na Câmara dos Deputados, com a possibilidade inclusive de ser mais votada do que a estrela petista Natália Bonavides, Thabatta virou alvo de ataques na reta final da campanha que visam desgastar sua candidatura.

Nas últimas 48 horas, esses ataques se intensificaram. De repente, a vereadora que tinha sua atuação elogiada, sem nunca ser alvo de nenhuma denúncia, começou a ser alvo da artilharia pesada da “companheirada” da esquerda. O vale tudo é tão evidente que estão usando o depoimento de um ex-assessor da candidata que apareceu na última semana da eleição fazendo denúncias sem explicar por que não procurou antes os órgãos competentes para investigar as supostas irregularidades.

Nos bastidores, pessoas ligadas a Natália Bonavides e a Fernando Mineiro, por motivos diferentes, estimulam a desconstrução da candidatura de Thabatta Pimenta. O motivo dos ataques é duplo: a vereadora ameaça destronar Natália do posto de mais votada e, ao mesmo tempo, tirar a vaga de Mineiro, que tende a ficar sem mandato a partir de 2027. Na hora da disputa de verdade, a esquerda joga sujo e passa por cima de qualquer um, incluível dos próprios aliados, para ganhar o jogo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Empresário que relatou agressão de segurança do casamento do filho de Moraes diz que “se o ministro não for impichado e preso”, cidadãos poderão ser presos por crimes que não cometeram

O empresário Gabriel Kanner, que relatou ter sido agredido por um segurança durante a movimentação nas proximidades do casamento do filho do ministro Alexandre de Moraes, afirmou que, se o magistrado “não for impichado e preso”, cidadãos brasileiros poderão ser presos “por crimes que não cometemos”.

Kanner relatou em vídeo nas redes sociais que havia parado o carro para filmar a movimentação policial nas proximidades do evento, realizado neste sábado (26), em São Paulo. Um segurança atingiu seu celular e, posteriormente, o empurrou pelas costas. O empresário deixou o local após ser orientado a retirar o veículo.

No final do vídeo, Kanner fez acusações contra Moraes. Ele afirmou que o ministro deveria ser responsabilizado por ter supostamente “vendido o Supremo Tribunal Federal por duzentos milhões de reais para o Daniel Vorcaro”.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] FUGA OUSADA: Preso por violência doméstica escapa de cela ao passar por vão estreito de grades em Florianópolis (SC)

Uma fuga ousada e inusitada ocorrida em Florianópolis (SC) chamou a atenção e acabou viralizando nas redes sociais. Preso por violência doméstica, um homem conseguiu escapar da Central de Plantão Policial (CPP) ao passar pelo estreito vão entre as barras de ferro da cela.

Câmeras de segurança registraram na madrugada de sábado (26) o momento em que ele coloca os braços e a cabeça pelo espaço da grade e, em seguida, consegue passar o restante do corpo até deixar a cela. Ele havia sido preso horas antes, em flagrante, em uma oficina no bairro Pantanal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

São Gonçalo alcança 1º lugar no RN em sustentabilidade fiscal e avança na gestão responsável dos recursos públicos

São Gonçalo do Amarante alcançou um novo resultado de destaque na gestão das contas públicas. No Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o município aparece em 1º lugar no Rio Grande do Norte e 6º lugar em toda a Região Nordeste no pilar Sustentabilidade Fiscal. No cenário nacional, ocupa a 56ª posição entre os municípios avaliados.

O levantamento considera 423 municípios brasileiros e utiliza dados de 2025 do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), do Tesouro Nacional. Conforme as informações divulgadas pelo CLP, o pilar de Sustentabilidade Fiscal analisa quatro indicadores: dependência fiscal, taxa de investimento, despesa com pessoal e endividamento.

O resultado, segundo o secretário municipal de Finanças, Luis Henrique Nóbrega, deve ser compreendido principalmente como demonstração de responsabilidade e organização das contas públicas. “Uma boa colocação em sustentabilidade fiscal não significa que existam recursos financeiros “sobrando” nos cofres municipais. Ela indica a capacidade da administração de manter equilíbrio entre receitas, despesas, investimentos e obrigações, observando os limites e metas fiscais e realizando adequadamente a prestação de contas”, resume o secretário.

A mudança representa um avanço importante na condição fiscal do Município e acompanha o desempenho, agora, registrado pelo Ranking de Competitividade.

Para Luis Henrique, os resultados refletem o trabalho desenvolvido pela gestão do prefeito Jaime Calado desde o início de 2025. “São Gonçalo saiu de uma situação fiscal negativa e hoje está cumprindo seus índices e metas. O mais importante é entender que responsabilidade fiscal não é deixar de investir. É utilizar o dinheiro público com planejamento, dentro da legalidade, honrando os compromissos e criando condições para que o Município possa continuar investindo”, acrescenta o secretário.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Dino derruba decisão de Mendonça que mandou apagar post de Antônio Tabet sobre Nossa Senhora

Fotos: Gustavo Moreno/STF / Ton Molina/STF

Uma decisão do ministro do STF Flávio Dino determinou neste domingo (27) o restabelecimento de publicações que haviam sido removidas das redes sociais após uma decisão do ministro André Mendonça. Entre os conteúdos está uma postagem do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.

O post de Tabet dizia que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. A publicação não citava nominalmente Flávio Bolsonaro ou outros integrantes da família.

Mendonça havia determinado a remoção do conteúdo após ação apresentada pela defesa de Flávio Bolsonaro, além de proibir publicações semelhantes e estabelecer multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento.

Ao analisar o recurso de Tabet, Dino considerou que a retirada exigiria presumir que a expressão “família miliciana” se referia a um candidato específico. O ministro também afirmou que a liberdade de expressão deve receber proteção especial durante o período eleitoral.

A decisão de Dino determinou que o TSE e as plataformas digitais sejam notificados para restabelecer os conteúdos removidos, sem impedir eventual responsabilização por abusos após o devido processo legal.

Dino destacou que candidatos e apoiadores podem defender mudanças na legislação relacionada ao título de Nossa Senhora Aparecida, mas também estão sujeitos a críticas. Para o ministro, não havia elementos suficientes para concluir, naquele momento, que a publicação de Tabet era ilícita.

Opinião dos leitores

  1. A corte maior se transformou num comitê político. PQP! Ministros derrubando decisões de outros. Acho que vai rolar um golpe aí, se Flávio vencer. Pelo menos vão tentar.

  2. Essa é a isonomia do “jurista de província”. Pra esquerda decide de um jeito, pra direita decide de outro. E fica chateado quando juristas de verdade ridicularizam quando ele abre o rabo de pavão nos seus votos cheio de juridiquês vazio e incongruentes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro faz “chá revelação”, mostra “DNA” e diz que Lula é “pai do Tigrinho”.

VÍDEO: Camila Xavier

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez um “chá revelação” para ironizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusá-lo de ser o “pai do Tigrinho”, durante comício realizado em Aracaju (SE), no sábado (26).

Flávio afirmou que Lula acionou a Justiça Eleitoral para retirar um vídeo em que fazia a associação. Em seguida, disse ter anexado um “exame de DNA” ao processo e retirou de um envelope o “resultado”, em tom de crítica ao presidente.

“Vou anexar no processo que ele entrou contra mim, um exame de DNA para saber quem é o pai do tigrinho”, disse. “Lula, é o pai do Tigrinho! Lula, é o pai do Trigrinho!”, disse Flávio em referência ao jogo de cassino online.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Decisão do STF sobre investigação contra Moraes por diálogos com Vorcaro pode ficar para depois do Carnaval de 2027

Foto: Brenno Carvalho/ O Globo

O pedido de vista do ministro Flávio Dino, que interrompeu no último dia 15 a análise sobre uma eventual investigação de Alexandre de Moraes por diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro, pode levar a decisão para depois do Carnaval de 2027.

O motivo é matemático. Dino tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. Como o STF entra em recesso em dezembro, o prazo reduz o tempo disponível para que o presidente da Corte, Edson Fachin, paute novamente o caso ainda em 2026.

O motivo também é político. Parte dos ministros avalia que decisões mais sensíveis relacionadas à crise do STF deveriam ocorrer após as eleições. O primeiro marco seria 4 de outubro, quando serão definidos os novos senadores, responsáveis por analisar eventuais pedidos de impeachment de ministros da Corte.

O segundo marco seria a eleição presidencial. Segundo a análise, uma eventual vitória de Lula ou de Flávio Bolsonaro poderia alterar o ambiente político em torno de uma possível investigação de Moraes e de processos de impeachment no Congresso.

Opinião dos leitores

  1. Todos os porcos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros, segundo Napoleão, o Porco Chefe. Existe alguma diferença entre esse quatro ? Nenhuma.

  2. Resumindo, Dino é Lula, Moraes é Lula. Quem sairia prejudicado com a exposição de quem o colocou na cadeira de presidente da república e o ajudou a “governar” até hoje? Simples assim. Vou pedir vista, pois eu posso, depois veremos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *