Diversos

O drama de Michelle: avó traficante e mãe acusada de falsificação; há anos, primeira-dama se afastou das familiares com passagem pela polícia

Foto: (Isac Nóbrega/PR)

Em abril passado, VEJA publicou uma reportagem que começava assim: “Maria Aparecida Firmo Ferreira tem 79 anos, é cardíaca, sofre de Parkinson, locomove-se com dificuldade e mora num casebre que fica na parte mais miserável de Brasília — a favela Sol Nascente, conhecida pela violência, dominada pelo tráfico de drogas e conflagrada por facções que usam métodos similares aos das milícias cariocas. Sem se preocupar com tudo isso, dona Aparecida, como é conhecida, enfrenta uma odisseia diária. Aposentada, ela divide seu tempo entre cuidar de um filho deficiente auditivo, ir ao posto de saúde buscar remédios e bater papo com os vizinhos. (…) Ninguém, ou quase ninguém da vizinhança, sabe que ela é avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A neta agora famosa, o presidente da República e a pobreza são assuntos que parecem despertar sentimentos conflitantes em dona Aparecida. Faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a criar. A avó não foi convidada para a posse, nem ela nem sua filha, mãe de Michelle, Maria das Graças. Passados três meses de governo, ela não recebeu convite para uma visita ao Palácio da Alvorada, a residência oficial, que fica a apenas 40 quilômetros da favela. Por quê? Ela diz que não sabe responder”. Na última semana, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma nova reportagem mostrando que Maria Aparecida, a avó, estava internada fazia dois dias no corredor de um hospital público de Brasília, aguardando vaga para realizar uma cirurgia ortopédica. Sem nenhuma assistência da neta, ela sofria sozinha a dor pela fratura da bacia.

Pois o que parecia um desprezo profundo da primeira-dama com a família de origem humilde esconde, na verdade, problemas bem mais complexos. Dona Aparecida, a avó, nem sempre foi a pessoa de saúde frágil e indefesa que hoje cobra um pouco de atenção da neta. Antes de se aposentar, ela tentou ganhar a vida traficando drogas. VEJA localizou nos arquivos da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do Distrito Federal o processo que detalha o dia em que Maria Aparecida Firmo Ferreira, então com 55 anos, foi presa em flagrante. Em 1997, a avó da primeira-­dama era conhecida nas ruas como “Tia” e, segundo a polícia, sua principal atividade era vender drogas no centro de Brasília. Em julho daquele ano, ela foi surpreendida com 169 “cabecinhas de merla”, um subproduto da cocaína. No auto de prisão, ao qual VEJA teve acesso, os policiais contaram ter recebido uma denúncia anônima de tráfico numa região que fica a apenas 3 quilômetros do Palácio do Planalto. Ao chegarem ao local indicado, eles encontraram Aparecida. Dentro de uma sacola que ela carregava, além da “merla”, estavam dois relógios e dezesseis vales-transporte. Na delegacia, ela confessou o crime.

TRÁFICO – Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó da primeira-dama: em julho de 1997, ela foi presa em flagrante vendendo drogas no centro de Brasília. Condenada a três anos de prisão, cumpriu pena em um presídio feminino (Cristiano Mariz/.)

No depoimento que prestou, a avó da primeira-dama contou que cada pacotinho da droga era vendido a 5 reais. Na Justiça, ela mudou a versão. Alegou que a sacola apreendida não era sua e que teria confessado o crime por pressão dos policiais. Havia, porém, testemunhos de clientes. Aparecida acabou condenada a três anos de reclusão, em regime fechado. A defesa ainda recorreu, sem sucesso. Uma das desembargadoras que votaram contra a libertação foi Sandra de Santis, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. No processo, ao qual VEJA também teve acesso, a avó da primeira-dama, depois de condenada, escreveu uma carta ao juiz confessando o crime e pedindo clemência: “É certo que transgredi a lei, mas o preço altíssimo que pago por meu delito transformou-se completamente. Sou uma senhora de princípios renovados”, dizia.

Na penitenciária feminina do Gama, onde foi cumprir a pena, Maria Aparecida mostrou que os seus princípios não estavam tão renovados assim. Em maio de 1999, quando já estava presa havia um ano e oito meses, tentou subornar um agente, oferecendo-­lhe dinheiro para que a levasse até sua casa. O plano era o seguinte: ela fingiria que estava doente, a direção do presídio autorizaria sua ida a um hospital e, no caminho, a guarda desviaria a rota, permitindo que Maria Aparecida fizesse uma visita à família. Por causa dessa infração, ela ficou na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos — e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em agosto de 1999, depois de cumprir dois anos e dois meses de cadeia. Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000.

IDENTIDADE – Maria das Graças Firmo, a mãe de Michelle: a polícia descobriu que ela tinha dois registros civis — um deles, falso (./.)

Na reportagem publicada em abril, Maria Aparecida contou ter ajudado a criar Michelle, reclamou da ausência da neta e lamentava não ter sido sequer convidada para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro — nem ela nem a filha, Maria das Graças, a mãe de Michelle. O passado, confidencia um familiar da primeira-dama, também deixou marcas na relação entre mãe e filha. Maria das Graças igualmente esteve na mira da Justiça. Em 1988, quando Michele tinha 6 anos, a polícia descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um verdadeiro e o outro falso. De acordo com o primeiro, o verdadeiro, Maria das Graças Firmo Ferreira nasceu no dia 11 de junho de 1959, tinha 1,60 metro e era filha de Ibraim Firmo Ferreira. No outro, o falso, não havia o nome do pai, o da mãe fora alterado (de Maria Aparecida Mendes para Maria Aparecida Firmo Ferreira), ela ficara nove anos mais nova (o ano de nascimento passou para 1968) e sua altura tinha aumentado em 13 centímetros (1,73 metro). Tratava-se, portanto, de outra pessoa.

A então Delegacia de Falsificações e Defraudações de Brasília instaurou inquérito policial para investigar Maria das Graças. Os agentes apuraram que a mãe da primeira-dama havia solicitado a segunda identidade oito anos depois de obter a primeira. Para isso, usou uma certidão de nascimento adulterada expedida no município de Planaltina de Goiás, distante 440 quilômetros do local onde ela realmente nasceu e foi registrada (Presidente Olegário, em Minas Gerais). A fraude foi constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa. Intimada a depor, Maria das Graças contou que perdera a carteira de identidade e a certidão de nascimento. Ao fazer um novo registro civil, decidiu excluir o nome do pai, porque ele “abandonou a família”, e, “aconselhada por duas amigas”, também alterou a data do seu nascimento — mas nada disso tinha nenhuma “intenção criminosa”, segundo ela.

AMEAÇAS – Favela Sol Nascente: acusado de pertencer à milícia local, tio da primeira-dama continua preso preventivamente (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Maria das Graças usou a certidão de nascimento adulterada para emitir um novo CPF. Não há no inquérito informações sobre eventuais negócios ilícitos realizados por ela com os documentos falsos. Em 1989, o Ministério Público remeteu o inquérito para a Justiça. Maria das Graças foi indiciada por falsidade ideológica, que prevê pena de até cinco anos de prisão em regime fechado, porém, em 1994, depois de ficar mais de cinco anos parado na Vara Criminal, o processo foi arquivado. O juiz responsável pelo caso justificou a decisão argumentando que o crime estava prescrito. Procurada por VEJA, a mãe de Michelle apresentou uma nova versão para a história: “Isso aí foi um negócio que meu pai tinha arrumado para mim. Não quero mexer com isso, não quero falar sobre isso”. Ibraim Firmo, o pai, foi assassinado em 2015.

VEJA apurou com familiares da primeira-dama que o distanciamento entre ela, a mãe e a avó se deu justamente por causa desses problemas do passado. Um parente que pediu anonimato contou que, pouco depois de Jair Bolsonaro decidir concorrer à Presidência, Michelle procurou a mãe para que ela resolvesse pendências que ainda existiam sobre sua documentação. Ofereceu ajuda, mas Maria das Graças recusou, e as duas se afastaram. A mãe nega qualquer entrevero com a filha. “Eu não vou lá (no Palácio da Alvorada) porque não gosto de palácios e, para a Michelle vir aqui, é muita gente para vir junto e fica tudo muito difícil”, diz. “Estamos ótimas, é tudo mentira, fofoca.”

Rolos com a Justiça têm sido uma tradição familiar. João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de Brasília, foi um dos poucos familiares de Michelle convidados para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro. É — ou era — o tio preferido da primeira-dama. Em maio passado, no entanto, ele foi preso, sob a acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol Nascente, onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle. De acordo com o Ministério Público, João Batista e mais sete PMs participariam de um esquema ilegal de venda de lotes na favela. Um delator contou que os policiais atuavam como o braço armado da quadrilha, dando suporte ao negócio irregular através de ameaças e até eliminação de desafetos. O sargento está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.

O processo que apura a ligação do ex-policial com a milícia da Sol Nascente tramita em segredo de Justiça. Os advogados do PM dizem que o envolvimento dele no caso é um grande mal-entendido. João Batista, de acordo com essa versão, teve a prisão decretada após uma improvável coincidência. Ele construiu uma casa e tentava vendê-la. Um policial amigo indicou um comprador. Esse amigo, porém, estava sendo monitorado pelo Ministério Público. As conversas entre os dois foram gravadas e, para os investigadores, elas comprovariam que João Batista e o colega estavam vendendo lotes irregulares e dividindo as comissões. Logo depois de fechado esse último negócio, inclusive, foi realizada uma transferência de dinheiro da conta de João Batista para a do policial. De acordo com os advogados, o depósito seria uma comissão pela corretagem. Essa versão, no entanto, não convenceu a Justiça.

No mês passado, a defesa de João Batista ingressou com um pedido de relaxamento da prisão preventiva, alegando que o sargento tem bons antecedentes e residência fixa. O juiz do caso, no entanto, ressaltou que a gravidade das condutas dos policiais apuradas pelos investigadores, entre elas participar de organização criminosa, justificava a manutenção da prisão — e negou o pedido. Pessoas próximas ao sargento contaram a VEJA que o fato de ser parente de Mi­chelle Bolsonaro não ajudou em nada a situação dele, muito pelo contrário. Na cadeia, detido há quase noventa dias numa área da penitenciária reservada a policiais, João Batista não recebeu a visita nem tipo algum de ajuda ou solidariedade de ninguém da família.

Procurada, a primeira-dama não quis se pronunciar sobre os familiares. No governo, Michelle vem desempenhando um bom papel, ocupando o cargo de presidente do conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, órgão responsável por projetos na área social. Depois da publicação da reportagem da Folha sobre a avó, dona Maria Aparecida foi transferida para outro hospital e operada. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que não houve interferência alguma do Palácio do Planalto na mudança. Questionado sobre o caso e fiel ao seu estilo, o presidente Bolsonaro classificou o episódio todo como uma baixaria. De fato, é. Agora, entende-se a distância que a primeira-dama, tão ciosa de sua imagem e preocupada com causas sociais, impôs aos enrolados membros de sua família.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Até na natureza existem flores que nascem na lama…
    Que bom que nossa primeira dama conhece os dois lados da moeda! Tem, assim, condições de desempenhar seu papel com louvor!!!

  2. JD vc deve ser um petralha do menor calibre, ou um analfabeto, todos nós podemos passar por uma situação dessa. Se for do jeito que vc fala, imagine a linhagem dessa petralhada toda, podem mandar fazer cadeia que não vai dá. Vai arrumar uma lavagem de roupa se sem futuro.

  3. Engraçado a lógica esquerdista, quando a primeira dama se negou a ajudar a família ela era uma ingrata, agora que se descobriu que a família dela não vale nada e ela estava certa em não ajudá-los, mudaram o discurso e agora a acusam pelo que os familiares dela fizeram de errado, ou seja, o que importa é falar mal da primeira dama independente do que ela faça.

  4. Exploração safada de um drama familiar. Perdi totalmente o respeito por esse blog. Espero, sinceramente, que o senhor nunca venha a passar por problema semelhante. Seus entes queridos, certamente, não merecem tal infortúnio!

  5. Só gente boa, será que a "Mi" concorda com o love dela, que bandido bom é bandido morto?… hahahaha

  6. Que família hein.
    Com uma família dessa, dá para se entender a visão de Jesus no alto de uma Goiabeira, além da relação de laranjas com milicianos.
    Essa família é muito unida.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Vc citar Jesus dessa forma só mostra sua falta de conhecimento. Jesus absorveu um dos ladrões que estava ao seu lado na cruz. Sabia disso? Um não se arrependeu, o outro demonstrou humildade e arrependimento, e foi perdoado. Agora, punir um indivíduo pelos erros de sua família é, no mínimo, uma ignorância. Quer dizer que se alguém na tua família errar, tu e teus filhos tbm devem ir para a forca? E por que vc é esquerdistas, se o esquerdista protege tanto os bandidos, querendo a ressocialização deles? Vc é incoerente e hipócrita.

  7. Vixe maria ! Sempre desconfiei de pessoas q vivem se jactando q são honestas demais! Pelo jeito a família tem pedigree! Claro q um n pode pagar pelo crime de outro, mas receio do q vem por aí…..o pior cego é o q n quer vê!

    1. Quanta hipocrisia! Vcs, leitores de esquerda, defendem tanto os bandidos, mas quando se trata de pessoas vinculadas à primeira dama, que querem crucificar. Por que não agem assim, também, com os bandidos que vcs defendem e protegem? Outro detalhe é que criminalizar a primeira dama pelo erro de seus parentes é, no mínimo, uma ignorância tremenda.

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Geral

PROCURADO: Cidade do RN vai pagar R$ 3,5 mil para capturar peixe que ameaça litoral e já matou mergulhador

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Rio do Fogo, no litoral Norte, vai realizar um torneio de caça ao peixe-leão, espécie invasora que ameaça a biodiversidade marinha e representa risco para banhistas e pescadores. A competição acontece no dia 10 de agosto, às 9h, na Colônia Z-3.

Além da ação ambiental, a prefeitura vai distribuir R$ 3,5 mil em premiações. O barco que capturar a maior quantidade de peixes-leão receberá R$ 2 mil.

O segundo colocado ganhará R$ 1 mil, enquanto o terceiro ficará com R$ 500. Também haverá entrega de brindes aos participantes.

Segundo a prefeitura, o objetivo é combater a proliferação da espécie, incentivar a pesca artesanal e conscientizar a população sobre os riscos provocados pelo peixe-leão.

Espécie invasora

O peixe-leão é uma espécie venenosa e invasora que vem se espalhando pelo litoral do Nordeste.

A presença do animal preocupa especialistas pelos impactos sobre a fauna marinha e pelo risco de acidentes com pessoas.

Morte

Em maio de 2025, um mergulhador de 25 anos morreu após ser picado por um peixe-leão durante uma pescaria na praia de Pernambuquinho, em Grossos.

Segundo familiares, ele foi atingido três vezes antes de passar mal.

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Polícia

PREJUÍZO DE R$ 175 MIL: Suspeito de golpe contra idoso é preso em Natal

Foto: Freepik

Um homem de 51 anos foi preso em Natal, suspeito de aplicar um golpe que teria causado prejuízo de cerca de R$ 175 mil a um idoso. Segundo a Polícia Civil, ele convenceu a vítima a contratar empréstimos consignados com a promessa de resolver uma dívida.

As investigações apontam que, após um dos empréstimos, no valor de R$ 110 mil, o suspeito teria ficado com mais de 70% do dinheiro, alegando que o valor seria uma comissão. Os recursos eram transferidos para contas indicadas por ele logo após a liberação do crédito.

De acordo com a Polícia Civil, o idoso tenta recuperar o dinheiro desde 2023, mas o investigado apresentava justificativas para não devolver os valores.

Ainda segundo a investigação, o homem já havia sido preso por outro golpe contra um idoso, que teria provocado prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil, além de responder a outros processos por crimes semelhantes.

O suspeito foi localizado no bairro Lagoa Nova, em Natal.

A Polícia Civil orienta que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

 

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Política

MPF investiga suposto uso da Lei Rouanet em show de Margareth Menezes

Foto: Reprodução

O MPF abriu inquérito para apurar um suposto uso irregular de recursos da Lei Rouanet na apresentação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, no bloco Os Mascarados, no Carnaval de Salvador de 2026.

Segundo o MPF, a intenção é esclarecer a destinação de R$ 290 mil relacionados ao evento. A apuração começou após uma notícia de fato apontar possíveis irregularidades no uso de recursos públicos. Antes , o órgão pediu esclarecimentos ao Ministério da Cultura.

Em nota, a pasta negou que o show tenha sido financiado com recursos da Lei Rouanet ou com verbas da pasta. E afirmou ainda que não existe projeto aprovado no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) para custear o bloco.

A pasta também declarou que a contratação de Margareth Menezes ocorreu sem participação da estrutura administrativa do ministério e que a atuação artística da ministra foi autorizada pelo Comitê de Ética da Presidência da República, conforme as normas aplicáveis.

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Política

Governo Lula já soma 632 voos em jatinhos da FAB; ministros estão entre os que mais viajaram

Foto: Divulgação/FAB

Autoridades do governo Lula já realizaram 632 voos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) desde o início deste ano, segundo informações da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Entre os ministros do governo, o campeão de deslocamentos é Camilo Santana (Educação), com 54 voos. Em seguida aparece Alexandre Padilha (Saúde), que utilizou os jatinhos da FAB 44 vezes.

Segundo os dados, somente em abril foram realizados 119 voos nas aeronaves do Grupo de Transporte Especial (GTE), responsável pelo transporte de autoridades.

O Ministério da Defesa fez 67 solicitações de aeronaves no período. A pasta também coordena o transporte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que têm direito ao uso das aeronaves oficiais em determinadas situações.

Atualmente, cerca de 60 autoridades estão autorizadas a solicitar aeronaves da FAB, entre elas o presidente da República, presidentes dos demais Poderes, ministros de Estado, ministros do STF e comandantes das Forças Armadas.

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Política

‘Emendas de Valdemar’ têm ligação com partido de esquerda, diz colunista

Foto: Reprodução

Um levantamento sobre as chamadas “emendas de Valdemar”, investigadas pela Polícia Federal, aponta que os recursos não chegaram apenas a prefeituras administradas pelo PL.

Segundo o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, municípios governados por outras seis siglas, entre elas o PDT, também receberam verbas.

De acordo com a publicação, prefeituras ligadas ao PL receberam mais de R$ 71 milhões. O PSD aparece em seguida, com mais de R$ 32,4 milhões.

Também constam municípios administrados por MDB (R$ 9,5 milhões), PDT (R$ 4,7 milhões), União Brasil (R$ 800 mil), Novo (R$ 290 mil) e PP (R$ 220 mil).

Segundo a Polícia Federal, a suspeita é de que parlamentares atuassem apenas como “fantasmas”, assinando as emendas, enquanto as decisões seriam centralizadas por Valdemar Costa Neto. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos.

Valdemar nega qualquer irregularidade. Em nota, afirmou que não há prova ou indício de que tenha aderido a um esquema criminoso.

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Geral

Justiça bloqueia R$ 227 mil de ex-mulher de Bolsonaro

Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil de Ana Cristina Valle, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi adotada depois de ela não devolver, no prazo estabelecido, recursos do Fundo Eleitoral usados na campanha de 2022 cuja restituição foi determinada pela Corte.

As informações foram publicadas nesta 6ª feira (10.jul.2026) pelo jornalista Daniel Gullino, da revista Veja. Caso não sejam encontrados recursos suficientes nas contas de Ana Cristina, a cobrança poderá atingir veículos e imóveis registrados em seu nome.

Ana Cristina disputou uma vaga de deputada distrital pelo PP em 2022. Recebeu 1.485 votos e não foi eleita. Suas contas de campanha foram rejeitadas por unanimidade pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) em 2025, conforme parecer do Ministério Público Eleitoral.

Relator do processo, o desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega afirmou que as falhas “permeiam praticamente toda a gama de gastos de campanha”. Entre as irregularidades, citou contratações de pessoal para militância e mobilização de rua sem documentos que comprovassem datas, valores e serviços.

Também foram apontadas despesas com alimentação, combustível, criação de páginas na internet, impulsionamento de conteúdo, locação de bens e contratação de terceiros sem nota fiscal ou outro documento considerado idôneo.

Segundo o magistrado, Ana Cristina não apresentou justificativas nem documentos para sanar as irregularidades. “A ausência de cooperação da candidata com a Justiça Eleitoral demonstra um descaso com o dever de transparência e com a correta aplicação do dinheiro público”, declarou.

Quem é Ana Cristina Valle

Ana Cristina é mãe do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que anunciou pré-candidatura a deputado federal, e foi citada nas investigações sobre o caso das rachadinhas em gabinetes ligados à família Bolsonaro. Ela chefiou o gabinete de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro de 2001 a 2008. Empresas e familiares ligados a ela também foram mencionados nas investigações.

Em 2020, reportagem da revista Época informou que Ana Cristina comprou 14 imóveis de 1997 a 2008, período em que foi casada com Bolsonaro. Segundo a publicação, 5 deles teriam sido pagos em dinheiro. À época, a defesa afirmou que ela não havia cometido crimes e que os fatos apresentados não correspondiam à realidade.

Poder 360

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Mundo

Lula provoca dizendo que Trump teria ‘inveja’ da China

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem “inveja” da China por causa do domínio tecnológico e industrial do país asiático no segmento de terras raras e minerais críticos.

A declaração foi feita durante uma reunião no Palácio do Planalto voltada à definição de estratégias para ampliar a participação brasileira nesse mercado.

Ao comentar o tema, Lula disse que chegou ao encontro acreditando que o Brasil ainda possuía pouco conhecimento sobre a exploração desses minerais, mas afirmou ter mudado de avaliação após ouvir especialistas e integrantes do governo.

Segundo ele, o país reúne condições para desenvolver tecnologia própria e ampliar sua presença em uma área considerada estratégica para a indústria global.

Durante o discurso, o presidente declarou que a China concentrou conhecimento e capacidade tecnológica no setor ao longo dos anos e afirmou que esse domínio desperta interesse dos Estados Unidos.

Na mesma fala, disse que Trump poderá passar a se preocupar com o Brasil caso o país avance na cadeia produtiva dos minerais críticos e consiga alcançar um nível semelhante ao dos chineses.

A reunião teve como objetivo discutir medidas para estimular a pesquisa, a exploração e, principalmente, a industrialização das chamadas terras raras no território nacional.

Esses minerais são considerados essenciais para a fabricação de equipamentos de alta tecnologia, como baterias, semicondutores, turbinas eólicas, veículos elétricos e componentes utilizados na indústria de defesa.

Lula também defendeu que o Brasil deixe de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima e passe a agregar valor aos recursos minerais extraídos no país.

Segundo o presidente, é necessária uma decisão política para transformar o potencial geológico brasileiro em desenvolvimento industrial e tecnológico.

O debate ocorre em meio à crescente disputa internacional pelo controle das cadeias de fornecimento de minerais estratégicos.

Atualmente, a China ocupa posição dominante na produção e no processamento de terras raras, enquanto Estados Unidos e outros países buscam ampliar fornecedores alternativos para reduzir a dependência do mercado chinês.

Diário do Poder

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Mundo

Ex-ministra do Reino Unido é achada morta; suspeito é preso

Foto: EFE

A ex-ministra britânica Ann Widdecombe foi encontrada morta dentro de casa, na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra, nesta quinta-feira (9). Um homem de 26 anos, que é suspeito de ter cometido o assassinato.

Widdecombe tinha 78 anos de idade. O corpo dela foi encontrado com ferimentos graves.

O caso é tratado como homicídio. Segundo as autoridades, até o momento, não há indícios de motivação política ou terrorismo.

Ann foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010. Ela ocupou cargos ministeriais de menor escalão no governo do ex-premiê John Major.

Após deixar o Parlamento, Widdecombe participou de programas de TV e, mais tarde, filiou-se ao Partido do Brexit, de Nigel Farage.

Entre 2019 e 2020, ela foi deputada do Parlamento Europeu. Recentemente, Ann atuou como porta-voz de imigração do partido Reform UK.

As informações são do G1

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Mundo

Milei diz que pretende visitar Bolsonaro durante viagem ao Brasil

Foto: Getty

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou, nesta sexta-feira (10/7), que viajará ao Brasil no fim de julho e que pretende se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.

Em entrevista à rádio argentina Now, Milei disse ainda que pretende participar da convenção nacional do PL, marcada para o dia 25, em São Paulo, onde acompanhará o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

A passagem de Milei pelo Brasil deve reforçar a proximidade política dele com a família Bolsonaro durante a viagem.

Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses, segue em prisão domiciliar por tentativa de golpe de estado, organização criminosa armada e outros crimes. O ex-presidente cumpre a pena em casa, no condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF).

E, apesar da vontade de Milei em rever o ex-presidente, o eventual encontro entre os dois dependerá de uma autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Metrópoles

 

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Geral

Justiça reconhece irregularidade em heteroidentificação e candidata parda garante vaga em Medicina na UERN

Foto: Divulgação

O 3° Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró condenou a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) declarou a nulidade dos atos administrativos da comissão de heteroidentificação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) que indeferiu a autodeclaração étnico-racial de uma estudante parda ao curso de Medicina. A juíza Welma Maria Menezes determinou que a universidade realize a matrícula da candidata, garantindo seu ingresso no segundo semestre letivo de 2026 no curso de Medicina, do campus Mossoró.

Segundo narrado, a estudante obteve aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para o curso de Medicina (campus Mossoró), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, para ingresso no segundo semestre letivo de 2026. No ato da inscrição, optou por concorrer às vagas destinadas à Cota Social (Pretos, Pardos e Indígenas), na condição de parda, amparada por sua ancestralidade, sendo fruto de miscigenação entre genitor negro e genitora branca, e por seu fenótipo evidente como sempre identificou-se.

A candidata, que se autodeclara parda, recebeu com estranheza e surpresa, além de imensa tristeza e até mesmo indignação, a sua “reprovação” pela comissão de heteroidentificação, que não a reconheceu como “parda”. Diante disso, interpôs recurso administrativo solicitando a reavaliação integral pela Banca Recursal. Contudo, narrou que a UERN ratificou o indeferimento, mantendo a exclusão da candidata.

Sustentou, além disso, que a negativa administrativa de reconhecimento de sua condição na modalidade PPI implica, na prática, a exclusão indevida no certame, inviabilizando sua matrícula no curso para o qual foi regularmente aprovada. Diante disso, requereu, em caráter de urgência, a suspensão dos efeitos da decisão da comissão de heteroidentificação, determinando-se à UERN que inclua seu nome na lista de candidatos aptos e assegure sua matrícula regular no curso de Medicina, campus Mossoró, observando-se sua ordem de classificação.

Análise judicial do caso

De acordo com a magistrada, o exame das normas internas que regem o certame revela que a desclassificação da candidata, além de carecer de motivação adequada, decorreu de violação às disposições regulamentares estabelecidas pela própria universidade. Dessa forma, a juíza destacou o art 8° da Resolução n° 33/2023-CONSEPE, que disciplina o procedimento de heteroidentificação complementar no âmbito da UERN, e possui a seguinte redação: serão consideradas, no momento da realização do procedimento de heteroidentificação, as características fenotípicas do candidato negro (preto e pardo), como a cor da pele, a textura do cabelo, nariz e lábios.

No entanto, a banca, ao emitir o parecer, afirmou que no caso em análise, embora tenha sido observada textura capilar ondulada, tal característica aparece de forma isolada, não sendo corroborada pelos demais elementos fenotípicos avaliados. “Ao adotar esse entendimento, a comissão de recurso inseriu uma restrição que não consta na Resolução n° 33/2023-CONSEPE. Embora a UERN tenha apresentado justificativas em sua contestação para amparar a decisão, esses argumentos recursais internos introduziram um critério metodológico restritivo, consubstanciado na exigência de cumulação obrigatória de traços, o que contraria o artigo 8º da norma de regência”, esclareceu.

Dessa forma, a juíza evidenciou que, ao desconsiderar o traço fenotípico positivo reconhecido na estudante sob o argumento de que este se apresentava de forma isolada, a banca recursal da UERN ultrapassou os limites regulamentares estabelecidos na Resolução n°33/2023-CONSEPE, incorrendo em ilegalidade. “Constatado que a banca recursal reconheceu formalmente a textura capilar ondulada da candidata, e diante de expressiva convergência de laudos dermatológicos, laudo antropológico especializado, certidão pública de nascimento paterna e declarações de inserção social, resta caracterizada a existência de dúvida razoável sobre o fenótipo da autora”, anotou.

Em razão disso, a magistrada salientou que, diante da ausência de provas suficientes apresentadas pela UERN para justificar a exclusão da candidata e que a sentença segue o entendimento já consolidado pela Justiça potiguar, devendo ser julgado, então, procedente a pretensão da candidata levada a Justiça.

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