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O escândalo que fez o Facebook perder US$ 35 bilhões em horas

O valor do Facebook na bolsa de valores de tecnologia dos Estados Unidos encolheu impressionantes US$ 35 bilhões (ou aproximadamente R$ 115,5 bilhões) entre a manhã e o anoitecer desta segunda-feira.

Para efeito de comparação, as ações da rede social caíram, só nesta segunda, o equivalente ao valor de mais de 200 mil casas populares no Brasil.

Até o fechamento do dia na Nasdaq, em Nova York, as ações do Facebook haviam caído 6,7%.

Esta é a maior redução percentual em valor de mercado do Facebook em um só dia em quatro anos, levando a capitalização de mercado da empresa de US$ 537 bilhões (ou R$ 1,77 trilhão), registrados na sexta-feira à noite, para aproximadamente US$ 500 bilhões no fim desta segunda.

O resultado teve reflexos nas principais empresas do ramo, que também tiveram resultados negativos nos EUA (enquanto a empresa que controla o Google caiu 3%, outras gigantes como Amazon, Netflix e Apple registraram quedas de até 1,5% nesta segunda-feira).

A âncora que afunda os papéis da empresa de Mark Zuckerberg foi lançada durante este fim de semana, quando diferentes reportagens da imprensa internacional denunciaram que uma consultoria teria usado informações privadas roubadas de mais de 50 milhões de membros do Facebook.

Os perfis das pessoas que integram a rede social são considerados “moeda valiosa” na guerra de marketing eleitoral. Isto porque as interações no Facebook revelam muito sobre nossa personalidade, interesses, medos e opiniões.

Com base nestas informações, empresas podem desenvolver algorítimos para direcionar de forma personalizada publicidade, artigos ou mensagens de cunho político adequadas aos interesses de cada um ou com maior potencial de causar impacto.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, perdeu sozinho quase US$ 5 bilhões após escândalo da Cambridge Analytica. Foto: Reuters

Procurado pela BBC Brasil, o Facebook nos Estados Unidos não comentou as perdas na bolsa americana, nem o escândalo revelado no fim de semana.

O caso

O pivô do escândalo é a Cambridge Analytica, uma empresa de análise de dados que trabalhou com a equipe responsável pela campanha de Donald Trump nas eleições de 2016, nos Estados Unidos. Na Europa, a empresa foi contratada pelo grupo que promovia o Brexit (a saída do Reino Unido da União Europeia).

A companhia é propriedade do bilionário do mercado financeiro Robert Mercer e era presidida, à época, por Steve Bannon, então principal assessor de Trump.

Segundo os jornais britânicos The Guardian e The Observer, e o americano The New York Times, a consultoria comprou informações pessoais de usuários do Facebook sem autorização e as usou para criar um sistema que teria permitido predizer e influenciar as escolhas dos eleitores nas urnas.

As informações foram coletadas por um aplicativo chamado thisisyourdigitallife (essa é sua vida digital, em português), que pagou centenas de milhares de usuários pequenas quantias para que eles fizessem um teste de personalidade e concordassem em ter seus dados coletados para uso acadêmico – o app foi desenvolvido por Aleksandr Kogan, um pesquisador da Universidade de Cambridge, no Reino Unido (a universidade não tem ligações com a Cambridge Analytica).

Além da óbvia questão de que muitos usuários não leem os longos termos e condições e mal sabem que estão dando suas informações, o grande problema foi que o aplicativo também coletou as informações dos amigos de Facebook das pessoas que fizeram o teste, sem autorização.

À época, a política do Facebook permitia a terceiros a coleta de dados de amigos, mas apenas para melhorar a experiência do próprio usuário no aplicativo. Era proibido que os dados fossem vendidos ou usados para propaganda.

De acordo com a imprensa americana, 270 mil pessoas fizeram o quiz – mas os termos de uso, que costumam ser ignorados pela maioria, permitiam que desenvolvedores tivessem acesso aos dados dos amigos dos usuários.

Isso teria feito o número de pessoas com dados coletados saltar para a casa dos 50 milhões. As informações obtidas por meio do teste de personalidade foram vendidas à Cambridge Analytica, segundo contou o ex-funcionário da empresa Christopher Wylie, que é um pesquisador canadense na área de ciência da computação, aos jornais The New York Times e The Guardian.

Segundo as publicações, os dados obtidos pela consultoria incluem detalhes da identidade de usuários do Facebook, publicações, curtidas e rede de amigos.

O Facebook demorou para agir?

Entre as provas apresentadas por Wylie estão uma carta de advogados do Facebook enviada a ele em agosto de 2016, pedindo para que destruísse os dados coletados por meio do teste de personalidade criado pelo acadêmico Aleksandr Kogan.

A carta foi enviada alguns meses depois de uma reportagem do The Guardian apontar possíveis irregularidades no acesso a perfis de usuários da rede social e dias antes da Cambridge Analytica passar a atuar na campanha de Trump.

“Porque os dados foram obtidos e usados sem permissão e porque a GSR (empresa criada por Kogan para obter os perfis de quem fez o quiz) não estava autorizada a compartilhar ou vender o material a você, ele não pode ser usado legitimamente no futuro e deve ser deletado imediatamente”, diz a carta do Facebook.

Segundo Wylie, o Facebook não foi atrás para se assegurar que as informações foram deletadas.

“O que mais me impressionou foi isso. Eles esperaram dois anos e não fizeram absolutamente nada para checar se os dados foram apagados. Eles só me pediram para preencher com x uma pergunta e postar de volta o documento”, contou o ex-funcionário da Cambridge Analytica.

O que diz o Facebook?

O Facebook diz que havia sido informado de que os dados dos usuários seriam usados para fins acadêmicos. A rede social apagou as contas da Cambridge Analytica na sexta-feira, argumentando que a consultoria usou os dados irregularmente. O ex-funcionário que denunciou o esquema disse, no entanto, que o Facebook já sabia do uso dos dados desde 2016.

Já a Cambridge Analytica nega que tenha usado os dados e afirma que apagou todas as informações assim que soube que elas foram colhidas irregularmente.

Mas o The New York Times afirma que, com base em entrevistas com ex-funcionários da empresa e em emails e documentos, a Cambridge Analytica não apenas usou os dados do Facebook para fazer marketing político, mas ainda mantém a maioria dessas informações.

Desde que o escândalo veio à tona, o cofundador do Facebook Mark Zuckerberg perdeu, sozinho, quase US$ 5 bilhões.

Em que pé estão as investigações?

A senadora americana Amy Klobuchar chegou fazer pressão para que Mark Zuckerberg deponha ao Senado para dar explicações. No Reino Unido, o deputado conservador Damian Collins disse que também pretende chamar Zuckerberg ou outro alto executivo para depor.

Parlamentares americanos querem mais informações do diretor-executivo da Cambridge Analytica, Alexander Nix, sobre a atuação da empresa na campanha de Donald Trump. O promotor que investiga o possível involvimento da Rússia na eleição presidencial já pediu acesso aos emails dos funcionários da consultoria que trabalharam para o time do atual presidente.

No Reino Unido, onde a Cambridge Analytica foi contratada pela campanha “pró-Brexit”, autoridades dizem que pedirão à Justiça um mandado de busca e apreensão nos escritórios da empresa em Londres.

Novo escândalo

Além do escândalo envolvendo o uso irregular de dados de usuários do Facebook, a Cambridge Analytica se viu envolvida esta semana em uma nova polêmica.

O diretor-executivo da empresa, Alexander Nix, foi filmado pelo Channel 4 News, canal de TV britânico, sugerindo táticas questionáveis para desacreditar candidatos em campanhas.

Um repórter que se apresentou como potencial cliente da Cambridge Analytica se reuniu com Nix e gravou as informações. O jornalista disse que trabalhava para um cliente rico que desejava eleger um candidato no Sri Lanka.

Na filmagem, o executivo é perguntado sobre que tipo de “investigação aprofundada” poderia ser feita contra adversários políticos. “Ah, nós fazemos bem mais do que isso”, respondeu Nix.

Ele, então, sugere que uma forma de atingir um indivíduo é “oferecer um acerto que é bom demais para ser verdade e filmar isso”. Nix ainda acrescentou que poderia “enviar algumas garotas para a casa do candidato”. Ele comentou que “meninas ucranianas são muito bonitas e que funcionariam bem”.

“Só estou te dando exemplos do que pode ser feito e do que já foi feito antes”, concluiu o executivo, nas imagens gravadas pela TV britânica.

A Cambridge Analytica se defendeu dizendo que a reportagem “interpretou errado” a conversa registrada pelas câmeras.

Nix diz que se engajou na conversa apenas para poupar o “cliente de constrangimentos”. “Nós apresentamos uma série de cenários hipotéticos absurdos”, afirmou.

“A Cambridge Analytica não compactua ou participa de armadilhas ou pagamentos de propina”, completou.

R7, com BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. O Facebook ameaça a Democracia.
    É mais fácil a mídia social produzir gás de pimenta do que Revolução.

  2. O EXTERMINADOR DO FUTURO segue PISANDO NA ESTÁTUA DA LIBERDADE e RECOLONIZANDO ANTIGAS COLÔNIA, AO MESMO TEMPO QUE SEMEIA GUERRA ONDE PODE: IRAQUE, AFEGANISTÃO, UCRÂNIA, SÍRIA, CORÉIA, ISRAEL…
    Os admiradores do Mickey Mouse já podem se vestir de Pato Donald e sair por aí gritando mantras entreguistas de Viva Trump, Viva Temer, levem nossa ELETROBRAS, PETROBRAS, EMBRAER, e controlem o nosso AQUÍFERO DE ÁGUA DOCE GUARANY, A NOSSA BASE DE ALCÂNTARA…
    Privatizem a Educação, a Saúde, a Previdência. Retirem os Direitos Trabalhistas e acabem com a s garantias constitucionais do Brasileiros.
    Melhor ainda, destruam e queimem essa Constituição que não serve mais pra nada, porque ninguém mais a obedece. Cada Juiz e Tribunal faz sua própria lei.
    Viva a IDADE MÉDIA E A SANTA INQUISIÇÃO EM NOME DE DEUS!!!

  3. Para os que ainda não estão entendendo o que está acontecendo, esse escândalo mostra como as redes sociais estão sendo usadas para semear o medo, a intolerância, o racismo, o ódio, o consumismo, e influenciar politicamente a massa de carneiros, criando heróis e bandidos artificialmente.
    Acordem e vão ler o livro "1984" de Orson Well, para entender a origem do BBB, com o grande irmão espionando todo mundo e os manipulando sutilmente por meio de perfis falsos e robôs que retransmitem charges, clichês e propagandas queimando uns e endeusando outros, ou simplesmente desviando a atenção dos incautos e distraídos para outros assuntos em proteção aos seus financiadores e protegidos.
    Acorde, a MATRIX já está instalada e é controlada pelo Departamento de Justiça Americano.

    1. É claro que você e todos aqueles que odeiam as liberdades individuais estão revoltados com a revolução provocada pela disseminação da internet, que está permitindo o acesso rápido das pessoas às informações e a libertação do povo da manipulação da grande mídia. Na verdade, a internet exerce o efeito exatamente oposto ao que vc fala. E isso faz com que surjam novos nomes na política, novas lideranças, ao tempo em que as antigas práticas são facilmente desmascaradas. A mentira, que já ganhou várias eleições como a da Dilma em 2014, está sendo mais facilmente desmascarada. Isso também ocorre com as tais "fake News", que são destruídas com a mesma rapidez com que surgem. E para os excessos há sempre o acesso à justiça. Com a internet está ficando muito difícil enganar o povo, não é mesmo, camarada? A liberdade de expressão é mesmo muito ofensiva àqueles que defendem ditaduras e ditadores.

    2. Interessante Ceará ou quem quer que vc for escondido com essa máscara tosca, reparei que todo mundo que emite uma opinião que discorda do que vc acredita e/ou defende, logo vc o rotula como uma forma de desqualificar o que está sendo dito ou argumentado.
      É bom vc saber que não só existem coxinhas viúvas de Aécio que se tornaram seguidores de Bolsonada e comedores de mortadela ou camaradas como vc costuma se referir aos que destesta. Há mais vida nessa imensa colônia e nem todos são cegos para não ver que a corrupção nunca foi o problema da elite econômica representada pela REde Globo e Fiesp.
      ACORDE E DEIXE DE SER HIPÓCRITA. SEUS COMENTÁRIOS DE TÃO REPETITIVOS JÁ SÃO ENFADONHOS E PREVISÍVEIS.
      Nos diga quem paga pra vc ficar o dia todo on line digitando besteira?

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PGR endossa decisão de Moraes que quebrou sigilo de jornalista do Maranhão que publicou reportagens com denúncias contra Dino

Foto: Victor Piemonte/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O profissional publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino, ministro da Corte, e seus familiares no Maranhão.

Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a divulgação de dados sobre os veículos poderia colocar em risco a segurança de Dino. Segundo ele, a quebra de sigilo também permitiria esclarecer como as informações foram obtidas e se houve pagamento pela publicação das reportagens.

O jornalista é acusado de cobrar R$ 100 mil para divulgar o material. Gonet afirmou que a investigação deve apurar uma possível relação financeira envolvendo informações reservadas. A defesa de Luís Pablo, porém, contesta a acusação e sustenta que não há fundamento para afastar a garantia constitucional do sigilo da fonte.

A medida de Moraes foi autorizada em março e incluiu buscas e apreensões de celulares e computadores na residência do jornalista. Após a decisão, a defesa recorreu ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o encerramento da investigação, a proteção das comunicações com fontes e advogados e o envio do caso à primeira instância.

A defesa também argumenta que reportagens sobre o uso de patrimônio público não caracterizam perseguição política contra o ministro e que a quebra do sigilo só poderia ser admitida diante de um interesse público preponderante.

Um relatório da Polícia Federal citado pela CNN Brasil apontou não haver indícios de crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista. O documento também afirma que não foi possível confirmar que ele recebeu dinheiro para publicar as reportagens.

Moraes determinou ainda busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista. Cutrim está preso em outra investigação, sob acusação de obstrução de uma apuração de homicídio, mas nega a acusação.

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Lula é aconselhado a fazer indicação “segura” ao STF antes do fim do ano

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que ele escolha um nome com apoio consolidado no Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é que o governo precisa garantir a aprovação da indicação ainda em 2026, antes da renovação da Casa, que terá maior presença da oposição a partir do próximo ano.

Apesar de Lula ter sinalizado a intenção de indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, o nome ainda enfrenta resistência entre os senadores. Em abril, sua indicação foi rejeitada pelo plenário, uma derrota do governo no Legislativo durante o terceiro mandato.

Diante desse cenário, parlamentares aliados e integrantes do Planalto defendem uma escolha que tenha o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das principais lideranças da Casa. O favorito desse grupo é Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Pacheco já era o nome preferido de Alcolumbre e de integrantes da cúpula do Senado antes da indicação de Messias. A recente aproximação entre Lula e o presidente da Casa também é vista pelos articuladores como um fator favorável ao ex-senador.

A preocupação aumentou após o avanço da direita nas eleições. O PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, terá 28 cadeiras no Senado a partir de 2027, sendo 19 conquistadas no último pleito.

Lula ainda não definiu sua escolha e deve amadurecer a decisão nos próximos dias. Além da indicação ao STF, o governo tem como prioridades no Congresso a PEC da Segurança Pública e o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

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Expectativas de inflação para 2027 e 2028 disparam após reeleição de Lula

Foto: Cristiano Mariz

A expectativa de inflação no Brasil subiu significativamente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa da corretora BGC Liquidez com cerca de 30 participantes do mercado elevou a projeção do IPCA para 5,3% em 2027 e 4,3% em 2028.

Antes do segundo turno, a pesquisa Focus, do Banco Central, apontava inflação de 4,34% para 2027 e 3,75% para 2028. A meta oficial é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O economista da BGC Carlos Thadeu afirma que a revisão reflete principalmente a preocupação com a falta de uma estratégia de ajuste fiscal e a expectativa de aumento dos gastos públicos. A alta do dólar, que passou de R$ 4,99 para R$ 5,44 em pouco mais de uma semana, também pressiona os preços, especialmente os combustíveis.

O economista diz ainda que 11% dos entrevistados já projetam inflação superior a 6% em 2027. Ele também aponta o possível fim da escala 6×1 como um fator adicional de pressão sobre os custos das empresas.

A preocupação do mercado envolve ainda a situação das contas públicas. A dívida bruta brasileira está próxima de 83% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o governo prevê déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano. Economistas avaliam que seria necessário um ajuste fiscal de pelo menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos.

O cenário também mudou as expectativas para a taxa básica de juros. Com a Selic atualmente em 13,75% ao ano, a curva de juros futuros passou a indicar manutenção da taxa na próxima reunião do Copom, com apenas 20% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual.

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Mercado clandestino de bets pode dobrar após proibição e movimentar cerca de R$ 56 bilhões

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O mercado clandestino de apostas no Brasil pode crescer 101% após a proibição das bets, com receitas anuais estimadas em R$ 56 bilhões. A projeção é do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que calcula que 70% dos apostadores de plataformas regulamentadas migrem para operadores ilegais.

A receita anual do mercado clandestino passaria de R$ 27,9 bilhões para R$ 56 bilhões, um aumento de R$ 28,1 bilhões, de acordo com a estimativa do IBJR. O cálculo considera o Gross Gaming Revenue (GGR), que corresponde à diferença entre o valor apostado e os prêmios pagos, e não ao volume total de apostas.

O levantamento também identificou 60.477 endereços suspeitos de oferecer apostas clandestinas na internet. Desse total, 34.134 apresentavam características como cadastro de usuários, oferta de bônus e pagamentos por Pix. A ferramenta de monitoramento LegitBet também encontrou páginas que utilizam nomes e identidades visuais semelhantes aos de empresas conhecidas, como Betano, Bet365, Novibet e BetMGM.

O IBJR ressalta, porém, que a inclusão de um endereço na base de monitoramento não comprova que ele tenha sido criado após a proibição nem confirma, por si só, a ilegalidade da operação.

O instituto alerta que a migração para plataformas clandestinas pode deixar os apostadores sem mecanismos de proteção exigidos das empresas autorizadas, como verificação de identidade, fiscalização das transações e medidas para impedir o acesso de menores de idade.

A proibição foi estabelecida pelo presidente Lula através da Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026. O texto tem validade inicial até 23 de novembro e depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar definitivo. Caso não seja votado no prazo, poderá ser prorrogado por mais 60 dias.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns, gênios!
    Os viciados continuam viciados, mas agora não tem empresa ‘de verdade” pra processar e tentar tirar uma orelha…

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THE ECONOMIST: Mercado reage mal à vitória inesperada de Lula; revista britânica cita risco de recessão

Foto: Sebastião Moreira/EFE

O Brasil corre o risco de enfrentar uma crise fiscal e uma recessão caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não mude a condução da política econômica. O alerta é da revista britânica The Economist, em análise publicada após a vitória do petista nas eleições presidenciais e reproduzida pelo Estadão.

A publicação afirma que o país enfrenta uma combinação de gastos públicos elevados, juros altos, endividamento crescente e baixo ritmo de crescimento. O déficit orçamentário supera 9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a dívida pública chegará a 97% do PIB neste ano, ante 84% em 2022.

A revista também destaca que a taxa real de juros está em 9%, resultado, entre outros fatores, da pressão fiscal sobre a política monetária. O custo elevado do crédito prejudica investimentos, empresas e famílias, além de limitar o crescimento econômico.

Para a The Economist, Lula precisará demonstrar compromisso com a disciplina fiscal, começando pela escolha de um ministro da Fazenda que transmita confiança ao mercado e pela apresentação de um plano consistente para controlar as contas públicas.

Entre as medidas apontadas estão a criação de limites para os gastos, a revisão de benefícios tributários concedidos a empresas e o controle do crescimento das despesas previdenciárias, especialmente com aposentadorias de servidores públicos e militares.

A The Economist também critica a promessa de ampliação de subsídios e políticas sociais sem uma fonte sustentável de financiamento. Segundo a análise, as novas iniciativas anunciadas pelo governo podem representar despesas equivalentes a cerca de 2% do PIB até o fim de 2027.

Na avaliação da publicação, a capacidade de Lula de reorganizar a política econômica será decisiva para recuperar a confiança dos investidores, estimular os investimentos e evitar o agravamento do endividamento. Caso mantenha a trajetória atual de gastos, o país poderá enfrentar uma crise fiscal com consequências para toda a economia.

The Economist, via Estadão

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Novo imposto sobre consumo no Brasil pode ficar acima de 30% e superar o de países ricos; veja ranking

Alíquotas do imposto sobre o consumo — Imagem: Ranking da Tax Foundation e estimativa de analistas para o Brasil

O Brasil poderá ter uma das maiores alíquotas de impostos sobre o consumo do mundo com a implementação da Reforma Tributária. A taxa padrão do novo sistema pode ultrapassar 30%, superando os percentuais praticados em países ricos, como Hungria, Finlândia e Dinamarca, segundo levantamento divulgado pelo g1.

A projeção coloca o Brasil acima de todos os países da comparação feita com dados da Tax Foundation, uma organização independente fundada em 1937 nos EUA que coleta dados e publica pesquisas de política fiscal.

No ranking, a Hungria aparece na segunda posição, com alíquota de 27%, seguida por Finlândia (25,5%) e Dinamarca, Noruega e Suécia, todas com 25%. Outros países europeus também apresentam taxas elevadas, mas inferiores à projeção brasileira. Estônia, Grécia e Islândia cobram 24%, enquanto Portugal, Irlanda, Polônia e Eslováquia têm alíquota de 23%. Na Itália, o percentual é de 22%.

Na outra ponta, Japão, Coreia do Sul e Austrália têm taxas de 10%. A Suíça cobra 8,1%, e os Estados Unidos aparecem com 7,5% de imposto sobre vendas. Nesse último caso, a comparação exige uma ressalva: os EUA não possuem um IVA nacional, mas impostos sobre vendas definidos em níveis estaduais e locais.

A projeção brasileira considera a alíquota padrão do novo modelo de tributação sobre o consumo, que reunirá tributos federais, estaduais e municipais. O percentual definitivo ainda depende da regulamentação e dos ajustes previstos na transição para o novo sistema.

Opinião dos leitores

  1. Custou muito caro pra Lula ganhar a eleição, pior que a conta vai chegar e sempre sobra pra o pobre no final.

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[VÍDEO] Marco Rubio nega que os EUA tenham ajudado Flávio Bolsonaro a sair do Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo norte-americano tenha ajudado Flávio Bolsonaro (PL) a deixar o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais.

“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país. Pelo menos o governo dos EUA não estava envolvido diretamente em qualquer um dos movimentos que foram feitos”, declarou.

O secretário também disse que Trump havia garantido a Flávio uma autorização especial de entrada, chamada parole, caso ele chegasse a um posto de imigração dos EUA.

A declaração foi dada após Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca, admitir que organizou o jato particular utilizado pelo senador para chegar ao território norte-americano.

Flávio deixou o Brasil dois dias após o resultado do segundo turno. Na segunda-feira (26), visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e foi informado de que a Polícia Federal o aguardava para comunicar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o recolhimento de seus passaportes.

Com informações de Metrópoles

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[VÍDEO] Maquiador é preso em flagrante por aplicar golpe com falso comprovante de Pix em restaurante de Natal

O maquiador e cabeleireiro Pedro Souza foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (30), em Natal, após tentar aplicar novamente um golpe em um restaurante onde já havia causado prejuízo de algumas centenas de reais. Atenta à prática, a equipe do estabelecimento acionou a Polícia Militar, que efetuou a prisão.

O BLOGDOBG confirmou com o restaurante onde Pedro foi preso que além de não ser a primeira vez que ele aplicava o golpe no estabelecimento, era também uma prática constante.

As denúncias contra Pedro são de que ele utilizava comprovantes falsos de Pix para simular pagamentos não realizados. Relatos também dão conta de que ele também reproduziria a prática em lojas de roupas. A possível existência de outras vítimas ainda precisam ser apuradas pelas autoridades.

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Após visita a Jair Bolsonaro, Carlos reafirma apoio a Rogério Marinho à Presidência do Senado

A candidatura de Rogério Marinho (PL) à Presidência do Senado voltou a receber o apoio público de Carlos Bolsonaro (PL) neste sábado (31). O senador eleito por Santa Catarina reafirmou a posição após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar.

“A gente tem uma eleição no Senado agora. Nosso candidato é o Rogério Marinho e a gente vai seguir essa linha para que a gente possa defender, minimamente, tudo aquilo que a gente acredita, tudo aquilo que a gente prometeu para vocês. A luta vai continuar”, afirmou.

Durante a visita, Carlos também demonstrou preocupação com a saúde do pai e relatou o retorno das crises de soluço. “Os soluços dele voltaram, é claro que devido às circunstâncias que acabam afetando o psicológico dele, essas coisas acontecem. Me assusta um pouquinho o crescimento da barriga dele. O emagrecimento, aquilo que sempre falei, mas foi um bate-papo bacana com ele”, disse.

O senador eleito contou ainda que Jair Bolsonaro manifestou saudades dos filhos Flávio e Eduardo, que estão nos Estados Unidos. Flávio deixou o Brasil após perder a eleição presidencial no último domingo (25).

“Em relação à política, não quero que façam maldade com ele. Então deixo do jeito que tá. Dizer que ele tá seguindo a vida dele, preocupando a cada dia, a mim, uma coisa pessoal minha, a saúde dele mental e física. E a gente vai tocando. Hoje é sábado, dia 31 de outubro, ele falou que está com muita saudade do Flávio. Ele não é muito de falar isso, mas as coisas vão cada vez pesando mais. Falou do Eduardo também”, relatou.

Opinião dos leitores

  1. Senhor Bruno Giovanni de Oliveira chega a dar nojo e náuseas essa sua babação de ovo que vc tem com esse senhor que se Deus quiser vai terminar emb31 de janeiro de 2031 chega a ser vergonhoso.

  2. Vao fzr acordao pra soltar o pai…e de novo…pela terceira vez…vao apoiar alcolumbre e falar que agora vai ser diferente

  3. Esse Jair é todo ao contrário, geralmente o soluço passa quando se toma um susto, o dele volta depois do susto… tô sabendo mais de nada.

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REFORMA TRIBUTÁRIA: Senado vai ouvir Fazenda e TCU antes de definir alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado iniciará em 11 de novembro as discussões sobre a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal criado pela Reforma Tributária.

O presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que convidará o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, para participar das audiências públicas.

O TCU estabeleceu uma alíquota de referência de 11,3%, que servirá de base para a análise dos senadores. O percentual definirá quanto será cobrado para substituir o PIS e a Cofins, tributos federais atualmente aplicados sobre produtos e serviços.

A definição precisa ser votada ainda neste ano. O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da proposta, também deverá ouvir especialistas em tributação e representantes da sociedade.

A CBS começará a ser cobrada efetivamente em 2027, quando o governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões com o tributo. Ela integrará o novo modelo de impostos sobre o consumo, ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos estaduais e municipais. A transição para o sistema será concluída em 2033.

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