Política

O Estado a serviço do crime

POR JOSÉ NÊUMANNE

E Lulinha “guerra e ódio” perdeu mais uma votação num tribunal superior por goleada. Desta vez foi 6 a 1 no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 16 pedidos de impugnação do registro de sua candidatura pelo Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência.

Bem que poderia ter sido por 7 a 0. Seria a lógica dos fatos, sem fantasias ideológicas, e também de decisões anteriores de todo o Judiciário. Condenado em primeira instância a nove anos e meio pelo juiz Sergio Moro, o ex-presidente levou surras de 3 a 0 na turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) e de 5 a 0 no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ). E ainda sem complacência nas decisões monocráticas dos relatores dos recursos, Gebran Neto, em Porto Alegre, e Félix Fischer, em Brasília. Caindo no plantão de Laurita Vaz, à época presidente do STJ, foi mantida, da mesma forma, a decisão do TRF-4 de deixá-lo preso “na sala de estado-maior” na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

O preso mais famoso do Brasil perdeu de novo, por maioria simples, quando o habeas corpus pedido pela defesa subiu para julgamento no STF: 6 a 5. O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, puxou os votos para ele ficar privado de liberdade. Com ele votaram, em abril, Alexandre de Moraes, Luís Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e a presidente Cármen Lúcia. Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e o decano Celso de Mello deram os votos perdedores. E, em votações na Segunda Turma do STF, Fachin perde suas tentativas de punir, às vezes com voto de Celso de Mello e sempre contra a maioria formada pelo trio Parada Mole: Lewandoswki, Toffoli e Gilmar.

A sessão histórica do TSE em que o registro da candidatura do PT foi negado começou com a leitura do relatório didático e na mosca do relator Luís Roberto Barroso. Parecia nem haver muito a discutir. Pois a Constituição de 1988 consagrou a figura da lei de iniciativa popular. Lula e o PT foram convencidos por Ulysses Guimarães a assinar e apoiar esse tipo de legislação fora dos cânones. A Lei da Ficha Limpa é a mais popular das iniciativas partidas do povo sem intermediação e atendeu a um apelo da população, acompanhada pelos petistas, a favor da moralização da atividade política e da gestão pública. Na Presidência, Lula em pessoa promulgou a lei. Mas a sempre irônica deusa Clio, que, segundo os gregos, manda na História, logo fez-se presente: o militante que assinou a lei proibindo candidaturas de políticos com a ficha suja caiu nas malhas do Código Penal, personificando um dos pré-requisitos que a norma acrescentou à letra constitucional: condenados em segunda instância não podem disputar eleição nenhuma. Assim mesmo, sem mais.

Não há nem pode haver exceções à regra. Mas os devotos de padim Lula tentaram criar uma inovação: o signatário da Lei da Ficha Limpa teria de ser a exceção à regra e, mesmo condenado e cumprindo pena, ter sua pretensão presidencial autorizada pela Justiça Eleitoral por exigência da mesma instituição do Estado de Direito que havia tomado a iniciativa da legislação contra a corrupção: o povo. A Lei da Ficha Limpa fora avalizada por mais de 1,5 milhão de assinaturas de cidadãos aptos a votar. A exceção exigida pelos lulistas teria como base apenas pesquisas de intenção de votos, que não são meio válido de aferição para eleger ninguém.

À falta de um dispositivo constitucional que garanta impunidade plena ao chefe de Estado que promulgou a punição, a defesa do preso e seu partido inventaram um slogan de muito apelo e lógica nenhuma: “Eleição sem Lula é fraude”. E recorreram a uma recomendação assinada por dois dos 18 peritos do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) exigindo que, em nome do povo – que nem consultado o fora em plebiscito, referendo ou disputa eleitoral –, o “Brasil” (seja lá o que diabo for isso) permita a um condenado em segunda instância disputar pleito, seja qual for ele, inclusive o presidencial.

Antes da condenação e prisão de Lula, seus asseclas providenciaram uma campanha em duas fases para uma eleição em dois turnos. Ela começaria com propaganda maciça da chapa Lula e Haddad para depois poderem acrescentar um acento agudo, passando para Lula é Haddad, ou “Andrade”, como se propaga num de seus mais fiéis redutos, o interior de Pernambuco, dominado pelos “socialistas” saudosos de Arraes e Campos.

A farsa foi submetida ao TSE e o julgamento da sexta 31 de agosto para o sábado 1.º de setembro finalmente adotou a decisão definitiva para por a falsa candidatura de quem não pode ser eleito no lixo da História. Assim se deu o julgamento, mas com uma exceção à regra geral. Fachin, o implacável relator da Lava Jato, votou a favor do óbvio relatório de seu colega Barroso, considerando Lula “inelegível”. Só que rasgou os dicionários, inelegível significa quem não pode ser eleito, ao autorizar o ex a participar da disputa eleitoral até passar pelo fabuloso “transitado em julgado”, como sugeriam dois “peritos” da ONU. Com isso despedaçou a Constituição, que não consagra comitês das Nações Unidas como revisores da Justiça brasileira, e a própria biografia de justo e honrado. Sua decisão, diga-se em seu favor, não altera a derrota acachapante sofrida pelo não candidato, mas levanta uma dúvida: como votará agora o relator da Lava Jato, que foi sempre implacável legalista tido como coerente?

O voto de Fachin só se apoia em sua biografia de esquerdista que apoiou publicamente Dilma na eleição presidencial. E reforça a mentalidade colonizada da esquerda brasileira, que Nélson Rodrigues batizou de “complexo de vira-lata”, ao dar valor a uma instituição internacional que não dispõe, como argumentaram os seis outros votantes, de poder vinculante sobre decisões do Judiciário brasileiro. Ponto final. E somente o futuro poderá desvendar o mistério do voto fora da curva dele.

Por enquanto, basta a clareza didática de Barroso, Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e Rosa Weber, apesar da enxúndia do voto final dela. E nos resta testemunhar o PT desmoralizando a Justiça ao se negar a cumprir a decisão final da maioria de ter de substituir Lula por Haddad/“Andrade” e ainda justificando que o faz para “testar” até que ponto iria sua resolução sobre a qual não restam dúvidas.

Esta, aliás, é uma boa hora para contar que de gratuito o tal de horário eleitoral não tem nada. A propaganda partidária é financiada pelo erário. E o horário dito “gratuito” em emissoras de rádio e TV é bancado por isenção de impostos. A isenção fiscal equivale a cerca de 80% do que seria obtido com a venda publicitária. Segundo cálculo da ONG Contas Abertas, tal custo representa R$ 6,9 por eleitor. Além disso, as campanhas em geral são bancadas com dinheiro público. Os partidos têm à sua disposição R$ 1,7 bilhão do Fundo Eleitoral e R$ 888 milhões do Fundo Partidário para as eleições de 2018, despesas definidas pelo Congresso.

A distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral ficou assim: 48% conforme o número de deputados de cada partido na Câmara, 35% entre os partidos com ao menos um representante na proporção dos votos obtidos pelos deputados na última eleição e 15% de acordo com o total de senadores de cada sigla. O MDB foi o maior beneficiado, com direito a R$ 234,2 milhões, seguido pelo PT, com R$ 212,2 milhões e pelo PSDB, com R$ 185,8 milhões. Já o critério de distribuição do Fundo Partidário é o seguinte: 95% são distribuídos na proporção de votos obtidos por cada legenda na última eleição para a Câmara de Deputados e 5% divididos igualmente entre todas as siglas. O PT é o partido que tem direito à maior fatia do Fundo Partidário, seguido pelo PSDB. Esses números constam de reportagem do Igor Machado no Estado de 22 de junho de 2018.

As eleições são bancadas com dinheiro público e a forma da distribuição dos recursos privilegia os políticos que já estão no poder. O eleitor que quer renovar paga a conta dos políticos que exigem ficar.

É beneficiado quem comprou seus lugares com dinheiro de propina e aprovou uma lei para o Estado gastar para mantê-los no poder. Ganharam a corrida recorrendo a dopping financeiro. O lema da turma é não renovar e descriminalizar. E receberá os recursos dos fundos tendo ainda vantagem indevida sobre quem não aderiu ao esquema – o Estado a serviço do crime.

Estadão Conteúdo

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Empresa canadense vai mudar rota da BR-226 em Currais Novos para explorar ouro sob atual traçado da rodovia

Imagem: reprodução

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) autorizou a empresa canadense Aura Minerals a relocar um trecho da BR-226 no município de Currais Novos, no sertão do Rio Grande do Norte, para permitir a exploração de ouro no subsolo da rodovia.

Segundo a empresa, cerca de 670 mil onças troy de ouro (aproximadamente 20,8 toneladas) estão localizadas sob o atual traçado da estrada.

Com a mudança da rodovia, o Projeto Borborema prevê a extração de 1,5 milhão de onças de ouro ao longo de cerca de 20 anos, com receita estimada em US$ 3,06 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões).

A Aura adquiriu a mina em 2022 e iniciou a produção comercial em setembro de 2025. Apenas no último trimestre daquele ano, foram extraídas 15,7 mil onças.

Como será a mudança no traçado da BR-226, em Currais Novos

O projeto prevê a retirada de 5,3 km do traçado atual da BR-226, entre os quilômetros 146 e 150. O novo trecho terá cerca de 6 km.

Segundo o DNIT, o acordo de cooperação técnica está em fase final de assinatura.

A obra será totalmente custeada pela Aura Minerals, incluindo projetos e execução, sem custos para o órgão público. A alteração só será efetivada após a conclusão do novo segmento, garantindo a continuidade do tráfego.

De acordo com o cronograma da empresa, a obra deve durar 14 meses, com início previsto para 14 de abril e conclusão em 30 de maio de 2027.

Imagem: reprodução

Números do Projeto Borborema

O Projeto Borborema reúne três concessões de lavra em uma área de 29 km² e prevê uma mina a céu aberto, com escavação de até 300 metros de profundidade.

Imagem: reprodução/Google Maps

A taxa média de recuperação do ouro é de 92,1%, o que significa que grande parte do metal presente no minério é recuperada no processo de beneficiamento.

Até 2025, a empresa já havia extraído 198 mil onças de ouro no projeto. O custo operacional foi de US$ 1.009 por onça, enquanto o Ebitda ajustado no último ano atingiu US$ 76,5 milhões.

Com informações de UOL, em reportagem de Carlos Madeiro

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Flávio Bolsonaro diz que Moraes deve renunciar ou sofrer impeachment, pelo bem da democracia e do Judiciário brasileiro


Imagem: reprodução/X

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, pediu a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a divulgação de mensagens atribuídas ao magistrado em conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master e preso na última quarta-feira (4).

Nas redes sociais, o senador afirmou que as mensagens indicariam que Moraes teria atuado como “advogado de fato”, o que, segundo ele, seria incompatível com o cargo. Flávio também defendeu que o ministro renuncie ou seja alvo de um processo de impeachment no Senado.

O parlamentar ainda criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por não ter aberto investigação sobre o caso.

De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro teria trocado mensagens com Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O conteúdo completo da resposta do ministro, no entanto, não foi recuperado.

Em nota, o gabinete de Moraes afirmou que as mensagens de visualização única atribuídas a ele não correspondem aos contatos do ministro nos arquivos apreendidos. Segundo a defesa, os registros estariam vinculados a outros números no computador de Vorcaro.

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América vence o Potiguar de virada no primeiro duelo pela semifinal do campeonato estadual

Foto: Gabriel Leite

O América venceu o Potiguar de Mossoró por 3 a 1, de virada, na tarde deste sábado (7), na Arena das Dunas, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Potiguar. O Potiguar abriu o placar com Adriano Babi, após uma falha da defesa americana. Os gols do América foram marcados no segundo tempo de jogo por Salatiel, Cassiano e Wellington Tanque.

Apesar do mando de campo ser do Potiguar, a partida foi disputada em Natal porque o Estádio Fião, em Serra do Mel, não atende à exigência do regulamento, que determina capacidade mínima de 3 mil pessoas para as semifinais. O jogo da volta será no domingo (15), também às 16h, na Arena das Dunas.

Na outra semifinal, ABC e QFC fazem o primeiro confronto no domingo (8), às 16h, no na Arena das Dunas.

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Investigadores apreenderam mais 3 celulares com banqueiro Daniel Vorcaro

Foto: divulgação/SAP

Investigadores da Polícia Federal apreenderam mais três celulares com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no momento da prisão dele em São Paulo, na última quarta-feira (4). Os aparelhos ainda estão lacrados e aguardam perícia.

Com isso, a investigação passa a contar com oito celulares do empresário para análise. Até agora, as informações divulgadas vieram de apenas um deles, do qual cerca de 30% do conteúdo foi examinado.

O andamento das apurações foi informado à equipe do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso. Policiais federais e auxiliares do magistrado devem se reunir na próxima semana para avaliar o estágio da investigação e definir os próximos passos.

A expectativa é solicitar reforço de peritos e analistas para acelerar a extração e análise dos dados dos aparelhos.

Vorcaro foi preso por ordem de Mendonça após a identificação, em mensagens de celular, de indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens.

O banqueiro está detido na Penitenciária Federal de Brasília, presídio de segurança máxima inaugurado em 2018, onde cumpre pena em cela de cerca de 6 m².

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RN tem aumento de 78,4% no valor pago em seguro-desemprego nos últimos 5 anos

Foto: Adobe Stock

O valor pago em seguro-desemprego no Rio Grande do Norte cresceu 78,4% nos últimos cinco anos, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O montante passou de R$ 364,4 milhões em 2021 para R$ 650,3 milhões em 2025.

No mesmo período, o número de segurados aumentou 33,7%, saindo de 65 mil para 86,9 mil trabalhadores.

Ao todo, foram registrados 420,1 mil pedidos do benefício no estado entre 2021 e 2025. Apenas em fevereiro de 2026, houve 8,2 mil solicitações, com 6,8 mil trabalhadores segurados.

No Brasil, o mês registrou 636,4 mil requerimentos e 525,4 mil beneficiários. O seguro-desemprego é pago a trabalhadores com carteira assinada demitidos sem justa causa.

Nos últimos cinco anos, o setor da construção liderou os pedidos no RN, com 139,7 mil requerimentos, seguido pelo comércio, com 107,6 mil. Em fevereiro deste ano, esses dois setores somaram 5,06 mil solicitações, de um total de 8,2 mil.

A maioria dos trabalhadores demitidos possui até o ensino médio e tem entre 30 e 39 anos.

Segundo o economista Helder Cavalcanti, o aumento no valor pago não indica necessariamente crescimento do desemprego. Ele explica que o resultado reflete fatores como a rotatividade no mercado formal e os reajustes anuais do benefício, que acompanham o salário mínimo e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Números

Valores pagos em seguro desemprego no RN

2021 – R$ 364.406.327,32

2025 – R$ 650.360.586,27

Setores com maior número de requerentes de 2021-2025 no RN

Serviços – 139.739
Comércio – 107.629

Com informações de Tribuna do Norte

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VÍDEO: “Alguns de vocês estão em perigo”, diz Trump em encontro com presidentes latino-americanos e cita mísseis de alta precisão

Imagem: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não vai tolerar “ilegalidade em nosso hemisfério por mais tempo”, ao abrir o encontro “Escudo das Américas”, idealizado por ele, para abordar o crime organizado, a imigração ilegal e a interferência estrangeira no continente, neste sábado (7), na Flórida, com a participação de governantes da América Latina e do Caribe.

Assista:

UOL

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Flávio registra boletim de ocorrência após postagem sugerir que senador leve facada como Bolsonaro em 2018

Foto: reprodução/X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou neste sábado um boletim de ocorrência na Polícia do Senado após identificar uma postagem em rede social que sugere que ele sofra um ataque semelhante à facada sofrida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018.

De acordo com o registro policial, a publicação foi feita na plataforma X (antigo Twitter) por um usuário identificado como @MarcosB51733320, que escreveu: “QM mandou eu não sei. Mas quem quiser me pagar pro Flávio sofrer o mesmo…”.

Segundo o boletim de ocorrência, o senador tomou conhecimento da publicação e decidiu formalizar a denúncia por considerar que o conteúdo representa uma ameaça à sua integridade física. O caso foi registrado pela Secretaria de Polícia do Senado Federal como ameaça com conotação política, enquadrada no artigo 147 do Código Penal.

O documento aponta como suposto autor da postagem Marcos da Cunha Magalhães, de 40 anos, morador de Brasília.

De acordo com o relato incluído no boletim, a mensagem considerada ameaçadora foi publicada em resposta a uma postagem do perfil @FiorinoCarioca, que mencionava conteúdos supostamente extraídos de celulares ligados a investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e fazia referência ao atentado contra Jair Bolsonaro.

Na publicação original, o perfil escreveu:

“Vocês estão assustados com os prints do celular do Vorcaro? Imaginem os prints dos celulares de Adélio Bispo. Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”.

A mensagem do perfil identificado como @MarcosB51733320 foi publicada logo abaixo, em tom de resposta ao comentário. No texto, o usuário escreveu: “QM mandou eu não sei. Mas quem quiser me pagar pro Flávio sofrer o mesmo…”, em referência à facada sofrida por Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Além da mensagem considerada ameaçadora, também foi identificado outro conteúdo divulgado pelo mesmo usuário contendo uma imagem de Adélio Bispo, autor da facada contra Bolsonaro em 2018, acompanhada da frase “ANISTIA PARA ADÉLIO! Ele só tentou, mas não conseguiu finalizar o golpe!!”

O boletim foi registrado na manhã deste sábado pela Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária da Secretaria de Polícia do Senado, responsável pela segurança institucional da Casa. No documento, Flávio Bolsonaro aparece como vítima e comunicante da ocorrência.

A partir do registro, o caso poderá ser encaminhado para investigação para apurar a autoria da publicação e eventual responsabilização criminal do autor.

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Petróleo dispara até 35% em primeira semana de guerra no Oriente Médio

Foto: reprodução/The Star

Os preços do petróleo dispararam na primeira semana de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, impulsionados pela escalada do conflito e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

O barril do Brent, referência internacional negociada na ICE, fechou com alta de 8,52%, a US$ 92,69, acumulando avanço de 27,2% na semana.

Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 12,21% no dia e encerrou cotado a US$ 90,90. No acumulado semanal, a valorização chega a 35,63%.

Analistas apontam que o mercado reage ao risco de redução na oferta global. Com o Estreito de Ormuz praticamente travado, cresce a preocupação com queda nos estoques mundiais caso o conflito se prolongue.

Além disso, países produtores do Golfo já enfrentam dificuldades na produção e no armazenamento de petróleo, enquanto refinarias asiáticas pagam prêmios mais altos para garantir o abastecimento.

Segundo especialistas, a alta da commodity também aumenta a aversão ao risco nos mercados e reacende temores de pressão inflacionária em escala global.

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‘ESCUDO DAS AMÉRICAS’: Com presidentes latinos, Trump anuncia coalizão para erradicar cartéis; Lula não foi convidado

O presidente dos EUA, Donald Trump, no centro, ao lado de presidentes de países da América Latina, como República Dominicana, Luis Abinader, da Argentina, Javier Milei, de El Salvador, Nayib Bukele, da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, da Bolivia, Rodrigo Paz, e do Chile, o recém-eleito Jose Antonio Kast durante o evento ‘Escudo das Américas’ – Foto: Kevin Lamarque/REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (7) a criação de uma coalizão com países da América Latina para combater cartéis do narcotráfico. A iniciativa, chamada “Escudo das Américas”, foi apresentada durante encontro com líderes da região em seu resort em Doral, no estado da Flórida.

Participaram do evento o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente de El Salvador, Nayib Bukele; e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.

O presidente Lula não foi convidado para participar da iniciativa, assim como os líderes de Colômbia e México. A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou que participaram apenas países que já mantêm cooperação estreita com Washington na área de segurança.

Durante o discurso, Trump afirmou que a aliança busca ampliar a cooperação regional no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, que, segundo ele, tem ampliado seu poder e influência em vários países da região. O republicano, no entanto, não detalhou como funcionará a coalizão.

O encontro ocorre após o lançamento da chamada “Doutrina Donroe”, proposta de Trump inspirada na Doutrina Monroe, com foco em reforçar a influência dos Estados Unidos no hemisfério ocidental e conter a presença de potências como a China.

Brasil

Sobre o Brasil, A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, disse que a parceria com os EUA continua ativa e citou operações conjuntas entre a DEA e a Polícia Federal do Brasil, que resultaram na apreensão de mais de 70 toneladas de cocaína em 2024.

Durante o evento, Trump também criticou a atuação de cartéis no México, afirmando que as organizações criminosas têm ampliado sua influência e representam ameaça à segurança regional.

O presidente americano ainda comentou a relação com a Venezuela, elogiando a vice-presidente Delcy Rodríguez pela cooperação recente com os EUA. Ele também voltou a criticar o regime de Nicolás Maduro e afirmou que Washington pretende avançar em negociações envolvendo Cuba.

Após o encontro com os líderes latino-americanos, Trump seguiu para Dover, no estado de Delaware, onde participa de cerimônia em homenagem a seis militares americanos mortos na recente Guerra no Irã.

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  1. Neste momento ele está em um boteco, se preparando para organizar o Mundo.
    Conforme ele, os problemas não se resolvem em mesa de bar.

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Presidente do Irã suspende ataques a países vizinhos e pede desculpas

Foto: Reprodução/ Getty Images

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas, neste sábado (7/3), aos países vizinhos pelos ataques feitos pelo país.

“Peço desculpas… aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, disse Pezeshkian, em um discurso transmitido pela TV estatal e reproduzido pela imprensa internacional.

De acordo com ele, foi emitida uma ordem às Forças Armadas para só atacar caso o país seja atacado prmeiro. “A partir de agora, não ataquem os países vizinhos a menos que sejam atacados primeiro.”

Desde a ofensiva norte-americana e israelense ao país no sábado passado (28/2), o Irã tem respondido com ataques a países do Golfo que abrigam forças americanas.

Também neste sábado, um porta-voz do das Forças Armadas do Irã disse que os ataques só estão sendo direcionados aos países que estão deixando os EUA e Israel utilizarem seus espaços aéreos.

“Os países que não permitiram que os Estados Unidos ou o regime israelense utilizassem seu espaço aéreo ou instalações não foram alvos de nossos ataques até o momento, e não serão alvos no futuro”, disse.

Ontem, o Irã ameaçou atacar países da Europa em qualquer caso de envolvimento ou apoio militar aos Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi.

“Se [algum país] se juntar aos Estados Unidos e Israel na agressão contra o Irã, também se tornará alvo legítimo de retaliação iraniana”, afirmou Takh-Ravanchi durante entrevista ao canal France 24.

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