Saúde

O médico brasileiro que busca a cura definitiva do HIV combinando tratamentos e vacina personalizada; conseguiu superar obstáculos e eliminar completamente o vírus do organismo de 2 pacientes na 1ª fase

Getty Images/BBC BRASIL

Há seis anos, o infectologista Ricardo Diaz devota a maior parte do tempo do seus dias à solução de um problema global: a infecção pelo vírus HIV. E ele pode estar chegando mais perto da cura, conforme indicam os resultados preliminares de seu experimento, obtidos pela BBC News Brasil.

Diaz, que é pesquisador da Escola de Medicina da Unifesp, lidera um estudo que, no último ano, conseguiu erradicar completamente o vírus HIV de duas pessoas soropositivas, segundo os resultados.

Agora, elas estão sendo acompanhadas para ver como seu organismo reage sem o tratamento experimental.

O estudo ainda não foi publicado, mas será apresentado na íntegra, pela primeira vez, no Congresso Internacional de Aids, o mais importante do mundo sobre o tema, que acontece na Holanda a partir desta segunda-feira.

A infectologista Melissa Medeiros, especialista em HIV e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que a pesquisa é “extremamente promissora” e “traz esperança, acima de tudo”. No entanto, ela afirma que é preciso avançar nos testes para saber qual seria o impacto do tratamento nas pessoas.

“Quando se fala de algo assim, as pessoas já acham que a cura chegou. Mas é importante saber que há um tempo de pelo menos cinco a 10 anos até as pesquisas chegarem à população. É preciso bastante tempo até sabermos se a pesquisa será mesmo bem-sucedida e se é segura”, disse à BBC News Brasil.

Impedindo a volta do vírus HIV

O tratamento contra o HIV disponível atualmente no Sistema Único de Saúde (SUS) é um coquetel de três medicamentos que inibe o máximo possível a reprodução do vírus no corpo, enquanto mantém o sistema imunológico atuante e protege contra infecções oportunistas.

O HIV, no entanto, não é completamente eliminado do organismo, e pode voltar.

A equipe de pesquisadores brasileiros fez uma combinação de medicamentos já utilizados em todo o mundo com mais duas substâncias ainda não usadas neste tipo de tratamento e vacinas personalizadas, feitas com base no DNA de cada participante.

“É a primeira vez no mundo que alguém experimenta esse tratamento específico que fizemos, e a primeira vez que temos resultados tão positivos na primeira etapa. Estamos dando mais um passo na direção da cura”, afirmou Diaz à BBC News Brasil.

Em 2015, um estudo dinamarquês combinou um medicamento usado no tratamento de câncer com o coquetel antirretroviral e uma vacina baseada em DNA e conseguiu eliminar os reservatórios do vírus HIV no organismo de pacientes por alguns meses.

Desde então, outros testes do tipo têm sido feitos na Espanha, na Grã-Bretanha, na Noruega, na Alemanha e na Itália, e começam a ocorrer nos Estados Unidos.

A primeira etapa do estudo de Diaz – feito com 30 pessoas – foi finalizada. Apenas cinco delas receberam a combinação completa de tratamentos, e entre elas, duas parecem estar livre do vírus, de acordo com os exames. Este grupo deve ser expandido para pelo menos 50 pessoas até o fim do ano.

Qual o objetivo do novo tratamento?

O tratamento proposto pelos pesquisadores brasileiros quer chegar à “cura esterilizante”, que é a eliminação completa do vírus, sem a possibilidade de que ele volte a se replicar – algo que atualmente pode ocorrer se o soropositivo para de tomar o coquetel.

“Atualmente, nós tratamos a pessoa, o vírus morre, paramos de tratar, e o vírus volta. Isso ocorre porque o vírus continua se multiplicando no corpo da pessoa mesmo com o tratamento eficiente”, explica o infectologista

De acordo com Diaz, a cura total de pacientes com HIV enfrenta três grandes obstáculos – o fato de que o vírus continua se replicando no corpo mesmo com o coquetel, que apenas mantém essa replicação baixa; o fato de que o vírus fica latente, ou seja, “adormecido”, e pode voltar à atividade de maneira aleatória; e a existência dos “santuários”, locais do corpo humano onde os medicamentos são pouco distribuídos e o HIV pode continuar se desenvolvendo.

“O que fizemos foi combinar tratamentos que pudessem superar todas estas barreiras”, afirma.

Foto: Arquivo pessoal /BBC BRASIL

Como funcionaram os testes

O estudo foi feito inicialmente em 30 pacientes, divididos em grupos de cinco pessoas. Cada um deles experimentou uma combinação diferente, e o último grupo usou todos os tratamentos em conjunto.

Além do coquetel antirretroviral, eles usaram a nicotinamida, ou vitamina B3, um suplemento alimentar que é vendido em farmácias, mas nunca foi usado contra o vírus HIV. Ele “acorda” as células com o vírus latente no corpo.

A pesquisa usou também o sal de ouro, medicação usada para tratar doenças como artrite que não chega a despertar as células com HIV, mas as leva a um “suicídio”, explica Diaz.

E, para eliminar os “santuários” de vírus no organismo dos pacientes, os pesquisadores desenvolveram, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), uma complexa vacina personalizada, que faz com que o sistema imunológico volte a reconhecer o vírus dentro do corpo, encontre esses santuários e mate o vírus.

“Desenhamos, de acordo com o perfil genético da pessoa, o pedacinho do vírus que seria importante pra despertar o seu sistema imunológico”, diz o infectologista.

Nas cinco pessoas do grupo 6, que fizeram o tratamento completo, a quantidade de vírus diminuiu mais do que em todas as outras. E em duas delas, o vírus sumiu completamente das células.

“Agora estamos estudando como fazer a interrupção desse tratamento, para ver se elas permanecem sem o vírus por mais tempo. Depois, vamos expandir o estudo.”

A cura do HIV está próxima?

O primeiro homem considerado curado do HIV no mundo, o americano Timothy Ray Brown, foi declarado livre do vírus em 2006 após receber a medula óssea de um doador com uma mutação genética rara, que o tornava imune ao vírus.

Brown precisou do transplante porque ele tinha leucemia. Em 2008, a doença voltou e ele teve que fazer um segundo transplante de medula. No entanto, continuou completamente livre do HIV.

Mas, segundo os especialistas, isso não quer dizer que um transplante de medula resolveria os casos de todas as pessoas que são soropositivas no mundo – cerca de 37 milhões em 2017, segundo a ONU.

“Timothy Brown é um caso raro e bastante específico, porque ele teve a sorte de encontrar um doador de medula com uma mutação genética raríssima que faz com que as células de defesa do corpo não tenham um receptor que pode se ligar ao vírus HIV”, explica Melissa Medeiros.

“Mas esse tipo de transplante tem um índice de 50% de mortalidade. Não é uma opção terapêutica para todas as pessoas que têm HIV.”

Por isso, nos últimos anos, cientistas de todo o mundo têm investido em pesquisas como a feita por Diaz, em que pessoas que já estão em tratamento para controlar o vírus recebem medicamentos extra e uma vacina específica.

Foto: Mesmo com tratamento, vírus pode ficar escondido em “santuários” dentro do organismo, áreas onde o medicamento não chega

Getty Images/BBC BRASIL

“Ser portador do HIV é viver em silêncio, porque as pessoas sentem que não podem contar para a família nem para os amigos, vivem com medo de novos relacionamentos, de como a sociedade vai aceitá-los no trabalho, etc. A cura ainda pode demorar um pouco, mas é realmente essencial”, diz Melissa Medeiros.

Necessidade de investimento na prevenção da Aids

Mas, para a epidemiologista Lígia Kerr, que produz estudos sobre HIV para o Ministério da Saúde, é preciso mais do que um tratamento médico para resolver o problema da Aids no mundo.

“Os avanços tecnológicos no tratamento e na cura da Aids são muito bem vindos, mas não são somente eles que vão controlar a situação. Se você tem um tratamento super caro e governos que não estão mais querendo investir na saúde, fica difícil”, disse à BBC News Brasil.

É necessário, segundo Kerr, um pacote que inclua prevenção, educação sexual, campanhas com populações mais vulneráveis e tratamento médico, para impedir que o vírus circule.

“Alguns pesquisadores como eu não acreditam nesta cura total da Aids, porque alcançar isto não envolve só medicação, mas comportamento, comprometimento com o outro, uso do preservativo, investimento dos governos”, diz.

“Tentamos eliminar completamente outras doenças há anos e não conseguirmos. Por exemplo, a hanseníase. É uma doença tratável, mas, se você não tratar todo mundo, não tem jeito. Você ainda terá o bacilo infectando outras pessoas.”

Se for bem-sucedido, o tratamento para curar o HIV seria muito caro?

Diaz afirma que uma vacina personalizada para cada paciente soropositivo no Brasil – e no mundo – seria muito custosa, ainda que ele não tenha uma estimativa real do valor gasto em sua pesquisa até agora. Mesmo assim, ele se diz otimista.

“Há outras coisas na saúde que são caras, mas, quando viram praxe, são feitas mais rapidamente. Temos vários exemplos disso na medicina.”

Para Melissa Medeiros, o alto custo do tratamento poderia ser compensado em sua escala de produção, caso os resultados finais da pesquisa signifiquem, de fato, uma cura definitiva.

“Hoje o governo já comprou algumas batalhas como essa, como a da Hepatite C. O tratamento cura quase que 100% das pessoas, e não é barato. Custa em torno de R$ 100 mil a R$ 300 mil por paciente, mas o Ministério fornece gratuitamente.”

A polêmica do estudo feito somente com homens

Para fazer parte do estudo da Unifesp, era necessário que os soropositivos fossem todos maiores de 18 anos e do sexo masculino, o que significa que os pesquisadores ainda não sabem como o tratamento pode funcionar em mulheres. Por essa razão, Diaz admite que foi “muito criticado”.

“Não é uma coisa correta fazer essa discriminação. Temos que investigar para todos os indivíduos. Mas tive uma intuição de que, nesse momento, seria mais seguro fazer só com homens”, diz.

“Achei que para alguns medicamentos poderia haver mais efeitos colaterais nas mulheres. Mulheres às vezes engravidam e não sabíamos o que essa combinação poderia fazer. Mas já está no plano incluir mulheres na próxima etapa. Como vimos que a associação de medicamentos não causou mal detectável, então ficamos mais seguros.”

Segundo o infectologista, tratamentos experimentais contra o vírus HIV geralmente têm 75% de pacientes homens e 25% de mulheres, que costumam ser infectadas em menor número.

No entanto, seu estudo deve obedecer a nova diretriz na comunidade científica de ter o mesmo número de mulheres e homens.

R7, com BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente vão arquivar porque a indústria farmacêutica no mundo é muito forte e elas ganham muito dinheiro com remédios que não curam, é a mesma coisa do câncer, esse tempo todo que existe o câncer voces acham mesmo que já não descobriram a cura, claro que sim, mais corre muitos bilhões de dinheiro com remédios e tratamento apenas para minimizar o sofrimento

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Política

Governo desconfia que a CPI está ‘armando’ para prender o ex-ministro Pazuello

O governo trabalha com a informação, levada por aliados no Congresso, de que a CPI da Pandemia tenta criar um pretexto para decretar a prisão do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que deve depor no dia 19.

Na avaliação dos governistas, o objetivo seria desmoralizar o general e o próprio governo, na tentativa de reverter a impressão de que até agora a CPI não conseguiu evoluir no sentido de comprometer o presidente da República de tal modo que pudesse desestabilizar o atual governo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Para não ser preso, Pazuello teria de obter no STF um habeas corpus preventivo para depor como investigado, com direito de ficar calado.

 

A suspeita é baseada na tentativa de construir um clima hostil para o ex-ministro, acusando-o de “desrespeitar” a CPI.

O primeiro “desrespeito” seria a alegação de contato com infectados por covid para adiar seu depoimento, versão que membros acham mentirosa.

A mais recente tentativa de “armar” a prisão do ex-ministro é que a CPI teria “detectado” que ele manobra para não depor como testemunha.

DIÁRIO DO PODER

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Política

PICANHA DO MITO: Picanha de churrasco de Bolsonaro é vendida a R$ 1.799 o quilo

O presidente Jair Bolsonaro recebeu amigos e familiares para um churrasco no Palácio da Alvorada no último domingo (9.mai.2021). Entre as carnes oferecidas aos convidados estava uma picanha de boi da raça wagyu, de origem japonesa, vendida a R$ 1.799,99 o quilo. A informação é do blog Cozinha Bruta, da Folha de S. Paulo.

Uma das fotos do churrasco foi compartilhado pelo perfil de Instagram “Churrasco do Tche”. O churrasqueiro Tchê levou peças de carne com embalagem personalizada com o slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”.

 

O profissional se define como “churrasqueiro dos artistas” e tem fotos ao lado do ator Eri Johnson, do cantor Gusttavo Lima, da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Na foto do churrasco compartilhada por Tchê, a embalagem estampa o endereço do perfil de Instagram do Frigorífico Goiás, em Goiânia. O local também postou a imagem, chamando a carne de “picanha mito”.

 

A Folha de S. Paulo entrou em contato com o local. De acordo com o frigorífico, a “picanha mito” está em falta. É possível, no entanto, comprar a mesma carne com outra embalagem. Uma peça, com cerca de 350g, custa aproximadamente R$ 600.

Na foto publicada por Tchê, vê-se duas peças da picanha. Ou seja, R$ 1.200 por 700g de carne.

O preço é divulgado no site do frigorífico como promocional. O valor normal da peça é anunciado como R$ 1.200,99.

PASSEIO DE MOTO

No domingo (9.mai), Bolsonaro causou outra aglomeração. Sem máscara, ele distribuiu apertos de mão e tapinhas nas costas e posou para fotos com apoiadores.

Ele recebeu no rosto, ainda, um beijo da deputada Bia Kicis (PSL- DF), que também compareceu ao ato sem máscara.

O cenário produzido pelo presidente neste domingo é propício para a transmissão do coronavírus. A pandemia matou ao menos 423.229 pessoas no Brasil até o momento.

Centenas de motociclistas se concentraram em frente ao Palácio da Alvorada na manhã desse domingo.

PODER360

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Saúde

Sesap não tem data para receber lote de CoronaVac no RN

O Ministério da Saúde (MS) recebeu do Instituto Butantan, nessa segunda-feira (10), mais 2 milhões de doses da CoronaVac, Com isso, a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) é a de que uma nova remessa do imunizante chegue ao Rio Grande do Norte ainda nesta semana, entretanto, não existem definições sobre prazos ou quantitativo a ser repassado ao Estado. “O Ministério da Saúde não enviou a pauta com data nem quantitativos”, informou a Sesap/RN em nota.

Créditos: DivulgaçãoPopulação anseia pela chegada de mais vacinas em meio ao aumento de casos e mortes por covidPopulação anseia pela chegada de mais vacinas em meio ao aumento de casos e mortes por covid

No final de semana, o Estado recebeu 15,6 mil doses da CoronaVac, o que permitiu a retomada da segunda dose (D2) em Natal, paralisada desde o último dia 5. Esta foi a quarta vez que a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS Natal) paralisou a aplicação da D2, por falta do imunizante. O lote enviado no final de semana, no entanto, é insuficiente para atender o número de pessoas que estão com o esquema vacinal incompleto por falta da CoronaVac. Em todo o Estado, mais de 87 mil pessoas aguardam a segunda dose dessa vacina.

Para a manhã desta terça-feira (11), são esperadas 8.720 doses da vacina Pfizer, que deverão chegar ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves por volta das 10h10, conforme informações da Sesap. “Todas as doses serão encaminhadas à Unicat e distribuídas imediatamente. Por recomendação do Ministério da Saúde, as doses são destinadas ao município de Natal, assim como acontece em todos os Estados brasileiros, onde todas as doses da Pfizer são destinadas somente às capitais”, esclareceu a Sesap/RN.

A Secretaria solicitou ao Ministério da Saúde, por meio de um ofício, a substituição da Pfizer pela CoronaVac para tentar resolver o problema dos atrasos relacionados à aplicação da D2, mas até essa segunda-feira, o MS não havia respondido à solicitação da pasta estadual. “A Secretaria aguarda retorno até esta terça-feira (11)”, descreveu.

Com a perspectiva de distribuição de novos lotes da CoronaVac para todo o País, a Sesap declarou que o titular da pasta, Cipriano Maia, propôs, em audiência com o Ministério da Saúde, que as próximas remessas do imunobiológico sejam entregues de acordo com a quantidade de doses necessárias para completar o esquema vacinal em cada Estado. A resposta à sugestão foi negativa. “O Brasil tem hoje um déficit de 2 milhões de pessoas, em 21 estados, com doses atrasadas da CoronaVac. Mas o Ministério da Saúde negou a nossa proposta de distribuição do imunizante de acordo com as necessidades de cada Estado”, acrescentou a Sesap.

Atualmente, a distribuição é feita levando em consideração o critério da proporcionalidade da população, ou seja, o número de habitantes de cada unidade federativa.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

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Saúde

Brasil aplicou 1ª dose em mais de um milhão de pessoas, nesta segunda

O Brasil atingiu nesta segunda (10) mais uma importante marca na campanha nacional de imunização contra Covid-19 ao superar um milhão de primeiras doses aplicadas em 24h: exatas 1.160.693.

Ao todo, foram mais de 1,77 milhão de vacinas, o melhor resultado para o mês de maio e o segundo melhor para o País desde o início da vacinação, em 17 de janeiro.

Houve também a aplicação de 615.674 segundas doses, o que elevou o número de brasileiros 100% imunizados a mais de 18 milhões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

 

Desde o início da campanha, 36,4 milhões de brasileiros receberam ao menos uma dose e 18,3 milhões estão completamente imunizados.

Com a redução da faixa etária e mais doses, o recorde de 1,83 milhão de doses do dia 23 de abril está cada vez mais próximo de ser quebrado.

De acordo com a plataforma independente vacinabrasil.org, estamos em 4º lugar no ranking da vacinação no mundo, com 54,8 milhões de doses.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. A esquerdalha piraaaaaaa.
    Não vão ter mais o que falar. A CPI até agora foi só palanque pra Bolsonaro. Tá igual ao vídeo da reunião ministerial kkk..

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Saúde

Hospital do Coração passa a oferecer a Pesquisa de Anticorpos Neutralizantes que identifica imunidade ao Covid-19

Foto: Divulgação

Hospital do Coração passa a oferecer em seu laboratório a Pesquisa De Anticorpos Neutralizantes para o Covid-19, com resultado em até 12 horas.

O teste IgC-S1 feito pelo Hospital é o exame laboratorial mais preciso para medir a resposta imunológica para o Covid-19. O exame detecta se a pessoa está imunizada ( por já ter se vacinado ou por já ter tido a doença).

Os exames podem ser colhidos todos os dias, das 6h às 17h, incluindo domingos e feriados. Não é necessário jejum e o exame é totalmente automatizado e de alta performance.

Opinião dos leitores

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Cidades

Paradas sucateadas se multiplicam em Natal

Os usuários de transporte público em Natal enfrentam outro problema além dos longos minutos à espera do ônibus: a permanência em paradas com estrutura deficitária ou até mesmo inexistentes em diversos pontos da capital. Especialmente durante o momento de maior demanda pelo transporte público, entre as 6h e 17h, é comum notar as paradas lotadas sem chance de abrigo para a maioria das pessoas que aguardam o deslocamento ou para todas elas, nos locais onde o indicativo de parada do transporte público se resume a uma placa afixada em um poste. Durante os dias chuvosos, a situação é ainda mais crítica.

 

Na tentativa de mitigar os históricos problemas nesses abrigos, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) prevê a substituição de 600 paradas de ônibus e implementação de novas estruturas. A expectativa é que as obras comecem no segundo semestre deste ano. A STTU que esses serviços solucionaram o problema em todos os bairros da capital com pontos de paradas de ônibus.

O projeto de substituição das paradas de ônibus em Natal está em licitação na Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov). O valor estimado das obras é de R$ 8 milhões.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

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Saúde

Governo federal cria Secretaria de Enfrentamento à Covid-19

Mais de um ano após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter elevado a Covid-19 ao status de pandemia, o governo criou um novo órgão para centralizar as ações de enfrentamento do novo coronavírus. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (10), uma semana após o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 fará parte da estrutura do Ministério da Saúde e deverá articular os trabalhos com Estados e municípios. “A nova unidade deverá propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais e municipais” informou a Secretaria Geral da Presidência da República. O decreto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União e vai promover remanejamentos e transformações de cargos e funções internas do Ministério da Saúde, sem ocasionar aumento de despesas.

“A secretaria está incumbida de propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, bem como de definir e coordenar as ações do Plano Nacional da Vacinação contra a Covid-19”, disse a SG.

ESTADÃO

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Política

CPI da Covid quer quebrar sigilo de presidente da Anvisa para saber se houve pressão de Bolsonaro

Senadores da CPI da Covid planejam pedir a quebra do sigilo telefônico e telemático do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres. A intenção é verificar se ele sofreu pressão do presidente Jair Bolsonaro ou de outro integrante do governo para atrasar a análise do registro de vacinas.

A quebra de sigilo telemático consiste em obter dados de uma pessoa que estão no meio cibernético, como email, redes sociais e aplicativos de mensagens. O diretor da agência, que é contra-almirante da Marinha, falará nesta terça-feira (11) na comissão e também será questionado sobre o assunto.

Torres é considerado aliado próximo de Bolsonaro, por isso haverá perguntas se ele sofreu algum tipo de pressão para acelerar ou retardar a análise do registro de vacinas e se ele já deixou o posicionamento ideológico contaminar alguma decisão.

Alguns senadores disseram que o processo de registro da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, estará entre os questionamentos feitos ao presidente da agência reguladora. A vacina foi alvo de diversos ataques de Bolsonaro.

A vacina russa Sputnik V também estará entre os principais questionamentos. Alguns membros da comissão dizem acreditar que a agência reguladora está boicotando a aprovação do imunizante, que tem sido usado em diversos países.

Entre outros pontos, os membros do colegiado devem questionar Torres sobre o episódio no qual ele saiu sem máscara em um ato favorável ao governo Bolsonaro. “A expectativa que nós temos com relação ao depoimento [Barra Torres] é que ele nos convença que a Anvisa não participou do boicote às vacinas”, disse o relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

 

Otto Alencar (PSD-BA), membro titular da CPI, também disse que o presidente da Anvisa terá de explicar por que ainda não ocorreu a aprovação da Sputnik. “O almirante vai prestar as informações e esclarecer se teve uma análise retardada ou correta da vacina. Precisamos saber se uma análise superficial da vacina deve ser considerada.”

Nesta semana, o principal foco da CPI será investigar as articulações para compra de vacinas contra a Covid-19 e também o aparato de comunicação oficial e informal do governo, que consiste nas mensagens propagadas por apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais.

Além de Barra Torres, os senadores irão ouvir o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten nesta quarta-feira (12).

Já na quinta-feira (13) será a vez de Carlos Murillo, que até janeiro deste ano era presidente regional da Pfizer no Brasil. Atualmente, ele é presidente da farmacêutica americana para a América Latina.

Confira matéria completa na Folha.

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Economia

Auxílio emergencial alcança 39 milhões de beneficiários, 6,5 milhões menos que o previsto

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) superestimou, em cerca de 6,5 milhões de pessoas, a previsão do número de beneficiários do auxílio emergencial 2021. Agora, as novas parcelas são destinados a um público menor e em um valor mais baixo, de no máximo R$ 375 mensais por família.

Em 18 de março deste ano, ao divulgar a assinatura de duas medidas provisórias sobre o pagamento do benefício, o Ministério da Cidadania informou que o novo auxílio emergencial “deverá atender 45,6 milhões de pessoas“.

 

Na noite da última quinta-feira (6/5), porém, ao finalizar o primeiro ciclo de créditos, a pasta informou ter depositado o auxílio emergencial para 39,1 milhões de famílias.

Trata-se de uma distorção de 16,6% entre o número divulgado inicialmente pelo governo federal e a realidade.

Na prática, isso significa que a tesoura usada pelo governo sobre a lista de beneficiários foi mais afiada ainda. No ano passado, mais de 67,9 milhões de brasileiros chegaram a receber o benefício.

Ao renovar o programa, após pressão da sociedade e de parlamentares, o governo deixou claro que o auxílio emergencial 2021 seria devido apenas a quem fazia parte do programa em dezembro do ano passado. Na ocasião, os recursos eram destinados a 56,7 milhões de pessoas.

Logo, se um pai de família, por exemplo, ficou desempregado em janeiro deste ano, não pôde mais pedir o auxílio. Em situação contrária, se tiver sido beneficiado, mas consiga um emprego, poderá ser considerado inelegível e não mais receber o pagamento. “Têm direito ao auxílio emergencial 2021 os trabalhadores que estavam recebendo, em dezembro de 2020, o auxílio emergencial de que trata o art. 2º da Lei nº 13.982, de 2020, e a extensão do auxílio emergencial de que trata a MP nº 1.000, de 2020”, ressaltou o governo, em nota publicada em março.

Além disso, é preciso cumprir uma série de regras para receber as novas parcelas.

Em uma tentativa de contemporizar o corte feito sobre o programa, o Ministério da Cidadania publicou a seguinte matéria, na semana passada: “Primeira parcela do auxílio emergencial 2021 chegou a 77 milhões de brasileiros“.

Esse dado, no entanto, inclui, além dos elegíveis, o número de integrantes de cada família. O auxílio emergencial 2021 é limitado a uma pessoa por família. Anteriormente, dois membros de um mesmo grupo familiar podiam se beneficiar, segundo legislação publicada pelo governo em abril.

 

Em 2020, uma família poderia receber até R$ 1,8 mil por mês. Hoje, o máximo que se pode receber é R$ 375 – apesar da crise econômica e sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus ter não só perdurado, mas se intensificado nesse período.

Outro dado que tem sido distorcido pelo Ministério da Cidadania em relação ao auxílio emergencial se refere ao valor médio dos depósitos.

A pasta informa que o valor médio é de R$ 250, pagos em quatro parcelas. Mulheres chefes de família monoparental têm direito a cotas de R$ 375, e indivíduos que moram sozinhos (ou seja, família unipessoal) recebem apenas R$ 150 mensais.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou, porém, a maior parte do público do auxílio emergencial deve receber a menor cota do benefício, no valor de R$ 150. São cerca de 20 milhões de pessoas, o equivalente a 43% do total.

Já a cota de R$ 250 será paga a 16,7 milhões de brasileiros e a maior, de R$ 375, a 9,3 milhões de mulheres.

Os números foram obtidos pela reportagem via Lei de Acesso à Informação (LAI) e se referem, contudo, à “estimativa” de 45,6 milhões de beneficiários do auxílio emergencial 2021.

Com o novo corte de beneficiários, o Metrópoles questionou, até então sem sucesso, ao Ministério da Cidadania sobre quantas pessoas receberam, respectivamente, as cotas de R$ 150, de R$ 250 e de R$ 375.

A pasta também foi interpelada sobre a inflação de 6,5 milhões de pessoas no anúncio do programa, mas não respondeu.

As mesmas perguntas foram direcionadas para a Dataprev, estatal responsável por analisar os dados. A empresa não respondeu. O espaço segue aberto.

METRÓPOLES

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Saúde

Cientistas pesquisam nova ‘vacina múltipla’ contra vários tipos de coronavírus

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, podem ter descoberto uma nova “vacina universal” que protegeria contra as principais formas variantes do coronavírus, incluindo os “resfriados comuns”. O imunizante seria um primeiro passo importante na prevenção de novas pandemias ou surtos de doenças virais respiratórias, segundo uma versão preliminar do estudo publicada nesta segunda-feira, 10, na revista especializada Nature.

De acordo com a pesquisa, a imunização em macacos com vacinas que utilizam nanopartículas de RBD (domínio receptor-obrigatório) do Sars-Cov-2, com adjuvantes de alúmen, conseguiram gerar anticorpos múltiplos contra a família do betacoronavírus. Esse gênero do coronavírus é o mesmo responsável pelos surtos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que surgiu na China, em 2002; de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada na Índia, em 2013; e pela atual pandemia da covid-19.

Os imunizantes protegeriam também contra as principais variantes identificadas do novo coronavírus, como para a britânica (B.1.1.7), a brasileira (P.1) e a sul-africana (B.1.351). O estudo ainda encontrou resposta imune em macacos para o SARS-Cov-1 (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e à cepa batCoVs.

A pesquisa aponta que vacinas com a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) e núcleo modificado também se mostram eficazes, porém em menor quantidade, contra o novo coronavírus e contra a cepa batCoV, presente em animais. Elas poderiam ainda prevenir a transmissão de novos tipos do coronavírus de animais para humanos.

Por enquanto, os testes só foram aplicados em macacos e o estudo foi publicado em uma versão inicial. A pesquisa ainda precisa passar por revisão da comunidade científica sobre as provas apresentadas antes de ser divulgada em seu formato final.

ESTADÃO

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