Geral

“O Nobre Deputado”: Henrique diz que Câmara vai ao CNJ contra juiz que criou deputado corrupto fictício

Henrique deputadoO presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, anunciou nesta terça-feira (10) que a Câmara dos Deputados vai encaminhar representação ao Conselho Nacional de Justiça contra o juiz Marlon Reis em razão de generalizar denúncias contra parlamentares em seu livro “O Nobre Deputado”. O autor criou um personagem fictício para generalizar críticas e denúncias contra deputados. O juiz afirma, no entanto, que o personagem é baseado em histórias reais relatadas por mais de 100 pessoas que transitam no mundo político, inclusive um ex-deputado federal que vai se candidatar novamente nas eleições deste ano.

Em pronunciamento no Plenário, Henrique Alves repudiou as denúncias feitas pelo juiz no livro e veiculadas em reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, no último dia 8 de julho. Ele afirmou que não existe “qualquer relação entre os ilícitos referidos na reportagem e a competência constitucionalmente conferida ao Congresso Nacional”.

O Presidente da Câmara lembrou que cabe à Polícia Judiciária e ao Ministério Público investigar e à Justiça Eleitoral punir a compra de votos ou a captação ilegal de recursos destinados a campanhas eleitorais, que são as principais acusações feitas pelo juiz na reportagem.

 “Deve-se realçar, a propósito, que qualquer cidadão – ainda que investido no cargo de juiz de direito, como o autor do livro objeto da reportagem – pode representar ao Ministério Público com vistas à investigação da prática de crimes e ao oferecimento da denúncia cabível”.

Ele ressaltou que as obras superfaturadas e as licitações mencionadas na reportagem e no livro não dizem respeito às atividades do Congresso Nacional. “As únicas denúncias específicas de corrupção formuladas na reportagem – desvio de verba de merenda escolar em São Pedro de Água Branca (MA) e de valor destinado a asfaltamento em Blumenau (SC) – não podem, de modo algum, ser atribuídas ao Congresso Nacional”.

Henrique Alves ainda afirmou que é “flagrantemente inverídica” a reiterada afirmação feita pelo programa de TV de que parlamentares reteriam parte do valor de emendas orçamentárias. Ele explicou que a liberação dos valores referentes às emendas apresentadas por deputados e senadores, em favor de estados e municípios, é responsabilidade exclusiva do Poder Executivo.

Ele também disse que as diversas alusões na reportagem a um deputado fictício e à suposta prática de atos ilícitos por ocupantes de cargos eletivos, associadas a repetidas imagens do Plenário da Câmara dos Deputados e do Palácio do Congresso Nacional “traduzem exercício impróprio do direito de informar”.

Henrique Alves repudiou as denúncias genéricas, sem individualização ou citação de nomes, que “minam as instituições fundamentais da democracia brasileira, reforçam nos eleitores a falsa ideia de que a política de nada lhes serve e desestimulam o exercício da cidadania”. Vários parlamentares também se manifestaram para condenar a reportagem e o livro do juiz. A maioria considerou a obra generalizante e irresponsável e pediu medidas efetivas contra o juiz.

Opinião dos leitores

  1. O Nobre Deputado, chefe do grupo no caso, que se revolta com o livro deveria partir do seguinte princípio: se é mentira o povo não vai nem comprar e nem ler o livro, logo não há problema. Se for verdade nada melhor do que se calar e não espalhar ainda mais a meleca que eles fazem. Infelizmente a parcela da nossa população com capacidade de se instruir e questionar o que eles fazem é muito pequena, pode ser pelo fato de que a verba para educação ter sido aprovada e por mero acaso tenha ocorrido algumas das inverdades apresentadas no livro. Meus cumprimentos ao autor pela coragem de escrever o livro.

  2. O lider da quadrilha legalizada da camara baixa ( camara baixa e suja!) nao podia deixar de defender a si proprio e seus comparsas.
    Caso alguem que leia esse painel, pense de forma similar e tenha habilidades para criar sites com espaco para votacao, eu convido a colocar no ar um modo de contar opinioes de apoio ou reprovacao ao Juiz autor no livro "O Nobre Deputado".. Eu me comprometo a registrar um dominio dedicado a isso e mandar e-mail para todos os deputados. O Juiz nao nos trouxe uma obra de ficcao, mas produto de pesquisa. Essa quardrilhas sao isso mesmo. A evolucao da educacao e uma forte campanha que vede a reeleicao para mandatos sucessivos podem nos ajudar a derrotar essa barreira que protege e blinda a rede de corrucao transpartidaria.

  3. Não tinha conhecimento do livro e nem seria necessário para saber. Seu título e principalmente contexto expressam a mais pura realidade contada e decantada diuturnamente através da mídia, razão do nobre juiz ter sido muito condescendente por colocar personagem fictício Essa injusta revolta mostra que a carapuça coube naqueles que certamente foram atingidos pelas frias letras do texto, Razão da ânsia por silenciar verdades.

  4. SE O DEPUTADO É FICTÍCIO, QUAL É O PROBLEMA?
    A IDÉIA DE QUE A POLITICA NADA NOS FAVORECE, O POVO DEIXOU BEM CLARO NAS MANIFESTAÇÕES POR TODO BRASIL!
    ACREDITO QUE O PRESIDENTE DA CAMARA ESTÁ PERDENDO TEMPO, TENTANDO ENCAMINHAR UMA REPRESENTAÇÃO PARA O CNJ.
    ACORDA SR HENRIQUE, O COMENTARIO DE QUE EXISTEM POLITICOS QUE AGEM DE FORMA ILICITA NO PAÍS, TODOS OS BRASILEIROS O FAZEM.

  5. Puxa vida!!! Que tremenda injustiça!!!! Como alguém pode difamar uma sacrossanta casa como o congresso nacional, onde só tem santos, honestos, bem intencionados, todos preocupados com o povo brasileiro, trabalhando muito e praticamente de graça. Nunca foi achado dinheiro nenhum em nenhuma cueca, em nenhum carro. Nunca seus membros estiveram envolvidos em escândalos. Tremenda injustiça.

    1. Eu também acredito no papai Noel, na fada do dente e no coelhinho da páscoa igual a você!

  6. Concordo que há corrupção, jogo sujo por parte de muitos deputados do congresso, mas a Instituição "Congresso Nacional" é uma instituição portante na democracia brasileira, como tal ela tem que ser respeitada. Se existem denúncias a fazer que se faça, mas o que não pudemos aceitar é uma instituição importante ser chacoteada pela mídia com intuito claro de vender livros… Aí estaremos sendo imbecis tanto quanto elegermos os corruptos!

  7. FAÇA O QUE DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE FAÇO
    Numa sociedade onde culturalmente se valoriza a Malandragem por meio de seus "jeitinhos", e tem como característica o "Culto as APARÊNCIAS", não devíamos ficar assim tão chocados… Ou devíamos?
    Não é amplamente disseminado e domínio público que "O MUNDO É DOS MAIS ESPERTOS" e que "CHAPÉU DE OTÁRIO É MARRETA"?
    Porque a surpresa quando nossos representantes agem de acordo com esses mandamentos sociais?
    Será que é eles que estão errados? Ou é a nossa CULTURA que precisa ser revista e modificada para valorizarmos a honestidade, a integridade, a essência e o conteúdo, ao invés de continuarmos exaltando "imagens ilusórias" de ricos e famosos, que não se sabe muito bem o que tiveram e tem que fazer para chegar onde chegaram, e não termos sequer nenhum escrúpulo em participar de esquemas piramidais do tipo TELEXFREE para "se dar bem em cima dos otários".
    Será que esses Parlamentares não são a nossa cara e espelho da maioria do nosso povo? Ou é muito diferente o que vemos no nosso dia a dia em todas as regiões, Estados, Cidades, instituições, profissões e ocupações?

  8. kkkkkkkk !!!!! Como a verdade incomoda…..Esses políticos são uns verdadeiros santos…..

  9. Realmente esse Juiz errou em dizer que tem alguns deputados que compram votos e que são corruptos, na realidade todos compram votos e são diretamente ou indiretamente corruptos, no congresso é o único lugar que não existe exceção !

  10. O nobre deputado deveria ficar revoltado quando seus pares – e ele mesmo – se sujam na lama da corrupção com o dinheiro do povo, isso sim. Pra completar, ainda forma uma quadrilha aqui no estado pra ganhar de WO o Governo. É brincadeira!

  11. Não vejo motivo para o Deputado fazer tanto movimento com um simples livro, essa disposição toda não seria uma auto afirmação ? O deputado ao invés de ficar tão preocupado com um simples livro, deveria explicar melhor como esta fazendo o chamado acórdão , ou a arca de Henrique Noé.

  12. O Presidente da Câmara falo em "desmoralização do Congresso Nacional" devido ao livro escrito pelo juiz Marlon Reis, porém ,mais desmoralizado que já está é impossível, mas não por causa da imprensa ou de qualquer livro, mas sim pela conduta de grande parte dos parlamentares. Basta fazer uma pesquisa com o povo para saber qual a instituição menos confiável, ou ainda, basta analisar a ficha policial de dezenas de deputados e senadores, para sabermos que nós, o povo é que deveria se indignar.

  13. Seiiii, tanta gente honesta e competente no congresso, pq não vão atrás de votar a reforma tributária e a maioridade penal?

  14. Devo concordar com o parlamentar. Insinuar que no Congresso existem Deputados que são corruptos é mesmo um despautério, uma mentira das mais escabrosas, uma leviandade sem limites, uma grosseria para dizer o mínimo.
    Ali só tem pessoas que visam o bem do povo. Pessoas que lutam por uma nação mais justa, para diminuir as desigualdades. E tudo isso por salário que quase não dá para se sustentar na Capital Federal.
    Ficar inventado que temos Deputados desonestos????? Pelo amor de Deus, que mente doentia pode defender algo assim?

    1. Esses Deputado estão na achando que o povo continua comendo no curral, e/ou seja na cocheira…. Acordem porque já cansamos de bababa de deputados e senadores improdutivos na politica brasileira e nada fazem em prol do povo brasileiro, a não ser em prol do seus grupos familiares. Chegam a vassoura vai correr atras e fazer a limpeza. As urnas serão abertas com supresas.

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Brasil

“A ELEIÇÃO ACABOU”: Tarcísio diz que entendo “o sentimento de Flávio”, mas pede para “respeitar o resultado das urnas”

Foto: Fábio Tito/g1

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se distanciou da contestação de Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou nesta quarta-feira (28) que o resultado das eleições precisa ser respeitado.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou Tarcísio ao Estadão.

A manifestação ocorreu após Flávio divulgar uma carta na qual se declarou o “verdadeiro presidente eleito” e chamou o resultado do segundo turno de fraude, sem apresentar provas. Posteriormente, o senador apagou a primeira versão e substituiu a expressão por “líder do Brasil”.

Tarcísio defendeu uma oposição forte, mas atuando dentro das instituições. Segundo ele, o momento exige “responsabilidade, serenidade” e respeito ao processo democrático.

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Mundo

[VÍDEO] “NÃO VOU ME ENVOLVER”: Trump evita apoiar Flávio como “verdadeiro presidente” do Brasil


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou apoiar nesta quarta-feira (28) a declaração de Flávio Bolsonaro (PL) de que seria o “verdadeiro presidente” do Brasil.

Questionado por um jornalista se concordava com a afirmação, Trump respondeu: “Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”.

Apesar de se afastar da autoproclamação, Trump voltou a classificar as eleições brasileiras como “muito estranhas”, sem apresentar provas de irregularidades.

Flávio utilizou as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito” na primeira versão de uma carta divulgada nas redes sociais. Posteriormente, apagou a publicação e substituiu os termos por “líder do Brasil”.

 

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Política

Em nova versão da carta divulgada após chegar aos EUA, Flávio retira trecho em que se autoproclamava o “verdadeiro presidente” e afirma que é o “líder do Brasil”

Wagner Meier/Getty Image

O senador Flávio Bolsonaro recuou e alterou o texto de uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), retirando o trecho em que se autoproclamava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na nova versão do documento, o parlamentar passou a se apresentar como “líder do Brasil”.

A primeira versão do manifesto havia sido divulgada logo após o desembarque do senador nos Estados Unidos acompanhado de sua família. No texto original direcionado à comunidade internacional e aos seus eleitores, o candidato derrotado no segundo turno usava a expressão de autoproclamação para questionar o resultado das urnas, em um movimento alinhado ao discurso do ideólogo Steve Bannon.

O recuo na carta ocorre no momento em que o próprio Partido Liberal e o candidato a vice na sua chapa, deputado Alfredo Gaspar, já reconheceram formalmente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral e por diversos chefes de Estado ao redor do mundo.

Alfredo no entanto, atribuiu ao que chamou de “sistema” a derrota para o presidente Lula. Ele afirmou que o grupo enfrentou perseguições e defendeu a continuidade da atuação política no Congresso.

Com informações do Metrópoles

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Política

Dos EUA, Flávio lança candidatura de Rogério Marinho para a Presidência do Senado

Carlos Moura/Agência Senado/Waldemir Barreto/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) lançou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à Presidência do Senado. O anúncio aparece na carta divulgada nesta quarta-feira (28) pelo senador após a sua chegada aos Estados Unidos.

No documento, Flávio se dirige aos parlamentares e governadores ligados ao seu grupo político e cita diretamente o senador potiguar: “Em especial ao meu candidato à Presidência do Senado, Rogério Marinho”.

Flávio também afirma que pretende liderar dos Estados Unidos a oposição ao quarto governo Lula. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, escreveu.

Rogério coordenou a campanha presidencial de Flávio e ocupa posição central na articulação nacional do PL. A candidatura à Presidência do Senado, porém, ainda precisará ser oficializada e submetida à votação dos senadores.

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Política

Em carta, Flávio agradece a Milei e Trump e diz ter recebido apoio dos governos dos EUA e da Argentina

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em nota divulgada inicialmente pelo comentarista Paulo Figueiredo e depois publicada nas redes sociais do ex-presidenciável, que recebeu apoio após deixar o Brasil com a família rumo aos Estados Unidos. O senador agradeceu diretamente aos presidentes Javier Milei da Argentina e Donald Trump dos EUA.

“Queria agradecer ao presidente Milei pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher”, declarou.

Flávio não detalhou no documento como Milei teria ajudado em sua saída. Em relação aos Estados Unidos, o senador foi mais direto. Ele agradeceu “ao presidente Trump e ao governo americano” por receberem sua família e oferecerem, segundo suas palavras, a “segurança jurídica que não temos mais no Brasil”.

Trump declarou que aprovou a entrada de Flávio no país. Autoridades americanas também informaram que o governo emitiria vistos para o senador, a esposa e as duas filhas.

Flávio atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), embarcou para o Equador e chegou a Miami na manhã desta quarta-feira (28). A viagem ocorreu após ele deixar de entregar seus passaportes à Polícia Federal e descumprir a proibição judicial de sair do Brasil.

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Golpe

URGENTE: Após chegar aos EUA, Flávio se autoproclama “presidente eleito”, diz que foi perseguido e que não fugiu, mas saiu do país para lutar pela democracia

Foto: Ricardo Arduengo/AFP

O comentarista Paulo Figueiredo divulgou nesta quarta-feira (28) uma nota de três páginas atribuída a Flávio Bolsonaro (PL). No documento, o senador contesta o resultado das eleições, chama-se de “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e afirma que permanecerá nos Estados Unidos para comandar a oposição.

Flávio agradece aos presidentes Donald Trump e Javier Milei pelo suposto apoio e acusa o Judiciário de perseguição política. Ele também sustenta que houve fraude eleitoral e abuso de poder político e econômico em favor da chapa Lula-Alckmin.

“Quero dizer […] que eu sou o presidente eleito”, diz um trecho. Em outro, Flávio afirma: “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”. Ele também confirma que levou a família para os Estados Unidos. O texto ainda cita Rogério Marinho como candidato à Presidência do Senado e promete liderar a oposição do exterior.

A nota questiona ainda a prorrogação do horário de votação no último domingo (25), mas oficiais do TSE mostram que 34.393 votos foram registrados depois das 17h, o equivalente a 0,03% do total, número insuficiente para alterar o resultado.

O PL já reconheceu formalmente a vitória de Lula. Divulgada inicialmente pelo comentarista Paulo Figueiredo, a nota foi posteriormente publicada pelo próprio Flávio Bolsonaro em suas redes sociais.

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Geral

PF suspeita que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina por outro caminho

famiFoto: Eva Marie Uzcategui/Reuters

A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, viajou de Brasília para a Argentina em um avião privado antes de embarcar com a família para os Estados Unidos. A suspeita é de que ele tenha entrado no país vizinho antes do horário registrado pelas autoridades migratórias argentinas.

De acordo com informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, de O Globo, um jato Cessna Citation Excel, prefixo PR-AAA, pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, saiu de Brasília às 5h de terça-feira (27) e pousou em San Fernando, nos arredores de Buenos Aires, às 8h40.

A PF apura se a aeronave foi usada para levar o senador à Argentina, de onde ele teria seguido para Puerto Iguazú. O deslocamento terrestre entre San Fernando e a cidade fronteiriça supera 1.200 quilômetros e pode levar pelo menos 13 horas. De avião, o percurso dura cerca de duas horas.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio, a mulher e as duas filhas entraram no país por terra às 22h50 de terça-feira. Menos de uma hora depois, às 23h30, embarcaram em um Gulfstream G400 com destino aos Estados Unidos. O avião fez escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para Miami, onde a família chegou nesta quarta-feira (28).

A aeronave evitou o espaço aéreo brasileiro, sobrevoando Paraguai, Bolívia e Peru. A PF ainda investiga como Flávio chegou a Puerto Iguazú e se o registro de entrada na Argentina ocorreu depois de sua chegada ao país.

Flávio e Willer Tomaz são investigados em um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A investigação inclui e-mails que indicariam o cadastro do senador como usuário master de uma conta bancária de uma empresa do advogado.

No âmbito desse caso, Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes, ordem que, segundo as informações divulgadas, não foi cumprida. A PF ainda apura as circunstâncias da viagem e não descarta outras hipóteses para o deslocamento do senador.

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[VÍDEO] “Desculpa, pai, a gente falhou”, diz Carlos a Jair Bolsonaro, que responde: “Levanta a cabeça! Muita coisa pra fazer pelo Brasil”

Carlos Bolsonaro se emocionou durante uma visita ao pai Jair Bolsonaro, com quem passou cerca de duas horas conversando. Em vídeo publicado no Instagram, ele relatou o encontro e reproduziu o diálogo em que pediu desculpas após a derrota de Flávio para Lula no 2º turno das eleições presidenciais.

“Eu falei: desculpa, pai, a gente falhou”, contou. Segundo ele, o pai respondeu com uma mensagem de incentivo: “Levanta a cabeça, vambora. Muita coisa pra fazer pelo Brasil ainda”.

Os dois conversaram sobre política e futebol e compartilharam um café. Carlos Bolsonaro afirmou que pretende continuar a mobilização pela liberdade de pessoas que considera presas políticas e declarou: “Meu pai é um preso político”.

Ao encerrar o relato, destacou o apoio recebido durante a visita. “Inacreditavelmente, ele que me deu suporte hoje mais uma vez”, afirmou.

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João Câmara celebra 98 anos com grande festa nesta quarta-feira

João Câmara completa nesta quarta-feira (28) 98 anos de Emancipação Política e a data será celebrada com uma grande programação festiva na Arena do Povo, a partir das 21h.

Para marcar o aniversário da cidade, a Prefeitura preparou uma noite de muita música e celebração, reunindo Rey Vaqueiro, Circuito Musical, Daniel Donato e Roberto Filho em uma programação especial para toda a população.

A festa encerra a programação comemorativa dos 98 anos de João Câmara, que teve início com uma noite de fé e bênçãos, seguida pela programação católica, reunindo a população em momentos de celebração, espiritualidade e confraternização.

A prefeita Aize Bezerra convida toda a população para participar desse momento especial e comemorar mais um ano da história de João Câmara.

É dia de celebrar João Câmara, sua história, seu povo e tudo o que ainda está por vir.

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Geral

Nunes Marques dá 10 dias para PGR se manifestar sobre novo pedido de revisão da condenação de Jair Bolsonaro

Foto: Ton Molina/STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma segunda revisão criminal para tentar anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão. Nesta quarta-feira (28), o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 10 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido.

Protocolado em 25 de setembro, o recurso apresenta como suposta prova nova um parecer técnico que aponta limitações na verificação da origem e do processamento de parte das provas digitais usadas no processo. O documento, porém, não afirma que houve adulteração do material.

A defesa também cita discussões recentes no STF sobre o acesso à íntegra de provas digitais no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os advogados alegam que pedidos semelhantes de acesso ao material foram tratados de forma diferente no processo de Bolsonaro.

Esta é a segunda revisão criminal apresentada pelo ex-presidente. Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do primeiro pedido, por entender que não havia fatos ou elementos novos capazes de justificar a anulação da condenação.

A revisão criminal é um instrumento excepcional que permite contestar condenações definitivas em situações previstas em lei, como o surgimento de novas provas ou a constatação de que a decisão se baseou em documentos, exames ou depoimentos falsos. O novo pedido ainda será analisado, e a manifestação da PGR não representa uma decisão sobre o mérito do recurso.

Opinião dos leitores

  1. Ou ainda quando são detectados vícios ou erros processuais insanaveis, o que convenhamos, parece transbordar.

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