Cultura

O QUE MAIS FATURA: Nos dez anos de sua morte, não há acusação que faça Michael Jackson ser menos lucrativo

Naquele 25 de junho de 2009, antes de o mundo receber a chocante notícia da morte prematura de Michael Jackson, aos 50 anos, vítima de intoxicação por propofol e benzodiazepina, a expectativa que rondava o Rei do Pop era outra. Após anos de reclusão que sucederam o midiático julgamento por abuso sexual de um garoto de 13 anos (do qual sairia absolvido de todas as acusações, em 2005), ele preparava seu retorno com a turnê “This is it” (teoricamente, sua despedida dos palcos), com 50 shows previamente esgotados na 02 Arena, em Londres. A 17 dias da estreia, Michael Jackson saía de cena.

As principais dúvidas que cercavam aquele recomeço giravam em torno da capacidade do astro americano, dono de três dos quatro álbuns mais vendidos da História até hoje, de retomar de maneira digna uma trajetória artística até então brilhante. Seria ele fisicamente capaz? Uma bateria de exames proposta em contrato pela produtora AEG Live provara que sim. Mentalmente? Essa é uma das tantas questões que seguem sem resposta até hoje, quando se completa uma década de seu adeus.

O fato é que, assim como toda sua vida, os anos que sucederam a morte de Michael Jackson vêm sendo marcados por conquistas artísticas e questionamentos sobre sua conduta pessoal — principalmente após a veiculação, em março, do documentário “Deixando Neverland”, da HBO, em que Wade Robinson e James Safechuck relatam abusos cometidos por Michael Jackson quando ainda eram crianças.

À frente dos Beatles

Um dos artistas mais influentes de sua época, ele segue relevante, seja em reproduções no streaming, meio ainda embrionário em 2009 (é, atualmente, o 85º artista mais ouvido do mundo no Spotify, superando nomes como Beatles, Prince e Madonna), inspirando estrelas como Justin Timberlake, Bruno Mars e Justin Bieber, e dando (muito) dinheiro para aqueles que usufruem de seu espólio. Para ser mais exato, segundo dados da “Forbes”, a família de Jackson já arrecadou US$ 2,4 bilhões desde a morte do cantor, há 10 anos — US$ 400 milhões só no ano passado. Basicamente, mais do que ele acumulou em toda a sua vida — estimado em US$ 2 bilhões, com valores ajustados à inflação. Entre 2010 e 2018, MJ só não liderou a lista anual de celebridades mortas que mais arrecadaram em 2012.

“Por uma perspectiva puramente de negócios, é difícil imaginar que gravadoras e representantes abandonem Michael Jackson. Deixando de lado o debate ‘fez ou não fez’ e falando puramente do lado artístico, o Rei do Pop é a estrela por trás do disco mais vendida da História (‘ Thriller’)”, explicou o veterano advogado da indústria do entretenimento Bernie Resnick.

Além dos direitos autorais, uma série de fatores explica o fato de Michael Jackson ser mais lucrativo após sua morte. O principal deles é que seu patrimônio cresceu consideravelmente após a venda de direitos de músicas de outros artistas adquiridos por ele. Em 2016, a Sony Corporation pagou US$ 750 milhões pela fatia de Jackson na Sony/ATV, que contava, entre outros, com o acervo dos Beatles. No ano passado, a Sony pagou mais US$ 287,5 milhões para o espólio de MJ, dessa vez de sua parte na EMI Music Publishing — os herdeiros seguem tendo direito em cima das canções de Michael Jackson pela Mijac Music.

O nome Jackson ainda faz muito dinheiro a partir de produções que envolvem sua imagem e sua obra. O espetáculo “Michael Jackson: ONE”, do Cirque du Soleil, em cartaz em Las Vegas desde 2013, tem datas confirmadas até dezembro de 2019, pelo menos. Todas as sessões próximas estão praticamente esgotadas, e em novembro já há datas com mais da metade da lotação vendida. E o musical da Broadway “Don’t stop ‘till you get enough”, segue confirmado para 2020. Outro exemplo mais próximo: aprovado pela família, o espetáculo “Tributo ao Rei do Pop”, estrelado pelo paulista Rodrigo Teaser, teve apresentações esgotadas ontem e anteontem no Vivo Rio, com ingressos que custavam até R$ 200. Ao longo do ano, o show terá excursões por outros continentes.

— Como cover, minha imagem está 100% ligada à dele. Nos primeiros dias pós-documentário, fiquei preocupado que o filme pudesse afetar a imagem. Mas percebi que isso não mudou. Quem já achava que Michael Jackson era culpado continua achando. O mesmo vale para quem o vê como inocente — aponta Teaser.

De fato, até agora, pouco se pôde perceber de real impacto após os relatos de Robinson e Safechuck virem à tona. Algumas rádios de países como Canadá e Nova Zelândia anunciaram que não tocariam mais as canções de Jackson, mas foram casos pontuais. No Brasil, segundo relatório enviado pela Crowley Broadcast Analysis, nada mudou: entre janeiro e maio de 2019, a empresa registrou 3.376 veiculações de músicas de Jackson nas rádios monitoradas, contra 3.351 no mesmo período do ano passado — curiosamente, registrou-se um pico de crescimento a partir de março, mês da estreia mundial do documentário.

O mesmo vale para o streaming. Na semana passada, por exemplo, MJ apareceu no top 10 do ranking de artistas com maior aumento de buscas na plataforma Deezer. A marca, como outras do ramo, não costuma mostrar números absolutos, mas um gráfico prova que não houve queda vertiginosa nas reproduções de suas canções pós-denúncias.

Base fiel de fãs

Até mesmo os debates acalorados sobre as fortes acusações de “Deixando Neverland” rapidamente perderam força para a polêmica seguinte — suscetíveis a voltar, claro, em caso de novos depoimentos. Ainda assim, há exemplos de artistas mortos acusados de crimes semelhantes que mantiveram seus ganhos. O “ex-sogro” de Michael Jackson, Elvis Presley, por exemplo, foi alvo de uma reportagem do site “Vice” em 2016 que compilou uma série de denúncias de violência e abuso sexual contra menores que o cantor recebeu ao longo da vida. Dois anos depois, em 2018, Presley só perdeu para Jackson na lista dos mortos mais bem pagos da “Forbes”.

Para o advogado Andy Mayoras, autor do livro “Trial & heirs: Famous fortune fights” (“Julgamentos e herdeiros: famosas brigas por fortunas”), há uma explicação:

— Michael Jackson tem uma base de fãs tão fiel e fanática que ela vai apoiar a pessoa, o legado, sua música e a família, independentemente do que surgir. Isso ficou claro pelos movimentos pós-“Deixando Neverland”, com campanhas publicitárias bancadas por fãs e impulsos nos números de vendas. Ainda veremos, por muitos anos, ganhos significativos chegando para Jackson e sua família.

O GLOBO

 

Opinião dos leitores

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Geral

SEEC contradiz denúncia e informa que Programa RN + Esporte e Lazer não está paralisado

Foto: Joana Lima

Após denúncia recebida pelo Blog do BG sobre a suposta paralisação do Programa RN + Esporte e Lazer, após quatro meses do seu anúncio oficial, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC) informa que a notícia não procede.

“Os projetos aprovados em 2026 alcançaram o valor de R$ 10 milhões, correspondente ao limite de incentivo fiscal previsto para esta etapa do programa. Todo o tramite relacionado a seleção dos projetos foi publicado no Diário Oficial do Estado. Desde 2023 o Governo do Estado investiu 37 milhões de reais na lei de incentivo ao esporte mudando a realidade do desporto potiguar”.

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Mundo

Bolívia decreta prisão de Morales, amigo de Lula, acusado até de terrorismo

Foto: Reprodução

O ministério público da Bolívia ordenou a prisão de Evo Morales, cocaleiro que presidente daquele país, amigo e aliado histórico do brasileiro Lula (PT). Ele foi responsabilizado na investigação sobre os protestos e bloqueios de estradas que paralisaram diferentes regiões durante cerca de 50 dias, entre maio e junho, provocando grandes prejuízos à população. Morales e Lula são expoentes da esquerda latino-americana, considerada a mais atrasada do planeta.

A ordem de apreensão foi emitida nesta quarta-feira (29) pela Fiscalia Departamental de Santa Cruz, no âmbito de investigações por crimes de terrorismo, levante armado, atentado contra a segurança dos meios de transporte e serviços públicos, instigação pública a delinquir e associação delituosa. A medida responde a uma denúncia formal apresentada conjuntamente pelo Comitê pró-Santa Cruz e pelo Ministério do Governo boliviano.

Segundo o documento oficial, assinado por um fiscal da Unidade Especializada em Perseguição de Delitos de Corrupção, a presença de Morales é considerada indispensável para o andamento das investigações sobre a autoria intelectual, a convocação e a logística das manifestações. Os bloqueios criminosos provocaram perdas milionárias, desabastecimento de alimentos e insumos básicos, além de quase total paralisação do transporte de cargas e passageiros.

Evo Morales, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, não é o único investigado. O inquérito também envolve dirigentes sociais e sindicais, alguns já sob prisão preventiva, como Vicente Salazar, líder da Federação de Camponeses Túpac Katari. As protestos foram articulados pela Central Operária Boliviana (COB), pela Federação Túpac Katari e por facções leais ao ex-presidente, que exigiam a renúncia do atual mandatário, Rodrigo Paz.

O governo boliviano classifica as ações não como protesto social legítimo, mas como parte de um plano sistemático de desestabilização destinado a interromper o mandato de Paz. O porta-voz presidencial, José Luis Gálvez, e o ministro do Governo, Marco Oviedo, reforçaram essa avaliação.

Morales reagiu à ordem de prisão por meio de uma mensagem na rede social X. “Não vão nos intimidar”, disse.

Diário do Poder

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Brasil

Confira a formação acadêmica dos candidatos à Presidência; Lula fica fora da lista

Foto: Ricardo Stuckert

Os nomes na disputa pela Presidência da República em 2026 apresentam trajetórias acadêmicas bastante variadas. Enquanto alguns iniciaram a carreira por meio do ensino técnico, outros possuem graduação, especializações, mestrado e doutorado. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual chefe do Executivo, não concluiu o ensino fundamental.

Lula tem formação técnica em torneiro mecânico pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), profissão que exerceu antes de ingressar no movimento sindical.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes, com especializações em Ciência Política, Políticas Públicas e Empreendedorismo, além de curso técnico em eletrônica. Já o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), especializou-se em cirurgia da coluna vertebral na Universidade de Paris e concluiu mestrado em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) é graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Entre os demais nomes, Augusto Cury (Avante) é médico formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), com pós-graduação em Psiquiatria e doutorado em Psicologia Multifocal. Renan Santos, candidato pelo Partido Missão, declara ter concluído apenas o ensino médio. Segundo ele, iniciou o curso de Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não finalizou a graduação.

A advogada Clariana Barão, escolhida pelo Democracia Cristã (DC), é formada em Direito pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e concluiu a formação “Imersão Tradutor de Almas”, apresentada por ela como um curso voltado à psicanálise. Já Samara Martins, anunciada pelo União Popular (UP), é graduada em Odontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Hertz Dias (PSTU) tem Licenciatura em História e Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Maranhão (UFM). Rui Costa Pimenta (PCO) tem graduação em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero.

Por fim, Edmilson Costa (PCB) é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com doutorado pela Unicamp e pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade.

Pleno News

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Brasil

“Vamos tomar um café”: gesto de Lula com Alexandre de Moraes após evento no Planalto chama atenção; assista

Foto: Reprodução

Um momento de descontração entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acabou ganhando repercussão nesta quarta-feira, 29. Ao fim de uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, os microfones que ainda estavam abertos registraram o momento em que Lula convidou o magistrado para tomar um café. As informações são do Jornal Opção.

O episódio ocorreu logo após o encerramento do evento, que reuniu integrantes do governo federal, ministros de Estado, parlamentares e autoridades do Judiciário. Enquanto deixavam o palco, o presidente dirigiu-se a Moraes e fez o convite de maneira espontânea, em uma conversa informal captada pelo sistema de som da solenidade.

Embora breve, a interação chamou a atenção por envolver duas das principais figuras do cenário político e institucional brasileiro. O diálogo rapidamente repercutiu nas redes sociais e entre interlocutores dos Três Poderes, em meio ao ambiente de intensa movimentação política em Brasília.

Nem o Palácio do Planalto nem o Supremo Tribunal Federal comentaram se o encontro ocorreu posteriormente ou se havia alguma pauta prevista para a conversa.

Com informações do Jornal Opção

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Esporte

O PAU COMEU: Jogo entre QFC SAF x América pelo Estadual Sub-20 termina em confusão nos minutos finais; assista

Imagem: Reprodução/Esporte do RN

Briga generalizada entre jogadores do QFC SAF e do América em partida pelo Estadual Sub-20. A confusão teve início após o gol da vitória alvirrubra nos minutos finais.

Segundo um leitor do Esportes do RN, a briga começou após o jogador do América pegar a bandeira do QFC, retirar do local e jogar fora. Para ele, o jogador americano provocou toda a confusão. “O clube mandante não pode sofrer punição até porque não ouve invasão de torcida, foi entre jogadores das equipes, o time mandante tem que proteger sua casa, o cara vem e chuta o balde, a culpa foi do atleta do América que fez tudo isso acontecer, um irresponsável isso sim”, disse.

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Política

Rogério Marinho acusa Lula de beneficiar bancos e penalizar o povo: ‘Robin Hood às avessas’

Foto: Diário do Poder/Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o governo Lula (PT), afirmando que a política econômica adotada pela gestão petista beneficia o sistema financeiro enquanto amplia a carga sobre a população e o setor produtivo.

Em publicação nas redes sociais, Marinho afirmou que “nunca antes na história desse País os bancos lucraram tanto”.

O senador também acusou o governo de adotar uma política fiscal “irresponsável e leviana”, que privilegiaria bancos e rentistas em detrimento da população.

“Lula taxa o povo e quem produz e estabelece uma política fiscal irresponsável e leviana que privilegia bancos e rentistas, prejudicando a população. É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas. Padrão PT”, escreveu.

A crítica de Marinho foi motivada pelos dados divulgados pelo Banco Central, segundo os quais o sistema bancário registrou lucro de R$ 255 bilhões em 2025, o maior já alcançado pelo setor.

O desempenho foi registrado em um cenário de juros elevados, com a taxa básica da economia (Selic) chegando a 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas e um dos mais altos do mundo em termos reais.

A elevação dos juros foi adotada pelo Banco Central como instrumento para conter a inflação ao longo de 2025. O ciclo de queda da Selic teve início apenas em 2026.

Taxas de juros elevadas costumam favorecer a rentabilidade das instituições financeiras, ao mesmo tempo em que encarecem o crédito para consumidores e empresas.

Diário do Poder

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Eleições 2026

Aliados de Flávio avaliam iniciar campanha em São Paulo ou no Nordeste

Foto: Reprodução/Instagram

A equipe do senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, estuda duas principais possibilidades para o pontapé inicial da campanha em 16 de agosto: o estado de São Paulo ou algum ponto da região Nordeste. A definição ainda não foi tomada e o planejamento segue em andamento.

São Paulo aparece como uma das principais opções por concentrar o maior colégio eleitoral do país, onde a disputa é considerada voto a voto. Além disso, auxiliares destacam a importância do estado por abrigar a Faria Lima, principal centro financeiro do país. Os maiores cabos eleitorais de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também estão na região, o que poderia impulsionar a agenda. Foram esses motivos, inclusive, que fizeram com que o QG do senador fosse construído na capital paulista.

Já a possibilidade de iniciar a campanha no Nordeste é vista como um gesto político para ampliar o diálogo em uma região historicamente mais identificada com o presidente Lula (PT). A estratégia busca alcançar o eleitor indeciso ou mais distante de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, a avaliação é que o senador já consolidou o apoio do eleitorado bolsonarista e que o desafio agora é justamente conquistar novos segmentos.

Antes disso, a prioridade da campanha nesta semana é concluir as negociações por apoios e acordos políticos. Como mostrou a coluna, Flávio ainda não conseguiu fechar alianças para a composição da chapa presidencial e cresce, internamente, a possibilidade de uma chapa puro-sangue.

Paralelamente, a campanha também define a estratégia para a participação nos debates. A expectativa é que Flávio Bolsonaro compareça apenas aos encontros em que Lula também estiver presente, diante da avaliação interna de que a disputa pelo segundo turno tende a ficar concentrada entre os dois.

Segundo uma fonte ouvida pela coluna, sem a presença de Lula, a participação de Flávio perderia sentido estratégico. O entendimento é que candidatos com menor intenção de voto, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Renan Santos (Missão), concentrariam ataques ao senador para tentar crescer nas pesquisas. De acordo com levantamentos acompanhados pela campanha, os três aparecem entre 3% e 5% das intenções de voto, a depender do instituto.

Jovem Pan

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Brasil

Cobertura triplex onde Elize Matsunaga matou marido é colocada à venda por valor milionário

Foto: Reprodução

Mais de uma década após o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, a cobertura onde o crime ocorreu foi colocada à venda por R$ 2,8 milhões, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. O imóvel hoje pertence aos pais da vítima, que assumiram a propriedade após o encerramento da disputa judicial envolvendo Elize Matsunaga. A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Ullisses Campbell, de O Globo.

Ao jornalista, representantes da família afirmaram que a cobertura já foi negociada. Apesar disso, o apartamento continua anunciado em pelo menos três imobiliárias, que ainda permitem o agendamento de visitas.

O imóvel permaneceu durante anos no centro de um impasse na Justiça. Quando adquiriu as duas coberturas, em 2008, Marcos Matsunaga registrou uma delas em nome de Elize por meio de uma doação. Após a condenação pelo assassinato do marido, ela perdeu o direito sobre a propriedade, mas ainda tentou reavê-la judicialmente. Somente depois da conclusão desse processo os dois apartamentos passaram integralmente para os pais do empresário, que decidiram colocá-los à venda.

A cobertura anunciada ocupa quatro pavimentos de um edifício construído em 1990 e reúne características de alto padrão. O imóvel possui piscina privativa, sauna seca com sala de descanso, adega climatizada, cinco suítes, quatro vagas de garagem, dois depósitos no subsolo e vista panorâmica da capital paulista.

Originalmente formado pela união de duas unidades residenciais, o apartamento tinha cerca de 370 metros quadrados quando era ocupado pelo casal. Entre seus diferenciais estavam um quarto do pânico, escondido atrás de um armário e equipado com portas blindadas, climatização independente e linha telefônica exclusiva, além de uma adega climatizada para armazenar a coleção de vinhos de Marcos Matsunaga.

Segundo a imobiliária responsável pelo anúncio, o valor pedido está cerca de 32% abaixo da média praticada para imóveis semelhantes no edifício. Enquanto outras coberturas são avaliadas em aproximadamente R$ 3,247 milhões, o apartamento foi anunciado por cerca de R$ 8,2 mil por metro quadrado.

Correio 24h

 

 

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Geral

TJRN derruba lei que criava loteria no município de Jaçanã

Foto: Reprodução/iStock

A loteria municipal de Jaçanã foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). A decisão foi tomada após o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a norma criada pela Prefeitura de Jaçanã.

O Tribunal Pleno acompanhou o voto do relator, desembargador Amílcar Maia. Dessa forma, os magistrados declararam a invalidade da lei municipal que instituía um serviço próprio de loteria no município.

Segundo o TJRN, a Constituição Federal estabelece que apenas a União pode criar, regulamentar e autorizar jogos, apostas e modalidades lotéricas.

Além disso, a decisão destacou que essa competência está prevista no artigo 22, inciso XX, da Constituição Federal. Por esse motivo, o município não possui autorização constitucional para instituir ou regulamentar um serviço de loteria próprio.

Assim, o Tribunal concluiu que a legislação municipal invadiu uma competência exclusiva da União, o que tornou a norma incompatível com a Constituição.

A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral de Justiça contestando os artigos primeiro e segundo da Lei Complementar Municipal número 54 de 2025 de Jaçanã, que pretendia autorizar a exploração de jogos lotéricos de forma direta ou por meio de concessões e parcerias com empresas privadas. O entendimento fixado pelo Tribunal aponta que os Municípios não possuem autorização constitucional para instituir, regulamentar ou explorar serviços públicos lotéricos, uma vez que a matéria não se enquadra como assunto de interesse local nem integra as atribuições municipais.

A decisão também destacou que a criação de loterias por Prefeituras invade a competência do Governo Federal e contraria o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já havia determinado a suspensão de leis municipais semelhantes em todo o país.

Com a declaração de inconstitucionalidade dos artigos principais da Lei Complementar número 54 de 2025, todo o texto da norma municipal perdeu a validade, ficando o prefeito e o presidente da Câmara Municipal de Jaçanã oficiados sobre a decisão.

 

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Mundo

Chanceler argentino reitera apoio a Flávio e nega romper relação com Brasil

Foto: AFP

Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, afirmou nesta quarta-feira (29) que o país não romperá relações com o Brasil em meio à crise diplomática.

Em entrevista à Radio Mitre, o chanceler ressaltou que Javier Milei apoia a família Bolsonaro, destacando que ele participou da convenção nacional do Partido Liberal, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Questionado sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin de que os xingamentos do líder argentino ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva são um desserviço ao povo argentino, Quirno respondeu que trata-se de “juízos de valor”.

“Nós acreditamos que o que Lula está fazendo no Brasil não é o caminho certo, enquanto eles consideram que é apropriado”, comentou.

Em seguida, pontuou que “não há chance” de rompimento de relações entre os países por parte da Argentina.

“Quanto ao fato de o chanceler brasileiro ter convocado o embaixador argentino… bem, isso é algo que nós não fazemos; não elevamos questões ao nível institucional. Mantemos as disputas eleitorais, bem como as diferenças políticas e ideológicas, dentro desse âmbito específico”, adicionou o ministro.

Ele também afirmou que o governo de Milei tem a mais alta estima pelo embaixador brasileiro na Argentina, Julio Vitelli, que foi convocado pelo Brasil para consultas.

O chanceler destacou esperar que Vitelli retorne ao país o mais rápido possível para continuar desenvolvendo “nossa ampla agenda bilateral”.

CNN

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