Jornalismo

O Rico e poderoso sistema S

 

Reportagem de Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico desta semana mostra um pouco como funciona o Sistema S no Brasil e como muitos tem se perpetuado no poder de umas das entidades mais ricas do Brasil, o sistema S não tenho receio de dizer que é umas das maiores caixas-pretas do Brasil, servindo inclusive politicamente para muitos, segue reportagem:

Antonio Oliveira Santos tem 87 anos. No fim do ano passado foi reeleito para a presidência da Confederação Nacional do Comércio (CNC), cargo que exerce há 35 anos. Comanda, a partir do Espírito Santo, um orçamento de R$ 12,8 bilhões, um dos mais aquinhoados do Sistema S, nome pelo qual são conhecidas as 11 entidades alvejadas pelo ajuste fiscal do governo.

O presidente da CNC foi reeleito com 26 dos 28 votos da disputa. A Fecomércio do Rio, a quem derrotou, o acusou de manter o poder graças a décadas de sucessivas intervenções nas federações locais que ameaçam se insurgir contra seu comando. Antonio Oliveira Santos conta com aliados fiéis como Abraham Szajman, igualmente longevo na presidência da Fecomércio de São Paulo, cargo que exerce há 31 anos. Para disputar a última reeleição, o presidente da confederação recorreu de decisão do Superior Tribunal de Justiça que acatara objeções feitas pelo Tribunal de Contas da União às contas da entidade.

Alçado à CNC no início do governo João Figueiredo, como um dos pilares da abertura controlada pela ditadura, Santos comandou o lobby empresarial na Constituinte de 1988. De lá para cá, o mecenato do Sesc e do Senac lhe deu legitimidade para ampliar o apoio político. Entre os parlamentares que já lhe prestaram homenagens estão os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Cícero Lucena (PSDB-PB) e o deputado Simão Sessim (PP-RJ).

Transita com facilidade pela pauta legislativa. Mobiliza-se por projetos como a regulamentação da terceirização dos contratos de trabalho e a redução do intervalo para o almoço. Articula-se ainda para barrar a criação de conselheiros com dedicação exclusiva no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), proposta em resposta às fraudes identificadas pela Operação Zelotes da Polícia Federal.

No baronato do Sistema S, Santos é um dos mais discretos operadores. A bancada se espraia pelos partidos e tem dois ministros, Armando Monteiro (PTB), da Indústria, Comércio e Desenvolvimento, que foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Kátia Abreu (PMDB), da Agricultura, que comandou a confederação nacional do setor, a CNA.

O PMDB tem ainda o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que disputou o governo de São Paulo no ano passado, e o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade. Ex-senador, Andrade foi também vice do atual senador Aécio Neves (PSDB) no seu primeiro mandato como governador de Minas Gerais. Ex-sócio do publicitário Marcos Valério de Souza, o presidente da CNT é réu no mensalão tucano.

No ano passado, logo depois de renunciar ao mandato de senador, o que possibilitou a migração do seu processo do STF para a Justiça mineira, o ex-senador foi alvo de uma operação policial originada na Controladoria-Geral da União (CGU) que detectou desvios nas duas entidades do Sistema S subordinadas à CNT que podem chegar a R$ 70 milhões.

Em aliança com as confederações patronais, o PT recebeu o comando das entidades que lhe são subordinadas e fez delas viveiros do lulismo. Depois de se eleger como o primeiro presidente da República formado numa escola do Senai, Luiz Inácio Lula da Silva colocou no comando do Sesi o ex-presidente da CUT Jair Meneguelli.

Um dos mais fiéis aliados de Lula no sindicalismo, Meneguelli ficou no cargo até o início deste ano, quando foi substituído por outro lulista, o ex-secretário-geral da Presidência Gilberto Carvalho. O partido tem ainda o Sebrae, que hoje é presidido pelo ex-ministro do Turismo Luiz Barreto, mas já esteve nas mãos do atual presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

A entidade das cooperativas (Sescoop) está no radar de atuação do ex-ministro da Agricultura do governo Lula Roberto Rodrigues. Ex-presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, Rodrigues engajou-se, na eleição presidencial de 2014, como um dos principais representantes do agronegócio na campanha do senador Aécio Neves (PSDB).

Quando as primeiras entidades foram criadas, sob o guarda-chuva das entidades patronais, durante o Estado Novo, o país precisava de mão de obra qualificada para uma economia que começava a se industrializar e os empresários precisavam de uma entidade que encorpasse sua atuação política. Em 63 anos, o sistema extrapolou o alfabeto e se expandiu para quase todos os setores da economia. Abrange comércio (Sesc e Senac), indústria (Senai e Sesi), transporte (Sest e Senat), agronegócio (Senar), cooperativas (Sescoop), pequenas empresas (Sebrae), exportações (Apex) e desenvolvimento industrial (Abdi).

O caixa do sistema é formado pelo recolhimento de 3,1% da folha de salários das empresas. O montante seria suficiente para prover qualificação gratuita, mas as entidades ainda faturam com a cobrança de cursos e de atividades culturais e com o rendimento acumulado pelos ativos financeiros e imobiliários.

A arrecadação é feita pela Receita Federal, que repassa os recursos para as entidades mediante o pagamento de uma taxa, mas duas entidades (Sesi e Senai) concorrem com uma arrecadação paralela, que oferece descontos às empresas. Seu orçamento, que em 2014 fechou em R$ 31 bilhões, supera o do Bolsa Família e se iguala ao rombo com o qual o Orçamento da União foi enviado ao Congresso.

Antes do ministro Joaquim Levy, o último a cobiçar o caixa das entidades foi o então ministro da Educação e hoje prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O Sistema S, capitaneado à época por Armando Monteiro, reagiu. Ampliou o número de cursos gratuitos e contribuiu para ampliar as vagas do Pronatec, mas esteve longe de se render à proposta do MEC, que tentava fazê-lo bancar o custeio do ensino médio público.

É uma reação igualmente orquestrada que hoje se insurge contra o ministro Joaquim Levy. A Fazenda quer se valer das contribuições ao Sistema S para custear a Previdência e manter o incentivo a pesquisa e desenvolvimento industrial que hoje é abatido de tributos federais. A garfada retiraria do Sistema S 30% dos seus recursos.

O avanço do ajuste fiscal sobre seus recursos contraria interesses encastelados em todo o sistema partidário e ajuda a empurrar o governo Dilma Rousseff para o corredor da UTI.

Acórdãos do TCU mostram uma coleção de irregularidades em repasses para agências de comunicação, que envolvem publicidade, marketing político e assessoria de imprensa. Por meio desse aparato, o Sistema S aparece como porta-voz da vontade geral em defesa do mecenato das artes e da educação e contra a elevação de tributos, como a CPMF.

Em alguns Estados, como em São Paulo, o tema se confunde com a carreira política do capitão local do Sistema S. Na presidência da Fiesp há 11 anos, Paulo Skaf só perde para sua contraface fluminense, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, comandante da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), sucessivamente reconduzido há 20 anos. Em entrevista ao Valor (21/9), Gouvêa Vieira resumiu o impacto das mudanças pretendidas pelo governo no Sistema S: “Vai ter uma repercussão política gigantesca”.

No ano passado, o então candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Paulo Skaf, enfrentou representação da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo por propaganda antecipada. A pretexto de divulgar os feitos da Fiesp, do Sesi e do Senai, Skaf gastou R$ 34 milhões em 97 horas na televisão e 119 horas no rádio. Na representação, o procurador regional eleitoral André de Carvalho Ramos, que pediu a condenação em multa no mesmo valor gasto, pôs o dedo na ferida: “É preciso alertar para o fato de que, caso condutas como a de Paulo Skaf sejam consideradas lícitas, nada impede que outros presidentes de entidades sindicais, como CUT, Força Sindical, dentre outras, financiadas com dinheiro público resultante das contribuições compulsórias, gastem horas e horas de propaganda de rádio e TV para promoverem candidaturas pessoais”.

No início daquele ano, em que Skaf, Armando Monteiro e Kátia Abreu foram candidatos, o sistema S, segundo o TCU, tinha uma disponibilidade financeira de R$ 16,6 bilhões. Ao fim de 2014, os depósitos das entidades do sistema somavam R$ 17,5 bilhões, uma valorização de 5,6%, inferior à registrada pela caderneta de poupança daquele ano. Os acórdãos do TCU foram compilados pelo gabinete de um senador da oposição, Ataídes Oliveira (PSDB), um empresário do Tocantins que assumiu o mandato como suplente, depois da morte do titular, e virou o principal aliado do governo na batalha do Sistema S.

O caráter híbrido do sistema faz com que suas entidades não se submetam nem às regras de governança do setor privado, como aquelas requeridas pela Lei das S.A., nem àquelas do setor público, como as previstas na Lei de Acesso à Informação. O Sistema S, a despeito de se manter com um tributo, não presta informações consolidadas aos órgãos de fiscalização do governo.

Sem transparência, as entidades do sistema custam a se provar eficientes na qualificação da mão de obra e alargam o gargalo da produtividade, que ameaça o futuro do economia.

As três principais entidades patronais que comandam o sistema, CNI, Fiesp, Firjan e CNC, estão de fileiras cada vez mais cerradas contra o governo que julgam estar mancomunado contra seus interesses e ganham apoio multipartidário em Brasília.

Com a ameaça de restrição ao financiamento empresarial às campanhas eleitorais e a isquemia provocada pela obstrução dos dutos da Petrobras, os vasos periféricos em forma de S ganharam ainda mais relevância no abastecimento da política.

 

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Geral

Advogado da amiga de Lulinha diz que caso está sendo politizado

Arte / Metrópoles

O advogado Roberto Podval assumiu, nesta semana, a dianteira da defesa da empresária e lobista Roberta Luchsinger. Ela é investigada em uma série de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O defensor disse ainda que o caso tem sido muito politizado.

Podval já integrava a equipe. Desde o início desta semana, entretanto, passou a ser o único escritório a cuidar da defesa da amiga de Lulinha, após o advogado Bruno Salles deixar o time de defensores da empresária.

Ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Podval defendeu uma mudança de atuação no caso. O advogado afirmou que pretende afastar a politização dos casos envolvendo Roberta, evitando briga com a Polícia Federal, o STF e Ministério Público.

“Vamos tratar o caso de forma jurídica e não política. Não estamos aqui pra brigar com ninguém, conheço e respeito o papel de cada um dos atores. Este assunto está sendo muito politizado, acho que precisa ser tratado nos autos”, afirmou o advogado.

Com informações de Igor Gadelha / Metrópoles

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Geral

Justiça Eleitoral manda Lula abrir gastos com publicidade

Reprodução / Poder360

O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mandou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar, no prazo de 10 dias, toda a documentação relativa aos gastos com publicidade institucional realizados de 2023 até o 1º semestre de 2026. O despacho do ministro foi em resposta a uma representação apresentada pelo Partido Liberal, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, adversário de Lula.

Na sua decisão, o ministro disse ter encontrado “elementos que justificam o aprofundamento da apuração” e aponta “discrepâncias objetivas e valores expressivos” que recomendam a obtenção urgente das informações oficiais. A ação do PL alega que o governo federal do PT estourou o teto permitido de gastos com publicidade em 2026, pois houve empenho de R$ 178 milhões até 15 de junho e essa cifra representa, no entender da legenda, um excesso de R$ 42,3 milhões.

Poder360 registrou os dados sobre gastos em publicidade do governo federal em 28 de junho de 2026. Quando se consideram os 3 anos e meio do mandato de Lula, o líder em recebimento de verbas de publicidade foi o Grupo Globo, com R$ 267 milhões recebidos.

A ação do PL é diretamente contra o presidente Lula e o seu ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social) do Palácio do Planalto, o marqueteiro Sidônio Palmeira (que comandou a campanha presidencial petista em 2022). Lula e Sidônio são apontados pelo PL como responsáveis por prática de conduta vedada em ano eleitoral.

Segundo cálculos do PL, Lula e Sidônio extrapolaram o limite de despesas com publicidade institucional estipulado pelo artigo 73 da Lei das Eleições (lei 9.504, de 1997) ao intensificar campanhas oficiais durante o primeiro semestre de 2026.

Entre as campanhas questionadas estão a divulgação do Novo PAC, do Plano Brasil Soberano, da COP30, da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e da proposta de mudança da escala de trabalho 6 x 1. Para o PL, a publicidade institucional passou a promover realizações e projetos do governo em escala incompatível com as restrições impostas pela legislação eleitoral, provocando vantagem comunicacional indevida ao presidente Lula.

Na sua decisão, André Mendonça determinou que a Secom de Lula e os órgãos responsáveis pela administração orçamentária federal apresentem, em formato aberto e auditável, todos os empenhos relacionados à publicidade de janeiro a junho de 2026, além dos dados correspondentes aos exercícios de 2023, 2024 e 2025.

O TSE também exigiu a apresentação da memória oficial de cálculo do teto legal, dos critérios utilizados pelo governo, da relação de reforços, anulações e cancelamentos de empenhos, bem como das justificativas para cancelamentos realizados após o ajuizamento da ação.

“Determino aos órgãos responsáveis a preservação integral dos processos administrativos, registros eletrônicos, históricos de alteração e logs de sistema […], vedada a destruição, ocultação ou alteração retroativa dos dados”, escreveu o ministro, que atua no TSE e também no Supremo Tribunal Federal.

OUTRO LADO

Quando o Poder360 publicou uma reportagem sobre os gastos de publicidade estatal federal e a alegação do PL sobre despesas excessivas do governo Lula, a Secom do Palácio do Planalto afirmou em nota que “atua em estrita observância à legislação eleitoral”. Disse também que os limites foram respeitados e que prestará todas as informações necessárias “no foro competente”.

Eis a íntegra da nota da Secom enviada ao Poder:

“A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), na condição de órgão central do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), atua em estrita observância à legislação eleitoral e às normas que disciplinam a publicidade institucional da administração pública federal.

 “Os limites aplicáveis às despesas com publicidade institucional vêm sendo plenamente cumpridos pela pasta, com base nos critérios estabelecidos na legislação vigente e nas orientações jurídicas aplicáveis, inclusive por meio de sua regulamentação interna. 

 “A Secretaria está à disposição para prestar todas as informações necessárias e destaca que apresentará, no foro competente, os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem necessários.

 “Por fim, eventuais comparações entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período, as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização.”

Poder360

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Geral

[VÍDEO] Dino autoriza terceiro inquérito contra Lulinha; suspeita é de corrupção e tráfico de influência no governo

Imagens: Reprodução/ Jornal Nacional

O ministro Flávio Dino, do STF – Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito contra o filho mais velho do presidente Lula, por suspeita de corrupção e tráfico de influência. É o terceiro inquérito aberto no STF contra Lulinha em uma semana. As outras duas investigações, autorizadas pelo ministro André Mendonça, apuram a atuação do filho do presidente no Ministério da Saúde e na Dataprev.

A Polícia Federal também vai investigar repasses feitos pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, ao ex-chefe de gabinete do presidente, conhecido como Marcola.

A nova investigação aberta a pedido da Polícia Federal vai apurar se Fábio Luis Lula da Silva e um grupo de pessoas teriam negócios supostamente ilícitos em áreas do governo federal. A suspeita é de tráfico de influência, corrupção e possível favorecimento de interesses privados em órgãos federais.

Um dos citados é Marco Aurélio Santana Ribeiro. Marcola, como é conhecido, foi chefe de gabinete da Presidência até duas semanas atrás – ele deixou o cargo para trabalhar na campanha de Lula à reeleição. O nome dele apareceu nas investigações durante análise do celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que teve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O aparelho foi apreendido no fim de 2025, durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Ao analisar o material, a polícia descobriu pagamentos de Roberta Luchsinger para Marcola, que confirmou os repasses. Em nota, ele disse que os sigilos bancário e fiscal estão à disposição da Justiça e que se trata de um empréstimo pessoal, pago com transferência bancária de R$ 249 mil. Marcola afirmou que é uma movimentação estritamente privada e que orientou seu advogado a usar todos os documentos para esclarecer os fatos.

Esse material também está em outro inquérito que investiga Lulinha – aberto na semana passada pelo ministro André Mendonça – sobre suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência em favor do Careca do INSS. Um dos objetivos do lobista, de acordo com investigadores, seria conseguir um contrato no ministério para fornecer medicamentos feitos à base de cannabis – o contrato não foi fechado.

Em depoimento à PF, Roberta Luchsinger confirmou ter apresentado o Careca do INSS ao filho do presidente. Lulinha chegou a viajar com o lobista para Portugal, com passagem e hospedagem pagas por ele, para conhecer uma fábrica de cannabis.

Lulinha também é alvo de uma terceira investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, que apura se ele atuou para favorecer empresários junto à Dataprev, estatal responsável pelas bases de dados da Previdência Social e outros programas sociais.

Além disso, o ministro Flávio Dino também determinou a abertura de outro inquérito – a pedido da Polícia Federal – sobre o possível vazamento de dados dessas investigações. A defesa de Lulinha também pediu que o STF investigue esses eventuais vazamentos.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva disse que vai esclarecer eventuais dúvidas sobre a atividade pessoal e profissional dele; e afirmou que Lulinha vai provar que não tem relação, direta ou indireta, com qualquer irregularidade.

A defesa de Roberta Luchsinger disse que vai trabalhar nos autos, na certeza de que tudo será esclarecido.

A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes afirmou que não teve acesso ao inquérito e desconhece a acusação.

A Dataprev afirmou que prestará as informações necessárias às autoridades competentes.

Com informações do Jornal Nacional – G1

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Polícia

Suspeito de matar subtenente da PM na Grande Natal confessa crime: “Ciúmes”

Foto: Reprodução/ TV Tropical

A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (4), a um mandado de prisão preventiva contra Aldir Trajano da Silva, de 40 anos, investigado pelo homicídio do suboficial da reserva remunerada da Polícia Militar Jerry Kildare Araújo da Silva. O crime ocorreu no último domingo (2), na zona rural do município de São José de Mipibu, e foi elucidado a partir do trabalho investigativo realizado pela instituição.

Durante o interrogatório formal, gravado em áudio e vídeo, o investigado confessou detalhadamente a prática do crime, afirmando ter surpreendido a vítima e efetuado disparos com uma espingarda calibre 12.

A Polícia Civil esclarece que, conforme a confissão do investigado e os elementos de prova reunidos ao longo das investigações, o homicídio teve motivação exclusivamente pessoal e passional, decorrente de ciúmes, estando, em princípio, descartada qualquer relação com as funções públicas exercidas pela vítima como policial militar.

As investigações também confirmaram que a pistola pertencente ao suboficial, subtraída pelo autor após a execução do crime, foi recuperada pela Polícia Civil.

As diligências prosseguem no município de São José de Mipibu com o objetivo de localizar a espingarda calibre 12 utilizada na ação criminosa. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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VÍDEO: Subtenente da PM Jerry Kildery é assassinado a tiros na Grande Natal

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Brasil

EITA ATRÁS DE EITA: Lobista pagou R$ 249 mil em contas pessoais de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula

Foto: Reprodução/ Redes sociais

​O valor dado pela lobista Roberta Luchsinger para o ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), Marco Aurélio Santana, o Marcola, chega a R$ 249 mil.

A coluna apurou que Marcola encaminhava para a lobista códigos de barra para que ela fizesse os pagamentos de contas pessoais dele, o que não deixa rastro. Parte do valor foi pago desta forma.

Essa relação entre os dois perdurou por todo o ano de 2025. A Polícia Federal (PF) identificou os repasses a partir de conversas capturadas no celular de Luchsinger.

O caso Marcola é o que gerou o terceiro inquérito pedido pela PF que envolve o filho mais velho do presidente Lula, o Lulinha. O relator é o ministro do Supremo, Flávio Dino. A investigação busca apurar se Marcola usou o cargo de chefe de gabinete de Lula para fazer tráfico de influência para negócios de interesse do filho do presidente e da lobista.

​O inquérito é mais focado na relação de Marcola com Roberta. O filho de Lula aparece porque a lobista era supostamente quem operava em nome dele no governo.

Empresária e lobista, Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha e da mulher dele, Renata Abreu Moreira. As duas têm inclusive uma tatuagem de “melhores amigas para sempre”, dado o grau de proximidade.

Em depoimento de maio deste ano, Roberta Luchsinger admitiu ter apresentado Lulinha ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes Como mostrou a coluna, Roberta pagou as despesas de uma viagem de luxo de Lulinha à Finlândia com a família em janeiro de 2025. Ela também paga pelo aluguel de uma mansão de luxo no Lago Sul de Brasília, na QI 26, que é usada pelo filho do presidente da República quando está em Brasília.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

Vice de Flávio está entre Michelle, Rogério Marinho e Priscila Costa; anúncio será nesta quarta-feira

Foto: Reprodução/ Redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou uma coletiva de imprensa para 11h da quarta-feira (4/8) a fim de anunciar quem será “o” ou “a” vice em sua chapa ao Palácio do Planalto.

A aliados, o coordenador geral da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a escolha está entre três nomes e que o martelo será batido até 10h da quarta-feira.

Segundo apurou a coluna, os três cotados para a vice de Flávio são: o próprio Rogério Marinho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ou a vereadora de Fortaleza Priscila Costa.

Entre caciques de partidos do Centrão, a principal aposta é de que o escolhido será Rogério Marinho. O senador nunca escondeu de aliados seu desejo de ser o vice de Flávio.

Com informações de Metrópoles

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Brasil

LAVA JATO: CNJ forma maioria para afastar juíza substituta de Moro do cargo

Foto: Reprodução

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) formou maioria nesta terça-feira (4) para afastar a juíza Gabriela Hardt de suas funções. A magistrada atuou como substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato.

Os conselheiros ainda discutem a duração da punição. Há duas correntes: uma defende o afastamento por dois anos; a outra, pelo período de um ano. Durante a disponibilidade, a juíza continuará recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço.

O caso é analisado no processo administrativo disciplinar (PAD) que investigava a participação da magistrada em um esquema que tentou criar uma fundação privada com o desvio de cerca de R$ 2,5 bilhões recuperados pela Operação Lava Jato.

Segundo as investigações, a 13ª Vara Federal de Curitiba classificou a Petrobras como “vítima” dos crimes investigados para justificar o repasse de recursos de acordos de leniência e de colaboração premiada à fundação, que seria administrada por integrantes da própria força-tarefa da Lava Jato.

Hardt foi investigada principalmente por ter homologado o chamado “acordo de assunção de compromissos”, que permitiria a criação dessa fundação.

Os relatórios apontam que a juíza discutiu previamente os termos do acordo com procuradores da Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol, por meio de mensagens de WhatsApp, antes mesmo de o pedido ser apresentado oficialmente à Justiça.

Também foi questionada a rapidez com que o acordo foi homologado, além de não ter havido a participação da União, apontada como a verdadeira titular dos recursos.

Ao votar pela condenação, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que a homologação do acordo deveria ter sido precedida de “diligências institucionais mínimas”.

Ele disse concordar com os argumentos da defesa de que não há provas de que Hardt tenha buscado enriquecimento próprio, mas afirmou que isso não afasta sua responsabilidade funcional.

CNN

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Luto

Morre, aos 63 anos, Oto Maia, irmão da senadora Zenaide e do deputado João Maia

Foto: Reprodução

Morreu nesta terça-feira (4) o servidor público Oto Maia, irmão da senadora Zenaide Maia (PSD) e do deputado federal João Maia (PP) aos 63 anos. A informação foi confirmada pela assessoria da parlamentar.

Até a publicação desta matéria, a causa da morte ainda não foi confirmada. Oto Maia vivia em Brasília, onde trabalhava. Ele também se dedicava a literatura e a poesia.

Após a morte de seu irmão, Zenaide Maia anunciou o cancelamento do evento Todos Por Elas, que ocorreria nesta quarta-feira (6) e seria promovido por seu partido.

A senadora viajou a capital federal para se reunir com seus familiares.

As informações são da Tribuna do Norte

 

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Eleições 2026

Podemos mantém neutralidade e Renata Abreu é descartada como vice de Flávio Bolsonaro

                                        Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

O Podemos decidiu manter a neutralidade na disputa pela Presidência da República e não vai apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). A definição foi tomada no fim da tarde desta terça-feira (4), durante uma reunião virtual da Executiva Nacional da legenda, convocada pela presidente do partido, deputada federal Renata Abreu.

Com a decisão, o partido também descarta, neste momento, a possibilidade de Renata Abreu integrar a chapa presidencial como candidata a vice. Como a coluna mostrou com exclusividade, a dirigente vinha sendo procurada por integrantes do PL tanto para levar o Podemos ao palanque de Flávio quanto para ocupar a vaga de vice-presidente.

A reunião desta terça ocorreu após o adiamento da definição durante a convenção nacional do Podemos, realizada na última sexta-feira (31), em São Paulo. Na ocasião, Renata Abreu afirmou que a decisão seria tomada de forma coletiva, ouvindo os dirigentes estaduais da legenda.

A manutenção da neutralidade representa um revés para a campanha de Flávio, que segue isolada.

Nos bastidores, lideranças da legenda já demonstravam resistência à composição com o PL. A avaliação predominante era de que a neutralidade seria o melhor caminho para preservar a unidade interna do partido e permitir maior liberdade às direções estaduais durante a campanha eleitoral.

Com a decisão, o Podemos se soma às siglas que optaram por não declarar apoio a nenhum dos principais candidatos à Presidência neste momento da corrida eleitoral.

Com informações da Jovem Pan

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Mundo

Mulher joga bilhete de loteria premiado no lixo e garis recuperam prêmio de R$ 5,8 milhões

Foto: AFP

Uma mulher quase perdeu um prêmio de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,8 milhões) após jogar, por engano, um bilhete premiado da loteria no lixo. O caso aconteceu na região da Puglia, no sul da Itália, e terminou com um desfecho inesperado: garis conseguiram localizar o bilhete dentro de um caminhão de coleta.

Segundo a empresa pública de gestão de resíduos SANB, responsável pelo serviço de coleta, a ganhadora procurou ajuda depois de perceber que havia descartado o bilhete premiado. A história foi confirmada à agência AFP por Roberto Nicola Toscano, gerente da empresa.

A mulher, que não teve a identidade revelada, foi até uma loja conferir o bilhete de uma loteria instantânea no domingo, após o sorteio. Ao passar o comprovante na máquina, recebeu a mensagem de que o prêmio não poderia ser pago no local.

Como pequenos estabelecimentos só fazem o pagamento de valores menores, ela não imaginou que havia acertado o prêmio principal e foi embora.

De volta para casa, um familiar informou que os números que ela costumava apostar — escolhidos em homenagem a um ente querido — haviam sido os vencedores. Ao retornar à loja, descobriu que o bilhete já havia sido jogado no lixo e recolhido pelo caminhão da coleta.

Após o pedido de ajuda, a equipe da SANB refez todo o trajeto do lixo até identificar o caminhão responsável pela coleta. O veículo foi retirado de circulação e levado para uma empresa especializada, já que a busca envolvia resíduos potencialmente perigosos.

Os trabalhadores passaram mais de um dia vasculhando o conteúdo do caminhão. Durante a operação, encontraram diversos bilhetes e fragmentos de cupons até localizar o bilhete premiado, que, segundo Toscano, estava “milagrosamente intacto”.

Quando recebeu a notícia, a mulher chorou de emoção, relatou o gerente da empresa.

Com informações de O Globo

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