Passados setes meses desde que o Viaduto do Baldo foi interditado, as sucessões de erros e letargia completa do poder público se acumularam. Talvez à espera de uma tragédia.
Parece que estão esperando um bloco de concreto desabar sobre vários natalenses para reconhecerem a urgência de um assunto. Se fosse uma gravidez, a queda do viaduto, ao sete meses, ao invés de prematura, seria fora do tempo da agilidade, mas contemporânea da inabilidade que é marca das gestões públicas.
Há cinco meses, Natal tem uma nova administração. Em que pese o prefeito Carlos Eduardo se lamentar da herança maldita deixada por sua antecessora, o cidadão não deve – ou não precisa – se preocupar com os entraves burocráticos, porque foi para eles que se elegeu um prefeito.
O estado de completa inoperância só começa a se transformar, vejam só, cinco meses depois – e porque um laudo constatou que o tráfego sob o viaduto precisa ser interrompido sob o risco do pior acontecer.
Ainda vamos esperar outros tantos meses para que tudo esteja resolvido, apesar de as obras do viaduto dispensarem o trâmite original e seguirem sob a batuta da dispensa de licitação. Aguardem aditivos e cronogramas atrasados. E não se trata de torcida pelo pior, mas de constatar que a lentidão do poder público se manifesta na face da incompetência.

Agora estão começando a abrir os olhos, pois nunca entendi interditar um viaduto sem interdição das pistas que ele está suspenso, ora se o troço estar condenado, claro que pela lei da gravidade ele cai e não sobe, então porque não interditaram a Deodoro e a Rio Branco (vias que estão abaixo do viaduto) ??, Depois de todo esse tempo, sem mobilidade especialmente as prometidas pra copa, a situação tende a se agravar. Esses burocratas e suas ideias….. Melhor seria tomarem providências serias e compromissadas e arrumarem aquilo lá, e rápido. Mas pelo menos agora vão fazer o certo interditar tudo, e a bagunça generalizada por falta de responsabilidade