Comportamento

Obsessão com passado sexual pode arruinar relações; entenda o que é ‘ciúme retroativo’

Redes sociais têm histórico de relacionamentos (Foto: Creative Commons)

Os pensamentos obsessivos sobre o passado sexual de sua namorada acabaram com o primeiro relacionamento sério de Zachary Stockill. Demorou até que ele descobrisse que seu problema tinha um nome – e que milhares de outras pessoas também sofrem disso.

Ammanda Major, terapeuta do serviço de relacionamentos Relate:

“Vemos casos em que a pessoa está fixada nos relacionamentos prévios de seu parceiro. Ciúme é algo que muita gente reconhece, mas esse tipo de ciúme é diferente. A pessoa às vezes tem flashbacks de coisas que ela não viu, de que nunca participou. Isso leva a um ciclo obsessivo de pensamentos e um desejo alucinante de chegar à “verdade” do que “realmente aconteceu” entre o parceiro e seu ou sua ex. Podem acabar importunando o parceiro e, em alguns casos, o relacionamento pode se tornar abusivo. Se você é uma pessoa que está obcecada com seu parceiro ou com o passado de seu parceiro, você deve buscar ajuda profissional.”

Abaixo, ele conta sua história:

Eu tinha vinte e poucos anos e, pela primeira vez, estava apaixonado.

Uma noite, minha namorada e eu fizemos o que vários novos casais fazem no começo de seu relacionamento – começamos a falar sobre o nosso passado. Abordamos as relações prévias que nós dois tínhamos tido.

Mudou uma chavinha na minha cabeça.

Nada do que ela falou era fora do normal, nenhum detalhe era chocante, incomum. Mas algo havia mudado.

De repente, eu só conseguia pensar em seu histórico romântico.

Eu cresci em uma cidade pequena em Ontário, no Canadá. Meus pais tiveram um casamento incrível e, na maior parte do tempo, eu também tive uma relação ótima com eles. Não tive problemas relacionados à minha saúde mental ou emocional – não tive depressão, ansiedade, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).

Amava mulheres.

Aos oito anos, tive duas namoradas! Tive relacionamentos típicos de escola.

Na universidade, conheci e me apaixonei por uma mulher diferente de todas as que eu havia conhecido antes. Ela era extremamente inteligente, linda, artística e curiosa.

Mas quando ela falou sobre sua vida prévia, um sentimento que eu nunca havia experimentado tomou conta de mim.

A maioria de nós tem uma impressão sobre como é ciúme “normal”. Sentir um incômodo quando seu parceiro atrai a atenção de alguém num bar ou algo do tipo.

A maioria das pessoas não gosta da ideia de imaginar seu parceiro com outra pessoa, como um ex, mas o que eu estava sentindo era completamente diferente.

Meu histórico romântico era mais prolífico que o dela, mas a ideia de que ela tivesse tido relações íntimas com outra pessoa que não eu começou a me dar coisas.

Eu não sabia que o que eu estava sentindo é chamado às vezes de “ciúme retroativo”. Eu ainda aprenderia muito mais sobre isso.

Comecei a imaginar cenas da minha namorada com seu ex, como se tivessem acontecendo em tempo real, bem na minha frente. Era como se ela estivesse me traindo.

Seu passado de repente se tornou o meu presente.

Eu focava em um detalhe trivial, pintando uma imagem vívida daquilo. E ainda adicionava outros detalhes, além de fazer eventos insignificantes virarem algo gigante na minha cabeça.

Se saíssemos para comer, eu ficava imaginando se ela e seu ex tinham ido ao mesmo restaurante. Se andássemos em frente a um hotel, eu de repente imaginava se eles tinham tido relações sexuais lá.

Os relacionamentos que ela teve antes do nosso era a primeira e última coisa que eu pensava no dia – de manhã, quando acordava, e a à noite, antes de dormir.

As redes sociais são um poço de informações para essa questão. Há histórico de posts e comentários e imagens do passado do seu ou da sua atual. E eu mergulhei naquilo. Tornei-me um detetive online.

Averiguei fotos antigas, de antes de termos nos conhecido, li comentários, tentando entender quem eram determinadas pessoas, como eles se encaixavam na sua vida, se ela tinha omitido alguma aventura de seu passado.

Essas eram as coisas que eu fiz privadamente, mas também tem as coisas que eu fiz diretamente no nosso relacionamento.

Tenho vergonha de como agi naquela época.

Briga com o passado

Questionava minha namorada incessantemente. Tentava fazê-la se sentir culpada por ter tido relacionamentos ruins no passado. Eu era hipócrita, considerando que meu passado era semelhante ao dela. E ela mal ligava para os meus relacionamentos prévios.

Foi muito difícil para ela. Tente imaginar seu parceiro constantemente brigando com seu passado, te julgando. Depois te fazendo sentir mal sobre isso, obcecado com coisas que não importam mais. Coisas bobas, insignificantes. Acontecimentos dos quais você não teria motivos para se envergonhar.

Apesar disso, minha namorada se mantinha tranquila e amorosa, deixando claro que eu ocupava um lugar especial em seu coração. E isso ajudava por um tempo – até que os mesmos pensamentos e questões voltassem, com intensidade renovada.

Virou um ciclo vicioso de pensamentos que eu não queria ter, da minha namorada me tranquilizando e, com isso, um pouco de alívio. Depois, de volta pro início de tudo.

Nosso relacionamento durou alguns anos, mas eventualmente terminou. Meu ciúme foi um fator central para o término.

Depois que terminamos, me senti culpado e envergonhado durante um longo tempo. Repassava determinadas cenas do nosso relacionamento na minha cabeça e sofria: brigas desnecessárias, esse tipo de coisa. Me sentia culpado por ter sido tão idiota. Não parecia que aquela pessoa era eu. Eu sabia que era eu, mas sentia que havia sido sequestrado por um diabinho. Pode parecer melodramático, mas eu realmente sentia como se havia perdido o controle.

Me abrir com amigos e familiares e até com terapeutas não foi frutífero. Ninguém parecia entender. O conselho mais comum era: “supere”.

Comecei a pesquisar no Google frases como “obcecado pelo passado da namorada” e eventualmente me deparei com a expressão “ciúme retroativo” em fóruns de internet. As pessoas pesquisam a torto e a direito no Google, mas não sabem que há um nome para essa condição. Não era e não é um termo comum.

Pessoas que sofrem de ciúme retroativo caem em um “loop” de pensamentos obsessivos, emoções doloridas, ações irracionais e, por fim, ódio de si. Pelo que li, muitos psicólogos acreditam que entra no espectro de desordens obsessivo-compulsivas.

Nos fóruns de internet, encontrei algumas pessoas que mostravam compreensão e empatia, mas a maioria da retórica ali era tóxica – há muitos homens em fóruns online que parecem odiar mulheres. Há muitos que justificam seu ciúme e usam os fóruns para falar mal de mulheres. E aquilo foi confuso. Era o primeiro lugar em que as pessoas sabiam do que eu estava falando – mas, ao mesmo tempo, um ambiente de misoginia e negatividade.

Outras pessoas nos fóruns apontavam para o extremo oposto: para eles, qualquer um que tinha problemas com o passado do parceiro ou parceira atual era uma pessoa má agindo irracionalmente. Eu discordo.

Não consegui encontrar uma comunidade dedicada ao assunto e queria dar um jeito nisso.

Sentia que precisava de equilíbrio espiritual, então fui a retiros de meditação e comecei a aprender mais sobre budismo. Foi um passo importante para diminuir meu ego. Depois, comecei minha própria pesquisa.

Em seguida, comecei um blog e escrevi um livro – escrito sob um pseudônimo, porque ainda tinha vergonha. A reação ao livro foi imensa. Então, resolvi criar um curso online.

Hoje, mantenho um site onde pessoas podem procurar ajuda e dicas para lidar com ou superar essa condição.

Mais de 120 mil pessoas visitaram meu site no ano passado, de quase todos os países do mundo. E quase metade são mulheres.

Eu achava que ciúme retroativo era algo ligado ao homem e ao ego heterossexual masculino, mas não é o caso. Mulheres hetero, lésbicas e homens gays – pessoas de todas as idades, da adolescência à velhice – entram em contato comigo.

Também recebo muitos emails de pessoas da Arábia Saudita e da Índia, países onde as pessoas não são tão abertas quanto à sexualidade. Acho que quando começar a fazer vídeos no YouTube, terei uma resposta ainda maior.

Os parceiros de quem sofre de ciúme retroativo me mandam emails de partir o coração, perguntando o que podem fazer para ajudar o parceiro a superar o problema. Mas eu sempre enfatizo que quem deve resolver o problema é a pessoa, não seu parceiro. Sei da minha própria experiência – minha namorada não conseguia curar meu ciúme retroativo, não importa o quanto tentasse.

Se alguém está lendo isso e se reconhecendo, a primeira coisa que eu diria é: “Não assuma que você tem algo com o qual tem que viver para sempre. Não é verdade”.

É absolutamente possível superar ciúme retroativo. Eu sou prova viva disso.

Em relação à minha ex, é uma longa história. Tivemos algumas conversas difíceis, mas estamos OK agora. Eu a considero uma amiga, e acho que ela sente o mesmo por mim. Olhando para trás, não consigo imaginar minha vida sem aquele relacionamento, sem tê-la na minha vida. Ela me inspirou a crescer de muitas maneiras que eu não pensava ser possível.

O canadense Zachary Stockill não é um psicólogo ou terapeuta. Ele diz ter passado muito tempo “pesquisando, escrevendo e pensando sobre ciúme retroativo”, mas que não tem as credenciais de psicólogo ou de trabalho social.

Em seu site, ele recomenda começar terapia e um “plano de desenvolvimento pessoal”. Uma das dicas que dá para quem quer começar a tratar o problema, por exemplo, é exercer a gratidão por coisas do seu dia. Depois disso, eleger cinco coisas, entre seu parceiro e você, pelas quais você se sente grato também.

Relato dado a Megha Mohan

G1, via BBC

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PGR endossa decisão de Moraes que quebrou sigilo de jornalista do Maranhão que publicou reportagens com denúncias contra Dino

Foto: Victor Piemonte/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O profissional publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino, ministro da Corte, e seus familiares no Maranhão.

Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a divulgação de dados sobre os veículos poderia colocar em risco a segurança de Dino. Segundo ele, a quebra de sigilo também permitiria esclarecer como as informações foram obtidas e se houve pagamento pela publicação das reportagens.

O jornalista é acusado de cobrar R$ 100 mil para divulgar o material. Gonet afirmou que a investigação deve apurar uma possível relação financeira envolvendo informações reservadas. A defesa de Luís Pablo, porém, contesta a acusação e sustenta que não há fundamento para afastar a garantia constitucional do sigilo da fonte.

A medida de Moraes foi autorizada em março e incluiu buscas e apreensões de celulares e computadores na residência do jornalista. Após a decisão, a defesa recorreu ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o encerramento da investigação, a proteção das comunicações com fontes e advogados e o envio do caso à primeira instância.

A defesa também argumenta que reportagens sobre o uso de patrimônio público não caracterizam perseguição política contra o ministro e que a quebra do sigilo só poderia ser admitida diante de um interesse público preponderante.

Um relatório da Polícia Federal citado pela CNN Brasil apontou não haver indícios de crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista. O documento também afirma que não foi possível confirmar que ele recebeu dinheiro para publicar as reportagens.

Moraes determinou ainda busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista. Cutrim está preso em outra investigação, sob acusação de obstrução de uma apuração de homicídio, mas nega a acusação.

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Lula é aconselhado a fazer indicação “segura” ao STF antes do fim do ano

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que ele escolha um nome com apoio consolidado no Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é que o governo precisa garantir a aprovação da indicação ainda em 2026, antes da renovação da Casa, que terá maior presença da oposição a partir do próximo ano.

Apesar de Lula ter sinalizado a intenção de indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, o nome ainda enfrenta resistência entre os senadores. Em abril, sua indicação foi rejeitada pelo plenário, uma derrota do governo no Legislativo durante o terceiro mandato.

Diante desse cenário, parlamentares aliados e integrantes do Planalto defendem uma escolha que tenha o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e das principais lideranças da Casa. O favorito desse grupo é Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Pacheco já era o nome preferido de Alcolumbre e de integrantes da cúpula do Senado antes da indicação de Messias. A recente aproximação entre Lula e o presidente da Casa também é vista pelos articuladores como um fator favorável ao ex-senador.

A preocupação aumentou após o avanço da direita nas eleições. O PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, terá 28 cadeiras no Senado a partir de 2027, sendo 19 conquistadas no último pleito.

Lula ainda não definiu sua escolha e deve amadurecer a decisão nos próximos dias. Além da indicação ao STF, o governo tem como prioridades no Congresso a PEC da Segurança Pública e o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).

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Expectativas de inflação para 2027 e 2028 disparam após reeleição de Lula

Foto: Cristiano Mariz

A expectativa de inflação no Brasil subiu significativamente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa da corretora BGC Liquidez com cerca de 30 participantes do mercado elevou a projeção do IPCA para 5,3% em 2027 e 4,3% em 2028.

Antes do segundo turno, a pesquisa Focus, do Banco Central, apontava inflação de 4,34% para 2027 e 3,75% para 2028. A meta oficial é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O economista da BGC Carlos Thadeu afirma que a revisão reflete principalmente a preocupação com a falta de uma estratégia de ajuste fiscal e a expectativa de aumento dos gastos públicos. A alta do dólar, que passou de R$ 4,99 para R$ 5,44 em pouco mais de uma semana, também pressiona os preços, especialmente os combustíveis.

O economista diz ainda que 11% dos entrevistados já projetam inflação superior a 6% em 2027. Ele também aponta o possível fim da escala 6×1 como um fator adicional de pressão sobre os custos das empresas.

A preocupação do mercado envolve ainda a situação das contas públicas. A dívida bruta brasileira está próxima de 83% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o governo prevê déficit de R$ 67,3 bilhões neste ano. Economistas avaliam que seria necessário um ajuste fiscal de pelo menos R$ 250 bilhões nos próximos quatro anos.

O cenário também mudou as expectativas para a taxa básica de juros. Com a Selic atualmente em 13,75% ao ano, a curva de juros futuros passou a indicar manutenção da taxa na próxima reunião do Copom, com apenas 20% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual.

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Mercado clandestino de bets pode dobrar após proibição e movimentar cerca de R$ 56 bilhões

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O mercado clandestino de apostas no Brasil pode crescer 101% após a proibição das bets, com receitas anuais estimadas em R$ 56 bilhões. A projeção é do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que calcula que 70% dos apostadores de plataformas regulamentadas migrem para operadores ilegais.

A receita anual do mercado clandestino passaria de R$ 27,9 bilhões para R$ 56 bilhões, um aumento de R$ 28,1 bilhões, de acordo com a estimativa do IBJR. O cálculo considera o Gross Gaming Revenue (GGR), que corresponde à diferença entre o valor apostado e os prêmios pagos, e não ao volume total de apostas.

O levantamento também identificou 60.477 endereços suspeitos de oferecer apostas clandestinas na internet. Desse total, 34.134 apresentavam características como cadastro de usuários, oferta de bônus e pagamentos por Pix. A ferramenta de monitoramento LegitBet também encontrou páginas que utilizam nomes e identidades visuais semelhantes aos de empresas conhecidas, como Betano, Bet365, Novibet e BetMGM.

O IBJR ressalta, porém, que a inclusão de um endereço na base de monitoramento não comprova que ele tenha sido criado após a proibição nem confirma, por si só, a ilegalidade da operação.

O instituto alerta que a migração para plataformas clandestinas pode deixar os apostadores sem mecanismos de proteção exigidos das empresas autorizadas, como verificação de identidade, fiscalização das transações e medidas para impedir o acesso de menores de idade.

A proibição foi estabelecida pelo presidente Lula através da Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026. O texto tem validade inicial até 23 de novembro e depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar definitivo. Caso não seja votado no prazo, poderá ser prorrogado por mais 60 dias.

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  1. Parabéns, gênios!
    Os viciados continuam viciados, mas agora não tem empresa ‘de verdade” pra processar e tentar tirar uma orelha…

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THE ECONOMIST: Mercado reage mal à vitória inesperada de Lula; revista britânica cita risco de recessão

Foto: Sebastião Moreira/EFE

O Brasil corre o risco de enfrentar uma crise fiscal e uma recessão caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não mude a condução da política econômica. O alerta é da revista britânica The Economist, em análise publicada após a vitória do petista nas eleições presidenciais e reproduzida pelo Estadão.

A publicação afirma que o país enfrenta uma combinação de gastos públicos elevados, juros altos, endividamento crescente e baixo ritmo de crescimento. O déficit orçamentário supera 9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a dívida pública chegará a 97% do PIB neste ano, ante 84% em 2022.

A revista também destaca que a taxa real de juros está em 9%, resultado, entre outros fatores, da pressão fiscal sobre a política monetária. O custo elevado do crédito prejudica investimentos, empresas e famílias, além de limitar o crescimento econômico.

Para a The Economist, Lula precisará demonstrar compromisso com a disciplina fiscal, começando pela escolha de um ministro da Fazenda que transmita confiança ao mercado e pela apresentação de um plano consistente para controlar as contas públicas.

Entre as medidas apontadas estão a criação de limites para os gastos, a revisão de benefícios tributários concedidos a empresas e o controle do crescimento das despesas previdenciárias, especialmente com aposentadorias de servidores públicos e militares.

A The Economist também critica a promessa de ampliação de subsídios e políticas sociais sem uma fonte sustentável de financiamento. Segundo a análise, as novas iniciativas anunciadas pelo governo podem representar despesas equivalentes a cerca de 2% do PIB até o fim de 2027.

Na avaliação da publicação, a capacidade de Lula de reorganizar a política econômica será decisiva para recuperar a confiança dos investidores, estimular os investimentos e evitar o agravamento do endividamento. Caso mantenha a trajetória atual de gastos, o país poderá enfrentar uma crise fiscal com consequências para toda a economia.

The Economist, via Estadão

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Novo imposto sobre consumo no Brasil pode ficar acima de 30% e superar o de países ricos; veja ranking

Alíquotas do imposto sobre o consumo — Imagem: Ranking da Tax Foundation e estimativa de analistas para o Brasil

O Brasil poderá ter uma das maiores alíquotas de impostos sobre o consumo do mundo com a implementação da Reforma Tributária. A taxa padrão do novo sistema pode ultrapassar 30%, superando os percentuais praticados em países ricos, como Hungria, Finlândia e Dinamarca, segundo levantamento divulgado pelo g1.

A projeção coloca o Brasil acima de todos os países da comparação feita com dados da Tax Foundation, uma organização independente fundada em 1937 nos EUA que coleta dados e publica pesquisas de política fiscal.

No ranking, a Hungria aparece na segunda posição, com alíquota de 27%, seguida por Finlândia (25,5%) e Dinamarca, Noruega e Suécia, todas com 25%. Outros países europeus também apresentam taxas elevadas, mas inferiores à projeção brasileira. Estônia, Grécia e Islândia cobram 24%, enquanto Portugal, Irlanda, Polônia e Eslováquia têm alíquota de 23%. Na Itália, o percentual é de 22%.

Na outra ponta, Japão, Coreia do Sul e Austrália têm taxas de 10%. A Suíça cobra 8,1%, e os Estados Unidos aparecem com 7,5% de imposto sobre vendas. Nesse último caso, a comparação exige uma ressalva: os EUA não possuem um IVA nacional, mas impostos sobre vendas definidos em níveis estaduais e locais.

A projeção brasileira considera a alíquota padrão do novo modelo de tributação sobre o consumo, que reunirá tributos federais, estaduais e municipais. O percentual definitivo ainda depende da regulamentação e dos ajustes previstos na transição para o novo sistema.

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  1. Custou muito caro pra Lula ganhar a eleição, pior que a conta vai chegar e sempre sobra pra o pobre no final.

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[VÍDEO] Marco Rubio nega que os EUA tenham ajudado Flávio Bolsonaro a sair do Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo norte-americano tenha ajudado Flávio Bolsonaro (PL) a deixar o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais.

“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país. Pelo menos o governo dos EUA não estava envolvido diretamente em qualquer um dos movimentos que foram feitos”, declarou.

O secretário também disse que Trump havia garantido a Flávio uma autorização especial de entrada, chamada parole, caso ele chegasse a um posto de imigração dos EUA.

A declaração foi dada após Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca, admitir que organizou o jato particular utilizado pelo senador para chegar ao território norte-americano.

Flávio deixou o Brasil dois dias após o resultado do segundo turno. Na segunda-feira (26), visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e foi informado de que a Polícia Federal o aguardava para comunicar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o recolhimento de seus passaportes.

Com informações de Metrópoles

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[VÍDEO] Maquiador é preso em flagrante por aplicar golpe com falso comprovante de Pix em restaurante de Natal

O maquiador e cabeleireiro Pedro Souza foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (30), em Natal, após tentar aplicar novamente um golpe em um restaurante onde já havia causado prejuízo de algumas centenas de reais. Atenta à prática, a equipe do estabelecimento acionou a Polícia Militar, que efetuou a prisão.

O BLOGDOBG confirmou com o restaurante onde Pedro foi preso que além de não ser a primeira vez que ele aplicava o golpe no estabelecimento, era também uma prática constante.

As denúncias contra Pedro são de que ele utilizava comprovantes falsos de Pix para simular pagamentos não realizados. Relatos também dão conta de que ele também reproduziria a prática em lojas de roupas. A possível existência de outras vítimas ainda precisam ser apuradas pelas autoridades.

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[VÍDEO] Após visita a Jair Bolsonaro, Carlos reafirma apoio a Rogério Marinho à Presidência do Senado

A candidatura de Rogério Marinho (PL) à Presidência do Senado voltou a receber o apoio público de Carlos Bolsonaro (PL) neste sábado (31). O senador eleito por Santa Catarina reafirmou a posição após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar.

“A gente tem uma eleição no Senado agora. Nosso candidato é o Rogério Marinho e a gente vai seguir essa linha para que a gente possa defender, minimamente, tudo aquilo que a gente acredita, tudo aquilo que a gente prometeu para vocês. A luta vai continuar”, afirmou.

Durante a visita, Carlos também demonstrou preocupação com a saúde do pai e relatou o retorno das crises de soluço. “Os soluços dele voltaram, é claro que devido às circunstâncias que acabam afetando o psicológico dele, essas coisas acontecem. Me assusta um pouquinho o crescimento da barriga dele. O emagrecimento, aquilo que sempre falei, mas foi um bate-papo bacana com ele”, disse.

O senador eleito contou ainda que Jair Bolsonaro manifestou saudades dos filhos Flávio e Eduardo, que estão nos Estados Unidos. Flávio deixou o Brasil após perder a eleição presidencial no último domingo (25).

“Em relação à política, não quero que façam maldade com ele. Então deixo do jeito que tá. Dizer que ele tá seguindo a vida dele, preocupando a cada dia, a mim, uma coisa pessoal minha, a saúde dele mental e física. E a gente vai tocando. Hoje é sábado, dia 31 de outubro, ele falou que está com muita saudade do Flávio. Ele não é muito de falar isso, mas as coisas vão cada vez pesando mais. Falou do Eduardo também”, relatou.

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  1. Senhor Bruno Giovanni de Oliveira chega a dar nojo e náuseas essa sua babação de ovo que vc tem com esse senhor que se Deus quiser vai terminar emb31 de janeiro de 2031 chega a ser vergonhoso.

  2. Vao fzr acordao pra soltar o pai…e de novo…pela terceira vez…vao apoiar alcolumbre e falar que agora vai ser diferente

  3. Esse Jair é todo ao contrário, geralmente o soluço passa quando se toma um susto, o dele volta depois do susto… tô sabendo mais de nada.

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REFORMA TRIBUTÁRIA: Senado vai ouvir Fazenda e TCU antes de definir alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado iniciará em 11 de novembro as discussões sobre a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal criado pela Reforma Tributária.

O presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que convidará o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, para participar das audiências públicas.

O TCU estabeleceu uma alíquota de referência de 11,3%, que servirá de base para a análise dos senadores. O percentual definirá quanto será cobrado para substituir o PIS e a Cofins, tributos federais atualmente aplicados sobre produtos e serviços.

A definição precisa ser votada ainda neste ano. O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da proposta, também deverá ouvir especialistas em tributação e representantes da sociedade.

A CBS começará a ser cobrada efetivamente em 2027, quando o governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões com o tributo. Ela integrará o novo modelo de impostos sobre o consumo, ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos estaduais e municipais. A transição para o sistema será concluída em 2033.

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