
Gabriela Valente, O Globo
Em depoimentos à força-tarefa da Operação Lava-Jato, o lobista da Odebrecht Claudio Melo afirmou que pagou propina ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para que matérias de interesse da empresa fossem aprovadas. O executivo disse que houve quatro propostas que houve interferência da companhia. Numa das medidas provisórias que transitaram no Senado, a empresa chegou a escrever as emendas que deveriam ser colocadas por Jucá no texto. Pela ajuda constantes, o político era chamado de “o resolvedor”.
No depoimento ao Ministério Público Federal, Claudio Melo disse que durante a tramitação da MP 651, que dava estímulos às empresas abaladas pela crise, quatro emendas foram apresentadas pela Odebrecht.
— Foram levadas a ele, a pedido da empresa do grupo, algumas emendas e que foram por ele apresentadas. Mais precisamente a 259, 262, 271 e 272 —detalhou. — A gente entregava as notas técnicas e fazia essa discussão.
Todo Processo de afastamento da Presidenta eleita democraticamente já está didaticamente explicado. Jucá sabia das coisas quando dizia que era preciso afastar Dilma para "ESTANCAR A SANGRIA", antes de comerem o Mineirinho.
Tudo que somente agora está sendo revelado comprova o GOLPE e os seus MOTIVOS e Operadores.
Se tivéssemos um STF imparcial, o mínimo a fazer era a ANULAÇÃO DE TODO O PROCESSO e a Decretação do afastamento de todos os envolvidos imediatamente.
Sem esses procedimentos, teremos que conviver com um Congresso desmoralizado, um Judiciário conivente, uma mídia complacente e uma população omissa.
Eis o Brasil pós manifestações contra a Corrupção com a camisa da CBF e um Pato na mão!
"Presidenta eleita democaticamente" (sic)? Como "democraticamente", se foi com dinheiro sujo desviado dos cofres públicos?
A democracia não prevalece em ambiente onde reina a corrupção.
Durante 13 anos e meio o Brasil experimentou não uma democracia, mas uma "propinocracia" sistêmica conduzida por ratos vermelhos.