Diversos

Oficiais dos Bombeiros da PB são condenados a 1.533 anos de prisão, maior pena aplicada na Justiça Brasileira

Num julgamento histórico, que começou na manhã de segunda-feira (2) e só terminou nas primeiras horas da manhã desta terça (3), a Justiça Militar da Paraíba condenou o tenente coronel Horácio José dos Santos Filho e o major Marcelo Lins dos Santos, ambos do Corpo de Bombeiros, a uma pena de 1.533 anos e nove meses de reclusão. É a maior condenação penal de que se tem conhecimento na Justiça brasileira.

Na primeira fase do julgamento do massacre de 111 presos do Carandiru, em São Paulo (SP), ocorrida em 1992, no ano passado, 26 policiais acusados do assassinato de 15 prisioneiros foram condenados a pouco mais de 632 anos de reclusão. Também naquele estado, o médico Roger Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por investidas sexuais contra 39 pacientes. Em ambos os casos, as sentenças foram definidas no Tribunal de Justiça de São Paulo.

No julgamento que ocorreu na Vara Militar, no Fórum Criminal da capital paraibana, Centro de João Pessoa, a decisão do Conselho Especial foi tomada por unanimidade. Os réus podem recorrer em liberdade.

Eles terão que cumprir um pena total de 30 anos de reclusão, mas podem aguardar os recursos em liberdade, com base no artigo 58 (o mínimo da pena de reclusão é de um ano, e o máximo de trinta anos) e no artigo 81 (a extinção da punibilidade poderá ser reconhecida e declarada em qualquer fase do processo, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, ouvido o Ministério Público, se deste não for o pedido) do Código do Processo Penal Militar.

Outros dois oficiais do Corpo de Bombeiros – o coronel Antônio Guerra Neto e o major Antônio Francisco da Silva – foram absolvidos.

Os dois réus foram condenados a 698 anos de prisão, pelos crimes previstos no artigo 312 do Código Penal Militar – “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, desde que o fato atente contra a administração ou o serviço militar”.

Pelo crime de peculato doloso (conduta por vontade consciente do agente em transformar a posse da coisa em domínio), ambos foram condenados a 835 anos. Também foram sentenciados à pena de 30 anos de reclusão por falsidade ideológica.

Para o promotor militar Fernando Antônio Ferreira de Andrade, autor da ação que culminou nas condenações, a pena deveria ser maior, já que eles repetiram as mesmas fraudes centenas de vezes. No entendimento do promotor, a prescrição (por causa do tempo que separou todas as fases processuais do julgamento) não apagaria os crimes. “O valor de 1.533 anos causa certo espanto na sociedade, mas se somarmos as penas vai ficar tudo esclarecido e justo, já que as irregularidades cometidas pelos réus foram centenas de vezes repetidas. Sem falar nos crimes menores que prescreveram com a demora no julgamento”, disse.

De acordo com as ações que tramitam na Justiça Militar, os oficiais do Corpo de Bombeiros teriam cometido vários crimes relacionados à má gestão de verbas do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom). Eles seriam responsáveis por um prejuízo de quase R$ 656 mil aos cofres públicos do Estado.

Os crimes aconteceram de janeiro a julho de 2003. O esquema fraudulento, segundo denúncia do Ministério Público, contava com contratos sem licitação ou pesquisa de preços. Ainda de acordo com a acusação, os oficiais desviaram os recursos do Funesbom para pagamentos indevidos de reformas de postos e serviços em veículos. Também foram registrados pagamentos sem validação e sem nota fiscal.

No início do julgamento, o Ministério Público pediu a condenação de todos os envolvidos, imputando ao coronel Antônio Guerra Neto e ao major Antônio Francisco da Silva, os crimes tipificados no artigo 303, parágrafo 3º, combinado com o artigo 53, do Código Penal Militar.

O artigo 303 diz que comete crime o militar que apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio. A pena prevista é de prisão que pode chegar até 15 anos. Já o artigo 53 estabelece que quem concorre para que esses crimes aconteçam também tem prática delituosa, com agravante para quem, por exemplo, promove ou organiza a cooperação no crime.

Para o tenente coronel Horácio José dos Santos Filho e para o major Marcelo Lins dos Santos, o Ministério Público pediu condenação com base nos artigos 303, 312, 315 e 343 do Código Penal Militar.

Além da apropriação de dinheiro ou valor, prevista no artigo 303, os oficiais também foram denunciados por dar causa à instauração de inquérito policial ou processo judicial militar contra alguém.

A defesa do coronel Horácio foi patrocinada pelo advogado Antônio Inácio Neto o e do major Marcelo Lins pelo advogado Everaldo Morais Silva. A defesa do coronel Antônio Guerra foi feita pelo advogado Demóstenes Pessoa Mamede da Costa. Já a do Antônio Francisco foi do advogado Antônio Inácio Neto.

Os advogados alegaram, nas preliminares, cerceamento de defesa e inépcia da denúncia, com base no artigo 439 do Código de Processo Penal Militar  – “o Conselho de Justiça absolverá o acusado, mencionando os motivos na parte expositiva da sentença, desde que reconheça, estar provada a inexistência do fato, ou não haver prova da sua existência; não constituir o fato infração penal; não existir prova de ter o acusado concorrido para a infração penal; existir circunstância que exclua a ilicitude do fato ou a culpabilidade ou imputabilidade do agente; não existir prova suficiente para a condenação; estar extinta a punibilidade”.

O Conselho Especial de Justiça, por unanimidade, rejeitou todas as preliminares da defesa, por serem matérias reiteradas já decididas em sede de tribunais. Reconheceu, contudo, a prescrição de todos os acusados em relação ao crime de patrocínio, direta ou indiretamente, do interesse privado perante a administração militar, valendo-se da qualidade funcionário.

Em relação ao peculato doloso, o Conselho acatou a desclassificação para a condição de peculato culposo – quando o funcionário público encarregado da guarda e segurança do patrimônio da administração, por negligência, imprudência ou imperícia, infringe o dever de cuidado, permitindo, involuntariamente, que outro funcionário aproprie-se de qualquer bem público de que tem a posse em razão de sua função). Nesses casos, a punibilidade do agente deixa de existir se a reparação ao dano foi feita antes de sentença em última instância.

O major Antônio Francisco da Silva Filho e coronel Antônio Guerra Neto foram absolvidos dos crimes previstos nos artigos 312 e 343 do Código Penal. O Conselho reconheceu a prescrição das delitos apontados na denúncia.

O major Horácio José e o major Marcelo Lins foram condenados pelos crimes de uso de documentos falsos e de peculato doloso. A pena dos dois oficiais, que era de quatro anos e um mês de reclusão, foi multiplicada 171 vezes. No total, foram 698 anos e três meses de reclusão.

No que diz respeito ao crime de peculato qualificado, foi aplicada uma pena de seis  anos, multiplicada 318 vezes; e quatro anos e seis meses, multiplicada 517 vezes. Isso perfaz uma pena de 835 anos e seis meses de reclusão. Unificadas, ambas totalizam 1.533 anos e 9 meses de reclusão.

A leitura da sentença foi fixada para o próximo dia 10 de março, a partir das 13h30. A partir daí, abre-se o prazo para a apresentação dos recursos.

O promotor esclareceu que os tribunais militares normalmente marcam uma data específica para leitura da sentença, com a presença de todas as partes.“A sentença, tudo indica, é um recorde brasileiro, mas o mais importante é que contribuímos para acabar com aquela sensação de impunidade e de que a Justiça Militar só agia para punir os mais fracos. Isso também é inédito na Justiça paraibana”, aponta o promotor Fernando Andrade, destacando que o processo vinha se desenrolando há mais de dez anos e ele entrou no caso há cinco anos. “Havia um certo clamor por esse caso, já que o país hoje vive um momento de cobrança pela moralidade em relação aos bens públicos. Mesmo tardia, a condenação ocorreu, já que havia um temor de se dar em nada”.

O advogado de defesa Antônio Inácio Neto que não quis se pronunciar sobre o julgamento. Já Everaldo Moraes Silva, outro advogado de defesa, alegou que estava entrando numa reunião e não poderia conceder entrevista.

Portal Correio UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

ALERTA EM MOSSORÓ: Bope desativa explosivos que seriam usados em ataques a residências

Foto: Reprodução

Quatro artefatos explosivos apreendidos pela Polícia Civil foram desativados pelo esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em Mossoró, no Oeste potiguar. Segundo as investigações, os materiais seriam usados em ataques contra residências no município.

Devido ao alto risco da operação, equipes especializadas do Bope se deslocaram de Natal até Mossoró para realizar a desativação dos artefatos com segurança.

Durante o procedimento, um dos policiais utilizou traje especial de proteção contra fragmentos, além de colete balístico e capacete, equipamentos empregados em ocorrências com risco de explosão.

O delegado Luiz Antônio afirmou que os artefatos tinham potencial destrutivo e ressaltou que as investigações continuam para identificar os responsáveis pelo material e esclarecer sua origem.

A Polícia Civil não informou, até o momento, quem estaria por trás dos explosivos nem quando os possíveis ataques poderiam ocorrer. As investigações seguem em andamento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Suspeito de ataque a presidente da Câmara de Tibau morre durante ação policial em Mossoró

Foto: Reprodução

Um dos investigados por participação no atentado contra o presidente da Câmara Municipal de Tibau morreu durante uma ação das polícias Civil e Militar em Mossoró.

Segundo a polícia, Francisco de Assis Menezes da Silva, de 20 anos, foi localizado em uma vila no Conjunto Redenção, bairro onde ocorreu o ataque ao vereador Adeilton Teixeira no último dia 4 de junho.

Segundo a polícia, o suspeito teria reagido à abordagem dos agentes, dando início a uma troca de tiros. Baleado durante o confronto, ela foi socorrido para o Hospital Regional Tarcísio Maia, mas morreu.

Ainda segundo a polícia, uma arma de fogo que estava com o investigado foi apreendida no local.

Antecendentes

Francisco de Assis era natural de Touros e, conforme os registros policiais, possuía antecedentes criminais por roubo, tendo cumprido pena no sistema prisional do RN.

As diligências foram realizadas no âmbito das investigações sobre o atentado contra o vereador Adeilton Teixeira, ocorrido no dia 4 de junho, também no bairro Redenção.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e localizar outros possíveis envolvidos no ataque ao parlamentar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

TJ congela quase R$ 25 milhões após queda na arrecadação do RN

Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do RN congelou R$ 24,8 milhões do seu orçamento após o Estado arrecadar menos dinheiro do que o previsto para 2026.

A medida segue os decretos publicados pelo Governo do RN que bloquearam quase R$ 500 milhões do orçamento estadual para tentar equilibrar as contas.

Segundo o TJRN, a decisão foi tomada com base em dados da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), que apontaram queda na arrecadação nos primeiros meses do ano.

O bloqueio não afeta salários de servidores, encargos trabalhistas nem outras despesas obrigatórias previstas em lei.

Na prática, o corte deve atingir principalmente investimentos e gastos administrativos que não são considerados essenciais.

Entre os poderes e órgãos independentes atingidos pelo contingenciamento do Estado, o Tribunal de Justiça recebeu a maior fatia do bloqueio, com R$ 24,8 milhões.

Ao todo, o Governo distribuiu R$ 57,5 milhões em cortes entre TJRN, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas.

Desse total, a Assembleia teve bloqueio de R$ 14,6 milhões e o Ministério Público de R$ 8,4 milhões.

Segundo o Governo do Estado, a arrecadação ficou abaixo do esperado principalmente por causa da redução na receita do Imposto de Renda sobre salários de servidores e da queda nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

O TJRN informou que os ajustes serão feitos pela área financeira do tribunal. A medida poderá ser revista caso a arrecadação do Estado melhore nos próximos meses.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

ZOEIRA SEM FIM: Empate do Brasil na estreia da Copa vira alvo de memes nas redes

Foto: Reprodução

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 terminou empatada, mas o resultado rapidamente saiu do campo e tomou conta das redes sociais.

O Brasil ficou no 1 a 1 com o Marrocos neste sábado (13), em partida marcada por dificuldades da equipe brasileira para criar jogadas e transformar a posse de bola em chances claras de gol.

Foto: Reprodução

Os gols da partida foram marcados por Vinicius Jr., para o Brasil, e Brahim Díaz, para a seleção marroquina.

O desempenho da equipe comandada pela comissão técnica brasileira gerou frustração entre parte dos torcedores, que esperavam uma atuação mais convincente na estreia do Mundial.

Foto: Reprodução

Nas redes sociais, a reação veio em forma de memes. Internautas fizeram piadas sobre a dificuldade da Seleção para furar a marcação marroquina e sobre o empate logo no primeiro compromisso da Copa.

As publicações rapidamente ganharam repercussão, com montagens, brincadeiras e comentários que colocaram a atuação brasileira entre os assuntos mais comentados após o apito final.

Foto: Reprodução

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

Ancelotti avalia mexidas no ataque do Brasil após empate com o Marrocos na Copa 2026

Foto: Getty Images

Após o empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 21h30, para enfrentar o Haiti pela segunda rodada do Grupo C, segundo a CNN.

Com dificuldades para criar chances claras de gol no primeiro jogo, o técnico Carlo Ancelotti pode promover mudanças no setor ofensivo em busca da primeira vitória no torneio.

Na estreia, o treinador escalou Vinícius Júnior e Raphinha pelas pontas, enquanto Igor Thiago atuou como centroavante. O meio-campo contou ainda com a presença de Lucas Paquetá em uma função mais ofensiva.

Uma das possibilidades para a próxima partida é a entrada de Endrick entre os titulares. O atacante marcou o gol da vitória brasileira sobre o Egito em amistoso preparatório e surge como alternativa para aumentar a velocidade e a movimentação no ataque.

Outra opção é Matheus Cunha, que já foi titular da equipe antes de perder espaço para Igor Thiago. Com características diferentes, ele costuma participar mais da construção das jogadas e ajudar na articulação ofensiva.

Pela ponta direita, Luiz Henrique aparece como candidato a ganhar uma oportunidade. O atacante pode surgir como alternativa caso Ancelotti decida fazer mudanças após a atuação discreta de Raphinha na estreia.

A expectativa agora é saber se o treinador manterá a base da equipe ou se fará ajustes para buscar um desempenho mais eficiente diante da seleção haitiana.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Alerta falso sobre liquidação do Nubank ocorreu após funcionário acionar sistema de comunicação por engano

Foto: Alejandro Cegarra / Bloomberg

A falha operacional que levou o Nubank a enviar mensagens sobre uma suposta liquidação extrajudicial ocorreu após um funcionário acionar por engano um sistema de comunicação usado em procedimentos de liquidação de instituições financeiras, informou o banco em nota neste sábado. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo GLOBO.

Na sexta-feira, clientes receberam mensagens afirmando que o banco estaria passando por uma liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC). O texto também informava que investimentos na instituição estariam cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O Nubank esclareceu que o episódio “foi resultado de um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente”.

“Foi identificado que um desenvolvedor acionou por engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras. Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia apareceu como preenchimento padrão”, disse a instituição, em nota.

Segundo a instituição, as comunicações indevidas alcançaram um grupo restrito de clientes e “não teve nenhum impacto sobre a segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento” dos serviços.

Erro ‘bizarro’, diz fundadora do Nubank

“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”, escreveu.

“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo.”

Cristina Junqueira não detalhou o significado da sigla “PR” mencionada na postagem. Na área de desenvolvimento de software, o termo costuma se referir a pull request, no qual alterações em códigos são submetidas para revisão antes de serem implementadas.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Fim da escala 6×1 pode elevar inflação e reduzir poder de compra, alerta FIEMG

Foto: Shutterstock

Representantes do setor produtivo do Brasil temem que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1 pode prejudicar financeiramente as empresas.

Em entrevista à CNN Brasil, Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), projeta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução proporcional do salário aumentará o custo ao empregador, que terminará em repasses ao consumidor.

“O aumento do custo da hora trabalhada fatalmente será repassado ao preço dos produtos. Ao final, quem vai pagar essa conta seremos nós, toda a sociedade”, afirmou.

Ribas completou dizendo que proposta, se aprovada, pode elevar a inflação e ainda reduzir o poder de compra dos salários.

Ela também teme que empresários não consigam absorver o crescimento das despesas e desliguem funcionários contratados via CLT. “Fatalmente haverá aumento na informalidade”, destacou Ribas.

A gerente trabalhista da Fiemg explica que a redução da jornada de trabalho já é uma realidade de diversos setores e que a maioria dos instrumentos coletivos hoje tratam do tema. Ela discorda, porém, da forma como o debate tem sido pautado através de uma emenda à Constituição.

“A questão de se impor por lei um modelo único para todo o setor produtivo está errado. A negociação coletiva é a ferramenta ideal para se conseguir esse equilíbrio”, pontuou.

Ribas conclui que cada setor deve ter a liberdade para discutir e atender suas próprias demandas específicas.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

EUA dizem que morte de chefe do Tren de Aragua, maior facção venezuelana, ‘envia mensagem clara à América Latina’

Foto: CONTA DO MINISTÉRIO DO PODER POPULAR PARA RELAÇÕES INTERNAS DA VENEZUELA

Um funcionário do Pentágono afirmou neste sábado (13) que a morte de Niño Guerrero, líder da organização criminosa de origem venezuelana Tren de Aragua, “envia uma mensagem clara à América Latina” sobre o compromisso do governo do presidente Donald Trump de combater o narcotráfico.

Guerrero foi morto em uma operação militar americana em coordenação com as autoridades da Venezuela, anunciaram Washington e Caracas na noite desta sexta-feira (12). O líder criminoso foi neutralizado durante confrontos com integrantes de grupos armados.

“A morte de Niño Guerrero envia uma mensagem clara à América Latina: não há refúgio para narcoterroristas em nosso hemisfério. O Departamento de Guerra e a Coalizão Anticartel das Américas (A3C) continuarão cumprindo a promessa do presidente Trump”, afirmou neste sábado no X, Patrick Weaver, subchefe de gabinete do secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Trump confirmou na sexta-feira, nas redes sociais, que o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque “rápido e letal” contra o chefe do Tren de Aragua. O presidente americano ainda postou um vídeo de 10 segundos que mostra a visão aérea de um edifício durante uma explosão.

O que é Tren de Aragua?

Fundado na Venezuela, o Tren de Aragua foi designado como organização terrorista pelos Estados Unidos. O grupo atua também na Colômbia, no Peru, no Chile e no Brasil — investigações apontam que a organização se estabeleceu especialmente em Roraima, na região de fronteira com a Venezuela.

Nos Estados Unidos, Trump e integrantes de seu governo frequentemente associam o Tren de Aragua ao aumento da violência e do tráfico de drogas. No último ano, o presidente intensificou ações contra o grupo, incluindo operações contra embarcações suspeitas de participar de rotas de narcotráfico no Caribe e no Pacífico.

Com informações de g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TIME DEFINIDO: Ancelotti escala Igor Thiago, Douglas Santos e Ibañez; veja titulares do Brasi contra Marrocos

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Carlo Ancelotti surpreendeu com a escalação da seleção brasileira para a partida de estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, neste sábado (13), às 19h (de Brasília).

Na lateral, Danilo era o nome cogitado durante toda a semana, e o escolhido foi Ibañez, uma decisão que passa principalmente pelo aspecto físico.

Douglas Santos, que fez bons jogos no ciclo e foi titular contra o Egito, e Lucas Paquetá, ganham chances, assim como Igor Thiago. O centroavante do Brentford, que também pode fazer a diferença na bola parada, será a referência do ataque.

Confira a escalação completa:

Brasil: Alisson, Íbañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago. Técnico: Carlo Ancelotti.

Para a estreia, Carlo Ancelotti definiu Marquinhos como capitão da equipe. O zagueiro do Paris Saint-Germain será o responsável por liderar a Seleção em campo no primeiro jogo do treinador italiano em uma Copa do Mundo.

CNN Brasil 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

STF questiona PGR sobre enviar Vorcaro para a Papuda, e Mendonça deve decidir na próxima semana

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer sobre a possível transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Investigado por supostas fraudes financeiras bilionárias, o dono do Banco Master está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal. O pedido de transferência foi feito pela própria PF após rejeitar, pela segunda vez, uma proposta de delação apresentada por Vorcaro.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, Mendonça deve decidir sobre o caso apenas na próxima semana, após receber a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Vorcaro segue negociando um acordo de colaboração premiada, mas investigadores avaliam que as informações apresentadas até agora não trouxeram elementos relevantes além dos já obtidos pela investigação. A avaliação também é de que o empresário tentou justificar sua conduta, sem assumir plenamente a responsabilidade pelos crimes investigados.

Nos bastidores, o ministro tem demonstrado ceticismo quanto à viabilidade de uma eventual delação e considera indispensável o ressarcimento integral dos prejuízos causados.

Mendonça também destaca que a operação continua avançando com novas fases, o que reforçaria a avaliação de que as investigações não dependem da colaboração do ex-banqueiro.

Atualmente, Vorcaro está em cela especial na PF. A possibilidade de prisão domiciliar, cogitada no início das negociações, é considerada remota no momento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *