Talvez boa parte dos oftalmologistas ainda não se deu conta do grande risco que os vetos da Presidência da República à Lei que Regulamenta nossa profissão, sobretudo ao inciso 9 do artigo 4, que regulamenta nossa profissão, podem causar!
Depois de 11 anos e quatro meses, 27 audiências públicas e mais de 100 reuniões com parlamentares, representantes do Ministério da Saúde e das outras 14 profissões regulamentadas, os vetos da presidente Dilma Roussef passam a permitir que não médicos possam prescrever lentes de grau e medicamentos, fomos golpeados de forma covarde e rasteira pelo Executivo Federal. Isso resultará na perda definitiva da Medicina em geral, mas sobretudo da oftalmologia, já que é a especialidade mais ameaçada.
É perfeitamente possível reverter esse desastre! Mas depende da ação de cada médico oftalmologista brasileiro no contato pessoal com os deputados federais e senadores do seu Estado, contando com o apoio das demais entidades médicas, no convencimento para se votar pela derrubada dos vetos!
Materiais gráficos estão disponíveis no CBO e podem ser obtidos de forma digitalizada também a partir do nosso site. Sistema automático de envio de email para os parlamentares está disponível no link www.cbo.com.br/vetoatomedico. Incentive seus parentes, amigos e pacientes a usarem este fácil sistema. Vamos mostrar nossa força com uma grande avalanche de emails. Mas não se esqueça, o contato pessoal ou por telefone com o parlamentar é fundamental.
Vamos à luta! Se perdermos esta batalha para os “ópticos optometristas” no Brasil, não teremos condições de empatar no judiciário! Portanto, no dia 20 de Agosto, todos que puderem, acompanhem os presidentes das sociedades estaduais e das entidades nacionais de oftalmologia, em Brasília. Mas antes, todos os parlamentares em seu estado já devem ter sido abordados!
Nossa profissão, nossa vida e a saúde de nossos pacientes é que estão em risco!!!
Aqueles que não puderem ir a Brasília, ajudem a contatar os parlamentares, bem como prefeitos e outros políticos eleitos para que também telefonem aos parlamentares relacionados. Peçam que derrubem os vetos à lei do ato médico, em especial o inciso 9 do artigo 4 porque é importante para a saúde ocular pública.
Sendo o que se apresenta para o momento apresento os meus protestos de estima e consideração.
Milton Ruiz Alves
Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)
O médico oftalmologista sempre foi e sempre será o profissional ideal para cuidar da saúde ocular, pois antes de se especializar, ele se preparou com profundidade em todas as áreas da medicina, tendo um conhecimento geral do indivíduo sob todos os aspectos, com capacidade de identificar e analisar as queixas dos pacientes, diferenciando as que tem origem no sistema ocular e as que não tem.
Um profissional idôneo, neutro, treinado e submetido aos mais rígidos dos juramentos para escutar e examinar de forma respeitosa e ética, exercendo o seu ofício de uma maneira livre de outros interesses. Além disso, é uma profissão regulamentada, sujeita ao controle e acompanhamento de órgãos reguladores específicos, tanto dentro da área médica, quanto fora.
Para que um médico oftalmologista chegue ao ponto do exercício de sua profissão tem de ultrapassar muitas barreiras, e por isso pertence, como todos os demais profissionais de nível superior, ou de terceiro grau, a elite intelectual brasileira.
O tempo necessário para que o médico oftalmologista esteja pronto para o atendimento à população é de 09 (nove) anos de dedicação intensa e praticamente exclusiva, sendo 06 (seis) no curso de medicina e 03 (três) na especialização, podendo se estender, dependendo se houver necessidade de subespecialização.
O médico oftalmologista é um agente imprescindível para o atendimento dos pacientes com problemas oculares, desde doenças mais leves como as ametropias (dificuldade visual que levam as pessoas a usar óculos), até a identificação e tratamento curativo e/ou preventivo de doenças que prejudicam os pacientes e que possam levar a sequelas graves e até a cegueira.
Na oftalmologia, assim como na medicina em geral, a distância entre as patologias leves e as graves pode ser muito pequena, em muitos casos. Comparando, uma febre e diarreia podem ser sintomas iniciais de uma gastroenterite , assim como de uma apendicite, ou colecistite, e a demora no diagnóstico poderá ser fatal. Na oftalmologia uma dificuldade visual pode ser sintoma de uso de óculos, mas também de glaucoma agudo, uveíte, obstruções vasculares, descolamento de retina, entre outros, onde o diagnóstico na fase inicial é crucial para o sucesso do tratamento. Não existe mágica, se para identificar, diagnosticar, prevenir e tratar os pacientes são necessários anos de estudo em medicina e depois em oftalmologia, deve haver um conhecimento profundo para o atendimento adequado e eficiente, como é até hoje, pois um descuido pode ser muito prejudicial. Se você não conhece o que procura, também não sabe identificar o que acha. Se um paciente se queixa da visão, durante o exame, o médico tem condições de definir se o problema é corrigido com lentes corretivas e se tem mais alguma patologia, que mesmo com o uso dos óculos tem de ser tratada e/ou prevenida.
O projeto de lei que regulamenta o ato médico prevê que a prescrição de órteses e próteses é exclusiva de médico, e no caso dos óculos e lentes de contato, ao oftalmologista, reforçando a lei que já existe. Uma comissão estudou, debateu e elaborou, em 11 anos este projeto. Sendo que a presidente VETOU este artigo.
Isto cria uma brecha para que pessoas façam cursos técnicos superficiais para trabalharem nas óticas passando óculos sem qualquer tipo de regulamentação, lei ou responsabilidade, tentando se passar por médicos e fingindo que estão tratando os pacientes (pois não tem e nem podem ter, sem serem médicos, os menores conhecimentos sobre oftalmologia), entretanto já se autodenominam os doutores da visão.
Dessa forma haverá oculistas de toda e qualquer qualidade, financiados pelo sistema comercial e competitivo leonino das óticas, fazendo exames para passar óculos dentro e fora das delas, exames casados, com a finalidade óbvia da máxima quantidade de prescrições possíveis, sem nenhuma avaliação profunda do sistema visual. Uma verdadeira FEIRA com a saúde ocular da população. E o pior, vão fazer de conta que os pacientes foram bem examinados, vão querer agir como médicos, sem o devido conhecimento, solicitar exames de doenças que não sabem nem o que significam baseados em conhecimentos superficiais. Os pacientes (que já tem dificuldade em ir ao médico) na oportunidade que tem, vão cair nas mãos desses técnicos e vão acreditar que foram atendidos plenamente na proteção de sua saúde ocular, sem terem sido.
Quem vai sentir na pele as perdas, pra variar, são os pacientes, os que chegarem com queixas visuais e forem prescritos os óculos, deixando passar os diversos diagnósticos e que não chegarem a tempo de serem tratados adequadamente. Além disso, outros pacientes vão ficar no vai vêm, comprando os óculos prescritos sem sucesso e eficiência e sem terem oportunidade do reconhecimento dos erros e restituição pelas respectivas óticas, já que não tem juridicamente onde nem como recorrer.
Há de se concordar que não se aprende uma profissão ou um direito de atuar em determinadas áreas de alguma profissão, não só no caso de medicina e oftalmologia, mas também em qualquer outra, de um dia para a noite, pesquisando e estudando em sites de internet ou criando cursos técnicos para fazer parte do trabalho de um outro profissional que já existe em número extenso. Isso seria uma desmoralização da ciência, e da jurisdição dos países e uma injustiça descomunal com todos os que se esforçaram para chegar ao nível exigido pelas legislações e pela sociedade.
Os direitos, deveres e as teóricas prerrogativas do exercício da medicina e da oftalmologia, não foram dados de presente, herdados, nem adquiridos por votos ou vantagens, eles foram conquistados com muito empenho, capacidade, abdicação e esmero por cada médico, individualmente. Como podem deixar de aprovar uma lei que selaria o correto exercício da medicina neste âmbito? Querem igualar os direitos dos profissionais, permitindo que, especialistas que se esforçaram estudaram muito trabalhem no mesmo campo que práticos, equiparando o que não é semelhante.
Imaginem se essa moda pega no Brasil se estendendo para as diversas áreas? Então, vamos eliminar todas as universidades e faculdades do país e criar cursos técnicos para toda e qualquer função? Ou mesmo, deixar as universidades funcionando, mas permitir que práticos possam atuar igualmente aos formados e condecorados com seus diplomas específicos. Se for o que pensam, os nossos políticos, temos que orientá-los e impedi-los, podendo rever a aprovação do trabalho deles, pois acredito que a sociedade responsável não concorda com esse sistema.
Se o Brasil tem problemas de saúde pública, não é com a regularização e autorização da atividade de práticos que os entraves serão resolvidos. A classe oftalmológica brasileira pertence ao topo da oftalmologia mundial, sendo muito bem conceituada, e nunca se eximiu de participar nas diversas campanhas do ministério da saúde e educação para melhorar a saúde ocular brasileira, como constatado na Campanha de reabilitação visual – olho no olho (maior projeto de saúde pública ocular no mundo), campanha da catarata, campanha da retinopatia diabética, campanha do glaucoma, entre outras (fonte http://www.cbo.com.br/cbo/campanhas_sociais.htm).
Olhando para o futuro, a situação é ainda mais grave, pois esta especialidade médica ficará desguarnecida e desestimulada. Afinal por que futuras gerações farão um curso tão difícil e também a especialidade quando se poderá, tão facilmente, atuar no mesmo campo, com muito menos esforço e exigência, e com menor qualidade? Ou mesmo, o oftalmologista trabalhar no mesmo nível de técnicos que não precisaram se submeter ao longo e extenuante caminho de preparação? Assim perde a população em geral, vai perder com bons médicos oftalmologistas que poderiam surgir e que vão optar por outras áreas.
É impossível mensurar a quantidade de pessoas prejudicadas, mas com certeza cada uma das que tiverem problemas graves, vai saber medir o peso do seu problema específico, e infelizmente, muitos casos já serão irreparáveis e irreversíveis.
Vamos ser coerentes na votação, porque não aprovar uma lei que vai solidificar a que já existe no Brasil e proteger a saúde ocular da população, especialmente o inciso 9 do artigo 4, já que os deputados e senadores já utilizam e confiam os cuidados dos seus olhos e de seus familiares aos oftalmologistas, aprovando, para os outros o que fazem para si.
Dr. Sérgio Arboés Petronilo
Caro Sergio Nougueira, ja que o Ofitalmo nao tem serventia para vc e seus familiares, o amigo quando tiver problema de catarata, glaucoma ou sérios problemas na vista nao deveria procurar o jaleco branco, e sim uma Otica para resolver seus problemas. Eu so nao entendo essa revolta toda com os médicos será que o amigo nao é um cara frustado pq nao é um Medico??? E ao Caro diego que opta pela a optometria quando der problema com sua visão também deveria procura o optometrista.
Antonio, parece que você sim precisa, e rápido, de um oftalmo, um psiquiatra ou um neurologista. Não disse em nenhum momento que essa especialidade não tem serventia. Disse e repito que o monopólio que os médicos defendem não traz qualquer benefício para a população. Sob outra leitura: o que os médicos dizem ser ruim, considerando que suas preocupações com a saúde não vai além da própria, é muito bom para o povo. Fiz-me entender agora?
Confirmam minha interpretação, e desde logo fique claro que tenho o direito a isso, o boicote a ida de médicos para o interior, as greves, a teimosia em não querer bater ponto, etc.
Quanto ao seu pensamento que sou frustrado em não ser médico, achei engraçado.
Se ainda não descobriu que essa não é a maior, melhor ou mais desejada profissão de milhões de pessoas, serei então o transmissor dessa "novidade". Frustração, aliás, é um termo que cabe bem em vários médicos, mas em mim nem chega perto.
Tenho plena realização profissional. Estou, e faz tempo, onde muitos ralam dia e noite, concorrendo com centenas de pessoas para chegar ao mesmo ponto.
Finalizando, e considerando que o amigo gosta de aconselhar, retribuo sua gentileza apontando um curso de interpretação de texto. Evita a criação de resposta descontextualizada e sem nexo, deixando a impressão que você é um mero xeleléu dos jalecos.
Abraço.
SN
Pelo bem da população, DIlma deve vetar o ato médico…A saude não é mercadoria e não deve ser monopólio de nenhuma categoria profissional
A Saúde Ocular está em PERIGO. Cuidado com falsos médicos
E uma mentira que sr esta falando que os Optometrista vao prescrever medicamentos.
Mercenarios voces ja sao, O Brasil nao inventou a optometria sao mais de 130 Paises no mundo, nos Estados Unidos sao mais de CEM anos de existencia.
Repito: se algo é ruim para os mercenários de jaleco, só pode ser excelente para a população.
Só lembrando q as outras 14 profissões seram muito prejudicadas mas jamais a oftalmologia terá nem um tipo de prejuízo ao contrario terá uma grande parceira q será a Optometria como ja existi no mundo inteiro .