O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, demitiu o secretário-executivo da pasta, Luiz Antonio Tozi. É mais um desdobramento das disputas internas no ministério que já levou a vários afastamentos. Tozi era o número 2 da pasta.
Funcionários do MEC ligados ao filósofo Olavo de Carvalho foram afastados na semana passada e passaram a criticar Tozi, que tinha perfil técnico e tentava tirar o viés ideológico da pasta. Ele foi diretor do Centro Paula Souza, em São Paulo.
No twitter, Vélez disse que se tratava de uma continuidade das “mudanças necessárias”. E agradeceu “a Luís Antônio Tozi pelo empenho de suas funções no MEC”.
Para a presidente do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, a demissão de Tozi “não é um bom sinal”. “Ele estava fazendo um trabalho técnico. Essa gestão precisa entender a missão que o ministério tem que cumprir, que é enfrentar a crise de aprendizagem dos alunos brasileiros e deixar de diversionismos. Há muito a ser feito. Espero que o novo secretário dê continuidade e aprofunde o trabalho que o Tozi iniciou”, disse.
Vélez colocou no lugar Rubens Barreto da Silva, que tinha acabado de ser nomeado para o cargo de Secretário Executivo Adjunto, depois que Eduardo Melo foi exonerado. Silva é muito próximo de Tozi e trabalhou com ele no Paula Souza.
Ontem, Olavo tinha pedido a demissão de Tozi nas redes sociais. Em seu perfil do Facebook escreveu: “O Ministro Vélez deu um sinal de compromisso com o projeto que o colocou lá e com a vontade popular ao demitir o Coronel Roquetti, mas precisa concluir a limpeza e tirar todo mundo que foi colocado lá pelo Roquetti. Diante de uma operação de infiltração como essa, ninguém pode ser poupado. É preciso mandar todos para a rua, a começar com o tal Tozi, que estava capitaneando a operação com o Roquetti”.
Roquetti é do grupo militar e era muito próximo de Vélez. Ele disputava o poder com os chamados “olavistas”. Ontem, seis funcionários já foram exonerados. Segundo o Estado apurou, as demissões foram motivadas pelas críticas sofridas pelo ministro nas últimas semanas, principalmente com relação à carta enviada por Vélez às escolas pedindo que o slogan de campanha de Bolsonaro (Brasil acima de tudo, Deus acima de todos) fosse lido por crianças e que elas ainda fossem filmadas cantando o Hino Nacional.
Com a repercussão da notícia – Vélez recuou na determinação enviada às escolas – , o ministro deixou os “olavistas” de lado e passou a se aconselhar com um grupo que defende o abandono do discurso ideológico, entre eles, Tozi. “Olavistas”, por sua vez, dizem que o grupo é “tucano” e não segue as ideias de Bolsonaro.
Nesta semana, “olavistas” passaram a organizar um motim dentro do MEC para derrubar Vélez. Olavo chegou a dizer palavrões no twitter sobre o episódio. “Não quero derrubar ministro nenhum. Apenas apresentei pessoas, sem a menor pretensão de influenciá-las (sei que isto é inimaginável para o pessoal da mídia, para quem influenciar é orgasmo). O ministério é do Velez. Que o enfie no c*.”
ESTADÃO CONTEÚDO

O Olavo não tem poder no governo, quem conhece o mínimo sobre ele sabe disso!
Filósofo e astrólogo. Tem apenas o ensino fundamental. E os que o seguem não tem nem fundamento de cérebro.
Como se torna um filosofo? Na faculdade só pode ser professor de filosofia…
Algo está muito errado, Olavo influenciando no MEC, vai dá M.