
A organização Safernet, que monitora crimes e violações dos direitos humanos na internet, denunciou nesta quinta-feira, ao Ministério Público de São Paulo, uma publicação considerada racista, na qual são definidos o “preto raiz” e o “preto nutella”. O post foi publicado no último dia 14 de fevereiro em um grupo fechado do Facebook e se espalhou na rede social, causando indignação entre os usuários.
A publicação faz referência à uma brincadeira feita por internautas que compara pessoas, objetos e situações à moda antiga, ou seja “de raiz”, a uma versão moderninha, definida na brincadeira como “Nutella”. O post indica que o “preto raiz” traz características como “usa corrente”, é “analfabeto” e “obedece ordens do senhor de escravos”, enquanto que o “preto nutella”, por outro lado, “usa turbante”, “questiona autoridade” e “tem cota para estudar”.
A publicação já foi apagada do grupo “Vamos falar de cotidiano, história e filosofia”, onde teria sido publicada originalmente. Mesmo assim, uma cópia da postagem circula na rede, sob críticas duras de internautas. Entre eles está o Alexandre Bravo, de 29 anos, que fez uma publicação para condenar a comparação.
— Recebi o post de uma amiga que faz parte do grupo. Fiquei bem triste até depois de fazer minha publicação porque fizeram comentários horríveis falando que tem que separar (“preto raiz” de “preto nutella) mesmo. Eu não imaginava que ia ter essa repercussão — disse.
Por telefone, Thiago Tavares, diretor-presidente da Safernet, informou que a organização já está ciente da publicação racista.
— Recebemos uma denuncia contra essa publicação e do perfil (na rede social) do suposto autor. Os links desses perfis já estão sob analise do Ministério Público de São Paulo, que tem um grupo que investiga crimes cibernéticos — esclareceu.
A Safernet e o Ministério Público Federal têm um acordo para prevenir e combater a pornografia infantil, a prática de racismo, homofobia, e outras formas de discriminação feitas a partir da internet.
O Globo
Muita frescura pra um país só
Chatisse…!!!
BG
Como todos sabem, existem vários tipos de discriminação. Sejam elas de cunho: Racial, religioso, de cunho social e entre outros tantos.
Me permita, utilizar desde espaço de grande credibilidade, para narrar o que aconteceu comigo na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal.
Sou permissionária a anos de um espaço público de responsabilidade da SEMSUR. Na data de hoje 16/02 me dirige aquela secretaria para tratar de assuntos administrativos. Chegando na recepção da secretaria fui impedida de entrar, pois o atendente me informou que minhas vestimenta não era condizente com o ambiente. Muitos podem perguntar. Que roupa eu estava trajando? Sou uma senhora de meia idade, estava de bermuda jeans até os joelhos e blusa de manga. Tentei argumentar, mas, de pronto fui informada que era determinação do secretário Jerônimo Melo, tal proibição.
Caros leitores, a SEMSUR trata com feirantes, ambulantes, barraqueiros de praia, camelôs e outras infinidades de pessoas humildes. Que muitas vezes não tem se quer o que comer, imagine comprar roupas que se adequem ao gosto do dr. Jerônimo Melo. Fica aqui o repúdio. E não fui atendida. Vou ter que voltar amanhã.
Pfv BG gostaria muito que meu desabafo fosse publicado. Obg.
Li essa matéria a tarde no blog