
É difícil escrever um texto que vai de encontro ao pensamento de muitos, mas coragem nunca me faltou e nunca vai me faltar.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira venceu uma eleição para presidente da casa que já tinha vencedor antecipado, o também deputado Ricardo Motta.
Motta já vinha no comando da casa há quatro anos, mudou inclusive as regras da reeleição para assegurar a continuidade na metade do mandato e na mudança de legislatura e já tinha como certa a permanência no cargo com apoio de uma bancada fiel.
Ezequiel, não concordando com a continuidade, conseguiu aglutinar ao seu redor apoios de deputados novos. Os mais jovens da casa e os recém eleitos, descontentes com o andamento, viam no deputado a esperança de novos tempos na casa do povo potiguar.
Em apenas 30 dias, o quadro na AL mudou. Ricardo Mota, até então imbatível, perdeu a eleição que até o “tapetão” foi chamado para participar por meio de manobras jurídicas.
Ezequiel teve alguns apoios decisivos no processo e na costura, lógico, entre eles destacamos dos deputados Galeno Torquato, atual primeiro-secretário da casa, do atual vice-governador Fábio Dantas, e do deputado federal Fábio Faria.
Passada a eleição, em quase 16 meses de mandato como presidente, Ezequiel não sabe o que é calmaria.
Sentado na cadeira de presidente, implementou uma reforma administrativa, colocou em pratica o planejamento estratégico, devolveu prédios alugados e deu fim à aberração que eram funcionários receberem através de cheques-salário, esse o ingrediente principal do escândalo da chamada Operação Dama de Espadas, começou a convocar finalmente os concursados e teve que ter a coragem de colocar no mundo o novo portal da transparência da casa, portal esse que mostrou à sociedade potiguar um numero exorbitante e impressionante de “só” quase 3 mil cargos comissionados na casa e a possibilidade de existiram funcionários fantasmas, processo esse que anda em investigação.
Em 60 dias após a instalação do portal que virou exemplo até para recomendação do Ministério Público, o presidente conseguiu reduzir em 36% a quantidade de cargos comissionas, reduzindo em 930. É suficiente? Acredito que não, ainda pode reduzir razoavelmente a quantidade, Ezequiel também deixou claro na entrevista concedida à Tribuna do Norte deste domingo que vai executar imediatamente a sentença judicial em relação aos famosos cargos que foram efetivados sem concurso público na casa. Se a justiça determinar, a redução será imediata. A decisão será cumprida.
Não resta outro caminho para o deputado com base em Currais Novos na condução da casa que não seja esse, e a população com essas medidas finalmente pode ver uma mudança de rumo e ter esperança em resultados que realmente sejam o razoáveis e contemplem os anseios por moralidade na gestão pública.
Concordem ou não, Ezequiel tem praticado a boa política e feito uma gestão correta e pró-ativa à frente da Assembleia do RN.
O homem é um trator de esteiras! Se deixarem, vai ser governador já na próxima eleição! O RN precisa de pessoas destemidas e audaciosas. Está no caminho certo!
Parabéns a BG pelo editorial e ao presidente Ezequiel pelas medidas tomadas em prol da AL e do contribuinte. Corte na carne e outras medidas austeras fazem bem àquela Casa.
Também acho que Ezequiel é um bom gestor, mas para isso se consolidar, precisa sair mais gente, a folha salarial da casa ainda esta muito pesada.
Ainda falta apurar o escandalo Dama de Espadas e demitir os funcionários que passaram a integrar o Quadro de Funcionários sem concurso.
Engraçado q esse blog nao dava esse destaque todo para os outros presidentes da Assembléia legislativa. Pq será?
Por vários motivos, primeiro por achar que ele tem feito realmente uma grande gestão, e vejo isso por estar acompanhando de perto, segundo por achar que a outra gestão que acompanhei como blogueiro fazia muita politicagem.
Castelo de Fantasmas
A chefina foi Joana das Mercês está aposentada na gestão Ezequiel Ferreira.
Cumpriu a lei…a Procuradora tinha todos os requisitos para se aposentar….e assim foi feito….
Vários dos funcionários demitidos da Assembléia foram remanejados…
Conheço Ezequiel de muitos anos, homem de palavra e que estar em extinção. Sou advogado e atesto por ser especializado em gestão pública o belo trabalho que vem fazendo, mesmo contrariando quem tinha muito conforto naquela casa chamada Assembleia.
Ser ou não homem de palavra não é prêmio. Ele como homem público tem o dever, a obrigação de ser probo. Ficar premiando, elogiando o servidor por ser probo ou honesto é uma aberração. O servidor, eletivo, efetivo ou não se for probo não faz mais que sua obrigação…se não o for…DEMISSÃO ou CADEIA!
Ainda tem muito fantasma para demitir/exonerar dali.