Jornalismo

Henrique Alves recebeu quase R$ 16 milhões de empreiteiras envolvidas em desvios no Petrolão

O atual Ministro do Turismo, Henrique Alves foi um dos políticos no Brasil que mais receberam doações de empresas enroladas assumidamente em desvios do maior escândalo de corrupção do mundo, o Petrolão. O potiguar recebeu R$ 15.600.000,00 em doações de empreiteiras, R$ 8.600.000,00 só da Odebrecht e a OAS.

O atual Ministro, em todas as oportunidades que foi citado, soltou nota afirmando que todas as doações foram legais e declaradas a justiça eleitoral, o que é verdade, todas essas doações constam na prestação de contas da campanha do ministro ao governo do RN em 2014.

O problema de Henrique não é esse, nem o dele e nem de todos que estão envolvidos nesse escândalo de corrupção. O problema é que o MPF está dizendo que a dinheirama que irrigou tudo que é campanha política pelo Brasil afora provenientes de doações de empreiteiras, foram frutos de dinheiro desviado da Petrobras e de obras da copa do mundo no Brasil em 2014.

Seguem algumas das principais doações:

Odebrecht

* R$ 5.500,000,00 em 2 doações durante a campanha.

 Queiroz Galvão

* R$ 5.250.000,00 em 7 doações durante a campanha.

 

OAS

* R$ 3.100.000,00 em 4 doações durante a campanha

Galvão Engenharia 

* R$ 500.000,00 em 2 doações

Andrade Guitierrez

* R$ 1.250.000,00 em 2 doações

TOTAL: R$ 15.600.000,00

 

Opinião dos leitores

  1. Eu votei em Eimael! Mas o presidente em exercício nomeou certas cartas marcadas já sabendo do envolvimento de todos em atos ilícitos como o ministro Henrique. Talvez para dar foro privilegiado como Dilma tentou fazer com Lula e agora está pagando o PATO. ….

  2. Eu nem sou COXINHA e muito menos MORTANDELA… Na verdade, Fico indignado, triste e até envergonhado com pessoas de minha família que foram as ruas pedir moralidade as autoridades por um BRASIL melhor. Resultados de toda essa palhaçada, É ver CANALHAS, LADRÕES traves tidos de CIDADÃOS Pregando moralidade e respeito através do bolsa família nos Partidos políticos em seus horários gratuito. Até quando vamos continuar assistir esse podre espetáculo? E vou mais, logo-logo pessoas do JUDICIÁRIO estarão atolados nesse lamaçal. Nós já vimos num passado recente Nicolau dos Santos desviando em São Paulo e uns Desembagadores do RN metendo a mão com força nos PRECATORIOS. Pegunto; ACREDITAR EM QUEM NESSE PARAISO?

  3. Temos que rir diante de uma situação dessas. Eu acho engraçado que a Sra. Laurita, sua atual esposa, quando tinha seu blog, vivia denunciando pessoas que não trabalhavam e recebiam seu vencimentos, colocando nomes de pessoas honestas e trabalhadoras, como saiu uma vez o meu da datanorte que ainda cumpro expediente de 8hs todos os dias e na minha vida toda de trabalho já prestes a me aposentar nunca ganhei esse valor trabalhando honestamente.
    Agora Sra. Laurita, explique esse valor que seu dignissimo marido recebeu para tentar se eleger governador do RN e mesmo assim não conseguiu e para bancar gastos de suas dondoquices.
    Denuncie agora QUERIDA

  4. Janot pediu busca e apreensão contra Aécio.
    Em delação, o ex-senador Delcídio do Amaral afirma que Aécio Neves teria atrasado o envio de documentos do Banco Rural à CPI dos Correios para poder "apagar dados bancários comprometedores" e evitar que a apuração sobre fraudes na instituição levasse a nomes do PSDB; o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir uma ação de busca e apreensão no Senado, que foi abortada depois que a Casa garantiu que daria acesso irrestrito aos documentos.
    EU NÃO TENHO CULPA, VOTEI NO AÉCIO!
    HENRIQUINHO AGORA CAI?

    1. Achar que não tem culpa porque votou no Aecio e brincadeira. Coisas de coxinhas mesmo.

    2. Aécio é outro artista onde todos sabiam do envolvimento dele em furnas. Vou usar a frase do Senador Magno Malta" me acorde mamãe ".

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Política

Para PF, gravação mostra líder tucano Sérgio Guerra sabotando CPI

Morre o deputado Sérgio Guerra, de 66 anos, ex-presidente do PSDB, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O deputado pernambucano lutava contra um câncer de pulmão que se espalhou para o cérebro. BRASÍLIA, DF, 21.09.2012: Fernando Rodrigues entrevista o deputado Sérgio Guerra. (Foto: Alan Marques/Folhapress)

Um vídeo gravado por câmeras de segurança comprova, segundo a Polícia Federal, uma reunião do então presidente do PSDB e senador Sérgio Guerra (PE) com o então diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e empreiteiros para enterrar a CPI da Petrobras em 2009.

No registro, que também tem áudio, Guerra afirma que “não vamos polemizar”, diz que tem “horror a CPI” e que considera “deplorável” um deputado “fazendo papel de polícia”. O tucano, que morreu em 2014, era um dos integrantes da comissão.

A Folha teve acesso a relatório da PF com a transcrição das conversas, que ocorreram no escritório de um amigo do lobista Fernando Soares, o Baiano, também presente.

Em sua delação premiada, Costa disse que Guerra pediu R$ 10 milhões para enterrar a CPI e que o pagamento foi feito pela empreiteira Queiroz Galvão.

Na reunião, participam um então executivo da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, e um da Galvão Engenharia, Erton Medeiros. Presos na Operação Lava Jato em novembro de 2014, ambos foram soltos em 2015 por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Não há, na transcrição da PF, conversa explícita sobre propina. Ouvidos sobre o vídeo, Costa e Baiano interpretaram um determinado trecho como sendo um acerto velado de pagamento.

Nesse ponto, eles conversavam sobre a defesa da Petrobras contra uma empresa que apresentava problemas. Guerra comenta: “Acho que a defesa não foi completa, a defesa não foi [o advogado] Antônio Fontes?”.

Depois, pergunta: “E aí, como é que tá [inaudível] bem?”. Colares responde: “Dando suporte aí ao senador, tá tranquilo”. Guerra diz: “Conversa aí entre vocês”.

Baiano diz que “as tratativas ilícitas eram ditas de forma velada, sem dizer ‘propina'”. Segundo ele, seria a reunião final para acertar detalhes do pagamento de R$ 10 milhões, que sairia do consórcio que construía a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, composto por Queiroz Galvão e Galvão Engenharia.

Guerra deixa clara sua disposição em não avançar na CPI, segundo a transcrição.

O tucano afirma inclusive que seu então colega de partido, o senador Álvaro Dias (atualmente PV-PR), queria mandar “algumas coisas pro Ministério Público”, mas que ele tentaria “controlar isso”.

Guerra também chega a questionar Costa sobre atrasos nas obras e acusações de sobrepreço. O então executivo da Petrobras cita custos, exemplificando com a mão de obra, e diz que não havia irregularidades.

“Aí você vai na obra lá, tem refeitório com ar-condicionado, nutricionista e tal. Custa mais caro, custa.”

Guerra o tranquiliza: “Nossa gente vai fazer uma discussão genérica, não vamos polemizar as coisas. […] Eu tenho horror a CPI, nem a da Dinda [possível referência à investigação contra o então presidente Fernando Collor] eu assinei, é uma coisa deplorável, fazer papel de polícia. Parlamentar fazendo papel de polícia”.

OUTRO LADO

O PSDB informou, em nota que “não conhece a gravação e por isso não comentará, mas reitera seu apoio às investigações da Lava Jato”.

No fim de 2014, quando veio à tona a declaração de Paulo Roberto Costa sobre Sérgio Guerra, seu filho Francisco Guerra disse que não teria como falar com alguém que não está mais aqui. “Mas eu preservo o legado do meu pai com muita honra.”

A Queiroz Galvão informou que “não tem conhecimento do suposto vídeo e de seu conteúdo” e que não comenta investigações em andamento. A Galvão Engenharia nega as acusações e disse que Erton Medeiros já deu esclarecimentos às autoridades.

Opinião dos leitores

    1. A política esta tomada por negociatas e graças ao PT e sua desastrada ganância de apropriação dos recursos públicos, a maracutaia começou a ser revelada. Agora o jogo começa a ficar melhor, placar atual:
      PT 60 (indiciados/condenados) x OUTROS PARTIDOS 10 (investigados).
      Mas a culpa é de FHC.
      A Culpa é do mercado da China.
      A culpa é de Pedro Alvares Cabral.
      O PT tem a "alma mais honesta do Brasil" e a presidanta "honestíssima".

    2. Inocentes são:
      PMDB : TEMER, CUNHA, RENAN, ALVES E OUTROS…
      PSDB: FHC, AÉCIO, E OUTROS…

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Jornalismo

FAMÍLIA DE CAGUETAS: três filhos de Sérgio Machado fizeram delação premiada

Luciana Whitaker

 

A delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, homologado por Teori Zavacski há dez dias, não inclui apenas o seu filho Expedito Neto, o Did, que gere um fundo de investimentos em Londres. O acordo abrange também dois outros filhos de Machado, Sérgio e Daniel — ambos, assim como Did e Sérgio pai, tiveram suas delações homologadas por Teori em 25 de maio.

No acordo de delação premiada de Did, há uma referência ao seu irmão Sérgio, que trabalhou por quase vinte anos no Credit Suisse, onde chegou a diretor e de onde saiu há dois meses. 

Expedito diz que consultou Sergio filho sobre investimentos. Mas, de acordo sempre com a delação, não revelou que o dinheiro do investimento era oriundo de propinas. Dizia que era relacionado aos negócios de educação da família e as atividades empresariais que possuía com seu irmão Daniel, também delator.

Esse seria o motivo de Sergio filho ter celebrado o acordo de colaboração — o temor em ser denunciado. Segundo interlocutores próximos da família, Sergio filho rompeu relações com a família no início da Lava-Jato.

Lauro Jardim

Opinião dos leitores

  1. Homi, ainda bem que tem esses caras…Já imaginou se eles não tivessem coragem? QUe entregue o PT, PMDB, PSDB e até o famoso PFG se tiver alguém da legenda envolvido também… QUem errou que espere a cipoada

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Política

Furacão Lava Jato atinge partidos tradicionais a quatro meses da eleição

Talita Bedinelli, El País

“Renan, não sobra ninguém, Renan! Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum”. A frase, dita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado em uma conversa gravada com o presidente do Senado, Renan Calheiros, pode até ser exagero. Mas poderia muito bem representar a percepção do brasileiro em relação ao sistema político atual. O que até pouco tempo parecia se concentrar mais no PT, se esparramou para as principais legendas. Conforme as investigações da Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014, avançam e se aproximam da casta política dos partidos tradicionais, que sempre pareceu intocável. A sensação é de que o sistema político brasileiro parece estar à beira de um colapso e, com seus principais nomes sob suspeita, enfrenta danos cada vez maiores a suas imagens. E a pergunta que fica é: os partidos conseguirão sobreviver a isso?

Só nas últimas semanas, as gravações feitas por Machado, um ex-aliado do PMDB e do PSDB que se tornou delator na Lava Jato, comprometeram ainda mais não só Calheiros, mas Romero Jucá, presidente nacional do PMDB, que acabou afastado do cargo de ministro, e Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, que nesta quinta-feira foi alvo de um novo pedido de investigação feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Além deles, o principal nome do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, também já é investigado, assim como outro peemedebista de peso, Eduardo Cunha, que se tornou réu na operação e acabou afastado da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal.

O desgaste na imagem dos partidos não é causado apenas pelo envolvimento de seus quadros com a corrupção. Mas os escândalos ajudam a piorar uma situação que nos últimos anos já não é das melhores. A última pesquisa Datafolha sobre a próxima corrida presidencial, feita em abril deste ano, mostra que os principais nomes presidenciáveis despertam cada vez menos paixões. Aécio Neves, por exemplo, que quase ganhou de Dilma Rousseff na última eleição, tem caído nas preferências desde dezembro do ano passado, quando tinha 27% das intenções de voto -hoje tem 17%. Geraldo Alckmin, outro do PSDB presidenciável, também tem recuado -foi de 14%, em dezembro, para 9%, em abril. O mesmo aconteceu com o outro nome forte do partido, José Serra -foi de 15% para 11%, no mesmo período. Os três chegaram a ser vaiados numa manifestação que pedia o impeachment de Rousseff neste ano. Lula é o único que parece caminhar um pouco na contramão, viu suas chances subirem de 17%, em março, para 21%, em abril.

Opinião dos leitores

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Jornalismo

“Quem estiver envolvido na Lava Jato vai ter que entregar o cargo” diz Ministro forte de Temer

Da direita para esquerda: Padilha, Temer, Henrique e Romero Jucá, que já caiu.

 

Na tentativa de melhorar a confiança na economia antes da votação final do impeachment, o presidente interino, Michel Temer, pretende lançar um pacote de “medidas de impacto” no curto prazo para geração de emprego e retomada do crescimento.

É o que afirma o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Em entrevista à Folha, Padilha, 70, disse que o governo também estuda melhorar o ambiente para atrair investimentos do setor privado.

Entre as ideias, estão a revisão das regras para exploração do pré-sal e a total abertura das empresas aéreas para grupos estrangeiros. A possível liberação da compra de terras por estrangeiros também está no radar.

Para o chefe da Casa Civil, a Operação Lava Jato, que pode comprometer outros ministros de Temer, não vai desestabilizar o governo. Quem for envolvido terá de entregar o cargo, segundo ele.

 

Opinião dos leitores

  1. Esse cabral e a concorrencia da Globo pois não tira esse nome da boca da boca dele so sai : Globo, Coxinha, Golpista Aecim. vai procurar um tratamento Psiquiátrico ou Exorcista ?????????

  2. PMDB participou de todo Governo Lula e Dilma, com cargos importantes em praticamente "TODOS" os ministérios, acho pouco, se uniu ao PSDB, DEM, pra derrubarem o governo Dilma, certamente estava achando pouco a participação.

  3. A globo enganou os pobres coitados dos coxinhas. No final se tiver final todos irão constatar que o unico inocente pagou pela quadrilha que armou o golpe. Vai tudo dar em pizza.

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Judiciário

Sérgio Moro proferiu 105 condenações. STF, nenhuma

Fábio Pozzebom/ABr

JOSIAS DE SOUZA

O cronista Nelson Rodrigues costumava dizer que o mais exasperado problema do ser humano é o medo do rapa. “Cada um de nós vive esperando que o rapa o lace, o recolha, na primeira esquina”, ele escreveu. No Brasil de hoje, Sérgio Moro virou uma espécie de rapa da oligarquia política e empresarial. Nesse meio, o juiz da Lava Jato instila pânico.

Graças à morofobia, personagens como Eduardo Cunha e Lula revelam-se capazes de tudo para que seus processos permaneçam no STF, o foro dos suspeitos privilegiados. Receiam ser presos. No intervalo de dois anos, dois meses e 19 dias, tempo de duração da Lava Jato, Sérgio Moro já proferiu 105 condenações. Juntas, somam 1.140 anos, 9 meses e 11 dias de prisão. No STF, não há vestígio de condenação. (veja no quadro abaixo os feitos que a força-tarefa da Lava Jato obteve em Curitiba)

LavaJatoMoro

Entre agosto e setembro de 2014, os delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff jogaram no ventilador os nomes de 28 congressistas —sete senadores e 11 deputados federais. Esse pedaço da investigação subiu para o Supremo. Desde então, avolumaram-se as delações e os suspeitos com direito a foro privilegiado.

Hoje, correm no STF 70 processos relacionados à Lava Jato. Desse total, 59 estão na fase de inquérito. Neles, são investigados 134 acusados. Outros 11 processos foram convertidos pelo procurador-geral Rodrigo Janot em denúncias formais, envolvendo 38 políticos. Por ora, o único denunciado que o Supremo converteu em réu foi Eduardo Cunha. E não há prazo para o julgamento da ação penal protagonizada pelo deputado. (veja abaixo os dados sobre o pedaço da Lava Jato que corre em Brasília)

A pedido da Procuradoria, o STF afastou Cunha do exercício do mandato e da poltrona de presidente da Câmara. Mas ele mantém as prerrogativas de deputado, que impedem Moro de alcançá-lo. Conserva também o acesso às mordomias propiciadas pela presidência da Câmara e o controle sobre sua milícia parlamentar, que lança mão de manobras para retardar o julgamento do pedido de cassação do seu mandato, na pauta do Conselho de Ética da Câmara há sete meses.

LavaJatoSupremo

O que há de mais alvissareiro na Lava Jato é a percepção de que o banquete da corrupção desandou. Os órgãos repressores do Estado investigam, prendem e condenam pessoas que estavam acostumados a viver num país em que, acima de um certo nível de renda e poder, ninguém era importunado.

Deve-se sobretudo à aplicação de Sérgio Moro, dos agentes federais, procuradores e técnicos que integram a força-tarefa de Curitiba a derrubada do escudo invisível que protegia os maus costumes. Montou-se uma espécie de usina trituradora de delinquentes. Foram em cana brasileiros que se julgavam invulneráveis. Em troca de favores judiciais, muitos tornaram-se delatores.

Empreteiros que se habituaram a sufocar investigações em tribunais superiores fizeram pouco da Lava Jato. Presos, recorreram. Uma, duas, três, quatro vezes. E nada. Amargaram condenações draconianas. Marcelo Odebrecht, por exemplo, foi condenado por Moro a mais de 19 anos de cadeia. Com receio de mofar no xadrez como versões petroleiras de Marcos Valério, os mandarins das construtoras também se tornaram colaboradores da Justiça.

Os maiores ficaram para o final. Retardatários, executivos de empresas como Odebrecht e OAS terão de levar à mesa segredos cabeludos se quiserem obter vantagens como redução da pena. Eles já expõem na bandeja escalpos como o de Dilma, Lula, Renan, Sarney, Cunha, Jucá, Aécio e um inesgotável etcétera.

Cercados pela investigação de Curitiba, operadores como Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, entregam os podres dos padrinhos de Brasília. O serviço da Procuradoria-Geral da República e do STF aumenta. A responsabilidade também. Soltos, políticos que são parte do problema fazem pose de solução. Pior: continuam operando.

Relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki tem sobre a mesa um lote de pedidos de providência formulados pela Procuradoria. Talvez devesse priorizá-los. A bandidagem parlamentar precisa de um rapa que a lace, que a recolha, na primeira esquina.

 

Opinião dos leitores

  1. Pena que o magistrado citado na matéria tenha coletado "delações" com o individuo em cárcere, rasgado a CF em várias ocasiões e tenha sido picado pela mosca azul… infelizmente existe a grande possibilidade dessa operação ser anulada por vícios. Lembram da finada Satiagrahra (delegado Protógenes e Daniel Dantas)??? Por muito menos ela teve esse fim…
    Não defendo impunidade. Só que tudo tem que ser feito no estrito rigor da lei e quem tiver cometido crime que responda.
    Vamos esperar porque daqui a uns 10 anos – com o devido distanciamento temporal – saberemos o quanto a LJ foi importante para o Brasil…

  2. Todos soltos os poucos que ainda restam presos estão delatando mentiras e fazendo as malas e indo para casa. O objetivo já foi alcançado, deram o golpe e agora pizza para todos. Se o Moro brincar vai ser sacrificado como o PT foi.

    1. Acorda Cabral !!! Você tem o discurso igual ao do "companheiro" Maduro. A culpa é sempre dos outros, não importam os fatos.

  3. Ainda voltarei à verdadeira organização criminosa, cujo cabeça, reincidente, é o escroque Alberto Youssef, com pequeno estado maior de altos burocratas, e um pelotão de escoteiros, tipo Fernando Baiano.

  4. Pelo último levantamento que fiz na página da Lava-Jato: políticos indiciados, mesmo, não obstante o estardalhaço contra o PT desde o início, tem a seguinte distribuição:

    PP = 32 indiciados;
    PMDB (cujo presidente eterno é o Temer!) = 9;
    PTB = 2;
    SD = 1.

    (Do PSDB, por enquanto só se fez menção a um morto… Precisa desenhar?)

    O PT tem 10, mas descontando as óbvias provocações (Lula, Gleisi, Lindberg) e os condenados André Vargas, Delcídio, Vaccareza e o bode expiatório de sempre, o Dirceu, sobram 3 gatos pingados sem qualquer expressão e que, como André Vargas, não comprometem o partido: foi roubo solo, por assim dizer.

    Mas, desde o início, a Lava Jato e a Globo jogaram a organização criminosa no colo do PT.

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Jornalismo

Ao nomear ministros suspeitos, Temer jogou óleo na pista

Sérgio Lima/FolhaDesde que Michel Temer assumiu o volante, não há semana em que não seja obrigado a parar no acostamento. Já desembarcaram dois ministros: Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência). Nesta segunda-feira, achega-se à porta o terceiro: Henrique Eduardo Alves (Turismo) apalpou verbas sujas oriundas da Petrobras, informou ao STF o procurador-geral Rodrigo Janot.

Ao cercar-se de suspeitos e de seus prepostos, Temer jogou óleo na própria pista. Agora, derrapa constantemente num instante em que se esperava que exibisse um itinerário confiável. Em entrevista, o ministro Eliseu Padilha declarou: “Na Lava Jato, se aparecer alguém do governo, já se sabe qual a posição do presidente: é que a pessoa deixe a equipe.”

Desse modo, acredita Padilha, o governo “não será atingido diretamente de nenhuma forma, fica preservado.” O raciocínio de Padilha é manco e ilusório. É manco porque nos dois primeiros desembarques ficou evidente o desejo de Temer de proteger os auxiliares enrolados. É ilusório porque o governo já foi atingido. Ninguém nomeia tantos suspeitos impunemente.

Perguntou-se a Padilha: Qual será o legado do governo Temer?
E o ministro: “…Sair do desajuste fiscal em que nos encontramos e contribuir para que a corrupção seja erradicada do serviço público.”

De duas, uma: ou Temer guarda na gaveta uma agenda secreta que inclui o extermínio do seu PMDB ou a ideia de erradicar a roubalheira é apenas uma evidência do insuspeitado talento de Eliseu Padilha para a comédia. Agora mesmo, o governo articula a entrega do comando da Eletrobras a um apadrinhado de Renan Calheiros.

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Agora eu entendi o que ele quis dizer quando disse "QUE SABIA LIDAR COM BANDIDOS."
    kkkkkkkkkkkkk

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Denúncia

Henrique Alves recebeu recurso do petrolão, diz Janot

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, palestra no 14º Fórum Panrotas - Tendências do Turismo

Reportagem de capa da Folha de São Paulo desta segunda-feira tem como destaque o Ministro Potiguar Henrique Alves.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo) atuou para obter recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS.

Parte do dinheiro do esquema desbaratado pela Operação Lava Jato teria abastecido a campanha de Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, quando ele acabou derrotado.

A negociação envolveria o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. As afirmações da Procuradoria constam do pedido de abertura de inquérito para investigar os três, enviado no fim de abril ao Supremo, mas até hoje mantido sob sigilo.

No despacho obtido pela Folha, Janot aponta que Cunha e Alves atuaram para beneficiar empreiteiras no Congresso, recebendo doações em contrapartida.

“Houve, inclusive, atuação do próprio Henrique Eduardo Alves para que houvesse essa destinação de recursos, vinculada à contraprestação de serviços que ditos políticos realizavam em benefício da OAS”, escreveu Janot.

“Tais montantes (ou, ao menos, parte deles), por outro lado, adviriam do esquema criminoso montado na Petrobras e que é objeto do caso Lava Jato”, completou.

É a primeira vez que Janot liga os repasses feitos para Alves aos desvios ocorridos na Petrobras. O peemedebista foi ministro do Turismo do governo Dilma e voltou ao cargo com Michel Temer.

Como o processo se encontra oculto, não há informações se houve decisão do ministro do Supremo Teori Zavascki pela abertura do inquérito. As suspeitas são de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

A investigação tem como base mensagens apreendidas no celular de Pinheiro.

Janot diz que Cunha recebeu valores indevidos, em forma de doações oficiais, por ter atuado em favor de empreiteiras. O mesmo teria ocorrido com o ministro.

“Verificou-se não apenas a participação de Henrique Eduardo Alves nesses favores, como também o recebimento de parcela das vantagens indevidas, também disfarçada de ‘doações oficiais'”.

Entre 10 e 23 de outubro de 2014, houve ao menos oito pedidos de recursos para Alves, feitos por Cunha a Pinheiro. Também há cobranças diretas do atual ministro ao empreiteiro.

Alves, segundo a PGR, prometeu ao comando da OAS atuar junto ao Tribunal de Contas da União e ao Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, onde a empreiteira tinha pendências.

As mensagens também citam diversos encontros dos empreiteiros com Alves.

Na prestação de contas da campanha de Alves, há o registro do recebimento de R$ 650 mil da OAS. Além disso, outros R$ 4 milhões, doados pela Odebrecht, são considerados suspeitos por Janot, porque as doações teriam sido feitas a pedido de Cunha para um posterior acerto da Odebrecht com a OAS.

TEMER

O pedido de inquérito também cita outros nomes fortes do governo Temer, como o próprio presidente interino, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Moreira Franco (secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimento).

Janot faz referências a doação de R$ 5 milhões que Pinheiro teria feito a Temer e afirma que o pagamento tem ligação com a obtenção da concessão do aeroporto de Guarulhos, atualmente com a OAS.

“Léo Pinheiro afirmou que explicaria, pessoalmente, para Eduardo Cunha [sobre a doação], mas que o pagamento dos R$ 5 milhões para Michel Temer estava ligado a Guarulhos”, escreveu Janot.

O procurador-geral, porém, não pede especificamente para investigar esses fatos relacionados a Temer nem diz se entrarão no objeto do inquérito.

*

CONVERSAS INDISCRETAS
Para Procuradoria, mensagens de celular mostram Henrique Eduardo Alves e Cunha pedindo doações à OAS

OS ENVOLVIDOS
Henrique Eduardo Alves, ministro do Turismo (PMDB-RN)
Eduardo Cunha, deputado federal afastado (PMDB-RJ)
Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS condenado a 16 anos

22.jun.2013
Henrique Eduardo Alves (para Léo Pinheiro): Charles [não identificado] poderia me procurar seg cedo em casa? la marcaria com Pres TC, irmão do Garibaldi. Discutiríamos problema. Se ele puder, 8 e 30!Ok

14.jul.2013
Henrique Eduardo Alves (para Léo Pinheiro): Seg, em BSB, vou pra cima do TCU. Darei notícias!

Segundo a Procuradoria, o ministro diz que procurará o então presidente do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, Paulo Roberto Chaves Alves, irmão do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), para resolver demandas da OAS

26.mar.2013
Léo Pinheiro (para Antonio Carlos Mata Pires, sócio da OAS):Henrique Alves me ligou x nossa negociação com o América de Natal.Falo-me do nOde cadeiras: 1650 para 2000 E do valor mensal: 50mil para 100mil. Vc vê com Cadu? Bjs.

Segundo a Procuradoria, Pinheiro relata conversa que teve com Alves sobre negociação de cadeiras com o time de futebol América de Natal

10.out.2014
Eduardo Cunha: Vê Henrique seg turno
Léo Pinheiro: Vou ver

13.out.2014
Eduardo Cunha: Amigo a eleição e semana que vem preciso queveja urgente…

15.out.2014
Eduardo Cunha: Henrique amigo?
Léo Pinheiro: Está muito complicado
Eduardo Cunha: Mas amigo tem de encontrar uma solução senão todo esforço será em vão

16.out.2014
Henrique Eduardo Alves (para Léo Pinheiro): Amigo, como Cunha falou, na expectativa aqui. Abs e Obrigado

17.out.2014
Eduardo Cunha: Amigo qual a saída para Henrique?
Léo Pinheiro: Infelizmente não tenho

21.out.2014
Eduardo Cunha (para Léo Pinheiro): Deixa falar tive com Junior pedi a ele paradoar por vc ao henrique acho que ele fará algo. Tudo bem?
Eduardo Cunha: Preciso que de um reforço ao Junior ao menos 1 dele da. Sua contaprecisava de emergência

23.out.2014
Eduardo Cunha (para Léo Pinheiro): Ok bom tocando com junior qui na pressão ele vai resolver e se entende com vc

Segundo a Procuradoria, “Junior” é Benedicto Barbosa Silva Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura

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Jornalismo

Novo vídeo apreendido pela polícia mostra agressores atacando menor no Rio

Na tarde da última sexta-feira, a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) deu um importante passo para elucidar o crime que chocou o país. Numa busca e apreensão expedida pela Justiça, os investigadores conseguiram arrecadar o telefone celular que o acusado Raí de Souza, de 18 anos, usou para gravar o vídeo que escandalizou e viralizou na internet. O aparelho, que o rapaz dizia ter jogado fora, estava guardado na casa de um amigo, Madureira, Zona Norte da cidade. Nele, a polícia encontrou provas inequívocas de como aconteceu uma parte da sessão de estupro coletivo a que a adolescente C.B., de 16 anos, foi submetida na manhã do último dia 21, num barraco fétido no Morro da Barão, em Jacarepaguá. Além do vídeo que já havia sido publicado, uma outra gravação feita, juntamente com outros dois traficantes, os algozes introduzem objetos nas partes íntimas da menina desacordada.

Num desses vídeos, C.B. tenta recuperar a consciência durante o ataque. O site de VEJA apurou que, em determinado momento, a menina, inconsciente, chegou a implorar que parassem. Mas, em seguida, foi humilhada por um dos criminosos com xingamentos.

Em outra gravação encontrada no celular de Raí, fica claro que um protesto em apoio aos suspeitos, na semana passada, nas ruas de acesso à favela de Jacarepaguá, só aconteceu por ordem do tráfico, que prometeu retaliar moradores e mototaxistas que se recusassem a aderir.

Na edição de VEJA desta semana, uma reportagem especial remontou passo a passo do estupro coletivo ocorrido na favela de Jacarepaguá. A jovem saiu de casa por volta de 1 hora da manhã e ficou em um baile funk bebendo uísque com energético e usando cheirinho-da-loló. Já de manhã, por volta das 7 horas, ela e uma amiga foram para uma casa com dois homens: Lucas Perdomo (jogador do Boavista, que chegou a ser preso e depois foi solto), e Raí, que continua preso. Foi ele o autor da filmagem que chocou o país.

Os quatro ficaram na casa até 10 horas da manhã, quando decidiram sair. A menor, inconsciente, ficou. E dali foi levada para uma outra casa, por um traficante identificado como Moisés Camilo de Lucena, o Canário. Neste momento, vários traficantes (testemunhas falam em pelo menos nove) entraram no imóvel, que na favela é chamado de “abatedouro”. Foi neste local que Raí e outros criminosos fizeram as filmagens da jovem desacordada.

A reportagem de VEJA revela também que, no ano passado, C.B. havia sido estuprada no mesmo Morro da Barão, por um criminoso identificado como Carlinhos. Na época, ele chegou a ser amarrado com fita crepe mas, quando seria executado, foi perdoado pela vítima. Foi nesta mesma favela que, em novembro de 2015, uma outra menina, A.C, de 14 anos, acabou sendo atacada por um bandido durante uma orgia. Após reclamar da sujeira do local e do parceiro, ela levou um tiro na cabeça. A vítima sobreviveu e o inquérito está na 28ª DP (Campinho).

VEJA

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Economia

‘Economia brasileira está como a de um país em guerra civil’, diz professor do MIT

Roberto Rigobon, professor do MIT

O Brasil não está em guerra civil, mas o estado atual de sua economia é como o de um país conflagrado, de acordo com Roberto Rigobon, professor de economia aplicada do Massachusetts Institute of Technology (MIT). “Em uma guerra civil é assim: há muita inflação e a economia se estanca”, diz. “Na economia, o governo Dilma foi catastrófico.”

Rigobon, que é venezuelano, define como “patética” a política externa adotada pelo Brasil nos últimos anos. O país, avalia, se omite em momentos em que ele deveria assumir um papel que lhe seria natural, o de líder da América Latina. “Parece que o Brasil tem medo de se comprometer e tomar decisões e ações duras, que cabem a um líder”, afirma. Em vez disso, argumenta Rigobon, o Brasil gosta de se cercar “do pior do mundo” – e ele põe na lista Argentina, Rússia e sua Venezuela natal. “Só falta firmar um acordo de intercâmbio com a Coreia do Norte”, ironiza.

Veja entrevista concedida a Veja AQUI

Opinião dos leitores

  1. “Na economia, o governo Dilma foi catastrófico.” Cabral vai dizer que é mentira! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Cidades

No Dia Mundial do Meio Ambiente, estudantes realizam mutirão de limpeza na Praia da Redinha

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Um grupo de estudantes natalenses resolveu comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente neste domingo (5), promovendo um multirão de limpeza na Praia da Redinha, zona norte de Natal.

Batizado de Faxina na Praia, a ideia surgiu a partir de conversas entre os jovens e os moradores da Redinha, que viram a necessidade de ações ambientais que garantam a limpeza da praia, uma das mais famosas do RN. Na praia faltam lixeiras suficientes para acomodar os resíduos produzidos por moradores e frequentadores.

Munidos de sacolas plásticas, o grupo saiu pela orla da praia recolhendo o lixo e conversando com banhistas, barraqueiros e vendedores ambulantes sobre a importância de preservar o meio ambiente. A maioria reagiu positivamente à iniciativa e ajudou os estudantes a recolher os dejetos e levar até um local apropriado.

“O lixo orgânico (folhas e algas marinhas) também é uma preocupação nossa, mas pode ser reaproveitado e transformado em adubo, através da trituração dos dejetos, para ser utilizado na própria vegetação do entorno”, explica a bióloga Nívea Souza .

“Tivemos apoio da associações dos moradores da Redinha, que busca apoio do poder público e ONGs para colocar em prática projetos como esse de hoje”, diz o advogado Robson Carvalho, um dos participantes do multirão.

Opinião dos leitores

  1. Parabens a população, que faz em um único dia ações que deveriam ser feitas o ano todo…

    Brasill….

  2. Uma iniciativa importante em prol de uma praia que é sempre deixada a margem pelos agentes públicos. Parabéns a esses estudantes, o trabalho independente e voluntário faz a diferença.

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Política

Gravação mostra líder tucano Sérgio Guerra sabotando CPI, diz PF

A Polícia Federal afirma que um vídeo gravado por câmeras de segurança comprovaria uma reunião entre o então presidente do PSDB e senador Sérgio Guerra (PE) e o então diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e empreiteiros para paralisar a CPI da Petrobras, em 2009.

Na gravação, Guerra afirma que “não vamos polemizar”, diz que tem “horror a CPI” e que considera “deplorável” um deputado “fazendo papel de polícia”. O tucano, que morreu em 2014, era um dos integrantes da comissão. As informações são da Folha de S. Paulo.

A reportagem teve acesso a relatório da PF com a transcrição das conversas, que ocorreram no escritório de um amigo do lobista Fernando Soares, o Baiano, também presente. Em sua delação premiada, Costa disse que Guerra pediu R$ 10 milhões para enterrar a CPI e que o pagamento foi feito pela empreiteira Queiroz Galvão.

Segundo a Folha, participam da reunião um então executivo da Queiroz Galvão, Ildefonso Colares Filho, e um da Galvão Engenharia, Erton Medeiros. Presos na Operação Lava Jato em novembro de 2014, ambos foram soltos em 2015 por ordem do Supremo Tribunal Federal.

Ouvidos sobre o vídeo, Costa e Baiano teriam interpretado, segundo a reportagem, um determinado trecho da gravação como sendo um acerto velado de pagamento.

Eles conversavam sobre a defesa da Petrobras contra uma empresa que apresentava problemas. Guerra comenta: “Acho que a defesa não foi completa, a defesa não foi [o advogado] Antônio Fontes?”. Depois, pergunta: “E aí, como é que tá [inaudível] bem?”. Colares responde: “Dando suporte aí ao senador, tá tranquilo”. Guerra diz: “Conversa aí entre vocês”.

Guerra deixa clara sua disposição em não avançar na CPI, segundo a transcrição. O tucano afirma inclusive que seu então colega de partido, o senador Álvaro Dias (atualmente PV-PR), queria mandar “algumas coisas pro Ministério Público”, mas que ele tentaria “controlar isso”.

De acordo com a Folha, Guerra também chega a questionar Costa sobre atrasos nas obras e acusações de sobrepreço. O então executivo da Petrobras cita custos, exemplificando com a mão de obra, e diz que não havia irregularidades. “Aí você vai na obra lá, tem refeitório com ar-condicionado, nutricionista e tal. Custa mais caro, custa.”

Guerra o tranquiliza: “Nossa gente vai fazer uma discussão genérica, não vamos polemizar as coisas. […] Eu tenho horror a CPI, nem a da Dinda [possível referência à investigação contra o então presidente Fernando Collor] eu assinei, é uma coisa deplorável, fazer papel de polícia. Parlamentar fazendo papel de polícia”.

Em nota, o PSDB informou que “não conhece a gravação e por isso não comentará, mas reitera seu apoio às investigações da Lava Jato”. A Queiroz Galvão informou que “não tem conhecimento do suposto vídeo e de seu conteúdo” e que não comenta investigações em andamento. A Galvão Engenharia nega as acusações e disse que Erton Medeiros já deu esclarecimentos às autoridades.

Jornal do Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vc não vai comentar Vicente Pinheiro?
    Val?
    Moreira?
    Ricardo Mendes?
    Sérgio Dias?
    Francisco da c. a. Costa?
    Saraiva?
    Clemente?
    Saulo Leão?
    Ninguém vai comentar, se manifestar, se indignar?
    Esse silêncio é ensurdecedor!
    Cri, Cri, Cri…

  2. IGUAI AOS QUE FREQUENTARAM AS PASSEATAS CONTRA A CORRUPÇÃO : JOSÉ AGRIPINO, AÉCIO NEVES, GERALDO ALKIMIN. CAMBADA DE VAGABUNDOS.

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Política

Dilma repassou R$ 11 milhões a blogueiros em 2016

O site O Antagonista teve acesso à planilha com repasses do governo federal aos blogs petistas em 2016.

Os números incluem a verba publicitária da Secretaria de Comunicação, dada por meio de campanhas de programas oficiais, e o patrocínio de bancos públicos e estatais, como a Petrobras.

Os contratos firmados às vésperas do impeachment somam R$ 11,2 milhões – de um total de R$ 94,7 milhões gastos com publicidade na internet. Ao assumir o governo, Michel Temer determinou a suspensão dos pagamentos aos blogs e sites petistas e o cancelamento dos contratos.

– Brasil 247: 2,1 milhões

– DCM: 1,11 milhão

– Carta Maior (site): R$ 921 mil

– Forum: R$ 921 mil

– Paulo Henrique Amorim: R$ 865 mil

– Opera Mundi (Breno Altman): R$ 83 mil

– Luís Nassif: R$ 814 mil (além do contrato com a EBC)

– Carta Capital (site): R$ 664 mil

– Sidney Rezende: 409,5 mil

– CGM: R$ 359 mil

– Pragmatismo Político: 219 mil

– Blog do Esmael: 169 mil

– Viomundo (LC Azenha): R$ 166 mil

– O Cafezinho: R$ 124 mil

Opinião dos leitores

  1. Sidney Resende…R$409.500,00…. Rs
    Paulo Henrique Amorim… R$865.000,00…Rs
    Luiz Nassif…R$814.000,00…Rs
    Kkkkkkkkkk….kkkkkkkk

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Esporte

Rivaldo critica “camisa 10 no banco” e pede espaço para Lucas Lima e Ganso

Dono da 10 da seleção brasileira no último título mundial, em 2002, Rivaldo não gostou de ver a lendária camisa no banco de reservas no último sábado, no empate do Brasil com o Equador em 0 a 0. O ex-meia publicou em seu Instagram um texto em que criticou o fato de Lucas Lima – dono do número – não ter recebido uma oportunidade na partida da Copa América Centenário, relembrando outros craques que já vestiram a 10 no passado, como Pelé, Zico e Ronaldinho Gaúcho. Rivaldo pediu que Lucas Lima e Ganso tenham mais espaço na equipe comandada por Dunga.

– Ontem senti uma grande tristeza quando assisti ao jogo do Brasil e vi que o camisa 10 estava no banco de reservas. Antes esta camisa era uma referência para nossa Seleção. Já que Neymar, o nosso camisa 10, não está na Copa América, a camisa 10 ficou com Lucas Lima, um ótimo jogador, que só teve oportunidade aos 40 minutos do segundo tempo. Na minha opinião, Lucas Lima ou Ganso merecem ter mais oportunidades. Se não tiver um 10 em campo, o primeiro a ser sacrificado vai ser o Jonas, que não vai ter oportunidades de gol porque a bola não chega – escreveu Rivaldo.

Rivaldo seleção brasileira instagram

Globo Esporte

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Polícia

Mulher é estuprada por homens em ocupação do MST em MG

Uma mulher, de 42 anos, foi estuprada em uma ocupação do Movimento Sem Terra (MST), na noite desta sexta-feira (4), no Bairro Castro Pires, em Teófilo Otoni (MG). Segundo a Polícia Miliar, dois homens abusaram sexualmente da vítima e estão foragidos.

De acordo com os militares, a vítima, que apresentava sinais de embriagues, relatou aos policiais que estava em um bar, quando um homem a convidou para ir em um dos barracos da ocupação do MST. A vítima disse ainda que, ao chegar no local, um outro homem estava esperando.

A mulher foi encaminhada para um hospital da cidade, para realizar exames. Até o fechamento desta matéria a PM ainda realizava buscas e ninguém foi preso.

G1/MG

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Polícia

Adolescente é preso roubando celulares em paradas de ônibus na zona Norte

Na madrugada deste domingo (5) um adolescente, de 17 anos, foi apreendido, na Avenida Cidade Praia, na zona Norte de Natal, de posse de um revólver calibre 38 e produtos de roubo. Ele estava realizando roubos em paradas de ônibus das avenidas Santarém, Maranguape, Boa Sorte, José Luiz da Silva e em outras ruas, onde teria tomado vários celulares de pessoas que aguardavam o transporte público.

Ao ser abordado pelos policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM), o elemento tentou se livrar da materialidade dos roubos e da arma, mas sem êxito, sendo conduzido, juntamente com as vítimas e materiais, à Delegacia de Polícia Civil de Plantão, onde o mesmo foi autuado em fragrante, ficando à disposição da Justiça.

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