Geral

Taxa básica de juros ficará alta por “período bastante prolongado”, diz Galípolo

Foto: Wilton Junior/Estadão

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira (19) que a taxa básica, a Selic, deverá ficar em nível restrito por um “período bastante prolongado”. Declarou que os agentes financeiros não precisam “se emocionar” com dados de atividade econômica de curto prazo, porque a autoridade monetária pretende passar por um longo período de aperto.

O presidente do BC afirmou que a discussão sobre o tempo necessário para levar a inflação à meta ganhará mais peso. Disse que a “calibragem” do patamar será secundária, minimizando a importância de a taxa ser de 14,75% ou 15,00% ao ano.

“A gente não devia nem se emocionar com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) muito mais fraco e nem com um dado da indústria específico uma vez um pouco mais forte. Nós temos que reunir dados para poder confirmar uma tendência”, declarou o presidente do BC.

Galípolo participou do 12º Annual Brazil Macro Conference, promovido pelo banco Goldman Sachs, em São Paulo. O Banco Central defende que a desaceleração da economia é “elemento necessário” para fazer com que a inflação reduza para a meta de 3%.

Questionado sobre uma eventual queda da taxa Selic, respondeu que a autoridade monetária ainda não teve essa discussão.

“Eu sei que agora vai começar essa tentativa de achar o indicativo que possa produzir uma inflexão, mas a gente não está perto dessa discussão. Esse não é um tema que está passando nos debates do Comitê de Política Monetária”, disse. “A gente realmente precisa permanecer com a taxa de juros num patamar bastante restritivo por um período bastante prolongado”, declarou.

Galípolo disse que a atividade econômica está “surpreendentemente dinâmica” apesar dos últimos anos com taxa de juros em patamar restritivo. Afirmou que a inflação está acima da meta e as expectativas dos agentes financeiros para o índice de preços estão desancoradas da meta.

A autoridade monetária declarou que a taxa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deverá ficar fora do intervalo de tolerância em junho. A inflação do Brasil foi de 5,53% no acumulado de 12 meses até abril.

O Banco Central aumentou de 14,25% para 14,75% ao ano a taxa básica para controlar o aumento de preços e fazer com que a inflação anualizada diminua para o centro da meta.

“O que a gente espera ter conseguido transmitir a partir do ciclo que a gente vem praticando é deixar bem claro que não há nenhum tipo de tergiversação ou flexibilização em relação à meta do Banco Central”, declarou o presidente do BC.

Levantamento da MoneYou mostrou que o juro real ex-ante –estimado para os próximos 12 meses– será de 8,65%. A estimativa inclui no cálculo a inflação projetada para o período de 1 ano.

O presidente do BC afirmou que, ao conversar com investidores e economistas estrangeiros, há um estranhamento sobre a resiliência da atividade econômica do Brasil. A taxa de desemprego atingiu o menor patamar para o 1º trimestre da série histórica.

Galípolo voltou a defender que parte do canal de transmissão da política monetária está desobstruído. O BC afirmou que o “desentupimento” será prioridade da gestão do atual presidente da autoridade monetária.

“Os canais de transmissão da política monetária não estão funcionando com a mesma fluidez que se observa em boa parte dos nossos pares. […] Não vai ter bala de prata. Vai ser necessário implementar várias reformas”, disse Galípolo.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. QUANDO CAMPOS NETO ERA PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL, O MOLUSCO DE BARBA E SUA GANG O ACUSAVA DE MANTER ALTA A TAXA DE JUROS, AGORA GALÍPOLO AFIRMA QUE IRÁ MANTER EM ALTA O JUROS POR UM LONGO PERÍODO E O MOLUSCO AGORA FICA CALADINHO…. A CULPA É DO MITO!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    1. Você não sabe que a esquerda vive de mentiras e hipocrisia?
      O que dizer dos sigilos? Kkkk

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Cidades

Credenciamento para ambulantes e espaços de alimentação no São João de Natal 2025 está aberto

Foto: Roberto Galhardo

A cidade se prepara para as festas juninas, que trazem novas oportunidades de geração de emprego e renda. A prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), publicou o edital de chamamento público para o credenciamento de comerciantes interessados em atuar nos polos oficiais do São João de Natal 2025, vendendo alimentos ou atuando como ambulantes. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 19 e 23 de maio, pelo site www.natal.rn.gov.br, pelo aplicativo Natal Digital ou presencialmente na sede da Semsur, localizada na Rua Princesa Isabel, Cidade Alta.

O edital contempla espaços comerciais nos principais polos do evento, incluindo a Avenida da Alegria (Redinha), Arena das Dunas, Cidade da Esperança, Palácio dos Esportes, Avenida Lima e Silva, Zona Leste (Projeto Sol João), Praça Cívica e Ginásio Nélio Dias. Os interessados poderão se cadastrar como pessoas físicas ou jurídicas, observando as normas estabelecidas sobre tamanho de estrutura, organização dos espaços, uso de equipamentos e obrigações sanitárias e de segurança.

Para participar, o comerciante deve apresentar documentação completa e escolher, no máximo, dois polos. Cada credenciado poderá atuar com apenas uma atividade comercial. O edital estabelece critérios rigorosos para garantir a segurança dos frequentadores e a boa organização do evento, como a proibição do uso de equipamentos sucateados, fogões improvisados, materiais de risco e bebidas em recipientes de vidro. Além disso, será exigida a inscrição em palestra obrigatória sobre boas práticas no comércio público, que será ministrada pela Semsur no dia 27 de maio, às 9h, no auditório da Semad.

De acordo com o secretário municipal de Serviços Urbanos, Felipe Alves, o São João de Natal movimentará não apenas a cultura e o turismo, mas também fortalecerá a economia popular e criará oportunidades para quem vive do comércio. “Esse evento vai movimentar bairros inteiros e atrair milhares de pessoas. Nosso papel é garantir que esse espaço de celebração também seja seguro, organizado e justo com quem deseja trabalhar com dignidade. A cada edição, reforçamos nosso compromisso com a valorização da cultura e da economia local”, ressaltou.

A autorização de uso do espaço público será emitida somente após a comprovação da participação na palestra, o envio do comprovante de pagamento da taxa de ocupação e o cumprimento de todas as exigências legais.

A Semsur também reforça que não será permitida a utilização de energia elétrica diretamente da rede pública, sendo de responsabilidade do comerciante solicitar os pontos necessários, bem como água, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e todas as licenças exigidas pelos órgãos competentes.

O São João de Natal 2025 acontecerá entre os dias 31 de maio e 29 de junho, e contará com uma programação distribuída em vários polos da cidade. Os interessados devem ficar atentos para os prazos e condições do edital, garantindo que sua atuação durante o evento seja regularizada, segura e respeitosa com o espaço público e com o público.

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Brasil

Governo Lula chama a ‘xerifa’ que impediu fraudes no INSS no governo Bolsonaro

Foto: Cleia Viana

O governo Lula convidou a procuradora Márcia Eliza de Souza para assumir a direção de benefícios do INSS. Ela foi a primeira servidora do órgão a enfrentar a quadrilha que já avançava, em 2019, em direção ao bolso dos idosos.

O inquérito da Polícia Federal que investiga as fraudes no INSS descreve detalhadamente o trabalho que Márcia Eliza empreendeu para tentar estancar a fraude dos descontos ilegais que entidades sindicais e associações já promoviam na época.

Em maio daquele ano, ela suspendeu os descontos que eram realizados pela Associação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Asbapi). O motivo: um volume considerável de reclamações que o INSS recebeu, o que gerou a abertura de um inquérito no Ministério Público de São Paulo. Agiu com a prudência que faltou às gestões seguintes.

Investigação levou à rescisão de acordos do INSS com 4 associações

Com o andamento das investigações em 2019, o INSS decidiu rescindir os acordos de cooperação que permitiam os descontos de mais três entidades — a Associação Beneficente de Auxílio Mútuo dos Servidores Públicos (Abamsp), a Associação Nacional de Aposentados e Pensionistas da Previdência Social (Anapps) e a Central Nacional de Aposentados e Pensionistas do Brasil (Centrape).

Depois dessa medida, a Anapps, que tinha faturado 28 milhões de reais naquele ano, arrecadou apenas 320 reais em 2020. No mesmo período, o faturamento da Abamsp caiu de 52 milhões para 188 reais. No caixa da Centrape, que arrecadou 45 milhões de reais, entraram apenas 125 reais.  E a Asbapi, que tinha arrecadado 33 milhões, não recebeu um único tostão no ano seguinte.

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Diante da ação do INSS, as associações também tiveram de dar explicações ao Ministério Público sobre o esquema de arrecadação. Uma das pessoas ouvidas na época foi o sindicalista Canindé Pegado, da CGT, responsável pelo acordo da Centrape com o INSS, assinado em dezembro de 2015, durante o governo Dilma Rousseff.

Após a suspensão dos acordos, a Asbapi ainda recorreu à Justiça Federal em Brasília para contestar a suspensão, mas não obteve sucesso.

Em outubro de 2019, os segurados receberam de volta o equivalente a 14 milhões de reais das mensalidades descontadas irregularmente. O INSS também reteve R$ 57 milhões que seriam repassados às outras instituições.

O bom trabalho da procuradora, porém, não impediu o esquema de continuar operando depois em escala ainda maior.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Essa Petezada não perdoa, estão a caça de um BOI DE PIRANHA, coitada dessa senhora se cair nessa armadilha. incrível tamanha falta caráter.

  2. O objetivo dessa narrativa é proteger o Senador do PL que foi secretário especial de Previdência e Trabalho no governo de Bolsonaro?

  3. Os sindicatos tipo Contag e o sindicato do irmão de Lula roubaram por quê?
    São de direita ou de esquerda?
    Por que Lula não quer CPI?

  4. Hahaha a melhor parte é “que impediu fraudes no INSS no governo Bolsonaro” calma galera que a CPI do INSS tá chegando, não vamos queimar a largada, Jajá temos choro e ranger de dentes para tudo que é lado…né ?

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Cultura

Private Military Contractor – O Guia Definitivo” desvenda bastidores e caminhos da profissão de militares privados no cenário internacional

Foto: Divulgação

Chega ao mercado literário o aguardado livro “Private Military Contractor – O Guia Definitivo”, obra inédita que traz uma visão profunda, acessível e prática sobre o universo dos contratantes militares privados, conhecidos internacionalmente como PMCs (Private Military Contractors).

O livro é destinado não apenas a profissionais da segurança e ex-militares, mas também ao público em geral interessado em compreender melhor esta área que ganhou notoriedade em conflitos recentes ao redor do mundo. O livro explica detalhadamente as habilidades necessárias, os desafios enfrentados no dia a dia e os caminhos para ingressar e crescer profissionalmente neste setor tão peculiar e pouco compreendido.

Escrito pelo especialista Keyson Lima, que possui vasta experiência internacional em operações reais no Oriente Médio, América Latina e África, o livro oferece ao leitor uma rara oportunidade de acessar informações valiosas diretamente de quem vivenciou o campo operacional. Keyson Lima já atuou como PMC em cenários críticos e atualmente lidera uma renomada instituição de formação e treinamento tático, a Ironside Academy, referência no mercado brasileiro e internacional.

“Private Military Contractor – O Guia Definitivo” não é apenas uma coletânea de experiências pessoais, mas sim um manual didático, prático e detalhado que aborda desde procedimentos básicos e avançados até as questões legais, éticas e operacionais envolvidas nesta profissão. O objetivo principal é fornecer uma visão realista, transparente e profissional, desconstruindo mitos e esclarecendo dúvidas comuns sobre o que realmente significa ser um PMC.

O livro já está disponível para compra, sendo indicado tanto para quem deseja ingressar neste campo quanto para aqueles que buscam aprimorar seus conhecimentos sobre segurança privada em contextos internacionais.

Para adquirir o livro ou obter mais informações, visite o link disponível nas redes sociais do autor.

Serviço:Livro: Private Military Contractor – O Guia DefinitivoAutor: Keyson LimaLivro físico disponível para compra online.

https://payment.ticto.app/O80D1B820

 

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Brasil

“Não me calarei e não há protocolo que me faça calar”, diz Janja sobre episódio com Xi

 

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Na abertura de um evento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, nesta segunda-feira (19/5), a primeira-dama mencionou a necessidade de responsabilizar plataformas digitais pela circulação de conteúdos nocivos a crianças e adolescentes e rebateu críticas por ter levado o assunto ao líder chinês durante um jantar com autoridades, na semana passada.

“Não há protocolo que me faça calar se eu tiver uma oportunidade de falar sobre isso com qualquer pessoa que seja. Do maior grau ao menor grau. Do mais alto nível a qualquer cidadão comum”, disse Janja.

“Eu quero dizer que a minha voz — vocês podem ter certeza de que — vai ser usada para isso. E foi para isso que ela foi usada na semana passada, quando eu me dirigi ao presidente Xi Jinping após a fala do meu marido sobre uma rede social. Quero dizer que, eu como mulher, não admito que alguém me dirija [a palavra] dizendo que eu tenho que ficar calada. Eu não me calarei quando for para proteger a vida das nossas crianças e dos nossos adolescentes”, ressaltou.

Metrópoles

 

Opinião dos leitores

  1. O problema não é mandar ela calar a boca. É não ridicularizar o Brasil com a falta de discernimento e educação doméstica. Queria saber se alguém chegasse na casa dela e falasse que estava suja ela ia gostar. Tem que ter respeito e saber se comportar nos ambientes que frequenta e que nós pagamos caro.

  2. É nisso que dá quando se dá cabimento a quem só merece um real, agora a cuidadora de idoso está se achando a tampa de crush.

  3. O que torna os esquerdistas pessoas imorais e reprováveis é sua capacidade de usar pautas como “defesa de mulheres e crianças” para enganar os incautos, quem tem pensamento crítico sabe que não estão nem aí nem com mulheres, nem com crianças, estão é querendo calar as vozes de quem se opões às suas canalhices.

  4. Que venha a regulamentação para a Esbanja ser a primeira a ficar calada. Deslumbrada, sem noção, invasiva, metida, mal educada… Quem te elegeu? O Brasil não precisa de você. Só sabe gastar, esbanjar, torrar o dinheiro do contribuinte com hotéis e restaurantes de luxo e fazer o Brasil passar vergonha nos eventos em que participa. Inresponsável, ploblemas, abrido, salma de palmas…

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Brasil

INSS: seguros eram “contratados” em menos de 3 minutos. Ouça áudios

 

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Uma empresa conveniada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) induziu aposentados e pensionistas a contratarem seguros com débitos diretos em seus benefícios. Em um período de três anos, a empresa de crédito Sudacred registrou pouco mais de 60 reclamações por descontos não reconhecidos. Os registros constam no portal Consumidor.gov.br, gerido pelo Ministério da Justiça.

Escândalo revelado pelo Metrópoles
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Ligações de telemarketing, às quais a reportagem teve acesso mostram como a empresa operava. Com amplo acesso a dados como CPF, endereço e número da conta corrente, atendentes informavam que havia sido liberado um “capital de seguro” em nome do beneficiário — na maioria dos casos, idosos. Os funcionários, no entanto, não deixavam claro que tratava-se da contratação de um novo serviço.

Os diálogos demonstram a confusão. Em uma das conversas, o idoso afirma que “nem sabia que tinha [contratado] esse seguro”, quando, na verdade, a contratação estava ocorrendo naquele momento. Há casos em que a “autorização” ocorria em menos de 3 minutos.

Metrópoles

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Brasil

Lula já passou 106 dias fora do Brasil no seu 3º mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou 106 dias fora do Brasil durante o seu 3º mandato. Só em 2025 já foram 18 dias no exterior. O ano ainda está na metade do 5º mês, mas o petista já se aproxima da quantidade de 2024 –foram 26 dias naquele ano.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, deve telefonar para Lula em breve para reforçar o convite já entregue ao Planalto para que ele participe do encontro do G7 (15 a 17 de junho) em Kananaskis, na província de Alberta.

Se for ao evento no Canadá, e à França, no início de junho, Lula vai acumular mais pelo menos 5 dias fora do país.

O presidente voltou ao Brasil na 5ª feira (15.mai.2025) depois de um bate-volta que fez no Uruguai para participar do velório de Pepe Mujica, em Montevidéu.

Antes, realizou um giro pela Rússia e pela China. Lula saiu do Brasil ao fim da noite de 6 de maio e retornou na madrugada do dia 15, quando seguiu para o Uruguai no mesmo dia.

Se for ao Canadá e França, somará, no mínimo, 23 dias fora do Brasil em 2025. Ainda não é nem junho.

A ida ao velório de Mujica foi a 5ª viagem do presidente em 2025. O petista já havia ido ao Uruguai em fevereiro para a posse do presidente Yamandú Orsi (Frente Ampla, centro-esquerda).

Leia abaixo o resumo das investidas internacionais de Lula em 2025:

No Canadá, Lula participará do G7. Na França, deve se encontrar com o presidente Emannuel Macron e participar da conferência “10 anos após o Acordo de Paris”.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. Isso sim é um estadista, fazendo negocios e boa relações institucionais do Brasil com o mundo. Parabéns, grande Lula!

  2. Deve ser computado nesse “passeio”, quantos milhões de dólares foram negociados em muitas atividades para o Brasil.

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Geral

Seu filho ficou de recuperação? Conheça o método que pode ajudá-lo a virar o jogo

Foto: Divulgação

Com a divulgação das primeiras notas de recuperação do ano letivo, muitos pais se deparam com uma situação desconfortável: o desempenho dos filhos ficou aquém do esperado. O susto inicial, no entanto, pode dar lugar a um movimento construtivo, e até transformador, se encarado com a abordagem certa.

Para o educador Victor Cornetta, CEO da Kaizen Mentoria e especialista em metodologias de aprendizagem, notas baixas não devem ser interpretadas como sinônimo de fracasso. “Na maioria das vezes, a dificuldade não está no conteúdo em si, mas na forma como o aluno organiza seu tempo e direciona sua atenção durante os estudos”, afirma.

Cornetta defende que o processo educacional precisa ir além da simples transmissão de conteúdo. “A pergunta que norteou a criação da Kaizen foi: ‘Se já estou ensinando a matéria, por que não ensinar o aluno a estudar também?’”, relata. Segundo ele, ensinar o estudante a estruturar seu próprio processo de aprendizagem é fundamental para que o conhecimento realmente se consolide.

Baseado nessa filosofia, o especialista reuniu cinco orientações práticas para famílias que desejam reorganizar os estudos dos filhos após um desempenho insatisfatório:

5 estratégias para transformar notas baixas em aprendizado real

1. Metas semanais de aprendizado

Em vez de focar em notas, pais e filhos devem estabelecer metas claras e alcançáveis, como “compreender frações até sexta-feira” ou “resolver três listas de exercícios de geometria”. A ideia é substituir a cobrança por resultados imediatos por um compromisso com o progresso contínuo.

2. Qualidade acima da quantidade

Estudar por muitas horas seguidas não garante bom desempenho. O ideal é investir em sessões de estudo mais curtas, porém bem estruturadas e com objetivos definidos.

3. Participação ativa do aluno

Incluir o estudante nas decisões sobre horários e métodos de estudo aumenta o engajamento. “Quando o aluno tem voz no processo, ele se sente mais responsável e envolvido com os resultados”, observa Cornetta.

4. Reflexão sobre os erros

Pais e filhos devem conversar abertamente sobre os motivos que levaram à recuperação. Identificar falhas na rotina, lacunas de conhecimento ou distrações excessivas é essencial para ajustar o caminho.

5. Plano de ação personalizado

Nem todo conteúdo tem o mesmo peso. É importante mapear as maiores dificuldades e priorizar os temas que impactam mais o desempenho final. Um bom plano de estudos começa com essa análise.

Sobre o Método Kaizen:

Criada com base no princípio de que aprender a estudar é tão importante quanto aprender o conteúdo, a Kaizen Mentoria oferece uma proposta inovadora: ensinar o aluno a dominar seu próprio processo de aprendizagem.

A metodologia que reúne os conceitos da engenharia se baseia em encontros semanais de três horas e tem como objetivo otimizar o tempo e trazer autonomia ao estudante, o equivalente a até 40 horas de estudo tradicional.

Interessados em ver o impacto da Kaizen nos resultados dos alunos podem agendar uma reunião com um dos diretores, que vão entender suas necessidades e objetivos. A reunião pode ser agendada clicando no link a seguir: https://bit.ly/kaizenmentoriabg.

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Polícia

Feto é encontrado em estação de esgoto da Caern na zona Sul de Natal

Foto: Divulgação 

Um feto foi encontrado neste domingo (18) dentro de uma estação elevatória de esgoto da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), localizada em uma praça no bairro de Neópolis, na zona Sul de Natal.

O corpo foi descoberto por funcionários da companhia durante um procedimento de manutenção da estrutura. Segundo relatos de moradores da região, uma mulher teria passado pela praça durante a madrugada e abandonado o feto no local. O material encontrado media cerca de 20 centímetros, compatível com aproximadamente 20 semanas de gestação.

A Caern informou que casos como esse são extremamente raros e que, diante da situação, seguiu o protocolo padrão de comunicar imediatamente as autoridades.

O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), a Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionados e estiveram no local para recolhimento do corpo e início da investigação.

Até o momento, a identidade da mulher citada pelas testemunhas não foi confirmada, e também não há informações sobre imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado a movimentação na área. A Polícia Civil está à frente da investigação.

Tribuna do Norte

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Trânsito

Ampliação do binário das avenidas Jaguarari e São José começa hoje (19)

Foto: STTU

A partir desta segunda-feira (19), a Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), dará início às obras de ampliação do binário formado pelas avenidas Jaguarari e São José – nos trechos da Antônio Basílio até a capitão Mor Gouveia e da Lima e Silva até a capitão Mor Gouveia, respectivamente. A medida faz parte de um conjunto de intervenções voltadas para melhorar o trânsito e garantir mais mobilidade e segurança viária para condutores, ciclistas e pedestres na região.

Nesta primeira fase, os trabalhos consistirão em fresagem e recapeamento do asfalto, com duração estimada de 15 dias. Após a conclusão dessa etapa, será iniciado o processo de sinalização viária, previsto para começar 30 dias depois da cura do asfalto novo, seguido pela implantação operacional do novo trecho do binário, em mais 30 dias.

A ampliação do binário se dá após a avaliação positiva da população com o trecho já implantado entre as avenidas Jaguarari e São José, que resultou em melhora significativa na fluidez do tráfego, aumento na capacidade de circulação de veículos, além de criação de novas áreas de estacionamento e implantação de ciclovias, sem comprometer a mobilidade.

Segundo a STTU, a intervenção visa equilibrar o crescimento do fluxo viário com medidas que contemplem diferentes modais de transporte, garantindo uma cidade mais organizada, acessível e segura para todos. Mais informações sobre o cronograma e possíveis interdições temporárias serão divulgadas pelos canais oficiais da gestão municipal.

Tribuna do Norte

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Brasil

Em 3 semanas, Congresso recebeu ao menos 42 projetos sobre fraudes no INSS

Foto: Reprodução 

Em pouco mais de três semanas, o Congresso Nacional recebeu ao menos 42 novos projetos de lei sobre fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

As propostas fazem parte de uma ofensiva de deputados e senadores para alterar a legislação que autoriza descontos automáticos para entidades e associações no pagamento de benefícios de aposentados e pensionistas.

Segundo levantamento realizado pela CNN, desde o dia 23 de abril, data em que a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) anunciaram operação para investigar as fraudes bilionárias no INSS, 36 projetos sobre o tema foram apresentados na Câmara. Outros seis foram protocolados no Senado.

A maior parte das propostas foi apresentada por parlamentares de oposição, como PL e Novo. Também há projetos de autoria de partidos com representação na Esplanada dos Ministérios, como o União, o PSD, o MDB e o Republicanos, e de legendas da base governista, como o PT e o PSOL.

CNN

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Meio Ambiente

Degradação da Amazônia cresce 163% em 2 anos

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

O acelerado crescimento da degradação da Amazônia brasileira, causado principalmente por incêndios, ofuscou a expressiva queda do desmatamento na comparação de 2022 com 2024. Esse “saldo negativo” na proteção do bioma compromete as metas internacionais de combate à crise climática assumidas pelo país, que neste ano é sede da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).

O alerta vem de um artigo publicado na revista Global Change Biology por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em parceria com a Universidade de São Paulo e instituições do Reino Unido e dos Estados Unidos. Enquanto o desmatamento remove totalmente a cobertura de vegetação nativa, a degradação enfraquece a floresta sem destruí-la por completo (por exemplo, por meio do corte seletivo de árvores).

Segundo o estudo, os alertas de degradação na Amazônia subiram 44% de 2023 para 2024 – 163% em relação a 2022. Isso significa que somente no ano passado 25.023 quilômetros quadrados (km2) de floresta foram degradados, sendo cerca de 66% por incêndios florestais. Trata-se de uma área maior do que o Estado de Sergipe.

No sentido oposto, o desmatamento caiu, respectivamente, 27,5% e 54,2%, representando o menor incremento em 10 anos. Foram 5.816 km2 desmatados no período referente a 2024, de acordo com dados do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite, do Inpe.

“A degradação é um processo mais difícil de ser identificado do que o desmatamento porque ocorre enquanto ainda existe a floresta em pé. É decorrente principalmente do fogo, que nos últimos dois anos foi agravado pelo cenário de seca na Amazônia. Há ainda o corte seletivo de árvores e o efeito de borda. Tudo isso diminui os serviços ecossistêmicos prestados por essas florestas. O entendimento desse dado contribui para a formulação de políticas públicas”, diz Guilherme Mataveli, pós-doutorando na Divisão de Observação da Terra e Geoinformática do Inpe.

Entre 2023 e 2024, uma forte seca atingiu a Amazônia, com déficits de precipitação de 50 a 100 milímetros ao mês; aumento de temperatura acima de 3 °C e atraso na estação chuvosa, deixando os rios em níveis mínimos. Com isso, o bioma registrou no ano passado o maior número de focos de calor desde 2007 – foram 140.328 no total.

Primeiro autor do artigo, Mataveli faz parte do laboratório Tropical Ecosystems and Environmental Sciences, liderado pelos pesquisadores Luiz Aragão, que também assina o trabalho, e Liana Anderson.

Para Aragão, a importância do estudo foi demonstrar que hoje os satélites – tecnologias espaciais críticas para o país e utilizadas no sistema de monitoramento do Inpe – já permitem a detecção dos processos de degradação. “Esses processos vinham comprometendo a integridade de nossas florestas de forma silenciosa. As tecnologias atualmente conferem não só capacidade de monitorar os eventos, reportar as emissões de carbono associadas, seus impactos no ambiente, na população e no clima planetário, como também permitem o planejamento estratégico para uma gestão territorial sustentável e de baixo carbono”, diz o pesquisador do Inpe e coordenador do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

E completa: “A liderança do Brasil no cenário internacional em relação a ações de combate às mudanças climáticas e à perda da biodiversidade depende de respostas eficazes à degradação florestal. Reportar as emissões associadas a esses processos é um caminho sem volta dentro dos Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa. Portanto, a intensificação de medidas de controle, com a implantação de políticas consistentes que abordem esse processo, torna-se uma prioridade nacional”.

O Brasil foi o 1º país a entregar à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima a nova Contribuição Nacionalmente Determinada. Nela, assume o compromisso de reduzir de 59% a 67% as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 em comparação com os níveis de 2005 (850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de CO2 equivalente).

As NDCs são as metas de cada país para reduzir a emissão de gases estufa e evitar que o aumento médio da temperatura global ultrapasse 1,5 °C, conforme estabelecido no Acordo de Paris. Elas devem ser revisadas e atualizadas até a COP30, que acontece em novembro, em Belém (PA).

Impacto

Embora não remova totalmente a vegetação nativa, a degradação degenera a floresta que “sobra”, afetando a biodiversidade e reduzindo a capacidade de fornecer serviços essenciais, como a captura de carbono e a regulação do ciclo da água, funções vitais para a resiliência do ecossistema.

Pesquisas anteriores já mostraram que quase 40% das florestas em pé na Amazônia são degradadas por fatores como incêndios, efeito de borda, extração ilegal de madeira e eventos extremos de seca, enfatizando ainda mais a escala e a importância do problema. Nesse cenário, as emissões de carbono da perda gradual de vegetação – entre 50 milhões de toneladas e 200 milhões de toneladas ao ano – foram equivalentes ou até maiores do que as por desmatamento – entre 60 milhões de toneladas e 210 milhões de toneladas/ano.

No artigo publicado agora, os cientistas sugerem que sejam adotados esforços para a melhoria do manejo de incêndios, juntamente com projetos de restauração e reflorestamento em larga escala. Outro caminho é uma integração dessas estratégias com mercados de crédito de carbono, criando incentivos financeiros para que proprietários de terras, empresas e comunidades locais adotem práticas sustentáveis.

Eles apontam ainda desafios no aprimoramento de rastreio e quantificação da degradação, além da criação de mecanismos para responsabilizar responsáveis.

O estudo teve apoio da Fapesp por meio do Centro de Pesquisa e Inovação de Gases de Efeito Estufa; de um Projeto Temático liderado pelo pesquisador Paulo Artaxo, do Centro de Estudos de Sustentabilidade Amazônica da USP (Universidade de São Paulo); e de bolsas concedidas a Mataveli (19/25701-8 e 23/03206-0) e a Lucas Maure, do Inpe (24/06641-2). Artaxo e Maure também são autores do trabalho.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. todo mundo da esquerda comemorando os números, enaltecendo o governo Lula, os artistas e a mídia não param de falar…..
    Infelizmente a realidade é um pesadelo para a amazônia e para o Brasil. Ainda existem pessoas sonhando com uma esquerda, que ficou presa ao passado, caiam na realidade, o amor só venceu na mente de vocês.

  2. Alguém sabe dizer por onde anda vovóssauro e o que houve com o desgoverno ptista que prometeram mundos e fundos em relação a Amazônia?

  3. Cadê os artistas lacradores que ficavam gritando salve a Amazônia no governo anterior?
    Estão tudo caladinho, porque será?
    Anita, Greta, Leonardo Di Caprio, e tantos outros, cadê vocês, onde vocês estão?
    SUMIU, NINGUÉM SABE NINGUÉM VIU

  4. Estou aguardando manifestações e protestos das Ong’s e dos ativistas do meio ambiente.
    Observação: Estou esperando sentando.

  5. Sério? Cadê a musiquinha dos artistas, Di Caprio, Greta? O povo tá sumido… Tapado quem ainda acredita nessa gente

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Geral

Começam nesta segunda depoimentos de inquérito sobre suposta tentativa de golpe no STF

Foto: Fellipe Sampaio/STF

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta segunda-feira, 19, a tomar os depoimentos de testemunhas no processo relativo ao “núcleo um” da suposta tentativa de golpe. Um dos réus do caso é o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No cronograma, estão previstas as declarações do ex-comandante do Exército general Marco Antônio Freire Gomes, que teria sofrido pressão para apoiar o suposto golpe, e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

De acordo com o despacho de Alexandre de Moraes, relator do caso, nesta segunda-feira, 19, serão ouvidas as seguintes testemunhas:

  • Éder Lindsay Magalhães Balbino (testemunha também da defesa de Walter Souza Braga Netto;
  • Clebson Ferreira de Paula Vieira;
  • Adiel Pereira Alcântara;
  • Ibaneis Rocha Barros Júnior (testemunha também da defesa de Anderson Gustavo Torres), que poderá, nos termos do artigo 221 do Código de Processo Penal escolher o horário de sua oitiva, entre 15h00 e 19h00;
  • Marco Antônio Freire Gomes (testemunha também das defesas de Mauro César Barbosa Cid, almir
  • Garnier dos santos, Jair Messias Bolsonaro e
  • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira); e
  • Carlos de Almeida Baptista Júnior (testemunha também das defesas de Almir Garnier dos Santos, Jair Messias Bolsonaro e Paulo Sérgio Nogueira De Oliveira).

Ao todo, 82 testemunhas serão ouvidas até 2 de junho.

Além de Bolsonaro, são réus: Walter Braga Netto, general de Exército e ex-ministro de Bolsonaro; general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa; e Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Os depoimentos seguem esta ordem: primeiro as testemunhas indicadas pelo Ministério Público, depois as sugeridas por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e por fim as testemunhas de defesa. As audiências ocorrem por videoconferência, com participação das defesas e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os juízes-auxiliares do gabinete do ministro Alexandre de Moraes conduzem os depoimentos. Os advogados de todos os réus, o procurador-geral da República e o juiz instrutor podem questionar as testemunhas. Depois dessa fase, Moraes vai agendar os interrogatórios dos réus, etapa que antecede o julgamento pela 1ª Turma do STF.

Calendário de depoimentos e pedidos de adiamento ao STF

Na decisão que definiu o calendário, Moraes ressaltou que autoridades não podem “adiar indefinidamente” seus depoimentos, embora deputados, senadores e governadores tenham direito de escolher data e horário. Autoridades listadas como testemunhas devem manifestar-se sobre as datas marcadas entre 19 de maio e 2 de junho.

Os advogados de Jair Bolsonaro solicitaram ao STF na última sexta-feira, 16, o adiamento dos depoimentos, com a justificativa de que o volume de provas ultrapassa 40 terabytes e de que há dificuldades técnicas para baixar todos os arquivos.

“Em uma conta simples, considerando uma velocidade de internet de 500 Mbps, só o download dos arquivos compactados demoraria quase 178 horas de trabalho ininterrupto. Mais de uma semana. Portanto, o efetivo acesso ao material probatório inserido nos links só será possível depois de iniciada as audiências”, explicou a defesa.

Depoimentos ao STF não podem ser gravados

O STF proibiu a imprensa de gravar qualquer trecho das audiências relativas à instrução do processo relativo à suposta tentativa de golpe.

“Será proibido gravar e reproduzir qualquer áudio ou imagem das audiências das testemunhas, com base no artigo 210 do Código de Processo Penal”, afirmou o STF. “Por este motivo, também não será permitido o credenciamento ou o ingresso de fotógrafos e cinegrafistas.”

Acusações

Bolsonaro e outros sete acusados tornaram-se réus em março deste ano e respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A PGR afirma que Bolsonaro supostamente tinha conhecimento do plano chamado “Punhal Verde Amarelo”, que previa ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes.

Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. Tem que julgar e condenar essa turma do golpe, bocado de bandidos atentando contra a democracia. Cadeia em todos e prisão perpétua para o chefão Bozolóide.

  2. Os sinistros do STF não tem algo mais importante para fazer? Ouvir depoimento do inquérito de suposto golpe. O Brasil realmente não é para amadores.

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Geral

Com crise do INSS, Lula vai lançar plano para idosos e mulheres

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a popularidade em queda entre as mulheres e na mira da crise do INSS envolvendo idosos, o governo Lula planeja lançar, nos próximos dias, o chamado “Plano Nacional de Cuidados”, ação voltada para esses dois tipos de públicos.

Intitulada “Brasil que Cuida”, a iniciativa, que já está na mesa de Lula, foi elaborada pelos ministérios das Mulheres e do Desenvolvimento Social para oferecer assistência às pessoas que necessitam de cuidados e àquelas que cuidam de forma não remunerada.

O plano envolve a ampliação da cobertura na jornada de creches e instituições de educação infantil, a criação de novos centros para pessoas idosas e com deficiências e o aumento do número de lavanderias coletivas, restaurantes populares, cozinhas solidárias e comunitárias e hortas comunitárias.

O governo quer ainda elaborar uma campanha nacional de valorização do trabalho de cuidados e das cuidadoras.

Em 2024, ao sancionar a lei nº 15.069, que institui a Política Nacional de Cuidados, Lula afirmou que todo o investimento feito nessa ação iria trazer “qualidade de vida para as mulheres”.

“O que é importante é a gente dizer à opinião pública que o Estado vai cuidar dessas pessoas e vai tirar a invisibilidade tanto da pessoa que precisa de cuidado quanto das pessoas que cuidam. Esse dinheiro é investimento na qualidade de vida das pessoas que trabalharam tanto, que dedicaram tanto tempo para construir esse Brasil”, declarou Lula em vídeo nas redes sociais, ao sancionar a lei.

Aumenta rejeição entre mulheres

Como o Metrópoles mostrou, a última pesquisa Quaest mostrou que, pela primeira vez, desde fevereiro de 2024, o percentual de mulheres que desaprovam o governo Lula ultrapassou a aprovação: 53% de avaliação negativa contra 43% positiva.

Divulgado em abril, o levantamento da Quaest preocupou integrantes do governo. Com os números ruins, Lula chegou; inclusive, a trocar o comando do Ministério das Mulheres, que passou a ser ocupado pela petista Márcia Lopes.

Metrópoles – Igor Gadelha

Opinião dos leitores

  1. Exatamente como disse Ronald Reagan: “A frase mais assustadora que alguém pode escutar é ‘somos do governo e viemos para ajudar'”

  2. Ou seja, em vez de o governo cobrar menos impostos e você ter mais $ para comprar sua maquina de lavar, o governo aumentou os impostos e agora te oferece “lavanderia comunitária”, bando de petista burro do c#.

  3. Outra bobeira eleitoreira.
    Aprendam a votar bando de burros.
    Vão deixar se enganados de novo por esse biriteiro condenado outra vez??
    O Brasil vai de mal a pior e esse governo sem nada de concreto pra entregar a população.
    Um governo sem rumo, sem projetos sem nada.
    Votem contra!
    Votem em um candidato com chances reais de interromper esses demandos desse casal de turistas e sua trupe.

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Economia

Dívida dos brasileiros volta a subir e já corrói 27% da renda, maior patamar desde início do Desenrola

Foto: Michal Jarmoluk por Pixabay

A parcela do orçamento das famílias brasileiras comprometida com o pagamento de dívidas voltou a aumentar e já está em nível similar ao período do lançamento do programa Desenrola, criado pelo governo Lula em 2023 para estimular a renegociação de débitos e reduzir o elevado endividamento dos brasileiros.

A trajetória de alta ficou mais clara a partir de dezembro de 2024. Em fevereiro deste ano, último dado disponível, 27,2% da renda das famílias foi destinada ao pagamento de dívidas, segundo informações do Banco Central (BC). É o maior nível desde julho de 2023 (27,3%), quando foi lançada a primeira fase do Desenrola.

Segundo economistas, a piora decorre principalmente do crescimento da concessão de empréstimos no segundo semestre de 2024 e do aumento da taxa básica de juros (Selic), que, em 12 meses, foi de 10,5% a 14,75% ao ano, um recorde em quase duas décadas. A desaceleração econômica esperada com alta dos juros também deve afetar o quadro.

Em um período de aperto monetário e endividamento em alta, os bancos tendem a restringir a oferta de empréstimos, e o que sobra para as famílias em dificuldades é recorrer a modalidades com juros mais altos, como o cheque especial, o rotativo do cartão e o crédito pessoal. Ou seja, a tendência é de aumento da contratação de dívidas mais caras, comprometendo fatia ainda maior do orçamento nos lares.

Inflação complica

A escalada dos juros reflete o esforço do BC para frear a inflação, outro fator que estrangula contas domiciliares. Mesmo com a desaceleração em abril, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,53%, acima da margem de tolerância (1,5 ponto percentual) da meta anual de 3%.

Entre os principais vilões estão alimentos e serviços como transporte, que afetam mais o bolso das famílias mais vulneráveis ao endividamento. Com parte do orçamento consumido por dívidas e gastos fixos, muitos responsáveis por domicílios são levados a novos empréstimos.

Viúva, a aposentada Maria Regina Cordeiro, de 72 anos, vive em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, com uma filha que trabalha como autônoma e tem dificuldades de ajudar nas despesas sem uma fonte fixa de renda.

Na prática, a aposentadoria e a pensão do marido — que somam pouco mais de R$ 3 mil — têm de dar conta de todas as contas da casa. Ela faz algum ganho extra com um pequeno comércio de bairro porque praticamente toda a sua renda fixa está comprometida com contas mensais e prestações de empréstimos: R$ 2.800.

“Está tudo caro demais. Gás, água e alimentação. Tenho de bancar tudo sozinha. Tento me organizar, mas nem sempre consigo. Meus dois salários mínimos vão praticamente todos para pagar dívida”, diz Maria Regina, que se queixa também da alta do preço do café na padaria do bairro.

Governo quer prevenção

A avaliação do governo é de que os bancos precisam se envolver mais nesse aspecto para evitar que as famílias se compliquem e tenham o orçamento consumido por dívidas. O secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, Marcos Pinto, diz que, em países como EUA e Inglaterra, os bancos são obrigados a avaliar a situação financeira dos tomadores de crédito e a auxiliá-los a encontrar opções mais adequadas a seus perfis para evitar o endividamento elevado.

“No geral, o Brasil precisa ter um foco maior na proteção de consumidores de produtos financeiros. Já fizemos um trabalho de inclusão financeira e, agora, precisamos de um trabalho de cidadania financeira. Esse trabalho passa, por um lado, por educação e informação, mas também por proteção. Os países desenvolvidos têm isso”, diz o secretário.

O Ministério da Fazenda diz estar trabalhando em uma agenda de reformas para melhorar o ambiente de negócios e reduzir o custo do crédito no país. Uma das ideias é reorganizar a regulação financeira, redividindo-a em duas dimensões: a prudencial, que zela pela solidez de instituições e do sistema, e a de proteção ao consumidor. Essa reformulação é prioridade da Fazenda neste ano, mas a proposta ainda não está finalizada.

O tema também está na agenda estratégica do novo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Regulador do sistema bancário, o BC informou que tem fortalecido ações para promover a cidadania financeira no país. “A atuação da autarquia se dá junto à sociedade e junto às instituições financeiras; neste último, por meio de ações regulatórias e de supervisão de conduta”, diz o BC, em nota.

O texto cita, por exemplo, uma norma de 2021 que requer dos bancos a adequação dos produtos e serviços ofertados ou recomendados às necessidades, aos interesses e aos objetivos dos clientes e usuários. Também menciona a regra que limitou os juros no rotativo do cartão ao valor original da dívida e o teto de 8% ao mês no cheque especial.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Não acredito, a economia não está funcionando a todo vapor, segundo os “especialistas jornalulistas” e ratificado pelo pokémon.

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Geral

Embates fora do Brasil expõem STF sob pressão de direita e big techs

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Ao mesmo tempo em que ganhou destaque fora do Brasil por seu papel na reação aos ataques do 8 de Janeiro e no confronto com as big techs, o STF (Supremo Tribunal Federal) acumulou episódios de embates e críticas no cenário internacional que intensificaram a exposição do tribunal e seus ministros.

Embora esse protagonismo no exterior seja lido por especialistas como elemento da disputa política ligada ao bolsonarismo e a uma ação da extrema direita repetida em outros países, há críticas a condutas da corte que podem ter potencializado esse desgaste.

Em abril, o Supremo foi alvo de artigo de tom crítico da revista The Economist, que falou em poder excessivo dos ministros, e viu pedido de extradição do influenciador bolsonarista Oswaldo Eustáquio, alvo de mandados de prisão pelo tribunal, ser negado pela justiça espanhola. A corte espanhola afirmou que o caso envolve motivação política.

Em ambos os episódios, o STF reagiu. Em decisão considerada controversa, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a extradição à Espanha de um búlgaro acusado por tráfico de drogas, alegando falta de reciprocidade.

Já em relação à revista britânica, em um movimento que não é corriqueiro, o presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, emitiu uma nota em português e inglês rebatendo a publicação. Nela, diz que o enfoque do texto correspondia “mais à narrativa dos que tentaram o golpe de Estado do que ao fato real de que o Brasil vive uma democracia plena”.

A Folha questionou a assessoria do Supremo sobre a decisão de reagir à publicação, mas não houve resposta.

O artigo citava o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), num momento em que o bolsonarismo pressiona por um projeto de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. Como alternativa, a cúpula do Congresso costura um projeto que prevê alteração de penas na lei.

Antes de ser citado em tom crítico na The Economist, Moraes também foi perfilado em longa reportagem da revista norte-americana The New Yorker. E, no ano passado, reportagem do The New York Times questionou: “O Supremo está salvando ou ameaçando a democracia?”.

Por outro lado, a corte foi defendida pelo presidente do Chile, Gabriel Boric, durante visita ao Brasil em abril. Para ele, decisões do STF de combate à desinformação foram “um exemplo mundial”.

Ao longo dos últimos anos, Barroso tem participado de diversos eventos no exterior, como palestras em universidades e eventos promovidos por grupos empresariais. Na semana passada, por exemplo, em encontro promovido pelo grupo Lide em Nova York, exaltou o papel do Supremo e do governo dos Estados Unidos em evitar um suposto golpe no Brasil em 2022.

Outros temas frequentemente abordados pelo ministro no exterior são a regulação das plataformas digitais e o papel das supremas cortes na proteção das instituições.

Apesar de destacar a importância do papel do Supremo no enfrentamento do que descreve como ameaças existenciais à democracia brasileira e na pressão contra as plataformas, o professor da FGV Direito SP e colunista da Folha Oscar Vilhena avalia que há críticas que vê como corretas no artigo da The Economist.

Ele cita como exemplo o que vê como excesso de decisões monocráticas e instabilidade na jurisprudência.

“A melhor resposta do Supremo a esse tipo de crítica seria promover um conjunto de reformas internas, inclusive com a adoção de um código de conduta”, diz.

Vilhena considera ainda que a negativa ao pedido de extradição é sinal de alerta à corte. “De certa forma, há um dano reputacional de que ele [o tribunal] eventualmente está julgando politicamente um caso.”

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Essa conversa de briga com Bolsonarismo é papo furado, os ministros são arbitrários, arrogantes, autoritários, defendem criminosos, e desrespeitam diariamente normas constitucionais.

    1. Só não enxergou isso ainda a parcela remanescente de brasileiros mais simples (tem os alienados também) que ainda se informa pelo jornal nacional.

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