Diversos

Por que bloquear o WhatsApp é mais simples que cortar o sinal de celular em presídios

Reprodução

Em meio à polêmica em torno do bloqueio do WhatsApp no país na última quinta-feira, um questionamento foi feito por muitas pessoas em redes sociais: como a Justiça consegue impedir o uso de um aplicativo de mensagens, mas não consegue bloquear o sinal de celular nos presídios?

“São dois mecanismos bem diferentes”, explica Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da USP.

O engenheiro explica que o bloqueio ao WhatsApp ocorre digitalmente, por meio de mudanças na rede de transmissão de dados, mas o bloqueio do sinal de celular em presídios é físico e requer o uso de um aparelho.

‘Ruído’

O tráfego de dados de aplicativos usa a rede das operadoras de telefonia, por meio de conexões nos servidores destas companhias, conhecidas tecnicamente como “portas”.

Para suspender o serviço de mensagens, por exemplo, as operadoras fecharam essas portas, interrompendo o fluxo de dados e, por consequência, a transmissão de mensagens para todos os clientes de uma região ou de todo o país, como no caso do aplicativo.

Já o bloqueio de sinal de celular usa um equipamento do tamanho de um maço de cigarro, que emite um sinal eletromagnético conhecido como “ruído” e embaralha as faixas de transmissão de dados de comunicação sem fio.

Para isso, precisa ser instalado no local em que se deseja impedir que sejam feitas ligações e enviadas mensagens.

Seu alcance pode variar de um raio de 10 metros a 5 quilômetros, segundo Zuffo, e o custo de cada aparelho fica entre US$ 50 (R$ 197) e US$ 4 mil (R$ 15.790).

“Este sinal embaralhador interfere em tudo, não tem seletividade. Não dá para ter controle sobre ele e, por vezes, ele vaza para outros locais, afeta áreas fora dos presídios e interfere até mesmo com sinais de serviços essenciais, como bombeiros e polícia, o que é ilegal”, afirma o especialista.

“Como a legislação proíbe a obstrução especialmente destes serviços e de meios de comunicação como um todo, o bloqueio físico é difícil de realizar. Do ponto de vista de engenharia, também é muito mais complexo fazer isso do que bloquear um aplicativo.”

BBC Brasil

Opinião dos leitores

  1. Cara palida, o WHATSAPP é mais usados nos presídios do que os celulares…. WHATSAPP é coisa de quem não tem o que fazer, ou melhor, faz muitas merdas, tais como: falar besteiras, mostrar bobagens e desocupar os desocupados da vida. Para mim é um vicio igual a muitos outros.. Eu vivo sem esse porcaria, enquanto muitos perdem tempo com isso, eu e outros que gostam de trabalhar ganhamos dinheiro. Celular de pobre é assim, tem tudo ,até WHATSAPP. Mas não tem crédito. Por que será?

  2. Pq quem controla o Brasil são corruptos que tem interesses obscuros em deixar tudo da forma que está.

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Política

Oposição tenta mudar regimento da Câmara para validar chapa avulsa à Comissão do Impeachment

Após vitória do governo no Supremo Tribunal Federal, que definiu o rito do impeachment, a oposição a Dilma Rousseff iniciou na sexta-feira (18) a elaboração de uma estratégia para tentar manter a petista sob pressão na Câmara dos Deputados e dar início ao processo na Comissão Especial da Casa encarregada de analisar o pedido de afastamento da presidente, aceito por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no último dia 2.

A tática dos oposicionistas, que não se agregam num único grupo, apesar do interesse comum de afastar a presidente, tem três pilares: 1) novas ações regimentais; 2) busca de apoios nos movimentos antipetistas da sociedade civil para pressionar políticos nas suas bases durante o recesso; 3) enfraquecer a ala de parlamentares governistas do PMDB, hoje liderada por Leonardo Picciani (RJ).

Apesar de o Congresso funcionar na próxima semana, é quase certo que o trâmite do impeachment só comece mesmo no ano que vem. Para escapar do alcance de uma das decisões do STF, a oposição promete apresentar um projeto de resolução que estabelece a possibilidade de se ter chapa avulsa para compor a comissão responsável por analisar o de impeachment.

Em decisão tomada na quinta (17), os ministros do STF, entre outros pontos, vetaram a possibilidade de candidaturas alternativas para a composição do colegiado. No entendimento dos integrantes da Suprema Corte, a chapa deve ser composta apenas com os nomes indicados pelos líderes partidários, o que favorece o governo.

A proposta já foi protocolada na Casa pelo líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), e prevê mudanças no regimento interno justamente para validar a chapa avulsa que o STF julgou inconstitucional.

“A ideia é mudar o regimento e colocar a questão de líderes e candidaturas avulsas. Como o Supremo mandou desmanchar todos os atos praticados até aqui, vai ser designada uma nova Comissão Especial e, com a alteração do regimento da Câmara, essa nova eleição para a constituição da comissão se dará com esse novo entendimento, ou seja, via eleição e num processo em que se pode ter chapa avulsa”, afirmou Mendonça Filho.

Segundo ele, o tema deverá ser discutido em reunião de líderes prevista para a próxima segunda-feira na Câmara. Na ocasião, Mendonça pretende também coletar assinaturas dos demais líderes para que o projeto tramite sob o regime de urgência. Além desse tema, deve ser colocada em pauta a apresentação de possíveis embargos contra a decisão do STF a respeito do rito do impeachment.

Frente

A outra aposta é nas ruas. “Haverá pressão popular na base dos deputados durante o recesso. Isso deve influir no mau humor do Parlamento com o governo depois do recesso”, diz. “Haverá tempo, daqui até o fim do recesso, para se reorganizar e mobilizar os movimentos de rua”, completa Bruno Araújo, líder do PSDB.

Dentro das discussões realizadas entre os integrantes do grupo a favor do impedimento de Dilma, após a decisão do STF, está também a possibilidade de se apresentar um voto em separado na Comissão Especial, caso os opositores não consigam apoio para o projeto de resolução de Mendonça.

Diante da possibilidade de o processo de impeachment coincidir com um período de agravamento da crise econômica, lideranças da base apostam na divisão dos partidos de centro – o chamado “centrão”, mais flexível a mudanças de posições a depender do quadro político. Legendas como PP e PSD, que contam com ministérios relevantes na Esplanada dos Ministérios, estão rachadas. A bancada pepista, com 41 deputados, se divide hoje em 26 votos a favor e 15 contra ao impeachment.

A bancada do PSD conta hoje com 20 votos contra o afastamento e 12 a favor. No PMDB, a ala pró-impeachment vai tentar destituir Picciani. “Ele introduziu a prática das listas e agora vai esperar outra que o destituirá. Picciani será um líder em exercício”, afirma Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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Política

Como último ato do ano, Cunha tentará anular investigação do Conselho de Ética

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) planeja como último ato de 2015, reverter a decisão tomada pelo Conselho de Ética da Câmara de abrir investigação contra ele, por quebra decoro parlamentar.

A decisão foi tomada no início da semana, com a aprovação do relatório apresentado pelo deputado Marcos Rogério (PDB-RO), pedido a continuidade do processo, na oitava sessão do conselho destinada a abertura do processo contra Cunha.

Cunha chamou reunião de líderes para a próxima segunda-feira (21), apesar do recesso parlamentar já ter começado oficialmente de acordo com o Regimento.

Cunha não deu caráter extraordinário algum sobre as atividades previstas para a próxima semana e já arregimentou seus defensores com o objetivo de garantir quorum para deliberação na CCJ.

Para derrubar a decisão do Conselho de Ética, Cunha já conta a disposição do presidente da CCJ, deputado Artur Lira (PP-AL), seu aliado, que criticou a condução do deputado José Carlos Araújo (PSD-SE), dizendo que o Conselho errou ao não conceder vistas aos deputados que formam a tropa de choque do presidente da Câmara.

O recurso contra a decisão do Conselho foi apresentado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS) e será relatado por Elmar Nascimento (DEM-BA).

A continuidade dos trabalhos legislativos é mais um ato de Cunha com o objetivo de reverter decisões contrárias a ele e reforçam a tese defendida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, ao pedir o afastamento de Cunha do cargo de deputado, alega que ele usa seu mandato e a posição de presidente da Casa para impedir o andamento das investigações. O pedido feito por Janot só será julgado em fevereiro.

Como estratégia, o Planalto espera não dar quorum na semana que vem, embora a orientação seja para que os deputados aliados estejam em Brasília na semana do Natal. Caso Cunha consiga juntar seus cerca de 200 apoiadores na  Câmara, será necessária uma estratégia rápida para derrubar a proposta diante da presença dos deputados fieis a Cunha.

Poder Online

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Judiciário

Barbosa ‘Afinará discurso interno’, afirma Trabuco

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirmou, em nota, que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, vai conseguir afinar o discurso interno do governo, unificar as ações e, com isso, dar segurança ao mercado. Foi importante, de acordo com Trabuco, definir a nova equipe econômica antes do Natal para que 2016 comece com uma “linha de conduta” e “ânimos renovados”.

Com a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda, Barbosa assumiu a pasta e foi substituído por Valdir Simão, que ocupava o cargo de ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU). Antes de Levy ser escolhido, no fim do ano passado, circularam informações de que Trabuco foi convidado para assumir a Fazenda, mas recusou o convite da presidente Dilma Rousseff, alegando compromissos junto ao Bradesco. Em seu lugar, sugeriu justamente o nome de Levy.

“Ele (Nelson Barbosa) tem sintonia com a presidente Dilma, tem sua confiança, e vai conseguir afinar o discurso interno, unificar as ações, dando segurança ao mercado”, destacou Trabuco, em comunicado enviado ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

De acordo com o executivo do Bradesco, Barbosa tem visões diferentes das do ex-ministro Joaquim Levy. Isso não significa, na sua visão, que as questões fundamentais deixarão de ser prioritárias, dada a dimensão dos desafios que o Brasil tem pela frente. “Entendo que Barbosa será pragmático e vai olhar o Brasil como grande brasileiro que é”, afirmou o presidente do Bradesco. “Desejo muito boa sorte ao novo ministro”, acrescentou.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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Economia

Crise fará salários perderem para inflação, diz pesquisa

Em um cenário positivo para o mundo, o Brasil será um dos poucos países que terá queda real no valor dos salários em 2016, segundo pesquisa da Korn Ferry Hay Group, empresa especializada em recursos humanos e remuneração. De acordo com o levantamento global, os salários devem ter avanço médio real (descontada a inflação) de 2,5%. No Brasil, diante da crise econômica e também da escalada de preços, a previsão é que os vencimentos dos trabalhadores recuem 1,2%.

A lista dos países que terão perdas reais no salário no ano que vem é liderada pela Venezuela, que convive com a hiperinflação há anos, onde os trabalhadores deverão perder mais da metade de seu poder de compra. Logo depois vêm Ucrânia, que convive com uma guerra civil, e a Rússia, onde o descontrole econômico já dura anos (veja quadro acima). Nas principais economias globais, não há sinal de crise: tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, os salários vão crescer em 2016.

Os resultados do Brasil refletem os valores médios de todos os salários, de acordo com Gustavo Tavares, diretor da Korn Ferry Hay Group. Embora a maior parte das convenções coletivas ainda possam garantir a reposição da inflação, o corpo executivo não costuma ser coberto pelos reajustes acertados com sindicatos. “As convenções costumam cobrir salários mais baixos, em geral de até R$ 6 mil”, diz o executivo da Korn Ferry Hay Group.

Para quem tem cargo de gestão, o aperto deverá ser ainda maior em 2016. Há hoje um movimento de substituição de executivos com redução de salários. As empresas que, ao longo dos anos de bonança, prepararam quadros sucessórios nos níveis gerenciais estão conseguindo economizar na hora da crise. “Quando o novo ocupante de um cargo de gestão é escolhido internamente, esse profissional ganha, em média, 13% a menos do que o antecessor”, explica Tavares.

Mesmo as companhias que agora buscam executivos de mercado estão tentando economizar, de acordo com o sócio da consultoria em recursos humanos Exec, Carlos Eduardo Altona. “Muitas empresas estão buscando pessoas com perfil mais ‘júnior’ no mercado para preencher posições sênior”, explica.

Em geral, as empresas vêm oferecendo salários 15% mais baixos em comparação com o que vinham pagando. “Diria que esse movimento é mais intenso justamente no ‘top management’ (posições de direção e vice-presidência)”, diz Altona. “São as substituições que fazem o mercado de contratações girar hoje.”

Busca por resultados

Outra tendência do “topo da pirâmide” é a ênfase em remuneração variável. Ou seja: o executivo só vai receber o bônus caso realmente faça diferença no resultado. Ao trocar de emprego, em agosto de 2015, o executivo Pedro Alba Bayarri, de 45 anos, aceitou um pacote que lhe permitia manter a remuneração anterior, mas com um peso maior do variável. “Hoje, o mercado está buscando um tipo de profissional: o que pode fazer o ‘turnaround’ (reestruturação). Por sorte, eu tenho este perfil.”

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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Polícia

FOTO: Quase 1 tonelada de drogas foi incinerada pela Polícia Civil

A Delegacia Especializada em Narcóticos (Denarc) incinerou 835 quilos de entorpecentes que foram apreendidos entre os anos de 2007 a 2015, na manhã desta sexta-feira (18). Esta é a segunda queima de drogas feita pela Denarc em 2015.

Entre as drogas que foram incineradas estavam 689 quilos de maconha, 41 quilos de crack, 12 quilos de cocaína, três gramas de pedras de cristal e 85 quilos de fenacetina (composto usado para ser diluído na composição de cocaína e crack).

A queima das drogas foi autorizada pela Justiça e aconteceu na cerâmica São Francisco (Antiga cerâmica Samburá), na cidade de São Gonçalo do Amarante. No dia 26 de junho, a Especializada incinerou 665 quilos de drogas na mesma cerâmica.

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Política

Moro mantém prisão preventiva de Bumlai

Advogados de Bumlai alegam que não há motivos para que o empresário continue preso

O juiz federal Sérgio Moro negou nesta sexta-feira (18) o pedido de liberdade feito pela defesa do empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, denunciado na terça-feira (15) com mais dez investigados na Operação Passe Livre, a 21ª fase da Lava Jato, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a acusação, Bumlai usou contratos firmados com a Petrobras para quitar empréstimos com o Banco Schahin. Segundo os procuradores, depoimentos de investigados que assinaram acordos de delação premiada revelam que o empréstimo de R$ 12 milhões se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da Construtora Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009.

Os advogados de Bumlai alegam que não há motivos para que o empresário continue preso, já que confessou em depoimento à Polícia Federal que o empréstimo tinha por real destinatário o PT e que a quitação foi fraudulenta.

Apesar de reconhecer que a confissão do empresário poderá beneficiá-lo durante o processo, Moro discordou das alegações da defesa e afirmou que Bumlai ainda apresenta riscos à investigação penal. “Não há como controlar as atividades do acusado fora do cárcere considerando que as condutas supostamente delitivas foram praticadas sub-repticiamente e acobertadas por fraudes ainda não inteiramente descobertas”.

A Schahin diz que o modelo de contratação dos navios-sonda foi o mesmo praticado pela Petrobras com todas as concorrentes que prestaram o mesmo serviço. Desde o surgimento das primeiras denúncias, o PT sustenta que todas as doações obtidas pelo partido foram feitas de forma legal e declaradas às autoridades.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Economia

Natal, Mossoró e Parnamirim concentram 58% do PIB potiguar que cresceu 4% em 2013

É destaque na Tribuna do Norte deste sábado:

O Produto Interno Bruto dos Municípios (PIB) do Rio Grande do Norte teve crescimento médio real de 4% em 2013, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida, pela instalação de parques eólicos, pelos novos arranjos do setor têxtil e pela agropecuária, que se recuperou um pouco após a seca do século em 2012. E assim como no resto do Brasil, no RN também há forte concentração da riqueza. Os três municípios mais populosos – Natal, Mossoró e Parnamirim – concentram 58% PIB. Segundo a publicação “PIB dos Municípios 2013”, divulgada ontem pelo IBGE, 73,4% do valor adicionado vieram do setor de serviços, 23,4% da indústria e 3,2% da agropecuária.

O estudo sobre o Produto Interno Bruto foi realizado pelos técnicos do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema) seguindo a metodologia do IBGE.

No geral, a economia cresceu nominalmente (se a atualização monetária) em 146 municípios e encolheu em outros 21, entre eles Serra Negra do Norte (-28,3%), Arês (-21,1%), Baía  Formosa (-15,5%). Na outra ponta, houve crescimento acima da curva em Lagoa Nova (179,7%), Bodó (142,8%) e Jardim de Piranhas (121,7%) e João Câmara (54,6%). Com exceção de Jardim de Piranha, os outros quarto no topo do ranking de crescimento entraram no radar dos investimentos em fontes alternativas de energia limpa.

Vejam a reportagem completa clicando: http://tribunadonorte.com.br/noticia/pib-potiguar-se-concentra-em-tra-s-munica-pios/333514

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Judiciário

ESTICA E PUXA: Fernando Freire é transferido mais uma vez para comando geral da Polícia Militar

Mais uma vez o ex-governador Fernando Freire muda de endereço prisional, ele foi transferido na noite desta sexta-feira para o Comando Geral de Polícia Militar do RN.

O ex-governador fez exame de corpo e delito no ITEP por volta das 19:00h.

Ele estava no Presídio Militar, localizado ao lado da sede do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Delegado da PF submeteu Lula a um interrogatório de investigado

Por Josias de Souza

Oficialmente, o delagado Josélio Azevedo de Sousa, da Polícia Federal, ouviu Lula como testemunha. Na prática, submeteu-o a um interrogatório de investigado clássico. Intimado, Lula compareceu perante a autoridade policial na última quarta-feira (16). Deu-se na sede da PF, em Brasília. O depoimento foi divulgado nesta sexta-feira. Ocupa nove páginas. O conteúdo revela um personagem em apuros. Crivado de interrogações sobre o escândalo da Petrobras, Lula manteve a fábula do “eu não sabia”. Mas suas contradições denunciam a dificuldade de manter o velho enredo.

No pedido que enviou ao STF para interrogar Lula, o delegado Josélio anotara que, “na condição de mandatário máximo do país” na época do assalto à Petrobras, Lula “pode ter sido beneficiado pelo esquema, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal.” Por isso queria ouvi-lo. E caprichou nas perguntas.

O doutor quis saber de que matéria-prima é feita a coligação partidária que dá suporte aos governos do PT. Lula tentou distrair o delegado com um conto da carochinha. Disse que o apoio que sua gestão recebeu foi “baseado na afinidade dos partidos com o programa de governo elaborado nas duas campanhas” presidenciais que venceu.

Antes que a inquirição virasse comédia, o delegado puxou Lula de volta para o drama que o assedia. E o interrogado foi ajustando o lero-lero à realidade. Afirmou que, “numa política de coalizões, presume-se que haja a distribuição de ministérios e cargos importantes do governo para os partidos políticos que compõem a base de apoio.”

O delegado injetou na conversa o nome de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, preso no Paraná sob acusação recolher propinas na estatal em nome do PT. Lula não se deu por achado. Disse não ter nada a ver com a nomeação de Duque. E acomodou a encrenca no colo do grão-petista José Dirceu, também preso por ordem do juiz paranaense Sérgio Moro.

Segundo Lula, o nome de Duque foi submetido ao crivo da Casa Civil da Presidência, então chefiada por Dirceu. Nessa época, Lula chamava Dirceu de “capitão do time” de ministros. “Cabia à Casa Civil receber as indicações partidárias e escolher a pessoa que seria nomeada”, disse o morubixaba do PT ao delegado.

O doutor Josélio perguntou se Duque era o homem do PT na diretoria da Petrobras. Lula disse não saber “se foi o PT ou outro partido” que o indicou. Realçou que não conhecia Duque. E quanto a Nestor Cerveró, outro ex-diretor da Petrobras preso? No caso de Cerveró a memória de Lula fez questão de prestar-lhe socorro: “Foi uma indicação política do PMDB.”

Lula repetiu que não participou do processo de escolha dos diretores da Petrobras. Espremido, afirmou que a escolha dos nomes passava pela costura de acordos políticos. Acrescentou que os acordos “eram feitos normalmente pelo ministro da área, pelo coordenador político do governo e pelo partido interessado na nomeação.”

A Petrobras pende do organograma do Ministério de Minas e energia. A ministra “da área” era Dilma Rousseff. Mas Lula se absteve de mencionar-lhe o nome. O delegado perguntou quem era o coordenador político do governo. Lula respondeu que teve vários coordenadores ao longo dos seus dois mandatos. Empilhou quatro nomes: Tarso Genro, Jaques Wagner, Alexandre Padiha e Aldo Rebelo. Alegou não se lembrar qual deles tratou das nomeações de Renato Duque e de Nestor Cerveró.

De tanto o delegado escarafunchar, Lula acabou caindo em algo muito parecido com uma contradição. Reconheceu que a palavra final sobre as nomeações era dele. Depois de ter jogado a responsabilidade sobre os ombros de Dirceu, o interrogado explicou que os partidos negociavam suas nomeações com diversos atores —os ministros da área, o coordenador político…— “nao somente com o ministro-chefe da Casa Civil.”

Foi nesse ponto do depoimento que Lula acabou premiando a insistência do delegado com o reconhecimento de que, “ao final do processo”, o fisiologismo desaguava no gabinete presidencial. Ouvido, Lula “concordava ou não com o nome apresentado”. Para não ficar mal no inquérito, Lula apressou-se em dizer que baseou suas escolhas em “critérios técnicos que credenciavam o indicado”. Deu no petrolão.

Vários delatores da Lava Jato disseram que Lula negociou diretamente com José Janene, então líder do PP na Câmara, a permanência do corrupto confesso Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da Petrobras. Mas Lula disse ao delegado Josélio que “nunca tratou com qualquer liderança de qualquer partido sobre a indicação de algum nome para cargo na administração pública.” Hã, hã.

A certa altura, o delegado voltou a um tema que abordara no início da inquirição. Afinal, quais diretores da Petrobras foram indicados pelo PT? E Lula escorregou. Depois de dizer que não sabia que partido havia pendurado Renato Duque na diretoria da estatal petroleira, Lula afirmou que o personagem “talvez tenha sido uma indicação do PT.”

Lula responsabilizou-se pessoalmente, de resto, pela nomeação de dois personagens que passaram pela presidência da Petrobras: os petistas José Sérgio Gabrielli e José Eduardo Dutra. O segundo já morreu. Mas Gabrielli continua na alça de mira da força-tarefa da Lava Jato.

O delegado inquiriu Lula também sobre João Vaccari Neto, o ex-tesoureiro do PT preso no Paraná e já condenado em sentença de Sérgio Moro, o juiz da Lava Jato. Lula disse que sua relação com Vaccari no partido “foi pequena, já que, em 1996, deixou a presidência do PT.” Quando virou presidente da Repúlica, aí mesmo é que “passou a ter menos contato”. Lorota.

Em 2003, no alvorecer do primeiro reinado de Lula, Vaccari presidia o Sindicato dos Bancários de São Paulo e exercia a atribuição de secretário de Finanças da CUT, o braço sindical do PT. Na fase de composição do governo, o petismo quis fazer de Vaccari presidente da Caixa Econômica Federal. Dois obstáculos barraram as pretensões de Vaccari: o nariz torcido de Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, e a falta de diploma universitário. Os estatutos da Caixa exigem que o presidente tenha passagem pelos bancos de uma universidade. E Vaccari não preenchia esse quesito.

Para não deixar o companheiro ao relento, Lula abrigou-o no Conselho de Administração de Itaipu Binacional. Então ministra de Minas e Energia, de cujo organograma pende a estatal, Dilma opôs resistência. E Vaccari foi alçado a uma das sinecuras mais cobiçadas da República. A posição de conselheiro de Itaipu lhe exigia pouco trabalho (uma reunião a cada dois meses) e rendia remuneração mensal na casa dos R$ 20 mil. Vaccari só deixou o posto depois que a Lava Jato o pendurou de ponta-cabeça nas manchetes.

Numa fase em que amigos podem se converter em delatores, Lula cuidou de afagar Vaccari no depoimento ao delegado Josélio. Lembrou que “ele assumiu a tesouraria do partido em 2010”. E disse que “soube pela direção do partido que ele fez um excelente trabalho à frente da Tesouraria do PT.” Mais: “Todos os membros da direção do partido, inclusive seu presidente, Rui Falcão, declararam a qualidade do trabalho desempenhado por Vaccari no comando da tesouraria do PT.” A Lava Jato demonstra que, sob Vaccari, a tesouraria do PT, tão elogiada por Lula, contém o anabolizante das propinas extraídas da Petrobras.

O delegado perguntou a Lula a que atribui a condenação de Vaccari na Lava Jato. O interrogado atribuiu o infortúnio às delações premiadas. E disse confiar numa reversão da sentença em instâncias superiores do Judiciário. Lula disse não acreditar que Vaccari tenha obtido “vantagens indevidas a partir de contratos celebrados pela Petrobras”. Por quê? “Ele é conhecedor da legislação.” Então tá!

Opinião dos leitores

  1. Não só ele, mas muitos blogueiros afinados com os moralistas sem moral. E, claro, o "imortal' da ABL, Merval Pereira, que até agora procura explicações para a retumbante derrota do golpe no Supremo

  2. Vaccari mesmo sem possuir uma graduação e uma especialização foi nomeado para ser "conselheiro" de Itaipu com remuneração de 20 mil reais.
    É mole?

  3. BG
    O dia "D" esta chegando, mentiras,sem-vergonhice,dissimulação e uma infinidades de ENROLAÇÕES estão com os dias contados. seu destino será a PAPUDA para que tenhamos uma NAÇÃO BRASILEIRA livre destas raposas VORAZES e AUDACIOSAS que se acham acima da LEI.

  4. Josias de Sousa foi totalmente desmoralizado na sua previsão nos votos dos juízes.
    A comprovada derrocada final de um péssimo jornalista.

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Denúncia

NÃO VAI ESCAPAR NADA: Cunha recebeu propina de obras da Olimpíada do Rio, diz Procuradoria

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), auxiliou a edição de medida provisória para beneficiar as empreiteiras envolvidas em obras para a Olimpíada de 2016, no Rio.

O deputado recebeu, segundo a Procuradoria-Geral da República, R$ 1,9 milhão em duas parcelas, sendo a primeira de R$ 1,5 milhão.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considera que a prática tenha transformado a Câmara em um “balcão de negócios”.

Para auxiliá-lo na empreitada, Cunha contou com a ajuda do então senador Francisco Dornelles (PP), atual vice-governador do Rio.

A informação consta do pedido de afastamento de Cunha feito por Janot. O documento foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), e será analisado em fevereiro de 2016.

De acordo com o parecer elaborado por Janot, Dornelles fez emendas de interesse de empreiteiras à Medida Provisória 584, que concede benefícios fiscais a projetos ligados à Olimpíada.

As alterações propostas incluíam como beneficiários da isenção projetos em infraestrutura de transportes.

Para a MP 584, Dornelles apresentou 15 emendas. O vice-governador seria, de acordo com Janot, “conhecido de longa data” de Cunha.

Antes da aprovação da medida, Cunha trocou inúmeras mensagens por telefone celular com Leo Pinheiro, diretor da empresa OAS.

“Muito bom o texto”, escreveu Cunha após a aprovação do projeto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. “Alcança todas as obras do Rio”, comenta.

A OAS está envolvida em quatro obras para a Olimpíada: a construção do Parque Deodoro (R$ 647,1 milhões); a revitalização da região portuária (R$ 8,2 bi); a construção de reservatórios contra enchentes (R$ 421 milhões) e a limpeza de lagoas da Barra da Tijuca (R$ 673 milhões).

A empresa tem quatro executivos presos após o início da Operação Lava Jato.

Cunha, a OAS e o governo do Rio não responderam ao contato da reportagem.

FolhaPress

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Cidades

FOTO: Santana do Seridó registra chuva de granizo

granizo

Santana do Seridó registrou chuva de granizo nesta sexta, 18.

 

Fotos: A Fonte

 

Opinião dos leitores

  1. Granizo no Seridó???? Queremos mais explicações, se possível, Bruno…o que explica isso?

    1. Graças a Deus pq? Granizo não melhora a situação da falta de água, pelo contrário, pode trazer mais transtornos para a população!

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Clima

Chuvas de até 98 milímetros foram registradas nesta sexta-feira em Santana do Seridó

A cidade de Santana do Seridó está em festa com as chuvas que foram registradas nesta sexta-feira (18). Segundo informações do Blog do Marcos Dantas, o prefeito Adriano Gomes confirmou registros variando de 75 na cidade e 98 milímetros na comunidade rural.

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Jornalismo

Operação na Sethas visou combater fraudes em licitação

A operação deflagrada pelo Ministério Público na manha desta sexta-feira na Secretaria de Estado de Trabalho, Habitação e Assistência Social, culminou com a prisão de oito empresários. Os empresários passaram o dia prestando depoimento na delegacia contra crime tributários. São eles:

Wbiranilton Linhares

Jadilson Berto Lopes

Martinho Ferreira da Silva

Jones de Oliveira

Patrícia Martins de Lucena

Luis Alberto Barbalho

Luiz Antônio Moura

Gustavo Henrique

Vejam como foi a operação: http://blogdobg.com.br/mprn-com-apoio-da-policia-civil-oito-presos-durante-licitacao-do-restaurante-popular-na-sethas/

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao Blog por divulgar os nomes! Falta apenas conseguir e divulgar os nomes das empresas envolvidas nessa corrupção!
    E também divulgar se as atuais empresas q administram os restaurantes populares do papodramo, alecrim, cidades do interior e etc. Também estão envolvidas? ??! Parabéns ao BlogdoBG por ajudar a sociedade a saber da corrupção no nosso RN! Parabéns a Polícia Civil e Ministério Público e a Justiça pelo excelente trabalho! O Governador Robinson precisa continuar combatendo a corrupção e precisa dar mais estrutura às polícias civis, militares, bombeiros, ITEP e agentes penitenciários! O povo do RN agradece!

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Economia

Quem é Nelson Barbosa, o novo ministro da Fazenda

Nelson Barbosa deixa o ministério do Planejamento para substituir Joaquim Levy, titular desde de 1º de janeiro deste ano. Barbosa teve boa parte de sua carreira na esfera pública federal e tem proximidade ideológica a da presidente Dilma Rousseff – ambos são desenvolvimentistas, ou seja, apostam no gasto público como indutor da economia.

Colegas e antagonistas durante todo o ano em que integraram a equipe econômica, Barbosa e Levy mostraram diversas vezes desalinhamento. Levy buscava corte de gastos em todas as áreas ao passo que Barbosa protegeu integralmente os investimentos em programas sociais como o Bolsa Família e não deixou a tesoura de Levy dizimar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Minha Casa, Minha Vida.

Nelson Barbosa nasceu no Rio de Janeiro em 1969. Formou-se em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1992. Professor titular da Escola de Economia de São Paulo (da Fundação Getulio Vargas) foi secretário executivo do Ministério da Fazenda entre 2011 e 2013. Antes, foi secretário de Acompanhamento Econômico (entre 2007 e 2008), secretário de Política Econômica (entre 2008 e 2010), no Ministério da Fazenda. No período entre 2009 e 2013, Barbosa foi presidente do Conselho do Banco do Brasil e integrante do Conselho de Administração da Vale (2011 e 2013).

Além da Fazenda, Nelson Barbosa trabalhou no Banco Central (1994-1997), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social , o BNDES (entre 2005 e 2006) e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (2003). Atualmente, além das aulas na FGV-EESP, Barbosa é professor adjunto do Instituto de Economia (IE/UFRJ), pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV) e integrante dos conselhos de administração da Cetip e do Banco Regional de Brasília (BRB).

Barbosa é Ph.D em Economia pela New School for Social Research, de Nova York.

IG

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Judiciário

Jurista Meroveu Dantas é homenageado pelo Tribunal de Justiça

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte encerrou o ano judiciário de 2015 com a entrega das medalhas Valor Judiciário Seabra Fagundes, a mais alta honraria do Judiciário potiguar a pessoas que fazem ou fizeram relevantes trabalhos não apenas na Justiça, mas também na sociedade potiguar.

Um dos homenageados foi o jurista professor Meroveu Dantas. Meroveu é conhecido por seus relevantes trabalhos na atividade juridicante. Tem ilustres alunos como o desembargador Saraiva Sobrinho. Boa parte da atual geração de magistrados, inclusive, teve Meroveu como mestre.

Ele já foi homenageado por vários órgãos e instituições. Amplo conhecimento e reconhecimento. Se destacam a comenda da Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn), a homenagem da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Medalha Mérito Eleitoral Tavares de Lyra do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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