A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que a bandeira tarifária nas contas de luz será amarela em maio.
Isso significa que os consumidores de energia terão um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kilowatts-hora (kWh).
Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanecia verde, refletindo as condições favoráveis de geração de energia no país.
Com o fim do período chuvoso, as condições de geração pioraram, o que demandará maior acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras.
As previsões de chuvas e vazões para os próximos meses, nas regiões dos reservatórios de hidrelétricas, estão abaixo da média.
Implementado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta essencial de transparência, permitindo que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no país.
Com o acionamento da bandeira amarela, a ANEEL reforça que é crucial manter bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.
São quatro os tipos de bandeiras tarifárias: verde (quando não há nenhuma cobrança adicional), amarela (R$ 1,885 a cada 100 kWh), vermelha 1 (R$ 4,46 a cada 100 kWh) e vermelha 2 (R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Foto: Sandy Huffaker for The Washington Post via Getty Images
O Mounjaro, medicamento para diabetes tipo 2, usado de forma off label para a perda de peso, teve o lançamento no Brasil antecipado. A farmacêutica Eli Lilly informou, nesta sexta-feira (25/4), que o remédio começará a chegar às farmácias de todo o Brasil na primeira quinzena de maio.
O tratamento mensal custará a partir de R$ 1.400 reais, podendo chegar a R$ 2.384,34, a depender da dosagem.
O Mounjaro foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro de 2023 para o tratamento do diabetes tipo 2. Agora, a farmacêutica aguarda a avaliação da agência para a indicação de controle crônico do peso.
“O pedido foi submetido e está em análise. A gente sabe que a obesidade é uma doença que tem impacto social. O tratamento precisa de acompanhamento médico, multiprofissional”, afirmou o Diretor Médico Sênior da Eli Lilly do Brasil, Luiz André Magno, em coletiva à imprensa.
O medicamento, que usa a tirzepatida como princípio ativo, ficou conhecido como o “King Kong do emagrecimento” por levar à perda de peso rápida e intensa em estudos clínicos.
Doses e preços
O Mounjaro será comercializado em uma caixa com quatro canetas aplicadoras de dose única, equivalente a um mês de tratamento. Elas terão dosagens de 2,5 mg e 5 mg.
A caixa será vendida pelo preço máximo de R$ 1.907,29 (2,5 mg) e R$ 2.384,34 (5 mg), considerando a alíquota de 18% de ICMS.
Clientes cadastrados no programa Lilly Melhor Para Você poderão comprar o medicamento com preço reduzido pelo e-comerce e loja física. Nesse caso, os preços do e-comerce são: R$ 1.406,75 (2,5 mg) e R$ 1.759,64 (5 mg). Para as lojas físicas os valores são de: R$ 1.506,76 (2,5 mg) e R$ 1.859,65 (5 mg).
Controle da diabetes e emagrecimento
O medicamento injetável semanal melhora o controle da taxa de açúcar no sangue e do peso de pacientes adultos com diabetes tipo 2 em combinação com uma dieta adequada e a prática de exercícios físicos.
A tirzepatida simula a ação de dois hormônios intestinais, o GLP-1 e o GIP. Eles atuam melhorando a liberação de insulina após uma refeição, ajudam a suprimir o apetite e a aumentar o gasto energético.
O uso do remédio para a perda de peso ainda é off label, ou seja, não é uma indicação escrita na bula.
Durante os ensaios clínicos, ao ser aliado com mudanças na dieta, o remédio levou voluntários ao emagrecimento de até 20% do peso corporal. Testes comparando doses altas de semaglutida (o príncípio do Ozempic), e a tirzepatida, do Mounjaro, mostraram que o remédio que será lançado traz efeitos de emagrecimento mais intensos que o concorrente.
Em um estudo clínico publicado em dezembro, os participantes que usaram tirzepatida perderam 22,8 kg, enquanto os que receberam semaglutida perderam 15 kg.
Entretanto, o remédio também tem seus efeitos colaterais, especialmente náuseas, vômitos e alterações intestinais, como constipação e diarreia.
Uma série de tremores de terra de baixas magnitudes está sendo registrada próximo ao município de Carnaubais, no Rio Grande do Norte, desde a madrugada de quinta-feira, dia 24 de abril.
De acordo com o Laboratório Sismológico da UFRN, que opera as estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) localizadas na região Nordeste, já são mais de 20 pequenos sismos registrados na região nas últimas 48 horas.
O maior tremor da série, até agora, ocorreu no dia 24/4, às 19h28, com magnitude preliminar 3.0 mR. O tremor mais recente ocorreu nesta sexta-feira (25), às 04h58, com magnitude 1.6 mR.
Ainda não há relatos de que esses eventos tenham sido sentidos pela população local.
Sobre a RSBR
Coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é a organização pública responsável por monitorar a sismicidade do território nacional através de suas quase 100 estações sismográficas espalhadas pelo país, fornecendo dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna da Terra. As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Observatório Nacional (ON).
A Secretaria de Meio Ambiente de Pau dos Ferros se posicionou a respeito de imagens que circulam na internet que mostram a obra da barragem do município.
De acordo com esclarecimentos de técnicos responsáveis pela obra, a água que foi escoada não se trata da represa principal, e sim de um acúmulo formado após a construção de uma ensecadeira no canteiro da comporta.
A ensecadeira, uma estrutura provisória utilizada para isolar áreas alagadas e possibilitar o trabalho no local, acabou retendo uma grande quantidade de água no lado jusante (parte externa à barragem). A empresa iniciou o processo de esvaziamento utilizando bombas, mas diante da lentidão, optou-se por fazer uma abertura controlada para liberar a água retida.
“A água que foi liberada não tem acesso livre da barragem. É uma água que já estava dentro da ensecadeira, acumulada como se fosse um tanque. Essa abertura foi feita apenas para permitir o início dos trabalhos de engenharia no local”, explicou o técnico Carlos Nobre.
A liberação teve caráter técnico e controlado, não representando qualquer risco à estrutura da Barragem de Pau dos Ferros, afirmou o órgão. As autoridades reforçam que a barragem segue segura e operando normalmente.
Considerado a prévia da inflação, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) acumulado em 12 meses acelerou para 5,49% em abril. Havia sido de 5,26% no período anualizado até o mês anterior.
Se o índice oficial vier alinhado ao indicador, significa que a inflação permanecerá acima da meta definida pelo governo –o que trará consequências para os rumos dos juros pelo Banco Central.
A alta do IPCA-15 no mês foi de 0,43%. Representa uma desaceleração em relação à variação de 0,64% em março.
Os índices de inflação são usados para medir a variação dos preços. Ou seja, quanto vale o dinheiro de forma real e o peso no bolso do consumidor.
Em um resumo simplificado, um produto que custava R$ 100 passa a custar R$ 110 se a inflação ampla variou em 10,0% para cima.
Os dados são importantes porque podem indicar como o Banco Central vai alterar ou manter os rumos dos juros no Brasil. A taxa básica (Selic) está em 14,25% ao ano em um processo de alta desde o meio de 2024.
META DE INFLAÇÃO
A inflação do Brasil ficou acima da meta em 2024, quando atingiu 4,83%. O centro do objetivo é 3%, mas o intervalo de tolerância permite que chegue a 4,5%.
O mercado financeiro já espera que o IPCA termine 2025 novamente ultrapassando o objetivo estabelecido. O Boletim Focus publicado em 7 de abril diz que o indicador anual deve ficar em 5,57%.
Em quase dois anos, a degradação florestal na Amazônia saltou de 7.925 km² para 34.013 km², um aumento de 329%, segundo uma pesquisa do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que considera os períodos de agosto de 2023 a março de 2024 e agosto de 2024 a março de 2025. O resultado é o maior da série histórica, iniciada em 2008.
Apesar de estarem ligados, a degradação ambiental é diferente do desmatamento, que é a retirada total da vegetação de determinada região. Já a degradação é caracterizada pela perda parcial da cobertura vegetal. O instituto explica que o aumento se dá, principalmente, devido as grandes áreas atingidas por queimadas entre setembro e outubro do ano passado.
O Pará foi responsável por 91% da degradação registrada em março, com 188 km². O Maranhão aparece em segundo lugar, com 9 km² (4%), e Roraima em terceiro, com 8 km² (4%). O restante ocorreu em Mato Grosso, 1 km² (1%).
Na contramão do período total analisado, março, com 206 km² de degradação na floresta, teve redução de 90% em relação ao mesmo mês do ano passado, que havia registrado o maior índice da série histórica para o período, de 2.120 km²
No ano passado, por exemplo, a área queimada no Brasil superou 30,8 milhões de hectares, um aumento de 79% em relação a 2023. Segundo dados do MapBiomas, que consideram os meses de janeiro a dezembro, a região incendiada foi maior que todo o território da Itália.
Os resultados aparecem em meio a oficialização da presidência da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) pelo Brasil. A agenda, que tem entre os focos a Amazônia, será realizada entre 10 e 21 de novembro deste ano, em Belém (PA).
Uma proposta em análise pelo Congresso Nacional busca transferir a capital do Brasil para Belém durante a COP30. O projeto de lei em questão propõe que os Três Poderes da República — Executivo, Legislativo e Judiciário — estabeleçam-se temporariamente para a capital paraense. Esta medida, segundo a proposição, visa reforçar o compromisso do Brasil com as questões climáticas, além de destacar a importância da Amazônia no cenário internacional.
O velório do papa Francisco foi encerrado nesta sexta-feira (25) por volta das 19h, no horário local (14h de Brasília). Pela manhã, o Vaticano informou que mais de 150 mil pessoas compareceram para se despedir do pontífice.
A cerimônia foi realizada na Basílica de São Pedro e reuniu diversas autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O caixão do papa será fechado ainda nesta sexta. A previsão é de que isso acontecerá por volta de 15h, no horário de Brasília.
O funeral será realizado neste sábado (26), às 10h, no horário local (5h de Brasília), e deve reunir mais de 200 mil pessoas.
Francisco pediu para ser enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, que fica em Roma, e não no Vaticano. Haverá um cortejo fúnebre.
Moradores de Pau dos Ferros, no interior do Rio Grande do Norte, manifestam grande preocupação nesta sexta-feira (25) devido a um significativo vazamento de água identificado no Açude Público Dr. Pedro Diógenes Fernandes, conhecido como Barragem de Pau dos Ferros. Vídeos que circulam nas redes sociais registram o fluxo da água, gerando apreensão na comunidade local.
A preocupação se intensifica diante da expectativa da chegada das águas da transposição do Rio São Francisco à região do Alto Oeste potiguar. Os moradores temem que o reservatório, crucial para o abastecimento local, possa secar antes que o tão aguardado recurso hídrico do São Francisco chegue à região.
Segundo relatos de internautas, o vazamento estaria ocorrendo no sangradouro da barragem, especificamente na instalação das comportas e nas paredes de contenção. A água estaria infiltrando-se por baixo da estrutura de contenção, construída com pedras na parte inferior, e seguindo em grande volume pelo leito do rio Apodi.
Um dos internautas que divulgou as imagens faz um apelo urgente: “Vamos compartilhar esses vídeos para que chegue às autoridades competentes e tomem providências antes de acabarem com a água da nossa barragem de Pau dos Ferros.” A população aguarda um posicionamento das autoridades competentes.
Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal votaram pela prisão do ex-presidente Fernando Collor, nesta sexta-feira (25). Flávio Dino, Edson Fachin e o presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, acompanharam o voto do relator do caso, Alexandre de Moraes.
Mesmo com os votos, a decisão final será tomada no plenário físico do STF porque o ministro Gilmar Mendes pediu destaque. Cabe a Barroso definir uma data para que a votação aconteça. Barroso, entretanto, está na comitiva do governo brasileiro que foi a Roma, na Itália, para o funeral do Papa Francisco.
Mesmo com a decisão de Mendes, os ministros podem depositar os votos de forma virtual até às 23h59 desta sexta-feira.
O ex-presidente foi preso na madrugada, em Maceió, quando “estava se deslocando para Brasília para cumprimento espontâneo” da ordem judicial, segundo assessoria do político. Collor vai passar por audiência de custódia ainda nesta sexta.
Desdobramento da Lava Jato
Em maio de 2023, o também ex-governador de Alagoas, ex-senador, ex-deputado e ex-prefeito de Maceió foi condenado a oito anos e dez meses pelo próprio Supremo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em caso relativo à BR Distribuidora, um desdobramento da operação Lava Jato. A empresa de distribuição e venda de combustíveis foi subsidiária da Petrobras até 2019.
Segundo decisão de Moraes, a ação penal contra Collor provou que ele teve ajuda dos empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos para receber R$ 20 milhões e “viabilizar irregularmente” contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia na “construção de bases de distribuição de combustíveis”.
Quer dizer que o senhor acredita que na época de Bolsonaro não tava tendo esse desvio no INSS, é isso?
Interessante, lava a jato prende Collor enquanto muitos outros inclusive o chefe está livre, leve, solto e na cadeira da presidência, parece mais uma cortina de fumaça, mas deve ser apenas coincidência.
A defesa de Fernando Collor pediu ao ministro do STF Alexandre de Moraes que o ex-presidente seja colocado em regime de prisão domiciliar.
Advogados citaram que ex-presidente tem Parkinson, bipolaridade e apneia do sono grave para justificar necessidade de domiciliar. Em petição encaminhada a Moraes hoje, a defesa disse que Collor tem “comorbidades graves” e precisa fazer uso diário de medicações, de uma máscara contra ronco e apneia, além de visitas médicas especializadas periódicas. Os advogados anexaram ao documento um laudo médico assinado por neurologista para atestar os problemas de saúde.
Defesa também citou idade avançada de Collor, que tem 75 anos. Segundo os advogados, o STF tem reconhecido a possibilidade de prisão domiciliar para idosos, sobretudo quando diagnosticados com comorbidades.
Collor foi preso nesta sexta-feira (25) em Maceió, após determinação de Moraes. O ex-presidente foi levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, que fica na capital do estado.
Moraes rejeitou ontem recursos contra a condenação de Collor, ocorrida em 2023, e determinou que o ex-presidente cumpra a pena de oito anos e dez meses por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), de 2015, ele teria recebido mais de R$ 20 milhões em propinas entre 2010 e 2014 para viabilizar, por meio de indicações políticas, um contrato de troca de bandeira de postos de combustível celebrado pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), divergiu do ministro Alexandre de Moraes e votou para aplicar uma pena de um ano e seis meses de prisão para a cabeleireira Débora Rodrigues. O magistrado votou pela condenação por deterioração de patrimônio e para absolvê-la pelos crimes de tentativa de golpe de estado, abolição violenta do estado democrático de direito, dano qualificado e associação criminosa armada.
“Julgo parcialmente procedente o pedido formulado na ação penal para condenar a ré Debora Rodrigues dos Santos à pena de 1 (um) ano e 6 (seis) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa, fixando cada dia multa em 1/30 do salário-mínimo, pela prática do crime tipificado no art. 62, I, da Lei nº 9.605/1998, absolvendo-a quanto às demais imputações”, escreveu Fux.
Agora, há dois votos a favor de uma pena de 14 anos de prisão e um para um ano e seis meses de prisão. Faltam votar os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O caso está sendo analisado no plenário virtual da Primeira Turma da Corte.
Presa desde março desde março de 2023, Débora passou a cumprir regime domiciliar no mês passado. Ela foi flagrada pichando a frase “perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada na Praça dos Três Poderes.
Sob críticas de um suposto exagero nas penas determinadas aos réus e pressionado pela mobilização a favor de uma anistia no Congresso, o STF interrompeu o julgamento do caso no mês passado a pedido do ministro Luiz Fux.
Apesar de a pichação com batom estar diretamente associada à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ela, Débora responde no processo por cinco crimes: associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado e dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado, decorrente da dos atos de vandalismo. Moraes já foi seguido por Flávio Dino.
Dias após pedir vista e suspender o julgamento de Débora, durante o julgamento do núcleo 1 da trama golpista pela Primeira Turma do Supremo, Fux afirmou que após o 8 de janeiro a Corte julgou “sob forte emoção” e sinalizou que votará por uma pena mais branda do que a sugerida por Moraes, mas ainda assim votando pela condenação da mulher.
— Confesso que, em determinadas ocasiões, me deparo com uma pena exacerbada. Foi por essa razão que pedi vista desse caso, porque quero analisar o contexto em que essa senhora se encontrava — afirmou.
Entre integrantes da Corte, a avaliação é que ainda que o desfecho no caso específico de Débora seja de uma pena alta, os resultados dos debates a respeito da dosimetria poderão respingar em novos julgamentos envolvendo outros participantes do 8 de janeiro.
Para auxiliares do Supremo, é possível que julgamentos que começarão a partir dos próximos meses venham com penas totais apresentadas por Moraes mais abrandadas. Na hipótese de penas mais baixas nos julgamentos futuros, pessoas que já foram condenadas a penas mais altas pelas mesmas acusações podem pedir a chamada revisão criminal – que já começaram a chegar na Corte, como informou O GLOBO.
Auxiliares do Supremo também avaliam que uma solução possível para solucionar penas diferentes para crimes similares pode ser a concessão de um habeas corpus coletivo, mas o caminho ainda não é consenso.
Em entrevista ao GLOBO, o ministro Gilmar Mendes, que é decano da Corte, afirmou que o Supremo não deve revisitar as penas já aplicadas às pessoas condenadas pelo 8 de janeiro, mas reforçou que mecanismos previstos na legislação para as progressões de pena devem e podem já ser aplicados.
— Há uma discussão sobre a possibilidade de aplicação da progressão da pena, que é natural. Certamente muitos já são beneficiados ou serão beneficiados pela progressão. Já houve decisões em vários casos sobre prisão domiciliar e imagino que esse trabalho vai ter continuidade. As pessoas não falam, por exemplo, que mais de 500 foram beneficiados por acordos de não persecução penal — disse Gilmar.
No entendimento de integrantes do Supremo, as discussões em torno de ressalvas na dosimetria de penas mostram que, ao contrário das críticas que vêm sofrendo de aliados de Bolsonaro e de parlamentares, a Corte faz análises individualizadas de cada situação. No caso de Débora, que deve ter o destino definido pelos ministros na próxima semana, coube ao próprio Moraes analisar a situação após o pedido de vista de Fux e colocá-la em prisão domiciliar.
Moraes considerou o tempo que ela já vinha cumprindo de prisão preventiva – desde março de 2023, quando foi alvo da Operação Lesa Pátria – junto ao pedido de vista de Fux, o que acarretaria em uma demora para a conclusão do caso.
Interlocutores da Corte reconhecem que a repercussão do caso ampliou a pressão sobre os ministros, mas ponderam que Moraes considerou que a suspensão processual não deveria acarretar prejuízo a ela.
Nesta quinta-feira, 24, o Prefeito de Assú e Presidente da Associação dos Municípios da Região Central e Vale do Açu Potiguar (AMCEVALE), Lula Soares, conduziu uma reunião ordinária da entidade, reunindo prefeitos e secretários municipais que integram a associação. O encontro aconteceu em clima de cooperação e planejamento, com foco no fortalecimento regional por meio de parcerias e iniciativas sustentáveis.
Durante o espaço dedicado ao Consórcio Interfederativo de Saúde do Vale do Açu, que também tem Lula Soares como presidente, ele recebeu representantes da Fecoern e de Cooperativas de Saúde. Na ocasião, foram apresentadas propostas de investimentos em equipamentos, além de projetos voltados à ampliação da sustentabilidade e da eficiência dos serviços de saúde na região.
Ainda na pauta da reunião, foi realizado o sorteio do rodízio da perfuratriz entre os municípios adimplentes, com critérios previamente definidos em consenso com os gestores municipais. O encontro também abriu espaço para o Consórcio Multifinalitário de Inovação e Sustentabilidade, presidido pelo Prefeito de Itajá, João Eudes.
O momento ainda contou com importantes apresentações de representantes do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), que abordaram práticas de gestão ambiental eficiente, destacando ferramentas de apoio aos municípios na preservação e uso sustentável dos recursos naturais.
O advogado Diogo Brilhante Silva apresentou um plano de ação para compras coletivas entre os municípios, com foco em economia e otimização dos processos de aquisição pública. Além disso, representantes de fundos de investimento compartilharam possibilidades de parcerias para o desenvolvimento de projetos em energias renováveis e ações sociais conjuntas nas prefeituras.
A reunião reforça o papel estratégico da AMCEVALE e da cidade de Assú como uma grande articuladora de iniciativas que fortalecem a administração pública municipal, promovendo o desenvolvimento local e regional com foco na inovação, sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida da população.
A estratégia de lançamento da rede de arenas Pickleball Center, planejada pela agência Ratts Ratis, foi um sucesso. Os mais de 1 milhão de views, mais de 400 leads qualificados gerados e 23 mil visitas em apenas 14 dias, tiveram como resultado uma alta demanda e procura pelo novo esporte. Antes mesmo da inauguração, já tinham 140 alunos pre-matriculados, e todos o horários de degustação projetados lotaram, da segunda (14) até a segunda seguinte (21), abrindo todos os dias do feriadão, com quadras lotadas do início ao fim do dia.
O Pickleball é o esporte que mais cresce nos Estados Unidos atualmente, uma mistura de tênis de quadra, tênis de mesa e badminton, praticado em quadras de piso cobertas. É fácil de aprender, envolvente e democrático, ideal para quem busca saúde, lazer e uma experiência social única. A primeira arena da rede Pickleball Center funciona na avenida Amintas Barros, quase na esquina com a avenida Rui Barbosa, por trás da Drogasil.
“Recebemos um desafio de Leonardo Melo (foto), o de introduzir o esporte no RN, e pelos números alcançados acho que a Ratts Ratis cumpriu sua missão, mas ainda tem muito trabalho pela frente, e este esporte vai conquistar o norte-rio-grandense” comentou Pedro Ratts, diretor da agência.
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O desembargador do TJRN, Claudio Santos, indeferiu pedido do vereador de Natal, Daniel Valença, para suspender a Comissão Especial de Inquérito (CEI), aprovada na Câmara Municipal para investigar invasões em propriedades privadas na capital potiguar.
Na decisão, o desembargador entendeu que: “Na espécie, conforme citado na decisão, o art. 85 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Natal estabelece que as Comissões Especiais de Inquérito destinam-se a apurar ” fato determinado ou denúncia grave que envolva matéria de relevante interesse do Município”, não excluindo a possibilidade de investigar condutas que, ainda que praticadas por particulares, afetem o interesse público municipal. Ademais, igualmente não evidencio neste momento de cognição sumária o requisito do periculum in mora, diante da natureza meramente apurativa da comissão, bem como da possibilidade de reparação de dano, caso seja constatada, ao final da demanda, a defendida ilegalidade”.
Com isso, o pedido foi indeferido até análise da 1ª Câmara Cível do TJRN.
O Via Certa Natal postou um vídeo em suas redes sociais, na manhã desta sexta-feira (25), mostrando que um motoqueiro – de forma inadvertida, simplesmente ultrapassou a barreira de proibido trafegar e ainda se vangloriou de ter inaugurado a ponte.
Mas fato é que o BLOGDOBG não quer chamar a atenção disso, mas sim, do ritmo de trabalho. Veja quantos operários tem na obra e o que eles estão fazendo, na verdade: olha a velocidade da obra. Está explicado por que a ponte não fica pronta.
Se fosse o possível punir os transgressores dessa obra, teria que punir órgãos e gestores envolvidos. Orçamentos imprecisos, prazos não cumpridos, preços majorados, mal qualidade dos serviços e mão de obra, enfim, os prejuízos causados a população pelo o longo período de interdição, quando os engarrafamentos, os atrasos e as incertezas para assumir compromissos de trabalho, foi uma tragédia que vai levar muito tempo para ser esquecida
O pequeno Bernardo foi diagnosticado, em janeiro de 2023, com leucemia. Após uma recaída no tratamento, seus pais, Leonardo e Monalisa, gravaram um vídeo emocionante ao lado do filho, iniciando uma campanha para incentivar a doação de medula óssea.
“Você vai estar me ajudando se for compatível, mas se não for, vai estar ajudando outra pessoa”, declarou Bernardo.
Em Natal, os interessados em se tornar doadores podem se cadastrar no Hemonorte, localizado na avenida Alexandrino de Alencar.
Como se tornar um doador de medula óssea
Para se cadastrar como doador voluntário de medula óssea, é necessário:
Ter entre 18 e 35 anos de idade (o cadastro permanece ativo até os 60 anos).
Estar em bom estado geral de saúde.
Não apresentar doenças infecciosas ou incapacitantes.
Apresentar um documento oficial com foto.
No momento do cadastro, é coletada uma amostra de sangue (10 ml) para a realização da tipagem HLA, que identifica as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre doador e receptor.
Procedimentos de doação de medula óssea
Existem duas formas principais de doação de medula óssea:
Punção direta da medula óssea: Realizada em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, onde a medula é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções. O procedimento dura cerca de 90 minutos e requer internação de 24 horas.
Aférese: O doador recebe, por alguns dias, injeções de um medicamento que estimula a produção e liberação de células-tronco no sangue periférico. Em seguida, é conectado a uma máquina que coleta as células-tronco enquanto o restante do sangue é devolvido ao corpo. Este método não requer internação nem anestesia.
A escolha do método de doação é determinada pela equipe médica, considerando o melhor para o paciente receptor.
A importância da doação
A doação de medula óssea é um ato de solidariedade que pode salvar vidas. Pacientes com leucemia, como o pequeno Bernardo, dependem da generosidade de doadores compatíveis para terem uma chance de cura.
Para mais informações sobre como se tornar um doador, acesse o site do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME): https://redome.inca.gov.br.
A família de Bernardo agradece a todos que se sensibilizarem com a causa e decidirem se tornar doadores. Cada novo cadastro é uma esperança renovada para aqueles que aguardam por um transplante.
O triste é que quem fez ou não o L também está se Lascando.