Nos últimos dias, a Polícia Federal (PF) redobrou a atenção relacionada a denúncias sobre crimes eleitorais e tentativas de compra de votos em todo o Brasil. Também intensificou o alerta nos aeroportos brasileiros quanto ao transporte ilegal de dinheiro por pessoas físicas ou em aeronaves. A ideia é combater a possibilidade de compra de votos principalmente nas regiões mais distantes do Brasil, como no interior do Norte e Nordeste, onde existe uma maior preocupação com histórico de compra de votos.
Historicamente, já foram registrados vários episódios de apreensões de grandes quantidade de dinheiro. Em 2006, por exemplo, a três dias das eleições, membros do PT foram flagrados com R$ 1,7 milhões em espécie para a suposta compra de dossiês contra José Serra (PSDB) em favor do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no escândalo conhecido como os “aloprados”. Quatro anos depois, a PF apreendeu, em Boa Vista, na antevéspera da votação, R$ 100 mil jogados de um carro de um colaborador de Romero Jucá (PMDB), que na época disputava uma vaga ao Senado.
Outro exemplo foi a apreensão de R$ 1,3 milhões pela PF na sede da construtora Lunus, de propriedade da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Em 2002, a apreensão do dinheiro minou as pretensões de Roseana de ser presidente da república.
Neste ano, somente nas últimas duas semanas, órgãos de segurança em todo o Brasil apreenderam aproximadamente R$ 800 mil em espécie, sob suspeita de que os valores seriam utilizados para compra de votos. No Piauí, um assessor de gabinete do candidato ao governo Wellington Dias (PT) foi flagrado transportando R$ 180 mil em espécie. No Tocantins, a Polícia Civil apreendeu um avião com R$ 500 mil e santinhos do candidato ao governo Marcelo Miranda (PMDB).
Em São Paulo, no sábado último, a Polícia Federal apreendeu R$ 102 mil, no aeroporto de Congonhas, com um colaborador do deputado estadual Bruno Covas (PSDB). Dias, Covas e Miranda negaram qualquer vinculação com o material apreendido. A PF apura a origem do dinheiro nesses casos.
Além disso, a PF recebeu denúncias de corrupção eleitoral e realizou vistorias em aviões de candidatos no Maranhão e em Goiás. No Maranhão, o candidato do PMDB, Lobão Filho, foi alvo de uma averiguação em sua aeronave, que rendeu um aumento da tensão entre a corporação e o comando do partido, liderado pelo vice-presidente da República, Michel Temer. O candidato classificou o ato como “intimidação”, mas a PF negou qualquer ação deliberada contra o candidato. Em Goiás, a PF também fez uma vistoria, após denúncias de corrupção eleitoral, nos aviões de Marconi Perillo (PSDB) e Vanderlan Cardoso (PSB), ambos candidatos ao governo estadual. Nos três casos, nada foi encontrado.
Conforme membros da PF em todo o Brasil, a última semana de campanha e o final de semana são considerados críticos. É nesse período em que as denúncias tendem a crescer exponencialmente. A preocupação da PF é, principalmente, com o transporte de dinheiro em espécie que venha a ser utilizado na compra direta de votos, pagamento de cabos eleitorais sem comprovante (o que se configuraria como crime de caixa 2 ou lavagem de dinheiro) ou mesmo de pessoas que fazem boca de urna, o que por lei é proibido.
A maior parte das denúncias, conforme integrantes da Polícia Federal com os quais o iG manteve contato, vem de regiões mais afastadas como no Norte e Nordeste. Entre os estados mais suscetíveis a esse tipo de crime, estão Maranhão, Piauí, Pará, Ceará e Sergipe.
O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Marcos Leôncio Ribeiro, afirma que “é um fato público e notório” que ainda ocorra o transporte de dinheiro de forma ilegal “principalmente nas semanas que antecedem as eleições”. “Ainda faz parte dos malfeitos que ainda ocorrem no processo eleitoral brasileiro”, afirma Ribeiro. “A solução está com uma reforma política. Há um consenso de que o sistema eleitoral brasileiro precisa ser reformado”, complementou.
“Quisera que no futuro tenhamos uma reforma política nesse país onde as eleições ocorram sem que as pessoas transitem pelo país com dinheiro em espécies, sem que haja boca de urna, pagamento de cabos eleitorais, compra de votos. Quisera que a nossa democracia, no futuro, eleição seja eleição e não caso de polícia”, finaliza Ribeiro.
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Quem lida com o poder se sujeita a ter perto de si pessoas que respondem segundo a própria conveniência. É a velha história: quando o barco afunda, os ratos fogem. Sempre colhemos o que plantamos.
tudo isso somado a rejeição de quem ja detrotado por duas eleições para prefeito em N atal e perde nos dois maiores colégios eleitorais de Natal queimado pela falácia e envolvido em mais um escândalo de corrupção passou a ser um candidato desacreditado numa coligação cansada e repetitiva e quando estagnada o ex Presidente Lula o padrinho dos pobres deu a tacada final pedindo votos para Robinson a cada hora estou mais confiante na vitoriado 55 no 1* turno
Acompanho a política do RN a alguns anos e sempre bi Dona Vilma manipular pesquisas e trair seus aliados. Pois bem. Chegou o seu dia. Henrique devolve as traições do passado com a manipulação das pesquisas do Ibope. Parece até uma trama de filme Hollywoodiana. Valeu Henrique.
Simples!!! Henrique não pagou o combinado.
Qual seria o tipo de compromisso que não foi comprido?
Em todo estado esta ocorrendo a "Operaçãobraços cruzados",feita por vereadores,prefeitos,ex-prefeitos etc ,todos ligados a Henrique.Os motivos são os mesmos………,.
Que eu saiba são os de Robson que estão insatisfeitos. Aqui no meu município estão todos revoltados enquanto os de Henrique satisfeitos.