Os Estados Unidos divulgaram neste domingo imagens que, de acordo com o Departamento de Estado do país, comprovam que a Rússia disparou de dentro de sua fronteira contra soldados ucranianos. As fotos foram tiradas por meio de equipamentos de vigilância aérea na quarta-feira e no sábado – e mostram múltiplos focos de lançamento de foguetes a partir da Rússia com destino à Ucrânia, segundo o jornal The Washington Post. Igor Konashenkov, porta-voz do governo russo, negou as acusações e afirmou que os EUA recebem a maioria de seus dados sobre ações militares de Moscou via redes sociais, e recomendou ao governo Obama que se utilize de “informações confiáveis”.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, o Departamento de Estado americano divulgou um documento de quatro páginas em que estão demonstrados sinais de explosões a partir de onde os foguetes russos foram lançados, e crateras onde eles caíram. Segundo o governo Obama as imagens, divulgadas pela inteligência americana, indicam disparos de artilharia pesada entre 21 e 26 de julho – pouco após a derrubada do voo 17 da Malaysia Airlines.
Na segunda-feira os EUA afirmaram que a Rússia estava efetuando disparos de artilharia a partir de seu território com o objetivo de atingir tropas ucranianas que combatem os separatistas no leste do país. Nenhuma evidência, contudo, havia sido divulgada até agora. Segundo o Pentágono, os disparos demonstram que a Rússia está desempenhando um papel ainda mais direto no conflito.
Na terça-feira, o governo da Ucrânia fez acusações semelhantes. “É claramente uma escalada militar. Demonstra envolvimento direto dos russos na Ucrânia”, disse. Segundo o porta-voz, não há estimativas dos estragos provocados pelos disparos que parecem destinados mais a “atormentar” as forças ucranianas.
O Departamento de Estado dos EUA também acusou os russos. “Temos novos indícios de que os russos pretendem entregar lançadores de foguetes mais pesados e mais potentes para as forças separatistas na Ucrânia, e temos evidências de que a Rússia está disparando artilharia de dentro da Rússia para atacar posições militares ucranianas”, disse a porta-voz Marie Harf, esclarecendo que a informação tem como base relatórios de inteligência.
Os Estados Unidos têm apresentado novas informações apontando o envolvimento da Rússia com os separatistas desde que o Boeing 777 da Malaysia Airlines com 298 pessoas a bordo foi atingido por um míssil disparado, segundo o governo americano, a partir do leste da Ucrânia dominado pelos grupos pró-Moscou. As equipes de inteligência dos EUA divulgaram imagens de satélite e outras provas de que militares russos treinaram os rebeldes.
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