Esporte

Corinthians vira em clássico polêmico e cola no São Paulo

O primeiro Corinthians x São Paulo disputado em Itaquera foi espetacular. Gol no início, polêmica, virada e expulsão. Tudo isto aconteceu na Arena Corinthians. No fim, melhor para o time alvinegro, que contou com dois gols de Fábio Santos (ambos de pênalti) e um de Guerrero (após linda tabela com Danilo) para fazer 3 a 2 na equipe tricolor e se estabelecer no G-4 do Campeonato Brasileiro. Souza e Edson Silva marcaram para o São Paulo.

Com o resultado, o Corinthians chegou aos 40 pontos e se manteve na quarta colocação do Campeonato Brasileiro. A desvantagem para o líder Cruzeiro, contudo, caiu para nove tentos. Já o São Paulo estacionou na vice-liderança, segue a sete pontos do time celeste e apenas um a frente do Internacional.

 Na próxima rodada, tanto Corinthians quanto São Paulo entram em campo na quarta-feira, às 22h (de Brasília). O time alvinegro vai a Florianópolis enfrentar o Figueirense, enquanto a equipe tricolor recebe a visita do Flamengo, no Morumbi.

Terra

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Economia

Youssef enviou R$ 1 bilhão para o exterior

A primavera de 2010 começou promissora para os negócios no segundo andar do 778 da rua Renato Paes de Barros, bairro do Itaim, zona sul de São Paulo. Depois do almoço de terça-feira 21 de setembro, a caixa postal de [email protected] recebeu mensagem confirmando quatro remessas para contas no exterior. Somavam US$ 2,7 milhões. O e-mail era assinado por Ann Smith, que anunciava em tom cordial: “Amanhã vou te visitar, abs”.

Nada mal para um ex-presidiário. Aos 43 anos, Alberto Youssef estava cada dia mais distante da vida pobre em Londrina (PR). Filho de imigrante libanês e brasileira, construiu com habilidade no mercado de câmbio paralelo um acesso ao lucrativo submundo de negócios de empresários e políticos. No final dos anos 90 fora flagrado em traficâncias de recursos do banco estatal do Paraná (Banestado) para campanhas eleitorais. Amargou meses na cadeia, fez um acordo de delação premiada e saiu da prisão em 2003.

Fora das grades se associou ao deputado federal José Mohamed Janene, de Londrina, líder da bancada do PP na Câmara. Janene personificava promessa de lucros com imunidade — administrava o caixa 2 do partido, na época recheado por US$ 2 milhões repassados pelo operador do mensalão, Marcos Valério.

Além disso, integrava o condomínio de líderes partidários que partilhava o controle das áreas-chave das empresas estatais no governo Lula. Seu patrocínio, por exemplo, foi decisivo para Lula promover o então gerente Paulo Roberto Costa à diretoria de Abastecimento da Petrobras, com poder de influenciar contratos da estatal no aluguel de navios e plataformas marítimas, na manutenção de gasodutos e na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A refinaria deve ser inaugurada em novembro, ao custo de US$ 20,1 bilhões, nove vezes mais que o previsto.

Janene, cardiopata, morreu indiciado no processo do mensalão, antes da sentença. Quando foi enterrado no Cemitério Islâmico de Londrina, na terça-feira 14 de setembro de 2010, seus negócios com Costa e Youssef já estavam fracionados entre caciques do PP, do PT e do PMDB.

Todos enriqueciam rapidamente. Youssef até planejou a compra simultânea de um avião e de uma mansão em São Paulo. Numa de suas caixas postais ([email protected]) encontraram-se evidências de negociações para a aquisição de um Lear Jet, por U$ 6,9 milhões, e de uma cobertura de 405 metros quadrados em Vila Nova Conceição, valorizado bairro paulistano.

A dimensão de seus negócios surpreendeu peritos e promotores federais. Ele fez transferências ilegais de US$ 444,6 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) do Brasil para contas em instituições financeiras de 24 países (China, Hong Kong, EUA, Coreia, Malásia, Nova Zelândia, Formosa/Taiwan, Reino Unido, Costa Rica, Cingapura, Bélgica, Holanda, Índia, Uruguai, Itália, Ucrânia, Liechtenstein, Costa Rica, Suíça, Espanha, Alemanha, Panamá, Paraguai e Canadá). Para comparação, esse valor é equivalente ao custo do novo Maracanã.

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Tecnologia

As redes sociais e as eleições

Gaudêncio Torquato

Três em cinco eleitores brasileiros estão nas redes sociais, algo em torno de 84 milhões de votantes. O dado é expressivo. Indica que a campanha eleitoral entrou bem nos corredores eletrônicos.

De julho até dias atrás, o Facebook registrou 58 milhões de mensagens relacionadas às eleições, propiciando curtidas, compartilhamentos, comentários a favor e contra.

O monitoramento tem sido acompanhado pela cientista política norte-americana Katie Harbath, estudiosa do uso das redes em campanhas políticas, em passagem pelo país.

A situação merece destaque pela introdução das ferramentas da era tecnotrônica em nossa seara política, até então afeita a rudes costumes e velhas práticas, particularmente na metodologia de cooptação eleitoral.

Do centro aos confins do território, que ainda dão guarida ao balcão de recompensas para se obter o voto, a chave eletrônica começa a abrir a cabeça de um eleitor cada vez mais antenado nas maravilhas do aparato ao seu redor, a começar do celular.

A par da planilha de grandes números, como 9 milhões de interações com conteúdo relativo aos últimos dois debates entre presidenciáveis, convém destacar os significados que esse novo ciclo expressa na vida das Nações, como explica Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança nacional dos EUA e mentor de planos da CIA, no livro “A Era Tecnotrônica”, cujas características comportam a escalada das classes médias, a expansão do setor terciário, o gigantismo dos núcleos universitários, as indústrias de ponta, o incentivo às modernas tecnologias e os trabalhadores bem formados e informados, entre outras.

A importância da absorção do ferramental tecnológico pela política, em estágio avançado por aqui – eis que o Brasil está entre os cinco principais consumidores mundiais das redes – reside no fato de que este aparato eletrônico funciona como extensão da liberdade de expressão, um pulmão a oxigenar os fluxos institucionais, ampliando os circuitos da participação social, propiciando o deslocamento do discurso eleitoral para a esfera dos participantes.

Sob esse aspecto, ajuda a reforçar a expressão individual, valor central da democracia, e a dar vazão às demandas dos novos polos de poder que se formam na sociedade, no caso, as entidades de intermediação que se formam na esteira do declínio dos mecanismos tradicionais da política (parlamentos, representantes, etc).

A crise da democracia representativa, cujos sinais aparecem até no estrambótico desfile de pedintes de votos nos programas eleitorais, acaba promovendo a descrença social.

Uma locução de indignação emerge. As manifestações das ruas traduzem esse espírito.

As redes sociais, nesse vácuo, constituem o ancoradouro natural para acolher o clamor geral, as pontuações de um eleitor que se acha mal representado, a insatisfação do pagador de impostos que cobra pelos serviços que o Estado lhe deve. Descobre ele que, pela via eletrônica, sua voz pode chegar aos ouvidos de milhares de outros.

Ancorado no valor da pertinência social, exige o que é seu, defende pontos de vista, manifesta opinião sobre fatos, atos, e, nesse momento, sobre os candidatos, com direito de ser até malcriado.

Mais um dado citado pela pesquisadora Harbath explica o estrondoso sucesso da rede no Brasil: registra-se uma média de 1 bilhão de visualizações diárias, 65% das quais por internet móvel.

Não é de admirar que as redes se transformem em correias de transmissão do clima social.

A linguagem é a das ruas, inclusive no palavrório desbocado, nas interpretações maldosas de situações, na defesa, xingamentos e acusações a candidatos, o que deixa transparecer exércitos de um lado e de outro, a puxarem (sob soldo?) o cabo de guerra de candidaturas.

Nesta fase de experimentação, exacerbam-se os ânimos e o verbo resvala pelo terreno da calúnia e difamação, a demonstrar que se há certo descontrole nos meios tradicionais – como programas eleitorais no rádio e na TV – imagine-se a falta de controle nas novas mídias, mesmo sabendo que há mais de 100 solicitações exigindo a remoção de conteúdos nas redes.

As trombadas, pois, fazem parte deste iniciante capítulo que se desenvolve nas diferentes teias sociais e mídias, particularmente pelos jovens que registram elevado índice (85% deles) de consumo da internet.

É evidente que a maior parcela dessa participação se dá na vertente da distração e do entretenimento e não na vereda da política. Mas não é desprezível o contingente de usuários que sobem à tribuna eleitoral para acusar, defender, fazer campanha aberta por seus candidatos.

Se a lenga-lenga nas redes não chega a alterar os mapas eleitorais – são poucos os que mudam de posição – pelo menos consegue salpicar o desértico jardim político com respingos de querelas entre grupos.

O ensaio de politização nas redes é um bom sinal, a indicar que a política está mexendo com o ânimo social.

Já os candidatos precisam aprender a usar melhor os canais tecnológicos. Em vez de autoglorificação, deveriam se propor a interagir com os eleitores e a debater ideias com adversários.

É possível supor que na próxima campanha, o confronto entre candidatos seja intenso, mais frequente e direto. Um benefício que a eletrônica oferecerá à democracia, como se constata nos Estados Unidos.

Qualquer movimento na direção da meta de amplificar a locução social merece reconhecimento.

Urge, como diz a expressão, “democratizar a democracia”, ou seja, fazer um esforço para aperfeiçoar os mecanismos de participação social no processo decisório; propiciar o encontro da democracia representativa com a democracia participativa; revigorar os instrumentos por esta usados ( plebiscito, referendo, projeto de iniciativa popular); fortalecer os novos núcleos de poder( entidades de intermediação social); e incentivar novas modalidades de comunicação.

A engrenagem democrática, aqui e alhures, é um permanente exercício de retoque em suas ferramentas e peças.

Gaudêncio Torquatojornalista, professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter @gaudtorquato

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Esporte

Brasil volta a parar na Polônia, é vice no vôlei e não atinge marca inédita

A fanática torcida polonesa voltou a empurrar o time de forma frenética e foi decisiva neste domingo. A seleção brasileira masculina bem que tentou, mas não foi párea para os donos casa e acabou e com o vice-campeonato mundial após voltar a ser derrotada pelos anfitriões, por 3 sets a 1 (parciais de 18-25, 25-22, 25-23 e 25-22), em Katowice (Polônia).

Foi a segunda derrota brasileira no torneio em 13 partidas, e ambas foram para os poloneses, que já haviam vencido duelo válido pela terceira fase, por 3 sets a 2.

A equipe vermelha e branca obteve neste domingo seu segundo título mundial após mais de 40 anos. Havia vencido o único até então em 1974, no México.

O bi dos poloneses impediu os brasileiros de fazerem história no esporte mundial. Caso vencesse, o time de Bernardinho obteria um inédito tetracampeonato mundial consecutivo, algo jamais visto entre os homens nos esportes coletivos que fazem parte do programa dos Jogos Olímpicos de verão (incluindo vôlei, futebol, basquete, hóquei sobre grama, polo aquático, handebol, rúgbi seven e vôlei de praia).

Nunca uma seleção desses esportes havia conseguido vencer quatro vezes o Mundial. Entre as mulheres, a marca não chega a ser novidade, já que a extinta União Soviética ganhou cinco mundiais seguidos de basquete entre 1959 e 1975.

Além do apoio maciço de seus torcedores, uma das chaves para a vitória dos anfitriões foi o forte sistema defensivo. O time vermelho e branco lembrou a França que enfrentou o Brasil na semifinal de sábado: a bola não caía no chão. Nem mesmo quando fortes saques viagens como o de Lucarelli entravam, os poloneses conseguiam a defesa e organizar as jogadas para executar o ataque.

Fases do jogo:

O Brasil começou muito ligado. Parecia conseguir conciliar a difícil combinação de raiva e serenidade. Tinha vontade e paciência nas jogadas. Começou forçando o saque pra cima de Mika, e deu certo. Ao contrário, os poloneses não viam entrar seus saques forçados. Apostavam mais em colocar as bolas em jogo. Assim ficava fácil para os brasileiros trabalharem. Com belos bloqueios e ataques rápidos, o Brasil chegou a abrir 9 a 4 e esfriou o time da casa logo no começo. Lucão e Wallace estavam muito bem nos bloqueios, e o time brasileiro voava em quadra. Abriu 18 a 11 e a partir dali foi só administrar sem grandes dificuldades.

O panorama mudou no segundo set. O saque forçado polonês passou a entrar, e o Brasil errava bem mais. Encontrava pela frente um forte sistema defensivo, que lembrava o da França. A bola brasileira não caía, e os poloneses abriram 17 a 11. O Brasil ainda quase conseguiu o “impossível” ao chegar ao empate em uma sequência de saques de Bruno. Mas, nos pontos finais, voltou a entrar o saque polonês sem dar chances.

O bloqueio brasileiro, que andou bem no primeiro set, foi aos poucos desaparecendo. Mika aparecia no ataque quase sempre livre e sem marcação. E, para piorar, a defesa polonesa estava impossível. Nem quando fortes saques viagens entravam o passe do time local era quebrado. Errando muito pouco, os poloneses foram eficientes para marcar 25-23.

Naquela que seria a última parcial, o Brasil estava emocionalmente forte e sem se abater. Mas estava difícil com tantas defesas. Éder entrou no time e o bloqueio até melhorou. Mas os ataques de Mika estavam certeiros, e o Brasil não conseguia segurar. Era realmente dia de festa polonesa.

O melhor: Mika. Os brasileiros forçaram o saque em cima dele, e no começo deu certo. Depois, não se abalou e melhorou. Virou quase tudo que vinha pela frente e saiu como maior pontuador do jogo.

O pior: Leandro Vissotto. Ao contrário das últimas partidas em que entrou de forma decisiva para o Brasil, neste domingo o oposto não conseguiu suas tradicionais cravas e em muitos momentos parou no bloqueio rival.

Toque dos técnicos:

A tradicional inversão feita por Bernardinho com Leandro Vissotto e Raphael entrando nas vagas de Wallace e Bruno hoje não surtiu efeito. Vissotto estava com dificuldades parar virar as bolas quando entrou. A arma da entrada de Lipe apenas para sacar também não deu tanto resultado. A partir do quarto set, quando o bloqueio brasileiro não estava bem, ele apostou na entrada do central Éder para tentar as intervenções. Mas ainda assim estava difícil parar os rivais.

O técnico da Polônia, o francês Stephane Antigá, achou seu jogo quando colocou o veterano levantador reserva Zagumny na partida. Ele imprimiu outro ritmo e melhorou bastante o time.

Para lembrar

A final deste domingo foi uma reedição da do Mundial de 2006, no Japão, quando os brasileiros foram impiedosos com os poloneses com uma vitória por 3 sets a 0, com direito a um 25-12 em um dos sets.

Alguns jornais poloneses abriram suas manchetes de domingo falando em “vingança” pelo jogo do Mundial de oito anos atrás. Do elenco polonês daquela competição, apenas três atletas (Zagumny, Winiarski e Wlazly) estiveram em quadra neste domingo.

UOL

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Economia

Quase metade da classe C diz ter perdido poder de compra

O consumo da classe C, que sustentou a economia nos últimos anos, perdeu fôlego e tende a declinar ainda mais nos próximos meses diante da inflação mais alta, crédito restrito e juros maiores, segundo informações publicadas neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e pelo Data Popular sinalizam desaceleração das compras nessa fatia da população e aponta maior endividamento das classes baixas.

De acordo com o levantamento pedido pela Folha, 49% dos entrevistados da Classe C afirmam que não conseguem comprar hoje o que adquiriam há seis meses – a pesquisa considera Classe C as famílias cujas rendas per capita variam de R$ 320 a R$ 1.120.

Com relação ás dívidas, quanto menor a renda, mais endividada a família está e menos condições mostra para pagar as contas, segundo o jornal. O levantamento mostra que 55,3% das famílias com renda de até cinco salários mínimos estavam endividadas, acima da média nacional de 49,4%. Para a faixa acima de dez salários, o percentual é menor: 34,6%.

Terra

Opinião dos leitores

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Política

Lei da Ficha Limpa deu resultados, mas ainda é vista com ressalvas

Nas primeiras eleições gerais em que está sendo aplicada, a Lei da Ficha Limpa já barrou grandes nomes da política brasileira, mas ainda é vista com ressalvas por setores do Poder Judiciário brasileiro. Os defensores falam de avanços e afirmam que a nova regra já está consolidada; os críticos dizem que a lei é cheia de brechas, com uma jurisprudência que ainda não é totalmente clara e passível de manipulação. Independentemente da divergência de opiniões, tanto críticos quanto defensores afirmam: a Lei da Ficha Limpa não substitui o papel do eleitor na hora de se escolher um candidato.

A norma já foi responsável pelo impedimento de pelo menos 240 candidaturas, conforme dados dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s). Na lista dos candidatos barrados, estão nomes como o do ex-governador José Roberto Arruda (PR), considerado “ficha-suja” após ser condenado em segunda instância pelo crime de improbidade administrativa por envolvimento no escândalo chamado “mensalão do DEM”, descoberto pela Operação Caixa de Pandora. Em 2010, o iG antecipou os principais detalhes da operação e divulgou um vídeo no qual Arruda recebia suposta propina.

Além de Arruda, outros dois candidatos a governos estaduais também foram impedidos de disputar as eleições desse ano: José Riva (PSD), em Mato Grosso e Neudo Campos (PP), em Roraima. Os três indicaram substitutos para manter a candidatura do partido. Nos três casos, as próprias esposas dos candidatos barrados passaram a fazer parte das chapas majoritárias. Rivas e Campos foram substituídos, na candidatura ao governo do Estado por Janete Rivas (PSD) e Suely Campos (PP). Já Arruda indiciou Jofran Frejat (PR) como substituto, mas elevou a esposa, Flávia Peres (PR), à condição de candidata a vice-governadora do Distrito Federal.

Além deles, por aplicação da lei, candidatos como Paulo Maluf (PP-SP), que disputa a reeleição na Câmara, e César Maia (DEM-RJ), que tenta uma vaga ao Senado, foram impugnados. Maluf, condenado por crime de improbidade administrativa por suposto envolvimento no caso de superfaturamento do túnel Ayrton Senna, tenta manter sua candidatura no TSE. Já Maia, também condenado em segunda instância por crime de improbidade administrativa, conseguiu a liberação de sua candidatura após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular sua condenação em segunda instância.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, afirma que a Lei da Ficha Limpa é uma lei consolidada. “É uma lei de iniciativa popular que veio para buscar-se uma correção de rumos. É uma lei definitiva e muito salutar se é que nos queremos ter dias melhores nessa nossa sofrida República”, analisou o ministro. “A lei vale para todos. Mas quanto maior a figura, maior é o tombo. A lei se aplica a todos os cidadãos pouco importando a projeção política que possuam”, lembrou Marco Aurélio Mello.

“A lei está completamente consolidada. A Lei da Ficha Limpa foi pensada para excluir das eleições os casos mais graves, mais grosseiros. Ela não foi pensada para substituir o papel do eleitor. A lei está cumprindo o seu papel de retirar de cenário pessoas mais grosseiramente envolvidas com atos de corrupção. Quanto às demais, compete ao eleitorado o fator decisivo”, complementou o juiz Márlon Reis, idealizador da Lei da Ficha Limpa e membro e co-fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

Mas especialistas em Direito Eleitoral consultados pelo iG apontam que um dos efeitos colaterais da aplicação da Lei da Ficha Limpa é justamente a substituição de candidatos “ficha-suja” por parentes ou aliados políticos, como as esposas que agora disputam em lugar dos candidatos a governos estaduais. Ou seja, na prática, o candidato barrados não necessariamente deixa de ter acesso à nova administração, se sua antiga chapa vencer a eleição.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrante do TSE Gilmar Mendes ainda aponta um outro efeito colateral da Lei da Ficha Limpa: a possibilidade de manipulação de julgamentos em Cortes estaduais ou em tribunais de contas para se prejudicar um determinado candidato. “A lei da Ficha Limpa tem características casuísticas. Hoje, você pode ser condenado em segunda instância por órgão colegiado como Tribunais de Contas, que têm influência do poder local. O legislador não observou essa situação”, observou o ministro.

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Política

VÍDEO: Tiririca usa Pelé para alfinetar Roberto Carlos e falar da acusação de analfabetismo

Em mais um golpe publicitário para tentar se reeleger, o candidato Tiririca valeu-se na propaganda eleitoral deste sábado (20) de uma imitação do rei Pelé para defender-se da acusação de que é analfabeto e também para ironizar o cantor Roberto Carlos.

Como já tinha feito ao imitar o rei da Jovem Guarda, a nova propaganda dá a entender que o rei do futebol também votou no palhaço cearense.

A peça ainda usa uma antiga canção associada a Pelé para falar sobre a acusação de analfabetismo, que quase custou o mandato dele há quatro anos.

“ABC, ABC, o Tiririca sabe ler e escrever. Eu garanto, entende?!, diz a imitação de Pelé feita pelo palhaço.

Alfinetando Roberto Carlos, Tiririca volta a usar a mesma paródia da música “O Portão” que lhe rendeu uma ameaça de processo da gravadora Sony/EMI para falar do caso:

“Eu votei. De novo vou votar. Tiririca, Brasília é o seu lugar. E eu estou recitando, pra ninguém te processar, entende?!”, declara a imitação de Pelé

Veja o vídeo aqui

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Polícia

Assistente de Palco de programa de entretenimento de Natal é baleada em frente a academia

diana 11

A assistente de Palco Diana Tavares, do programa Papo Balada, da Record, foi baleada no início da noite de ontem em frente a uma academia em Natal.

Segundo testemunhas, Diana estava conversando com um amigo em frente a academia, quando um indivíduo em uma moto, parou e efetuou alguns disparos. Um dos tiros teria atingido a veia femoral, de acordo com relatos de familiares e amigos. Ela foi levado ao hospital Walfredo Gurgel e o estado é grave.

Ainda não se sabe o que teria motivado o crime.

FOTO: Facebook/ Diana Tavares

Opinião dos leitores

    1. Foi no conjunto Amarante em As Gonçalo do Amarante, na Academia GARRA, em frente ao posto policial.

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Polícia

PM é assassinado dentro de carro na Zona Norte

policial morto

O soldado da Polícia Militar, Sobrinho, também conhecido como Batista, foi assassinado no início desta tarde dentro do seu próprio carro no loteamento Câmara Cascudo, Zona Norte de Natal.

O policial trabalhou no BP Choque e 4ª BPM, e estava afastado da corporação. Segundo informações, Sobrinho havia perdido uma arma para traficantes e ameaçava alguns criminosos na região.

FOTO: Cedida

Opinião dos leitores

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Religião

Papa chega à Albânia em sua quarta viagem internacional

O papa Francisco chegou neste domingo (21) a Tirana em uma breve visita de um dia à Albânia, país que é modelo de convivência pacífica entre as religiões e no qual prestará homenagem aos mártires durante a época do regime comunista.

Francico chegou a bordo de um avião de carreira da companhia italiana Alitalia e foi recebido no aeroporto Madre Teresa de Tirana pelo primeiro-ministro, Edi Rama, assim como por outros membros do governo e autoridades religiosas.

Ainda no aeroporto, o papa teve um breve encontro com o primeiro-ministro albanês, que lhe presenteou uma taça de vidro cheia de terra albanesa.

UOL

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Política

‘Ninguém sabe o nome da Marina’, diz Paulinho da Força

Embalado num discurso otimista sobre a capacidade do senador Aécio Neves (PSDB) de chegar ao segundo turno da disputa presidencial, o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, diz que as próximas semanas marcarão uma mudança no discurso do tucano. Segundo ele, Aécio já tomou a decisão de colocar na campanha temas da agenda trabalhista.

Paulinho diz que o tucano vai se comprometer nesta fase com a valorização do mínimo e colocará em discussão o fim do fator previdenciário. Isso deve ajudar, segundo ele, a melhorar o desempenho na reta final e a garantir uma virada sobre a ex-senadora Marina Silva.

Minimizando o desempenho da candidata do PSB, favorita para disputar o segundo turno com Dilma Rousseff (PT), ele foge da discussão sobre um possível apoio à ex-senadora. Diz que não vai cair no mesmo “erro” do coordenador da campanha José Agripino Maia, que acenou para uma aliança caso a socialista siga na corrida e Aécio seja derrotado. Paulinho diz que Marina é “uma boa pessoa”, mas não tem condições de levar. “Ninguém sabe o nome de Marina”, afirma.

IG

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Esporte

Com chances de classificação, Globo enfrenta o Porto/PE no Barretão

O Globo enfrenta o Porto/PE, às 16h, no Barrettão, em Ceará-Mirim, com chances matemáticas de classificação para a próxima fase da série D.

O time de Ceará-Mirim venceu seus dois últimos jogos e o Porto somou apenas um ponto. Com isso, o time de Pernambuco está com 15 pontos e a equipe de Ceará-Mirim soma 13 pontos, na terceira colocação. O que parecia impossível, se tornou realidade e agora, o sonho de se classificar está mais próximo do que parecia a duas rodadas atrás.

 

Veja escalações:

Globo: Rafael; Geovane, Anselmo, Mersinho e Nininho; Ramon, Josicley, Miller e Renatinho Potiguar; Ricardo Lopes e Vavá. Técnico: Ivanildo Freitas

Porto: Rudison; Carlos Henrique, Alisson, Charleston e Jackson; Clebson, Mardley, Thaciano e Luqinhas; Erikys e Jefferson Renan.
Técnico: Elenílson Santos

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Política

Pesquisa ITEM: Wilma tem 41% e Fátima 39%

Contratado pelo Blog do Heitor Gregório, o Instituto ITEM registrou junto ao TRE, sob o protocolo RN-00031/2014, mais uma pesquisa para apurar as intenções de votos para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual no Estado do Rio Grande do Norte.

Os pesquisadores estiveram em campo entre os dias 17 e 19 de setembro.

Foram ouvidos 1657 eleitores, em 58 municípios do Estado, com margem de erro de 2,5% e intervalo de confiabilidade de 95%.

z

Opinião dos leitores

  1. O candidato a governo do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSB), recebeu, ontem (19), o apoio do ex-presidente e aliado do PT, Lula. Contudo, na corrida governamental, a qual Robinson é adversário ferrenho de Henrique (PMDB, este último que foi citado no escândalo da Petrobrás, caso não provado até o momento, critica os envolvidos nas denúncias.

    Em campanha pelo Estado e em todos os meios de comunicação, Robinson não para de falar sobre o tal escândalo, o mesmo em que o PT também é citado, porém, recebeu o apoio de Lula e não disse nada. O que houve?

    Política… Acordos… Política…

    Será que Robinson esqueceu?
    – See more at: http://jairgomesapodi.blogspot.com.br/2014/09/politica-robinson-critica-denunciados.html#comment-form

  2. ITEM? Pesquisa confiável só o IBOPE, pq é de fora, e olhe lá. Essa daí é comprada.
    E outra, com o nivel de INSATISFAÇÂO da população com a classe política, principalmente a local, que vem elegendo sucessivamente governos desastrosos, apoiados pela velha política, não me supreende se o resultado do 1º turno seja bastante diferente de todas as pesquisas já publicadas. Uma coisa é dizer que vai votar, outra é na urna. Creio que todos os resultados surpreenderão nessa eleição, derrubando muito cacique politico.

  3. Esse blogueiro é torcedor declarado de Henrique e Wilma, portanto essa pesquisa e super duvidosa.

  4. Boa tarde, Bruno. Pq vc não faz uma análise crítica desse tipo de pesquisa ao invés de apenas divulgá-la? Vc vai ganhar em credibilidade ao invés de perdê-la. Beira o ridículo.

  5. COMO EU VEJO A ITEM:

    "Hoje é domingo, mas de acordo com a margem de erro pode ser sábado ou segunda. A confiabilidade é de 95%. " 😛

  6. É uma falta de respeito com agente eleitor, a seta faz pesquisa interna pro PT e só da vantagem a Fátima. a item tem uma simpatia por vilma e só ela na frente. Não sabemos mais em que acreditar. Palhaçada!

  7. Neto, sou estatístico e sei do que vc ta falando. Realmente quem é do ramo sabe da "credibilidade" dessa ITEM que todo eleição muda de estatístico, pois os profissionais sabem da roubada que se meteu

  8. Estas pesquisas no RN estão ridículas. Como justificar uma diferença tão grande entre duas pesquisas realizadas no mesmo período?
    Todo mundo sabe que pesquisa influencia os indecisos, porque ainda existe aquele pensamento de "não perder o voto".
    Tá na cara que são tendenciosas

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Política

Pesquisa ITEM: Henrique tem 43.2% e Robinson Faria 33.6%

Contratado pelo Blog do Heitor Gregório, o Instituto ITEM registrou junto ao TRE, sob o protocolo RN-00031/2014, mais uma pesquisa para apurar as intenções de votos para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual no Estado do Rio Grande do Norte.

Os pesquisadores estiveram em campo entre os dias 17 e 19 de setembro.

Foram ouvidos 1657 eleitores, em 58 municípios do Estado, com margem de erro de 2,5% e intervalo de confiabilidade de 95%.

z

Opinião dos leitores

  1. Wilma na frente de Fátima é delírio, Robinson já emparelhou com Henrique… O BG de vez em quando dá uma PIGarreada?

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Geral

FOTO: acidente com caminhão de frutas na altura da Cidade de Tangará

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Acidente com caminhão de frutas aconteceu na altura da Cidade de Tangará na manhã deste domingo. Não há informações sobre o número de vítimas e estado de saúde que se encontram.

 

FOTO: Valter Aquino

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Política

Wilma e Henrique são recebidos com grandes mobilizações em municípios do Médio Oeste

Os candidatos da coligação União pela Mudança  – Wilma de Faria, ao Senado, e Henrique Alves, ao Governo – participaram de algumas das maiores mobilizações populares da atual campanha eleitoral no Rio Grande do Norte, durante programação em municípios do Médio Oeste. Em Apoio, uma multidão acompanhou a carreata pelas ruas da cidade e, depois, o comício em uma das principais praças do município. Antes, em Caraúbas e Campo Grande, Wilma e Henrique também foram recebidos com grande festa.

“Temos aqui uma demonstração da força popular, da vontade e determinação da população ao apoiar a união pela mudança do Rio Grande do Norte”, afirmou Wilma de Faria, no discurso que fez em Apodi. Ela disse que as pessoas expressam a aprovação das propostas apresentadas para enfrentar o caos administrativo que hoje predomina no Estado.

A candidata do PSB acrescentou também que terá uma atuação, no Senado,  com prioridade para áreas como saúde, educação, segurança e apoio à agricultura familiar.

Ao lado da deputada federal Sandra Rosado, da deputada estadual Larissa Rosado e dos deputados estaduais Gustavo Fernandes, Kelps Lima e Leonardo Nogueira, todos candidatos à reeleição, ela esteve na grande mobilização pelas ruas de Apodi. Também discursaram na ocasião os ex-prefeitos Dr. Pinheiro e Gorete Pinto, além de candidatos da chapa proporcional como Fafá Rosado e Professor Luis Carlos.

Antes de Apodi, Wilma de Faria e Henrique Alves estiveram em Caraúbas, onde a população também saiu às ruas para recebê-los e manifestar o apoio às candidaturas da União pela Mudança.  O prefeito Ademar Ferreira afirmou que considera fundamental, para que os municípios recebam investimentos que melhorem a qualidade de vida da população, a eleição de Henrique Alves e Wilma de Faria.

Em Campo Grande, primeira cidade onde os candidatos estiveram neste sábado, Wilma e Henrique também foram recebidos com entusiasmo. O prefeito Francisco das Chagas, conhecido com Bibi, destacou que o município dará uma ampla vitória aos candidatos da coligação União pela Mudança, Wilma de Faria e Henrique Alves.

Ao lado da deputada federal Sandra Rosado e oito vereadores do município, ele lembrou obras realizadas em Campo Grande, quando Wilma de Faria estava no governo, como a recuperação de estradas, construção de casas populares, ampliação do Programa do Leite e instalação de casas de cultura.

Wilma de Faria afirmou que terá o mesmo empenho pelo RN quando chegar ao Senado. “Quero ser a senadora da segurança, da saúde, da educação, da agricultura, que tanto precisa de apoio”, disse.

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