Jornalismo

Não estava no script, diz mulher de Campos ao receber parentes e amigos

Renata Campos, mulher de Eduardo Campos, procurou manter uma atitude de firmeza nesta quarta-feira (13) diante dos cinco filhos e das dezenas de familiares, políticos e amigos que durante o dia estiveram na casa da família, na zona norte do Recife.
Pessoas que estiveram com ela dizem que Renata se mantinha serena – no início da noite, contudo, era possível vê-la pelo muro da casa com ar de choro.
“Não estava no script”, dizia Renata a quem a abraçava. “Ela estava firme recebendo as pessoas. Estava serena. Cumprimentei ela e pronto. Não adianta dizer muita coisa”, disse o advogado e servidor público Luiz Carlos Cordeiro, 70, vizinho de Campos.

Renata costumava acompanhar as viagens do marido, mas não embarcou com ele do Rio para Santos nesta quarta – suspeitava-se inicialmente que ela estivesse na aeronave. Foi ao Recife com o filho mais novo, Miguel, de seis meses, e o sobrinho Rodrigo Molina, ajudante de ordem de Campos que também costumava viajar com o candidato.

Campos e Renata eram vizinhos quando crianças. Começaram a namorar quando ele tinha 15 anos e ela, 13. Entre namoro e casamento, estavam juntos há mais de 30 anos. O ex-governador se referia a ela como “dona Renata”.

A exemplo do marido, é economista. Funcionária de carreira do Tribunal de Contas do Estado, licenciou-se em 2007, quando o marido assumiu o governo de Pernambuco e ela foi cedida à administração estadual.
Os jornalistas não tiveram acesso à casa da família, mas era possível ver a movimentação na área da piscina. À tarde, José, 9, quarto filho do casal, estava cabisbaixo sentado no colo de um primo.

No início da noite, a ministra do TCU (Tribunal de Contas da União) Ana Arraes, mãe de Campos, chegou à casa sem dar entrevistas. Ela estava em Brasília, onde participava de uma cerimônia, quando foi informada sobre o acidente.

O irmão de Eduardo Campos, o advogado e escritor Antônio Campos, foi o único representante da família a falar com a imprensa.
“Perdi um irmão muito amado, um grande amigo. Falei com ele às 6h59. Ele estava feliz com a participação positiva no ‘Jornal Nacional’. Eduardo morreu no mesmo dia que meu avô [o ex-governador Miguel Arraes], há nove anos. Mas morreu lutando por seus ideais, pelo que ele acreditava”, afirmou.

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, visitou a família nesta tarde. Ele esteve com Campos no último domingo (10), por ocasião do aniversário do ex-governador.

Ele disse ter sugerido à família a realização de uma missa campal em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco. Em caso de chuva, a cerimônia aconteceria na igreja da Madre de Deus, no centro do Recife.

O advogado e servidor público Luiz Carlos Cordeiro, 70, vizinho da família de Campos há 32 anos, disse que ele era um bom colega.
“Conheci [Campos] quando ele era meninote. Ele sempre me cumprimentava. Quando fiz uma cirurgia ele dizia: ‘Olhe, tome cuidado’. Era uma pessoa muito atenciosa”, afirmou Cordeiro.

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Jornalismo

Robin Williams enfrentava sérios problemas financeiros

O ator Robin Williams, 63 anos, que foi encontrado morto em sua casa segunda-feira, lidava com sérios problemas financeiros. Segundo um amigo do ator, que falou com o site americano Radar Online, a depressão de Williams se agravou com a pressão que ele sentia para pagar as contas e dar segurança financeira à família.

“Tudo o que ele falava era sobre os problemas financeiros. Robin era conhecido por sua generosidade durante o auge do seu sucesso. Ele ajudava a todos que precisavam”, diz o amigo. Ainda de acordo com ele, nos últimos anos, Robin aceitava qualquer papel que aparecia, até em filmes que não o agradavam, para pagar as dívidas. “Robin não gostava de fazer sequências e ele não estava empolgado em reprisar seu papel em Uma Babá Quase Perfeita, que seria rodado no fim do ano”, conta.

Em 2013, Williams contou à revista Parade que aceitou o papel na série de TV The Crazy Ones— que durou apenas uma temporada — por causa do dinheiro. “A ideia de ter um emprego fixo é atraente. Tenho contas para pagar. E minha esposa já anda economizando”, disse o ator à publicação. Na época, ele revelou também que colocou à venda sua fazenda em Napa, na Califórnia, por cerca 80 milhões de reais. Como não encontrou um comprador, baixou o valor para 67 milhões de reais.

Os motivos para as dificuldades financeiras do ator, que tinha um patrimônio avaliado em cerca de 280 milhões de reais, seriam os dois divórcios, um em 1988, de sua primeira esposa, Valerie Velardi, e outro em 2008, de Marsha Garces. “Divórcios são caros. Eu costumava brincar que antes eles falavam ‘passe todo o seu dinheiro’, mas mudaram para ‘pensão’. É como atingir seu coração através de sua carteira”, disse o ator.

De acordo com o site do jornal britânico The Telegraph, os dois divórcios de Williams custaram algo como 76 milhões de reais. Além disso, ele teria colocado uma grande parte de sua fortuna em um fundo para seus três filhos Zachary, 31 anos, Zelda, 25, e Cody, 22, que recebiam desta conta uma mesada controlada até completarem 30 anos, quando podem retirar toda a quantia.

Histórico – Williams, 63 anos, foi encontrado morto em sua casa na cidade de Tiburon, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. De acordo com o laudo do médico legista, o ator cortou o pulso com um canivete antes de se enforcar com um cinto. Um exame toxicológico está sendo feito para apontar se ele tinha consumido drogas.

VEJA

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Judiciário

AVANÇO: Iniciativa inédita permite que servidores e magistrados opinem sobre gastos do TJRN

Pela primeira vez na história do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), a definição de prioridades para a aplicação dos recursos orçamentários, nos diversos setores da instituição, será aberta à participação dos magistrados e servidores. Trata-se do Orçamento Participativo 2015, ferramenta por meio da qual todos terão a oportunidade de listar, por ordem de preferência, quais opções definem com maior ou menor prioridade. A votação deve ser feita através do banner disponível na Intranet a partir desta quinta-feira (14). A eleição prossegue até o próximo dia 19.

A votação será realizada em um software online, o SigEleição. Desenvolvida pela Secretaria de Tecnologia e Comunicação do TJRN (Setic), a ferramenta permite ao servidor ou magistrado enumerar em que ordem de prioridade devem ser aplicados os recursos do orçamento do TJRN, de acordo com cinco áreas temáticas.

A primeira diz respeito à estrutura física, com a construção de fóruns, ou até mesmo ampliação, reforma e recuperação de prédios. A segunda faz menção à infraestrutura tecnológica, na aquisição de equipamentos e insumos de informática, ampliação e modernização do parque tecnológico e a construção de um novo datacenter. A terceira aponta como prioridade a logística de transportes e a distribuição de materiais, com o aumento da frota própria e terceirizada e a frequência da rota de entrega de bens e materiais nas unidades.

A quarta e quinta opções dizem respeito, respectivamente, à gestão de pessoas, com a capacitação de magistrados e servidores com treinamentos, cursos e aperfeiçoamentos; e à segurança judiciária, com o aperfeiçoamento do sistema de segurança de pessoas e patrimonial dos edifícios do Poder Judiciário.

Pioneirismo

O TJRN é o primeiro e único tribunal do país a promover a participação dos magistrados e servidores na aplicação do Orçamento Anual para todas as áreas do Judiciário potiguar. Através da ferramenta SigEleição, desenvolvida pela Secretaria de Tecnologia e Comunicação do TJRN (Setic), todos os integrantes do Poder Judiciário poderão listar, de 1 a 5, o que identifica como prioridade para aplicação dos recursos na gestão em 2015.

O programa para computador criado pelo TJ potiguar, na gestão do desembargador Aderson Silvino, poderá ser exportado para outros tribunais. O software já foi utilizado no mês passado para a eleição dos representantes do Comitê Gestor Regional Orçamentário e de Gestão e Implementação da Política Nacional de Atenção Prioritária ao Primeiro Grau de Jurisdição, e chamou a atenção de outros estados

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Judiciário

Justiça autoriza Suzane Richthofen a cumprir restante da pena em regime mais leve

A Justiça de São Paulo autorizou Suzane Richthofen, 30, a cumprir o restante de sua pena o restante de sua pena em regime semiaberto.

Condenada a 38 anos e seis meses de prisão pela morte dos pais, em outubro de 2002, Suzane cumpriu aproximadamente 12 anos de prisão em regime fechado e, agora, será autorizada a trabalhar durante o dia (que pode ser até fora da prisão) e dormir na cela à noite.

Esse tipo de pena mais leve permite o reeducando a passar temporadas fora da prisão, como dias das Mães e Natal, as chamadas “saidinhas”.

Além dela, também foram condenados pelo crime os irmãos Cravinhos (Cristian e Daniel), que já tinham obtido a progressão de pena em fevereiro do ano passado. Os dois trabalham, porém, dentro da própria unidade prisional, mas puderam passar dias fora da prisão.

Suzane tentava desde 2009 essa mudança de regime de pena, mas o Ministério Público se colocava contra.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. 38 anos e seis meses de prisão por matar DUAS pessoas (os próprios pais, diga-se de passagem) É MUITO POUCO. A cada dia que passa eu me certifico que vale a pena matar, no Brasil, claro. Porque se fosse em um país sério seria, no mínimo, perpétua. Para quem vê, seja a família da vítima ou nós, sociedade, passa a idéia de impunidade, pois, vidas foram desperdiçadas e o culpado vai continuar a "curtir" da nossa cara.

    1. Se você está certo de que vale a pena matar, porque entao, você não mata alguém, ô babaca, pra dizer se realmente valeu a pena. A cabeça "pensante" de alguns brasileiros me enoja.

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Jornalismo

Ao lado de Campos há meses, piloto do avião reclamou de cansaço na internet

Acompanhando desde maio o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, o piloto de avião Marcos Martins, 43, disse estar “cansadaço” em sua página no Facebook, na última sexta-feira (8).

Funcionário de uma empresa de fretamento aéreo, Martins passou por diversas cidades ao lado de Campos, mas esteve principalmente no Recife e em São Paulo.

Ele era casado e tinha dois filhos. Natural de Maringá (PR), trabalhou sete anos na empresa Táxi Aéreo Piracicaba antes de ir para a campanha de Eduardo Campos. Na TAP, voava no mesmo modelo de avião.

Martins foi um dos outros seis mortos no acidente em Santos, na manhã desta quarta-feira (13) – também havia quatro integrantes da campanha e outro piloto de avião.

Mais cedo, o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), que representa pilotos, disse que encaminharia denúncia ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) de que os pilotos que transportavam o presidenciável Eduardo Campos poderiam estar trabalhando acima do limite de jornada permitido por lei.

FolhaPress

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Diversos

UERN aguarda resultado de 9 propostas de criação de cursos de mestrado e doutorado

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) enviou para análise da CAPES (Capacitação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), somente em 2014, nove propostas para a criação de cursos de mestrado e doutorado na instituição.

De acordo com o Prof. Dr. João Maria Soares, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UERN, trata-se de duas propostas para criação de mestrado profissional, 4 para mestrado acadêmico e 3 para doutorado. Foram enviadas propostas para a criação de mestrado profissional em “Governância Pública e Desenvolvimento” e outra proposta em “Gestão de Ensino”, sendo este último em rede com a Universidade Federal de Santa Maria. A perspectiva é de que até o mês de outubro seja divulgado o resultado da proposta. Já as propostas de mestrado acadêmico devem ter o resultado divulgado até o final do ano. São elas: “Desenvolvimento do Semi-Árido”, “Gestão Ambiental”, “Filosofia (ofertado pelo Campus de Caicó)” e “Planejamento Territorial (ofertado no Campus de Pau dos Ferros).

As propostas de doutorado devem ter o resultado publicado também até o final do ano. São elas: “Doutorado em Letras” (também ofertada no Campus de Pau dos Ferros) e em Física. Atualmente a UERN conta com 11 programas de mestrado.

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Esporte

IMORAL: Como o Brasil perdeu o direito de disputar uma modalidade no Rio-2016

jogadoras-se-reunem-e-conversam-em-jogo-de-hoquei-sobre-grama-1407867459633_615x300A falta de planejamento fará o Brasil repetir a Grécia e ser o segundo anfitrião olímpico sem um time numa modalidade coletiva olímpica em quase 100 anos. Afinal, ao convocar sete estrangeiras para disputar a Liga Mundial Feminina de Hóquei Sobre Grama, o Brasil desagradou a única empresa interessada em patrocinar o time e perdeu sua última esperança de classificação para disputar os Jogos do Rio, em 2016.

Antes de explicar a história, é importante frisar: o Brasil não tem tradição alguma no esporte e as chances de um vexame eram grandes. Já para tentar a classificação, o país mostrou um baixo nível técnico. O time não cumprirá, no feminino, qualquer uma das duas condições impostas pela Federação Internacional de Hóquei (FIH): ficar entre os 40 primeiros do ranking mundial no fim de 2014 (é 41º e sem chance de melhorar) ou terminar em penúltimo os Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 – a equipe não se classificou para o Pan no ano que vem.

Por não ter chances de conseguir a vaga no feminino no campo, COB, Ministério do Esporte e CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei sobre a Grama e Indoor) admitiram o fracasso e repassaram recursos financeiros para o time masculino, que deverá se classificar para o Pan e, lá, vai brigar para ser o sexto e atingir o critério imposto pela FIH.

Com as verbas concentradas nos homens, as meninas foram alijadas de disputar a primeira fase da Liga Mundial, a partir de 8 de setembro, em Guadalajara (México). Era a última chance delas. A ideia era mostrar boa vontade, alguma qualidade técnica, e sensibilizar a FIH a afrouxar as exigências.

Sozinhas e com alguma esperança, as jogadoras começaram, pela internet, uma malsucedida campanha de arrecadação de fundos para disputa a Liga Mundial. Paralelamente, a Federação de Hóquei de Santa Catarina (FHESC) passou a buscar patrocinadores que arcassem com os R$ 180 mil previstos. Na previsão de custos fornecida pela CBHG, alega a federação catarinense, estava previsto 12 embarques de Florianópolis para Guadalajara. Nada mais justo: o Florianópolis é tri e Desterro, da mesma cidade, tetracampeão brasileiro.

A ideia de uma “seleção catarinense” convenceu um patrocinador local, que bancaria os custos da viagem de toda a seleção. Para que as passagens fossem compradas com alguma antecedência, a FHESC solicitou à CBHG uma lista de convocadas. Entre os 18 nomes, apenas duas atletas do Desterro e duas do Florianópolis. Por outro lado, o campo “clube” de quatro delas é preenchido por “Holanda”. Outras três são de “Argentina”. Os patrocinadores catarinenses, sentindo-se enganados, não viram mais motivos para apoiar o time, que teria mais holandesas que jogadoras do estado.

“Com essa nova realidade, fomos obrigados a relatar aos nossos parceiros, que, indignados com a situação, cancelaram não somente o aporte para a viagem, como também todo o projeto de patrocínio da FHESC”, escreveu, às atletas, Luiz Carlos da V. Paes, presidente da federação.

“A CBHG tentou reverter a decisão junto à FHESC, mas não conseguiu.  Por causa da decisão da FHESC e do patrocinador dela, a CBHG está muito desapontada por se ver obrigada a cancelar a participação da seleção feminina na Liga Mundial”, respondeu, também em e-mail às atletas, Bruno Patricio Oliveira, diretor-técnico da CBHG.

O e-mail tem o mesmo texto em português e inglês. A convocação, feita por Eduardo Martins Jr, dias antes, é traduzida também para o espanhol. Afinal, no desespero por uma evolução técnica, a CBHG passou a buscar nos últimos anos atletas de origem brasileira na Holanda (especialmente jogadoras adotadas quando criança) e na Argentina, os países com melhores resultados recentes na modalidade. É como se uma nação de menor expressão no futebol convocasse jogadores brasileiros, de qualquer nível, apenas por serem brasileiros.

“Qualquer holandesa é convocada só por ser holandesa, independente de ser melhor ou pior que as brasileiras. Tem uma nessa lista que eu não sei nem a cor do cabelo”, conta, sob a condição de anonimato, uma das líderes do grupo brasileiro.

Veja mais em http://esporte.uol.com.br/rio-2016/ultimas-noticias/2014/08/13/como-o-brasil-perdeu-o-direito-de-disputar-uma-modalidade-no-rio-2016.htm

UOL

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Acidente

Busca por corpos do jatinho é "preocupante", diz bombeiro

O capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros, disse que a corporação enfrenta dificuldades para encontrar os corpos das sete vítimas que estavam no jatinho que caiu em Santos (SP) na manhã desta quarta-feira (13). O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, morreu no acidente.

“A situação é muito preocupante”, disse Palumbo, porque os destroços se espalharam por seis imóveis. “Tem uma turbina no jardim de uma casa e a outra atingiu o segundo andar do edifício”, disse.

A equipe de resgate foi dividida em quatro grupos para dar conta de toda a área, e um cão farejador da corporação foi trazido de São Paulo para ajudar nas buscas.

Com o impacto da queda do jatinho, os corpos das vítimas foram mutilados.

O capitão descartou a possibilidade de choque com outra aeronave, como foi aventado no início da tarde. Segundo ele, foram encontrados destroços apenas do jatinho.

BOLA DE FOGO

Moradores da rua onde caiu o avião que levava Eduardo Campos (PSB), em Santos (SP), contaram que o jatinho estava em chamas antes mesmo de cair.

“Vi uma bola de fogo cair sobre as casas”, afirmou o aposentado Rosário Masullo, 54, que mora no prédio ao lado do que foi atingido.

O aposentado estava indo à feira quando viu uma “bola de fogo” cruzar o ar até cair sobre o prédio. “Voltei correndo para ver como estava minha família”, disse.

No apartamento dele, estavam a mulher e dois filhos, além de dois cachorros. Ninguém ficou ferido. A família contou ter ouvido um estrondo, sem saber do que se tratava.

O aposentado Davi Teixeira Gomes, 92, e seu filho, o engenheiro mecânico Manuel Gomes da Silva, 63, moram no prédio atingido pelo avião.

Eles estavam no carro, na rua onde moram, e ouviram uma vibração forte e um estrondo causado pelo impacto. “Quando olhamos para trás vimos o fogo da explosão”, disse Manuel, que na hora não entendeu o que tinha acontecido.

A corretora de seguros Daniela Yamasato, 40, estava em casa no momento da queda e não viu o acidente, mas ouviu um barulho forte. “Já percebi que era um avião caindo muito perto”, disse. “Senti muito medo, não deu tempo nem de pensar direito”, contando que socorreu dois cachorros que saíram do prédio atingido.

COMPLEXIDADE

Segundo o capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros, a atuação no resgate de restos mortais das vítima do acidente aéreo que matou o candidato a presidente pelo PSB Eduardo Campos, na cidade de Santos, é altamente complexa. Ainda de acordo com Palumbo, a identificação dos restos mortais só será possível por meio de DNA.

De acordo com ele, que já atuou em outros desastres aéreos, a configuração do acidente é ainda mais complexa do que o da TAM, em 2007, que matou 199 pessoas.

“Diferente da operação de resgate da TAM, hoje não há corpos para serem resgatados. Esse é um fato inédito para muitos dos bombeiros nessa operação. O grau de dificuldade da atuação é muito alto”, disse ele.

Quarenta e cinco bombeiros estão trabalhando com cães farejadores e aguardam a chegada de equipamentos especiais de São Paulo para facilitar as buscas pelos restos mortais. O local do acidente foi dividido em quatro quadrantes para facilitar as buscas.

Outra prioridade dos Bombeiros é a busca pela caixa-preta da aeronave, que deve auxiliar na investigação das causas do acidente. No início da tarde, os bombeiros auxiliaram agentes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) que vistoriaram o local.

De acordo com os bombeiros, oito casas do local do acidente foram atingidas e ao menos duas correm o risco de desabarem enquanto os bombeiros trabalham.

Folha Press

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Vejam os bastidores da entrevista de Eduardo Campos a William Bonner e Patrícia Poeta no JN

Na noite que antecedeu a sua morte, Eduardo Campos, esteve no estúdio da TV Globo, no Rio, onde foi entrevistado no “Jornal Nacional” pelos âncoras do programa, William Bonner e Patrícia Poeta.

Em nota, os dois jornalistas descreveram os bastidores da entrevista e suas impressões do candidato.
“Conheci Eduardo Campos ontem”, diz Bonner. “Como sempre acontece com os candidatos que entrevistamos, tivemos alguns minutos, antes de entrarmos no ar, para conversar. Estavam presentes assessores dele, a candidata a vice, Marina Silva, diretores do Jornalismo da Globo. Apesar da tensão natural de entrevistados e entrevistadores em momentos como aquele, ou talvez até mesmo por causa da tensão, buscamos assuntos amenos, que provocaram risos generalizados.”
“Comentei que as perguntas que fazemos sempre são as necessárias, que não surpreenderiam os assessores dele. Eduardo Campos retrucou, sorrindo: ‘o problema é quando surpreendem o candidato’. E todos riram quando Marina completou: ‘o media training dele foi com o Miguel’ -dando a entender que o candidato tinha dedicado grande parte do tempo ao filho caçula, de sete meses”, conta Bonner.

Sobre a entrevista, Bonner diz que o candidato “demonstrou ter consciência do dever de prestar contas de suas ações e propostas com serenidade e cordialidade, mesmo diante de perguntas como as que fizemos e faremos com todos os entrevistados”.
“Brinquei, dizendo que as horas que havia passado com Miguel lhe tinham sido úteis como preparação para o nosso encontro. O candidato sorriu. E, com voz firme, virando-se para Patrícia, despediu-se: ‘vejo vocês no segundo turno!’.”
Em sua nota, Poeta lamentou a morte do candidato. “É uma grande tragédia na história política do nosso país. Assim como milhares de brasileiros, estamos todos chocados”.
Poeta diz que Campos parecia “tranquilo e seguro”. “[Campos] chegou à nossa redação alegre. Brincou até, em relação à entrevista que iria enfrentar. Disse com muita simpatia: ‘Eu sei que não tem moleza e não tem que ter’. E concluiu: ‘Comigo… perguntou, eu respondo, porque o público percebe quando você está fugindo das perguntas'”, contou a jornalista. “A última imagem que guardo daquela terça-feira [12] foi quando, ao se levantar da bancada, seguiu em direção à porta de saída do nosso estúdio, dizendo: ‘Vejo vocês no segundo turno’. E foi embora sorrindo.”

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. Amamos este cidadão. Era uma grande porta de oportunidades que se fechou…Ao meu ver ele se enquadrava muito no perfil que precisamos para governarmos esse tem trem desgovernado que tá o Brasil, banhado por um mar de corrupção. .

  2. achei o Willian bonner ,muito grosso, com campos, pra não dizer sem educação como quase todos os jornalista demagogos,

  3. Estava ansioso para ver o comportamento de Bonner e de Patrícia diante de Dilma, queria ver se eles seriam tão "insistentes" com a presidente, como foram com Aécio e Eduardo, ou iam "amarelar". Duvido que eles "peitem" a presidente.

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Acidente

Marina(FOTO – ABATIMENTO): ‘Aprendi a respeitar os ideais de Eduardo’

2014081393997Foto :Marina dá entrevista coletiva sobre o acidente que matou Eduardo Campos, em Santos – Michel Filho / Agência O Globo

Abatida, a candidata a vice-presidente Marina Silva decidiu fazer nesta tarde um breve pronunciamento sobre a morte de seu companheiro de chapa, Eduardo Campos. Marina, que esteve ontem com Campos no Rio de Janeiro para a gravação do “Jornal Nacional”, retornou a São Paulo em um voo de carreira, enquanto o socialista seguiu para Santos em um jato particular. Consternada, Marina disse ter aprendido a respeitar e admirar o parceiro de campanha. No momento em que citou o nome de todos os cinco filhos e da mulher de Campos, Renata, ficou mais emocionada. “Foram dez meses de intensa convivência em que começamos a fiar juntos a esperança de um mundo melhor e mais justo”, destacou a candidata.

— Primeiro, eu quero pedir a Deus que sustente a Renata, Zé, João, Duda, Pedro, o pequenino Miguel e a todos os familiares dos companheiros de Eduardo Campos. Essa é, sem sombra de dúvida, uma tragédia que nos impõe luto e profunda tristeza. Eu sei que os brasileiros todos estão igualmente compartilhando com cada um de nós aqui_ disse Marina, que continuou: — Durante esses dez meses de convivência, aprendi a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar em suas atitudes e em seus ideais de vida.

A candidata disse querer guardar a imagem da despedida de ontem, na saída do Rio de Janeiro. Os dois se reencontrariam nesta tarde, ainda na Baixada Santista.

— A imagem que quero guardar dele é da nossa despedida de ontem: cheio de alegria, cheio de sonhos e cheio de compromissos.

Marina fez o pronunciamento no auditório da prefeitura de Santos. Ela havia aguardado a confirmação do acidente em seu apartamento em São Paulo e, no início da tarde, seguiu para a Baixada Santista, assim como toda a coordenação da campanha. Como a candidata estava muito abalada e sequer seus assessores sabiam se ela teria condições de se pronunciar, seu pronunciamento só foi feito às 17h. A ideia inicial era que Marina apenas divulgasse uma nota sobre a tragédia.

O Globo

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Acidente

FOTO: Latino diz que usava mesmo jato que Eduardo Campos em shows

printlatinoeduardocamposaviaorepEm sua conta no Instagram, Latino afirmou nesta segunda-feira que utilizou por diversas vezes o jato no qual Eduardo Campos morreu. O cantor fez uma postagem lamentando a morte do ex-candidato às eleições presidenciais, em decorrência de um acidente aéreo em Santos, no litoral de São Paulo.

O artista se mostrou inconformado diante da notícia sobre a tragédia. “Não tenho palavras para descrever a minha indignação e agonia por esse destino tão trágico. Principalmente quando se trata de político com tantas boas intenções pro nosso Brasil”, disse Latino.

O cantor contou ainda que fez uso do modelo Cessna 560 XL que caiu em Santos. “Um jato que (coincidentemente) trabalhava também com a gente em quase todos os shows em épocas de Carnaval”, relatou na legenda da foto em que aparece ao lado da aeronave. “Que Deus o tenha e conforte muito seus familiares. #Tragedia”, finalizou.

Terra

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Acidente

Identificação de corpos deverá ser realizada por meio de exames de DNA e de arcada dentária

O Corpo de Bombeiros planeja trabalhar por toda a noite na localização dos corpos de vítimas do acidente com o avião em que estava o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos.

Segundo o porta-voz da corporação, Marcos Palumbo, como os corpos estão carbonizados e, parte deles, dilacerados, a identificação deve ser feita por meio de exame de arcada dentária e de DNA.

Foram requisitados cães farejadores e equipamentos de iluminação para auxiliar nos trabalhos da equipe. Além de localizar os corpos, os militares buscam a caixa-preta da aeronave.

Além dos sete mortos que estavam no avião, outros cinco moradores da região ficaram feridos em função do acidente e receberam atendimento em hospitais de Santos.

Os bombeiros demoraram cerca de duas horas para controlar as chamas decorrentes do acidente.

A investigação das causas da queda ficará à cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O Globo

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Acidente

Eleitor de Campos, morador diz que chorou ao ver que corpo era de candidato

O estivador Donizete Maguila Júnior, 37, que mora próximo ao lado do local onde caiu o avião com o candidato do PSB, Eduardo Campos, em Santos, disse que chorou ao reconhecer ao ver o corpo do político. Ele conta que foi um dos primeiros a chegar ao local.

“Eu iria votar nele. Reconheci [o corpo] na hora. Era o meu candidato. Ele passava confiança. Chorei quando vi”, disse Maguila Júnior. “Fui o primeiro a chegar no local. Eu ouvi o barulho do avião caindo. É uma tragédia. Nunca mais vai sair da minha memória”, afirmou.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Santos, cinco pessoas que moram próximas ao local do acidente foram levadas para o pronto-socorro da Santa Casa da cidade com sintomas de intoxicação. Cinco imóveis foram atingidos estão interditados.

Segundo Marcos Palumbo, capitão do Corpo de Bombeiros, não há vítimas fatais entre os moradores e pedestres atingidos pela queda do avião.  Cinco vítimas de queimaduras foram levadas ao Pronto Socorro da Santa Casa de Santos, entre elas duas crianças, duas mulheres e um idoso. O  fogo foi controlado duas horas após o acidente.

UOL

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Acidente

FOTO: De luto pela morte de Eduardo Campos, Laura Helena adia lançamento da sua candidatura para o dia 20

De-luto-pela-morte-de-EduarA candidata a Deputada Estadual Laura Helena (PPS) adiou para a próxima quarta-feira, dia 20, o lançamento de sua campanha, que estava prevista para ocorrer nesta quinta-feira, dia 14, no Versalles Tirol as 20h.

A decisão é uma decorrência do trágico falecimento do presidenciável Eduardo Campos (PSB), que morreu na manhã de hoje vítima de acidente aéreo. Segundo Laura Helena, Campos, de quem era eleitora e admiradora, ficará na memória do povo brasileiro com seu ensinamento: “Não vamos desistir do Brasil”.

No próximo dia 20, por ocasião do lançamento de sua candidatura Laura Helena reunirá amigos, eleitores e lideranças políticas, para os quais vai apresentar algumas das suas propostas de desenvolvimento do Rio grande do Norte nas áreas de cidadania e ação social, saúde, esporte, educação, combate as drogas e segurança pública, entre outras.

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Acidente

Acidentes aéreos já tiraram a vida de outros políticos

Acidentes aéreos já tiraram a vida de outros políticos brasileiros, entre eles dois que passaram pela Presidência da República, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e um ex-deputado e presidente da Câmara dos Deputados, Nereu Ramos.

A lista inclui também, entre as lideranças mais importantes, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, e o ex-governador do Rio de Janeiro Roberto Silveira. O acidente desta quarta-feira, 13, que vitimou Eduardo Campos (PSB), foi o primeiro da história do País em que um candidato à Presidência morreu em plena campanha.

O marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do governo militar instaurado pelo Golpe de 1964, morreu pouco mais de dois meses depois de deixar o poder. O avião em que viajava colidiu com um jato, enquanto voava próximo da Base Aérea de Fortaleza. Era 19 de julho de 1967 e o País vivia os primeiros passos do segundo governo militar de seu sucessor, o general Arthur da Costa e Silva. O acidente também vitimou o irmão do ex-presidente, Cândido Castelo Branco e o major Assis e Alba Frota.

Nereu de Oliveira Ramos foi presidente da República interino durante três meses, entre o final de 1955 e o início de 1956, quando transferiu o cargo ao presidente eleito Juscelino Kubitschek. Ramos morreu no dia 16 de junho de 1958 numa queda de avião na sua cidade natal, São José dos Pinhais (PR).

Ulysses Guimarães, que foi presidente da Câmara dos Deputados e da Assembleia Constituinte que promulgou a Constituição de 1988, estava em um helicóptero que caiu no mar, perto da costa de Angra dos Reis, no litoral fluminense, no dia 12 de outubro de 1992. Seu corpo nunca foi encontrado. No mesmo acidente morreram sua esposa Mora Guimarães, o ex-senador e ex-ministro da Indústria e Comércio do governo Geisel, Severo Gomes e esposa, além do piloto.

O ministro Marcos Freire, deputado e senador, comandava o Ministério da Reforma Agrária durante o governo José Sarney quando morreu em acidente aéreo no dia 8 de setembro de 1987, no sul do Pará. Freire pertencia ao chamado grupo dos “autênticos” do antigo MDB (depois PMDB), que seguiam uma linha radical de críticas aos militares.

Roberto Silveira era governador do Rio de Janeiro quando foi vítima de um acidente de helicóptero sobrevoando a cidade de Petrópolis. Bastante ferido, foi levado para um hospital e morreu em 28 de fevereiro de 1961, Era pai do ex-prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira.

Clériston Andrade, candidato ao governo da Bahia, morreu em 1º de outubro de 1982, um mês e meio antes da eleição – também devido à queda de um helicóptero. Andrade havia sido prefeito de Salvador entre 1970 e 1975. Dias após a sua morte, João Durval foi indicado pelo então governador do Estado Antonio Carlos Magalhães e foi eleito.

O deputado José Carlos Martinez, do PTB paranaense, morreu em outubro de 2013 quando o avião em que estava decolou de Curitiba e bateu em um morro antes de chegar ao aeroporto de Navegantes (SC). Além do deputado, morreram no acidente dois empresários e o piloto. Martinez foi deputado constituinte e presidiu por 11 anos o PTB.

Estadão Conteúdo

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Acidente

COPA DO BRASIL: Após morte de Campos, CBF adia jogo no Recife

Após a morte de Eduardo Campos, candidato a presidente que sofreu um acidente aéreo nesta quarta-feira em Santos, a CBF anunciou o adiamento do jogo entre Santa Cruz e Santa Rita, pela terceira fase da Copa do Brasil. A partida está marcada para acontecer no Recife, terra do ex-governador de 49 anos.

O jogo entre Santa Cruz e Santa Rita estava marcado inicialmente para acontecer às 19h30 desta quarta-feira, no Estádio do Arruda no Recife. Mas, diante da comoção provocada pela morte de Eduardo Campos em Pernambuco, e em todo o Brasil, a partida foi adiada para quinta, no mesmo horário e local.

O confronto entre Santa Cruz e Santa Rita vale vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. No jogo de ida, disputado na quarta-feira passada, em Maceió, o time alagoano saiu na frente e venceu por 3 a 2. Agora, a equipe pernambucana aposta no fator casa, no Arruda, para conseguir a classificação.

fonte: Estadão Conteúdo

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