Economia

Procuradoria do TCU pede que Dilma e conselheiros respondam por Pasadena

Relatório do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) recomenda que os responsáveis pela negociação de compra da refinaria de Pasadena sejam responsabilizados por eventuais perdas da estatal. O negócio, que contou com o aval da hoje presidente da República, Dilma Rousseff, foi iniciado em 2006 e concluído em 2012, após um longo litígio e gasto superior a US$ 1 bilhão.

O documento da procuradoria de contas, ao qual o Estado teve acesso, e que subsidiará a decisão dos ministros do tribunal, afirma que a alta cúpula da Petrobrás, “incluindo os membros do Conselho de Administração”, respondam “por dano aos cofres públicos, por ato antieconômico e por gestão temerária”, caso sejam comprovadas irregularidades. Para o MP, as falhas dos gestores da Petrobrás na condução do negócio foram “acima do razoável”.

Em 2006, Dilma, que era chefe da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva, presidia o Conselho de Administração da Petrobrás. No mês passado, ao saber que o Estado publicaria uma reportagem que revelaria seu voto favorável à compra de 50% da refinaria naquele ano, a presidente divulgou nota na qual afirmou só ter apoiado o negócio porque foi mal informada sobre as cláusulas do contrato.

Em 2008, ainda como presidente do Conselhode Administração, Dilma passou a ser contra o negócio e atuou para tentar barrar a compra de 100% da refinaria, algo que, em razão de custos judiciais, encareceu ainda mais a transação, que precisou ser concretizada.

Palavra final. O relatório final do TCU, que usará o trabalho da procuradoria de contas como base, deve sair em julho, mês em que a campanha eleitoral será iniciada. Em entrevista no mês passado, o relator da caso de Pasadena no tribunal, ministro José Jorge, afirmou: “Como a compra passou pelo Conselho Administração e pela Diretoria, como regra geral do TCU, eles podem ser chamados a se explicar”.

A procuradoria afirma que a Petrobrás foi “vítima” da “inabilidade de seus gestores emfirmar acordos contratuais”. Para o MP junto ao tribunal, da forma como o negócio foi fechado, o grupo belga Astra Oil adquiriu o direito “líquido e certo” de vender sua participação à Petrobrás, recebendo o valor fixado nos contratos. “Para ela (Astra Oil), tudo era possível, e, para a Petrobrás, ao que parece, restava acatar a decisão da sócia”, afirma o relatório do Ministério Público de Contas.

Os auditores designados pelo ministro relator trabalham, ainda, com outra linha de responsabilização. A intenção dos técnicos é se basear no artigo 158 da Lei das S.A., que prevê punição aos gestores quando houver violação “ao dever de cuidado e diligência” ou “imprudência, negligência e imperícia”.

A legislação impõe que “o administrador da companhia deve empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração dos seus próprios negócios”.

Belgas. A Astra impôs várias condições à estatal para firmar a parceria, exatamente o contrário do que deveria ter ocorrido, afirmam os procuradores. “Ela estava fora do negócio e tinha o direito, se não a obrigação, de exigir garantias mínimas da futura sócia, sobretudo ante o preço que se dispôs a pagar”, diz o documento. “O poder de decisão não minimizou os riscos do negócio para a estatal brasileira. Ao contrário, só os aumentou”, completa o relatório.

Um dos pontos criticados no texto é o fato de a Petrobrás pagar duas vezes pelo combustível estocado na refinaria, já que arcou pela unidade com estoques inclusos e, posteriormente, pagou mais uma vez pelos estoques. Há “evidências consistentes”, diz o texto, de que o valor dos produtos estocados não estava incluso nos US$ 360 milhões pela aquisição porque a Petrobrás nem sequer tinha conhecimento do volume e do valor dos estoques.

A análise da operação ainda critica a oposição da estatal de levar adiante uma batalha judicial para não cumprir as cláusulas contidas no contrato de compra da refinaria. Laudo da Justiça dos EUA confirmou o valor de US$ 466 milhões pelo restante da unidades e ainda obrigou a Petrobrás a desembolsar US$ 173 milhões por garantia bancária dos sócios, juros, honorários e despesas processuais, o que fez com que a conta aumentasse para US$ 639 milhões.

O documento afirma que há de se apurar por que a Petrobrás não cumpriu a decisão proferida em abril de 2009. “Ao que parece, essa postura levou a empresa a arcar com milhares de dólares referentes a juros e correção monetária. E mais uma vez pede a responsabilização do Conselho de Administração caso se constate que não havia razões suficientes para o descumprimento da decisão arbitral, deve-se apurar a responsabilidade dos gestores e membros do Conselho de Administração.”

Crise. A manifestação da presidente ao questionamento do Estado causou uma crise política, que acarretou na aprovação de uma CPI para investigar a estatal. Em meio ao caso de Pasadena, outras suspeitas recaíram sobre a Petrobrás. A principal delas envolve o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, alvo da Polícia Federal por suas ligações com o doleiro Alberto Youssef.

 

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Dilma faliu até a sua lojinha de 1,99 que tinha na década de 90.
    Alguém acha que ela teria habilidade e competência para fazer parte do conselho de administração da Petrobrás?

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Jornalismo

Versão de André Vargas sobre tráfico de influência na Saúde cai por terra

Pilhado pela Polícia Federal numa troca de mensagens eletrônicas com o doleiro preso Alberto Youssef sobre negócios do laboratório Laborgen com o Ministério da Saúde, o deputado André Vargas (PT-PR) discursou da tribuna da Câmara: “Quero deixar bem claro que não participei, não agendei, não soube previamente nem acompanhei desdobramentos de nenhuma reunião no ministério a respeito de qualquer assunto relacionado a negócios da Laborgen”.

Em entrevista à revista Veja, o autônomo Leonardo Meirelles, proprierário formal do Laborgen declarou: “Encontrei o deputado André Vargas duas vezes no ano passado para tratar da parceria com o Ministério da Saúde e apresentar o projeto da Laborgen. Em um desses encontros, o Pedro Argese [diretor do laboratório] também estava junto. O deputado viu o projeto e nos ajudou.”

Como chegou a André Vargas? “Não é segredo a proximidade do deputado com o Alberto Yossef. Foi ele quem nos aproximou. O Youssef me indicou o o deputado, e nós conversamos. O próprio Youssef articulava essa parte política porque ele também tinha interesse. Ele iria comprar 80% do laboratório.”

Que tipo de serviço o deputado fez? “Fez o que todo deputado faz quando é procurado por um empresário com um bom projeto. Ele nos ajudou a chegar ao governo. Não teve nada errado. Ele apenas conseguiu a reunião no ministério. Uma coisa que todo político faz.”

Para a Polícia Federal, Leonardo Meirelles é um laranja de Youssef. O outro “sócio” do laboratório é um frentista: Esdra Ferreira. A exemplo do doleiro, ambos foram presos na Operação Lava-Jato. A entrevista de Meirelles bastaria para escurecer aquilo que André Vargas pretendeu “deixar bem claro” no discurso que despejou sobre o plenário da Câmara. Mas não ficou nisso.

Procurado, também o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, hoje candidato do PT ao governo de São Paulo, disse que André Vargas o procurou para tratar da possibilidade de contratação da Labogen. No ministério, informou-se que o pedido do deputado “seguiu o trâmite regular”. Tanta regularidade resultou na celabração de um contrato de R$ 30 milhões com um laboratório que, até ali, servia como lavanderia de dinheiro de Youssef.

Relator do pedido de cassação de André Vargas no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) já deu indicações de que pretende levá-lo ao cadafalso por ter mentido para os colegas da tribuna da Câmara. Não terá dificuldades para recolher a matéria prima para o seu relatório.

A revista Veja também informa que, sentindo-se abandonado por seu partido, André Vargas recorreu a uma ferramenta inusitada para reconquistar o PT: a chantagem. Disse a petistas que, faltando-lhe a solidariedade, vai entregar companheiros. Em privado, relaciona entre seus alvos o próprio Padilha, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) e a mulher dele, a senadora Gleisi Hoffmann, ex-chefe da Casa Civil e candidata do PT ao governo do Paraná.

Longe dos refletores, Vargas insinuou que Paulo Bernardo é beneficiário de desvios praticados na Petrobras. Nessa versão, o ministro teria intermediado contratos entre um grupo empresarial chamado Schahin e a estatal petroleira. Em troca, teria recebido uma “corretagem” recolhida pelo doleiro Youssef.

Em converas com deputados petistas, André Vargas citou outra logomarca: a agência Heads Propaganda. “a Heads é esquema deles”, afirmou, referindo-se a Paulo Bernardo e a Gleisi Hoffmann. Sob Dilma, anota a revista, a agência tornou-se líder no recebimento de verbas do governo. Encontra-se sob investigação do TCU.

Neste sábado, André Vargas comentou a reportagem pelo Twitter. Absteve-se de falar sobre o desmoronamento do discurso que pronunciara da tribuna da Câmara. a respeito da chantagem, escreveu: “Atribuir a mim ameaças contra valorosos companheiros é pura ilação. Sou o único responsável pelos meus atos e vou provar inocência.”

Por meio de nota, Paulo Bernardo negou que houvesse intermediado contratos do grupo Schahin com a Petrobras. “Conheci executivos do grupo há muitos anos. Não me lembro de nenhum encontro ou contato telefônico com nenhum desses executivos nos últimos cinco anos, pelo menos. Acredito que a senadora Gleisi nem os conheça.”

Quanto à agência Heads, Paulo Bernardo disse conhecer o dono, Cláudio Loureiro. Mas nega ter negócios com ele. “Tenho relação muito cordial com ele. Com a Heads, não tenho relação”, disse Paulo Bernardo. Acrescentou: Loureiro “nunca nos prestou serviços como agência e não tenho informações ou envolvimento com os negócios da empresa dele. Não tive influência nenhuma a respeito de contratos da empresa dele com o governo federal”.

De resto, Bernardo declarou ter encontrado o doleiro Youssef uma única vez. “Como deputado federal, fui membro da CPI do Banestado, que investigou o caso. E participei de sessão para ouvir o senhor Youssef. A audiência foi realizada em Curitiba”.

Josias de Souza

 

Opinião dos leitores

  1. Esses PTistas mentem muito, só querem ser os donos da razão e as eternas pobres vítimas.
    Se em pleno regime democrático é esse descalabro todo, o que será que essa turma aprontava durante o regime militar?

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Turismo

PRA VARIAR… Natal é notícia negativa nacionalmente. Turistas vão fazer "bate e volta" na copa

Não tem jeito. Natal quando é notícia nacional ou é com “chacota” ou com críticas indiretas. Os operadores de turismo estão indignados com essa logística dos turistas Mexicanos, o blog falou com três semana passada, dois de recife e um daqui de Natal, virou anedota, todos sem entender como são gastos milhões numa ponte há menos de 6 anos e a mesma não comporta que passe um cargueiro grande ou um dos mais modernos transatlânticos, e também como há 3 anos foi licitado um terminal de passageiros, as obras começaram e simplesmente ele não fica pronto para o evento mais importante turisticamente da historia do País. Eita Brasil vei…..

Vejam o que a Folha destaca na sua edição deste domingo:

PONTE

Opinião dos leitores

  1. Isso é apenas mais um absurdo da ex-governadora Wilma de Faria. Essa mulher, que teve o governo mais recheado de escândalos da história política do RN (operação HIGIA, FOLIADUTO, Opracao Ouro Negro, filho preso, assessor preso, etc), aparece cinicamente como Salvadora da pátria. O Henrique, sem nenhum pudor, quer por quer essa política acusada de tantos atos de corrupção ao seu lado no chapão do acordão. Será que só eu lembro de tudo isso? Será que o povo do RN já esqueceu os desmandos e as acusações de corrupção em menos de 4 anos? Minha gente, que Rosalba gaz um governo incompetente, até a família dela deve achar isso hoje, mas isso não justifica querer trazer a tona uma pessoa com uma biografia tão manchada.
    Esse caso da ponte, então, é emblemático. Puxem pela memória e lembrem que a ponte inicialmente tinha um projeto de três faixas de pistas de cada lado e custaria 90 milhões, quando Wilma ainda era Prefeita. Não foi feito. Depois, Wilma aparece já no Governo e apresenta um novo projeto onde suprimiram 1 faixa de pista de cada lado e o preço terminou em mais de 200 milhões. Isso sem falar que até hoje está inacabada, pois os protetores dos pilares nunca foram feitos. Bote aí mais uns 20 ou 30 milhões. Por fim, temos agora que diminuíram o tamanho da altura da ponte, onde um navio grande, mas longe de ser dos maiores, não pode entrar no nosso Porto. Isso é um ESCÁRNIO., UMA VERGONHA. Nessa hora o Ministério Público deveria dar sua cara e fazer alguma coisa.

  2. Certo,e essa ponte foi construída em qual governo?quem construiu será candidato(a) em
    outubro?

  3. Alguns políticos costumam fazer uma farra com o dinheiro público mas economizaram na construção da ponte, que foi construída no local não apropriado.
    Agora vão gastar uma fortuna ampliando um porto que ficará prejudicado porque a ponte virou um obstáculo.
    Nossa cidade e o nosso estado estão condenados ao atraso e à pobreza eterna por causa dos políticos medíocres e incompetentes que o povo costuma eleger.

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Economia

NÃO TEM JEITO. Roupas da ZARA custam até o dobro no Brasil

Agência Estado – O excesso de impostos e de burocracia colocou o Brasil, de novo, na liderança de um ranking que compara o preço de produtos aqui e lá fora. Depois do índice ‘Big Mac’ e, mais recentemente, dos índices ‘iPhone’ e ‘Play Station’, agora foram as roupas da varejista espanhola Zara que levaram o País para a lista dos mais caros do mundo.

Pesquisa feita por analistas do banco BTG Pactual em 22 dos 87 países em que a grife está presente revela que o Brasil é o lugar onde os produtos da marca são os mais caros, em dólares. Em média, os preços da Zara no Brasil são 21,5% superiores aos das lojas americanas da marca, usadas como base de comparação.

O relatório, assinado por Fabio Monteiro e Thiago Andrade, levou em conta 14 itens diferentes vendidos na Zara, de blazers a sapatos. Por exemplo: um vestido que nos EUA custa US$ 79 e na Espanha, onde fica a matriz da rede, ele é vendido por US$ 55,1, está nas araras das lojas brasileiras por US$ 171,6. Na Suíça, segunda colocada do ranking, o cliente pagaria US$ 90,4.

Considerando-se a paridade por poder de compra, para descontar a influência cambial, o Brasil parece ainda mais caro, embora deixe de ser o líder do ranking, perdendo apenas para a Polônia. Neste caso, os produtos aqui são 49,4% mais caros que os dos EUA Na lojas polonesas, o índice é de 54,2%. “Ainda assim, fica claro que vestuário no Brasil é muito mais caro do que no resto do mundo”, afirmam Monteiro e Andrade.

Em nota, a Zara explicou que “estabelece seus preços de maneira independente para cada mercado, mantendo sempre o mesmo posicionamento comercial baseado na ofertas das últimas tendências da moda, em produtos de qualidade e em preços atrativos”. Segundo a varejista, essa política leva em conta as características de cada mercado, seus níveis de preço e custos.

Concorrência

O preço a que as roupas são vendidas no Brasil voltou à tona no mês passado com a barulhenta estreia da rede americana Forever 21 em São Paulo e no Rio. Com preços baixos, a varejista atraiu milhares de clientes, que fizeram filas de até três horas para entrar na loja. O levantamento do BTG aproveitou essa discussão para identificar o custo do ambiente de negócios no Brasil. Segundo os analistas, entre as principais dificuldades do mercado brasileiro estão os pesados impostos de importação, a diferença climática em relação ao hemisfério norte e os entraves para se produzir no País.

“Hoje o produto têxtil que chega ao Brasil tem uma taxa de importação que beira os 35%. Há todos os impostos que vêm em cascata, que incidem sobre o valor aduaneiro e acabam elevando o preço do produto”, afirma o presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil , José Luiz Cunha.

A pesquisa não surpreendeu empresários do varejo. “A carga tributária já ficou até em segundo plano, pela complexidade da regulamentação do nosso mercado e até pelo custo de se pagar impostos no Brasil”, diz Flávio Rocha, presidente da Riachuelo.

Na avaliação do banco, a entrada de varejistas estrangeiras exigirá uma reação das empresas brasileiras, mas há tempo para isso. Os analistas consideram que é longo o período de aprendizado de redes internacionais no Brasil, como mostra o exemplo da Zara. “O número de lojas sendo abertas por Forever 21, GAP, Topshop e outras ainda é pequeno e elas estão concentradas em grandes cidades”, comentaram os analistas.

Números

US$ 171,6 É quanto custa no Brasil um vestido que é vendido por US$ 79 nos EUA e por US$ 55,1 na Espanha, matriz da Zara

22 Países em que há lojas da Zara foram analisados na pesquisa em que o Brasil aparece como campeão em preços altos

 

Opinião dos leitores

  1. O blog faz couro com mais 95% da mídia nacional parcial que querem o retorno do PSDB, aquele que quebrou o país duas vezes, ao governo.
    Poderiam ser mais imparciais e dizer tb que esse absurdos dos nossos preços nao se devem apenas aos impostos e sim a ganância/lucro maluco do nossos empresários.

    1. Mostrar a porcaria que o PT é e a sua gestão desastrosa é não é querer o retorno de qualquer partido.

  2. Esse é o chamado custo Brasil: muita corrupção, má gestão pública, alto custo dos políticos brasileiros, excesso de cargos comissionados em todos os níveis de governo, aprovação de leis populistas e demagógicas e desperdício de recursos públicos.
    O resultado é a cobrança pelo governo de uma altíssima carga tributária para sustentar tudo isso.

  3. Embora pareça estar tudo errado, meu caro editor, está tudo certo. Se a Zara praticasse, aqui, os mesmos preços ou um pouco mais, seria apenas uma C&A melhorada; entraria numa faixa mais popular, juntando-se à Riachuelo e à Marisa. E, como sabemos, a "elitche" gosta mesmo é de pagar mais caro. É preciso pertencer a um "clube", a um grupo seleto que o distinguirá dos demais. Esta é a razão de se trazer tantas quinquilharias do exterior. Por quê? Ora, porque aqui custa muito mais, e o bom mesmo é exibir o troféu para os amigos. Conheço um cidadão que antes de abrir um bom vinho, primeiro diz o preço. Danem-se os a tributos do vinho: safra, região, tipo de uva, matizes e tudo o mais. Sua família passa vergonha de corar barra gelo. O sabor e o prazer estão no preço. Somos tão modernos quanto nossos índios do passado, que entregavam ouro e recebiam espelhos. O índio tinha uma coisa que dignificava sua inocência: podia ser bobo, mas não era brega.

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Polícia

Diretor de presídio leva detentos para trabalhar em sua residência e é preso

O diretor do presídio Doutor João Chaves, zona Norte, foi preso em flagrante na tarde de hoje. De acordo com a PM, o diretor havia levado três presos para trabalhar na reforma de sua residência.

O comandante geral da Polícia Militar do RN, Francisco Araújo, teria recebido uma denúncia anônima, onde mandou duas equipes a casa do diretor, localizada no bairro de Passagem de Areia, em Parnamirim. Ao chegarem a residência, os policiais confirmaram a denúncia e prenderam os quatro homens.

Opinião dos leitores

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Economia

Collor recebeu dinheiro de ‘banco clandestino’ operado por ex-diretor da Petrobras

Protagonista de um dos principais fatos políticos da recente história do Brasil, o senador alagoano Fernando Collor de Mello (PTB-AL), alvo de impeachment no Congresso Nacional, aparece como um dos beneficiários de uma espécie de “banco clandestino” operado pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal. Na agenda de Costa apreendida pelos policiais veio à tona uma contabilidade financeira paralela envolvendo políticos e, para a surpresa dos investigadores, o recibo de um depósito bancário de 8.000 reais em favor de Collor.

Os valores, ainda que quase simbólicos, intrigam os policiais principalmente após documentos da Lava Jato terem apontado que a Investminas, empresa controlada por Pedro Paulo Leoni Ramos, secretário de Assuntos Estratégicos no próprio governo de Fernando Collor, também já havia feito um pagamento de 4,3 milhões de reais para a consultoria de Paulo Roberto Costa. Para os policiais, Collor seria mais um dos beneficiários de uma central de distribuição de propina a políticos dos mais diversos partidos.

Na caderneta apreendida pela Polícia Federal junto aos documentos de Paulo Roberto Costa, os investigadores acreditam terem encontrado mais um braço do esquema operado pelo ex-diretor da Petrobras em parceria com o notório doleiro Alberto Youssef. De acordo com os documentos, trata-se de negociatas na venda de facilidades a empreiteiras e na subsequente distribuição de dinheiro, via caixa dois, a políticos.

Na contabilidade paralela do ex-diretor da Petrobras, apontado como homem-bomba na provável CPI a ser instalada no Congresso, está registrado, com referência a 2010, repasse de 28,5 milhões de reais ao Partido Progressista (PP), sendo 7,5 milhões de reais ao que os policiais apontam como o Diretório Nacional da legenda. O PP é o padrinho político de Costa na poderosa diretoria da Petrobras.

Costa construiu a carreira na estatal de petróleo desde os anos 1970. Chegou à diretoria de Abastecimento da companhia em maio de 2004 pelas mãos do ex-presidente Lula e após indicação do PP. Mesmo tendo sido alçado ao cargo com as bênçãos do PP, contava com respaldo de setores do PMDB e do grupo ligado ao deputado petista Cândido Vaccarezza (SP).“Ele era indicado do PP, mas depois virou [apadrinhado de] uma constelação de partidos”, diz um político ligado à estatal. No posto, passou a intermediar clandestinamente negócios entre empreiteiras e

Na caderneta, em linguagem cifrada, aparecem, além dos nomes de políticos, referências à empreiteira Queiroz Galvão, uma das prestadoras de serviço da Petrobras, à empresa UTC, que também fornece à petroleira, e à Engevix, companhia que gerencia empreendimentos nas áreas de energia, indústria e infraestrutura. Em todos os casos, há indicativos de que as companhias estariam “dispostas a colaborar” com o banco clandestino de financiamento a políticos. Procuradas por VEJA, as três disseram desconhecer a lista. Também contatado, o senador Fernando Collor de Mello não deu informações sobre o caso.

 

Veja

Opinião dos leitores

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Esporte

Atacante revelado no Fluminense morre em acidente de carro na França

O atacante Maurício Alves, de 24 anos, revelado nas categorias de base do Fluminense, morreu neste sábado. Ele sofreu um acidente automobilístico na França, onde defendia o Boulogne, equipe da terceira divisão.

Maurício Alves surgiu no Fluminense e foi cedo para a Europa, onde atuou pelos times B e C do Villarreal. Sem espaço na equipe principal, decidiu voltar ao Brasil, onde atuou pelo Avaí. No clube catarinense, chegou a passar pelo toime titular, mais foi liberado depois do rebaixamento para a Série B do Brasileirão em 2011. Então, voltou ao Villarreal e depois foi repassado ao Boulogne, onde estava atualmente.

A última partida de Maurício Alves pelo Boulogne foi na sexta-feira, quando ele permaneceu em campo durante os 90 minutos da vitória sobre o Ajaccio por 2 a 0.

 

IG

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Política

Barbosa afirma que "Deus dirá" se será candidato

“Deus, Deus dirá…”. Com esta frase enigmática, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) respondeu se disputará a eleição de presidente da República em 2018. Segundo ele, muita gente ainda lhe cobra, pelas ruas, que dispute o Planalto este ano. “As pessoas não sabem que o prazo já se escoou”, disse, referindo-se ao prazo de desincompatibilização de seis meses antes da eleição para servidores públicos como ele.

Barbosa deu essas declarações ontem, após participar no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, do início da implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) no Tribunal de Justiça da Bahia.

Democracia e mensalão

Barbosa disse que viu com “absoluta naturalidade” o episódio que ocorreu, recentemente, quando saía do Restaurante Frederic Chopin, em Brasília, e foi hostilizado por militantes do PT. O pequeno grupo chamou o presidente do STF de “tucano” e “projeto de ditador”. Barbosa disse que nem “notou” a manifestação. “Quando fui notar já estava dentro do carro. Vi que eram três, quatro pessoas. O Brasil é uma democracia. Faz parte das liberdades”.

Os petistas gritaram também: “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”. O ex-ministro José Dirceu foi condenado como mentor do mensalão petista e está cumprindo pena na Penitenciária da Papuda. Barbosa se recusou a falar sobre o julgamento do mensalão, que ele presidiu. “Por favor, vamos mudar a fita”.

Funcionários, advogados e juízes se acotovelaram, no fórum para ver, cumprimentar e tirar fotos com o presidente do STF ministro. Ao passar por um corredor que dava acesso à 13ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, onde o PJe foi implantado, ele foi aplaudido.

Justiça mais acessível

Crítico das duras condenações do STF no processo do mensalão, o governador Jaques Wagner dirigiu palavras amáveis a Barbosa.

“Vou dar mais uma vez as boas-vindas ao ministro Joaquim Barbosa, o que já tive oportunidade de fazê-lo menos formal, no Festival de Música Clássica de Trancoso (praia do extremo sul da Bahia). Para nós, é motivo de orgulho a presença do presidente do Supremo”.

Barbosa elogiou a iniciativa do TJ-BA de instalar o PJe, cujo objetivo “é propiciar uma prestação jurisdicional mais célere, mais acessível e mais alinhada às necessidade do cidadão”. Ele destacou, entre as vantagens da informatização sobre os antigos autos físicos, o fato de os processos ficarem agora disponíveis online em todo o país, para “todos os operadores do direito, reduzindo, assim, a necessidade de deslocamentos”.

A redução de atividades “puramente burocráticas” vai diminuir a tramitação dos processos, eliminando, lembrou o ministro, “os antigos carimbos e numerações sequenciais infindáveis”.

Disse que ao incentivar a instalação da PJe, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pretende ter o TJ-BA como “um parceiro e colaborador, oferecendo apoio humano e necessário para a instalação definitiva do programa”.

A postura do CNJ em relação ao Tribunal de Justiça da Bahia mudou radicalmente após o afastamento, no ano passado, do presidente anterior da corte baiana, Mário Alberto Hirs, que está sendo investigado por irregularidades envolvendo precatórios. O atual presidente, Eserval Rocha, implantou uma série de medidas de austeridade e moralizadoras e tem recebido apoio do conselho.

 

UOL

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Esporte

América empata com o Potiguar no jogo da entrega da taça de campeão

Com o título ganho e tendo recebido o troféu de campeão da Taça Cidade do Natal antes mesmo do início da partida contra o Potiguar, no estádio Nazarenão, na cidade de Goianinha, o América foi para o jogo com a missão de manter a invencibilidade e o excelente aproveitamento dentro do segundo turno.

O treinador Oliveira Canindé também tentava superar uma marca de Roberto Fernandes a frente do alvirrubro, em busca da nona vitória consecutiva.

O jogo foi sem emoção, com poucos lances de perigo. Savio fez o primeiro gol da partida e do time de Mossoró e Adriano Pardal empatou para o time de Natal.

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Cidades

Policiais viajam até 130 quilômetros para abastecer viaturas

O posto de Combustíveis de Goianinha /RN que abastecia as viaturas da área do 8ºBPM em Nova Cruz, cortou a cota de abastecimento da Polícia Militar. Com o corte as viaturas da região agreste têm que se deslocar até 130 quilômetros para realizar o abastecimento no ‘Posto de Abastecimento do Governo’ ao lado centro administrativo na capital, e depois retornar, como é o caso da viatura de Monte das Gameleiras.
Durante a saída das viaturas para o abastecimento, as cidades ficam desprotegidas tendo em vista só haver uma viatura, um ou dois policiais de serviço em cada cidade, deixando a população à mercê da própria sorte por no mínimo cinco horas.
Ontem em entrevista o Secretário de Segurança disse que quando uma viatura não tivesse combustível para atender as ocorrências ligasse para ele, lembrando que aquele número é do gabinete e não pessoal, por tanto, depois das 14 horas todos os dias e aos sábados, domingos e feriados, o telefone  não funciona.
FONTE: Via Certa

Opinião dos leitores

  1. Palhaçada, maus um que não entende que esse desgoverno não prioriza a segurança pública, vai ficar mal na fita esse General, pede para sair ligo antes que sobre para ele o MP mandar apurar as falcatruas do governo na pasta da segurança.

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Diversos

Médica que mandou cortar pênis do ex-noivo vira notícia internacional

Myriam Priscilla de Rezende Castro, a médica mineira que mandou cortar o pênis do noivo. Foto: Divulgação

 

O caso da médica Myriam Priscilla Castro, de 34 anos, presa por mandar cortar o pênis do noivoque rompeu a relação três dias antes do casamento, virou notícia internacional. A mineira teve a “honra” de sair no New York Daily News, dos Estados Unidos, onde foi retratada como “abandonada” e “furiosa”.

Myriam contou com a ajuda do pai para contratar dois homens, que executaram o serviço em 18 de março de 2002. O jornal Mirror, do Reino Unido, destaca que a médica era de uma família tradicional de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e passava férias “glamourosas” no exterior.

Os autores se passaram por funcionários de uma companhia telefônica para invadir a casa do ex-noivo. Ele e o irmão foram amarrados e obrigados a inalar éter até desmaiar. Flávio Natal, um dos criminosos, não se preocupou em cobrir o rosto e ainda apontou que agia a mando de Myriam e do pai dela.

A mandante foi condenada a seis anos de prisão em abril de 2009, mas só foi detida no iníciodeste mês, no interior de São Paulo, para onde havia se mudado. No processo, a médica foi descrita como “possessiva e ciumenta”. Além de ordenar o crime brutal, ela ainda teria incendiado a casa do ex-sogro e o carro do rapaz.

Mesmo depois de dar a ordem para o crime, Myriam ainda tentou reatar o relacionamento com o ex. A Record Minas teve acesso a um e-mail anexado ao processo, onde a suspeita tenta dar a “última cartada”. Na mensagem, ela afirma que estaria disposta até a adiar uma mudança para Nova York para ficar com o ex-noivo: “Se você falar que fica, eu não vou e me mudo com você para onde você quiser”.

Após a condenação a seis anos de prisão em regime fechado, a defesa da mineira pediu para reduzir a pena porque não ficou configurada a “perda da função reprodutora”, já que o homem ainda poderia fazer tratamento para ter filhos. A alegação foi rejeitada.

R7

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Esporte

Neymar joga bem, mas Barça perde e pode cair pra terceiro no Espanhol

O Barcelona perdeu para o Granada por 1 a 0 neste sábado e se complicou na reta final do Campeonato Espanhol.

Assim como aconteceu na eliminação no meio da semana na Liga dos Campeões, o brasileiro Neymar foi um dos principais jogadores do time catalão, mas não conseguiu ajudar sua equipe com gols.

Agora, o time espera o jogo do Real Madrid contra o Almeria logo mais. Uma vitória merengue fará o Barcelona cair para a terceira colocação do campeonato, atrás dos arquirrivais e doAtlético de Madri, que pega o Getafe no domingo.

Faltam cinco rodadas para o fim da temporada.

O gol em Granada foi marcado por Brahimi ainda no primeiro tempo em lance rápido pela esquerda da defesa do Barcelona.

A partir daí, o time visitante partiu para cima e criou várias chances, passando principalmente pelos pés do camisa 11, mas esbarrou ou nas mãos do goleiro rival ou de seus próprios finalizadores, como Pedro e Fábregas, que perderam algumas chances.

Neymar tentou marcar de cabeça, de chute colocado, de chute rasteiro, dando passe para Messi e até tentou cavar um pênalti, mas a rede não balançou pelo segundo jogo seguido – no meio da semana o time já havia perdido para o Atlético de Madrid por 1 a 0 na Liga.

Messi fez uma partida apagada e não foi nem de longe aquele jogador consideradovárias vezes o melhor do mundo. A equipe como um todo jogo muito mal. Por sua vez, o Granada se superou e encaminhou sua permanência na elite do Espanhol.

No final do jogo, a equipe da casa teve até uma chance incrível de aumentar, mas parou no goleiro Pinto.

O time de Tata Martino agora volta para casa onde enfrentará o Athletic Bilbao na próxima rodada, precisando quase desesperadamente de uma vitória.

 

UOL

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Cidades

Minha Casa, Minha Vida teve 15.720 denúncias de ilegalidades em 5 anos

O primeiro balanço de investigação das denúncias de irregularidades no Programa Minha Casa, Minha Vida foi divulgado na noite desta sexta-feira, 11, e registra 15.720 denúncias de ilegalidades ao longo dos cinco anos de execução do programa. Do total, 8.964 (57%) notificações foram julgadas improcedentes, após investigação. Em 1.561 casos, as unidades ocupadas ilegalmente foram retomadas e devolvidas aos beneficiários originais e 5.195 denúncias continuam em apuração.

Os números foram divulgados pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, e os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, avaliaram ser pequena a quantidade de queixas, considerando-se a magnitude do programa, que já entregou 1,6 milhão de moradias. As queixas representam 0,98% do todo, e cai para 0,43% quando deduzidas as notificações consideradas improcedentes.

As denúncias incluem ameaças e até apropriação indevida das unidades habitacionais, inclusive com expulsão de famílias. Diante dos problemas, os ministros destacaram a necessidade de intensas investigações. De acordo com Cardozo, a Polícia Federal (PF) recebeu a determinação de dar prioridade às investigações das ações de milícias, ou outros tipos de organizações criminosas, em programas habitacionais instituídos pelo governo federal.

Na última terça-feira, 8, um grupo de trabalho foi instituído para coordenar as investigações. No mesmo dia, os ministérios das Cidades e da Justiça firmaram convênio com o governo do Rio de Janeiro para integrar ações de repressão e prevenção de condutas ilícitas. Hoje, o ministro da Justiça informou que outros estados serão convidados a firmar parcerias semelhantes. No topo da fila de prioridades estão Maranhão, Minas Gerais e Bahia. Muitos dos delitos não são de competência da PF, daí a importância das parcerias com os estados e de termos um trabalho articulado entre as polícias – avaliou Cardozo.

Questionado sobre a autoria de condutas ilícitas, o ministro da Justiça disse que não há um padrão de atuação em todo o país, podendo ser feitas por ações de indivíduos ou de organizações criminosas, a depender da região. Para contribuir com as investigações, a população pode fazer denúncias por meio do telefone 0800 721-6268, de forma anônima.

 

Portal A Tarde

Opinião dos leitores

  1. Alguém pode citar alguma coisa que o PT tenha feito que não haja denúncias de ilegalidade ou corrupção?

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Esporte

MP investiga contratações temporárias para a Copa do Mundo em Natal

As estruturas temporárias que farão parte do conjunto de intervenções exigidas pela Fifa para a Copa do Mundo em Natal, como geradores, containers, integrador e demais serviços necessários, serão objetos de Inquérito Civil a ser instaurado pelo Ministério Público. Uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (12), assinado pelo Promotor de Justiça Paulo Batista Lopes Neto, se antecipa à data da realização do procedimento licitatório, a ser realizado nos dias 14 e 15 de abril.

De acordo com a publicação, o objeto do inquérito é a “suposta ausência de avaliação pecuniária dos quantitativos de serviços e bens a serem licitados para estruturas temporárias para a Copa do Mundo Fifa 2014, à semelhança do que ocorreu com licitações nas sedes da Copa das Confederações Fifa 2013″.

A Portaria de número 62/2014 pede a notificação ao titular do Departamento de Estradas e Rodagem do Rio Grande do Norte (DER), Demétrio Torres, para que ele compareça à 46a Promotoria de Justiça da Comarca de Natal, às 10h do dia 24 de abril, para prestar depoimento sobre a contratação das estruturas, devendo o mesmo apresentar-se munido de cópia integral do procedimento licitatório destinado a esse fim.

“Requisite-se à Secopa, Secretaria Estadual Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo, que remeta a este órgão ministerial, em 10 dias, cópia integral do Stadium Agreement, de seus aditivos e de quaisquer outros pactos celebrados com a Fifa ou com o ComitêOrganizador Local para disponibilização de estádios para a Copa do Mundo 2014, destaca a portaria.

Para a Fifa, responsável pela organização do mundial, estruturas temporárias são adaptações para viabilizar as partidas de futebol da Copa do Mundo. Consistem em serviços acessórios ao estádio com o objetivo de atender necessidades operacionais e comerciais da competição. São exemplos dessas estruturas assentos temporários, tendas, plataformas, rampas, passarelas, sinalização, cerca, iluminação, cabos, mobiliários, divisórias e instalações elétricas, hidráulicas e de ar-condicionado.

No ano passado, uma ação conjunta dos Ministérios Públicos federal e dos seis estados que receberam a Copa das Confederações tentou evitar que os governos fossem responsáveis por estruturas temporárias do evento.

Os MPs pediram a restituição de R$ 229,7 milhões que teriam sido gastos com as instalações temporárias. As ações foram dirigidas tanto para a FIFA, como Comitê Organizador Local (COL), que também é organizado como uma empresa privada, bem como todas as prefeituras e governos estaduais envolvidos com a organização do megaevento.

Naquela ocasião, a síntese do argumento do Ministério Público foi de que o evento é promovido por uma organização privada e os gastos governamentais não devem se limitar àqueles que tenham interesse público, isto é, não deixam nenhum legado para a população após a Copa. Além disso, o órgão argumentou que a Fifa já arrecada com a realização do Mundial por meio da venda de ingressos, contratos de patrocínio e de veiculação televisiva e, por isso, a entidade que deve arcar com os custos dessas atividades.

Um dos objetos de análise do Ministério Público do RN pode se voltar para a licitação de locação e montagem de quase 12 mil assentos temporários na Arena das Dunas, durante a realização da Copa do Mundo. O valor do contrato com a empresa paulista vencedora da licitação foi de cerca de R$ 10 milhões.

 

Com informações do Jornal de Hoje

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Acidente

Copiloto de avião desaparecido tentou ligar do celular, diz jornal

Investigadores do desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines suspeitam que o copiloto da aeronave tentou fazer uma ligação com seu celular depois que o avião foi desviado da rota, disse neste sábado, 12, o jornal New Straits Times, da Malásia, citando fontes não identificadas.

O jornal citou fontes da investigação segundo as quais a tentativa de ligação do co-piloto Fariq Abdul Hamid foi registrada por uma torre de celular enquanto o avião estava a cerca de 200 milhas náuticas a nordeste da costa oeste do Estado de Penang. A região foi o último local em que o radar fez contato com o avião desaparecido, às 2h15 da manhã de 8 de março.

“A torre da empresa de telecomunicações registrou a ligação que ele estava tentando fazer. Mas a ligação foi cortada porque a aeronave voava rapidamente, e não entrou na cobertura de outra torre”, disse o New Straits Times citando uma fonte não identificada.

Autoridades governamentais não puderam ser imediatamente contatadas para comentar a informação. O New Straits Times citou o ministro dos Transportes, Hishammuddin Hussein, segundo o qual a informação precisaria ser verificada.

Mas ele questionou a notícia, dizendo que se isso tivesse acontecido, “nós já teríamos ficado sabendo antes”.

O jornal citou outras fontes ligadas à investigação, afirmando que o sinal do celular de Fariq foi captado, mas que poderia ser o aparelho sendo desligado, e não sendo usado em uma ligação.

A Malásia está focando em sua investigação criminal do pessoal de cabine e pilotos do avião — o capitão de 53 anos Zaharie Ahmad Shah e Fariq, de 27 anos — depois de desvincular qualquer dos 227 passageiros de envolvimento, disse a polícia.

Investigadores acreditam que pessoas com conhecimento detalhado do funcionamento do Boeing 777-200ER e de aviação comercial desligaram os sistemas de comunicação do avião antes de desviá-lo de sua rota.

As buscas pelo avião no sudeste do Oceano Índico prosseguiam neste sábado, em meio a temores de que as baterias das caixas pretas podem ter acabado.

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Polícia

Casal é preso no município de São Bento do Norte por tráfico de drogas

A Polícia Civil do município de São Bento do Norte prenderam ontem, João Paulo do Nascimento, conhecido como “Jacaré”, 29, e Damiana Diniz da Silva, de 31 anos, acusados por tráfico  de drogas.

Os policiais abordaram um veículo de lotação na entrada da cidade de São Bento e encontraram João Paulo portando entorpecentes. Em seguida, a polícia seguiu para a cidade de Caiçara e encontrou duas pedras grandes de crack, cinco papelotes de cocaína, um tablete de maconha, além de R$142,00 fracionados em notas de dois, cinco e dez reais na casa de Damiana.

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