A Construtora Cral, responsável pela obra do prédio que ameaça ruir em Ponta Negra iniciou, na manhã deste sábado, 20, a desmontagem das estruturas de concreto da parte frontal do empreendimento, que rachou, afundou 90 centímetros e ficou inclinado para a pista. O serviço estava sendo realizado por pelo menos cinco operários em duas máquinas tipo guindaste. Os blocos de concreto estavam sendo serrilhados e retirados pedaço a pedaço com o auxílio de cintas. O serviço, porém, não era acompanhado por representantes do Corpo de Bombeiros Militar ou do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea/RN).
Quase um mês depois do ocorrido, os moradores das casas interditadas em decorrência da rachadura e possível desabamento da estrutura, assistiam ao serviço. Para eles, um alento. Visto que, estão fora de suas residências desde que estas foram interditadas pelo Corpo de Bombeiros, momentos após o acidente. A advogada dos moradores atingidos pelas interdições, Jucélia Basílio, confirmou que o processo aberto contra a empreiteira corre na Justiça e está na fase de contestação das acusações. Elas cobram a indenização de R$ 1,6 milhão pelos danos morais e materiais causados pela Construtora Cral. O porteiro Itácio Bezerra de Lira e a família tiveram que sair de casa, nos fundos da construção, por causa dos ricos de desabamento da estrutura.

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