O gente boa e competente jornalista, Antônio Roberto Rocha, depois relutar aceitou ser secretário adjunto de Turismo de Natal. Vai ajudar Fernando Bezerril na minha visão no setor mais importante da nossa administração. O Turismo é carro chefe no mundo todo, infelizmente aqui é renegado.
“Toinho” conheçe tudo, mais um grande acerto de Carlos Eduardo.
O ano de 2013 começou e a violência contra policiais continua a mesma registrada em 2012. Na noite deste domingo (6), um soldado da Polícia Militar foi assassinado no Pajuçara, na zona Norte de Natal. O soldado Sena estava saindo de casa, no loteamento Brasil Novo, quando foi surpreendido por homens armados.
A informação foi confirmada ao Portal BO pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva. Ele informou que o soldado Sena estava se preparando para sair para o trabalho, mas não teve tempo de reação. Ele teria sido morto por dois homens e a polícia ainda não sabe o que teria motivado o homicídio do policial.
Sena trabalhava no 4º Batalhão da Polícia Militar, que funciona na própria zona Norte de Natal. Neste momento, várias equipes da PM estão em diligências na tentativa de localizar os possíveis autores dos disparos. No entanto, até o momento, ninguém foi preso.
Com o fim do mandato do atual procurador geral de Justiça do RN, Manoel Onofre Neto, novas eleições serão realizadas em abril próximo. O primeiro a anunciar que seria candidato foi o promotor Giovanni Rosado. Mas Giovanni desistiu dis e ficaram na disputa os promotores Rinaldo Reis e Oscar Hugo.
O Blog apurou que Oscar Hugo, atual diretor geral do MP, nesse momento é o favorito para ser o futuro procurador geral, teria inclusive o apoio do atual procurador, Manoel Onofre e de outros ex-procuradores.
O colegiado com direito a voto é formado por cerca de 220 promotores e procuradores.
Lembrando que o atual procurador Manoel Onofre está no seu segundo mandato, não podendo ser mais reeleito.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre as inscrições a partir de amanhã (7) até a próxima sexta-feira (11) para os estudantes que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O sistema oferece 129.279 vagas em 3.751 cursos oferecidos em 101 instituições públicas de ensino superior.
Podem concorrer às vagas todos os alunos que fizeram o Enem e tiveram nota maior que zero na redação. É preciso entrar no site do sistema, para fazer a inscrição. Cada estudante pode selecionar até duas opções de cursos, especificando a ordem de preferência, o nome das instituições e o turno.
Além disso, será possível também escolher a modalidade de concorrência. O Sisu se adequará à Lei de Cotas, de agosto de 2012. As inscrições são gratuitas e as instituições de ensino devem ofertar acesso à internet aos estudantes interessados.
De acordo com o cronograma do Sisu, publicado no Diário Oficial da União do último dia 26, as inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no portal do Sisu. Para a seleção no primeiro semestre de 2013, vale a nota do Enem 2012, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 28.
O resultado da primeira chamada do Sisu será divulgado no dia 14 de janeiro e da segunda chamada, no dia 28 de janeiro, no site do Sisu e das instituições. As matrículas serão feitas nas instituições nos dias 18, 21 e 22 de janeiro para a primeira chamada e dias 1º, 4 e 5 de fevereiro para a segunda.
O ABC fez neste domingo, na cidade Monte Azul Paulista (SP), às 13h, sua estreia na Copa São Paulo de Futebol Júniors. O ABC enfrentou o Monte Azul/SP e, mesmo saindo na frente, acabou perdendo por 2 a 1. Os gols do jogo foram de Paulo Henrique e Jerry, para o time da casa, e Marcílio para o ABC.
O Alvinegro se prepara para enfrentar o Vitória/BA, na próxima quarta-feira (9), também em Monte Azul, às 13h (horário de Natal), pela 2ª rodada da competição.
Foto instagram Robinson Faria: da esquerda para a direita: Lairinho, Agnelo Alves, Marcia Maia, Sandra Rosado, atual vice-prefeita Vilma de Faria, prefeito Carlos Eduardo, Fátima Bezerra, Maurício Marques, Gesane Marinho e José Dias (PSD).
O vice-governador Robinson Faria recebeu para almoço hoje no condomínio Porto Brasil políticos que fazem oposição ao Governo de Rosalba.
Robinson que pensa em política 24 horas aproveita o momento de alta rejeição ao governo de Carlos Augusto Rosado para mostrar força, costurar e fortalecer sua estrutura politica rumo a 2014. Diga-se de passagem, ele vem sendo bem sucedido nas costuras.
Também presente no almoço, o marqueteiro Alexandre Macedo, que a cada dia que passa está mais próximo ao núcleo do vice governador.
Encerradas as comemorações de fim de ano, é inevitável que o corpo sofra com os exageros cometidos. Bebidas alcoólicas e alimentação em excesso — muitas vezes bastante gordurosa — podem levar a uma sensação de inchaço, à desidratação e até mesmo a uma certa indisposição. Para desfazer os reveses dos dias de banquete, muita gente aposta na famosa dieta detox, ou dieta desintoxicante. O objetivo do regime é ingerir apenas alimentos que acelerem o processo de limpeza do organismo, desintoxicando rins, fígado e intestino. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA, no entanto, são unânimes: não há comprovação científica alguma de que a dieta detox realmente funcione. Até hoje a ciência ainda não encontrou nenhum alimento que consiga acelerar o funcionamento desses órgãos.
Elaborada na década de 1940 pelo nutricionista americano Stanley Burroughs, a dieta Master Cleanser consiste numa alimentação à base de chás e sucos de limão e pimenta. É proibida a ingestão de quaisquer outros alimentos, já que só assim se consegue desintoxicar de maneira eficaz o corpo, e eliminar gorduras excessivas. Uma nova versão da criação de Burroughs foi publicada em 2004, nos Estados Unidos, por Peter Glickman, especialista em medicina alternativa. No livro Lose Weight, Have More Energy & Be Happier in 10 Days (Perca peso, tenha mais energia e seja mais feliz em 10 dias, em tradução livre, sem edição em português) Glickman indica a dieta para desintoxicar e livrar o organismo de metabólitos indesejáveis. Até então não muito conhecida, a dieta teve adesão de celebridades de Hollywood. Artistas como Beyoncé, Demi Moore e Ashton Kutcher, não só fizeram de Peter Glickman um autor de sucesso (seu livro hoje está na terceira edição), como também ajudaram a divulgar a nova dieta mundo afora.
Uma tese, várias versões — Além do cardápio de Glickman, diversas versões da dieta detox são usadas e vendidas atualmente. Há quem aposte em alimentos mais ácidos, apenas em frutas e verduras, em suplementos que prometem acelerar o organismo ou apenas líquidos. Com duração de uma semana em média, todas elas pregam, no entanto, que se mantenha distância de corantes, conservantes, carnes vermelhas e açúcares. “Antes que qualquer pessoa comece uma dieta como essa, é importante salientar que não há prova científica alguma de que elas sejam benéficas, ou mesmo que funcionem”, disse ao site de VEJA Donald Hensrud, endocrinologista da Clínica Mayo, nos Estados Unidos.
Segundo o especialista, não existe nenhum tipo de alimento que consiga fazer os principais órgãos de limpeza do corpo (rins e fígado) funcionarem acima da sua capacidade normal. Isso significa que ingerir alimentos ácidos, por exemplo, não faz os rins serem mais eficientes na hora de filtrar impurezas do corpo. “Comprovado cientificamente, não há nenhum ingrediente que tenha o poder de acelerar esses órgãos dessa maneira”, diz. No cardápio de Glickman, a adição de pimenta pode até levar a uma dilatação dos vasos sanguíneos e, assim, ajudar na circulação e eliminação das toxinas. Mas fígado e rins continuam funcionando em suas voltagens regulares.
Riscos — Os riscos de se fazer uma dieta extrema, como a detox, são diversos. Seguir um cardápio líquido, por exemplo, pode levar à perda excessiva de potássio e de outros minerais. Já uma dieta com índice calórico muito baixo — também o caso da detox — pode ser responsável ainda por mudanças inesperadas no metabolismo. Entre elas, está o desequilíbrio nos níveis de insulina circulantes no sangue e a queima de carboidratos armazenados no fígado e nos músculos. “Seguir uma dieta saudável, com base em legumes, frutas e vegetais, mantida a longo prazo é a melhor maneira de manter o corpo saudável. Não há milagres”, diz Hensrud.
A dieta na balança — Há apenas uma maneira de ajudar o corpo a trabalhar depois de cometer excessos gastronômicos e alcoólicos. Basta beber água, muita água. É o que indica o hepatologista Márcio Dias, coordenador do Programa de Transplante do Hospital Albert Einstein. De acordo com ele, reidratar o corpo ajuda a aliviar sintomas, como a ressaca, e o mal estar. Quanto às toxinas, o organismo dá conta de eliminá-las naturalmente depois de 24 horas, em média — isso significa que os resquícios da comilança de Natal estão fora do corpo um dia depois dos exageros.
“Essa dieta detox é como a maioria, uma febre. Ela é mais ou menos uma lenda”, diz Dias. Para o hepatologista, o importante em relação à intoxicação alimentar é considerar a sobrecarga como algo prejudicial. Assim, o único jeito de ter controle sobre as toxinas que você coloca para dentro do seu corpo é fazendo uma prevenção: modere na comilança. “Depois que o estrago foi feito, e você já comeu e bebeu mais do que deveria, o jeito é esperar o corpo trabalhar. A única ajuda bem-vinda é beber água.”
Mas há ainda outro socorro possível, chamado compensação. Se você comeu exageradamente, faça refeições mais leves e saudáveis nos dias seguintes. Desse jeito, você dá um tempo para que seu corpo termine de eliminar quaisquer toxinas em excesso que ainda estejam em circulação. “Mas isso não significa restringir macronutrientes, como o carboidrato. Faça refeições saudáveis, regradas, que contenham todos os nutrientes que seu corpo precisa”, diz Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
Agentes Penitenciários evitaram na madrugada de domingo 06 de Janeiro de 2013, o que seria a maior fuga de presos em Mossoró. Cerca de 65 detentos de 5 celas do pavilhão 01, estavam prontos pra fugir. As grades de três celas e do portão de saída já estavam serradas e corda feita com lençóis “Tereza” pronta e no local.
Toda movimentação foi percebida pelos agentes de plantão, que efetuaram alguns disparos de contenção e acionaram a segurança externa do presidio que é feita por policiais militares. Os detentos, só não conseguiram fugir graças o sistema de câmeras de segurança, implantado nos pavilhões pela nova direção da Cadeia. Os fujões utilizaram uma peça de roupa para atrapalhar o ângulo de visão da sentinela de plantão.
Os presos das três celas foram removidos, para o solário enquanto serão feitos os reparos nas grandes danificadas e a contagem, mas já se sabe que ninguém conseguiu fugir.
No pavilhão, além das grades das celas, existe uma segunda grade de acesso ao solário, que também dá acesso ao uma construção de ampliação da cadeia que se encontra parada, por onde os presos estariam planejando fugir.
Na cadeia publica existem atualmente 196 presos do sistema provisório aguardando decisão da justiça, alguns já condenados, mas permanecem no presidio. No momento da tentativa existiam cinco agentes e sete policiais militares de plantão.
Os brasileiros gastaram US$ 1,9 bilhão em Nova York no ano passado, liderando a lista dos que mais deixaram dinheiro na cidade, em que aparecem como o terceiro em total de visitantes.
De cada 13 turistas estrangeiros que passaram por Nova York no ano passado, um era brasileiro. Foram 826 mil turistas, número recorde que representa um crescimento de 15% sobre 2011 (718 mil), segundo estimativa da NYC & Company, empresa de marketing e promoção do turismo na cidade.
No ano anterior, a alta havia sido de 22%. Há uma década, 76 mil turistas brasileiros passaram pela cidade. Em número de visitantes estrangeiros em Nova York, o Brasil perde apenas para Reino Unido e Canadá, com pouco mais de 1 milhão cada um. Em seguida, vêm França, Alemanha e Austrália.
Nova York recebeu 11 milhões de turistas estrangeiros no ano passado -e mais 41 milhões de visitantes domésticos. O número é recorde e representa um crescimento de 2,1% sobre 2011. O gasto total dos visitantes, nacionais e estrangeiros, na cidade foi de US$ 36,9 bilhões em 2012, com um impacto na economia estimado em US$ 55,3 bilhões. Editoria de Arte/Folhapress COMPRAS A grande maioria (79%) dos brasileiros viaja a lazer para Nova York.
Segundo dados de 2011 da NYC & Company, as atividades preferidas foram compras (95%) e comer em restaurantes (93%). Visitar monumentos históricos fez parte do roteiro de 76%. Museus e galerias, de 55%. E 47% foram a musicais, shows ou ao teatro. Em média, os brasileiros passaram sete noites na cidade, gastando quase US$ 2.300 por pessoa. O dinheiro que o brasileiro deixou em Nova York no ano passado representa 12,2% do total de gastos dos turistas brasileiros em todo o mundo, considerando projeções do Banco Central para 2012 (US$ 15,5 bilhões).
A notícia de que um dos filhos do governador Geraldo Alckmin (PSDB) teria sido preso no Uruguai foi desmentida com veemência e até com certa irritação pela Assessoria de Imprensa do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. “É mentira”, reagiu categoricamente um jornalista da Assessoria em conversa com o Estado. Ele acrescentou que a notícia é “totalmente inverídica”.
A notícia foi veiculada pelo jornal uruguaio El País, que reconheceu o erro, retirou a informação do site e pediu desculpas ao governo paulista. O jornal noticiou que dois turistas brigaram em um bar de Punta del Leste, balneário turístico do Uruguai, e que um dos briguentos seria um dos filhos de Alckmin. “Um filho do governador está no México e o outro em São Paulo. Houve uma briga no bar, um dos turistas pode ter falado alguma bobagem dizendo que era filho do governador”, completou o jornalista.
Isto são coisas criminosas / caluniosas da companheirada do PT, que segundo os fatos elaboram dossies e mais dossies criminosos e mentirosos dentre os mais diversos crimes espurios, imorais e lamentaveis.
Tremores de terra foram sentidos no município de Pedra Preta, distante 150 quilômetros de Natal. Os sismógrafos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN), registraram duas ocorrências , na manhã desse sábado, 5. O primeiro foi às 9h18, com magnitude de 3.6 graus na escala Richter. O segundo tremor ocorreu menos de uma hora depois, às 10h01 e teve magnitude 2.8. A escala Richter vai até 9 graus.
Em dezembro passado, no dia 21, uma série de tremores de terra foi registrada também em Pedra Preta. O mais forte, segundo o Departamento de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apresentou magnitude de 3.5 graus na escala Richter, considerado moderado. No mesmo dia, tremores também foram sentidos na cidade de Jandaíra, a 116 quilômetros de Natal.
Isto eh a natureza se revoltando contra os erros da humanidade. Em PEDRA PRETA o prefeito Luiz de Haroldo (PSDB), tomou posse mesmo tendo as CONTAS DE CAMPANHA REPROVADAS, com vicios insanaveis segundo relatorio conclusivo do TRE, ou seja se tornou FICHA SUJA antes de assumir. Desde que saiu o resultado das eleiçoes que a terra treme po la!
Reportagem sensacional no O Globo desse domingo mostra um pouco da vida do Rei Roberto Carlos no bairro onde reside no Rio, a Urca. Vale a pena ler cada parágrafo.
Roberto Carlos percorre a Urca, onde mora, em seu Lamborghini conversível Leo Martins / Agência O Globo
RIO – Quinze para as cinco da tarde de uma terça-feira, o Lamborghini branco vem deslizando rapidamente pela curva fechada que leva à Rua Marechal Cantuária, na Urca. O cara que pilota o arrojado carango veste azul claro, traz uma expressão confiante no rosto e tem os cabelos esvoaçados pelo vento. O ronco barulhento do exclusivíssimo conversível italiano ecoa pelo bairro. Ao longo da rua, alguns comerciantes e transeuntes fazem saudações. O motorista acena de volta, com gestos rápidos. Aquela é a hora do Rei, quando Roberto Carlos passa de repente com seu novo carrão.
Não são nem dois quilômetros, nem cinco minutos diários. Em seu trajeto, Roberto sai de sua cobertura na Avenida Portugal, sempre entre 16h30m e 17h, e dirige até uma portentosa mansão no alto da ladeira da Rua São Sebastião, onde fica seu estúdio. Regressa para casa por volta das 21h. Embora rápida, sua passagem é um ritual cotidiano, uma atração no pacato bairro, onde muitos sabem de cor os carros dele e quase todos têm histórias — verídicas ou míticas — para contar sobre o Rei.
Natural de Campina Grande, Eraldo Silva está à frente do bar e restaurante Urca Grill há oito anos. Atrás do balcão, contemplou, por muitas vezes, Roberto passando a bordo da famosa Mercedes Benz SLC, de 1978. Viu, também, o calhambeque azul, assim como o Cadillac vermelho. De uns três anos para cá, acompanhou seu retorno aos luxuosos esportivos, com os dois Audis R8 conversíveis e o novíssimo Lamborghini Gallardo LP 570-4 Spyder Permormante, adquirido há poucos meses e avaliado em R$ 1,5 milhão (mesma faixa de preço de uma Ferrari). Especula-se no mercado automobilístico que o carro, o mesmo em que o Rei apareceu na abertura de seu especial de fim de ano da TV Globo, seja o único deste modelo no país, importado sob encomenda pelo cantor.
— O pessoal daqui está acostumado. Mas já vi fã tentando parar o carro dele, mulher querendo subir no capô. O segurança vem atrás, em outro carro. Quando ninguém acena, o Rei volta — conta Eraldo. — Quero trazer minha mãe da Paraíba e botar ela sentada aqui de frente, para ver ele passar.
São poucas as pessoas acostumadas a ver um Roberto Carlos no dia a dia. O eletricista Orlando Prado costuma ver dois: além de cruzar com o verdadeiro pelas ruas da Urca, onde trabalha, ele ainda é vizinho, na Lapa, de Carlos Evanney, o mais famoso sósia do Rei.
— Eu saio de casa e vejo a cópia do homem, chego no trabalho, e o original passa de carro. Esse mundo às vezes é engraçado, não é? — indaga o eletricista, que está preparando “um trabalho de crooner com canções de Roberto”.
O primeiro encontro de Orlando com o Rei aconteceu nos anos 60, quando o primeiro trabalhava na antiga “Revista do Rádio”. Depois, o eletricista esbarraria com o cantor por diversas vezes na TV Tupi — que ficava no prédio do antigo Cassino da Urca — e em boates onde trabalhou como iluminador. Enquanto faz reparos na iluminação de uma banca de jornal, ele conta que, recentemente, atravessava distraído a São Sebastião quando o súbito roncar de um Audi R8 vermelho o fez saltar de susto.
— Pô, Roberto. Assim você me mata — ele garante ter dito.
— Olha pra frente, meu camarada! — ele jura ter respondido um bem-humorado Roberto, dando sua tradicional gargalhada, acenando seu característico byyye e pisando forte no acelerador.
Morador da São Sebastião, o engenheiro Pedro Roitman teve alguns encontros com o cantor na estreitíssima rua. Dentro de seu Focus, ele já se viu frente a frente com alguns dos possantes do Rei. Apenas um dos dois podia passar.
— É um pouco inusitado estar nessa situação com o Roberto Carlos. Ele é paciente, mas prefiro manobrar para deixá-lo passar. Da última vez, me enrolei um pouco com outro carro que vinha atrás, ele encostou do lado e disse: “Agora resolve aí, bicho, hehehehe” — imita Pedro.
Ao longo das últimas décadas, o mais adorado e comercialmente bem-sucedido cantor do país foi se tornando um Rei cada vez mais discreto e distante de seus súditos. Pouco a pouco, Roberto Carlos recolheu-se dentro de seus palácios, rodeado por uma corte de funcionários sempre a postos. Desde então, sua única aparição pública, em grande parte dos dias, resume-se ao pequeno trajeto na Urca e às missas dominicais da Paróquia Nossa Senhora do Brasil, a poucos metros de sua casa.
O cantor mudou-se para o bairro em 1980, após se separar da primeira mulher, Nice. Comprou a cobertura do luxuoso prédio Golden Bay para si, e o apartamento de baixo para a mãe, Lady Laura, que morreu em 2010. Ali, viveu com Myrian Rios e depois com Maria Rita, falecida em 1999. A relação de Roberto com o bairro, que acaba de completar 90 anos, é um capítulo à parte. Para alguns estabelecimentos, ele envia CDs; para outros, ingressos de shows. Sabe-se que seu staff de empregados usa os serviços de oficinas, restaurantes, salões de beleza e mercados da região.
Em um dos salões, quando perguntada sobre Roberto, uma manicure morena desconfia:
— Ele sempre fala conosco, mas não posso contar mais nada. Foram eles quem te mandaram aqui, não é? — pergunta, em tom conspiratório.
Em 2009, uma repórter de Cultura de um jornal de São Paulo esperava, relativamente discreta, a passagem de Roberto em frente ao Golden Bay quando recebeu um telefonema de Ivone Kassu, assessora do cantor falecida no ano passado, informando que estava ciente de sua presença. Como ela sabia?
— Meu amor, a Urca cuida de Roberto Carlos — explicou Ivone.
Para o historiador e jornalista Paulo Cesar de Araújo, autor de “Roberto Carlos em detalhes”, biografia non grata pelo Rei e retirada das lojas após um acordo judicial entre ele e a editora Planeta, a Urca, com seu ar de cidade do interior, permite ao cantor uma certa liberdade que outros bairros da cidade não ofereceriam:
— É como se ele mantivesse os pés na suas raízes, conservando de alguma forma o cenário da antiga Cachoeiro de Itapemirim. Além disso, por ser um bairro pequeno e fechado, é mais fácil de controlar. É como se a Urca fosse um universo particular onde ele pode circular relativamente livre. Se fosse Ipanema, Barra ou Copacabana isso seria impossível.
Para alguns comerciantes da Rua Marechal Cantuária, Roberto é um borrão vermelho, azul ou branco, dependendo do carro que usar, passando em frente à porta. Pela pequena entrada da locadora Vídeo Tudo, a mineira Alenir Duarte nem sempre dá a sorte de olhar a rua no exato momento em que Roberto está passando.
— Algumas vezes, aconteceu de o trânsito engarrafar, e ele parar justamente aqui na frente. Em Belo Horizonte, não perdia um baile, na época da jovem guarda. Quando eu poderia imaginar que o Roberto Carlos passaria na minha porta?
Até poucas semanas atrás, a Vídeo Tudo ainda exibia o charmoso letreiro “Abasteça aqui seu Vídeo K7”, que teve que ser retirado para se adequar às novas normas da prefeitura. A locadora existe há 26 anos e é um retrato de um dos lados do bairro, com um ar simples e antigo, como um lugar que parou no tempo. Myrian Rios e Maria Rita eram sócias e alugavam filmes lá. Luiz Abi Saber, marido de Alenir, conta que, certa feita, Roberto teria encomendado e comprado alguns filmes do humorista Mazzaropi, de quem é fã, ainda em VHS. Ele se lembra de quando foi chamado para instalar uma aparelhagem nova de vídeo pré-home theater na casa do Rei:
— Era tudo branco, paredes e móveis. Sóbrio, de uma simplicidade impressionante.
Roberto tem outra admiradora mineira na rua. Seu nome é Suely Cardoso, cabeleireira do salão Só Beleza e moradora do bairro há 40 anos, desde que chegou da pequena cidade de Serra dos Aimorés, com apenas 8,5 mil habitantes. O salão fica de frente para a entrada dos fundos da paróquia, usada muitas vezes pelo Rei para fugir do assédio de fãs e repórteres que o esperam na outra porta da igreja. Foi ali que Suely arriscou e conseguiu a única foto tirada ao lado de seu ídolo. Sua música preferida é “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”.
— Ouvia essa música quando estava começando a namorar o meu marido. A gente cantava ela, foi muito marcante — lembra Suely.
Recentemente, ela estava cortando o cabelo na casa de uma cliente que mora na Rua São Sebastião, ao lado do estúdio do cantor. Pela janela indiscreta, Suely testemunhou Roberto fazendo algo que pouca gente viu até hoje:
— Ele estava com um cortador de grama, ensinando para um rapaz como deveria cortar. Achei engraçado ver o Rei assim, parecia uma pessoa comum, cuidando do jardim — descreve.
Em outro balcão ali perto, Vilma Lira ainda recorda o dia em que Roberto Carlos sentou na primeira classe de um voo da Varig. Por 20 anos, ela foi comissária na empresa gaúcha. Hoje, tem uma distribuidora de gelo e água na Urca. Vilma lembra a simpatia de Roberto, com quem conversou brevemente e aproveitou para fazer uma sugestão:
— Pedi para que ele fizesse uma música sobre aeromoças. Ele tem canções sobre várias profissões e vários tipos de mulheres — conta Vilma, que é fã de “Como é grande o meu amor por você”. — Talvez ele não tenha encontrado uma musa ainda…
O garçom Audálio Aragão também não esquece o encontro que teve com Roberto. Foi em 1986, quando Audálio, hoje no Belmonte, era garçom no restaurante do chef Claude Troisgros, no Jardim Botânico. Ele recita o menu degustação que serviu naquele dia para o Rei, saboreando cada iguaria: musse de agrião, folhado de dourado, sorvete de caju. Lembra também de um Roberto simpático, mas de pouca conversa, e se arrepende de não ter quebrado o protocolo para pedir um autógrafo. Lamenta que a ex-mulher tenha ficado com os LPs do Rei e cita a música “Do fundo do meu coração”: “Se você me perguntar se ainda é seu/Todo meu amor, eu sei que eu/ Certamente vou dizer que sim/Mas já depois de tanta solidão/ Do fundo do meu coração/ Não volte nunca mais pra mim.”
— É que me lembra uma garota — explica, e logo desconversa.
Apesar de ter sido Reginaldo Rossi quem homenageou a classe, nove entre dez garçons parecem ser fãs de Roberto. No Belmonte, ponto de observação privilegiado da rota do cantor, não é diferente. Vindo de Guaraciaba do Norte, Ceará, o maître do bar tem nome de parceiro do Rei — Erasmo — e não apaga da memória a canção “Guerra dos meninos”, que o pai colocava para ele ouvir na infância. Conterrâneo de Erasmo Franklin, o garçom Gilmar Chaves foi o único ali que conseguiu fazer um vídeo de Roberto no Lamborghini.
— Escuta só como faz barulho… A gente já sabe que ele vem vindo quando ainda está lá longe — diz, mostrando a imagem no celular.
Há oito anos no bairro, o farmacêutico Juan Müller garante que, em dezembro, o cantor costumava parar seu Mercedes na porta de um extinto pé-sujo e anunciar “que aquela noite era por conta dele”. Ao que todos os pinguços o saudavam euforicamente. Juan acha que o Rei é um vizinho de bom senso:
— Ele tem a exata noção do impacto que poderia causar na vizinhança e prefere ser discreto.
A paixão de Roberto por carros vem da infância — mesmo assim, ele não quis falar sobre o assunto para esta reportagem. Paulo Cesar conta que, ainda criança, em Cachoeiro, o cantor costumava correr atrás dos automóveis e, curioso, metia-se debaixo dos que estavam estacionados. Batia ponto na oficina da cidade e queria ser mecânico de caminhão, uma paixão pouco acessível, na época.
O biógrafo do Rei contextualiza a história:
— No Natal de 1947, ele tinha seis anos e pediu um Jeep de pedal que viu numa loja, mas o pai só teve como dar uma miniatura de madeira. O Roberto já declarou que esse gosto por colecionar carros é uma forma de compensar tudo o que ele não pôde ter na infância.
Roberto só conseguiu comprar o tão sonhado carango após emplacar o primeiro sucesso, “Splish splash”, em 1963. Era um fusquinha 1960 bege, usado. Ainda que modesto, foi um passo importante para o rapaz que ainda trabalhava como datilógrafo numa repartição no Centro do Rio.
Em seguida, ele emplacou seu primeiro hit automobilístico, “Parei na contramão”, parceria com Erasmo Carlos. Juntos, vieram o sucesso nacional e a primeira “máquina quente”: um Chevrolet Bel Air, com o qual sofreu um grave acidente ao volante, resultando na morte do empresário Roberto de Oliveira, que o acompanhava.
O estrelato trouxe os Mercedes, o Jaguar e até uma limusine, formando uma frota particular cheia de grifes. Roberto cantou a velocidade em sucessos como “O calhambeque”, “As curvas da estrada de Santos” e “120… 150… 200km por hora”, e pilotou carrões em filmes como “Roberto Carlos em ritmo de aventura” e “Roberto Carlos a 300km por hora”, no qual interpretava um mecânico de Fórmula 1 que sonhava ser uma estrela das pistas. Uma curiosidade revelada no livro de Paulo Cesar: ainda nos anos 60, uma menina de 11 anos enviou uma carta ao então prefeito de São Paulo, Faria Lima, pedindo a prisão de Roberto, pois acreditava que só assim ele não terminaria como James Dean, morto, ainda jovem, num acidente.
— O universo do rock, desde o início, falava de carros, garotas e velocidade. Está em Chuck Berry, em Elvis, nos Beatles. Além disso, não podemos nos esquecer que Roberto era adolescente na década de 50, época da consolidação do automóvel como sonho de consumo urbano no Brasil — explica Paulo Cesar.
Estamos numa quinta-feira, e Roberto passa novamente a bordo de seu Lamborghini, agora fazendo a curva que leva da Marechal Cantuária à subida da São Sebastião. Vem no mesmo horário, só que mais rápido, como se estivesse com pressa. A rua está livre.
Alguém grita:
— Meu Rei!
O cantor, que no passado parou na contramão e homenageou as curvas da estrada de Santos, acena rapidamente e… zuuum. Quem viu, viu; quem não viu, quem sabe amanhã?
"Esse é o Cara" – sou fã desde de 1966 quando vi pela primeira vez aqui em Natal e nunca mais deixei de ir aos seus shows. Parabéns a todos nós Brasileiro pelo elegante e ético cantor e compositor representando nosso Brasil aqui e em todo o mundo.
Bruno, que reportagem sensacional. Lí toda com paciência e fiquei com raiva quando terminei. Sou fã do rei e indiscutivelmente ele "É O CARA". Parabéns.
Domingo pode gerar uma sensação desagradável de fim de felicidade. Em 1969, o Minnesota State Hospital, nos Estados Unidos, descobriu que, nesse dia, algumas pessoas têm falta de entusiasmo semelhante à dos pacientes com depressão. Mas o culpado não é o domingo. É a segunda-feira. “As pessoas tendem a preferir sexta a domingo porque na sexta nós vemos o fim de semana que chegará e no domingo a única coisa em que pensamos é na semana de trabalho”, disse a neurocientista americana Tali Sharot no fórum de tendências TED. Ou seja, é uma questão de antecipação. E, assim, a culpa pode recair em tudo que envolve domingo: programas da TV, lojas fechadas na rua etc. Claudio Martins, da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz que pessoas que sofrem com mudança de rotina ficam perdidas ao ter que preencher o domingo. “Gente sem um núcleo afetivo estabelecido, familiar ou amoroso, sente um vazio”, explica. Já os que gostam do trabalho ou têm um bom relacionamento afetivo e se divertem com os amigos tendem a gostar mais de domingo.
A governadora do Estado do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, nomeou ontem no Diário Oficial mais 14 aprovados do último concurso da Polícia Civil potiguar, realizado em 2010.
Foram nomeados três delegados, dois escrivães e nove agentes de Polícia. Todos foram contratados segundo a ordem de classificação no concurso.
Uma operação resultou no desbaratar do ponto de venda de drogas considerado mais antigo da Praia de Pipa, no litoral Sul potiguar, na madrugada deste sábado (5). Segundo o tenente PM Daniel Costa, comandante do pelotão Polícia Militar local, foi detida a senhora Maria de Fátima Dias Capistrano, 56 anos, conhecida como “Dona Fátima”. Foram apreendidas maconha e cocaína, além de diversos objetos supostamente roubados e dinheiro.
O tenente Daniel conta que foi montada uma vigilância em torno do ponto, localizado à rua Dourada. Em um determinado momento, um usuário de drogas foi flagrado deixando o local com entorpecentes e confessou ter comprado naquela “boca de fumo”.
A polícia, então, resolveu invadir o local e realizar o flagrante. “Enquanto a gente tentava arrombar a porta, no entanto, a dona Fátima conseguiu despejar várias drogas pelo sanitário”, relata o tenente.
Segundo Daniel Costa, foram encontrados cinco papelotes de cocaína, porções de maconha, aparelhos celulares e eletrônicos, uma balança de precisão e R$ 270 em dinheiro.
O tenente ressalta a importância da prisão no fato de a acusada ser apontada como uma das primeiras narcotraficantes da praia. “Nem sei precisar há quanto tempo ela agia. Sabemos que ela não dava bandeira, mas hoje ela deu um vacilo e conseguimos pegá-la”, comemora o policial.
“Dona Fátima” foi autuada em flagrante pelo crime de narcotráfico e deve permanecer presa, aguardando decisão da Justiça.
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