Esporte

Hino de Israel é vaiado em jogo contra a França, e torcedores brigam

Reprodução

Torcedores franceses vaiaram o hino nacional de Israel e pequenas brigas foram registradas dentro do Stade de France, nesta quinta-feira (14), num jogo da Nations League ofuscado por atritos em torno da guerra de Gaza.

Buscando evitar uma repetição da violência em Amsterdã na semana passada, num jogo da Europa League envolvendo o Maccabi Tel Aviv, 4 mil agentes de segurança franceses foram mobilizados dentro e ao redor do estádio e no transporte público.

Cerca de cem torcedores israelenses desafiaram o aviso do governo contra viagens para eventos esportivos, sentando-se em um canto do estádio para 80 mil pessoas, que estava com apenas um quinto da capacidade ocupada.

Recorde negativo de público no Stade de France

Muitos torcedores evitaram o jogo por preocupações com a segurança, o que fez a França bater uma marca negativa: o público de 16.611 pessoas foi o menor de Les Bleus no Stade de France desde sua inauguração, em 1998. A partida terminou em 0 a 0.

Algumas vaias e assobios foram ouvidos durante a execução do hino nacional israelense, que foi então aumentado em alto-falantes. Fãs israelenses agitaram balões amarelos e gritaram “Libertem os Reféns”, em referência aos compatriotas presos por militantes do Hamas.

Com o início da partida, houve uma confusão perto da seção de torcedores de Israel por vários minutos, com grande correria e socos sendo trocados. Os seguranças rapidamente formaram uma barreira.

Não ficou claro o que causou o problema.

Manifestações pró-Palestina antes do jogo

Antes do jogo, várias centenas de manifestantes anti-Israel se reuniram em uma praça no bairro de Saint-Denis, em Paris, levantando bandeiras palestinas, assim como algumas libanesas e argelinas, para protestar contra a partida.

“Não jogamos com genocídio”, dizia uma faixa, em referência à guerra de Gaza. Israel nega alegações de genocídio em sua ofensiva de mais de um ano contra o Hamas.

No final da partida, duas bandeiras palestinas foram exibidas no extremo sul do estádio.

Ministro do Interior francês, Bruno Retailleau afirmou no começo da semana que nunca houve dúvidas de que a partida aconteceria, mesmo com a agitação em Amsterdã, que viu torcedores do Maccabi e grupos locais se envolverem em violência, de acordo com a polícia holandesa.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Os atletas não podem nem devem pagar o pato pelos erros desumanos de seus governos.
    Mas, o mundo inteiro está vendo de quem é a culpa desse genocídio que está acontecendo no oriente médio, que atende pelo nome de Nathanyeu. Infelizmente ainda existem dejetos “humanos” que defendem as atrocidades do “povo de deus”!
    Mas…
    Quando começou a guerra entre Rússia e Ucrânia, os atletas russos foram impedidos de disputar as atividades esportivas e tiveram que faze-lo levando uma bandeira neutra de uma comunidade olímpica.
    Por que os atletas Israelenses ou Iranianos não estão pagando a mesma punição?
    Afinal, seus respectivos países não estão em guerra?
    E os estados unidos?
    Não estão FINANÇIANDO essa guerra escondidos covardemente na moita como sempre fazem?

    1. Pois é, EU responsabilizo o HAMAS o que caracteriza 1 x 1, como sou professor Doutor em história e vc é, provavelmente um Zé ninguém fanático juvenil, o desempate fica comigo. Toninho Borges Silveira, o que foi aquilo das meninas maluquetes do HAMAS terem invadido Israel e assassinado 1.280 pessoas, amor? Inclusive idosos, crianças, com mulheres sendo estrupadas, algumas queimadas, outras degoladas, arrastadas e por fim feitos 350 refens?

    2. Parabéns! Nota 10 na redação de esquerdismo ! Continue repetindo a narrativa e sendo massa de manobra

    3. Perfeita sua colocação, hoje Israel comete o mesmo genocídio, que os nazistas fizeram no passado, com o apoio declarado dos americanos, afinal de contas “americanos são tão bonzinhos”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Força-tarefa investiga ao menos 13 policiais de SP por suspeita de envolvimento na execução de delator do PCC em aeroporto

Reprodução 

A força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) investiga ao menos 13 policiais por suspeita de envolvimento na execução de Vinicius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos , na região metropolitana.
Oito policiais militares que faziam a escolta do empresário e cinco policiais civis que ele denunciou por corrupção são investigados. Parte dos agentes de segurança da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil foi afastada. O número total não foi informado pelas autoridades.

Um agente penitenciário, pessoas que deviam dinheiro a Vinicius e membros da facção criminosa que ele também delatou por estelionato estão entre os outros suspeitos de participarem do assassinato.

O empresário foi morto a tiros na última sexta-feira (8). Câmeras de monitoramento gravaram dois homens encapuzados e com fuzis atirando. Os bandidos fugiram.

Além de Vinicius, um motorista de
aplicativo foi atingido e morreu. Outras três pessoas que passavam pelo local ficaram feridas.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) criou uma força-tarefa para investigar quem mandou matar o empresário e quem executou o crime. O caso é investigado como “homicídio, lesão corporal e localização e apreensão de objeto”.

Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos assassinos havia sido identificado ou preso.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Novo avião de Lula custa R$ 1,5 bi e pode chegar em 1 ano e meio

Reprodução

O comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno, apresentou ao governo o valor do novo avião presidencial: US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão na conversão). Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha pedido urgência na compra de uma nova aeronave, a discussão sobre o corte de gastos no governo pode deixar a aquisição para um 2º momento.

Há duas opções na mesa, todas da Airbus (empresa formada com um consórcio de vários países europeus) e com o mesmo preço:

-um avião já em uso, fabricado em 2016 e que tem configurações semelhantes às que desejam Lula e a primeira-dama Janja Lula da Silva. Demoraria menos de 1 ano para ser totalmente adaptado e entregue ao governo brasileiro;
-um avião novo, produzido sob encomenda. Neste caso, o tempo de entrega seria de cerca de 1 ano e meio.

A exigência do Palácio do Planalto é que o avião tenha mais autonomia do que a do atual, que precisa fazer escalas técnicas em viagens para a Europa ou EUA, por exemplo. Também é preciso ter sala de reuniões ampla, internet de alta velocidade, possibilidade de ser reabastecido em voo, quarto de casal e banheiro com chuveiro.

A determinação do presidente para a compra se deu depois de o atual avião presidencial apresentar problemas na volta de uma viagem ao México no início de outubro.

Em 29 de outubro, o Ministério da Defesa conversou com representantes da Airbus em Brasília para avaliar as possibilidades. Inicialmente, a empresa havia informado que a entrega de um novo avião levaria cerca de 2 anos, mas as propostas avaliadas agora podem acelerar a aquisição. Caso contrário, Lula usaria os novos equipamentos apenas se fosse reeleito, a partir de 2027.

O petista já queria trocar de avião no início do seu governo, em 2023. Quando havia feito 10 viagens internacionais, em maio do ano passado, Lula pediu à Defesa que viabilizasse uma nova opção. Algumas das viagens duraram mais de 25 horas por causa de paradas necessárias durante o trajeto, quando foi, por exemplo, à China e ao Japão.

Inicialmente, cogitou-se adaptar um dos Airbus A330-200 comprados em 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) por US$ 80 milhões (cerca de R$ 400 milhões pela taxa de câmbio atual), da Azul. A ideia foi deixada de lado por causa do alto custo para instalar o sistema de internet a bordo. O Planalto chegou à conclusão na época de que o timing era ruim, no momento em que a equipe econômica também falava em controle de gastos.

Em entrevista à emissora de televisão CNN Brasil, Janja disse ser uma irresponsabilidade colocar o presidente da República em um avião com “tantos problemas”.

“A gente acaba sendo irresponsável com a vida do presidente da República –não estou falando do presidente Lula, mas do presidente do Brasil. Então a gente acaba sendo irresponsável com isso, de colocar ele dentro de uma aeronave com tantos problemas. Precisamos ter mais responsabilidade com o cargo”, afirmou.

AEROLULA

O Airbus A319CJ, identificado pela FAB (Força Aérea Brasileira) como VC-1A, foi comprado em 2005 por US$ 56,7 milhões (US$ 91,7 milhões, em valores atualizados, o equivalente a R$ 500 milhões). Tem autonomia de voo de 8.500 km. Em entrevista à rádio O Povo/CBN em 11 de outubro de 2024, Lula disse ter superado o apelido que foi dado à aeronave de forma pejorativa: Aerolula.

“Quando comprei esse avião, era o mais pequeno (sic) da Airbus, comprei o mais barato e o menor. Mesmo assim o [Leonel] Brizola [ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul] cunhou como o Aerolula. Como se o avião fosse um privilégio do presidente. Eu superei isso. Um presidente tem que se respeitar, uma instituição tem que se respeitar. Não precisa um presidente correr riscos”, disse.

Atualmente, o Aerolula conta com uma cabine presidencial equipada com cama e um banheiro privativo para o presidente e a primeira-dama. Há também uma área reservada com duas mesas e 8 lugares. Ali, o chefe do Executivo pode ter conversas privadas durante o voo. Há ainda 16 poltronas para levar as principais autoridades que acompanham a comitiva.

Lula quer aumentar o número de convidados em viagens, especialmente deputados e senadores. O objetivo é se aproximar do Congresso e prestigiar aliados. Um avião maior seria útil para essa estratégia.

Há também reclamações sobre o desconforto da atual aeronave, que é considerada pequena por Janja. A primeira-dama também já demonstrou irritação com o número de escalas técnicas necessárias em longas viagens. O futuro avião já ganhou um apelido em Brasília. É tratado por políticos como “Aerojanja”.

Desde o início de seu 3º mandato, o presidente já fez 23 viagens internacionais. Para o governo, um avião com maior autonomia economizaria o tempo de deslocamento, já que precisaria fazer menos escalas. As paradas costumam ser mais demoradas do que em voos comerciais, em razão do abastecimento de combustível e da checagem de segurança.

Pane no Aerolula 

O avião de Lula teve que dar voltas acima da Cidade do México por causa de um problema técnico logo depois da decolagem em 1º de outubro.

A FAB informou que o problema técnico no avião VC-1, um Airbus 319 CJ, foi resolvido “com sucesso”. Declarou também que os pilotos gastaram o combustível antes de retornar ao Aeroporto Internacional General Felipe Ángeles, na capital mexicana –onde trocaram de avião e voltaram a Brasília.

A manobra de queimar combustível antes de um pouso não previsto é comum. Normalmente, o peso do avião no momento da decolagem é superior ao máximo permitido no pouso –pousar com a aeronave pesada aumenta o risco de uma colisão com o chão.

O piloto do avião presidencial na visita ao México identificou um problema na aeronave assim que decolou. Em mensagem à torre de controle, o comandante usou o código “pan-pan, pan-pan, pan-pan” ao controlador, que significa um problema que necessita de ajuda em solo, mas que não representa risco de vida aos passageiros a bordo.

Segundo o Grupo Brasileiro de Segurança Operacional de Infraestrutura Aeroportuária, a expressão é usada em situações de urgência, sem perigo iminente. A partir dessa comunicação, o avião tem prioridade da torre, exceto se outro avião reportar o código “mayday, mayday, mayday”, que caracteriza situação de emergência, com perigo iminente.

O código “pan” vem da palavra pane –falha no funcionamento de algum equipamento elétrico ou hidráulico. Já o mayday vem do francês “m’aidez”, que significa “me ajude”.

“O pan-pan-pan é um aviso sonoro que o piloto emite falando que ele está com problema, o pan vem da palavra pane mesmo, mas não tem um perigo iminente às vidas que estão a bordo. Já o ‘mayday’ é uma declaração de emergência que todo mundo para e vai ajudar porque vai ter vítima”, declarou ao Poder360o presidente da Rima Aviação, comandante Gilberto Scheffer.

No áudio, o piloto diz “pan-pan, pan-pan, pan-pan” e comunica a necessidade de fazer uma curva à direita. O funcionário da torre pede para o piloto confirmar o código, o que o comandante do Aerolula faz em seguida.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isto, hospitais abandonados e super-lotados de pacientes, educação sucateada, segurança publica entregue as moscas. Estes cretinos não tem vergonha na cara de quererem fazer um absurdo deste.

    1. É disso que o eleitor petista gosta (e merece): de pêia. De se internar em cima de papelão e de estudar em escolas em ruínas. Não pediu? Receba. Kkkkkkkkkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após as redes, esquerda tenta mobilizar as ruas contra a escala 6×1

Vinícius Schmidt/Metrópoles Goiânia

Depois de se tornar um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nesta semana, a esquerda tenta agora trazer o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 para as ruas, com diversas manifestações em apoio a proposta convocadas para esta sexta-feira (15/11).

Levantamento feito pelo Metrópoles mostram que protestos estão programados em ao menos treze capitais do Brasil, puxadas pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e movimentos sociais ligados à esquerda. Além disso, existe a previsão de manifestações em outras cidades do país.

Além de Brasília, o VAT convocou atos em Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, São Paulo, Brasília e Vitória.

Ainda estão previstas manifestações em Divinópolis (MG), Feira de Santana (BA), Ituiutaba (MG), Itabuna (BA), Juazeiro (BA), Ilhéus (BA), Juiz de Fora (MG), Petrolina (BA), Uberlândia (MG), Pouso Alegre (MG), Petrolina (BA) e Uberlândia (MG).

Leia mais

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Já que o Brasil ainda é uma economia de mercado, porque não acaba com essa discussão e adota um sistema semelhante a dos EUA, no qual o trabalhador recebe o salário por hora de trabalho, na minha opinião seria o mais justo, cada trabalhador negociava diretamente a quantidade de horas que gostaria de trabalhar na empresa, e a escala de trabalho. A CLT Engessa demais, precisamos de liberdade econômica para produzir.

  2. O certo aqui se o Brasil fosse um País sério era aumentar as horas trabalhadas pra quem topasse trabalhar mais.
    Pagava se essa hora extra dobrado ao trabalhador, o cara tinha a chance de tirar um bocadinho a mais caso quisesse.
    Aí sim, eu dava valor, agora diminuir???
    Nunca já mais, sou contra, vai quebrar muita gente, as pequenas empresas não vão dar conta de recolher esses direitos trabalhistas e vão quebrar.
    Lembrando que os pequenos negócios é responsável por 80% das contratações formais aqui na republica de mandioca.
    Tá??
    O efeito é contrário.
    Devastador.

  3. Nunca é demais lembrar aos radicais direitopatas, que o tão aguardado 13º salário foi fruto de uma intensa luta dos sindicatos que contou com greves, pressão midiática, demissões, abaixo assinados, prisões e muito suor e sangue, encabeçada pela ala esquerdista num Brasil que ainda comemorava a conquista da copa do mundo de 1962, cuja lei foi sancionada pelo então pte João Goulart, que tinha claras tendências comunistas!
    Ou seja, o comunismo, que uma legião de animais desinformados vive pregando que é coisa “do satanás”, sempre priorizando o trabalhador!
    Esse povo hipócrita de direita deveria abrir mão das conquistas da esquerda, não é mesmo?
    Porque não abrem?
    Quando mexe no bolso a “ideologia” perde o efeito né?
    E estamos diante de mais uma luta pela preservação do trabalhador.
    Vamos ver se a covarde ala direitopata tem pelo menos vergonha na cara de aderir.
    Porque, depois da conquista efetivada, certamente vão usufruir…

    1. Tem que acabar com décimo terceiro, férias, cateiras assinadas.
      Essa coisa aí que querem votar, se isso for aprovado, vai gerar um bummm de trabalhadores na ilegalidade.
      No trabalho informal.
      Ninguém aguenta contratar pra suprir essas horas e ainda pagar tudo que é lei trabalhista, sendo que a produção das empresas não aumenta via decretos e lei.
      A solução é fácil de resolver.
      QUEM NÃO QUISER SER TRABALHADOR, VIRE EMPRESÁRIO, monte um pequeno negócio, e meta a cara.
      Todos megas empresários de hoje, um dia foram pequenos, ok??
      Cuida!!

    2. Desde de quando o décimo terceiro é uma conquista. Para pagar esse valor o patrão deixa de pagar todo mês ao trabalhador 1/12 do salário do trabalhador para fazer uma poupança para o fim do ano.
      O décimo terceiro foi só um engodo para o trabalhador achar que ganhou um direito a mais.
      Antes de comentar se informe sobre o que são os encargos sociais, são valores retirados sobre as verbas remuneratórias do trabalhador para gerar valores acumulados a serem pagos depois ao trabalhador fazendo-o pensar que ganhou algo extra.
      Essa é a forma da esquerda iludir o trabalhador, no final não há ganhos, apenas mudaram a forma do trabalhador ser remunerado.

    3. Tem que acabar esses penduricalhos todos.
      Todos!!
      Produção no setor privado já!!!!
      Trabalhou ganhou, não trabalhou, vá virar emprendedor ou vai pro bolsa miséria do governo.
      Tem que emplacar aqui no Brasil o modelo Dosestadoszunidos.
      É isso!!
      De repente acaba com essa pauta idiota da esquerda.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Atentado pressiona Congresso a desistir de anistia, e PF vê inquérito do golpe mais robusto

Imagem: Evaristo Sá/AFP

A ação de um homem-bomba nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou a pressão para o Congresso enterrar o projeto que anistia os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Integrantes da Corte e parlamentares da base governista reafirmaram a necessidade de punição diante das explosões da noite de quarta-feira, provocadas por um homem que morreu após a detonação dos artefatos. Relator da investigação aberta pela Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a “pacificação” do país só vai ocorrer se houver “responsabilização dos criminosos”. Mesmo congressistas que apoiam a proposta reconhecem que o episódio esvaziou a possibilidade de os autores dos ataques antidemocráticos serem beneficiados.

Em paralelo, a PF avalia que o novo capítulo fortalece o inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após o presidente Lula derrotar Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Em discurso na quinta-feira pela manhã durante evento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Moraes disse que a falta de punições incentiva novas ofensivas contra a democracia:

— A impunidade vai gerar mais agressividade. A PF está em vias de conclusão do inquérito dos autores intelectuais (do 8 de Janeiro). Ontem (quarta-feira) é uma demonstração de que a pacificação do país, que é necessária, só é possível com a responsabilização de todos. Não existe possibilidade de pacificação com anistia a criminosos.

Até o momento, 265 pessoas foram condenadas pelo STF por participação nos atos golpistas. Houve ainda acordos de não persecução penal com 476 acusados, que confessarem os crimes.

As críticas à possibilidade de o Congresso livrar de punição os responsáveis pela depredação das sedes dos Poderes seguiram à tarde, durante a sessão da Corte. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, disse que a atuação do homem-bomba reforça a necessidade de responsabilização:

— Relativamente a este último episódio (8 de Janeiro), algumas pessoas foram da indignação à pena, procurando naturalizar o absurdo. Não veem que dão um incentivo para que o mesmo tipo de comportamento ocorra outras vezes. Querem perdoar sem antes sequer condenar.

O projeto que anistia os envolvidos no 8 de Janeiro está à espera da instalação de uma comissão especial na Câmara para seguir a tramitação. O texto estava pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça, onde tinha maioria para ser aprovado, mas o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), decidiu que a iniciativa deveria dar um passo atrás para não atrapalhar as articulações para a sua sucessão. Não há previsão de início dos trabalhos no colegiado.

Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o “desrespeito às instituições continua a ter sinistros desdobramentos”.

— Isso demonstra a importância do esforço que vem sendo desenvolvido pela Procuradoria-Geral e pelo Supremo Tribunal na apuração de responsabilidades e punição por atos violentos de propósito antidemocrático — completou.

Ao fornecer novos detalhes da investigação, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, revelou que Francisco Wanderley Luiz, responsável pelas bombas, deixou explosivos como “armadilhas” para os policiais que foram na quinta-feira à casa que ele alugou em Brasília. Para o delegado, são “ações violentas contra o estado democrático de direito”.

— Estamos falando em tentativa de homicídio e armadilhas a policiais que estavam fazendo uma investigação. Não é aceitável que se proponha anistia — defendeu o diretor-geral da PF.

No Congresso, governistas usaram o episódio para reafirmar a posição a favor das punições. Presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR) afirmou que é “imprescindível” definir os culpados, enquanto o senador Humberto Costa (PT-PE) reiterou que “não haverá trégua”.

Favorito para ocupar a cadeira de Lira a partir do ano que vem, o líder do Republicanos, Hugo Motta (PB), afirmou na quinta-feira que atos de violência não podem ser “tolerados”. Durante as negociações por apoio, ele indicou que discussão sobre o projeto da anistia poderá ocorrer na comissão durante a sua futura gestão. Parlamentares próximos a ele veem uma tramitação longa e dificuldade de aprovação no plenário diante do acirramento do clima.

Parlamentares bolsonaristas reconheceram em um grupo de WhatsApp que o novo ataque dificulta o andamento da proposta. “Agora vão enterrar a anistia”, escreveu o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), em mensagem revelada pelo jornal “Folha de S. Paulo” e confirmada pelo GLOBO. O deputado Capitão Alden (PL-BA) completou dizendo que “lá se foi qualquer possibilidade” de aprovar a iniciativa. Em público, no entanto, oposicionistas tentam contornar o episódio e definir uma estratégia para que a anistia avance em algum momento. Francisco Wanderley Luiz foi candidato a vereador pelo PL em 2020, antes da chegada de Bolsonaro ao partido.

— Confio na palavra do Arthur (Lira). Esse episódio das bombas não tem nada a ver com o dia 8 de janeiro — disse o líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ).

Já Bolsonaro usou as redes sociais para defender a “pacificação” e tratou a ação do homem-bomba como um “fato isolado”.

A cúpula da PF, por sua vez, enxerga conexões entre o ataque de quarta-feira e o 8 de Janeiro e avalia que o novo episódio fortalece a investigação sobre os responsáveis pelos atos golpistas. A apuração, iniciada em 2023, está em fase de conclusão, e o relatório deverá ser remetido ao STF nos próximos dias

A leitura é que o episódio envolvendo o homem-bomba dá impulso às acusações contra bolsonaristas, já que traz à memória de todos a depredação dos prédios públicos em Brasília no início de 2023 e o ataque às instituições democráticas. Além disso, reacendem a discussão em torno da radicalização de parte da população.

O GLOBO

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

“Não estamos sozinhos no cosmos”, diz ex-oficial de Defesa dos EUA em audiência sobre Ovnis.

Novas imagens de objetos voadores não identificados liberadas pelo Pentágono foram exibidas na reunião no Congresso dos EUA.

Fonte: Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Moraes pede apoio na regulamentação das redes sociais após explosões em Brasília

Foto: Agência Brasil

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes afirmou, nesta quinta-feira (14), que casos como o das explosões em Brasília refletem a necessidade de regulamentação das redes sociais.

As declarações foram dadas por Moraes em evento do Ministério Público. Na noite de quarta-feira (13), um carro explodiu no anexo 4 da Câmara dos Deputados. Segundos depois, um homem jogou explosivos em frente ao STF. Um deles acabou matando ele mesmo.

“As autoridades públicas, aqueles que defendem a democracia, devem decidir exatamente para que haja responsabilização, para que haja uma regulamentação das redes sociais. Não é possível mais esse envenenamento constante pelas redes sociais”, disse o magistrado.

Francisco Wanderley Luiz, candidato a vereador em Rio do Sul (SC) pelo PL em 2020, foi identificado como o homem-bomba. Na opinião de Moraes, atitudes como essas tiveram início com grupos que usavam as redes sociais para atacar instituições.

“Não é isolado de contexto”

Para Moraes, o ato de quarta-feira “não é isolado de contexto”. “Se iniciou lá atrás, quando gabinete do ódio começou a destilar discurso de ódio contra instituições”. Assim, as pessoas começaram a vir a Brasília “porque foram instigadas por pessoas com altos cargos a atacar”.

“O mundo todo está regulamentando [as redes sociais]. Para que, com isso, aí sim, pacificar o país, voltar a normalidade, sem criminosos querendo, dia após dia, atentar contra a democracia”, completou.

Fonte: R7

Opinião dos leitores

  1. Tem que censurar as redes sociais para que a velha imprensa carcomida continue desinformando os brasileiros, nada além disso.

  2. Que relação as redes sociais, pode ter com essas explosões em Brasília? Regulamentação das redes sociais, não seria uma ação antidemocrática?

  3. E CONTRA AS GASTANÇAS SISTEMATICAS E CORRUPÇÕES, QUE É SIM ATOS CRIMINOSOS CONTRA O POVO E O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL???

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Aliados de Trump pressionam órgão internacional a agir contra Moraes

Foto: Agência Brasil

Congressistas norte-americanos aliados do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciaram uma nova ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes (STF). Quatro lideranças do Partido Republicano enviaram um ofício à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e, empoderados com a mudança na Casa Branca, ameaçaram cortar verba do órgão internacional caso não tome ações contra o magistrado.

A carta endereçada nesta quinta-feira (14/11) é assinada pelos deputados Christopher H. Smith, Maria Elvira Salazar, Darrel Issa e Carlos A. Gimenez. No documento, eles apontam uma “contínua situação no Brasil”, com relação às ações de Moraes sobre a rede social X, o antigo Twitter. Os congressistas dizem que as decisões afetariam “milhares de brasileiros, assim como cidadãos estadunidenses que vivem ou possuem negócios no país, assim como uma companhia americana”.

O documento foi endereçado à presidente da CIDH, Roberta Clarke, e ao relator especial de liberdade de expressão do órgão, Pedro José Vaca Villarreal. De acordo com os deputados, em maio deste ano eles foram ignorados ao solicitar informações sobre quais ações o subcomitê da CIDH tomou em relação às denúncias de violação à liberdade de expressão.

“Desde então, a situação no Brasil piorou consideravelmente, como visto no bloqueio ilegítimo da plataforma X no país, com Alexandre de Moraes declarando sua intenção de cercear o discurso político protegido por leis internacionais de direitos humanos”, diz um trecho da carta. “Apesar de o funcionamento do X ter sido restaurado, isso só aconteceu após as eleições, com a plataforma coagida em compliance”, concluíram os parlamentares sobre a rede social de Elon Musk.

No documento, os republicanos, que serão maioria tanto na Câmara quanto no Senado dos EUA a partir do ano que vem, afirmam: “É nosso dever supervisionar o gasto dos pagadores de impostos, incluindo o desembolsado para a Comissão e o relator especial. Vamos permanecer atentos às suas respostas, elas irão informar nossas futuras ações e postura diante de pedidos orçamentários para esse propósito”.

Em 2023, o governo dos Estados Unidos destinou US$ 7,3 milhões, por meio de um fundo, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Eles pedem que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o relator especial de liberdade de expressão informem quais ações o órgão tomou para “monitorar e ajudar a terminar essa flagrante conduta”.

Visto de Alexandre de Moraes nos EUA

Darrel Issa e Maria Elvira Salazar, que assinam a carta à CIDH, protocolaram um projeto que impede a entrada nos EUA de qualquer autoridade estrangeira que “promova censura contra cidadãos americanos”. A proposta foi uma reação ao bloqueio do X pelo STF.

“O ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil Alexandre de Moraes é a vanguarda de um ataque internacional à liberdade de expressão contra cidadãos americanos como Elon Musk”, disse Salazar na ocasião.

Pressionado a recuar nos inquéritos que miram Jair Bolsonaro e aliados do ex-presidente, Moraes tem dito que em nada mudará a sua forma de atuar no Supremo.

Fonte: Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. O X não existe na China, por que esses debiloides não pedem para fazerem boicotes à China? O TikTok está sendo proibido nos eua, a não ser que se submeta as normas americanas, por que os debiloides não se importam com a liberdade dos americanos nesse caso? Eles mesmo fazendo censura. O problema é que temos uma bando de patriotas que não podem ver um americano que ficam de quatro. Isso era com o ladrao de joias. Com o governo Lula, as instituições brasileiras precisam ser respeitadas, as leis do país precisam ser respeitadas e o povo brasileiro consciente e não debiloides não ficam se quatro pra nenhum outro país. A soberania brasileira é respeitada e não tem nada a ver com patriotismo (isso é coisa da gadaiada). Tem a ver consciência, tem a ver com justiça, tem a ver com humanismo e tem a ver com amor próprio. O ladrao de joias não termina o ano livre, começará a pagar por todos os seus crimes que são muitos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

STF recebe e-mails anônimos que chamam o homem-bomba de “mártir”

Hugo Barreto/Metrópoles

Nas últimas 24 horas, desde o atentado desta quarta-feira (14/11), no qual um homem se explodiu em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Corte recebeu e-mails anônimos enaltecendo o ataque de Francisco Wanderley Luiz, 59 anos. O homem era dono de um carro que explodiu no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados, mantinha bombas em uma casa alugada em Ceilândia (DF) e se matou vestindo uma roupa com naipes de baralho em suposta alusão ao Coringa.

Os e-mails são, em sua maioria, da plataforma Proton Mail, que tem como promessa o anonimato do usuário. Em um dos 8 e-mails recebidos, o homem-bomba é colocado como mártir.

“Esclarecemos que Francisco Luiz, agora no céu junto com o pai, foi apenas um dos inúmeros mártires de nossa luta contra vós, a escória satânica do STF”, diz um dos e-mails mandados para o Supremo.

Durante coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (14/11), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, responsável pelas explosões na Praça dos Três Poderes, tinha ainda intenção de “matar ministros da Suprema Corte” e que seu alvo principal era Alexandre de Moraes.

Segundo o diretor-geral da corporação, esse não foi um fato isolado e se conecta com outras investigações da PF, como o inquérito sobre os atos golpistas do 8 de Janeiro.

“[O caso] Mostra a vinculação desses grupos radicais que culminam nessa barbaridade que acontece ontem, na tentativa de matar ministros da Suprema Corte, e também que culminou nesse lamentável episódio do suicídio dessa pessoa”, disse Andrei Rodrigues, ao citar uma mensagem deixada para uma bolsonarista presa pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, no espelho da casa que o homem-bomba alugava em Brasília.

Andrei Rodrigues confirmou que o alvo principal do atentado era o ministro da Suprema Corte Alexandre de Moraes. “Parece que essa pessoa queria entrar no prédio do Supremo, não conseguiu e, por isso, resolveu fazer o que fez”, afirmou.

Medidas

Após e-mails e apurações, o STF vai recrudescer a segurança da Corte. Grades já foram instaladas ao redor do prédio. A Polícia Judiciária seguirá na segurança e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) manterá uma viatura e uma van em frente à Corte.

Além disso, serão analisadas medidas para fechar os estacionamentos próximos à Corte, em medida que depende de negociação com Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Fonte: Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Campos Neto diz que fim do 6 X 1 é “bastante prejudicial”

Foto: Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta 5ª feira (14.nov.2024) que uma eventual redução na jornada de trabalho prejudica o trabalhador. Ele afirmou que a mudança iria aumentar o número de empregos informais, além de deixar o custo de contratação mais caro.

O tema ganhou força nas redes sociais por causa de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe acabar com a jornada de 6 dias de trabalho e 1 de folga, conhecida como 6 X 1.

“É um projeto que acho bastante prejudicial para o trabalhador, porque no final vai aumentar o custo de trabalho, a informalidade e diminuir a produtividade”, declarou o chefe do Banco Central em uma palestra do Fórum Liberdade e Democracia de Vitória.

Campos Neto falou sobre o assunto depois de comentar o efeito da flexibilização promovido pela reforma trabalhista na criação de empregos. A reforma permitiu que se trabalhasse até 12 horas por dia, desde que o limite de 44 horas semanais seja respeitado.

“A gente precisa continuar avançando nessas reformas e entender que no final das contas, aumentando a obrigação dos empregadores, não melhoramos o direito dos trabalhadores. Tem essa ilusão de curto prazo que se mostra contrária no médio e longo prazo”, disse.

FIM DO 6 X 1
A PEC que propõe acabar com a jornada de trabalho 6 X 1 ultrapassou o número exigido de assinaturas de deputados nesta 4ª feira (13.nov). O documento tem 194 assinantes, superando o mínimo de 171 assinaturas para ser protocolada na Câmara.

O projeto pretende reduzir a jornada para 36 horas semanais, com a manutenção da carga horária diária de 8 horas. Atualmente, a Constituição Federal define uma jornada de 8 horas diárias, com carga semanal total de 44 horas. A autora da PEC é a deputada Erika Hilton (Psol-SP). Ela apresentou o projeto na Casa Baixa no dia 1º de maio. Eis a íntegra (PDF – 175 kB).

A PEC surgiu da demanda do movimento VAT (Vida além do Trabalho). O movimento popular foi fundado pelo vereador Rick Azevedo (Psol-RJ) e foi a sua principal bandeira de campanha nas el

Eleições municipais de 2024. O político de 1º mandato também articulou a PEC em conjunto com a deputada.

Fonte: Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

“Não escutava conselhos”, diz irmã de homem que se explodiu no DF

Reprodução/ Facebook

A dona de casa Sônia Regina, de 66 anos, conta que seu irmão caçula, Francisco Wanderley, de 59 anos e chaveiro, era uma pessoa aventureira e obcecada pelo que queria. Ele tentou diversos tipos de negócios em busca de realização pessoal, sem se preocupar com a opinião alheia.

“Ele sempre esteve em busca de realizações, mas também não escutava conselhos da gente”, resume a irmã, em entrevista ao Metrópoles.

Tïu França, como era conhecido, se explodiu na frente da escultura da Justiça, na praça em que fica o Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da última quarta-feira (13/11). Nas redes sociais, ele manifestava opiniões extremistas e anunciou que cometeria um atentado contra autoridades, que ele chamava de “comunistas”.

Nos últimos anos, o chaveiro de Rio do Sul (SC) se envolveu muito na política, se transformando em um apoiador ferrenho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), participou de acampamentos golpistas contra a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ele viajava muito para Brasília, tirava fotos abraçando o Bolsonaro e outros políticos”, lembra a irmã mais velha, que atualmente vive no Paraná.

Família suspeitava
O radicalismo político de França se intensificou depois de ele viver problemas financeiros e amorosos. Ele teria perdido dinheiro por causa de uma enchente que destruiu um imóvel seu e, além disso, se separou da segunda esposa. Durante um aniversário com familiares, teria chegado ao ponto de sugerir que poderia se matar.

Familiares já temiam que ele tentasse tirar a própria vida, mas a forma como aconteceu chocou a todos. “Não foi surpresa para nós, mas jamais imaginei que ele ia fazer da maneira que foi. Minha irmã já estava preocupada, porque ele deixou no ar a intenção de suicídio”, explica Sônia. “Eu dormi chorando. Eu acho que a gente estava semi-preparado. Eu acabei acreditando que era verdade, que não foi um sonho”.

O corpo de França foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) após vários testes de segurança anti-bomba, que incluíam o uso de robôs. Era por volta das 19h30 quando ele arremessou um objeto contra a escultura e em seguida explodiu a própria cabeça. O carro dele, que também explodiu, e um trailer com explosivos foram deixados em estacionamentos da Esplanada dos Ministérios.

Familiares já estão sendo ouvidos pela Polícia Federal (PF), que investiga o caso. Uma das linhas de apuração é a ligação entre o atentado e os atos golpistas de 8 de janeiro, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes.

Fonte: Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Pelo perfil eu sabia que esse corno tinha acampado em frente a quartel. A PF tem que ficar ligada em quem acampou em frente a quartel, sobretudo, naqueles que marchavam e ficavam gritando e cantando hino.

    1. E todos ligados em defensores do esquerdismo, pois foram eles que pegaram em armas no passado contra o exército brasileiro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Justiça absolve as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton no caso do rompimento da barragem em Mariana

Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images

A Justiça Federal absolveu, nesta quinta-feira (14/11), as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton em ação penal sobre o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015. A decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região de Ponte Nova apontou falta de provas suficientes para responsabilização criminal. O desastre impactou cerca de 1,5 milhão de pessoas direta ou indiretamente, sendo que 19 perderam a vida.

Além das empresas Samarco Mineração S/A, Vale S/A e BHP Billiton Brasil Ltda., 21 executivos e técnicos foram absolvidos. O caso foi arquivado “devido à falta de comprovação de atos individuais que determinassem a responsabilidade criminal direta pelo desastre”, de acordo com o tribunal.

Os réus incluíam executivos como Ricardo Vescovi de Aragão, Kleber Luiz de Mendonça Terra, Germano Silva Lopes e Wagner Milagres Alves, entre outros.

O julgamento tinha como objetivo responsabilizar a mineradora anglo-australiana BHP Billiton pelo ocorrido. Ao lado da brasileira Vale, a BHP é acionista igualitária da Samarco, a empresa que controlava a barragem quando o rompimento aconteceu, em 5 de novembro de 2015.

De acordo com o tribunal, “embora não haja condenação criminal, as empresas firmaram um acordo cível histórico em 25 de outubro de 2024, comprometendo-se a destinar recursos bilionários para a reparação dos danos causados”.

“Após uma longa instrução, os documentos, laudos e testemunhas ouvidas para a elucidação dos fatos não responderam quais as condutas individuais contribuíram de forma direta e determinante para o rompimento da barragem de Fundão. E, no âmbito do processo penal, a dúvida – que ressoa a partir da prova analisada no corpo desta sentença – só pode ser resolvida em favor dos réus”, declarou a juíza Patricia Alencar.

Segundo o portal Deutsche Welle, parceiro do Metrópoles, o Ministério Público Federal (MPF) vai recorrer da decisão. Em outubro de 2016, os promotores do MPF denunciaram as quatro empresas e 22 pessoas físicas, 21 das quais foram denunciadas por homicídio qualificado, inundação, desabamento, lesões corporais graves e crimes ambientais.

Processo internacional
Na Justiça britânica, desde 2018, tramita um processo movido por 620 mil pessoas, 46 municípios e 1,5 mil empresas afetadas no Brasil. O grupo pede indenização de R$ 230 bilhões, numa das maiores ações coletivas da história. Entre os requerentes estão também instituições religiosas, comunidades indígenas e quilombolas.

De acordo com o escritório internacional Pogust Goodhead, ao Metrópoles, a “ação em Londres está em curso e tem revelado, dia após dia, com farta documentação, a completa negligência das empresas envolvidas que culminaram nesta tragédia”.

“A Justiça inglesa vai julgar a responsabilidade civil, não criminal, com a devida reparação às vítimas em caso de condenação da BHP. A questão penal é uma prerrogativa da justiça brasileira, sobre a qual não nos cabe comentar”, informou em nota.

Segundo o escritório, a tragédia “causou danos socioambientais sentidos até os dias atuais”.

Fonte: Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Este não é o Pais que queremos, uma verdadeira desordem e patrocínio a gangsters que se apoderam dos três poderes para seus usufrutos e a maioria da população fica totalmente ABANDONADA de tudo.

  2. Na realidade os culpados, foram os mortos e os sobreviventes de Mariana MG, aqui vai a minha solidariedade a todos os envolvidos nesta tragédia, com essa decisão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

“País à deriva”: Caiado culpa Lula por ataque de homem-bomba no STF

Foto: Reprodução

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que as explosões que ocorreram na Praça dos Três Poderes nesta quarta-feira (13/11) constituem o retrato de um “país que está à deriva”. Segundo o Caiado, o Governo Federal, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é o culpado do atentado que deixou uma pessoa morta. A publicação foi feita nesta quinta-feira (14/11) no X.

“É o que tenho dito há alguns meses: com a falta de comando no país, na ausência de um líder forte, o extremismo e o crime organizado avançam. Num dia, faccionados se acham no direito de assassinar à luz do dia em pleno Aeroporto Internacional de Guarulhos. Três dias depois, assistimos, incrédulos, atentados contra a vida e a ordem, em atos terroristas na Suprema Corte e no Congresso Nacional“, publicou o governador em suas redes sociais.

Opositor do governo de Lula, Caiado diz que o Governo Federal é “fraco e apático”, além de afirmar que a gestão se ajoelha diante do avanço do crime organizado e do extremismo.

“A verdade é que temos um Governo Federal fraco e apático, que se omite diante dos problemas mais graves que afligem o povo brasileiro e se ajoelha diante do avanço do crime organizado e do extremismo”, disse Caiado.

O governador do Goiás complementou dizendo que, se medidas duras e enérgicas não forem tomadas, o crime organizado pode se espalhar mais e dominar a sociedade, levando ao caos e à perda de controle.

“É preciso agir de forma dura e enérgica, sob pena de nos transformarmos num país comandado pelo crime organizado e pela desordem”, finalizou Caiado.

Fonte: Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Pronto. O nosso representante vai imaginar que um bolsonaristas louco vai se explodir. E cada uma mesmo.

  2. Caiado tem algumas qualidades, mas fala muita besteira. Até parece que ele não conhece os terroristas do Bozo. Aqueles que invadiram a praça dos tres poderes e quebraram o STF. Tinha até veinha de tubarão. Até parece que se ex parceiro não vive incendiando a galera para se manter vivo pra sua tropa do quartel. Hoje eu votaria em Caiado, mas essa conversa pra bolsominion comedor de capim vai minguando minha confiança nele.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Atentado “reforça necessidade de responsabilização de todos que atentem contra a democracia”, diz Barroso

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. Foto: Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, comentou pela primeira vez nesta quinta-feira (14) os ataques à bomba na Praça dos Três Poderes.

Para Barroso, o ataque reforça a necessidade de “responsabilização de todos que atentem contra a democracia”.

Em discurso institucional, Barroso ainda falou que a sociedade precisa refletir sobre os acontecimentos recentes.

“No curso das apurações, nós precisamos – como país e como sociedade – fazer uma reflexão profunda sobre o que está acontecendo entre nós. Onde foi que nós perdemos a luz da nossa alma afetuosa, alegre e fraterna para a escuridão do ódio, da agressividade e da violência?”, disse o ministro.

O presidente do STF também agradeceu às forças de segurança pela atuação “correta e corajosa” ao lidar com a situação.

Opinião dos leitores

  1. Sem anistia!!! O país precisa, mais do que nunca, responsabilizar os mentores e incentivadodores do que estamos vivendo.

  2. Uma coisa é certa: O voto auditavel teria acabado com 99% desta rivalidade que hoje atinge o Brasil. O ministro Barroso um dos que mais lutaram para que isso não fosse aprovado. Portanto, o STF tem sua colaboração nessa rivalidade que hora acontece no Brasil, sem contar com outras decisões tomadas por eles.

  3. Digo sem medo de errar, esses tempos difíceis que estamos passando, ninguém tem mais culpa do esses ministros que estão aí.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Álvaro Dias e Paulinho Freire abrem trabalhos de transição na Prefeitura de Natal

Fotos: Cedidas

Em reunião promovida na tarde desta quinta-feira (14), na Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), a comissão formada para a transição administrativa da Prefeitura de Natal deu início aos seus trabalhos. Com participação do atual prefeito, Álvaro Dias, e do prefeito eleito Paulinho Freire, o primeiro encontro do grupo teve a apresentação do cronograma de atividades. A vice-prefeita eleita e atual secretária municipal de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Joanna Guerra, e o deputado estadual licenciado, Adjuto Dias, vão dividir a coordenação do processo.

Em sua participação, o prefeito Álvaro Dias declarou que vai acompanhar as ações da comissão de transição e se colocou à disposição, junto com sua equipe na Prefeitura, para contribuir com os dados que forem solicitados. “Temos certeza de que os trabalhos acontecerão de forma produtiva e sem nenhum tipo de dificuldade, tendo em vista a integração que existe na equipe nomeada para participar das ações”, pontuou o prefeito.

Paulinho Freire abriu a reunião e pediu empenho ao grupo para que a passagem entre as duas gestões alcance os melhores resultados. “Participem com afinco para termos um retrato fiel da administração que nos permita tornar a máquina pública cada vez mais eficiente e trazer inovações para a Prefeitura. Assim, teremos condições de prestar um trabalho cada vez melhor para a população”, destacou Paulinho, que reiterou a confiança no grupo da transição.

A equipe conta com 55 membros, sendo 30 indicados pelo atual prefeito e 25 pelo seu sucessor eleito. Designada por Paulinho Freire como porta-voz da comissão, a coordenadora Joanna Guerra apresentou durante a reunião as diretrizes e o calendário dos trabalhos. Aproveitou para solicitar os primeiros documentos e informações de algumas secretarias do Município.

A partir da próxima segunda-feira (18), serão promovidas reuniões temáticas com as áreas administrativas da Prefeitura. As primeiras vão abranger as pastas de finanças, com assistência social, educação e saúde vindo na sequência.

Joanna Guerra explicou que a transição em Natal seguirá as linhas já estabelecidas na resolução do Tribunal de Contas do Estado (TCE) — que traz normas sobre a passagem entre gestões públicas — e no decreto que o próprio prefeito Álvaro Dias emitiu no último dia 8, com medidas internas da gestão que orientam o processo.

A coordenadora antecipou a meta de apresentar relatórios conclusivos ao futuro prefeito até o fim de dezembro. “Reiteramos o nosso compromisso de fazermos bem a nossa parte na transição, para melhorar os procedimentos administrativos e realizar serviços ainda mais eficientes para a população. Queremos manter na futura administração de Paulinho Freire o mesmo padrão de avanço e desenvolvimento que marca a gestão do prefeito Álvaro Dias”, destacou Joanna Guerra.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns Prefeito..O aniversário de Natal é em 25 de dezembro e a nossa decoração natalina para tão importante data está maravilhosa fazia tempo que não via tão bonita.

  2. Valha, nem a transição do governo federal teve uma ruma de gente assim, faz o coraçãozinho e segura os cargos…hehehe

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Seturn comunica restabelecimento do PRAE a partir de segunda-feira (18)

Foto: Prefeitura do Natal

Natal (RN), 14 de novembro de 2024 – O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município de Natal (SETURN) informou o restabelecimento provisório do Programa de Acessibilidade Especial – PRAE – Porta a Porta, à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, em virtude de compromisso assumido perante a Câmara Municipal de Natal, em audiência pública nesta quinta-feira (14). A partir de segunda-feira (18) o serviço retorna nos moldes executados em outubro deste ano, até o fim deste mês.

No comunicado, a entidade reitera a expectativa que, nesse período, o município de Natal apresente uma solução para a continuidade do serviço. A posição oficial do SETURN é que o PRAE deve ser transferido para a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (SEMTAS) e/ou Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Além disso, as empresas permissionárias, representadas pelo SETURN, reforçaram a disponibilidade manter o PRAE enquanto não haja a contratação de empresa especializada pelo município de Natal ou a licitação do transporte público, pela metade do valor referência adotado para serviço similar pela SMS (Contrato n. 139/2024, processo SMS-2024151849) mediante subsídio ou pagamento de indenização mensal do serviço.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *