Geral

PT barrou projeto que puniria Lula por descumprimento de metas ambientais

Ricardo Stuckert / PR

Lula (PT) trouxe a COP para o Brasil e fará discursos a favor da agenda verde. Mas o PT foi contra um projeto que previa punição a presidentes que não cumprissem metas ambientais.

O que aconteceu

O partido liderou uma ofensiva para evitar a votação da proposta. O projeto seria analisado na quinta-feira (31) pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.

Foram 8 votos para tirar o projeto da pauta e 4 para ir à votação. Os três deputados do PT optaram pelo adiamento e se alinharam, por exemplo, com Zé Trovão (PL-SC), da ala bolsonarista raiz.

Relator do projeto, o deputado Amom Mandel (Cidadania-AM) acusou o governo de “greenwashing”. Isso quer dizer que o governo estaria maquiando atitudes consideradas em defesa do meio ambiente, sem efeitos práticos. Ele declarou que na COP Lula e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vão falar a favor de metas que não cumprem.

O presidente tenta se projetar como liderança mundial da agenda verde. Ele afirma que o Brasil sempre foi um exemplo de preservação e de energia limpa e que este princípio foi retomado quando voltou ao Planalto, depois de vencer Jair Bolsonaro (PL).

Ao agir para proteger Lula, o PT adia a implementação de uma série de medidas:

-Reduzir em 37% a emissão de gases do efeito estufa até o ano que vem — este foi um compromisso do Brasil no Acordo de Paris;
-Controlar o desmatamento;
-Aumentar as fontes de energia renovável na matriz energética;
-Abrir linhas de crédito para investimentos ambientais;
-Neutralizar as emissões de gases do efeito estufa até 2050.

A assessoria da Presidência justificou que este é assunto do Legislativo e não comentou o caso.

UOL

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Política

Auditoria do governo Lula sobre emendas pix para ONGs vai focar só em 10 entidades, das 272 existentes

Rosinei Coutinho/STF

Em 1º de agosto, Dino determinou que as “emendas pix” realizadas entre 2020 a 2024 e direcionadas para ONGs deveriam seguir os requisitos de transparência e serem auditadas pela CGU em um prazo de 90 dias, que se esgotou em 30 de outubro. Depois, em 14 de agosto, o ministro suspendeu as emendas até que o Congresso as reformulasse e criasse mecanismos de fiscalização e rastreabilidade, o que ainda não aconteceu.

As emendas pix, contestadas em ações no STF movidas pelo PSOL e pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), permitem que cada parlamentar indique valores para as contas de prefeituras e Estados, que podem usar a verba como bem entenderem.

“Não é uma luta fácil: auditar emendas pix é auditar a base que dá sustentação para o governo”, diz uma fonte que conhece os bastidores do caso.

Segundo técnicos do governo ouvidos pela coluna, a decisão de Flávio Dino abriu uma janela de oportunidade para fiscalizar esses repasses bilionários, mas há dúvidas sobre até onde vai esse comprometimento da cúpula do órgão em auditar as emendas com a profundidade e a extensão necessárias.

O resultado destas eleições confirmou o impacto das “emendas pix” no tabuleiro político regional. Como informou o GLOBO, nos 112 municípios que mais receberam recursos desse tipo, 105 reelegeram seus prefeitos, um índice de 93,7%.

Critérios da fiscalização

Mesmo delimitando o universo amostral para apenas 10 ONGs de um universo de 272 entidades que poderiam ser fiscalizadas, o governo Lula não conseguiu cumprir o prazo de 90 dias determinado por Dino, relator das ações que tramitam no STF contra as “emendas pix”.

Na última quinta-feira (31), o ministro do STF atendeu a um pedido do governo Lula para prorrogá-lo – agora, a CGU tem até o dia 11 de novembro para apresentar o trabalho.

Segundo a equipe da coluna apurou, a CGU está se debruçando sobre duas ONGs de cada região brasileira, focando as que mais receberam recursos via “emenda pix” de cada parte do país. Mas o número da amostra é considerado muito baixo por técnicos ouvidos reservadamente pelo blog, que avaliam que o recorte não permite uma opinião muito aprofundada e completa, apesar da gravidade da questão.

O trabalho de avaliação da CGU foca no processo de seleção das ONGs, na adequação dos projetos firmados, na regularidade das compras realizadas, no monitoramento da parceria e na avaliação da transparência. As atividades incluem análise de documentos, visitas in loco de auditores e entrevistas com funcionários das ONGs.

Técnicos da CGU ouvidos pelo blog ponderam que são várias as demandas do STF. “Auditar as “emendas pix” direcionadas para ONGs é uma das determinações do Flávio Dino. Além disso, a CGU também está realizando neste momento outra auditoria sobre as emendas do chamado ‘orçamento secreto’. E, depois de finalizadas essas duas mais urgentes, que possuem prazos estipulados pelo STF, ainda teremos que auditar as ‘emendas pix’ de forma geral – e não apenas as direcionadas para ONGs”.

“Estamos acostumados com alta demanda, e a CGU tem capilaridade para isso, com unidades em todas as capitais. O real problema é o movimento da carreira, que já se estende desde agosto, e inclui greve, operação padrão e entrega de cargos, o que tem atrasado entregas relevantes, como as do STF. E o problema só tende a piorar se o governo Lula não fizer nada. Do último concurso, dos 393 novos servidores, 118 já saíram para carreiras mais valorizadas. É uma bomba relógio”, alerta um técnico.

Para a diretora de programas da Transparência Brasil, Marina Atoji, o número de ONGs fiscalizadas é pequeno – e esbarra em uma série de empecilhos, tanto internos quanto externos à Controladoria.

“O ideal seria que pelo menos 10% dessas ONGs que receberam recursos fossem auditadas. Aí você teria uma amostra mais significativa, mais confiável. O mínimo ideal seria pelo menos o dobro, o triplo de ONGs auditadas, mas acho que a CGU esbarra em limitação de recursos e de tempo. O prazo que o ministro Flávio Dino determinou é pequeno para uma auditoria desse tipo e complexidade, que envolve emendas difíceis de serem rastreadas.”

Número de operações em queda

Conforme informou o blog, a auditoria limitada das “emendas pix” ocorre num momento em que o número de operações especiais da CGU voltadas para o combate à corrupção vem caindo desde o início do governo Lula – e coincide com a reformulação interna da CGU, que extinguiu em 2023 a Secretaria de Combate à Corrupção, criada pelo governo Bolsonaro quatro anos antes

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Seletividade até para conter atuações nos setores.
    O Brasil caminha rápido para ZERO de liberdade em qualquer sentido.
    Essa tal “democracia relativa” parece ser o novo nome para DITADURA IMPOSTA.
    Vão perseguir e caçar as 10 ONGS não alinhadas com as ordens da esquerda.
    Alguma dúvida??

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Polícia

VÍDEO: protestantes quebram com pedras carro do Corpo de Bombeiros em Felipe Camarão


Veja como ficou o carro do Corpo de Bombeiros que foi para Felipe Camarão conter um incêndio, na noite deste domingo (3), após morte de jovem durante ocorrência policial no bairro. 

Pessoas que protestavam pelo ocorrido, teriam atirado pedras e outros objetos, danificando o veiculo dos bombeiros, quebrando por exemplo lanternas e parabrisa.

O Corpo de Bombeiros chegou ao local para combater o incêndio, mas a população que protestava bloqueou a rua, impedindo o acesso dos bombeiros ao veículo incendiado. A Polícia Militar chegou ao local, e uma intensa troca de tiros ocorreu.

Nota

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte divulgou uma nota de esclarecimento sobre a hostilização que sofreu ao ser acionado para tentar controlar as chamas dos ônibus incendiados em Felipe Camarão.

“Ao chegar ao local, a equipe foi recebida com hostilidade, sendo alvo de ataques com pedras e capacetes por parte de alguns indivíduos, que chegaram a danificar a viatura e colocaram em risco a integridade física dos bombeiros. Diante do contexto de violência e para preservar a segurança de todos os envolvidos, a equipe precisou recuar temporariamente”, disse a instituição.

“O CBMRN reitera seu compromisso com a população potiguar, sempre trabalhando com agilidade, dedicação e qualidade no atendimento emergencial. Contudo, a segurança de nossa equipe é imprescindível para que possamos continuar servindo com eficiência e profissionalismo. Seguimos firmes na missão de proteger e salvar vidas, confiando no respeito e apoio da comunidade para que possamos atuar plenamente em cada ocorrência”, acrescentou.

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Brasil

Criticada por governadores, PEC da Segurança Pública tem apoio do Procurador Geral da República

Marcelo Camargo/Agência Brasil – Arquivo

Apresentada pelo governo federal na última quinta-feira (31) e criticada por alguns governadores, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública tem o apoio “integral” do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o texto deve ser enviado ao Congresso Nacional até o fim deste ano, mas reconheceu o tema vai exigir paciência e grande debate.

“Aproveito para agradecer à mensagem que recebi do doutor Paulo Gonet Branco, que hipoteca integral apoio a esta PEC que estamos apresentando. O doutor Paulo Gonet — um dos eminentes constitucionalistas do Brasil e que escreveu um livro manual do direito constitucional — nos deu a honra de antecipadamente, conhecendo as linhas gerais do nosso projeto, se antecipou com solidariedade e apoio. Já saímos com gol antecipado, que é o apoio do Ministério Público Federal”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

Enquanto o texto recebeu apoio do chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República), há impasses com os governadores. Um dos exemplos é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que descartou qualquer possibilidade de implementar câmeras corporais nos policiais militares do estado.

“Eu sou governador do estado, eu fui eleito pelo meu povo. Eu não vou colocar câmera em policial meu de maneira alguma. Não existe a hipótese de colocar câmera em policial meu. Eu tenho que ter uma corregedoria séria, honesta, que não admita milícia. E não admito, prendi muitos policiais no meu estado. Não admito milícias”, disse.

O texto apresentado por Lewandowski não faz referência ao uso de câmeras corporais pelas forças de segurança dos estados. Está em vigor desde maio deste ano uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o uso dos dispositivos.

No entanto, o documento não obriga a adoção dos itens — a adesão dos estados é opcional.

R7

Opinião dos leitores

  1. O objetivo é o governo federal ficar com o poder e controlar as últimas e maiores forças policiais armadas, já que as forças armadas não existem mais. O governo TEM MEDO dessa força, que não estão subordinadas ao presidente. A PF , totalmente SUBORDINADAS, parecendo uma milícia, não tem o poder que as polícias militares têm.

  2. Na hora que esse desgraçado for assaltado, ou algum parente próximo a ele for executado por bandido, esse esquerdopata muda a sua visão sobre o tema.

  3. Quantos votos este cidadão teve? Quem deve dizer o que pode e o que não pode é o parlamento eleito com os votos do povo.

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Brasil

ENEM: quase 5 mil candidatos foram eliminados no 1º dia

BRENO ESAKI

Quase cinco mil candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 foram eliminados no primeiro dia de provas, neste domingo (3/11). A informação foi repassada pelo Ministério da Educação (MEC) em coletiva de balanço após o fim da aplicação do exame.

Os motivos que levaram à eliminação de inscritos envolvem:

– tentar deixar o local de prova com o caderno de respostas antes dos 30 minutos finais;
-portar equipamento eletrônico;
-ausentar-se antes do horário mínimo permitido;
-utilizar materiais impressos de apoio/consulta; ou
não atender orientação dos fiscais.

A abstenção no primeiro dia foi de 26,6%. No total, mais de 4,3 milhões de pessoas se inscreveram.

De acordo com o MEC, o número representa queda na abstenção do primeiro dia de provas em relação aos anos anteriores. Em 2023, 28,1% dos participantes não compareceram. Em 2022, o número foi de 28,3% dos inscritos.

Metrópoles

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Geral

VÍDEO: Ônibus é incendiado em Felipe Camarão após morte de jovem durante ocorrência policial

Um ônibus foi incendiado em Felipe Camarão na noite deste domingo (3) após morte de jovem durante ocorrência policial no bairro, segundo informações do Via Certa Natal. Ainda de acordo com informações do Via Certa Natal, o jovem teria furado uma barreira policial.

O Corpo de Bombeiros chegou ao local para combater o incêndio, mas a população que protestava bloqueou a rua, impedindo o acesso dos bombeiros ao veículo incendiado. A Polícia Militar chegou ao local, e uma intensa troca de tiros ocorreu.

Opinião dos leitores

  1. Esse desgoverno dessa incompetente de Nova Palmeira-Pb está levando ao caos urbano no RN. Impichimeant já. Srs. deputados saiam de suas redomas e procurem salvar o estado, antes que seja tarde demais.

  2. O cara furou uma blitz. A população queima 2 ônibus e prejudicará eles próprios. Ô povo inteligente. O que a empresa de ônibus tem a ver?

  3. Governo Fraco, Comandante da PM incompetente e secretário de segurança pública omisso, favorecem o crime.

  4. Depois reclamam da falta de linhas de ônibus. Aí colocam a culpa no prefeito e empresários e esquecem de culpar os verdadeiros responsáveis .

  5. Qual o motivo que fez esse jovem furar uma barreira policial? Só podia está com algum ilícito e deve ter reagido a abordagem policial e sabe que vão se dar mal. Não tentem enfrentar a polícia que vcs se toram, a polícia é a última barreira entre o bem e o mal, se for dar uma de arrochado, se tora. E outra, rapidinho vão chegar nos mandantes e criminosos que tocaram fogo nos ônibus .

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Educação

Página com o tema da redação do Enem 2024 vaza antes do horário permitido; PF investiga

Foto: David Batista

Assim como ocorreu na edição de 2023, foi divulgada nas redes sociais uma imagem da prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2024 com o tema da redação e os textos motivadores antes de 18h, horário que estudantes podem sair com a prova. O jornal O Globo recebeu a imagem às 16h29 e notificou o Inep, organizador da prova.

A imagem passou a circular depois do início da prova, mas ante que elas pudesse vir a público. Professores ouvidos pelo jornal O Globo confirmam que a página é compatível com a prova.

A prova usou textos como o samba da Mangueira “História para ninar gente grande” e uma imagem de alunos da rede municipal do Rio na Pequena África para inspirar os inscritos a escrever sobre o tema “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”.

Em nota, o Inep informou que “deixar o local de prova portando o caderno de questões antes dos 30 minutos finais de prova é motivo de eliminação do participante, nos termos do tópico 12.1.24 do edital do Enem 2024”. De acordo com o órgão, os episódios “são registrados em ata de sala de aplicação e não comprometem a lisura do certame” e a Polícia Federal já foi acionada para investigar o caso.

Em maio desse ano, a Polícia Federal informou que identificou a pessoa responsável por realizar o vazamento de 2023. A investigação concluiu que uma pessoa contratada para aplicar a prova do ENEM na cidade de Belém (PA) tirou uma foto da prova de redação às 13h50, quando o exame ainda estava em andamento, e encaminhou a uma amiga, professora.

“A conduta de utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso de processo seletivo para ingresso no ensino superior, pode gerar uma pena de reclusão de um a quatro anos e multa”, divulgou a PF.

Extra com informações de O Globo

Opinião dos leitores

  1. O que falta acontecer? O negócio está ficando desmantelado ligeiro demais, daqui a pouco nem andar na rua, qual a instituição que poderemos confiar? Será que ainda vão colocar a culpa no governo de Bolsonaro? Esse país está mais para piada, comenta Gugu Mafrento.

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Economia

Haddad cancela viagem à Europa que faria nesta semana, após pedido de Lula e disparada do dólar

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após pedido do presidente Lula e o dólar disparar, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou a viagem que faria à Europa nesta semana. A informação foi divulgada neste domingo pela pasta.

Haddad viajaria na segunda-feira e voltaria apenas no fim de de semana, num momento em que o governo discute corte de gastos.

Segundo a assessoria, o ministro passará a semana dedicado aos temas domésticos.

“Por essa razão, a viagem à Europa, prevista para segunda-feira (4), não será realizada neste momento. A agenda em questão será retomada oportunamente”, afirma a pasta.

Há duas semanas, a equipe econômica do governo vem discutindo um pacote de corte de gastos, esperado pelo mercado. As medidas seriam anunciadas depois das eleições.

Haddad se reuniu com Lula ao longo da semana passada, e a demora no anúncio das medidas frustrou o mercado

O dólar encerrou a sexta-feira valendo R$ 5,8698, em alta de 1,53%. As incertezas acerca da condução fiscal no Brasil seguem fazendo peso na cotação, segundo analistas.

É o maior patamar para o câmbio desde maio de 2020, ou seja, no auge da pandemia de Covid. Na semana, a moeda valorizou 2,9% na semana e, no ano, já acumula valorização de quase 21% em 2024.

Os juros futuros também demonstram pressão sobre as incertezas da política fiscal. Para 2027, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) já era negociada acima dos 13% ao ano.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. E aí cumpanhêro vai desarrumar a bagagem? Faça isso não, vá e fique por lá mesmo.

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Geral

Adolescente presencia assalto contra a mãe em ônibus a caminho da prova do Enem 2024 em Natal; Estudantes que também foram vítimas desistiram da prova

Foto: Pedro Trindade/Inter TV Cabugi

Uma adolescente de 17 anos presenciou um assalto contra sua mãe e outros passageiros de um ônibus da linha 77, enquanto seguia para a prova do Enem 2024, no início da tarde desta domingo (3).

Apesar do momento de tensão e medo, a jovem conseguiu chegar a tempo ao campus central do IFRN para fazer a prova. A jovem não teve nenhum bem tomado pelo criminoso.

Mãe da adolescente, a promotora de vendas Simone de Souza, de 48 anos, contou que o assalto foi praticado por um criminoso que estava sozinho, com uma arma de fogo.

Opinião dos leitores

  1. Nada como uma boa “audiencia de custodia” para esses bandidos, depous de soltos urem tomarem uma cervejinha com picanha e ficarem debochando de Cidadãos de bem, e ainda tem quem proponha e apoie lei para esses bandidos, projeto assinado pela deputada do pt.

  2. Esses adolescentes que foram vítimas desse meliante precisam entender que foi só pra ele tomar uma cervejinha. Isso é o que Lula diz. Então vamos continuar fazendo o L.

    1. Isso mesmo. Também fui vítima dessa classe. Triste mais é verdade. Nós que pagamos imposto é quem sustentamos seus vícios. Somente Deus por nós.

    1. Principalmente tendo o apoio do criminoso Mor do nosso país, LULADRAO.

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Geral

Funcionário de empresa confessa desvio de R$ 500 mil para apostar no Jogo do Tigrinho

Foto: Daniel Cymbalista/FotoArena/Estadão Conteúdo

O funcionário de uma empresa de Baixa Grande do Ribeirão, município do Piauí, confessou ter desviado R$ 500 mil para apostar no Jogo do Tigrinho, conhecido jogo de azar.

O indivíduo, que não teve a identidade revelada, está sendo investigado por furto qualificado e associação criminosa. Ele revelou, em depoimento prestado na sexta-feira (1º), nomes de outras pessoas que também teriam participado da ação.

Conforme o delegado Marcos Halan, da Polícia Civil do município, a empresa formalizou uma denúncia contra o funcionário. Dias depois, o suspeito se apresentou para esclarecimentos, a fim de evitar ser preso.

“A empresa nos procurou relatando que um funcionário tinha praticado um furto com a ajuda de outras pessoas, no valor em torno de R$ 500 mil”, disse Halan. Com o início da auditoria na empresa, o desvio já chega a R$ 600 mil.

“Posteriormente, o jovem veio até a polícia para apresentar a versão dele, confessando ter jogado o dinheiro na plataforma do Jogo do Tigrinho”, acrescentou o delegado. No depoimento, o rapaz contou que, em um dia, chegou a depositar R$ 140 mil na plataforma.

O jovem vai responder criminalmente e os demais investigados serão ouvidos pela polícia. “Nós ainda estávamos apurando o caso e a empresa ainda estava fazendo a auditoria. Mas ele deve responder por furto qualificado e por associação criminosa, porque tem mais pessoas envolvidas que colaboraram com ele nos furtos. Ele mencionou os nomes de todos os outros envolvidos”, disse Halan.

O rapaz trabalhava na empresa há 4 anos e ressarciu uma parcela do montante desviado. Segundo o delegado, a família dele está vendendo uma propriedade e promete arcar com o restante da quantia.

“Já devolveu parte do valor, em torno de R$ 200 mil. Agora, vamos encaminhar o caso para o Judiciário tomar as devidas providências”, contou Halan, que reforçou o impacto dos jogos de azar na sociedade. “Os vícios em jogos estão se mostrando um problema de saúde pública.”

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Geral

O mestre do cerimonial da Cultura – por Valério Marinho de Andrade

*por Valério Marinho de Andrade

Difícil é fazer – principalmente em Natal.

E, entre nós, ninguém, no plano individual, tem feito mais eventos culturais do que o colunista Toinho Silveira.

E sem estar exercendo cargo público.

O mais famoso desses eventos, O Troféu Cultura, vem se realizando, anualmente, e sem interrupções, há 21 anos!

O que, por si só, já é um feito extraordinário, principalmente por ser individualizado e ter permanecido em cartaz devido ao incansável esforço e ao talento promocional de Toinho Silveira.

Mas isso, além de já ser muito, excede os limites dos acontecimentos do gênero da fronteira potiguar. São de categoria nacional.

E, nas vezes em que promoveu a festa de encerramento do Festival de Cinema de Natal, o que foi registrado acima foi reconhecido pelo meio artístico carioca e paulista.

Este ano, no dia 31 de outubro, no Restaurante Piazzale Itália, em Ponta Negra, com a presença de 60 convidados, numa cerimônia estrelada por personalidades da capital e do interior do RN, teve lugar a distribuição do Trofeu Cultura de 2024.

Mais um sucesso na carreira de sucessos de Toinho Silveira, que herdou o toque de Midas como produtor cultural e social, e que, se estivesse vivendo no Rio de Janeiro, os seus eventos ganharia projeção nacional.

APLAUSOS para Toinho Silveira e o Troféu Cultura.

*por Valério Marinho de Andrade

Opinião dos leitores

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Educação

ENEM 2024: 1° dia tem questões sobre Rita Lee, ‘Game of Thrones’ e solidariedade no RS

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 teve questões sobre Rita Lee, Racionais MCs e solidariedade no Rio Grande do Sul após a enchente histórica de abril, e outros temas, como:

  • Crítica de ‘Game of Thrones’
  • Trecho de ‘A culpa é das estrelas’, de John Green
  • Novelas como ‘A escrava Isaura’ e ‘Roque Santeiro’
  • Questões sobre cultura africana
  • Movimento Black Lives Matter
  • Música Holy War, da cantora americana Alicia Keys
  • rompimento da barragem do fundão,
  • chegada da pílula anticoncepcional no Brasil nos anos 1960,
  • refugiados e dificuldade de integração na sociedade,
  • Círio de Nazaré (patrimônio histórico no Brasil)

Além disso, a redação contou com seis textos motivadores. Entre eles,

  • Definição do dicionário da palavra ‘herança’
  • provérbio africano sobre a origem das pessoas
  • Trecho do um samba-enredo da Mangueira

Neste domingo (3), candidatos respondem 45 questões de linguagens e outras 45 de ciências humanas, além da redação, cujo tema foi “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil.

g1

Opinião dos leitores

  1. A grande maioria dos pais se lascam pra tentar prover uma educação descente aos seus filhos, para no final serem sabatinados por questões a respeito novelas, samba-enredo e livros de romance…

  2. Toinho Silveira, um mossoroense que ama a sua terra e sua gente. Parabéns Toinho, a colônia mossoroense tem orgulho de você!

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Geral

Policial militar da reserva é morto a tiros durante vaquejada em Cruzeta

oto: reprodução

Um homem foi assassinado durante uma vaquejada na madrugada deste domingo (3) na zona rural de Cruzeta, na região Seridó potiguar, distante cerca de 232 km de Natal.

A Polícia Militar confirmou que a vítima é um policial militar da reserva, de 58 anos. Segundo o 6º Batalhão, que atendeu a ocorrência, ele era conhecido como Sargento Felipe.

Até a tarde deste domingo (3), no entanto, o corpo da vítima seguia sem identificação oficial no Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN).

Segundo a PM, o crime aconteceu por volta das 2h50 na comunidade conhecida como Sítio Salgado, durante uma vaquejada. Segundo a polícia, o militar da reserva foi vítima de disparos de arma de fogo na saída do evento, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Policiais militares do 6° Batalhão da PM foram até o local, isolaram a cena de crime e acionaram o Itep e a Polícia Civil para dar início às investigações.

Buscas pelos suspeitos foram realizadas na região, mas ninguém foi preso. A motivação do crime ainda deverá ser investigada.

g1-RN

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Opinião

Não podemos mais errar no combate à desinformação (fake news) – Por Herval Sampaio

Foto: Pedro França/Agência Senado

Por Herval Sampaio*

Em 2018 o Brasil conheceu de forma sistêmica o fenômeno que ocorrera dois anos antes, em 2016, no Reino Unido e nos Estados Unidos: a disseminação massiva e coordenada de fake news no processo eleitoral. Nosso país passou, naquele ano, por uma quebra de paradigmas que, nos anos seguintes, mostrou ter encontrado aderência social para se instalar e permanecer, causando tantos males à nossa democracia.

Feita a rápida contextualização do problema, chegamos a 2024, e embora o pleito deste ano tenha encerrado há pouco, algo, infelizmente, não cessou com o fim do Segundo Turno: os erros das pesquisas eleitorais para muito além das margens. Essa constatação, que não é novidade, está ancorada em dezenas de exemplos ocorridos ao longo desta quadra eleitoral por todas as partes do Brasil, e em especial no Rio Grande do Norte, Estado no qual moramos e nos orgulhamos, mas os dados a serem discorridos nos entristece e ao mesmo tempo nos fortalece no combate a esse direcionamento criminoso que alguns têm feito e com a mesma intensidade tem de ser reprimido e expurgado do nosso processo eleitoral.

A partir de um projeto desenvolvido em parceria com alguns pesquisadores, de monitoramento das pesquisas registradas desde 1 de janeiro até 20 de outubro, lastreado pelas bases de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), produzimos um estudo que reúne vasto acervo de informações que corroboram a premissa de que as pesquisas eleitorais tornaram-se um instrumento de desinformação (fake news) em massa, como modus operandi de partidos e políticos para lograr êxito nas disputas municipais, a saber: crescimento vertiginoso e atípico dos gastos com pesquisas, da quantidade delas, do preço médio, do número de institutos e do perfil dos contratantes, por vezes incompatível com o faturamento destes, dados irrefutáveis que merecem uma investigação muito rigorosa e criteriosa.

O primeiro dado que merece atenção diz respeito ao aumento dos gastos registrados no Brasil, comparando-se 2016 com 2024: foram R$ 71 milhões há 8 anos, e agora romperam a casa dos R$ 171 milhões. Ou seja, as 14,8 mil pesquisas registradas nesta eleição custaram R$ 100 milhões a mais. Isso implica dizer que o valor médio de cada levantamento cresceu de R$ 7,9 mil (2016) para R$ 11,5 mil (2024).

No Rio Grande do Norte, há números que chamam mais atenção sobre vários aspectos. O primeiro deles é o volume de recursos gastos com pesquisas registradas: R$ 5,3 milhões em 2024. Isso equivale a 8 vezes o que foi gasto na eleição de 2016 no estado (R$ 679 mil) – apenas em Natal, as cifras passaram de R$ 1,6 milhão agora, contra R$ 239 mil em 2016, com aumento de quase 7 vezes.

Quanto ao volume de levantamentos registrados, foram 744 neste ano, contra apenas 144 em 2016. Aumento de 600 pesquisas ou 416%. Isso fez com que o Estado ocupasse o 8º entre os 26 estados com mais pesquisas divulgadas, e 3 cidades aparecem entre as 30 do Brasil: Natal (4º, com 101), Parnamirim (23º, com 37) e São Gonçalo (30º, com 32). E Natal teve o crescimento mais vertiginoso, passando de apenas 15 em 2016 para 101 em 2024. Importante enfatizar, que no nosso estudo só consideramos as registradas no TSE. As chamadas “pesquisas internas”, realizadas pelas campanhas dos candidatos, é quase impossível no momento, de elaborar qualquer diagnóstico pela dificuldade na captação dos dados devido o seu caráter restrito aos contratantes/pagantes.

No que diz respeito aos institutos que atuaram no Rio Grande do Norte, o número saltou de 11 em 2016 para 31 neste ano, redundando em crescimento de 181% no comparativo. Na capital potiguar, no mesmo período, passaram de 4 para 19, equivalente a quase 5 vezes mais. A explosão numérica aqui mencionada é assombrosa por si só!

Com a elevada quantidade de institutos oferecendo serviços, criou-se um cenário no país inteiro, refletido de forma acentuada em solo potiguar, que nos parece ter desbordado na mercantilização das pesquisas, haja vista que o total de cidades do Estado que realizaram pesquisas subiu de 63 (2016) para 128 (2024), ou seja, mais do que dobraram.

Casos que ilustram o problema

A utilização de pesquisas como instrumento de desinformação tornou-se tão efetivo e presente nas eleições, que houve casos em que candidatos e partidos sentiram-se à vontade para, não apenas realizarem levantamentos, como fazê-los de forma pública, com registro oficial junto ao TSE, e compondo suas prestações de contas, sem qualquer constrangimento, e é nesta nódoa que para nós reside o problema.

No estado, tivemos candidatos a prefeito Coronel Ezequiel e São Bento do Trairí que contrataram, registraram e divulgaram pesquisas eleitorais ao longo da disputa. Houve também o caso de um partido (PSD) que contratou, registrou e deu publicidade a levantamentos onde seus candidatos concorriam, casos de Apodi, São Bento do Trairí e São Miguel do Gostoso.

Em outras cidades, houve candidatos que contrataram institutos de pesquisa com recursos de campanha, do fundo eleitoral, e esses institutos, mesmo diante do claro conflito ético, permaneceram publicando levantamentos na capital, casos da Consult, Exatus e Datavero, que no 1º turno tiveram suas projeções de véspera errando para além das margens de erro, inclusive na indicação de quais seriam os 2 candidatos a passarem ao 2º turno. Tais institutos obtiveram melhor desempenho no 2º turno, quando havia apenas 2 candidatos e a tendência de oscilação dentro das margens de erro é maior.

Também foi possível verificar situações, no mínimo, curiosas, como o fato de que ao menos 125 pesquisas registradas tiveram os institutos se autodeclarando como contratantes/pagantes dos trabalhos que eles próprios realizaram. É dizer que 1 a cada 5 serviços contratados foi ‘doado’. Inclusive apenas 2 institutos concentram a maioria desses 125 levantamentos. E esses dados ganham contornos mais chamativos quando se verifica que eles consumiram cerca de R$ 1,1 milhão. Ou seja, essas empresas vão na contramão a um princípio básico do capitalismo, a relação entre receitas e despesas, como forma de sobrevivência econômico-financeira.

Outro fato que chama atenção é que blogs, sites e portais foram responsáveis por R$ 2,5 milhões ou quase metade (47%) dos recursos que custearam as pesquisas, indicando uma representatividade desproporcional à fatia que ocupam do mercado publicitário potiguar. Tanto assim, que os veículos da mídia tradicional (TV e rádio) foram responsáveis por menos de 20% dos gastos, denotando também desproporcionalidade, neste caso inversa, da representatividade deles no mercado estadual. Tal fato nos faz se perguntar: o mercado dos blogs é tão virtuoso que permite investimento milionário? A pesquisa eleitoral é um “produto” rentável financeiramente capaz de tamanho gasto por seus proprietários?

Erros dos institutos

Para verificar o desempenho dos institutos é preciso utilizar um parâmetro justo e, no caso da eleição de 2024, no Rio Grande do Norte, o trabalho realizado por esses pesquisadores se valeu do comparativo entre os votos totais nas urnas e as intenções de votos estimuladas apontadas em cada levantamento, dentre aqueles realizados nos últimos 4 dias anteriores à eleição, particularmente do pleito das 6 cidades em que houve mais registros de pesquisas: Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu e Apodi.

Ao final do primeiro turno, apenas 1 (TS2, em Mossoró) entre as 28 pesquisas avaliadas aproximou-se do resultado das urnas, dentro das margens de erro. Significa que apenas 3,5% das pesquisas tiveram desempenho certeiro, e no caso de Natal, apenas 1 instituto (AtlasIntel) acertou quais candidatos iriam ao 2º turno. Contraditoriamente, embora o instituto que mais se aproximou do resultado em Mossoró, foi o que trouxe o maior “erro médio” em Natal. Conforme o quadro abaixo, nenhum instituto conseguiu obter desempenho abaixo dos 3,5% de margem de erro:

Já no 2º turno ocorrido em Natal, embora tenham melhorado na precisão, os institutos realizaram 29 levantamentos entre 07/10 e 26/10, 11 dos quais divulgados nos últimos dias, e ainda assim, verificou-se uma oscilação com discrepâncias acentuadas, variando de maioria pró-Natália Bonavides em 1,5% e pró-Paulinho Freire em 20,5%, quando o resultado das urnas trouxe uma diferença de 10,1% em favor do candidato do União Brasil, como detalhado a seguir:

As estimativas capturadas pelos institutos Seta e Qualittá são simbólicos do problema, na medida em que apresentam cenários diametralmente opostos em vencedor e maioria, para muito além do razoável das margens de erro, merecendo, nosso sentir, uma investigação rigorosa como defendida, pois no mínimo é estranho imaginar que uma pesquisa que é científica, por excelência, apresente um disparate muito além das margens de erro, sem que se aponte nenhum fato excepcional justificador. Com a palavra o Ministério Público!

Sociedade unida é o caminho para resolver o problema

Nos parece que o universo das pesquisas eleitorais, ao seguir uma dinâmica quase que exclusivamente entregue à iniciativa privada, no caso do Brasil, criou ambiente propício à formação de um ciclo vicioso que envolve políticos, institutos e blogs/portais, envidados no propósito dos seus respectivos interesses individuais, a despeito do compromisso único e imaculável de expressar o pensamento coletivo em dado recorte temporal.

Dessa constatação, deriva a necessidade de que, de igual modo, a sociedade se mobilize para, a partir também de uma tríade (universidades, judiciários e mídia tradicional), se possa construir uma alternativa que permita entregar à população, quando dos pleitos bienais, pesquisas isentas, íntegras, permeadas da credibilidade e da expertise técnica da academia, conduzindo, nesse campo, ao protagonismo da ciência e não das fake news.

Isto não significa, em momento algum, sugerir o fim dos institutos privados. Ao contrário. Com isso, as empresas cuidariam de um nicho bem maior e afeto aos interesses de seus contraentes, que é o das pesquisas de consumo interno, que para atingirem seus escopos, nunca vai se permitir que a ciência não seja priorizada, já que os resultados servirão realmente para a campanha e eventual governo.

Para completar, sugere-se que ao final de cada eleição, as universidades publicariam um ranking de desempenho dos institutos, de acordo com o erro médio calculado a partir do comparativo entre intenção de votos estimulada e votos totais nas urnas, a servir como balizador da reputação de todos os que participaram do pleito, como uma espécie de agência de checagens como existe no combate às fake news.

Ao contrário de uma pesquisa cientificamente fundamentada por uma universidade respeitada, uma pesquisa eleitoral sem a devida transparência e quem sabe, manipulada e tendenciosa, pode influenciar no resultado de uma eleição e na democracia.

Ao fim e ao cabo, estamos chamando atenção para o problema e dando uma pequena contribuição ao debate público, tentando unir a academia e o judiciário para oferecer alternativas a contornar a gênese da questão, porque se atores sociais como o – TSE, as universidades públicas e a mídia tradicional, sem olvidar os blogs e demais atores da mídia social que não aceitem participar de farsas – não se unirem para implementar iniciativas concretas como as aqui sugeridas, correremos o risco de repetir em 2026 o processo de corrosão e fragilização da democracia de modo ainda mais agudo, institucionalizando-se via “pesquisas fake news” na nossa cara e sem pudor, violando vários atos normativos de uma vez só, inclusive a nova resolução do TSE de combate à desinformação. Feito o alerta!

*José Herval Sampaio Júnior é Juiz de Direito TJ/RN, Doutor em Direito Constitucional pela UFPR e Professor do Curso de Direito da UERN.

Opinião dos leitores

  1. Esse magnifico trabalho do Doutor José Herval Sampaio Júnior, deveria se tornar a bussola para que as autoridades brasileiras e os politico se debrucem, em busca não só do aperfeiçoamento mas da moralização dessa ferramenta desagregadora da nossa DEMOCRACIA, usada como uma verdadeira banca de negócios nas campanhas eleitorais. Vale ressaltar que grande parte do seu efeito negativo, foram os mais de 33.000.000 (21,2%) de abstenção em todo o Brasil e 150.000 (26%) em Natal, no Segundo turno

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ENEM 2024: “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil” é o tema da redação

O tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2024 é: “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”. A informação foi confirmada pelo ministro da Educacão, Camilo Santana,

Mais de 4,3 milhões de pessoas de inscreveram para o Enem, cujo primeiro dia de aplicação ocorre neste domingo (3).

Além da redação, o primeiro dia de Enem conta com 90 questões, sendo metade de linguagens (língua portuguesa, literatura e língua estrangeira) e metade de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia).

Confira o tema da redação do Enem em outros anos

  • Enem 2023 – “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”
  • Enem 2022 – “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”
  • Enem 2021 – “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”
  • Enem 2020 – “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”, na versão impressa; e “O desafio de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil”, na digital.
  • Enem 2019 – “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”
  • Enem 2018 – “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”
  • Enem 2017 – “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”
  • Enem 2016 – “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”
  • Enem 2015 – “A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira”
  • Enem 2014 – “Publicidade infantil em questão no Brasil”

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Bancos devolveram ao INSS quase R$ 8 bilhões em benefícios não sacados no prazo legal

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Entre janeiro de 2023 e setembro deste ano, os bancos devolveram ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mais de R$ 7,88 bilhões relativos a benefícios que os segurados deixaram de sacar no prazo legal.

Do total, pouco mais de R$ 4,947 bilhões foram restituídos ao longo do ano passado. Já entre janeiro e setembro deste ano, o montante estornado superou R$ 2,938 bilhões.

A legislação determina que, se o segurado não sacar o valor depositado pelo INSS em até 60 dias, o banco deve devolvê-lo integralmente ao Instituto. A medida se aplica apenas a quem usa o cartão magnético do órgão para movimentar o benefício recebido.

Segundo o Instituto, o objetivo é evitar pagamentos indevidos e tentativas de fraude, como o saque, por terceiros, do benefício de segurados que já faleceram. Além disso, por precaução, sempre que a quantia depositada é devolvida por falta de movimentação, o INSS suspende futuros pagamentos ao beneficiário.

Ainda de acordo com o INSS, o beneficiário pode pedir a regularização de sua situação e a posterior liberação dos recursos a que tem direito. De forma que o Instituto poderá voltar a liberar ao menos parte dos R$ 7,88 bi para segurados que, no segundo momento, conseguiram provar fazer jus ao benefício.

Indagado pela Agência Brasil, o INSS respondeu que, até essa quinta-feira (31), ainda não havia calculado o número de segurados cujos benefícios foram devolvidos, a partir de janeiro de 2023, por falta de movimentação. Nem quantos deles regularizaram suas situações. O INSS também não soube informar a cifra final devolvida ao Tesouro Nacional no mesmo período de 21 meses.

“É difícil estimar. Muitos benefícios podem ter sido suspensos por não terem sido sacados [dentro do prazo legal] e restabelecidos em seguida. [Nestes casos] os pagamentos são feitos por complemento positivo e não temos ferramenta gerencial que mensure quantos deles vieram de um restabelecimento, bem como seus respectivos valores”, explicou a assessoria do órgão, referindo-se a uma das modalidades de pagamento que o instituto adota para corrigir ou complementar valores já liberados aos segurados.

“Isso não é incomum”, assegurou o advogado Mauro Hauschild. Especialista em direito previdenciário, ele presidiu o INSS entre 2011 e 2012. “Até porque, esses recursos devolvidos pelos bancos voltam para uma espécie de conta única, o Fundo do Regime Geral de Previdência Social, no qual o governo coloca dinheiro todos os meses a fim de pagar os benefícios, já que a arrecadação é menor que a despesa.”

Segundo Hauschild, um segurado pode deixar de sacar seu benefício por vários motivos. “Ele pode ter falecido e a quantia continuar sendo depositada porque o óbito demorou a ser notificado. Ou a pessoa deixou de atender aos requisitos para receber o pagamento, como, por exemplo, voltou a trabalhar com vínculo formal. Enfim, são várias situações.”

Para o advogado, considerando que o INSS movimenta, mensalmente, dezenas de bilhões de reais para pagar aposentadorias, pensões, auxílios previdenciários e benefícios assistenciais, os R$ 7,88 bilhões devolvidos pelos bancos desde janeiro do ano passado é um valor admissível.

“É um baita número, um valor alto, mas quando pegamos a gama de valores pagos pelo instituto, não é algo assim tão fora da curva, inesperado. É até compreensível, já que o Instituto atende a milhões de segurados. Basta um percentual pequeno de situações [em que o segurado deixa de movimentar a conta] para que os valores se acumulem mês a mês, rapidamente”, ponderou Hauschild.

Para regularizar sua situação, o beneficiário deve ligar para 135 (opções 6 e1), a Central de Atendimento do Ministério da Previdência. Também é possível acessar o Meu INSS e solicitar o pagamento dos benefícios não recebidos. Além disso, o instituto orienta os segurados a sempre observarem as datas dos depósitos e os prazos para sacar seus benefícios.

Agência Brasil

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