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ELEIÇÕES 2026: Lula ganhou 10,3 milhões de votos entre os turnos; São Paulo liderou crescimento

Foto: Ricardo Stuckert

Lula (PT) recebeu 10.376.694 votos a mais no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 em comparação com o primeiro. São Paulo foi o estado que mais contribuiu para o aumento, com 2.613.861 votos adicionais, seguido por Minas Gerais, com 1.162.163, e Rio de Janeiro, com 872.372.

Os dados do TSE mostram que o crescimento da votação de Lula ocorreu nas 27 unidades da Federação, embora em proporções diferentes. A Bahia aparece na quarta posição, com 820.487 votos a mais, seguida por Pernambuco, com 563.542, e Rio Grande do Sul, com 529.793.

No Nordeste, região em que Lula venceu nos nove estados no segundo turno, o maior aumento absoluto foi registrado na Bahia. O Ceará teve acréscimo de 480.861 votos, enquanto a Paraíba registrou 252.932 e o Maranhão, 241.930.

O Rio Grande do Norte aparece na 14ª posição do levantamento, com 175.633 votos adicionais para Lula entre os dois turnos. Alagoas registrou aumento de 157.162 votos, o Espírito Santo teve 151.937 e o Piauí, 130.279.

Na outra ponta da lista, Roraima apresentou o menor crescimento em números absolutos, com 9.085 votos adicionais. Acre e Amapá também tiveram aumentos inferiores a 11 mil votos.

Os números representam a diferença entre as votações de Lula nas duas etapas da eleição em cada estado. A comparação mostra onde o candidato ampliou sua votação, mas não identifica individualmente em quem votaram os eleitores entre os turnos.

No resultado nacional, Lula terminou o segundo turno com 64.256.232 votos, contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro (PL). O aumento da votação petista entre as duas etapas foi superior ao registrado pelo adversário, que recebeu cerca de 3,7 milhões de votos a mais no segundo turno.

 

Opinião dos leitores

  1. Tá?!!
    Mas o que aconteceu de novo para mudar a trajetória de vitória do 22?
    Qual foi o motivo,
    Bolsa Família em São Paulo?
    Çei não👎!!!!!! .
    Essas contas não fecha.
    Cadê a lógica hein?

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[VÍDEO] Flávio caiu nos 27 estados e perdeu para Lula em 213 cidades que havia vencido no 1º turno

Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua votação em quase 4 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, mas terminou derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um levantamento do Radar do Voto analisou os resultados dos 5.561 municípios brasileiros para mostrar onde a votação dos candidatos mudou entre as duas etapas.

Opinião dos leitores

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ELEIÇÕES RN: Allyson venceu em Natal após receber apoio de Paulinho Freire

Foto: Reprodução

Allyson Bezerra (União Brasil) venceu Cadu de Lula (PT) em Natal no segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. O resultado ocorreu após o prefeito da capital, Paulinho Freire (União Brasil), anunciar apoio à candidatura de Allyson em 13 de outubro, ao lado de vereadores e lideranças políticas.

Na capital, Allyson recebeu 236.592 votos, contra 210.971 de Cadu, uma diferença de 25.621 votos. No primeiro turno, o resultado entre os dois havia sido diferente: Cadu terminou à frente de Allyson por 45.568 votos. Naquela etapa, Álvaro Dias (PL) foi o candidato mais votado em Natal, com 165.210 votos.

Entre os turnos, Allyson ampliou sua votação na capital em 134.651 votos, enquanto Cadu teve um acréscimo de 63.462. Os números mostram a mudança no resultado da disputa entre os dois candidatos em Natal.

Em Parnamirim, Allyson também ampliou a vantagem sobre Cadu. A diferença, que era de 6.287 votos no primeiro turno, passou para 27.178 no segundo. Somados os resultados de Natal e Parnamirim, Allyson melhorou seu saldo em 92.080 votos entre as duas etapas da eleição.

Apesar do desempenho na capital e na região metropolitana, Allyson não conseguiu compensar a diferença registrada em outras regiões do estado. Cadu foi eleito governador com 1.073.024 votos, contra 1.040.399 de Allyson.

Com informações do Blog do Dina

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ELEIÇÕES RN: Cadu virou em 31 municípios onde Allyson havia vencido no primeiro turno

Foto: Reprodução

Cadu de Lula (PT) venceu em 31 municípios do Rio Grande do Norte onde Allyson Bezerra (União Brasil) havia sido o candidato mais votado no primeiro turno da eleição para o Governo do Estado. O levantamento do Blog do Dina, elaborado a partir dos dados do TSE, compara os resultados municipais das duas etapas da disputa.

Dos 167 municípios potiguares, 73 tiveram Cadu como candidato mais votado nos dois turnos, enquanto 34 mantiveram Allyson na liderança nas duas etapas. Em outras 31 cidades, Allyson venceu no primeiro turno e Cadu passou à frente no segundo. Segundo o levantamento, não houve município em que Cadu liderou no primeiro turno e Allyson assumiu a dianteira no segundo.

Entre as cidades em que houve mudança de liderança estão São José de Mipibu, Areia Branca, Governador Dix-Sept Rosado, Alto do Rodrigues, Santo Antônio, Cerro Corá e Montanhas.

O levantamento também analisou os 29 municípios em que Álvaro Dias (PL) foi o candidato mais votado no primeiro turno. Nesse grupo, 14 deram a vitória a Cadu no segundo turno, enquanto 15 tiveram Allyson como vencedor.

Entre os municípios que ficaram com Allyson estão Natal, Parnamirim e Extremoz. Nessas três cidades, Álvaro havia somado 219.663 votos no primeiro turno. Entre os municípios desse grupo em que Cadu venceu no segundo turno, Caicó foi o maior.

Os dados municipais mostram como os resultados se distribuíram pelo estado entre as duas etapas da eleição. A comparação, porém, não permite identificar individualmente em quem votaram os eleitores de Álvaro Dias, já que os totais por município não registram a escolha de cada eleitor entre os turnos.

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ELEIÇÕES RN: Região de Mossoró virou saldo de 58 mil votos a favor de Cadu do 1º para o 2º turno

Fotos: Magnus Nascimento/TN

A região intermediária de Mossoró registrou uma mudança de 58.576 votos no saldo entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) entre o primeiro e o segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. O levantamento do Blog do Dina, com base nos dados do TSE, mostra que a região passou de uma vantagem de 18.378 votos para Allyson no primeiro turno para uma vantagem de 40.198 votos para Cadu no segundo.

Nos 68 municípios que compõem a região intermediária de Mossoró, Cadu acrescentou 96.234 votos à sua votação entre os turnos, enquanto Allyson teve um aumento de 37.658 votos.

Mossoró, cidade onde Allyson foi prefeito, apresentou um resultado diferente do registrado no conjunto da região. O candidato do União Brasil venceu nos dois turnos, mas sua vantagem sobre Cadu caiu de 38.084 para 35.033 votos.

Entre as duas etapas, Cadu ampliou sua votação em Mossoró em 15.883 votos, enquanto Allyson acrescentou 12.832 votos. A redução da diferença foi de 3.051 votos a favor do petista, embora Allyson tenha mantido a liderança no município.

No Seridó, a vantagem de Cadu na região intermediária de Caicó passou de 21.895 para 31.935 votos. Já na região intermediária de Natal, Allyson ampliou sua vantagem de 19.026 para 39.508 votos.

No resultado estadual, Cadu terminou o segundo turno com 1.073.024 votos, contra 1.040.399 de Allyson, uma diferença de 32.625 votos.

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DIREITA: Tarcísio e Michelle ganham força após derrota de Flávio Bolsonaro

Foto: Douglas Gomes/Republicanos

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial abre espaço para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) ampliarem sua influência na direita e se posicionarem como possíveis nomes para a eleição presidencial de 2030. A avaliação é do colunista Artur Rodrigues, do UOL.

Tarcísio conta com a estrutura política do governo paulista e o apoio de partidos de centro-direita. Reeleito governador, ele terá quatro anos para articular alianças e buscar espaço como alternativa para liderar o campo conservador.

Michelle, por sua vez, chega ao Senado com apoio de setores evangélicos e uma trajetória de atuação política à frente do PL Mulher. A eleição amplia sua estrutura partidária e pode fortalecer seu nome em futuras disputas nacionais.

A derrota de Flávio também expõe desafios para a família Bolsonaro na definição de sua liderança política. O senador perde a disputa pelo Planalto, enquanto Jair Bolsonaro havia apoiado sua candidatura. A disputa por espaço na direita pode envolver ainda o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que ampliou sua projeção nacional.

Apesar da derrota presidencial, o PL mantém força no Congresso Nacional, com as maiores bancadas da Câmara e do Senado, o que garante à legenda influência nas articulações políticas dos próximos anos.

Com informações do UOL

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ORÇAMENTO 2027: Governo Lula terá de remanejar R$ 20 bilhões para custear medidas anunciadas na campanha

Foto: Ricardo Stuckert

O Orçamento da União para 2027 precisará passar por ajustes para acomodar despesas e medidas anunciadas pelo governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral. Segundo a CNN Brasil, o Ministério do Planejamento e Orçamento estima a necessidade de remanejar cerca de R$ 20 bilhões.

Entre as medidas que pressionam as contas públicas estão o reajuste do Bolsa Família e a terceira edição do programa Desenrola, com impactos estimados em R$ 22,7 bilhões e R$ 5 bilhões, respectivamente.

Lula também prometeu ampliar o Pé-de-Meia para estudantes universitários e criar o chamado Pix MEI, com transferências de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais.

Outra proposta enviada pelo presidente antes do segundo turno prevê transporte público gratuito aos fins de semana. Para financiar a medida, a proposta de emenda à Constituição prevê destinar 26,8% dos recursos reservados às emendas parlamentares, o equivalente a R$ 12 bilhões em 2027.

Meta fiscal

A proposta orçamentária para 2027 prevê superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em R$ 73,2 bilhões. A equipe econômica afirma que a meta fiscal está mantida, apesar das despesas previstas.

Além dos gastos, o governo deverá considerar uma perda estimada de R$ 5,3 bilhões em arrecadação em 2027 com o fim das bets.

Especialistas ouvidos pela CNN Brasil apontam que o desafio será conciliar as medidas anunciadas com o equilíbrio das contas públicas. O economista Gabriel Leal de Barros avalia que novas despesas ou reduções de receitas dificultam o ajuste fiscal. Já o especialista em contas públicas Murilo Viana defende mudanças graduais para evitar impactos negativos sobre a atividade econômica.

A composição do Congresso também é apontada como um fator de dificuldade para a aprovação de mudanças fiscais, diante da presença do PL como maior bancada na Câmara e no Senado.

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[VÍDEO] Rogério Marinho diz que decisão de contestar resultado partiu de Flávio Bolsonaro

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou que seguirá a decisão do candidato de questionar o resultado das eleições. A declaração foi dada a jornalistas neste domingo (25), em Brasília.

“A decisão do líder é a nossa decisão”, disse Marinho, ao comentar o anúncio de Flávio de que pretende pedir a anulação do pleito.

A campanha alega que a prorrogação do horário de votação, determinada pelo ministro do STF, Cristiano Zanin, teria prejudicado o resultado eleitoral e favorecido o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho afirmou que o grupo pretende recorrer à Justiça e citou a possibilidade de contestação prevista na legislação. Até o momento, as alegações apresentadas pela campanha não comprovam irregularidades capazes de alterar o resultado da eleição.

Opinião dos leitores

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ELEIÇÕES 2026: Urnas registraram 5 mil votos após as 17h, aponta levantamento com dados do TSE

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

A extensão do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais atingiu 7.352 urnas em todo o país, o equivalente a 1,48% do total de equipamentos utilizados. Nessas urnas, foram registrados 5.052 votos após as 17h, segundo levantamento do programador Apolinário Passos com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado pelo Metrópoles.

O número representa uma parcela reduzida do total de votos válidos da eleição. Lula (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O levantamento utilizou dados do TSE e teve o código disponibilizado pelo programador na plataforma GitHub.

A prorrogação do horário de votação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a derrota, Flávio Bolsonaro questionou a medida e afirmou que pretende contestar o resultado na Justiça.

O candidato alegou que a decisão alterou as regras durante o processo eleitoral. Os números apresentados no levantamento dimensionam a quantidade de votos registrados após as 17h nas urnas afetadas, mas, isoladamente, não demonstram eventual impacto sobre o resultado final.

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REAÇÕES: Caiado, Zema e Renan Santos comentam vitória de Lula; Cury fica em silêncio

Cury, Renan Santos, Caiado, Zema – Foto: Érico Andrade/g1, Carlos Henrique Dias/g1, Divulgação e Caio Ranieri/TV Integração

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais repercutiu entre os candidatos que disputaram o primeiro turno. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) se manifestaram sobre o resultado. Augusto Cury, que havia demonstrado apoio a Flávio, não se pronunciou até a publicação da reportagem do g1.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema questionou a disputa e afirmou, sem apresentar provas, que Lula aplicou um “golpe à la Venezuela”. Ele também criticou a campanha eleitoral e acusou adversários de disseminarem informações falsas.

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reconheceu o resultado das urnas, apesar de defender uma renovação política no país. Caiado havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

“Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração”, afirmou Caiado em entrevista coletiva.

Renan Santos, por sua vez, descartou a hipótese de fraude eleitoral e atribuiu a derrota de Flávio à rejeição ao bolsonarismo. O ex-candidato também criticou apoiadores que questionaram a votação e pediu que não participassem de manifestações contra o resultado.

Augusto Cury, que havia manifestado apoio a Flávio Bolsonaro durante o segundo turno, não publicou comentários sobre a vitória de Lula até a divulgação da reportagem.

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BALANÇO: PF registra 57 ocorrências e conduz 71 pessoas no segundo turno das eleições

Foto: PF

A Polícia Federal instaurou seis inquéritos policiais e lavrou 57 termos circunstanciados de ocorrência para apurar crimes eleitorais durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (25).

Até as 19h, 71 pessoas haviam sido conduzidas, e 13 ocorrências de possíveis flagrantes de crimes eleitorais estavam em andamento, segundo balanço parcial divulgado pela instituição.

As ocorrências foram registradas em 18 estados, incluindo o Rio Grande do Norte. Entre os principais crimes apurados estão propaganda eleitoral irregular e violação do sigilo do voto.

Balanço de 2026

Ao longo de 2026, a Polícia Federal instaurou 1.613 inquéritos relacionados a crimes eleitorais. No mesmo período, foram apreendidos R$ 51,9 milhões em bens e valores, dos quais R$ 31,7 milhões em dinheiro.

Segundo a PF, os números são parciais e podem sofrer alterações conforme o registro de novas ocorrências, o andamento das investigações e a atualização dos sistemas da instituição.

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CAMAROTE SUS: MPRN investiga manipulação na fila de consultas e exames no RN

Foto: MPRN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta segunda-feira (26) a operação Camarote SUS para investigar fraudes no sistema de regulação de consultas e exames da rede pública de saúde. A apuração aponta manipulação de agendamentos para beneficiar pessoas previamente selecionadas, em prejuízo da ordem oficial de espera.

Segundo o MPRN, o esquema envolveria três pessoas e uma empresa de assessoria em saúde, incluindo dois servidores públicos e um empresário. Os investigados são suspeitos de crimes como inserção de dados falsos em sistema, corrupção, desvio de cotas públicas e associação criminosa.

As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em Natal, Extremoz, Santana do Matos e Parnamirim. A operação contou com apoio da Polícia Militar e mobilizou quatro promotores de Justiça, dez servidores do Ministério Público e 16 policiais militares.

Como funcionava o esquema

De acordo com a investigação, a prática teria começado em agosto de 2022, com a criação de um usuário falso no sistema informatizado de saúde a partir dos dados de um paciente real. O perfil teria recebido autorizações para aprovar procedimentos, cancelar marcações e controlar vagas de atendimento.

Ainda segundo o MPRN, os investigados realizavam agendamentos simulados para bloquear vagas por até sete dias e, posteriormente, transferiam os atendimentos para pessoas selecionadas previamente, desrespeitando a ordem de espera.

A investigação identificou pelo menos 578 agendamentos e autorizações associados ao usuário clandestino. Relatórios de rastreamento digital apontaram acessos a partir de computadores de repartições públicas, residências e da sede da empresa investigada.

O Ministério Público também apura suspeitas de transferências bancárias entre os envolvidos, que poderiam estar relacionadas ao direcionamento irregular de consultas e exames.

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos. O material será analisado pelos setores técnicos do MPRN para subsidiar a continuidade das investigações.

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SENADO: Alcolumbre diz ter maioria para reeleição e descarta impeachment de Moraes

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirma ter pelo menos 48 votos para garantir a reeleição ao comando da Casa em 2027. Segundo interlocutores, ele também não pretende pautar pedidos de impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes.

Alcolumbre considera possível enfrentar um candidato do PL na disputa, mesmo com a legenda prevista para ter a maior bancada do Senado a partir de fevereiro, com 29 parlamentares. O partido planeja lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial derrotada de Flávio Bolsonaro.

Um dos fatores que favorecem os planos de Alcolumbre é a articulação com partidos do Centrão, que buscam limitar o espaço do PL no comando do Congresso.

O presidente do Senado também pretende defender a nomeação de Rodrigo Pacheco para uma vaga no STF ainda neste ano, conforme a articulação política relatada pela CNN Brasil.

Na Câmara dos Deputados, partidos do Centrão já manifestaram apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB). A articulação reúne União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade.

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ACIRRAMENTO HISTÓRICO: Lula e Flávio Bolsonaro têm votação quase idêntica em cinco cidades


Fotos: Ricardo Stuckert/Charles Vieira

O retrato da intensa polarização que marcou o segundo turno das Eleições de 2026 ficou evidente nos dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em cinco municípios brasileiros — espalhados pelos estados do Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Goiás, a disputa presidencial entre o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi decidida pela margem mínima de apenas um voto de diferença. Além do equilíbrio extremo nestas localidades, a apuração das urnas registrou um empate absoluto em um município paranaense.

No balanço das cidades onde a vantagem foi de apenas um voto, o cenário mostrou divisão. Lula terminou à frente em três municípios: Apiacá, no Espírito Santo, com 2.366 votos contra 2.365 do rival; Altamira do Paraná, no Paraná, com 1.334 votos ante 1.333 de Flávio; e São João do Pau d’Alho, em São Paulo, onde o petista registrou 769 votos frente a 768 do opositor.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro garantiu a liderança pela mesma margem em Anhanguera, localizada no sul de Goiás, somando 523 votos contra 522 de Lula, além de Nova Luzitânia (SP), onde obteve 1.039 votos contra 1.038 do candidato petista.

O ápice do equilíbrio eleitoral ocorreu na cidade de Marquinho, no Paraná. No município, a apuração final do TSE apontou um empate exato entre os postulantes ao Planalto: tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro receberam exatamente 1.530 votos válidos cada, o que equivale a 50% da preferência do eleitorado local.

Raio-X dos Municípios com Margem Mínima

Município Estado Candidato Mais Votado Placar de Votos Margem
Apiacá ES Lula 2.366 x 2.365 +1 voto (Lula)
Altamira do Paraná PR Lula 1.334 x 1.333 +1 voto (Lula)
São João do Pau d’Alho SP Lula 769 x 768 +1 voto (Lula)
Nova Luzitânia SP Flávio Bolsonaro 1.039 x 1.038 +1 voto (Flávio)
Anhanguera GO Flávio Bolsonaro 523 x 522 +1 voto (Flávio)
Marquinho PR Empate 1.530 x 1.530 0 (Empate)

Com informações do Metrópoles

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Lula vai indicar mais quatro ministros ao STF até 2030


Foto: Reprodução/STF

Reeleito no segundo turno das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá em mãos o poder de indicar mais quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) ao longo de seu novo mandato. O expressivo pacote de nomeações deve-se a uma vaga que se encontra em aberto desde a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, somada a outras três aposentadorias compulsórias por idade que ocorrem até o final de 2030.

O perfil e o desenho do Judiciário ganharam relevância inédita na agenda pública durante o pleito eleitoral, impulsionados pelo protagonismo que o STF assumiu na mediação de grandes temas políticos e pelas recentes tensões institucionais que envolveram membros do tribunal.

Ao longo da disputa, a reforma e o formato de escolha da Corte divergiram expressamente entre os principais candidatos. De um lado, Lula sinalizou apoio à criação de mandatos com tempo fixo para os magistrados do Supremo, alterando o modelo atual de vitaliciedade. Do outro, o senador Flávio Bolsonaro defendeu critérios mais restritivos, propondo limitar as indicações presidenciais exclusivamente a nomes oriundos da carreira da magistratura e com faixa etária delimitada entre 60 e 70 anos.

Com informações da Revista Oeste

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O RETRATO DA VIRADA: Lula ganhou 10,3 milhões de votos no 2º turno e supera soma de todos os eliminados do 1º turno


Foto: Ricardo Stuckert

A virada histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições foi impulsionada por uma forte mobilização do eleitorado e pelo resgate de milhões de votos que não foram para a oposição na etapa inicial. Ao todo, o petista somou 10,3 milhões de votos a mais em relação ao primeiro turno, um volume que supera, por si só, a soma de todos os votos obtidos pelos candidatos eliminados na primeira fase da disputa, que juntos acumulavam pouco mais de 9 milhões. Em contrapartida, seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), conseguiu crescer apenas 3,7 milhões de votos no mesmo período.

O avanço expressivo de Lula foi favorecido por uma mudança significativa no comportamento do eleitorado no segundo turno, marcado pela menor taxa de abstenção da história recente. Se no primeiro turno, em 4 de outubro, 33 milhões de brasileiros deixaram de comparecer às urnas, no pleito deste domingo (25) esse número despencou para 30 milhões, injetando cerca de 3 milhões de novos eleitores no processo.

Além do resgate de ausentes, houve expressiva redução nos votos brancos e nulos, que caíram de 5,9 milhões para 4,1 milhões. Com a combinação de maior presença e menor descarte de votos, o total de votos válidos Saltou de 119 milhões no primeiro turno para 124 milhões no segundo, uma diferença de 5 milhões de votos úteis em disputa. Na prática, somando os votos de candidatos eliminados, o resgate do abstencionismo e a migração de brancos e nulos, cerca de 14 milhões de votos estavam em jogo no segundo turno.

Raio-X dos Números da Eleição

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Cresceu de 53,8 milhões de votos no 1º turno para 64,2 milhões no 2º turno (+10,4 milhões).

Flávio Bolsonaro (PL): Avançou de 56,1 milhões no 1º turno para 59,8 milhões no 2º turno (+3,7 milhões).

Votos de candidatos eliminados no 1º turno: 9 milhões.

Abstenções: Caíram de 33 milhões no 1º turno para 30 milhões no 2º turno.

Brancos e Nulos: Reduziram de 5,9 milhões no 1º turno para 4,1 milhões no 2º turno.

Votos Válidos Totais: Subiram de 119 milhões no 1º turno para 124 milhões no 2º turno.

Com informações da CNN Brasil

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