O Partido dos Trabalhadores (PT) encomendou pesquisas para definir o papel da primeira-dama Rosângela, a Janja, na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Os resultados indicam que Janja se destaca em temas como combate à violência contra mulheres e defesa dos direitos dos animais, e terá um papel ativo na comunicação da campanha.
O Partido dos Trabalhadores (PT) encomendou pesquisas qualitativas para definir o papel da primeira-dama Janja na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os levantamentos mostram que a mulher do petista tem melhor desempenho em temas como o combate à violência contra a mulher e a defesa dos direitos dos animais.
De acordo com caciques do partido, Janja terá protagonismo em diversas frentes da campanha de 2026, sobretudo nas áreas de marketing e comunicação.
Na última semana, Janja afirmou que as críticas aos gastos de suas viagens ao exterior e o rótulo de “gastadeira” são manifestações de “misoginia pura”. Ela deu a declaração em meio à análise, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei n° 896, que prevê a criminalização da misoginia e sua equiparação ao crime de racismo.
A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que a Justiça do Rio de Janeiro condenou o partido União Brasil por utilizar, sem autorização, elementos ligados ao personagem Chacrinha em uma propaganda eleitoral.
Na sentença, a 4ª Vara Empresarial da Capital determinou o pagamento de uma indenização ao herdeiro do apresentador, Leleco Barbosa, representado pelo advogado das estrelas Sylvio Guerra, além de manter a proibição de usar a imagem e os bordões do comunicador.
A juíza do caso fixou em R$ 20 mil a indenização por danos morais e o valor dos danos materiais será definido em fase de liquidação da sentença.
Na decisão, a juíza entendeu que o partido utilizou, sem autorização, a imagem do personagem e o famoso bordão “Estou aqui para confundir, eu não estou aqui para explicar” como elemento central de uma campanha político-partidária, configurando violação aos direitos autorais e ao direito de imagem.
A magistrada também manteve a tutela de urgência concedida anteriormente, determinando que o União Brasil continue proibido de utilizar qualquer elemento associado às marcas “Chacrinha” e “Cassino do Chacrinha”, incluindo imagem, voz, bordões e demais características do personagem.
Entenda o caso
A ação foi ajuizada por José Aurélio Barbosa de Medeiros, que afirmou ser titular dos registros das marcas “Chacrinha” e “Cassino do Chacrinha”, além de herdeiro exclusivo dos direitos ligados ao apresentador.
Segundo o processo, o União Brasil utilizou a imagem e um dos bordões mais conhecidos do comunicador em uma propaganda eleitoral exibida na televisão e também divulgada nas redes sociais, sem qualquer autorização.
O herdeiro alegou ainda que, por ser filiado a um partido político adversário, passou a receber questionamentos sobre sua lealdade partidária após a veiculação da campanha.
Na ação, o União Brasil sustentou que apenas citou a autoria da frase utilizada na propaganda e argumentou que, por se tratar de campanha eleitoral, não haveria finalidade comercial capaz de caracterizar violação aos direitos marcários. O partido também defendeu que a utilização do bordão estaria protegida pelas hipóteses de uso permitido previstas na Lei de Direitos Autorais.
A tese, no entanto, foi rejeitada pela magistrada. Na sentença, a juíza destacou que o caso não se limitava à proteção das marcas registradas, mas envolvia também direitos autorais e direitos da personalidade. Segundo ela, o personagem Chacrinha representa um conjunto indissociável formado pelo nome, imagem, bordões e demais elementos que marcaram sua trajetória artística.
Para a magistrada, o União Brasil utilizou justamente um dos bordões mais conhecidos do apresentador, acompanhado de sua imagem, como principal recurso de impacto da propaganda, aproveitando-se da popularidade do comunicador para promover a campanha partidária.
Além da indenização, o partido também foi condenado ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa.
E mais uma vez a deputada Natália Bonavides passa vergonha nas redes sociais. Na ânsia da lacração, Natália publicou que Natal teria perdido recursos por não apresentar um relatório obrigatório. “A Prefeitura ainda podem receber os recursos, mas precisa trabalhar”, postou.
A deputada petista levou uma invertida do secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, que respondeu: “Deputada, esse seu post só pode ser desinformação ou má fé. A senhora é deputada federal e acredito que saiba como funcionam as tramitações. Os processos estão em andamento no Ministério da Saúde, não se pode afirmar que cidade perdeu recursos por causa do RAG, principalmente quando estamos no defeso eleitoral.”
Pinho ainda complementou “Ao invés de trazer informações equivocadas, a senhora, que tem boa relação com o Conselho Municipal de Saúde, deveria estar cobrando publicamente a aprovação de um relatório que foi enviado em 30 de março. Inclusive, há outras pendências que aguardam análise do CMS, como os relatórios quadrimestrais do ano passado e o plano Municipal de Saúde 2026-2029. Mas parece que o “quanto pior melhor” é mais interessante.”, finalizou o secretário.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu mais um importante reforço à sua pré-candidatura. Desta vez, o apoio veio de um grupo de vereadores e lideranças políticas de Lagoa Salgada, ampliando sua base de sustentação no Agreste potiguar e fortalecendo a articulação política na região.
Passam a integrar o projeto liderado por Álvaro Dias o vereador Joãozinho de Batista de Beija; o vereador Thiago Araújo; o vereador Novinho Queiroz; o ex-prefeito Ozivan Queiroz; o ex-vereador Batista de Beija; e Walmir Pimentel, esposo da ex-candidata a vice-prefeita Laiane Dantas.
A adesão do grupo reforça o crescimento da pré-candidatura de Álvaro Dias no interior do estado e amplia o diálogo com lideranças municipais que defendem um projeto baseado na experiência administrativa, no fortalecimento dos municípios e na retomada do desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta quarta-feira (22), o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) associou a divulgação da reportagem publicada no Metrópoles ao cenário eleitoral e disse que sua pré-candidatura tem incomodado adversários. “Tem muita gente que está muito incomodada com a minha candidatura à Presidência da República”, afirmou.
“Sempre que uma pesquisa mostra que eu passei o Lula, vem uma narrativa construída de forma mentirosa e covarde para tentar manchar a minha imagem”, afirmou.
Ao final, Flávio reforçou que pretende manter sua candidatura e convocou apoiadores a continuarem mobilizados. Ele também criticou adversários políticos e afirmou que seguirá na disputa eleitoral “até o último dia”.
Uma mulher de 22 anos foi vítima de injúria racial e importunação sexual enquanto fazia compras em um mercadinho no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante. O suspeito acabou preso após dizer que a jovem não tinha valor por causa da cor da pele. A declaração do homem foi registrada por uma câmera de segurança do estabelecimento comercial.
Nas imagens, é possível ouvir o momento em que o suspeito afirma “preta nem valor tem”. Em outro vídeo, a mulher aparece confrontando o suspeito e questionando do que tinha sido chamada. No entanto, o homem desconversa e até faz elogios à vítimas, mas em tom de sarcasmo. A polícia foi acionada e o suspeito acabou preso. De acordo com a Polícia Civil, o homem permaneceu detido após a audiência de custódia.
O crime de injúria racial ocorre quando alguém ofende a dignidade ou o decoro de outra pessoa utilizando elementos referentes a raça, cor, etnia ou procedência nacional. Com a promulgação da Lei 14.532/2023, o delito foi equiparado ao crime de racismo, tornando-se inafiançável, imprescritível e sujeito a uma pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), alcançou seu melhor desempenho regional no recorte formado pelos municípios de João Câmara e Pedro Avelino, segundo pesquisa divulgada pelo Agora RN.
Em comparação com a pesquisa realizada em maio no recorte do Mato Grande, Cadu apresentou crescimento expressivo. Na ocasião, o petista tinha 10,71% das intenções de voto. No levantamento atual, Cadu aparece com 29,9% das intenções de voto.
Os números indicam que João Câmara e Pedro Avelino concentram, até o momento, o melhor desempenho regional de Cadu Xavier na disputa pelo Governo do Estado.
Obra com gato de energia e sem água. Essa foi a condição que o Governo do RN “entregou” o espaço para o destacamento da Polícia Montada da Polícia Militar em Macaíba, na Grande Natal.
Pelo menos, foi isso que denunciou o deputado federal Sargento Gonçalves (PL) – veja no linka acima. “Obra entregue, sem estar concluída. Foi assim com a visita de Lula no túnel Major Sales, é assim com o Governo do Estado. Na ânsia de entregar uma obra sem estar concluída, entregaram esse prédio sem estar concluído”, disse Gonçalves.
Segundo o deputado, a água está vindo por meio de carro-pipa, custeado pela Prefeitura de Macaíba. “E pelo que eu soube, semana passada alguns cavalos tiveram cólica, e cólica em cavalo é grave, possivelmente por falta de água”, disse.
Sobre a energia, segundo Gonçalves, está sendo “puxada” da UPA de Macaíba.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (22) que os EUA irão “bombardear e destruir UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA” sempre que o Irã atacar um navio que esteja transitando pelo Estreito de Ormuz.
“Daqui para a frente, sempre que a República Islâmica do Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz — seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma —, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas próximas à capital, Teerã, ou dentro dela”, escreveu Trump na Truth Social.
Trump já havia ameaçado atacar a infraestrutura civil iraniana — o que poderia ser considerado crime de guerra —, inclusive em uma entrevista à Fox News na semana passada, quando disse que os EUA “destruiriam todas as pontes (do Irã), a menos que eles venham à mesa de negociações”.
O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, reclamou nos últimos dias de que o chuveiro da cela onde está preso, na Papuda, “desarma” quando é colocado no modo quente.
Careca afirmou que, quando estava no Bloco V, o chuveiro funcionava normalmente. Após a transferência para o Bloco IV, porém, passou a tomar banho frio porque a energia desarma sempre que o modo quente é acionado no chuveiro elétrico.
A situação, segundo o lobista, se agrava durante o inverno, quando as noites e madrugadas costumam ser mais frias em Brasília.
Antônio ainda tem dito que, em alguns dias, o banho de sol se resume à exposição aos raios solares por uma abertura na claraboia da cela.
Além do Careca, o filho dele, Romeu Antunes, também está no Bloco IV desde o mês passado. A preocupação do lobista com o filho também se deve ao fato de que, recentemente, Romeu precisou ser internado por causa de um problema de saúde.
A ala é destinada a internos vulneráveis em segurança máxima.
Ambos foram transferidos após policiais penais encontrarem, na cela 01 do Careca, um protetor labial com cannabis. A informação, conforme mostrou a coluna, foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Consultórios odontológicos da rede municipal de Mossoró foram interditados pelo Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Norte (CRO-RN) após uma fiscalização apontar falhas nas condições de funcionamento dos serviços. A medida atingiu unidades do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e três Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
A vistoria identificou problemas em quatro salas de atendimento do CEO e nos setores odontológicos das UBSs Cid Salém, no Abolição IV; Chico Costa, no Santo Antônio; e Raimundo Nonato da Silva, no Belo Horizonte.
Segundo o CRO-RN, os espaços apresentavam condições que comprometiam a segurança dos atendimentos. Entre as irregularidades apontadas estão sinais de deterioração da estrutura, como mofo, ferrugem e cupins, além da presença de animais em áreas destinadas aos procedimentos odontológicos.
Para o presidente do Conselho, Dr. Souza Jr., os problemas encontrados demonstram falhas no cumprimento das normas de higiene e segurança exigidas para o funcionamento dos consultórios.
“Não havia condições adequadas de biossegurança. Foram encontrados diversos problemas que comprometem tanto os profissionais quanto os pacientes”, afirmou.
O CRO-RN informou que vinha tentando discutir a situação com a gestão municipal antes de determinar as interdições. Segundo o órgão, as conversas com representantes da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde não resultaram em medidas efetivas para resolver os problemas apontados.
As unidades deverão passar por uma nova avaliação até sexta-feira (24). A liberação dos consultórios dependerá da correção das irregularidades identificadas pelos fiscais.
Em manifestação sobre o caso, a Prefeitura de Mossoró afirmou que está avaliando as recomendações feitas pelo Conselho e que pretende adotar as medidas necessárias para adequar os serviços. O município também declarou que mantém diálogo com os órgãos responsáveis pela fiscalização da rede de saúde.
A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência reforçaram as regras que proíbem autoridades, políticos e servidores de utilizarem viagens oficiais, custeadas com recursos públicos ou em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), para participar de comícios e outros eventos de campanha.
A atualização da Resolução nº 7/2002 da CEP manteve a vedação à participação em atos político-eleitorais durante viagens de trabalho e retirou um trecho que previa apenas o registro dessas atividades na agenda oficial, eliminando uma interpretação que poderia abrir margem para justificativas.
Cartilha “Condutas Vedadas”
A cartilha “Condutas Vedadas”, publicada pela AGU em abril, também orienta que autoridades não misturem compromissos oficiais com atividades eleitorais. O documento afirma que quem desejar atuar em campanhas deverá se licenciar do cargo, sem remuneração.
As normas também mantêm a proibição de servidores coordenarem financeiramente campanhas eleitorais enquanto ocuparem cargos públicos.
Além disso, a Comissão de Ética preservou a exigência de divulgação das agendas oficiais, que devem informar data, horário, local, assunto, participantes e demais dados previstos pelo sistema de transparência da Controladoria-Geral da União (CGU).
O encerramento da sessão ordinária na Câmara Municipal de Vitória (CMV), realizada na noite desta terça-feira (21), chamou atenção de quem acompanhava os trabalhos dos parlamentares. Após declarar o fim dos trabalhos, o presidente da Casa, o vereador Anderson Goggi (Republicanos), proferiu xingamentos e ofensas com o microfone ainda ligado.
Assim que anunciou o encerramento da sessão, o vereador afirmou: “Eu quero que se f****, que vá todo mundo tomar no ** e que o meu *** cresça”. A fala foi captada integralmente pela transmissão ao vivo e repercutiu nas redes sociais.
As declarações foram registradas pela transmissão oficial da Câmara no YouTube e foram proferidas diante de outros parlamentares, servidores e do público que acompanhava a sessão das galerias.
Com o microfone ainda aberto, Goggi aparece visivelmente exaltado e, antes de deixar o plenário, faz xingamentos em voz alta.
Na sessão desta quarta-feira (22), Anderson Goggi se retratou pelo episódio ocorrido após o encerramento da sessão do dia anterior. O vereador afirmou que a declaração foi um desabafo motivado pela frustração de não conseguir votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e disse ser um “cidadão que acerta e que erra”.
A Justiça Federal determinou a retomada do procedimento para venda do Shopping Via Direta, em Natal, com o objetivo de quitar débitos fiscais. Na mesma decisão, o Juiz Federal Marco Bruno Miranda condenou a empresa por litigância de má-fé, ao entender que houve alteração da verdade dos fatos durante o processo.
Após o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) restabelecer a eficácia dos atos expropriatórios, o magistrado determinou a inclusão do empreendimento no procedimento de alienação por iniciativa particular. Nessa modalidade, interessados poderão apresentar propostas diretamente à Justiça através de corretor credenciado.
Na decisão, o Juiz Federal destacou que a Desembargadora Federal convocada Cristina Maria Costa Garcez exerceu juízo de retratação, revogando decisão anterior e restabelecendo a validade dos atos que autorizaram a alienação do imóvel.
O magistrado também registrou que a empresa informou ao Tribunal estar em negociação com a Fazenda Nacional para solucionar a dívida, circunstância que motivou, à época, a retirada do imóvel do leilão. Entretanto, segundo a decisão, transcorridos mais de dezoito meses, não houve evolução das tratativas para um acordo.
Ao fundamentar a condenação, Marco Bruno Miranda afirmou que a instância superior foi induzida a erro pela parte executada, caracterizando violação aos deveres de lealdade, boa-fé e cooperação processual.
Na decisão, o juiz registra: “A Desembargadora Federal foi deliberadamente enganada pela parte executada, em séria violação dos deveres de lealdade, boa-fé e cooperação processual, caracterizadora de litigância de má-fé, por alteração da verdade dos fatos.”
Em razão desse entendimento, a Justiça Federal condenou a empresa ao pagamento de multa por litigância de má-fé, fixada em 1% sobre o valor atualizado da causa.
O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.
As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai.
As duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria.
Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.
Confira as notas fiscais:
Primeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen:
Segunda nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen:
Nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Contábil Correa:
As duas firmas guardam um forte elo entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro.
As duas notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul.
Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões.
Empresa está entre as que mais receberam do Master
Criada em novembro de 2024 e com capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais receberam dinheiro do Master.
Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo após a abertura da empresa.
No papel, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.
O que diz Flávio Bolsonaro
A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:
“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:
Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.
Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.
Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.
Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”
“A empresa é minha”
Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”.
Perguntado para quais dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação.
A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja.
Nem ser pq publicam uma matéria dessas. Nós não acreditamos nela. Nem em nenhuma outra que fale mal do mito e dos seus filhos. Todos mentem, menos o maior líder do Brasil e sua prole. Esses jornalistas vivem num país de faz de conta. Nós, num Brasil paralelo. Deus, pátrias e familias!
Fábrica de alumínio em Pindamonhangaba | Foto: Paulo Whitaker/Reuters
O Brasil caiu 22 posições no ranking mundial de crescimento da indústria de transformação e passou da 47ª para a 69ª colocação entre 90 países no primeiro trimestre de 2026. No início de 2024, o país ocupava o 33º lugar.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a indústria de transformação brasileira recuou 0,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, porém, o setor avançou 1,5%, o que permitiu ao Brasil subir da 80ª para a 69ª posição no ranking, embora ainda distante das colocações registradas nos anos anteriores.
Mesmo com o desempenho negativo, o Brasil ficou à frente de países como Alemanha, México, África do Sul e Chile.
No cenário global, a produção industrial cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pelos setores de média-alta e alta tecnologia. Na América Latina, a indústria encolheu 0,4%, influenciada principalmente pelas quedas da Argentina (-2,3%) e do México (-1,8%). O recuo de apenas 0,1% da indústria brasileira evitou um resultado ainda pior para a região.
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