Geral

FOTO: Bebê faz ‘V de vitória’ durante ultrassom e pai com câncer raro vê sinal divino

Foto: Arquivo Pessoal/Felipe Moreira dos Santos

Ao acompanhar o exame de ultrassonografia de sexto mês do primeiro filho, Felipe Moreira dos Santos, de 32 anos, teve um grata surpresa: o bebê fez um ‘V de vitória’ com a mãozinha, dentro do útero. O rapaz, que é morador de Guarujá, no litoral de São Paulo, encarou como um sinal divino, já que enfrenta um câncer raro no baço.

Há cerca de nove meses, Moreira descobriu um tumor maligno de 20 centímetro no rim esquerdo e teve de ser submetido a uma cirurgia de emergência para a retirada do órgão. “Antes da cirurgia, pedi para QUE Deus que não me levasse, porque meu sonho é ser pai. Um mês depois da cirurgia, minha mulher ficou grávida e vou ser pai”, conta em entrevista ao G1.

Ao realizar novo exame para saber se havia vestígios da doença em seu corpo, Moreira descobriu que um novo tumor estava alojado em seu baço, e então, seguiu para Barretos (SP), onde deu início a novo tratamento no Hospital do Amor.

Felipe descobriu câncer raro há pouco mais de nove meses — Foto: Arquivo Pessoal

Durante esse tempo, ele torcia para que o bebê fosse um menino, pois também havia pedido isso em suas orações, conforme conta. Em um primeiro momento, os médicos informaram que se tratava de uma menina, mas, desconfiados, os pais resolveram fazer novos exames, que confirmaram o desejo de Felipe.

Ultrassom reveladora

Felipe revela que nunca conseguia acompanhar a esposa, Camila Ferreira, durante as consultas de pré-natal, devido ao tratamento. Com a quimioterapia, a imunidade fica muito baixa. “Dessa vez, ela insistiu para eu ir junto, e falei que não sabia se conseguiria. Na noite anterior, ela me perguntou de novo, mas disse que não sabia como ia acordar. De manhã, me senti um pouco melhor, e decidi ir junto”, diz ele.

Pais esperam pelo nascimento do pequeno Davi — Foto: Arquivo Pessoal/Felipe Moreira dos Santos

O rapaz conta que ver o ultrassom já é bem emocionante, porque consegue observar como o bebê está e ouvir seu coraçãozinho. Mas, desta vez, ele se deparou com a surpresa de ver o filho Davi fazendo um sinal de ‘V’ com uma das mãozinhas. “Até a médica falou: ‘olha, ele fez o sinalzinho de vitória com a mão’. Eu fiquei sem acreditar”, afirma. Ele encara a situação como um sinal divino de que vai conseguir superar o tratamento e vencer a doença.

“O filho que eu pedi para Deus foi para superar tudo isso que estou passando. Esse sinal foi para fechar com chave de ouro, para eu ter certeza que vou vencer. Se não tivesse ido, não teria visto isso, porque minha mulher não ia conseguir gravar. Aí, eu vou para o ultrassom e tem um sinal desse, parece que é para a minha fé aumentar. Me dá mais força para poder vencer o câncer. Com certeza, foi um sinal divino”, finaliza.

G1

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Polícia

Polícia Civil prende dois suspeitos de assaltos a bancos no interior do RN; arsenal com fuzis e mais de 20 kg de explosivos é apreendido

Policias civis da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (DEICOR ), com apoio da Delegacia Municipal de Alexandria e da Delegacia de Furtos e Roubo de Campina Grande (DEFUR), prenderam, no sábado (17), Camilo Cassimiro Nunes, conhecido como “Camilo Bombado”, 31 anos, e Allan Pereira Paes Maciel, conhecido como “Allan Capacete”, 25 anos. Ambos são suspeitos de integrar uma facção criminosa e investigados por assaltos a agências bancárias, ocorridos em São Paulo do Potengi, em outubro de 2020.

Em desfavor de Camilo Nunes, existiam quatro mandados de prisão em aberto e ele responde a nove processos judiciais. O suspeito estava escondido na Zona Rural de Alexandria, onde foi preso com duas pistolas calibre 9mm, sendo uma com seletor de rajada e numeração suprimida, além de dezenas de munições do mesmo calibre. No momento da abordagem, Camilo Nunes apresentou um documento falso, mas foi reconhecido pelos policiais.

Após a sua prisão, Camilo Nunes colaborou com os policiais, indicando uma granja onde estavam enterrados os seguintes materiais: três fuzis de calibres 5,56 e 7,62; aproximadamente mil munições calibre 5,56; 90 munições de calibre 7,62; 13 munições de calibre 12; 142 munições de calibre 9mm; mais de 20kg de explosivos, seis coletes balísticos (sendo um da Polícia Civil e outro da Polícia Militar do RN), balaclava e roupas utilizadas nas ações criminosas. Camilo Nunes confirmou que esse vasto material seria utilizado no resgate de presos de alta periculosidade, em um presídio daqui do Rio Grande do Norte.

Durante a operação, Allan Maciel, também foragido da Justiça, foi preso em João pessoa, por policiais da DEFUR de Campina Grande. Com ele, foram apreendidos um documento de identidade falso e munições calibre .50. Camilo Nunes e Allan Maciel foram encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181, ou do número da DEICOR: (84) 3232-2862 e (84) 98135-6796 (Whatsapp).´

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOM

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Polícia

Mulher é morta após a própria festa de aniversário no RN; namorado é suspeito

Uma mulher identificada como Lorena Patrícia da Silva foi assassinada na noite deste sábado (17) durante sua festa de aniversário, na cidade de Taipu. O apontado como autor do crime é o namorado da vítima, conhecido como Nailson ou Bradock. As informações são do jornalista Jacson Damasceno, publicadas por meio de uma rede social.

No vídeo abaixo é possível ver Lorena comemorando os 25 anos em uma espécie de clube da cidade. No transcorrer da comemoração, o namorado ficou com ciúme pelo fato de ela estar de biquíni e ter dançado com um primo dele.

Houve uma grande confusão e a vítima saiu do clube levada pela irmã, mas foi morta a facadas pelo namorado no meio da rua. A irmã dela também foi ferida e o suspeito está sendo procurado.

GRANDE PONTO

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Cidades

Empresas de ônibus de Natal querem receber por KM

Para tentar sobreviver cumprindo com suas obrigações, mesmo com a redução no número de passageiros, as empresas de ônibus de Natal resolveram defender abertamente a licitação do transporte público de passageiros e cobrar publicamente a realização do certame à Prefeitura do Natal. Até a divulgação de uma nota, no último dia 9 de abril, pelo Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Natal (Seturn), esse posicionamento não era claro. Agora, o objetivo é garantir na licitação o aporte financeiro para operar, alterando o modelo do sistema atual que consideram falido.

A proposta é adotar nova forma de custeio. Atualmente, o usuário é quem paga todo o custo do serviço através da tarifa, que está em R$ 4 em espécie e R$ 3,90 pelo cartão eletrônico. O consultor-técnico do Seturn, Nilson Queiroga, destacou que o atual modelo de contrato, no qual a empresa é remunerada apenas com o pagamento da passagem do usuário, não se sustenta mais. “O que está se aplicando atualmente em todo o mundo é o pagamento das empresas de ônibus por quilômetro rodado. Se a empresa não conseguir arrecadar tal valor com as viagens, o Município cobre o que falta. Caso consiga arrecadar mais que esse valor, o município retém o excedente”, explicou.

Neste caso, independentemente da quantidade de pessoas transportadas, as empresas teriam garantida a receita necessária e não ficariam no prejuízo. O Seturn divulgou que, entre 2012 e 2020, antes da pandemia, a quantidade de usuários caiu em mais de 30%.

Se estivesse vigorando a nova forma de custeio, neste momento de pandemia, no qual houve redução na quantidade de pessoas transportadas, mas precisa de mais ônibus nas ruas para evitar aglomerações dentro dos veículos, não haveria dificuldade em manter uma quantidade maior da frota nas ruas.

Porém, essa dificuldade existe e a Justiça determinou que o Município garantisse todos os ônibus circulando. O Seturn não cumpriu e alegou que não há condições de arcar com os custos. “O problema dessa sentença é que a justiça não diz quem vai custear, se rodar com 100%. As empresas precisam de equilíbrio financeiro, se não tem passageiros suficientes para custear toda a frota nas ruas, então o Município deveria compensar como manda a lei federal 12.587/12, que institui as diretrizes para a Política Nacional de Mobilidade Urbana”, alegou Queiroga. Ele disse que em março de 2020, eram 301 mil passageiros transportados diariamente e, atualmente, esse montante caiu para metade.

A proposta para financiar o sistema é semelhante ao que ocorre no programa de transporte escolar dos municípios, cujos repasses correspondem à quilometragem cumprida. “É um modelo que vai trazer segurança para a iniciativa privada se estimular a operar o sistema. O equilíbrio financeiro fica garantido e as empresas continuam operando porque sabem que terão aquela receita certa”, pontuou Queiroga.

Estudo técnico

Mudar apenas o sistema financeiro não resolveria os problemas que os usuários enfrentam diariamente nos ônibus de Natal. Por isso, as empresas pedem um estudo técnico dentro da realidade atual. “Se não tem como fazer, que contrate uma empresa especializada para elaborar o estudo de deslocamento, de demanda, de custo, de itinerário. A partir daí, se planeja como deve funcionar e abre uma licitação para contratar as operadoras”, descreveu Nilson Queiroga.

Para ele, o erro das licitações anteriores, que deram desertas, foi a falta desse estudo técnico, levando a licitar o que já estava errado desde os anos 1980. “Não foi realizado estudo técnico, contratou uma consultoria para elaborar o edital com base no cenário atual, no que já estava acontecendo errado”, disse.

Na concepção do Seturn, a nova licitação deve alterar o formato e itinerário das linhas de ônibus, como na Avenida Salgado Filho, por exemplo, um dos principais eixos de mobilidade da capital, por onde passavam 42 linhas com mais de 200 ônibus por hora, segundo levantamento da entidade. “Isso mostra a irracionalidade do sistema atual. Num corredor assim, deveria ter uma ou duas linhas com veículos de alta capacidade, integrado com outras linhas nas vias adjacentes. Na zona Norte são cerca de 17 linhas na rota de Mirassol, ou seja, todas com o mesmo destino. Isso onera e dificulta a operação, e traz problemas para o usuário que espera mais, pega ônibus mais lotado e gasta mais tempo na viagem”, destacou Queiroga.

Usuário paga pelos custos

Outra mudança que pode beneficiar o usuário com a licitação dos transportes de Natal está na formação do preço da tarifa. Atualmente o passageiro, especialmente aquele que paga o valor inteiro do passe, é responsável pelos custos do sistema, incluindo os programas sociais de gratuidade, meia passagem e PRAE (Programa de Acessibilidade Especial Porta a Porta), voltado para o transporte de pessoas com dificuldades de mobilidade e locomoção para tratamento em unidades de saúde.

Segundo o Seturn, mudanças na composição do preço da passagem reduziriam o valor da tarifa em até R$ 1. “Sendo o transporte público considerado serviço essencial, precisa de receita pública para ser custeado, assim como os outros serviços públicos essenciais. Do jeito que está é um modelo falido em que o usuário paga tudo”, pontuou o consultor-técnico do Seturn, Nilson Queiroga.

Ele explicou que, no caso das gratuidades, são benefícios que caberiam ao orçamento da pasta competente à assistência social. Já o PRAE deveria ser custeado pela Saúde. Quanto aos estudantes, que têm direito à meia passagem ou até ao passe livre, o valor da redução da tarifa poderia ser oriundo do Programa Transporte Escolar. Porém, este programa do Governo Federal é direcionado apenas a alunos que residem na zona rural do município, não sendo o caso de Natal, que é totalmente urbana.

“Quem banca todos esses benefícios é quem paga a tarifa inteira. E, neste momento, não recomendamos um reajuste do preço da passagem. Não se sustenta e é impraticável um aumento porque subiria para quase R$ 5 reais. Então, a solução é subsidiar a tarifa para o usuário”, sugeriu o consultor do Seturn.

As empresas reclamam também por terem que construir e reformar pontos de ônibus, o que foi exigência para a concessão dos últimos reajustes tarifários. Elas defendem que esta deveria ser obrigação do poder público, através do orçamento da Secretaria de Obras.

TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. E com certeza vão conseguir incentivos, mais do do que já tem, tanto do Governo do estado, quanto do Município. Afinal próximo ano é ano eleitoral, e como os políticos farão para transportar o povo nos seus comícios e carreatas.

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Saúde

AstraZeneca pode ter vacina contra variante da Covid até fim de 2021, diz jornal

Uma versão da vacina da AstraZeneca contra Covid-19 — modificada para combater uma variante documentada pela primeira vez na África do Sul — pode estar pronta no fim de 2021, disse uma funcionária da AstraZeneca na Áustria em entrevista publicada neste domingo (18).

Sarah Walters, gerente nacional da AstraZeneca na Áustria, disse ao jornal Kurier que os estudos, até agora, eram “pequenos demais para tirar conclusões”. “A AstraZeneca e a Universidade de Oxford iniciaram modificações na vacina para combater a variante sul-africana, e esperamos que [a nova vacina] esteja pronta até o fim do ano, caso seja necessário”, disse Walters ao Kurier.

Walters disse que os desafios — incluindo atrasos na entrega das doses da AstraZeneca na União Europeia — se deram devido ao “processo complexo” de produção de uma vacina, juntamente com a demanda extremamente alta decorrente da pandemia do novo coronavírus.

“Tivemos que trabalhar sem ter estoque de reserva. Como resultado, não podíamos compensar os imprevistos”, disse ela. “Estamos confiantes de que cumpriremos nosso compromisso de entregar 300 milhões de doses à União Europeia neste ano.”

A entrevista de Kurier não abordou diretamente as investigações em andamento sobre questões de saúde relacionadas às doses da AstraZeneca. A UE advertiu que pode haver uma ligação entre a vacina e coágulos sanguíneos extremamente raros. A Dinamarca suspendeu completamente o uso da vacina, e a Grã-Bretanha aconselhou pessoas com menos de 30 anos a obter outra marca.

Questionada sobre “milhares” de pessoas na Áustria que estão cancelando o agendamento para tomar a vacina da AstraZeneca, Walters disse que o plano da empresa era “continuar a fornecer informações transparentes sobre a eficácia e a segurança aos médicos, para que eles possam informar adequadamente as pessoas” sobre os benefícios e riscos.

Reguladores de medicamentos britânicos e da União Europeia disseram que os benefícios gerais do uso da vacina superam quaisquer riscos de coagulação rara.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. Segundo dados do LocalizaSUS, o Ministério da Saúde distribuiu aos estados 53.493.436 de imunizantes, dos quais 31.788.213 foram aplicados, entre primeira e segunda doses. O governo Bolsonaro está fazendo sua parte.

  2. O Brasil é o 4° país no mundo em vacinação (em números absolutos) e o 9ª lugar na aplicação de doses da vacina contra a Covid-19, considerando o número de doses a cada 100 habitantes, entre os países que compõem o G20 (os 20 países mais ricos do mundo). Estamos no caminho certo. Se os governadores deixassem de politicagem e ajudassem, estaríamos ainda melhores.

    1. É impressionante como nem disfarçam mais. Torcem pelo pior e contra o Brasil na maior cara lisa. É verdade, minha cara. Estamos muito bem na vacinação, para seu desespero. Aceite.

    2. Somosxo 4° no mundo, considerando as vacinas DISTRIBUIDAS pelo governo federal. Considerando as APLICADAS (os estados estão demorando), estamos em 5°.

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Saúde

Voo com insumos para 5 milhões de doses da Coronavac chega a SP nesta segunda

O voo que traz 3 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da China para o Brasil chega ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta segunda-feira (19). O insumo será utilizado pelo Instituto Butantan para a produção local de mais de 5 milhões de doses contra a Covid-19.

De acordo com o governo de São Paulo, a aeronave que transporta o material decolou de Pequim às 14h (horário de Brasília) da última sexta-feira (16) e traz o terceiro carregamento de 2021 da matéria-prima fornecida pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional do Butantan.

Em abril foram 4,5 milhões doses da vacina Coronavac. No mês de março foram disponibilizadas 22,7 milhões de doses. Em fevereiro, 4,85 milhões e, em janeiro, 8,7 milhões de unidades.

Até setembro, está prevista a entrega de mais 54 milhões de doses do imunizante, segundo o governo do estado de São Paulo.

CNN BRASIL

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Política

Anulação no STF joga no lixo R$10 milhões gastos com pessoal que investigou Lula

A decisão do Supremo Tribunal Federal de anular as condenações do ex-presidiário Lula cinco anos depois, e voltar processos à estaca zero, vai custar ao bolso do contribuinte bobão no mínimo R$10 milhões só em gastos com pessoal.

Levantamento junto às respectivas plataformas de Transparência mostra que essa foi a despesa aproximada do pagador de impostos com salários e benefícios auferidos por servidores mobilizados nas apurações, incluindo 13ª Vara Federal em Curitiba, TRF-4 e STJ. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Entre a denúncia do tríplex e a condenação mantida pelo STJ, foram 31 meses e cerca de R$5 milhões pagos a magistrados e auxiliares.

No caso do sítio de Atibaia, foram 34 meses da denúncia à condenação em segunda instância. Mais R$5 milhões gastos para nada.

O contribuinte, que teve a fortuna retirada do bolso e jogada fora, pagará tudo de novo, revelam os dados obtidos nas Transparências dos órgãos.

O custo preciso do prejuízo provocado pela decisão do STF é maior e só vai aumentar, com o processo “zerado” e sujeito aos mesmos prazos.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Para livrar Lula, o STF vai nos fazer indenizar corruptos aos montes…Chegamos a esse ponto…Aguardem…Como essa figura é perniciosa ao país!!!

  2. Deveria ter feito essa conta antes de iniciar a perseguição. Aceita que dói menos. Vamos parar de choradeira! Lula 2022.

  3. Sinceramente, acreditar que lula não é corrupto ladrão, só tendo tomado uma lavagem cerebral.

  4. O melhor de tudo isso é quando a defesa de Lula pedir indenização por danos marais. Aí vamos ver o valor em milhões que a nação vai ter que devolver a ele a e aos seus amigos. BRASILLLLLL o PAÍS DA SACANAGEM !

  5. Isso não representa nada frente aos 10 bilhões recuperados, sem contar com o que estava preste a recuperar. E agora nós teremos que devolver essa dinheirama aos ladrões, assim ficaremos sem dinheiro pra saúde, educação e segurança entre outros serviços, haja vista que os produtos dos roubos voltarão pras maos dos ladrões. Esse é o pt e stf que temos, não precisamos de mais nada.

    1. Dez bilhões é só a ponta do iceberg, o rombo na realidade da quadrilha do PT passou de mais de UM TRILHÃO.

  6. Anulacao trouxe de volta aos brasileiros a esperanca de podemos acreditar na nossa justiça , a condenacao do lula foi anulada pq nao ouve prova contra ele isso so cego nao vê

    1. O CEGO não ver é a ROUBALHEIRA IMENSA que ocorreu nesse país. Além de BILHÕES gastos com inutilidades como Copa do Mundo e Olimpíadas, com muito dinheiro do contribuinte sendo desviado.
      Sem falar de BILHÕES enviados a DITADURAS COMUNISTAS.
      CHEGA de bandido de estimação, já passou da hora de ENXERGAR a realidade.

  7. Esse é o nosso magnífico STF. Esse é o nosso país. País que é o paraíso de bandidos e da impunidade.

  8. As garantias individuais do brasileiro não têm preço. Infelizmente, quem fez mal uso desses recursos foram os que deveriam ter cumprido a lei e não fizeram.

  9. Sem contar que depois, todos os criminosos vão querer que a justiça devolva o produto do roubo, com juros e correção. País de bandidos esse nosso. Se a pessoa pudesse voltar daqui a quinhentos anos, estaria tudo do mesmo jeito ou pior.

  10. O Juízo era claramente INCOMPETENTE (do ponto de vista jurídico) para a tramitação dos processos.
    Todos sabiam e se omitiram, fizeram vista grossa e até endossaram.
    São Paulo era a jurisdição para os casos, mas todos que queriam ver um show midiático e o impedimento do ex-presidente Lula de participar das eleições que não perderia no voto, aplaudiram de pé a injustiça cometida a luz do Direito e da Constituição Federal.
    O Juiz era claramente “SUSPEITO” para atuar no caso, pois suas relações de simpatia, amizade e parentesco o tornava parcial e passional, cujos interesses era claramente condenar, e não se colocando como apenas Juiz, analisar o caso com neutralidade, como dever ser analisado todos os casos submetidos as juízes e promotores de todo o país.
    E se, ultrapassados esses “obstáculos” instransponíveis diante do Princípio da Legalidade, finalmente o caso estivesse na jurisdição de Moro, este deveria se cercar de provas concretas e robustas, não podendo condenar por “atos indeterminados” sem haver de fato um ligação entre os fatos apontados e o réu em questão.
    Infelizmente, quando os agentes públicos envolvidos não fazem o que tem que fazer no tempo certo e no modo prescrito em lei, todo trabalho pode e deve ser anulado sim, pois passa a ser simplesmente “FRUTO DA ÁRVORE ENVENENADA”.
    É bom estudar antes de se posicionar. POIS “o pior cego é aquele que não quer ver!”.

    1. Tem que cobrar da quadrilha da lava jato junto com o juiz ladrão e corrupto, como disse o Glauber Braga. O Le Mounde fez uma reportagem mostrando que a quadrilha estava a serviço e sob ordens dos EUA para dar o golpe e tirar o Lula das eleições. Também é fato que em uma manobra absurda, essa turma iria ficar com 2,5 bilhões da Petrobrás e mais 6 bilhões da Odebrecht através de uma ONG criada para esse fim. São eles que devem indenizar o Estado brasileiro.

  11. Prejuízo pra nação.
    Assim como o Cartão Corporativo, da atual gestão,que não temos mais o direito de nos informar.

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Polícia

‘Não tenho medo de ser presa porque não cometi crime nenhum’, afirma Flordelis

Enfrentando um processo disciplinar que pode culminar com a perda de seu mandato, e, consequentemente, levar à sua prisão, a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD) afirma não ter medo de ir para trás das grades. Em entrevista ao GLOBO, a parlamentar, acusada pelo Ministério Público de ser mandante da morte do marido, afirma estar sendo injustiçada e faz novas revelações sobre caso. Flordelis relata ter descoberto que o marido, Anderson do Carmo, abusava sexualmente de outras pessoas na casa, além de sua filha biológica Simone dos Santos, sem revelar quem seriam as vítimas e nem detalhes do que teria ocorrido. A deputada ainda aponta Simone como verdadeira responsável por escrever mensagens atribuídas a ela, nas quais dizia que não podia se separar, pois escandalizaria a obra de Deus, e nas quais também chama o marido de traste.

Na última audiência do processo, Simone, que está presa e é acusada de envolvimento no crime, admitiu ter oferecido dinheiro para que uma das irmãs, Marzy, matassem Anderson e relatou ter sofridos investidas sexuais da vítima. No entanto, Simone diz não saber se a irmã de fato executou o plano. Marzy, em seu interrogatório, não corroborou as declarações da irmã. Para o MP, a confissão de Simone não foi suficiente para “livrar” Flordelis das acusações.

Na entrevista ao GLOBO concedida na última quinta-feira por videochamada, a deputada diz não acreditar não ter sido condenada pela opinião pública: “Há muitas pessoas que me apoiam e acreditam na minha inocência”.

Advogado da família de Anderson do Carmo, Ângelo Máximo contesta as declarações de Flordelis de que o pastor teria abusado sexualmente de pessoas da família. Segundo ele, a deputada têm o objetivo de desconstruir a imagem do marido para “tentar se livrar da responsabilidade penal”.

— Flordelis está tentando destruir a imagem de alguém que não está aqui para se defender. Demonstra o caráter em tese criminoso em prol de destruir a imagem da vítima de um assassinato brutal cometido dentro da própria casa — afirmou.

A senhora é acusada de ser mandante da morte de seu marido. Ministério Público e polícia categoricamente afirmam isso.

É uma acusação sem nenhum fundamento, sem nenhuma prova. É revoltante. Eu estou muito indignada por estar sendo acusada de algo que não fiz, por um crime que não cometi. Por isso pedi ajuda a investigadores de fora do país, porque vi coisas no processo que não deveriam estar ali, como depoimentos de anônimos, pessoa sem identidade, sem CPF. Tentaram de todas as formas me incriminar. Não conseguindo, partiram para a desconstrução da minha imagem como mulher, como pessoa, como pastora. Colocando no processo coisas que não deveriam estar contidas nele.

Como, por exemplo, o quê?

Minha ida à uma casa de swing há quase 20 anos atrás. Que eu não sou uma igreja, eu sou uma seita; que eu uso perucas. Eu me pergunto o que isso tem a ver com o crime. Isso nada mais é do que uma desconstrução de imagem para que eu seja incriminada pela sociedade? Para que eu seja sentenciada?

A senhora acha que já foi sentenciada pela sociedade?

Não. Assim como tem um grupo de pessoas que falam coisas doídas, inverdades a meu respeito, há muitas pessoas que me apoiam e acreditam na minha inocência.

Em depoimento, sua filha Simone admitiu ter dado dinheiro para uma irmã matar o pastor. Depois do crime, vocês conviveram por mais de um ano. Em nenhum momento Simone te revelou nada sobre esse envolvimento dela com o crime?

Essa é uma pergunta que me faço todos os dias, mas logo após o assassinato a Simone se mudou para Rio das Ostras. Ela vinha final de semana para ficar comigo, às vezes de 15 em 15 dias. É o que eu também me pergunto todos os dias. Por que, diante de tanto sofrimento que passei, de acusações, isso não ter sido revelado há mais tempo?

O MP continua te apontando como mandante do crime. Ou seja, para o MP a confissão da Simone não foi suficiente.

Eu estou pagando, o foco principal sempre foi a Flordelis. Mas tenho muita fé de que tudo vai se esclarecer, vir à tona. É minha fé que me fala isso todos os dias. Estou encarando isso como posso. Com altos e baixos. Eu ter sido indiciada, estar como ré, considero uma grande injustiça. Porque não há nada que prove que fui mandante do crime. Isso faz com que eu acredite muito pouco na Justiça.

Há mensagens no processo enviadas pela senhora para um de seus filhos, André, que para os investigadores foi uma prova muito importante. Para eles, mostrava seu descontentamento com o seu marido, o seu incômodo com ele. Isso não seria uma prova?

Não, na medida em que eu não escrevi essas mensagens. Não é prova, não me incrimina. Foram digitadas por outra pessoa. Já provei, já falei. Várias pessoas têm acesso ao meu celular, ele fica nas mãos de terceiros. Quero que provem. Eu não digitei aquelas mensagens.

Confira matéria completa no O Globo.

Opinião dos leitores

  1. Faltou estratégia, se tivesse ido roubar, com certeza não estaria passando por isso. Agora estaria tranquila usufruindo livremente os produtos do roubo e desdenhando de nós contribuintes e de alguns poucos agentes da justiça que tentaram bloquear essa ação delinquente. Na próxima já sabe, melhor extorquir os meliantes e ter direito a parte do roubo.

  2. Aqui no Brasil eh assim: o político rouba, mata, faz rachadinha e se diz inocente mesmo com todas as provas deixando claro que cometeu o crime… Quando condenado, ainda pode ficar recorrendo na justiça até a prescrição ou anulação das provas ou do processo… E se resolver se candidatar novamente, ainda consegue ser eleito! A culpa eh dele ou do povo que acredita e idolatra político bandido?!

  3. É fácil , contrate o ADVOGADO DO LADRAO LULA , e depois é só esperar o STF e correr para o ABRAÇO

    1. Então leva ela prá tua casa!!
      Esses direitopatas odeiam mas não conseguem tirar LULA da boca !!!!

    2. Eu nunca vi um cachaceiro honesto ter TANTO dinheiro para pagar advogados caríssimos, é o povo PTralha IDIOTA ACREDITA NESSE LADRAO

    3. O de Lula, mas o advogado da milícia, resolve isso num minuto.
      Gado imundo

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Mundo

Com recorde de casos de covid-19, Índia atrasa entrega de vacinas

A Índia enfrenta problemas com a entrega de vacinas contra covid-19. Um dos maiores fabricantes de imunizantes do mundo, o país sofre com a falta de estoques para cobrir a necessidade da população.

A agência de notícias Reuters informou neste domingo (18.abr.2021) que o país registrou o recorde de 261.500 novos casos, somando mais de 1 milhão de infectados em menos de uma semana. Na 2ª feira (12.abr), a Índia ultrapassou o Brasil e tornou-se o 2º país com o maior número de casos confirmados de covid-19.

Estados e municípios têm imposto restrições à circulação. Governantes locais já admitem atrasos na vacinação. Embora seja um importante produtor e não dependa da importação de doses como muitos países do mundo, a Índia já não tem estoque suficiente para dar conta da demanda local.

Em tempos normais, a Índia produz mais de 60% de todas as vacinas vendidas globalmente e é a sede do Serum Institute of India (SII), o maior fabricante de vacinas do mundo.

O problema já afeta o Brasil. Em março, o Instituto Serum avisou que atrasaria o envio de doses prontas da vacina de Oxford para a Fiocruz. Também já alertou que deve atrasar as entregas para o consórcio Covax Facility, do qual o Brasil faz parte.

O país também proibiu a exportação do remdesivir, antiviral contra a covid-19, e de insumos farmacêuticos utilizados para a produção do medicamento. O medicamento pode acelerar a recuperação de pacientes infectados com o coronavírus e é o único remédio recomendado para o tratamento da covid-19 no Brasil com aprovação da pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em março.

PODER360

Opinião dos leitores

  1. Segundo a Esquerda, Foia de São Paulo, UOL, veja, Globolixo e estadão os recordes de covid só existe no Brasil e a culpa é do Presidente.

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Política

Senado tem 10 pedidos de impeachment contra ministros do STF

A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a instalação da CPI da Covid-19 no Senado Federal, fez o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estimular a Casa abrir um processo de impeachment contra ministros da Suprema Corte.

Atualmente, há 10 pedidos de afastamento de ministros do STF tramitando no Senado, mas Barroso não é o recordista. Este posto é do ministro Alexandre de Moraes, com sete – sendo seis pedidos específicos contra ele e um que reúne todos os 11 integrantes da Corte.

Moraes é o relator de dois inquéritos que atingem diretamente os bolsonaristas: o que investiga atos antidemocráticos realizados em 2020 e outro sobre divulgação de fake news. O professor de ciência política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Leon Victor Queiroz, especialista em Judiciário, pontua que este volume tem relação direta com a atuação do ministro. “Moraes é quem mais está questionando o governo por causa do inquérito das fake news e do inquérito dos atos antidemocráticos. Na verdade, ele ser alvo destes muitos pedidos é uma reação há essa atuação”, avalia.

O especialista destaca o pedido de prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e da abertura por ofício do inquérito das fake news, sem pedido do Ministério Público. “Muitas decisões do Supremo estão meio fora do que se entende de ordinário”, acrescenta.

Contando com o pedido que atinge todos os ministros, Edson Fachin tem dois na conta, Gilmar Mendes, dois, e Cármen Lúcia, dois.

Indeferidos

Contudo, consta ao menos 65 pedidos de impeachment de ministros desde 2008, sendo 55 indeferidos. Algumas destas petições pedem a destituição de mais de um ministro.

Moraes, com 24 pedidos, é o recordista, seguido por Dias Toffoli, com 14, e Mendes, 12. Barroso foi alvo de sete pedidos, Ricardo Lewandowski, de seis, Marco Aurélio Mello e Fachin, de cinco, cada, e Cármen Lúcia e Luiz Fux, de três, cada. Rosa Weber, de dois. Nunes Marques tem um.

Os ex-ministros Joaquim Barbosa e Celso de Mello foram alvo de um e três pedidos, respectivamente.

O primeiro pedido que consta no sistema do Senado remonta a 2008, com Gilmar Mendes como alvo. Entretanto, é a partir de 2016 que os pedidos passam a ser mais frequentes.

Queiroz pondera que esse movimento pode ter relação com o aumento de atrito entre Legislativo e Executivo e a busca do Judiciário como árbitro deste conflito. “Quem perder vai tentar retaliar com pedidos de impeachment”, pontua.

Rito

O impeachment de ministro é regido pela Lei 1.079/1950, a mesma que trata da destituição de presidente da República e outros agentes públicos. Os artigos 39 e 39-A versam sobre os crimes de responsabilidade e incluem, dentre outras condutas o ato de o magistrado proferir julgamento quando, por lei, for considerado suspeito na causa, exercer atividade político-partidária e agir de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro inerente à função.

Qualquer cidadão pode apresentar pedido de impeachment.

O rito é: acolhido pela Mesa do Senado, a denúncia é lida na sessão e avaliada por uma comissão especial, eleita especialmente para o caso, que terá o prazo de 10 dias para emitir parecer sobre a admissibilidade ou não da denúncia. Em seguida, o parecer da comissão será lido em sessão e submetido a votação por maioria simples de votos nominais. Se o pedido for recusado, é arquivado.

Se admitido, o denunciado terá acesso a uma cópia de todos os documentos e um prazo de 10 dias para responder à acusação. Após esse prazo, a comissão terá mais 10 dias para definir se a acusação procede ou não, e um novo parecer deve ir para votação no plenário. Mais uma vez, precisa de maioria simples para ser aprovado.

Se a Casa decidir dar prosseguimento ao impeachment, precisa dar imediato conhecimento da decisão ao Supremo, ao denunciado e ao denunciante. O ministro fica suspenso de suas atividades até a decisão final, e perde um terço dos vencimentos.

A partir daí, o Senado julgará o ministro, sob o comando do presidente do Supremo – caso ele seja o acusado, seu substituto legal quem preside. Nessa fase, testemunhas são inquiridas publicamente e há debate oral. Ao final das discussões, o presidente do STF deve fazer um relatório resumido e submetê-lo a votação nominal, e que exige dois terços dos votos dos senadores.

Caso seja absolvido, o ministro recebe o retroativo dos vencimentos que estavam suspensos.

“É difícil calcular o risco de um impeachment prosperar. A gente tem observado um conflito fora da curva entre as instituições. A relação está muito conflitiva. Não sei a que ponto um impeachment no Senado possa prosperar, mas acho muito difícil”, analisa Queiroz.

Curiosidade

Apesar da movimentação contra ministros do STF, nunca houve um impeachment deste tipo na história brasileira. Entretanto, um ministro já foi afastado da Corte – neste caso, rejeitado após assumir.

Trata-se do médico, professor e político Barata Ribeiro, que foi nomeado ministro do STF em 23 de outubro de 1893, em decorrência do falecimento de Barão de Sobral. Ribeiro tomou posse em 25 de novembro daquele ano. Mas o Senado, em sessão secreta, em 24 de setembro de 1894, negou a aprovação por falta de “notável saber”. Dez meses depois de assumir, Ribeiro deixou o cargo.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Nenhum vingará, porque a grande maioria tem inquéritos no STF, essas duas casas parecem que trocam favores.

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Mundo

EUA já aplicaram primeira dose da vacina contra covid-19 em mais da metade da população adulta

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o País já aplicou a primeira dose da vacina contra a covid-19 em quase 130 milhões de pessoas acima dos 18 anos, o equivalente a 50,4% da sua população adulta. Mais de 83 milhões de adultos já foram vacinados também com a segunda dose, o que equivale a 34% da população.

Ao todo, considerando também menores de 18 anos, o País já vacinou mais de 131 milhões de pessoas com a primeira dose, entre elas mais de 84 milhões já receberam as duas doses da vacina.

Em relação às pessoas com mais de 65 anos, grupo considerado de risco, mais de 36 milhões de pessoas já foram vacinadas com as duas doses, o que corresponde a 65,9% dessa população. A última atualização do órgão ocorreu no último sábado, 17.

A vacina mais aplicada no País norte-americano até então é da fabricante Pfizer/BioNTech, com mais de 109 milhões de doses. Em seguida, a Moderna, com mais de 92 milhões e, depois, a da Janssen/Johnson&Johnson, com quase 8 milhões de doses. Outras 167 milhões não foram identificadas pelo CDC.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, estabeleceu em março uma meta de vacinação para os 100 primeiros dias de seu governo e prometeu aplicar 200 milhões de doses até o fim de abril. A população dos Estados Unidos é de cerca de 328,2 milhões de pessoas.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

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Esporte

Doze grandes clubes europeus anunciam criação de Superliga para substituir Liga dos Campeões

Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City, Tottenham, Milan, Juventus e Inter de Milão anunciaram neste domingo a criação de uma Superliga, competição que promete reunir os melhor clubes europeus e substituir as atuais competições continentais.

A iniciativa já vinha ganhando corpo nos últimos anos e é oficializada agora, na véspera de um encontro da Uefa que pretende anunciar mudanças no formato da Liga dos Campeões, aumentando os jogos entre equipes grandes e reformando o calendário dos principais clubes europeus. O formato seria semelhante ao das grandes ligas esportivas dos Estados Unidos, como a NBA e a NFL.

Ligas da Alemanha, Inglaterra, Espanha, Itália e França criticaram o anúncio. Uefa e Fifa prometem punir os clubes envolvidos, com a exclusão de participação em competições nacionais e impedindo que seus atletas possam defender as cores de suas respectivas seleções.

A Associação Europeia de Clubes se opôs à criação da competição, mesmo comandada por Andrea Agnelli, presidente da Juventus – um dos clubes signatários do novo formato. Em comunicado, o órgão diz que mantém confiança no seu trabalho para o desenvolvimento do futebol na Europa, conjuntamente com a Uefa, a partir das mudanças que entrarão em vigor em 2024.

O novo formato seria composto pelos 12 clubes que anunciaram a criação da Superliga neste domingo, além de outros três que ganhariam o caráter de clubes fundadores. Outras cinco equipes seriam selecionadas a partir do desempenho apresentado na temporada anterior. Os 20 clubes seriam divididos em dois grupos, com dez equipes em cada, e atuariam em partidas de ida e volta. Os times mais bem posicionados avançariam à fase de mata-mata.

ESTADÃO

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Saúde

Em alguns Estados, covid-19 já ‘rouba’ mais de 3 anos da expectativa de vida

O brasileiro poderá esperar viver menos por causa da pandemia de covid-19. A expectativa de vida no Brasil pode cair até mais de três anos e meio, dependendo da região, por causa do impacto da doença nos índices de mortalidade. O Distrito Federal é o local mais afetado, com uma redução estimada de 3,68 anos. O Norte, porém, é a região mais afetada. Lá, as piores situações são a do Amapá (com redução de 3,62 anos), de Roraima (recuo de 3,43) e do Amazonas (menos 3,28).

Em São Paulo, unidade da Federação com mais casos do novo coronavírus, a perda deve chegar a 2,17 anos. Será a primeira redução nesse indicador nacional desde 1940, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em média, a redução da expectativa de vida em todo o Brasil será de praticamente dois anos (1,94). O número é resultado direto das mais de 350 mil mortes já registradas no País pela doença.

Os dados estão em estudo liderado pela pesquisadora brasileira Marcia Castro, do Departamento de Saúde Global e População da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard. O trabalho foi submetido para publicação na MedRxiv, da Universidade de Yale.

Em 1940, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer era muito baixa, de 45,5 anos. Depois disso, com redução da mortalidade infantil e outros avanços da Medicina e do País, o número vem crescendo consistentemente. Em 1980, chegou a 62,5 anos e, no ano 2000, a 69,8. Nas últimas duas décadas, os ganhos foram um pouco mais lentos. Mesmo assim, nunca se registrou decréscimo. Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de 76,6 anos.

E essa queda não será pontual. “Quando acontece um conflito, uma pandemia, algo severo assim, é comum ver esse declínio de expectativa de vida; foi assim na gripe espanhola e nas guerras mundiais”, afirma a demógrafa Márcia Castro. “Mas se espera sempre que seja algo temporário, um ponto fora da curva, e logo depois tudo retorne à normalidade. No caso do Brasil, já estamos vendo que 2021 vai ser pior que o ano passado. Existem Estados que somam mais mortes agora do que ao longo de todo 2020, como Amazonas e Rondônia. Além disso, existe uma demanda represada por atenção primária e procedimentos de rotina.”

Desigual
A Região Nordeste também sofreu um impacto importante, ainda que não tão grave quanto o registrado no Norte. Ali, entre os Estados mais afetados estão Sergipe (redução estimada de 2,21 anos), Ceará (2,09) e Pernambuco (2,01). No Sudeste, a situação mais grave é a do Espírito Santo (com uma perda estimada de 3,01 anos), seguido de Rio (2,62) e de São Paulo (2,17). No Sul, as estimativas de perda de expectativa de vida estão abaixo dos dois anos para os três Estados.

“Essas diferenças, em grande parte, eram esperadas pois refletem as desigualdades regionais, no que diz respeito ao número de médicos, de leitos hospitalares, infraestrutura. No Amazonas, por exemplo, todos os leitos de UTI estão concentrados em Manaus”, afirma Márcia.

“Por outro lado, a maioria dos governadores da Região Norte são apoiadores do governo federal e tomaram decisões muito alinhadas às da Presidência”, continua ela. “A Região Nordeste, a despeito de ter desigualdades comparáveis às da Região Norte, não teve uma perda de expectativa de vida tão grande, porque os governos adotaram mais medidas de prevenção. São vários fatores. Desigualdades importam, decisões políticas importam; é um mosaico complicadíssimo.”

ESTADÃO

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Economia

Impasse orçamentário faz governo pagar só 17% dos recursos previstos para a Covid

Os sucessivos impasses vividos por governo e Congresso nas discussões orçamentárias deste ano afetaram a execução das medidas ligadas à Covid-19. Até agora, a União executou apenas 17% do valor mínimo calculado pela equipe econômica como necessário para combater a crise em 2021.

O cenário é agravado pela demora para sancionar o Orçamento, situação gerada por uma batalha entre parlamentares e equipe econômica e que tem travado uma série de medidas.

De acordo com diferentes membros do governo ouvidos pela Folha no fim de semana, a tendência é que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) opte por vetos parciais no texto para resolver o imbróglio. O prazo vai até quinta-feira (22).

Até lá, as medidas devem seguir em grande parte paralisadas enquanto a equipe econômica pensa em saídas para liberar os recursos sem agredir diferentes regras fiscais e sem a decretação do estado de calamidade pública —que permitira gastos de forma mais ampla, o que o ministro Paulo Guedes (Economia) quer evitar.

O entrave nas medidas é observado após Executivo e Legislativo ignorarem a Covid-19 no Orçamento de 2021. Agora, precisam criar as medidas por créditos extraordinários —instrumentos que ficam fora do Orçamento e são permitidos pela Constituição apenas em casos imprevisíveis e urgentes.

A situação se complica pelo fato de técnicos do Ministério da Economia sentirem insegurança na criação das medidas, por verem possíveis controvérsias no uso do instrumento.

Um dos motivos é justamente o fato de o crédito extraordinário só ser permitido em casos imprevisíveis e urgentes. Como a Covid-19 é um problema vivido pelo país desde o começo de 2020, liberar os instrumentos fora do Orçamento em 2021 pode enfrentar questionamentos por parte de órgãos de controle.

Agrava a situação a própria falta de sanção do Orçamento. O texto tem uma série de problemas —como a subestimativa de gastos obrigatórios, o que deu espaço a emendas parlamentares, e até a previsão de uma pedalada nos mesmos moldes da que derrubou Dilma Rousseff (PT).

Bolsonaro agora tem que decidir se sanciona o Orçamento como está, arriscando uma acusação por crime de irresponsabilidade; ou se veta ao menos parcialmente a proposta, desagradando ao Congresso.

De qualquer forma, enquanto a peça ainda está em aberto, fica reforçada a tese de que poderiam ser feitas modificações nos números para acomodar a Covid dentre as despesas tradicionais. Ou seja, um cenário em que não se configuraria o requisito da imprevisibilidade para criar créditos extraordinários.

“Ainda que lancemos mão de crédito extraordinário, existe a preocupação de que não teremos a segurança necessária. Porque você poderia ter o espaço para fazer dentro do Orçamento. E o crédito, constitucionalmente falando, está fora do Orçamento”, afirmou recentemente Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho.

Apesar de até mesmo uma ala da equipe econômica ver exagero na preocupação, parte dos especialistas vê riscos. “Quem propõe isso [chamar despesas para a Covid de imprevisíveis para liberá-las por crédito extraordinário] nunca assinou nada quando no governo. É fácil ser valente com o CPF dos outros”, afirmou Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda, em coluna recente na Folha.

O governo tentou dar segurança às medidas com uma PEC que liberaria medidas específicas de atender regras fiscais —inclusive a exigência de imprevisibilidade e urgência para abrir os créditos extraordinários demandados.

Mas a proposta perdeu força depois que a ala política quis embutir no texto também a liberação de até R$ 18 bilhões para obras.

Com isso, medidas seguem travadas. Uma das mais demandadas é o programa de manutenção do emprego, que demandará cerca de R$ 10 bilhões.

A medida vem sendo pedida por empresários há meses, por permitir corte de salário e jornada ou suspensão de contratos de trabalho. Os empregados afetados receberiam dos cofres públicos um benefício emergencial (batizado de BEm).

“O atraso no BEm gerou um estrago extraordinário. Chegamos ao nível assustador de 91% [dos empresários do setor] não conseguirem pagar integralmente os salários em abril. Então continuamos precisando muito”, afirmou Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Também segue travado o envio de R$ 7 bilhões do Tesouro Nacional para o Pronampe (programa de crédito para micro e pequenas empresas).

A demora nas discussões afetou até mesmo o auxílio emergencial deste ano, iniciativa que chega a mais de 40 milhões de pessoas para compensar a menor renda em um momento com necessidade de distanciamento social. Os valores só começaram a ser pagos à população em 6 de abril —quando o país ultrapassou a marca de 4.000 mortes diárias pela pandemia.

Isso ocorreu após governo e Congresso passarem boa parte do segundo semestre de 2020 pensando em um programa social para ser pago após o término do auxílio emergencial de 2020.

A ideia era ampliar o Bolsa Família com a revisão de despesas (como outros programas sociais), mas, diante de resistências —inclusive de Bolsonaro—, a medida não foi criada. O Orçamento de 2021 ficou sem o novo programa e sem o auxílio emergencial.

Após novas discussões em 2021, a solução acabou sendo liberar o auxílio com crédito extraordinário com respaldo da PEC (proposta de emenda à Constituição) Emergencial, que trouxe um parágrafo com até R$ 44 bilhões aos vulneráveis fora das limitações orçamentárias.

Essa mesma PEC permitiu que o governo pedisse ao Congresso a decretação do estado de calamidade pública, que liberaria novas ações ligadas à situação emergencial sem as limitações orçamentárias. Mas isso desagrada a Guedes, já que o Congresso retirou da lista de contrapartidas o congelamento de salários de servidores por três anos —dessa forma, em sua visão, o dispositivo virou um cheque em branco para gastar.

Com isso, a execução de medidas criadas em 2021 se restringe até o momento ao auxílio emergencial, além de certas despesas do Ministério da Saúde e outras pastas. Os recursos usados somam R$ 14 bilhões e, apesar de representarem 17% do total mínimo planejado, podem corresponder a um valor ainda mais baixo caso o total demandado pela Covid esteja subestimado pelo Ministério da Economia.

Apesar de a equipe econômica apostar na possibilidade de usar apenas 1% do PIB para a Covid, já é mencionada a possibilidade de usar 2% do PIB (ou seja, R$ 163 bilhões) ou até mesmo mais.

PRINCIPAIS MEDIDAS AFETADAS PELAS DISCUSSÕES

Auxílio emergencial. Medida só teve R$ 44 bi liberados após respaldo da PEC Emergencial. Recursos só começaram a ser pagos em 6 de abril à população e execução totaliza até agora R$ 9,3 bi.

Programa de empregos. Equipe econômica tem insegurança de assinar medida, de R$ 10 bi, já que recursos seriam liberados por crédito extraordinário (que só podem ser criados em casos imprevisíveis). Como Covid chegou ao país em 2020, há dúvidas se instrumento será aceito por órgãos de controle.

Programa de crédito (Pronampe). Mesma situação do programa de empregos. Recursos de R$ 7 bi seriam liberados por crédito extraordinário.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Mas o presidente disse que era uma gripezinha, que não morreriam nem 800 pessoas, que deviam deixar de mimimi, bastava tomar o kit bolsonariano, que incentivou o não uso de máscaras, as aglomerações, que disse não a compra de 70 milhões de vacinas em meados de 2020, que em dezembro afirma que quem quiser vender vacina que o procure e não ele procurar, que debochou das vacinas, que desfez a compra de 46 milhões de doses ainda em 2020. Vários crimes de responsabilidades. Por isso, estamos nessa situação e o mundo não permite a entrada de brasileiros.

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Economia

Setores afetados pela pandemia fazem lobby para socorro com impacto de mais de R$ 250 bilhões

A equipe econômica e o Palácio do Planalto tentam barrar projetos de lei no Congresso que funcionarão como socorro a setores prejudicados pela pandemia. A chamada “bomba fiscal” passa de R$ 250 bilhões e foi criada por três projetos: o de amparo a produtores de eventos e empresas de turismo; o para donos de bares e restaurantes; e o para agricultores.

Até o momento, já foi aprovado o programa que ajuda empresas de eventos, o de maior impacto: R$ 243,5 bilhões em cinco anos. Os outros dois têm votação prevista para esta semana. Juntos, vão gerar gastos de mais de R$ 250 bilhões, a maioria por isenção de impostos e refinanciamento de dívidas.

Aprovado há cerca de dez dias, o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) foi ampliado e acabou englobando praticamente toda a cadeia da produção cultural e do turismo.

Aguarda agora a sanção presidencial e a consequente regulamentação para o início da adesão de cerca de 60 mil empresas contempladas.

O programa define uma indenização para empresas que tiveram redução de 50% de seu faturamento entre 2019 e 2020 devido à pandemia. O valor global dessa ajuda será de R$ 2,5 bilhões.

Além disso, suspende por cinco anos o pagamento de impostos (PIS, Cofins, CSLL e Imposto de Renda) e permite a renegociação de dívidas tributárias com descontos de até 70% e prazo de até 12 anos. Débitos previdenciários, no entanto, terão prazo menor (cinco anos).

Durante a tramitação, o governo foi contrário a esse projeto, especialmente no que se refere à renegociação das pendências tributárias. Isso porque, já sem recursos no caixa, o Tesouro terá ainda mais perdas de arrecadação com essa medida, considerada uma “bomba fiscal”, no jargão dos técnicos do Ministério da Economia.

Esse pacote valerá para empresas de hotelaria, cinemas, casas de eventos, como shows, salões de feiras, festas e bufês. Também inclui agências de viagens, transportadoras de turismo, parques temáticos, acampamentos e hotéis, pensões, e outros meios de hospedagem.

Assessores parlamentares da Economia e do Planalto tentaram barrá-lo afirmando que os trabalhadores desses setores já tinham recebido o auxílio emergencial. Não queriam abrir precedente para programas setoriais, mas foram vencidos.

A relatora do projeto, deputada Daniella Ribeiro (PP-PB), defendeu que esse grupo conta com milhares de empresas, gerando 7,5 milhões de empregos diretos e indiretos. Ela avaliou que “o número é maior do que o da indústria automotiva”. Somente o setor de eventos, ainda segundo a deputada, arrecada R$ 48 bilhões por ano com impostos.

Representantes da categoria, liderada pela Associação Brasileira do Produtores de Eventos, afirmaram aos congressistas terem registrado perdas de mais de R$ 80 bilhões desde o início da pandemia.

O lobby dos representantes de bares, restaurantes e lanchonetes também surtiu efeito. Tramita um projeto pelo Senado que pretende dar uma ajuda de até R$ 10 bilhões ao setor que, durante a pandemia da Covid-19, concentrou esforços nas entregas como forma de evitar a perda total de receitas.

Segundo o relator, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o ritmo lento da vacinação no país está levando diversos estados a decretarem medidas mais restritivas, impondo o fechamento do comércio, o que afetará ainda mais a economia e o caixa dos empresários do setor.

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) informou empregar seis milhões de funcionários, faturando o equivalente a 2,7% do PIB nacional. Dentre o cerca de 1 milhão de estabelecimentos, 93,4% são de micro e pequenos negócios, a maior parte nas regiões Sudeste e Sul.

O projeto, que está previsto para ser votado nesta semana, prevê que essas empresas sejam beneficiadas com um auxílio que varia de R$ 2.000 a R$ 3.500 por três meses. Além disso, suspende a cobrança de tributos federais com a posterior renegociação das dívidas, com descontos de até 70% e prazo de até 12 anos.

Em contrapartida, restaurantes, bares e lanchonetes terão de doar alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Na exposição de motivos, o senador compara a iniciativa com a dos EUA que, segundo o documento, concedeu um crédito tributário de até US$ 10 mil por funcionário de empresas que tiveram a atividade totalmente ou parcialmente paralisadas em decorrência das medidas adotadas na pandemia.

A agricultura familiar também conseguiu um projeto de lei com deputados da bancada ruralista prevendo uma ajuda de até R$ 2,2 bilhões para parte das cerca de 4,4 milhões de famílias.

Os autores do projeto, alguns ligados à bancada ruralista, afirmam que a “Lei Assis Carvalho’ foi vetada praticamente na íntegra pelo presidente Bolsonaro, fato que deixou milhões de famílias de agricultores familiares se qualquer assistência pública durante todo o ano dramático de 2020”.

Para eles, a situação tende a se agravar neste ano, “aprofundando-se a crise na base produtora de alimentos da população brasileira onde a agricultura familiar é a principal protagonista”.

Sem um novo decreto estendendo o período de calamidade e sem a deliberação de vetos pelo Congresso [inclusive o da Lei Assis Carvalho], os parlamentares decidiram atender ao pleito dos agricultores.

O projeto institui o Fomento Emergencial de Inclusão Produtiva Rural para as famílias que estiverem em situação de pobreza. Inicialmente, a União terá de arcar com o pagamento de R$ 2.500 em parcela única para cada família. O valor será de R$ 3.000 quando a líder familiar for uma mulher. O teto será de R$ 3.500 caso seja necessário a construção de cisternas nas propriedades para a garantia de acesso à água.

Somente esse auxílio tem um custo estimado de R$ 550 milhões para o Tesouro.

Também está prevista a criação de uma nova modalidade de crédito rural com até R$ 1,7 bilhão disponíveis dentro do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Famílias com renda de até três salários mínimos poderão tomar empréstimos sem juros para financiar a produção. Uma pequena parte poderá ser vertida para sua própria subsistência. O valor máximo será de R$ 10 mil.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) comprará a produção desses agricultores limitando-se a R$ 6.000 por família.

Além disso, prevê a prorrogação das dívidas desse grupo por um ano contraídas desde janeiro do ano passado. Abre ainda espaço para renegociação de pendências financeiras com rebates que variam entre 50% e 95% do valor principal do período que se estende desde dezembro de 2019 até agora para pagamento em 2022 a 2032, nas condições originais do contrato.

Segundo assessores do Planalto, o lobby tem sido feito por donos de grandes empresas, que conseguem benefícios usando os pequenos como escudo. Até o momento, o governo não conseguiu barrar nenhum desses projetos, mesmo enviando pareceres contrários sobre a bomba fiscal.

Assessores do chefe da Economia, Paulo Guedes, afirmam que o ministro tenta agora oferecer algum tipo de pacote aos setores que não foram contemplados até o momento como forma de evitar a “bomba fiscal” via Congresso.

Desde que a pandemia deu sinais de que o isolamento e políticas restritivas seriam duradouras, as principais empresas de eventos e de turismo tentaram junto ao governo, principalmente na Economia, um pacote de socorro.

Defendiam que programas de empréstimos com garantias ou juros mais baixos não seriam suficientes para dar conta das perdas bilionárias geradas pelos cancelamentos de shows, feiras, eventos e dos principais destinos turísticos no país e no exterior.

A equipe econômica, no entanto, resistia a pacotes setoriais porque prioriza o pagamento do auxílio para funcionários. Para as empresas, lançou os programas de crédito.

Diante da resistência e do novo cenário político, em que o governo vem cedendo em troca de apoio de parlamentares do centrão, as empresas viram no Congresso a chance de conseguir socorro.

Caso sejam aprovados, os recursos desses projetos permitiram estender a segunda rodada do auxílio emergencial por mais seis meses. O programa levou meses para ser negociado pelo governo. Na época, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alegou que não havia dinheiro em caixa para que fosse estendido.

FOLHAPRESS

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Saúde

Bolsonaro diz que Fiocruz entrega 18 milhões de vacinas em abril; Nesta semana 4,6 milhões de doses ainda devem ser entregues

Foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (18), por meio de uma rede social, que a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) vai entregar 18 milhões de vacinas contra a covid-19 até o final de abril. Desse total, segundo o presidente, serão entregues 4,6 milhões de doses ainda nesta semana e mais 6,7 milhões na outra semana.

Na sexta-feira (16) a Fiocruz já havia entregue mais 2,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Além das 2,8 milhões liberadas na sexta-feira, 2,2 milhões já haviam sido entregues na última quarta-feira (14).

O presidente disse ainda que a previsão é que o volume de entrega de imunizantes cresça nos próximos meses e que no segundo semestre de 2021, a Fiocruz deve entregar 110 milhões de doses da vacina.

Agência Brasil 

Opinião dos leitores

  1. O que a CPI não fizer nada mais faz. Pra quem gritava aos 4 cantos que não compraria vacina, é um milagre! Glórias a Deus!

    1. Não tem nada a ver com CPI, o contrato com a Fiocruz foi fechado ano passado. E o cronograma de recebimento está disponível na internet.

    2. O Brasil já adquiriu mais de 500 milhões de doses de vacinas contra COVID, contratos firmados ainda na gestão do ministro Pazuello. Deixe de espalhar mentiras, rapaz. Seja ômi. Rsrsrs

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