Política

Presidente do Senado defende definição de mandato para ministros do STF

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, revelou ao senador Jorge Kajuru (Cid-GO), durante entrega do pedido de análise do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, que é favorável à fixação de mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal. Sinalizou ainda que o Senado deve aprovar norma dificultando o exame de processos penais no STF, que para ele deve se ater a questões constitucionais. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Tramitam no Senado projetos que alteram forma de escolha de ministros e fixam mandato de até 10 anos. Um deles é do senador Lasier Martins.

Rodrigo Pacheco deixou claro que não vai engavetar a proposta de Kajuru, que inclui a criação da pretendida CPI da Lava Toga.

O abaixo-assinado, criado pelo comentarista Caio Coppola, acumulou 2,65 milhões de assinaturas até o momento da sua entrega.

Assim como o abaixo-assinado contra Dilma, o pedido foi criado no site Change.org, e atingiu 2,5 milhões de assinaturas em apenas dois dias.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Pronto, agora teremos um STF realmente politizado. Ou voce acha que um ministro com mandato fixo vai tomar atitudes contra politico A ou B, sabendo que esse partido poderá tomar alguma medida com o fim do mandato?

  2. deveriam ser eleitos pelo povo para mandato de no máximo 4 anos, aí parariam de pensar que são deuses. além disso deveria ter a possibilidade de callback, remover os que não estivessem agradando

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Nacional

Após lockdown, prefeito de Araraquara (SP) é ameaçado de morte

Após decretar lockdown rígido em Araraquara, interior de SP, o prefeito Edinho Silva (PT) recebeu ameaças de morte na internet. Segundo o portal UOL, internautas ameaçaram ir encapuzados à casa de Edinho. Houve quem vazou o endereço do prefeito. “Ia esfaquear ele de baixo para cima”, disse um dos internautas.

O prefeito acionou a Polícia Militar da cidade. E registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Lockdown

A medida foi instaurada no dia 21 de fevereiro. O sistema de saúde da cidade estava colapsado. Com 100% dos leitos de UTI ocupados. Na primeira semana de março, 41 pessoas morreram. A cidade estava lidando com a variante brasileira P.1.

Com o fechamento da cidade, em um mês a média de casos caiu de 189 para 80 a cada 24 horas. A medida de restrição também resolveu o problema de leitos que a cidade enfrentava.

Enquanto SP passa por um momento preocupante no sistema de saúde, devido à alta diária de casos e mortes por Covid-19, na sexta (26/3), Araraquara não registrou nenhum óbito devido à doença.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Ao bloco tá dobrando para a esquerda…pq onde foi q porra de fechar TD funcionou….2002 fecharam tudo p preparar a estrutura da saúde…FC com o dinheiro e porra nenhuma p população…agora fecham p que mesmo eh?

  2. Estão brincando com fogo, arruinando a vida dos pais de família trabalhadores. E não há comprovação científica da eficácia desse "lockdown" contra a COVID. Aliás, ele chega a piorar a situação e cria outros problemas gravíssimos.

    1. Direita Honesta, sqn, o Lockdown não é feito para acabar com a covid e sim para diminuir a pressão no sistema de saúde, pois se tem menos gente circulando, o vírus também circula menos, vá procurar ler e se informar sobre o assunto.

    2. Eu acho massa esses perfis feke aqui> Direita Honesta kkkkkk
      No caso especifico da cidade de Araraquara (SP) o indice caiu ou seja funcional e vidas foram salvas. E o comercio estar faltando. Vai lê antes Incauto

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Saúde

Médico denuncia festa ao lado de unidade que trata pacientes com Covid

O médico Nelson Müzel, que trabalha na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaquera, na zona leste de São Paulo, usou as redes sociais na noite de sábado (27/3) para denunciar uma festa com som alto acontecendo ao lado da unidade que trata 73 pacientes com Covid-19. “Olha só, a gente não consegue falar com os pacientes no quarto, porque o barulho é tão grande ali dentro que a gente não consegue se ouvir nem ouvir o que o paciente está falando”, relatou.

Na gravação (veja mais abaixo), o médico cobrou o prefeito Bruno Covas (PSDB) e o governador do estado, João Doria (PSDB). Ele afirmou que os gestores não têm feito “nada”. “Prefeito Bruno Covas, governador João Doria, vêm aqui trabalhar no nosso lugar. Vem aqui, ó. Vê se dá para trabalhar desse jeito? Não tem condição”, afirmou.

“A gente está trabalhando em situação insalubre. Isso é insustentável. Não tem a menor condição de dar qualidade de atendimento para esses pacientes. A gente já está num nível de saturação que não dá para aguentar”, prosseguiu o médico. No vídeo, Müzel ainda disse que ligou para a polícia “um milhão de vezes”, mas o problema não foi resolvido.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Saúde de São Paulo afirmaram que “repudiam qualquer ato que represente risco à saúde pública, como festas clandestinas, que além disso causam transtorno à população e aos pacientes, como no caso exposto”. “É lamentável a falta de consciência e de senso de coletividade de todo e qualquer cidadão que promova ou compactue com este tipo de atividade”, diz a nota.

Já a Polícia Militar informou que foi acionada, mas que não interrompeu a festa. “A Polícia Militar foi acionada, por meio de denuncia anônima, e encaminhou equipes para o local. Como a festa já estava instalada, a PM manteve o policiamento no entorno”, informou a corporação.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Absoluta falta de consciência dessa gente. NESSES casos, a polícia tem mesmo que agir, DENTRO DA LEGALIDADE. Não pode, por exemplo, invadir a casa alheia e sair humilhando e batendo nas pessoas que estão lá. Um erro não justifica outro.

  2. Os prefeitos e vereadores precisam tomar medidas duras para locais com festa ou residências : fechar o local por 30 dias, cobrar imposto dos residentes do imóvel, obrigar essas pessoas a fazer limpeza nas unidades de saúde, etc

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Saúde

Com risco de ‘apagão’, RN e oito Estados têm dificuldades para montar equipes de UTI

O rápido agravamento da pandemia no Brasil pressiona hospitais, que já lidam com a insuficiência de leitos e escassez de remédios. O risco de um apagão de profissionais especializados também é um problema. No caótico ambiente hospitalar, gestores e entidades médicas de pelo menos nove Estados – Bahia, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Tocantins – relatam falta de intensivistas, dificuldades no atendimento ou necessidade de abrir rodadas de processos seletivos para contratar temporários.

O Brasil tem 543 mil médicos, mas nem todos preparados para as demandas atuais. “O que precisamos é de profissionais treinados para internação sob cuidados intensivos”, diz o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes. “E também dos demais profissionais de saúde, porque não é qualquer médico ou técnico que pode trabalhar numa UTI. As equipes de enfermagem têm de ter treinamento para manejar máquinas modernas e os respiradores.”

Em Santa Catarina, um dos Estados com maior colapso, já foram 32 processos de contratação na crise sanitária. Mas parte dos inscritos não aparece após a convocação. “Cremos que as desistências se dão por receio de trabalhar na linha de frente ao combate à covid-19. Mesmo assim, não se considera um apagão de profissionais, pelo menos no âmbito das estruturas próprias da Secretaria Estadual da Saúde”, diz o governo. O Estado tem 2,6 mil profissionais a mais e na rede de hospitais filantrópicos, cerca de 2,5 mil, em “ampliação sem precedentes”.

Na Bahia, informações oficiais do governo mostram que a demanda ainda tem sido atendida, mas os dados já apontam “dificuldades” para achar profissionais. Em Salvador e região metropolitana, foram abertas cerca de 2 mil vagas este mês.

O Piauí admite que a dificuldade maior é a de encontrar médicos. Foram ao menos dois processos seletivos em 2020 para médicos e demais áreas de enfermagem. A rede pública, diz o Estado, já teve 1.112 contratados e hoje são 1.004 em operação. No fim do ano passado, houve desligamentos por término de contrato ou pedidos de afastamento, alega o governo.

Segundo Gerson Junqueira Junior, presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul, existem hoje no País cerca de 20 mil médicos, de várias especialidades, que já trabalham em UTIs, mas a demanda pode chegar ao dobro disso. O ideal é que cada médico cuide de até 10 leitos de UTI, acrescenta o cirurgião. “No interior, a dificuldade é muito grande para encontrar o profissional”, explica. “E além da equipe, tem de ver se há estrutura de rede elétrica para os equipamentos, rede de abastecimento de oxigênio para os respiradores de alto fluxo, equipamentos de diálise”, diz.

O Estado tinha, segundo Junqueira, de 800 a mil leitos de UTI antes da crise. “Hoje tem 3.195 leitos operacionais de UTI, 1.021 na capital. Não é possível suportar isso”, destaca. “Há hospital com 160% de ocupação de UTI, outro com 145%, outro com 133%”, afirma. “Se isso não é colapso, o que seria?”.

O Rio Grande do Sul destacou que, “diferentemente de alguns Estados, não conta com rede hospitalar própria”. A pedido do governo estadual, o Exército montou unidade de campanha ao lado do Hospital de Restinga, em Porto Alegre.

Plantões e horas extras. Rondônia já abriu 85 editais de chamamento emergencial para todas as áreas, principalmente médicos. Na rede pública, segundo o governo, foram chamados 2.191 servidores, incluídos os administrativos. Colaboradores voluntários, diz o governo, são “casuais”.

“Não temos funcionários suficientes nas UTIs. Até porque nem todos querem assumir contratos provisórios, de caráter emergencial, e vir para cá, em plena pandemia, trabalhar com pacientes que estão com o coronavírus”, conta Maira Joaneide de Oliveira Barros, enfermeira que atua na UTI do Hospital Regina Pacis e de uma unidade de campanha em Porto Velho.

“Muitas vezes precisamos nos desdobrar, fazer mais horas extras, mais plantões”, acrescenta Maira Joaneide. “Vivemos horas, minutos e segundos de forma “muito imprevisível. Quando pensamos que não, a saturação dos pacientes começa a cair, e é muito rápido. Corremos para tentar manter viva aquela pessoa.”

O governo de Mato Grosso admite dificuldade de aumentar os quadros da linha de frente, mas informa que “ainda é possível contratar profissionais da saúde” e a Secretaria Estadual de Saúde de está com processo seletivo em aberto. “No ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso abriu dois processos seletivos, um para atuação nos oito Hospitais Regionais geridos pelo Estado e outro para contratar atuação no Centro de Triagem da covid-19”, diz. Já foram contratados, segundo o governo, mais de 1,5 mil trabalhadores para atuar nessas unidades.

O Tocantins informa ter contratado cerca de 1,5 mil profissionais em diversas áreas de atuação de combate à pandemia. A Secretaria de Saúde local diz que foi aberto edital de cadastro para integrar voluntários à linha de frente, mas isso não ocorreu.

O Pará diz que foram contratados, em caráter emergencial, 316 profissionais, entre médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem e de apoio administrativo. Conforme o governo, o quadro médico de contratação direta da secretaria atende à capacidade de atendimentos diários nas policlínicas itinerantes”.

Presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, Geraldo Ferreira diz que “há improvisação, principalmente na rede pública”. E alerta também para as perdas entre profissionais para a covid, o que piora a escassez. O Estado já acumula 50 mortes nas equipes de saúde que enfrentam o vírus, entre médicos e enfermagem, conforme a entidade. Trabalhadores doentes também precisam desfalcar, de forma temporária, a linha de frente. “A situação é gravíssima”, avalia Ferreira.

O governo potiguar diz “fazer contratos temporários e convocações de servidores concursados”. Até o dia 4, foram contratados 1.476 efetivos (concurso público), 2.331 temporários, mais 188 convocados para assinar contratos temporários. No dia 13, inda foi preciso abrir convocação de mais 69 profissionais.

Conforme os dados do Registro Nacional de Terapia Intensiva da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a média geral tem sido de oito dias de internação.

O tempo médio é hoje de 12,5 dias no caso de pacientes da covid-19. Nos últimos dez anos, era de cinco a seis dias.

A explosão de casos e a internação prolongada contribuem para a sobrecarga de hospitais e mortes de pacientes na fila por leitos. “Se você bater o carro e tiver traumatismo craniano, não acha vaga em UTI para internar”, alerta César Eduardo Fernandes, da Associação Médica Brasileira. “O mundo não é só covid. Tem enfarte do miocárdio, derrames cerebrais, traumatismos grandes. Sou obrigado a reconhecer: há falta, as UTIs estão assoberbadas.”

Para desafogar a rede, secretários de Saúde já pediram o cancelamento de cirurgias eletivas para liberar vagas. A presença desigual de médicos e outros profissionais da saúde pelo Brasil é um problema crônico. A pandemia evidenciou ainda mais essa dificuldade.

Segundo Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), existe uma “má distribuição geográfica, concentração no setor privado, baixa qualificação, e, principalmente, má gestão desses recursos humanos de alta especialização”.

Ele aponta que falta coordenação nacional do recrutamento desses profissionais. “Há uma fragmentação e precarização de contratação de recursos humanos via OSs (Organizações sociais, que prestam serviços para o poder público), diz Scheffer.

César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), vê falta de planejamento do poder público e afirma que as universidades no País enviam número suficiente de profissionais para o mercado. “O governo precisa cuidar disso com responsabilidade, fazer plano de carreira, parar de tratar isso com políticas de tapa-buracos”, defende.

Entidades médicas também reclamam de remunerações e contratos precários, principalmente entre profissionais mais jovens. Segundo Geraldo Ferreira, do sindicato potiguar da categoria, muitos são atraídos como “sócios” de empresas. Isso pode favorecer, diz, fraudes trabalhistas e tributárias. “Aumentar o número de leitos exige profissionais capacitados, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, para atender pacientes muito críticos, muito graves. Achar esses profissionais agora é muito difícil”, destaca Viviane Cordeiro Veiga, presidente do Comitê de Analgesia, Sedação e Delirium da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

A entidade recomenda que, nas regiões onde não há especialistas em terapia intensiva, é preciso ter um intensivista para dar suporte, inclusive por telemedicina. “Há outra questão: já temos a falta de insumos, de medicamentos. Então, esses profissionais têm de estar preparados para usar novas medicações, novos protocolos”, afirma ela, chefe de UTI do Hospital Beneficência Portuguesa.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. O RN tem dificuldade pra tudo, apesar dos seguidos recordes de arrecadação e ajuda generosa da União.
    Simplesmente porque não tem um gestor a altura; Fatima não sabe governar.
    Fraca!!
    E muito.
    O Estado a deriva, desgovernado.
    O povo morrendo sem assistência, tudo isso acontece depois de um ano de pandemia.
    Quer dizer, ainda não deu tempo pra planejar essa catástrofe anunciada.
    Imoral!!

  2. Mentira grande essa da falta de profissionais
    Muitos técnicos desempregados com habilitação em UTI

  3. Salários de Médicos na maioria das cidades do interior ( FAZ TUDO , SE SOUBER ): BRUTO 15 MIL REAIS COM 40 HORAS E 2.400 REAIS livre de impostos um plantão de 24 horas.
    Então : Salário líquido: 11. 500,00 + 4 plantões de 24 horas = 9.600,00 reais , Total = 21.100,00 reais.

  4. Esses governadores tiveram UM ANO para adequar o sistema público de saúde e receberam MUITO dinheiro do governo federal para isso. Mas, estão apenas ocupados em fazer política , atacando o governo do "bozo", e deixam de cumprir com suas obrigações. E o povo é quem sofre. Onde usaram os bilhões que receberam?

    1. O MINTOmaníaco também teve um ano pra comprar vacinas, mas ficou desdenhando da pandemia, apostando em placebos, promovendo aglomerações, negando eficácia de máscaras e de vacinas… Deu no que deu: mais de 3000 mortes por DIA! E aí?

  5. E aí, como fica a narrativa do MINTOmaníaco? Os governadores são culpados das mortes por covid pq não conseguem fazer nascer médicos intensivistas nem brotar do chão os insumos pra montar leitos de UTI, eh isso? Ah tá!

  6. Basta instalar os respiradores q não foram entregues e aplicar o dinheiro para os hospitais de campanha q vai resolver.Simples.

    1. Verdade. Essa governadora deixe de politicagem e cuide de TRABALHAR.

    2. Mais de ano que desviaram o dinheiro da compra dos equipamentos fizeram centenas de vítimas, esee tempo foi suficiente pra ter corrigido isso, e parado essas mortes. Portanto, o governo federal manda o dinheiro, chega o dinheiro, o stf diz que o estado é quem faz a gestão, o estado Foi perdulário e irresponsável, Quem é assassino e genocida? A governadora, não tem outra conclusão

    3. Patrício, vc se engana ou quer se enganar, nós não temos insumos vc sabe o que é?(medicação, utensílios e etc), para leitos clínicos e nem UTI, e outra coisa, NÃO temos corpo técnico: os médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeuta, nutricionistas e demais, temos o dinheiro para contratar mas não temos a quem contratar, estamos cansados de salvar vidas e a população ficar brigando politicamente.

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Mundo

Navio encalhado no Canal de Suez começa a se mover, dizem sites de monitoramento marítimo

O Ever Given, porta-contâineres de 400 metros de comprimento entalado no Canal de Suez desde quarta-feira (24) começou a se mover, segundo os sites de monitoramento de tráfego marítimo Vesselfinder e Myshiptacking. A popa do navio de mais de 200 mil toneladas se afastou da margem oeste do canal, de acordo com essas fontes.

Os mercados de ações asiáticos subiram nesta segunda-feira (29) enquanto os preços do petróleo caíram com a reflutuação do navio que bloqueia o Canal de Suez, uma das mais movimentadas vias marítimas do mundo, aumentando as esperanças de que a hidrovia vital possa reabrir e diminuir os atrasos no transporte global.

As notícias aumentaram o otimismo sobre o crescimento mundial, à medida que os mercados esperam que o presidente Joe Biden (EUA) delineie seus planos de gastos com infraestrutura nesta semana, o que pode impulsionar uma recuperação já acelerada dos EUA. “Esperamos que a economia global se expanda de forma robusta em 6,4% este ano, alimentada por um grande estímulo fiscal dos EUA, com repercussões positivas para o resto do mundo”, disse o economista do Barclays, Christian Keller.

O presidente da SCA (Autoridade do Canal de Suez, na sigla em inglês), Osama Rabie, afirmou em entrevista à TV Al Arabiya que o canal perde entre US$ 13 e US$ 14 milhões por dia após o fechamento do tráfego de navios. Ele também disse acreditar que as investigações vão demonstrar que o canal não foi o responsável pelo incidente.

Segundo a autoridade do canal, 369 embarcações esperam para atravessar o caminho, que liga o Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho. As perdas do comércio mundial são estimadas entre US$6 e US$10 bilhões (R$34 bilhões a R$57 bilhões, aproximadamente, de acordo com relatório da seguradora Allianz publicado na sexta-feira.

FOLHAPRESS

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Mundo

Presidente do Chile adia eleições constituintes por alta de casos de Covid

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou na noite deste domingo (18) que a eleição para decidir a formação da assembleia constituinte do país será postergada para os dias 15 e 16 de maio. A data inicial era 11 de abril. A decisão foi comunicada depois de um encontro entre Piñera, o conselho sanitário de seu governo e alguns ministros no palácio de La Moneda, a sede do governo chileno.

O anúncio deve passar, porém, por uma confirmação por parte do Congresso. O pedido será enviado na manhã desta segunda-feira (29) ao parlamento. “Peço que o Congresso não coloque restrição a essa mudança, que é necessária”, afirmou o mandatário, ao final da declaração. O país vive uma alta da curva de contágios que levou o governo a adotar o confinamento de mais de 16 milhões de pessoas entre a região metropolitana de Santiago e outras cidades. O país registra 977.243 casos e 22.754 mortes.

O Chile é o país que vem vacinando com maior rapidez e quantidade na América do Sul, tornando-se um modelo de imunização na região, com quase 40% da população tendo recebido já pelo menos a primeira dose.

Ainda assim, os hospitais e centros de saúde encontram-se lotados, e médicos e enfermeiras pedem ao governo mais medidas para evitar a sobrecarga. A chegada das novas variantes ao país aceleraram as transmissões. E zonas como a região metropolitana de Santiago, Puerto Montt, Valdivia, Talca e Temuco tiveram mais mortos por coronavírus neste ano do que em todo o ano de 2020. “As vacinas são eficazes, e vão ter um efeito sobre a curva de mortos, mas ainda precisamos continuar com os cuidados e continuar vacinando. O adiamento vai nos permitir vacinar mais chilenos e proteger mais a sociedade para que a eleição seja possível com a máxima segurança”, afirmou Piñera.

O presidente também afirmou: “Esta foi uma decisão muito difícil, mas devemos tomá-la e temos plena convicção de que é o melhor para o Chile e para os chilenos”.

FOLHAPRESS

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Saúde

Procuradoria investiga irregularidades em preços de máscaras compradas pelo Ministério da Saúde

O Ministério Público Federal investiga supostas irregularidades nos preços pagos pelo Ministério da Saúde em contratos para a compra de máscaras durante a pandemia. Entre as máscaras do tipo cirúrgico, principal modelo escolhido, a variação chegou a 116%. Um segundo modelo comprado, a KN95, custou até 783% a mais.

Todas as compras foram feitas com dispensa de licitação, em março e abril de 2020, já no contexto de pandemia e sob legislação especial vigente desde fevereiro, com permissão para dispensa de concorrência na aquisição de insumos diante da emergência na saúde pública.

Os seis contratos para compra de máscaras, assinados na gestão de Luiz Henrique Mandetta e defendidos nas gestões de Nelson Teich e Eduardo Pazuello, que as distribuíram, somaram R$ 765 milhões. Na pandemia, o governo de Jair Bolsonaro já tem um quarto ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Em nota, o ministério afirmou que não houve questionamentos do MPF sobre os preços contratados e que foram comprados produtos distintos. As aquisições seguiram critérios como comprovação de aptidão para fornecimento e registro do produto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), segundo a nota.

O procedimento do MPF em Brasília é o segundo que investiga atos do Ministério da Saúde relacionados à distribuição de máscaras na pandemia.

A Folha revelou no dia 17 que a pasta distribuiu máscaras impróprias a profissionais que estão na linha de frente de combate à Covid-19, conforme avaliação da Anvisa em documento elaborado em 13 de janeiro. A distribuição do material é investigada em inquérito civil instaurado em 3 de fevereiro.

Uma parte dessas máscaras foi interditada pela Anvisa, após a autoridade sanitária dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) suspender autorizações emergenciais diante da falta de eficiência mínima na filtragem de partículas. Outra parte foi escanteada pelos estados em razão da advertência “non-medical” nas embalagens. A máscara é do tipo KN95, fabricada na China.

Uma fatia desse material, com inscrição “non-medical” na embalagem, foi fornecida pela Global Base Development HK Limited, uma empresa de Hong Kong representada no Brasil pela 356 Distribuidora, Importadora e Exportadora. O dono da distribuidora, Freddy Rabbat, atua no mercado de relógio de luxos suíços. O contrato foi o sexto assinado para a compra de máscaras pela pasta. Previu 200 milhões de máscaras do tipo cirúrgica descartável tripla, com três dobras, tira elástica, clipe nasal e “filtração de partículas mínimas de 95%”, e 40 milhões de KN95.

A primeira custou US$ 0,33, conforme o contrato assinado em 8 de abril. Pela cotação do dólar naquele dia, saiu por R$ 1,69. A segunda custou US$ 1,65, ou R$ 8,48. Todo o contrato saiu por R$ 679 milhões.

O MPF investiga as variações de valores nos contratos assinados pelo Ministério da Saúde. Todos eles tratam basicamente do mesmo tipo de máscara cirúrgica, mais a KN95.

A partir da análise das especificações contidas nos contratos, especialistas ouvidos pela Folha dizem que nenhuma dessas máscaras pode ser considerada um EPI (equipamento de proteção individual), destinado a profissionais de saúde.

O primeiro contrato foi assinado em 10 de março de 2020, para a compra de 500 mil máscaras cirúrgicas. A empresa BRT Medical forneceu o produto a um custo unitário de R$ 0,96. No mesmo dia, o Ministério da Saúde assinou um contrato com a Farma Suply, para 1,5 milhão de máscaras semelhantes. O preço pago por produto foi de R$ 1,60. Oito dias depois, a empresa assinou mais um contrato com o ministério, para o fornecimento de 8 milhões de máscaras cirúrgicas. O preço cobrado, dessa vez, foi R$ 1,97 por peça.

Uma terceira empresa, a Descarpack Descartáveis, foi contratada para fornecer 13 milhões de máscaras. Nesse contrato, assinado em 12 de março, o custo individual saltou para R$ 2. No dia 27 do mesmo mês, a Aura Pharma fechou um contrato para entrega de 20 milhões de máscaras, a um custo individual de R$ 2,08.

Depois, em abril, foi a vez da empresa de Hong Kong, representada por uma distribuidora brasileira, fechar o contrato mais vultoso para a entrega de máscaras cirúrgicas e KN95. “Máscaras cirúrgicas não são consideradas EPIs. KN95 não é similar à N95 dos EUA. N95 e PFF2 são as indicadas para quem tem contato direto com pacientes de Covid-19”, afirma Antônio Vladimir Vieira, químico, professor de especialização em saúde e segurança na USP (Universidade de São Paulo) e responsável por certificação de máscaras na Fundacentro por 32 anos.

“Por essas descrições [presentes nos contratos], nenhuma dessas máscaras pode ser considerada EPI. A KN95 tem limitações ao se prender na orelha, e falta de certificação. E as máscaras cirúrgicas são mais simples”, diz Vitor Mori, doutor em engenharia biomédica e integrante do Observatório Covid-19 Brasil.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde na gestão Pazuello, coronel Élcio Franco, já foi oficiado quatro vezes pelo MPF para explicar as variações de preços nos contratos das máscaras. O MPF tenta pelo menos desde outubro conseguir uma cópia integral dos processos de compras. Um novo ofício foi enviado à pasta na última segunda-feira (22).

Entre as explicações dadas até agora, o ministério afirmou que os preços oscilaram diante da “gigantesca demanda mundial” e do aumento das dificuldades nas negociações com fornecedores. Um despacho de área técnica da pasta chegou a afirmar que o preço da KN95 não ficou abaixo da média praticada no mercado nos primeiros cinco meses de 2020. Pelos documentos entregues ao MPF, porém, não fica claro se o valor ficou dentro ou acima da média. É este tipo de informação que os procuradores da República tentam obter para avançar nas investigações.

Em nota, assinada pelos advogados Eduardo Diamantino e Fabio Tofic, a 356 Distribuidora afirmou que a Global Base foi selecionada conforme as exigências do edital e por apresentar menor preço e maior disponibilidade. “O modelo KN95 é um produto de qualidade superior e completamente diferente das conhecidas máscaras descartáveis triplas. É equivalente a outros respiradores como N95. Os produtos similares à KN95 custam em média de cinco a sete vezes o preço de uma máscara tripla”, disse.

As máscaras têm certificação aceita internacionalmente, tiveram resultado de eficácia na retenção de 95% de partículas e jamais foram proibidas por qualquer ato normativo, conforme a nota. “Na China, onde o produto é fabricado, o termo ‘non-medical’ se refere a inadequação apenas para uso cirúrgico.”

A Descarpack Descartáveis afirmou, em nota, que o governo chinês optou por restringir a produção local de máscaras apenas para consumo interno, o que dificultou o acesso. Dólar alto, necessidade de frete aéreo e exigência de pagamento antecipado encareceram o material, segundo a empresa.

Os R$ 2 cobrados por peça se aproximam do custo de aquisição, R$ 1,75, disse. O produto fornecido atende aos requisitos do edital e tem registro na Anvisa, com testes periódicos sobre eficiência, cita a nota.

Também em nota, a Aura Pharma disse que a contratação foi feita no início da pandemia e que o Brasil não tinha capacidade produtiva, matéria-prima ou indústria preparada para a demanda. “Aproximadamente 95% dos EPIs são importados da China. O valor da máscara cirúrgica teve um aumento de mais de 2.000% da noite para o dia.”

Houve ainda alta dos custos de logística e risco de retenção de carga, conforme a empresa. Sobre a qualidade, a Aura Pharma disse que o próprio governo chinês inspecionou os produtos e divulgou empresas autorizadas por eles. “Nossas máscaras atendiam, em sua totalidade, às especificações do edital. Antes da importação, submetemos amostras ao ministério, que foram aprovadas.”

Os contatos fornecidos pela Farma Suply em seu site não funcionam. A reportagem deixou uma mensagem em rede social do proprietário, sem resposta.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O consórcio Nordeste é um exemplo de honestidade, de probidade, compra tudo sem licitação. Muitos milhões de compra de insumos, aluguel de ambulância, respiradores 👀invisíveis 😬🤑

  2. Tem que investigar TUDO. Aqui no RN, por exemplo, há muito o que investigar. Cadê os respiradores que NUNCA chegaram e com os quais foram "torrados" 5 milhões? E o que foi feito da dinheirama que o estado recebeu do governo federal?

    1. Faça sua denúncia nos órgãos competentes, ficar repetindo isso 100x em blog não muda nada.

    2. Falta divulgar quantos faleceram por não ter tido acesso a esses respiradores, nós da saúde estimamos em centenas, a quem eles devem recorrer os familiares pra ter direito a indenizações e os responsáveis responderem criminalmente? Várias pessoas nos procuraram, pfv alguém da área do direito responda.

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Economia

Pandemia derruba lucro de estatais e compromete dividendos da União

A pandemia derrubou praticamente pela metade o resultado das grandes estatais em 2020, reduzindo os dividendos pagos à União e agravando o cenário de desequilíbrio nas contas públicas. O governo conta com mais recursos das empresas em 2021, ano em que as incertezas permanecem com o avanço da Covid.

Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, Eletrobras e BNDES —que respondem por mais de 90% dos dividendos pagos à União— terminaram a publicação de seus balanços neste mês e mostraram juntas uma queda de 44% no lucro líquido em 2020, para R$ 60 bilhões.

Os diferentes efeitos da pandemia fizeram as empresas pagarem 70% menos dividendos à União no ano (R$ 6,8 bilhões), o menor valor desde 2017 —quando as empresas ainda se recuperavam de perdas de anos anteriores. A pandemia esteve presente nos balanços de todas elas. As empresas citaram a Covid como causa de quedas de receitas, postergação de investimentos, atrasos em fornecimento e necessidade de reservas para perdas.

A Petrobras teve redução de 13% nas receitas com vendas, impactada pela menor demanda por gasolina e querosene de aviação devido às restrições na mobilidade urbana e no setor aéreo. A petroleira também viu o valor da commodity sofrer um choque ao se desvalorizar com a redução da atividade econômica global, principalmente no início da pandemia. A empresa ainda foi afetada pela desvalorização do real frente ao dólar e, ao fim do ano, registrou queda de 82% no lucro em 2020 (para R$ 7,1 bilhões).

Já os bancos públicos tiveram que reservar mais recursos para potenciais empréstimos não pagos –o que afetou diretamente o resultado. O Banco do Brasil, por exemplo, elevou a provisão para créditos de liquidação duvidosa em 47% (para R$ 22 bilhões ao fim de 2020). Além disso, teve queda em receitas com serviços pela menor procura de clientes. O lucro caiu 30%, para R$ 12,7 bilhões.

As instituições financeiras, no entanto, sofreram um impacto menor do que a Petrobras. Elas foram beneficiadas por medidas anticrise do governo, principalmente os programas de crédito com garantia de recursos do Tesouro (como o Pronampe, voltado a micro e pequenas empresas). A Caixa, apesar da queda de 37% no resultado, teve o segundo maior lucro da sua história (R$ 13,2 bilhões, perdendo apenas para o ano de 2019).

O ano do banco foi marcado pelo repasse de quase R$ 300 bilhões do auxílio emergencial pagos pelo Tesouro a mais de 60 milhões de pessoas por meio de 535 milhões de movimentações financeiras.

O BNDES foi a única das grandes estatais a apresentar lucro maior em 2020 (crescimento de 17%, para R$ 20,7 bilhões). A melhora ocorreu sobretudo pela venda de R$ 45,4 bilhões em ativos em 2020. No pacote vendido pelo BNDES, estavam ações da Petrobras (R$ 23 bilhões), da empresa de papel e celulose Suzano (R$ 6,9 bilhões) e da mineradora Vale (R$ 12,9 bilhões).

O lucro recorrente do BNDES (que desconta as vendas) foi de R$ 8,02 bilhões em 2020, leve queda em relação a 2019 (R$ 8,09 bilhões).

A Eletrobras afirmou a investidores que a Covid gerou atrasos de fornecedores, adiamento de investimentos e redução da demanda. “Devido ao isolamento social iniciado em meados de março de 2020, ocorreu um forte decréscimo da carga média até fim de maio. A partir de junho verifica-se uma tendência de crescimento”, afirmou balanço da companhia. Em meio à crise, as empresas conseguiram manter o lucro com medidas como o corte de custos, tanto em grandes operações como em despesas operacionais.

Na Petrobras, por exemplo, só os custos com viagens caíram US$ 40 milhões (ou R$ 230 milhões) frente a 2019. Grande parte dessa redução será permanente no mundo pós-Covid, segundo a empresa.

Para o governo, a queda do resultado das empresas significa menos recursos em dividendos pagos à União. Os recursos entram nos cofres do Tesouro Nacional na forma de receita primária e, por isso, aliviam o cenário das contas públicas. Após um 2020 de números em baixa, o governo espera recuperação no volume de dividendos em 2021. O Ministério da Economia elevou nos últimos dias em R$ 6,1 bilhões o valor que as estatais pagarão à União neste ano —para um total de R$ 15,9 bilhões.

A justificativa para a melhora contra o ano passado decorre de fatores como o bloqueio de dividendos de bancos em grande parte do ano passado. A decisão foi tomada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para direcionar recursos ao sistema financeiro, mas agora os recursos estão liberados.

O Ministério da Economia afirma que a destinação do resultado depende das empresas e das diretrizes do controlador (no caso, a União). Para a pasta, a remuneração proporcionada pelas estatais é algo desejável. “O pagamento de dividendos aos acionistas é um parâmetro positivo e desejável para qualquer corporação, seja uma empresa estatal ou uma empresa privada”, afirma a pasta, em nota.

Apesar da melhora da projeção do governo com as estatais, a continuidade da pandemia eleva dúvidas sobre a força da retomada das empresas neste ano.

Sérgio Lazzarini, professor do Insper, afirma que não só a crise gerada pela Covid pode prejudicar as estatais em 2021. Para ele, há risco de uma maior intervenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas empresas. “Momentos de crise aguda são uma encrenca para as estatais, porque elas sofrem com essa pressão [política] e tendem a ser afetadas mais negativamente”, disse.

Ele lembra as trocas recentes no comando de estatais após insatisfações de Bolsonaro. São eles Roberto Castello Branco (Petrobras), que conduzia uma política de preços alinhada ao mercado global; e André Brandão (Banco do Brasil), que anunciou um plano de fechamento de agências e demissões voluntárias.

Wilson Ferreira Junior também decidiu sair da presidência da Eletrobras neste ano por não acreditar que o plano de privatização da empresa vá ocorrer.

Para Lazzarini, as eleições podem agravar o cenário e levar a ações súbitas do presidente como em preços de combustíveis, juros de bancos públicos e até eletricidade. “Estávamos em um processo de reforço da governança das estatais, e eu considero que o Bolsonaro destruiu os avanços recentes”, afirma.

FOLHAPRESS

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Política

Nem aliados defendem Ernesto Araújo em pressão para derrubá-lo

Alvo de quase toda a classe política após novo embate com o Congresso neste domingo (28), o ministro Ernesto Araújo não teve a sua continuidade à frente do Itamaraty defendida nem mesmo pela maioria dos deputados bolsonaristas. Parte deste grupo avalia que a relação de Jair Bolsonaro (sem partido) com o Congresso é boa atualmente e não deve ser sacrificada em nome da permanência do chanceler. Desde o início da pressão para derrubar Araújo, vários dos parlamentares ficaram calados.

Eles são unânimes em elogiar Araújo e dizem que gostariam que ele não fosse demitido, mas decidiram não se envolver. “Existe pressão pela troca. Não vejo problema algum em trocar, ele já fez a sua colaboração, mas às vezes ceder tem seus ganhos”, diz Bibo Nunes (PSL-RS).

Ala dos bolsonaristas ressalta não saber o que o presidente da República quer fazer nesse caso, e diz que protestar contra a saída de Araújo talvez seja ir contra a própria vontade dele. Além disso, não veem implicância de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) com o chanceler por divergência ideológica.

Os únicos que saíram em defesa de Araújo, pouco depois de suas postagens, foram os canais do bolsonarismo radical, o que levantou a suspeita entre parlamentares de ação orquestrada nas redes sociais.

Ministros do STF engrossam o coro pela demissão do chanceler e dizem que a hora dele já passou.

Pessoas próximas de Araújo alegam que ele partiu para o contra-ataque porque o Congresso exagerou na dose. Para aliados do ministro, o Senado não deixou brecha nem para que ele tivesse uma saída honrosa da pasta ao indicar que não aprovaria sua indicação para alguma embaixada de relevo.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O ministro tem um trabalho sério, competente.
    Mas agentes da esquerda ficam incomodados com o bom trabalho dele. A esquerda prometeu e está cumprindo : o de atrapalhar o governo Bolsonaro todos os dias com qualquer ação judicial, fake News, tudo com o dinheiro do contribuinte. Gabinetes cheios de assessores para ingressar com ações judiciais estapafúrdias que são rejeitadas, indeferidas , não conhecidas, improcedentes. Mas infelizmente, esses políticos, deputados não são condenados por litigância de má fé. Uma deputada potiguar ingressou , recentemente, com ações sem ter interesse ou benefício para o povo, para o contribuinte e fica por isso mesmo. Jogam dinheiro do contribuinte no lixo. Reforma política urgente.
    Simples assim.

  2. Em minha visão, essa matéria fala que o bolsonarismo radical defende o ministro. Agora, o jornalista do mesmo grupo folha que pediu para os militares darem um golpe e derrubar o presidente, isso não é comunismo radical?

    Acontece que para esse jornalistas, ou militantes comunistas, todos que não concordam com agenda deles são considerados “radicais”. Aqueles que são do lado deles, não importam o que façam, nunca são radicais.

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Política

‘Não me arrependo de nada’, diz Sergio Moro sobre Lava Jato

O ex-juiz Sergio Moro afirmou neste domingo (28) não ter arrependimentos por seu trabalho no âmbito da Lava Jato, apesar da decisão recente do STF (Supremo Tribunal Federal) que considerou sua atuação parcial em caso do ex-presidente Lula. “Não me arrependo de nada. Pelo contrário. Tenho muito orgulho do que foi feito na Operação Lava Jato”, afirmou.

O ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro até admitiu a possibilidade de erros na Lava Jato, mas não propositais. “Pode ter tido algum erro aqui ou ali. Mas algum abuso, algo intencional? Nada.” Ao participar de live promovida pelo grupo Parlatório, com a presença de empresários e políticos, Moro disse ser necessário desmistificar a narrativa de criminalização, de que haveria um conluio de um juiz malvado com procuradores ambiciosos com intuito de prejudicar políticos. “Quando se fala em criminalização da política pela Lava-Jato, isso é uma grande bobagem. O que havia são pessoas que receberam ou que pagaram suborno”, afirmou.

Depois do que chamou de desabafo, Moro encerrou: “Dá para tocar [Edith] Piaf [cantora francesa] ao fundo. Non, je ne regrette Rien. Não me arrependo de nada. Foi um trabalho importante, reconhecido pela população brasileira”.

Essa é a primeira vez que Moro se manifesta presencialmente sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal pela parcialidade do ex-juiz na condução do caso do triplex de Guarujá (SP), que havia levado à condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na última quarta (24), o ex-juiz divulgou uma nota sobre a decisão do STF, ocorrida na véspera, e disse que tinha “absoluta tranquilidade” sobre as decisões.

Neste domingo, embora não tenho citado especificamente a decisão do STF sobre sua conduta, Moro chamou de “muito ruim” a decisão que retirou de Curitiba a competência para julgar Lula. “Sempre tratei o STF com o máximo respeito, mas a decisão de revisão da jurisprudência das execuções da primeira instância foi uma decisão errada, uma decisão infeliz.” Ele se defendeu da acusação de parcialidade: “Quando se fala em abusos e excessos, temos que ir aos fatos”, disse.

O ex-juiz afirmou que 20% dos acusados pela Lava Jato foram absolvidos e perguntou. “Cadê o conluio?”

Ao falar do combate à corrupção no Brasil, Moro afirmou que, nos últimos anos, “houve retrocessos em relação a leis, jurisprudências e processos simbólicos”.

Segundo Moro, a Lava-Jato mostrou que não estamos fadados ao fracasso no combate à corrupção. Ele afirmou ainda que a luta contra corrupção é resultado de avanços, inclusive do próprio STF no julgamento do mensalão. Mas “tem sofrido agora esse retrocesso”. “Temos que nos perguntar hoje onde estão os bons exemplos. O que foi feito em matéria de combate à corrupção como bons exemplos, considerando os últimos acontecimentos? Que tipo de mensagem estamos passando para dentro e fora do país?”A decisão da Segunda Turma do STF foi tomada por 3 votos a 2, após mudança de posicionamento da ministra Cármen Lúcia.

A turma julgou procedente o habeas corpus em que a defesa do petista pedia a declaração da suspeição de Moro e decidiu anular a ação do tríplex —ficam nulos todos os atos do ex-juiz. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski foram os outros dois ministros do colegiado a votar contra Moro. Os votos derrotados foram os de Kassio Nunes Marques e Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Embora os ministros tenham frisado em seus votos que a decisão vale para o caso tríplex, há um temor entre defensores da Lava Jato de que ela abra caminho para anulação de outros processos da força-tarefa. Advogados de outros investigados já se preparam para apresentar pedidos similares ao de Lula.

A transmissão contou com a participação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, e do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, além de empresários. Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Michel Temer (MDB) fizeram a abertura do encontro virtual. Ambos minimizaram a ameaça de retrocesso no combate à corrupção no Brasil.

Com cerca de 225 participantes do grupo, Moro admitiu que muitos consideraram errada sua decisão de deixar a toga para ocupar o Ministério da Justiça, mas disse ter visto no convite de Bolsonaro uma oportunidade de construir políticas públicas para combate à corrupção. “Quando vi que não tinha chance de acontecer dentro do governo que eu ocupava, saí”.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Esse é inteligente e honesto, diferente dos últimos que antecederam e desse último que apesar de poucos deslizes na honestidade é extremamente burro. Moro é tão inteligente que, mesmo sendo juíz de 1a instância, quando atuava na lava jato, neutralizou o órgão que mais acoberta os corruptos, o stf e o congresso. Infelizmente, quando se transferiu pra o executivo, não teve apoio suficiente do Planalto, e com isso, o congresso e o stf engrandeceram com o apoio da mídia, e o avanço que tínhamos conseguido contra os corruptos na lava jato retrocederam, ao ponto de até anular o processo do comandante do maior roubo aos cofres públicos da história mundial. No entanto temos fé em novos embates com os criminosos, agora com Sérgio Moro na presidência da República, se assim o senhor nos permitir. Moro 2022

  2. Esse trabalhou correto, foi fiel ao seu proposito. Infelizmente teve como chefe um incapacitado vaidoso que nao aceita alguem ter mais brilho que ele. Fora Bolsonaro. #moro2022

    1. 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏 minha única esperança para dias melhores. Sem ofensas a loucura de um e a cleptomania do outro, o Brasil merece um respeito.

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Economia

Brasil deixou de exportar US$ 56,2 bilhões em 10 anos para América do Sul


Foto: Comunicação Volkswagen do Brasil

A perda de espaço no comércio regional na última década fez o Brasil deixar de exportar US$ 56,2 bilhões para a América do Sul nos últimos dez anos. A conclusão consta em levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo o estudo, a participação do Brasil nas importações dos demais países sul-americanos (exportações brasileiras para os países vizinhos) caiu de 14,5% em 2010 para 10,7% em 2019. Da mesma forma, os países do subcontinente deixaram de vender para cá – o Brasil absorveu apenas 7,4% das exportações sul-americanas em 2019, contra 10,5% em 2010.

De acordo com a CNI, o encolhimento do comércio bilateral prejudica principalmente a indústria. Isso porque a América do Sul é o principal destino das vendas de manufaturados brasileiros, concentrando 38% das exportações industriais. Sob outra perspectiva, ao considerar apenas as exportações brasileiras para países sul-americanos, os manufaturados correspondem a 82%.

A queda no comércio com a Argentina, afetada por sucessivas crises econômicas e cambiais nos últimos anos, foi a principal responsável pela retração nas exportações brasileiras para a América do Sul. Da perda total de US$ 56,2 bilhões, US$ 39,2 bilhões (69,8%) concentram-se no país vizinho. O Brasil também deixou de exportar US$ 5,9 bilhões (10,5%) para o Peru, US$ 5,3 bilhões (9,4%) para a Colômbia e US$ 2,4 bilhões para o Chile (4,3%).

O comércio do Brasil com a América do Sul encolheu ao mesmo tempo em que os demais países do subcontinente preencheram espaço com outros parceiros comerciais. De 2010 a 2019, as importações das economias sul-americanas subiram 12,9%, sobretudo da China, dos Estados Unidos e da União Europeia.

Estimativa

Para chegar ao cálculo dos US$ 56,2 bilhões de perda comercial, a CNI estimou o valor que o Brasil teria exportado caso mantivesse a fatia de 14,5% nas importações dos países sul-americanos registrada em 2010. Em contrapartida, a participação da China nas importações sul-americanas subiu de 15% para 20,8%. Sob o mesmo critério, o percentual dos Estados Unidos passou de 17,5% para 19,5% e o da União Europeia cresceu mais timidamente, de 12,3% para 13,6%.

Esse espaço foi ocupado, sobretudo, pela China. A participação do país asiático nas importações dos países da América do Sul passou de 15% para 20,8% no período analisado. Os Estados Unidos também ampliaram sua participação na pauta de importação dos países sul-americanos. Esse percentual passou de 17,5% para 19,5% no período analisado. A União Europeia cresceu mais timidamente, de 12,3% para 13,6%.

Na divisão por setores, os segmentos de máquinas e aparelhos e de materiais elétricos ou mecânicos responderam por 37% do valor que o Brasil deixou de exportar para a América do Sul, com redução de US$ 12,5 bilhões e de US$ 8,1 bilhões na década, respectivamente. Outros setores industriais registraram perdas substanciais, como automóveis (-US$ 4,8 bilhões), aeronaves (-US$ 3,2 bilhões) e produtos químicos orgânicos (-US$ 2,5 bilhões).

Competitividade e parcerias

Na avaliação da CNI, dois fatores explicam a queda nas exportações para a América do Sul: a perda de competitividade da economia brasileira e a paralisação da agenda de acordos comerciais do Brasil com países vizinhos. Em relação aos tratados comerciais, a paralisia decorre tanto da falta de ratificação de alguns acordos pelo Congresso como da falta de atualização e de ampliação daqueles vigentes.

Entre os tratados pendentes no Congresso Nacional estão o Acordo de Livre Comércio com o Chile, concluído em 2018, já promulgado pelo parceiro, e os acordos sobre compras públicas e facilitação de comércio entre os países do Mercosul. Em contrapartida, países sul-americanos concluíram acordos com os Estados Unidos, União Europeia, Coreia do Sul e, no caso do Chile e do Peru, também com a China.

A CNI pede a continuidade da agenda de reformas econômicas no Brasil e a ampliação de preferências tarifárias e da abrangência temática dos acordos comerciais do país com os vizinhos sul-americanos. A entidade também cobra medidas de apoio oficial às exportações, como a restituição de créditos de tributos sobre mercadorias exportadas, a modernização de acordos tributários e a reforma da lei de preços de transferência (preços cobrados entre importações e exportações de empresas do mesmo grupo).

Agência Brasil

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Polícia

Policial militar que surtou no Farol da Barra, em Salvador, é baleado e socorrido pelo Samu


Foto: reprodução

Após surto, o policial militar Wesley Soares, que fez disparos para cima no Farol da Barra na tarde deste domingo (28), foi baleado após atirar contra guarnições do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) que negociavam sua rendição no início da noite.

Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para um hospital. Ainda não informações sobre o estado de saúde do PM.

Em nota, a Polícia Militar informou que unidades da 11ª Companhia Independente (CIPM/Barra/Graça) acompanharam o policial militar fardado desde a ladeira da Barra até o Farol da Barra. Segundo a PM, o militar está demonstrando descontrole emocional e já realizou disparos para o alto.

No local, estavam guarnições do Batalhão de Choque, Esquadrão Águia, da 11ª CIPM e também aguardam o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) para que um especialista em gerenciamento de crise inicie a negociação. A ocorrência ainda está em andamento.

A Secretaria a Segurança Pública (SSP) informou que unidades especializadas e do CPR-Atlântico da Polícia Militar gerenciam o surto psicológico do soldado da PM. “O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi acionado e adotará todas as medidas de ação imediatas de acordo com os padrões de atendimento deste tipo de ocorrência”, diz a nota.

Equipes da Secretaria da Segurança Pública, incluindo a Superintendência de Inteligência (SI), também estão no local.

Com informações de Bahia.ba

Opinião dos leitores

  1. É a loucura bolsonarista. Se o sujeito não tiver uma boa base psicológica acaba tendo esses surtos uma vez que a realidade uma hora se impõe.

    1. E o jornalista, ou melhor, militante comunista que pediu para os militares darem um golpe militar e derrubar o presidente? Isso é a loucura comunista também?

  2. A polícia militar não informou que ele estava indignado, pelos colegas de farda estarem dando uma dura nos trabalhadores.
    Agora podem ter certeza que as mídiaslixo dirão que ele tinha problemas psicológicos, tomava medicamentos, batia na mulher, filhos e etc…..
    A imagem deste policial militar vai para o ralo pela narrativa dos ditadores comunistas.
    E o Brasil caminha daí para pior se não for tomada uma atitude do executivo.

  3. Infelizmente essa postura dos governos estaduais de usar a PM contra a população que precisa trabalhar vai causar muitas situações dessas, pois muitos desses PMS tem dentro de suas casas familiares, vizinhos desesperados sem poder trabalhar, e eles sendo forçados a agirem contra os trabalhadores.

  4. O governador Petista está destruindo a economia e a alegria e descontração do povo bahiano.

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Saúde

Brasil registra mais de 10,9 milhões de curados da covid-19


Foto: reprodução

O Brasil registrou neste domingo (28) mais 33.314 pacientes recuperados do coronavírus, totalizando 10.912.941 pessoas curadas da doença.

O número de pessoas curadas representa 87% do total de casos acumulados.

A quantidade de pessoas curadas no Brasil é mais de oito vezes superior ao número de casos ativos (1.309.541), que são os pacientes em acompanhamento médico.

No mundo, estima-se que 102,8 milhões de pessoas diagnosticadas com Covid-19 já se recuperaram, de acordo com o site Wolrdometers.

Opinião dos leitores

  1. Cadê os meus comentários que não aparece neste site? Exijo saber o porquê? Deve ser porque falo a verdade não e isto?

  2. Mais a globolixo não divulga nada disto. Só fica criticando o presidente 24 HS, como se tivesse sido ele que inventou esta pandemia. Além de ter enviado bilhões a estes bandidos que se dizem Governadores que nada fazem em prol da população e ainda culpam ele pelas morte qdo eles sim, são os verdadeiros genocidas.

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Mundo

5 mil pessoas vão a show em Barcelona para testar eventos pós-pandemia


Foto: Albert Gea/Reuters

Cinco mil pessoas se abraçaram, dançaram e cantaram em um show realizado em Barcelona, na noite do sábado (27), depois de todos os presentes realizarem testes rápidos de covid-19, em um evento-teste que pode representar a ressurreição da indústria da música ao vivo na Espanha e fora dela.

O público precisou usar máscaras, mas o distanciamento social não era exigido na arena Palau Sant Jordi. “Foi espetacular. Nos sentimos seguros em todos os momentos. Estávamos na primeira fila e foi algo que sentíamos muita falta”, disse o publicitário Salvador, 29 anos, após a apresentação. “Estamos muito orgulhosos por ter tido a oportunidade de participar. Esperamos que seja o primeiro de muitos”, acrescentou o rapaz.

Em cenas consideradas surreais após um ano de distanciamento social, as pessoas que ali estavam dançaram próximas umas das outras, mas o mar de rostos cobertos com máscaras mostrou que as coisas não voltaram ao normal.

Foto: Albert Gea/Reuters

Os fiscais da saúde na entrada atrasaram o início do show, mas não diminuíram o espírito de celebração. “Bem-vindo a um dos shows mais emocionantes de nossas vidas!”, gritou o músico Santi Balmes sob aplausos.

O show aprovado pelo governo do país serviu como um teste para saber se eventos semelhantes poderão ser retomados. “Será mais seguro estar no Palau Sant Jordi do que andar na rua”, disse o co-organizador do show, Jordi Herreruela, à Reuters, antes da apresentação.

Os testes de covid-19 antes do grande show foram realizados em três espaços de Barcelona e conduzidos por 80 enfermeiras usando equipamento de proteção individual completo. Cerca de 10 a 15 minutos depois, os participantes recebiam os resultados em um aplicativo no celular. O teste e a máscara foram incluídos no preço do ingresso.

Aqueles que receberam o resultado positivo para a doença não puderam comparecer ao espetáculo e foram reembolsados com o valor do ingresso.

R7 com Reuters

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Polícia

Homem é preso após tentar matar desafeto a tiros, em Mossoró


Foto: reprodução/Twitter

Moradores relatam terem ouvido vários tiros nas proximidades do Ginásio Pedro Ciarlini, em Mossoró, na tarde deste domingo (28).

Segundo informações, um elemento tentou matar um desafeto efetuando vários disparos. Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e logo em seguida conseguiu prender o suspeito.

O homem foi preso e encaminhado para a Delegacia de Plantão, no Alto de São Manoel, juntamente com o revólver.

Blog do Ismael Sousa

Opinião dos leitores

    1. No desgoverno lulopetista foram 650 mil homicídios em 13 anos.
      Ainda bem que desarmaram a população…

    2. NETO – Existe muita diferença de arma de fogo para faca de pão, por sua analise vc é do tipo da pessoa que erra e culpa os outros por seu erros, tipo da pessoa doido pra ter uma arma e não tem o mínimo psicológico para possuir uma, ou seja se alguem discordar de vc vossa senhoria já dá uma de machão e mostra a arma, talvez até atire pois vc é dono da verdade

    3. Pedras, escadas, carros, motos, piscinas, sustos, garfos, tesouras, há incontáveis maneiras de morrer ou matar. Se for algum instrumento, vai depender de quem usa. Uma arma na mão de uma pessoa de bem pode salvar muitas vidas.

    4. Desarmem os cidadãos de bens, e distribui mais arma de fogo pra bandidos, sim e munição.

    5. Suprassumo da babaquice está comparando um dispositivo que dispara um projétil a quase 3mil km/h com tesouras e sustos. Honesto só não é seu argumento.

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Saúde

COVID: Brasil registra 1.656 óbitos e 44 mil casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil neste domingo (28):

– O país registrou 1.656 óbitos nas últimas 24h, totalizando 312.206 mortes;

– Foram 44.326 novos casos de coronavírus registrados, no total 12.534.688 pessoas já foram infectadas.

– O número total de recuperados do coronavírus é 10.912.941, com o registro de mais 33.314 pacientes curados. Outros 1.309.541 pacientes estão em acompanhamento.

Opinião dos leitores

  1. Ti te além te fora de controle . Ais domingos o número é sempre menir por questões de notificação , mad nesse passou dia limites. Jacaré 🐊 Doidi está solto e gira de controle .

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