Saúde

Brasil deverá somar mais de 110 milhões de vacinas até o fim de abril

O Brasil já fechou contrato de compra de 415 milhões de vacinas contra coronavírus para este ano, mas a boa notícia é que mais de 110 milhões das doses serão entregues até o final do mês que vem e terão impacto significativo na segunda onda de contaminações que assola o país.

Com as novas doses e a expertise em grandes programas de imunização, o Brasil deve disparar nos rankings totais e percentuais de vacinação. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Apenas este mês de março, a previsão é de chegada e distribuição de 38 milhões de doses para impulsionar a campanha nacional de vacinação.

Abril deve consolidar o combate à covid com, segundo o Ministério da Saúde, mais 55,7 milhões de doses de quatro laboratórios diferentes.

Atualmente, o Brasil já aplicou 10,1 milhões de doses, segundo dados do vacinabrasil.org, sendo 7,6 milhões com 1ª dose e 2,5 milhões com a 2ª.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Pessoal sem noção, não tem vacina no mercado pronta, com é que vai comprar, tem que esperar ser produzida.

  2. Os ESQUERDOPATAS chegam a ser cômicos, muitos países ainda nem começaram a vacinar.
    O Brasil porém está entre os 10 países que mais vacinaram, apesar das imensas dificuldades de adquirir vacinas que o mundo todo está querendo.

  3. Só conversa fiada.
    E o diário do poder é da turma passadora de pano p o governo Bolsonaro, assim como o BG também é.

  4. MUITA sorte por termos Bolsonaro na presidência. Já imaginaram se fosse o "Andrade" e toda a corja do PT, o tamanho da roubalheira e da incompetência que estaríamos vendo? A propósito, o que tem feito a governadora Fátima no combate ao vírus, fora "torrar" dinheiro com respiradores defeituosos ou que NUNCA chegaram por aqui, além de fechar hospitais e leitos hospitalares? E já recebeu MUITO dinheiro do governo federal.

  5. Meta do governo bolsonaro é de 3mil mortes/dia ppr covid em abril.
    Enquanto governo não providencia vacina, bolsonaro estimula o descumprimento das medidas de restrição e médicos bolsonaristas dizem que se infectar a Ivermectina vai salvar. Nunca se vendeu tanta Ivermectina, diretamente proporcional nunca se morreu tanta gente ao mesmo tempo de covid 19 no Brasil.
    Está td pronto pra catástrofe humanitária no Brasil.
    Parabéns aos envolvidos.

    1. Meu caro, muda o discurso. ta ficando ridiculo. Nenhum país do mundo consegue vacinas igual ao EUA. O Brasil nao consegue trazer vacinas que nao existem, so faz pagar caro pelo insumo pela pressao politica, e mais nada. Nem os governadores metidos a artistas garantem de verdade, é so propaganda pra enganar o povo com decretos de fome pra desviar dinheiro pra campanha de 2022. A pandemia veio pra gerar politicagem barata e mostrar a mentalidade desses genocidas de esquerda. Pelo menos serviu pra mostrar o que ta debaixo da carapuça dos governadores, prefeitos etc. Deviam cortar o salario de quem ta em casa recebendo em dia e nada produzindo de verdade. 1 ano depois e nada comprova de fato que esses bloqueios prolongados acabariam com a pandemia, NAO HA COMPROVACAO cientifica seria. Nem se sabe com certeza se essas vacinas vai resolver em 2021 o problema, mesmo se vacinassem todos. A certeza é que 2 anos de decretos fascistas vai matar de infarto, depressao e fome muita gente desempregada.

  6. Vacinação em ritmo Robinho barrichello, daqui pra 2022 conseguem vacinar metade da população

  7. Eh muita eficiência do governo do minto inepto: vai vacinar e amenizar a TERCEIRA onda, pq a segunda onda atual está matando demais!

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Saúde

Europa e EUA têm mais mortes por habitantes que o Brasil em razão do Covid-19

A segunda onda da Covid-19 chegou com força no Brasil, mas há mais mortes por um milhão de habitantes na Europa e nos Estados Unidos, segundo a plataforma OurWorldinData. Além disso, o Brasil está em 40º no ranking de países com mais infecções pelo coronavírus em relação à população total.

O surto da pandemia no Brasil é grave, mas é pior em 13 países europeus: Bélgica, Reino Unido, Itália, Portugal, Hungria, Suíça, Áustria, Espanha, Bulgária, Holanda, Croácia, França e Suécia. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Lideram o ranking de casos de Covid os pequenos Andorra, Gibraltar e Montenegro. Entre as grandes nações, os EUA têm a pior situação.

País que mais vacinou a população até agora, os Estados Unidos são o 7º na lista de mais casos de Covid por milhão de habitantes.

No leste europeu, proporcionalmente, República Tcheca, Croácia, Sérvia Eslovênia, Lituânia e Georgia tem mais casos por habitante que o Brasil.

O Brasil já aplicou mais vacinas (10,1 milhões) que toda população de Israel (9 milhões), país elogiado por sua campanha de imunização.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. O Humberto Costa sabe q a população idosa da Europa e Americana é proporcionalmente muito maior de q nossa?
    Idiota.

  2. O Ceará já vacinou praticamente seus idosos com mais de 75 anos de idade, enquanto o RN ainda catingando.

    Ademais, vacina tem efeitos colaterais , essas que estão sendo produzidas, estão apresentando problemas para algumas pessoas que já tomaram, inclusive em outros países.

    A PFIZER já foi clara! Não se responsabilizará pelos efeitos colaterais negativos. Logo o governo não pode de forma irresponsável ficar comprando vacinas, sendo que elas também podem matar.

    Basta ver a vacina contra o calazar em cães. É uma falácia!

  3. É pra se gente se espelhar em quem esta fudido ou nos que estão sabendo tratar melhor a situação, porque comparar com quem ta na merda é facil!!!

  4. Culpa de Bozo negacionista!

    A comunidade brasileira na europa e nos EUA é grande, estão todos morrendo pq estão seguindo este porco facista

    1. Seu ódio é tão grande que sugiro se jogar da ponte, já que Bolsonaro vai até 2026.
      Choraaaaa!!!!!
      #FechadosComBolsonaro
      #LulaLadrão
      #PTNuncaMais
      #ForaFatãoGopi

  5. A explicação eh simples: compare a idade média da população desses países com a do Brasil. O Brasil tem uma população mais jovem na comparação com esses países! Então APESAR de termos um presidente inepto e negacionista q não comprou as vacinas a tempo, AINDA temos “menos” mortes em comparação com a Europa e Estados Unidos.

    1. Falou o jumento intelectual. Bela justificativa! Se eu fosse você iria pra globo ou cnn

    2. Explicação DISTORCIDA ohhh Manoel, está esquecendo que os países desenvolvidos possuem muito mais estrutura HOSPITALAR, muito mais estrutura de leitos, de profissionais, de acesso a medicação, de tratamento adequados. Quantos morreram do Brasil esperando um simples leito de UTI?
      Aqui muitos morrem porque não tem atendimento adequado, sem hospitais que não foram construídos porque os governos de ESQUERDA preferiram gastar com COPA DO MUNDO e OLÍMPIADAS.
      Essas explicações distorcidas só servem para fazer oposição inútil. A doença está afetando todos os países, e o Brasil está de fato conseguindo ficar melhor do que muitos países desenvolvidos.

    3. Nao moço! O europeu fuma demais, por isso tantas mortes! Ademais, a vacinação no Brasil está correndo a nível da Alemanha, que vacinou 5% da população.

      A responsabilidade pelas mortes é da própria população, que não respeita as normas sanitárias, vão a festas, praias lotadas, se aglomeram e levam o vírus para casa.

  6. ALGUM ESTUDIOSO ou infectologista sabe me dizer porque os países africanos POBRES , sem infraestrutura alguma , NÃO HÁ TANTAS MORTES ???

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Economia

Estatais federais gastam R$ 10 bilhões por ano com planos de saúde

A despesa de estatais federais brasileiras com planos de saúde para funcionários soma R$ 10 bilhões. Esse montante diz respeito a 699 mil beneficiários diretos e 970 mil dependentes, totalizando quase 1,7 milhão de pessoas cobertas pelos diferentes serviços. Os gastos são cobertos com recursos públicos, obtidos pela arrecadação de impostos de empresas e cidadãos do país.

As quatro maiores estatais brasileiras são as responsáveis por esses números. Juntos, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e Petrobras correspondem a 82% dos gastos (R$ 8,2 bilhões) e têm a mesma proporção de segurados (1,4 milhão).

As informações para cada uma das 46 empresas públicas estão no Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais do Ministério da Economia e foram agregadas pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles. Não é possível comparar com outros anos porque é a primeira vez que o relatório foi feito.

O relatório traz outras informações, além do custo do plano de saúde para a estatal. Uma delas é a proporção do gasto em relação à folha salarial. A média para todas as companhias públicas é de 7,94%. Ao todo, 13 empresas estão acima desse percentual, e, em três casos, o comprometimento fica acima de 20%. Isso ocorre nos Correios, com 21,24%, na Companhia de Entrepostos e Armazens Gerais de São Paulo (Ceagesp), com 26,55%, e na Companhia das Docas do Espírito Santo (Codesa), com 27,01%.

Esse percentual precisará diminuir para algumas empresas até o início de 2022, de acordo com o Ministério da Economia. Segundo uma resolução de 2018, as estatais têm até o ano que vem para trazer esse percentual para no máximo 8%. Esse limite pode ser menor ainda a depender da companhia. Considerando a margem de 8%, 13 empresas estavam acima em 2019.

Outro dado de destaque é a proporção de dependentes para cada titular do plano de saúde. Juntando todas as estatais, a média é de 1,4 — são 698 mil titulares e 970 mil dependentes. Entretanto, as regras para incluir dependentes no plano mudam bastante entre as empresas.

Assim, na Eletrobras, empresa com a maior relação, esse número é de 2,2 dependentes para cada titular. Em seguida aparecem o Banco do Nordeste, com 2,15, e a Codevasf, com 2.

Empresas que compõem a Eletrobras ofereciam plano de saúde para genitores, o que explica a maior quantidade de dependentes por titular. O Banco do Nordeste também oferece o benefício, mas apenas em uma modalidade na qual não há impacto para a instituição financeira.

A Codevasf apontou que o plano de saúde oferecido se estende para cônjuges e filhos. Questionado sobre o porquê da relação dependentes/titulares acima da média, eles responderam que “está amparada nos limites de inscrições estabelecidos pelo Ministério da Economia, que define as diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde aos empregados”.

A Eletrobras apontou que “a maioria dos dependentes, portanto, é composta por filhos e cônjuges dos empregados”. Um acordo coletivo valendo para os anos de 2020 até 2022 proibiu a “inclusão de genitores como dependentes do plano de saúde e o pagamento de mensalidade pelos empregados”.

Além disso, o acordo também estabeleceu “a necessidade de os empregados custearem pelo menos 50% de toda a despesa relacionada ao plano de saúde”. Destaca-se também que a companhia acordou a possibilidade de redução do quadro de pessoal de cerca de 13,8 mil empregados, em meados de 2019, para 11.612 a partir de novembro deste ano, o que deve influenciar a redução dos beneficiários dos seus planos de saúde”, acrescentou a estatal.

O Banco do Nordeste explicou que tem dois planos diferentes. No primeiro, “existe a coparticipação financeira do banco, restrita aos titulares e dependentes do núcleo familiar. Estes totalizam 12.817, o que dá uma relação de 0,93 titular/dependente”. “Os demais pertencem ao Plano Família, que contempla assistência para os familiares dos titulares, sem nenhum tipo de participação financeira do Banco do Nordeste. Ou seja, familiares podem aderir a esse plano, mas arcando com todos os custos envolvidos com sua manutenção. Estes totalizam 12.864”, acrescentou.

Procurados, Ceagesp e Codesa não responderam até a publicação desta reportagem. Os Correios responderam às perguntas apenas com o link para o relatório de administração do plano de saúde dos funcionários.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. O governo quer isso mesmo. Que a população se vire contra o funcionalismo. Esse mesmo que está garantindo os serviços básicos e a vida a muitos cidadãos. A retribuição é essa.
    8 bilhoes para um universo de quase um milhão de pessoas, incluindo servidores e dependentes, dá pouco mais de 8 mil para cada plano coberto. Isso dá pouo mais de $650,00/mês. Porém, em todos os casos, os funcionários pagam a contrapartida, que na maioria do casos é 50%.
    Ninguém fala nada do valor gasto com o plano de saude dos parlamentares e membros do judiciario. E esses planos o estado arca com a despesa na totalidade.

  2. A conta correta é simples:
    Pegue a cúpula do Congresso + a cúpula do poder judiciário (x) o nr de pessoas (x) os custos com planos de saúde, considerando o mesmo período e as principais Estatais, e vamos ver quem custa mais ao Estado.
    Agora, pegue a produção e lucro para o Pais dessas mesmas Estatais, considerando o mesmo período (x) a produção e o lucro para o Pais do Congresso (+) Poder Judiciário.
    Agora compare de onde sai o pagamento dos planos de saude para os servidores das Estatais (x) o Congresso + Judiciário.
    Agora conclua! Quem onera mais os cofres do Estado?

  3. Estatais como Petrobras, BB e Caixa utilizam práticas do mercado na manutenção de seus planos de saúde. Essas três instituições não causam prejuízo ao governo, mas são fonte de renda para a união. Bradesco e Itaú (empresas privadas) não tem seus próprios planos de saúde? Uma análise correta dessa situação deve comparar gastos das estatais com o praticado pelo mercado e, assim, ver pontos de melhoria e implementá-los.

  4. Deixa de ser tonto! Abestado! Se ele goza e sempre gozou ( quando deputado) desses artifícios ( auxílio saúde) Ele vai atirar no pé dele? Tem que comer um capim de melhor qualidade! Esse que voce se alimenta, não te permite pensar!

  5. Tem muita coisa pro PR Jair Messias Bolsonaro ajeitar no BRASIL.
    Mas vamos por etapa.
    Itaipu binacional já entrou no eixo, o resto é questão de tempo.

    1. Agora é a vez da Petrobras sofrer um freio de arrumação.

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Política

Bolsonaro diz que vai a Buenos Aires celebrar 30 anos do Mercosul

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 4, que deve viajar para Buenos Aires, capital da Argentina, no próximo dia 26. O compromisso no país vizinho ocorrerá em celebração aos 30 anos do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Bolsonaro disse que, na viagem, deve ter a primeira conversa com o presidente argentino, Alberto Fernández. O encontro deve ocorrer de forma “reservada” para tratar de interesses dos dois países.

“Vou estar agora, está previsto, dia 26 de março estar em Buenos Aires, nossa querida Argentina, estaremos lá celebrando 30 anos da criação do Mercosul”, informou em transmissão ao vivo nas redes sociais nesta noite. No início de fevereiro, após receber o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, Bolsonaro já havia antecipado que em março os presidentes dos países membros do bloco iriam se encontrar.

“Será a primeira vez que iremos conversar com o presidente da Argentina, logicamente (caso) ele queira, eu quero. Uma conversa reservada, nós dois num canto e publicamente vamos tratar das questões econômicas dos nossos países”, disse.

Fernández tomou posse em 10 de dezembro de 2019. Bolsonaro não foi à cerimônia, em seu lugar, compareceu o vice-presidente Hamilton Mourão. Na última disputa eleitoral argentina, Bolsonaro apoiou a reeleição do então presidente Mauricio Macri, derrotado no primeiro turno por Fernandéz.

Na live desta quinta-feira, 4, Bolsonaro destacou que a covid-19 “causou dificuldades econômicas em todo o mundo”, o que afetou a situação financeira da Argentina. “Nós torcemos para que a Argentina tenha sucesso nas suas negociações com o FMI (Fundo Monetário Internacional), porque a situação financeira da Argentina está bastante complicada”, argumentou. “O êxito econômico de países aqui na América do Sul, entre eles a Argentina, é interessante para todos nós da América do Sul, o Brasil obviamente é um dos grandes interessados”.

Israel

Bolsonaro também afirmou que deve acompanhar a partida da comitiva brasileiro para Israel no próximo sábado, 6. O grupo será liderado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e tem como missão negociar a adesão do Brasil à terceira fase de estudos de um medicamento contra a covid-19. A ideia é assinar um acordo para que o Brasil participe dos testes do spray nasal EXO-CD24.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Não vou nem assistir as reportagens , vai ser vergonha em coma de vergonha . Será que o jacaré ? vai usar máscara ?? Pelas caridades .

  2. O MINTOmaníaco Está querendo saber como eh um país acabado pelo populismo, o futuro de Brasil !

    1. Pense numa vergonha ter votado em um animal num animal irracional, mais na vida tudo passa… era p 4 anos, só restam 1 ano e 10 meses de merda.

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Saúde

Primeira vacina latina, Soberana 02 entra na última fase de testes em Cuba

A vacina contra a covid-19 Soberana 02, desenvolvida em Cuba, entrou nesta quinta-feira, 4, na fase 3 dos testes clínicos, a última antes da aprovação, anunciaram autoridades locais, festejando por se tratar da primeira vacina latina a chegar tão longe. “É incrível que um país pequeno como Cuba, uma ilha pobre em recursos materiais, mas muito rica em recursos humanos, tenha avançado até esse ponto”, declarou em entrevista coletiva o médico Vicente Vérez, diretor do Instituto Finlay de Vacinas (IFV). “Nossa Soberana, primeira vacina latino-americana em fase III!”, escreveu no Twitter o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.

O recrutamento dos 44 mil voluntários com idade entre 19 e 80 anos já começou, e o processo deve ter início na próxima semana, como indicou o instituto. A última fase terá “uma duração aproximada de três meses, após aplicada a última dose”, informou o vice-diretor do instituto, Yury Valdés.

O vice-diretor especificou que o grupo de voluntários foi dividido em três para o estudo. Alguns receberão duas doses de Soberana 02 com 28 dias de intervalo, outros receberão duas doses mais uma adicional para aumentar a imunidade e o terceiro um placebo.

‘Uso emergencial’

Mas, antes mesmo de terminar essa fase, “os resultados parciais desses testes podem ser usados para avançar em outras categorias, como a autorização do uso emergencial” da vacina, como já aconteceu com outras no mundo, acrescentou Valdés. Se a Soberana 02 obtiver a autorização final, se tornará a primeira vacina contra a covid-19 concebida e produzida na América Latina.

A ilha não adquiriu vacinas no mercado internacional, nem é um dos países que aderiram ao mecanismo Covax, criado sob a coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para impulsionar o acesso equitativo à imunização para nações de baixa e média renda.

Cuba, que tem a meta de vacinar toda a sua população até o fim do ano, é um dos países da região menos afetados pela doença, com 53.308 infectados e 336 mortos em uma população de 11,2 milhões de habitantes. “Estamos nos preparando para produzir entre 1 milhão e 2 milhões de doses por mês” em cada um dos dois centros de produção, “e isso deve nos permitir vacinar o país em aproximadamente seis meses”, explicou Eduardo Ojito, diretor-geral do Centro de Engenharia Molecular.

Ojito afirmou que “o país está precisando de 30 milhões de doses”, se finalmente decidir aplicar três injeções em cada cidadão, e está “tentando montar um sistema que fabrique de 5 a 10 milhões de doses por mês”.

Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, Cuba começou a desenvolver suas próprias vacinas na década de 80, descobrindo em particular o primeiro antígeno contra o meningococo do tipo B. Atualmente, 80% das vacinas incluídas em seu programa de imunização são fabricadas na ilha.

Com base nessa experiência, cientistas do país desenvolvem quatro candidatas a vacina contra o novo coronavírus: Soberana 01 (atualmente na fase 2), Soberana 02, Abdala (aguarda autorização para avançar à fase 3) e Mambisa (fase 1).

As três primeiras são administradas por injeção, enquanto a quarta por spray nasal. Ao contrário de outros imunizantes lançados no mercado, nenhuma das quatro precisa ser armazenada em condições de frio extremo.

Especialistas da ilha também trabalham em uma quinta candidata, a Soberana +, baseada em uma reformulação da Soberana 01 e destinada a convalescentes da doença. Todas as vacinas cubanas são proteínas recombinantes, a mesma técnica usada pela empresa americana de biotecnologia Novavax.

O coronavírus possui protuberâncias (proteínas virais) em sua superfície para entrar em contato com as células e infectá-las. Essas proteínas podem ser replicadas e então apresentadas ao sistema imunológico para fazê-lo reagir e criar uma defesa ao invasor.

Estudos sobre vacina infantil

Ainda nesta quinta-feira, o IFV anunciou que seus pesquisadores esperam começar em abril os testes clínicos de uma candidata à vacina contra a covid-19 especificamente desenvolvida para a população infantil de 5 a 18 anos. Dagmar García Rivero, diretora de Pesquisas do IFV, afirmou em entrevista coletiva que para obter uma alta cobertura de imunização para enfrentar a pandemia “é imprescindível vacinar as populações pediátricas”, mas lembrou que “avançar para ensaios clínicos em crianças requer um rigor regulatório superior”.

Nenhuma das vacinas contra a covid-19 já aprovadas em outros países foi concebida para utilização em crianças, mas algumas farmacêuticas multinacionais já trabalham nesse tipo de pesquisa./AFP e EFE

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Cuba não comprou vacina, pois não tem crédito, e tem poucos casos, pois é um país isolado.
    Arrumem as malas e vão morar em Cuba.
    Mas levem sabonetes e pasta de dentes.
    Um país em que taxistas ganham mais que médicos, tem algo de errado.

  2. Vocês não imaginam como fico feliz com uma notícia desta. Salve Cuba, salve a Revolução ????

  3. Cuba ?? como sempre, dando show em matéria de saúde.
    Vacina “comunista”, Deus é muito bom.

  4. Camarada…
    Já imaginou se Biden resolve comprar essa vacina…
    Desenvolvida em Cuba e salvando vidas nos EUA…
    Era prá fazer muito verme capitalista rever seus conceitos.

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Tecnologia

Megavazamento global expõe mais de 10 milhões de senhas de e-mails brasileiros

A temporada de grandes vazamentos de dados continua a todo vapor. Desta vez, mais de 10 milhões de senhas de e-mails de brasileiros foram expostas na internet em um vazamento global de 3,2 bilhões ocorrido no começo de fevereiro. Entre as credenciais brasileiras estão mais de 70 mil senhas do setor público, como de e-mails da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Petrobrás. Os números foram obtidos por uma análise exclusiva para o Estadão feita pela empresa de cibersegurança Syhunt.

Os dados brasileiros fazem parte de um megavazamento global de senhas ocorrido no começo de fevereiro, que traz 3,28 bilhões de senhas para cerca de 2,18 bilhões de endereços únicos de e-mail. O arquivo de 100 GB foi publicado no mesmo fórum onde, em janeiro, hackers colocaram à venda bases de dados que comprometeram 223 milhões de CPFs, 40 milhões de CNPJs e 104 milhões de registros de veículos.

Inicialmente, as bases de senhas foram postadas em 2 de fevereiro. Após a publicação original ter sido removida, os arquivos foram repostados em 17 de fevereiro. Ao contrário do megavazamento de janeiro, no qual as informações de brasileiros estavam à venda, o vazamento de senhas foi disponibilizado integralmente no fórum de forma gratuita — elas podem ser baixadas por qualquer pessoa. Essa foi a base analisada pela Syhunt, o que permite pela primeira vez ter uma noção de como os brasileiros foram afetados.

O hacker que postou os dados chama o arquivo de “Comb”, uma sigla para “compilation of many breaches” (em tradução livre, a compilação de muitas violações) — é uma indicação de que as informações têm origens distintas, agregando diferentes vazamentos. O novo vazamento quase dobrou as informações de uma megacompilação de 2017, que tinha 1,4 bilhão de senhas. É possível que a compilação atual traga os mesmos arquivos vazados há quatro anos. Não é possível saber, porém, se existe alguma ligação entre os hackers por trás do vazamento de janeiro de dados brasileiros e o vazamento global de senhas.

Entre as informações de brasileiros, existem pelo menos 10 milhões de senhas. Esse é o número de credenciais referente apenas a e-mails do domínio “.br” — cerca de 26 milhões de domínios em todo o mundo foram afetados. Isso significa que o número de brasileiros atingidos pode ser muito maior. A análise não incluiu serviços de e-mail muito populares por aqui, como Gmail e Hotmail, pois eles estão no domínio “.com”.

A base de arquivos é organizada e permite uma busca simples de endereços de e-mail para verificar quais as senhas vazadas. Embora o vazamento de janeiro tenha muito mais informações sobre brasileiros, o novo vazamento também traz riscos importantes para a nossa segurança digital. “No vazamento de janeiro, havia milhões de e-mails. Essas informações podem ser cruzadas com a base de senhas e permitir acesso dos criminosos”, explica Felipe Daragon, fundador da Syhunt. No megavazamento de dados de janeiro, o criminoso colocou à venda e-mails de 77,8 milhões de pessoas e de 15,8 milhões de empresas.

Além disso, diversos e-mails tiveram mais de uma senha vazada, o que permite identificar o padrão de criação de senhas. Mais ainda: com o padrão de criação de senhas em mãos, é possível até mesmo tentar prever futuras novas senhas criadas para os endereços. No vazamento, muitos endereços tiveram entre três e 30 senhas associadas a eles. “Mesmo que essas senhas sejam antigas, elas dão uma boa perspectiva sobre como o usuário se comporta em relação à suas senhas”, diz Daragon.

Administração pública está exposta
O vazamento afetou milhares de senhas da administração pública, incluindo esferas do poder, como Câmara e STF; agências de governo, como Anac e Anatel; bancos públicos, como Caixa e BNDES; ministérios, como Turismo e Transportes; e secretarias estaduais de Saúde. Além disso, endereços ligados a prefeituras, como Santos, Santo André e Salvador, estão no pacote.

No total, 68.535 senhas de e-mails no domínio “gov.br”, usado pela administração pública, foram afetadas. Outras 4.589 senhas do domínio “jus.br” foram disponibilizadas, o que inclui senhas do STF. A reportagem encontrou pelo menos um e-mail diretamente ligado ao gabinete do ministro Dias Toffoli. Há na lista também um e-mail diretamente ligado ao gabinete do então ministro Teori Zavascki, morto em 2017. Foram encontradas 98 senhas do domínio “stf.jus.br”.

Além disso, 218 senhas do domínio “camara.leg.br” estão listadas. Nessa base é possível encontrar o e-mail que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usava na época em que era deputado federal — mais uma indicação de que a compilação reúne dados de vários anos diferentes. Além disso, e-mails de mais deputados aparecem na base “camara.gov.br”. No total, há 985 senhas nessa base, incluindo nomes que não estão mais em Brasília, como o do ex-deputado Jean Wyllys.

Já o domínio “senado.gov.br” tem 547 senhas vazadas. Endereços ligados à presidência da república também aparecem. O domínio “presidencia.gov.br” teve 28 senhas vazadas e o “cnv.presidencia.gov.br”, uma. Nenhum dos endereços estava ligado diretamente a nomes que passaram pela presidência nos últimos mandatos.

Entre os duzentos domínios “gov.br” afetados também aparecem senhas de e-mails da Receita Federal, da Advocacia Geral da União, da Anvisa, da Caixa, do Butantan, da Funai, do IBGE, da Infraero, do Inpi, do INSS e da Polícia Militar em diversos Estados, incluindo São Paulo, Paraná e Distrito Federal. O domínio mais exposto foi o “caixa.gov.br” com 2.197 senhas vazadas. No total, 4.584 domínios da administração pública foram afetados.

Daragon, porém, faz um alerta: “As senhas ‘gov.br’ não significam que os sistemas da administração pública tenham sido invadidos. Esses endereços e senhas, em sua grande maioria, parecem ter sido utilizados em serviços na internet que foram comprometidos”.

Sobre isso, Fábio Assolini, analista da empresa de segurança Kasperky, relembra um mantra importante da indústria: “E-mails profissionais não podem ser cadastrados em sites que não estejam diretamente ligados ao trabalho. Isso aumenta a exposição das empresas e isso vale também para o setor público.”

A reportagem também encontrou no vazamento 8.863 senhas ligadas à Petrobrás — nenhum endereço, porém, está ligado a presidentes que passaram pelo comando da empresa nos últimos 10 anos. Foi possível encontrar também um endereço possivelmente ligado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, da época em que estava na BR Investimentos.

Com tantas senhas vazadas, só há uma coisa a fazer: trocá-las. “Considerando que um histórico de senhas referente a milhões de pessoas agora esteja nas mãos dos hackers, novas senhas precisam ser aleatórias, imprevisíveis, não utilizando nenhum padrão ou elemento de senhas anteriores”, diz Daragon.

Assolini lembra que, atualmente, as senhas precisam ter 20 caracteres, incluindo letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. É preciso também que cada serviço tenha uma única senha. Dada a complexidade da tarefa, o analista recomenda usar um software gerenciador de senhas. Para saber se um endereço de e-mail já esteve em bases de vazamentos, Assolini recomenda sites como o have i been pwned, que monitoram situações de vazamentos de e-mails e senhas.

Sobre o que a administração pública pode fazer, Assolini considera ideal que os responsáveis pela segurança digital acessem bases de dados para tentar identificar os endereços envolvidos. “Uma vez feito isso, é preciso resetar as senhas e avisar o funcionário envolvido”, diz ele. Daragon faz outra recomendação: “Os governos devem buscar ampliar o uso de múltiplos fatores de autenticação para se proteger e usar criptografia atualizada.”

Segundo ele, empresas como Google, LinkedIn e outras estão realizando esforços a fim de bloquear o uso das senhas vazadas. “Os governos devem estar atentos e buscar colocar em prática esforços complementares”, diz.

Abaixo os domínios da administração pública mais afetados identificados na análise feita pela Syhunt em parceria com o Estadão.

fatec.sp.gov.br, caixa.gov.br, see.sp.gov.br, macae.rj.gov.br, camara.gov.br, policiamilitar.sp.gov.br, previdencia.gov.br, bcb.gov.br, etec.sp.gov.br, pbh.gov.br, prefeitura.sp.gov.br, escola.ce.gov.br, seed.pr.gov.br, tj.rs.gov.br, polmil.sp.gov.br, brigadamilitar.rs.gov.br, agricultura.gov.br, dpf.gov.br, chesf.gov.br, fazenda.sp.gov.br, senado.gov.br, infraero.gov.br, receita.fazenda.gov.br, pmm.am.gov.br, saude.gov.br, agu.gov.br, bnb.gov.br, eletronuclear.gov.br, serpro.gov.br, professor.sp.gov.br, planalto.gov.br, ibge.gov.br, eln.gov.br, sed.sc.gov.br, seduc.am.gov.br, sp.gov.br, tcu.gov.br, bndes.gov.br, anvisa.gov.br, eletronorte.gov.br, emater.mg.gov.br, dprf.gov.br, mte.gov.br, mec.gov.br, educacao.sp.gov.br, seduc.mt.gov.br, sefaz.ba.gov.br, rn.gov.br, ac.gov.br, cptm.sp.gov.br, eletrosul.gov.br, itaipu.gov.br, sed.ms.gov.br, sefaz.go.gov.br, santoandre.sp.gov.br, educacao.rj.gov.br, saude.sp.gov.br, pcrj.rj.gov.br, mj.gov.br, santos.sp.gov.br, prof.educacao.rj.gov.br, fazenda.gov.br, anatel.gov.br, sefaz.rs.gov.br,, finep.gov.br, planejamento.gov.br, tj.sp.gov.br, butantan.gov.br, tce.sp.gov.br, almg.gov.br, meioambiente.mg.gov.br, recife.pe.gov.br, conab.gov.br, epagri.sc.gov.br, rio.rj.gov.br, inca.gov.br, pr.gov.br, sjp.pr.gov.br, trf1.gov.br, bauru.sp.gov.br, aracaju.se.gov.br, ipea.gov.br, ans.gov.br, seduc.go.gov.br, cprm.gov.br, tj.sc.gov.br, itamaraty.gov.br, anac.gov.br, inmetro.gov.br, mp.rs.gov.br, mds.gov.br, sms.curitiba.pr.gov.br, incra.gov.br, suframa.gov.br, inpi.gov.br, centropaulasouza.sp.gov.br, funasa.gov.br, jundiai.sp.gov.br, inpa.gov.br, ibama.gov.br, stj.gov.br, mme.gov.br, desenvolvimento.gov.br, jfrs.gov.br, cnen.gov.br, sefaz.sc.gov.br, fundacentro.gov.br, educacao.mg.gov.br, fnde.gov.br, saude.es.gov.br, blumenau.sc.gov.br, tjdf.gov.br, mda.gov.br, cidasc.sc.gov.br, pc.sc.gov.br, sefaz.ce.gov.br, celepar.pr.gov.br, transportes.gov.br, educ.al.gov.br, int.gov.br, pmdf.df.gov.br, procergs.rs.gov.br, campinas.sp.gov.br, mma.gov.br, sme.curitiba.pr.gov.br, salvador.ba.gov.br, caxias.rs.gov.br, mre.gov.br, educacao.pe.gov.br, fas.curitiba.pr.gov.br, edunet.sp.gov.br, amazonasenergia.gov.br, guarulhos.sp.gov.br, prodemge.gov.br, tse.gov.br, iac.sp.gov.br, seduc.ce.gov.br, novohamburgo.rs.gov.br, sjc.sp.gov.br, cetesbnet.sp.gov.br, saude.rj.gov.br, tce.rj.gov.br, prodam.sp.gov.br, tce.pe.gov.br, inss.gov.br, inb.gov.br, saobernardo.sp.gov.br, funed.mg.gov.br, sefaz.pe.gov.br, joinville.sc.gov.br, esporte.gov.br, mdic.gov.br, sefa.pr.gov.br, funai.gov.br, fde.sp.gov.br, londrina.pr.gov.br, dnpm.gov.br, planejamento.mg.gov.br, cidades.gov.br, cvm.gov.br, saocaetanodosul.sp.gov.br, barueri.sp.gov.br, inep.gov.br, saude.rs.gov.br, fazenda.mg.gov.br mct.gov.br, saude.sc.gov.br, seed.se.gov.br, cti.gov.br, anp.gov.br, caesb.df.gov.br, sorocaba.sp.gov.br, saude.ce.gov.br, cohapar.pr.gov.br, piracicaba.sp.gov.br, codevasf.gov.br, jbrj.gov.br, acessaescola.sp.gov.br, tst.gov.br, emater.pr.gov.br, cultura.gov.br, mp.sc.gov.br, into.saude.gov.br, receita.pb.gov.br, mp.mg.gov.br, pm.pr.gov.br, igp.rs.gov.br, botucatu.sp.gov.br, urbs.curitiba.pr.gov.br, trf3.gov.br, cati.sp.gov.br, iphan.gov.br, turismo.gov.br, pgr.mpf.gov.br, antt.gov.br, mp.ba.gov.br, fazenda.ms.gov.br, defesasocial.mg.gov.br, tce.rs.gov.br, epe.gov.br

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Economia

Paulo Guedes vê perda estrutural em PEC emergencial aprovada pelo Senado

Era por volta de uma e meia da tarde de ontem, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe puderam respirar mais aliviados. O plenário do Senado havia acabado de manter o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) emergencial com o limite de R$ 44 bilhões para a despesa com o pagamento da nova rodada do auxílio para os mais vulneráveis.

Se tecnicamente foi desconcertante incluir no texto constitucional um valor fixo para o pagamento do auxílio, a trava de gastos acabou sendo a forma encontrada pelo Ministério da Economia para impedir que mais tarde os parlamentares aumentassem o valor do benefício e o seu alcance sem que houvesse uma contrapartida de economia de despesas. Afinal, a proposta foi aprovada sem ajuste no curto prazo nem caso seja decretado novamente estado de calamidade para novos gastos para o combate dos efeitos do recrudescimento da pandemia em 2021.

O risco de cair a barreira de R$ 44 bilhões estava no radar na votação em segundo turno e era mais uma batalha a ser superada para aprovação da PEC, após a queda de braço do ministro Paulo Guedes e seus principais secretários para evitar a exclusão do programa Bolsa Família do teto de gastos (a regra que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação), manobra que foi patrocinada pelo próprio Bolsonaro e lideranças governistas no Congresso, como mostrou ontem o Estadão.

Com o mercado derretendo por causa da aposta no teto de gastos como âncora fiscal para controle da trajetória de endividamento, o presidente foi alertado dos riscos e desistiu de levar adiante a proposta, que tinha apoio dos aliados e da oposição. Senadores não alinhados com o presidente, porém, dispararam alertas para o risco de não darem um “cheque em branco” para o presidente garantir a sua reeleição. Se o ministro Luiz Eduardo Ramos, articulador político do governo, avisou aos líderes a decisão do presidente de recuar, coube ao presidente da Câmara, Arthur Lira (DEM-PL), garantir aos investidores que não haveria medidas.

Nas horas que antecederam a votação em primeiro turno, Guedes partiu para o tudo ou nada para evitar não só o fura-teto, mas o fatiamento e desidratação da PEC, mantendo-se apenas o auxílio. Em meio ao vaivém e uma ida ao Tribunal de Contas da União, ao lado do ministro da Casa Civil, Braga Netto, para uma reunião com o ministro Bruno Dantas, Guedes avisou às lideranças governistas que não “contassem com ele” para a mudança no teto. Não chegou, porém, a ameaçar demissão do cargo.

No dia seguinte, agradeceu a Bolsonaro. “O presidente sempre nos apoia no momento decisivo”, afirmou em vídeo gravado ao lado do relator da PEC, senador Márcio Bittar (MDB-AC).

Se o discurso oficial ontem foi de vitória pelo resultado que evitou, na opinião de auxiliares do ministro, um “desastre” maior com a mudança da PEC, o sentimento na equipe, por outro, foi de perda de uma dos pontos estruturais da PEC: a possibilidade de acionamento dos gatilhos em caso de calamidade por mais dois anos seguintes. A economia da PEC foi baseada nesse dispositivo. “Que ajuste se faz em um ano?”, resumiu um auxiliar de Guedes, que admite que o momento continua muito delicado para as contas públicas e que nova batalha vem pela frente na Câmara, onde a PEC ainda será analisada na semana que vem, e na definição e tramitação da medida provisória (MP) que vai definir valores e regras para o pagamento do auxílio.

A primeira batalha, no entanto, não foi perdida porque há na PEC medidas importantes que fortalecem o arcabouço institucional das regras fiscais. Uma vitória que foi comemorada entre 10 e 10 técnicos do Ministério da Economia foi a liberação de superávit financeiro de fundos públicos para o pagamento da dívida pública. Uma medida que pode abater mais de R$ 100 bilhões do estoque da dívida, melhorando a sua gestão pelo Tesouro.

ESTADÃO

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Mundo

Eleições legislativas de Hong Kong devem ser adiadas para 2022, diz jornal

As eleições legislativas de Hong Kong devem ser adiadas por mais um ano, até setembro de 2022, já que Pequim planeja uma grande reforma do sistema eleitoral da cidade. A informação foi publicada pelo South China Morning Post nesta sexta-feira (4), que ouviu pessoas familiarizadas com o assunto que não quiseram se identificar.

O atraso, se confirmado, estaria alinhado com um novo esforço de reescrever as regras eleitorais em Hong Kong para garantir que o território fosse governado por patriotas, que Pequim define como pessoas leais ao governo nacional e ao Partido Comunista. A mudança pode vir a ser o maior golpe para as esperanças democráticas da ex-colônia britânica. O direito a eleições diretas foi uma das principais demandas dos manifestantes durante as manifestações de 2019 que envolveram a cidade de mais de 7 milhões de pessoas por meses.

Zhang Yesui, porta-voz do Congresso Nacional do Povo, disse nesta quinta que tem o poder constitucional de “melhorar” o sistema de Hong Kong e que um projeto será discutido durante a sessão parlamentar anual, cuja abertura está marcada para sexta-feira (5).

Segundo duas emissoras de Hong Kong, que também falaram com pessoas familiarizadas com o assunto, as mudanças incluiriam o aumento do tamanho do comitê eleitoral —que seleciona o líder de Hong Kong— de 1.200 para 1.500, assim como os assuntos do legislativo, que passaria de 70 para 90.

Atualmente, a Assembleia Legislativa tem 70 membros, nomeados com base em um sistema complexo que garante quase automaticamente a maioria ao bloco favorável a Pequim. Apenas 35 deputados são eleitos por votação direta, e os demais, indicados por grupos alinhados à China. As medidas reduzirão a representação democrática tanto no Conselho Legislativo quanto no comitê eleitoral, que deve se reunir antes do término do mandato de cinco anos da presidente-executiva, Carrie Lam, em julho do próximo ano.

Também se espera um uso mais amplo de juramentos patrióticos para reforçar a lealdade —ação que já foi usada para desqualificar alguns membros do Legislativo. Um porta-voz do governo de Hong Kong apoiou a perspectiva de mudanças eleitorais, dizendo que apenas com “patriotas governando Hong Kong” a jurisdição geral do Governo Central poderia ser implementada, garantindo a estabilidade da cidade.

Em 23 de fevereiro, Pequim anunciou que pretende publicar uma lei para exigir que parlamentares locais façam um juramento de lealdade ao governo chinês. Com isso, políticos cujo juramento for avaliado como falso ou não convincente serão impedidos de assumir cargos no Conselho Distrital, considerado a única instituição plenamente democrática de Hong Kong, pois seus membros são eleitos por voto direto.

A nova regra será debatida em 17 de março, pelo Conselho Legislativo de Hong Kong, dominado por políticos alinhados a Pequim. Se aprovada, ela abre caminho para punir em massa os políticos de Hong Kong considerados pró-democracia, que somam quase 90% dos 452 assentos no Conselho Distrital de Hong Kong. A mudança poderia impedir uma derrota em massa nas urnas de políticos alinhados a Pequim, como ocorreu em 2019.

A maior parte dos políticos pró-democracia e ativistas está ou na cadeia ou em exílio depois que as autoridades desmantelaram os protestos anti-governo em 2019, culminando na imposição da lei de segurança nacional promulgada por Pequim no ano passado.

A legislação permite a repressão de quatro tipos de crime contra a segurança do Estado: atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, com sentenças que podem chegar a prisão perpétua.

A Justiça de Hong Kong decidiu nesta quinta manter 47 ativistas pró-democracia sob custódia, após quatro dias de audiências em um caso que aumentou a preocupação com a repressão de Pequim contra dissidentes e acumulou denúncias de violações de direitos.

Devolvida pelo Reino Unido ao controle da China em 1997, Hong Kong é uma ilha de capitalismo desregulado, com multipartidarismo, liberdade de expressão e Judiciário autônomo —o que deveria ser válido até pelo menos 2047.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Aqui no Brasil não adiaram e estamos sofrendo agora com essa 2 onda que começou com as eleições passadas. Esses pilantra do TSE ainda tem coragem de colocar a culpa no presidente.

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Política

Assembleia de SP espera aprovação no Conselho de Ética de suspensão por 6 meses de deputado que apalpou colega

Apesar da resistência de deputados conservadores, o relatório de Emidio de Souza (PT) pela suspensão não remunerada de seis meses do deputado Fernando Cury (Cidadania), flagrado apalpando a deputada Isa Penna (PSOL), é favorito para aprovação no Conselho de Ética da Assembleia de São Paulo nesta sexta-feira (5). O relatório tem o apoio de cinco deputados, o que deve ser suficiente para que seja aprovado e avance para a votação no plenário. O placar de 5 a 4 é o cenário previsto por parlamentares ouvidos pela Folha, embora possa haver mudanças.

O regimento da Assembleia determina que a suspensão de um deputado deve ter o aval de maioria simples em votação aberta e nominal no plenário. O parecer foi apresentado na quarta-feira (3), quando poderia ter havido a votação no Conselho de Ética não fosse o pedido de vista dos deputados Wellington Moura (Republicanos) e Adalberto Freitas (PSL). A avaliação, no entanto, é que os deputados conseguiram atrasar o processo, mas não terão maioria para uma punição menor a Cury.

A opção de Emidio pelo afastamento, assim como o prazo de seis meses, estavam definidos desde a noite de terça (2), como mostrou a Folha. Os membros do conselho podem votar a favor do parecer ou contra ele, apresentado suas alternativas para a punição —que vão de arquivamento à cassação.

O que se comenta entre os deputados da Assembleia é que Moura e Freitas irão propor um voto em separado, com suspensão de dois ou três meses, mantendo a remuneração. Na sessão passada, Moura afirmou ser injusto que funcionários de Cury sejam punidos com o não pagamento de salário. É esperado ainda que a eles se somem Delegado Olim (PP) e Alex de Madureira (PSD), que costumam ter posição favorável a Cury.

Do outro lado, porém, estão Emidio, Erica Malunguinho (PSOL), Barros Munhoz (PSB) e Estevam Galvão (DEM). A presidente do Conselho de Ética, Maria Lúcia Amary (PSDB), é quem desempata —ela tende a apoiar a suspensão de seis meses.

A sessão passada deu o tom: os cinco deputados votaram unidos a favor de que a sessão seguinte fosse nesta sexta, às 10h, e não apenas na semana que vem. Na avaliação deles, é preciso uma resposta célere da Assembleia a um episódio que prejudicou a imagem de toda a Casa.

Malunguinho, porém, deve propor um voto em separado por punição maior, mas acabará votando a favor do texto de Emidio. ​O Conselho de Ética tem nove membros, mas Campos Machado (Avante) está em licença médica. Galvão não é membro, mas participa e tem voto como corregedor da Assembleia.

Embora seja defensor da cassação, Emidio argmenta a opção pela suspensão como forma de alcançar maioria e impedir que uma punição ainda mais branda prospere. A preocupação de Emidio é encerrar o caso no conselho até 10 de março. A denúncia de Isa por quebra de decoro parlamentar foi aceita em 10 de fevereiro, e o regimento prevê 30 dias para a conclusão. Deixar para a última semana pode ser arriscado, já que as sessões estão sujeitas à formação de quórum e aos pedidos de vista.

Parlamentares mais otimistas creem na votação em plenário até 15 de março, quando será eleito o novo presidente da Casa. No dia 15, a composição das comissões também muda. Aliados de Isa veem tentativa de atrasar o processo, de modo que o caso tenha que ser julgado novamente desde o início num novo Conselho de Ética.

Como adiantou a coluna Mônica Bergamo, o parecer de Emidio fala em comportamento inaceitável e inadequado da parte de Cury. “Ao abraçar pelas costas a deputada Isa Penna e lhe tocar os seios sem seu consentimento, o deputado Fernando Cury teve um comportamento inadequado que atentou contra a ética e o decoro parlamentar entendido como o conjunto de regras e comportamentos a que estão submetidos os membros desta casa que visam a convivência respeitosa, harmoniosa e civilizada entre os deputados e deputadas que a compõe”, afirma Emidio.

Cury foi flagrado, em dezembro, se aproximando de Isa por trás e tocando seu corpo durante a sessão plenária. A deputada o acusa de importunação sexual, enquanto a defesa do deputado nega ter havido toque, má-fé e ato libidinoso. O caso é investigado também pelo Ministério Público.

Nas últimas duas sessões, o Conselho de Ética se dedicou a ouvir testemunhas de Cury e deputados convidados por Isa. Os advogados que representam os deputados também se manifestaram. O defensor da deputada, Francisco Almeida Prado, afirmou que o que está em julgamento é um ato específico e não toda a vida de Cury. O advogado argumentou que cabe ao conselho avaliar se a aproximação, por trás, de surpresa e sem o consentimento, é um comportamento adequado no ambiente de trabalho.

Roberto Delmanto Junior, que defende Cury, voltou a dizer que foi apenas um abraço, ainda que errado e inadequado, sem conotação sexual e pelo qual o deputado já se desculpou, e que não houve apalpação ou toque intencional no seio da deputada.

Na semana passada, o desembargador João Carlos Saletti, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou o pedido da defesa de Cury para barrar as investigações contra ele por suspeita de importunação sexual. O depoimento do deputado ao Ministério Público havia sido marcado para esta terça, mas foi adiado para o dia 17 a pedido dele.

​Em outra frente, a defesa de Cury já conseguiu suspender o processo de expulsão do deputado do partido Cidadania. O conselho de ética da legenda já opinou pela expulsão, mas cabe ao diretório nacional decidir. Alegando irregularidades no rito processual, o advogado Delmanto Júnior acionou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que paralisou o processo interno do Cidadania. O partido recorreu e aguarda decisão da Justiça. Cury já está afastado de suas funções na legenda desde dezembro.

FOLHAPRESS

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Saúde

Primeiro milhão de doses de vacinas de Oxford fabricado pela Fiocruz passa por controle rigoroso

O primeiro milhão de doses de vacinas Oxford/AstraZeneca fabricado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) já está passando pelos controles rigorosos de produção antes de ser disponibilizado à população. Já prontas, as doses descansam neste momento em uma estufa a 30º para verificar se não vão sofrer qualquer tipo de contaminação. Ou seja, se o material permanece estéril.

O processo deve levar cerca de duas semanas. No período, é verificado se microorganismos começam a crescer no imunizante. Se isso ocorrer, tudo tem que ser jogado fora e uma nova fabricação recomeça do zero. Mas a chance é considerada mínima.

Os primeiros controles têm que ser os mais rigorosos —e, por isso, duram mais tempo. Depois que a vacina passa pelo teste, ela pode, enfim, ser aplicada. A entrega das primeiras doses está prevista para meados de março.

Este será o primeiro lote da Oxford/AstraZeneca fabricado no Brasil. Até agora, as doses distribuídas foram importadas já prontas da Índia. Em paralelo, a Fiocruz espera a aprovação do registro definitivo da vacina pela da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Com o registro e uma maior quantidade de matéria-prima que será entregue em março, a fundação prevê que milhões de doses serão entregues ao PNI (Programa Nacional de Imunização) em abril.

FOLHAPRESS

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Mundo

Alvo de Trump, etanol brasileiro vê futuro promissor em agenda ambiental de Biden

A agenda ambiental do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve abrir oportunidades para o setor de etanol no Brasil, que vê a possibilidade de um forte aumento de demanda pelo produto na maior economia global. Biden deve lançar novas metas de redução de CO2 e prometeu rever políticas do ex-presidente Donald Trump na área de energia. Existe ainda a expectativa que o governo dos EUA invista para possibilitar o aumento da mistura de etanol na gasolina.

“A gente sabe que uma redução de emissão de CO2 passa pela modificação do setor de transportes nos EUA”, avalia André Rocha, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético. “Vemos a oportunidade de uma agenda importante do setor de biocombustíveis nos EUA”.

Biden tem prometido um agenda ambiciosa nos biocombustíveis e no combate ao aquecimento global. O governo americano deve apresentar numa cúpula em 22 de abril suas novas metas de descarbonização, conhecidas como NDCs (contribuições nacionais determinadas, na sigla em inglês).

Para além disso, a administração do democrata já se declarou contrária à concessão de dispensas especiais que refinarias têm recebido para não precisarem misturar biocombustível na gasolina e no diesel. Essas dispensas foram estimuladas por Trump e influenciam nos baixos índices de mistura que existem nos Estados Unidos.

O regime está em análise na Justiça do país, mas o fato de o governo ter declarado sua posição é visto como uma vitória para as cadeias do biodiesel e do etanol.

Nos EUA, a maioria da gasolina comercializada não excede uma mistura de 10% de etanol. O setor de biocombustíveis pressiona o governo Biden a investir para aumentar a oferta de gasolina com uma proporção de 15% de etanol, o que representaria um boom na procura pelo produto.

O governo Bolsonaro foi avisado por produtores nacionais que a ampla utilização de uma gasolina com 15% de etanol nos EUA corresponderia a um mercado adicional equivalente à quase totalidade do consumo no Brasil. No país, a mistura obrigatória é de ao menos 25% e existe há anos um programa de veículos flex.

Embora os EUA sejam o maior produtor do mundo de etanol —fabricado a partir do milho, ao contrário da cana-de-açúcar brasileira— e que exista um alto excedente no país, lideranças do setor no Brasil consideram que parte da procura deverá ser suprida pelo mercado internacional.

O Brasil é o segundo maior fabricante de álcool combustível no mundo. Os dois países representam cerca de 80% da produção global. As expectativas não levam em conta apenas um possível aumento de demanda. O etanol de cana-de-açúcar tem uma melhor pontuação do que o de milho em relação à redução de emissões de CO2.

Evandro Gussi, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), opina que mais importante do que as perspectivas para o setor nos EUA é o fortalecimento da ideia de que o etanol terá um papel importante na luta contra o aquecimento global. “O etanol está se consolidando como um agente da descarbonização”, diz Gussi.

Ele lembra que o Reino Unido anunciou na quinta-feira (25) a implantação de uma mistura de 10% do etanol na gasolina do país a partir de 2021. Além do mais, a Índia antecipou em cinco anos a sua meta de adicionar 20% de etanol na gasolina. O novo objetivo é alcançar a mistura até 2025.

O otimismo do setor com a mudança de ares nos Estados Unidos contrasta com o período do ex-presidente Donald Trump. Ao longo de seu mandato, o republicano adotou políticas para impedir o aumento da mistura de biocombustíveis na gasolina.

Além do mais, em 2020 o governo Trump fez forte pressão para o Brasil aumentar suas cotas de importação do etanol americano produzido a partir do milho. O movimento de Washington enfrentou resistência do setor nacional, golpeado pela pandemia do coronavírus e pela redução no preço da gasolina observada em meados do ano passado.

Próximo a Trump, o presidente Jair Bolsonaro aceitou elevar as cotas de importação de etanol livre de tarifa.

Os acenos ao americano incluíram a renovação da cota em setembro de 2020, por apenas três meses, no que foi atendido como uma tentativa de Bolsonaro de beneficiar a campanha pela reeleição de Trump.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Taí a solução para baixar a nossa gasolina.
    Mas esses acordos obscuros impedem.
    Tem álcool pra esportar e não tem pra abastecer os nossos carros.
    É como os postos de bandeira BR no Paraguai, lá a Petrobras vende a gasolina mais barato que aqui dentro do nosso país.
    Vá entender!!

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Celebridades

Amigo de Leonardo morre na fazenda do cantor após disparo acidental

Um trágico acidente aconteceu na noite desta quinta-feira (4/3) na fazenda do cantor Leonardo, em Jussara, Goiás. Passim, amigo e assessor do sertanejo, morreu após um disparo acidental de arma de fogo. A assessoria de imprensa do artista confirmou a morte, mas ainda não há detalhes.

Segundo informações repassadas à coluna Leo Dias, Passim estava em um quarto da propriedade manuseando o armamento, quando ele caiu.

Ainda de acordo com fontes, ao tocar o chão, houve o disparo, que o atingiu na virilha. Leonardo, ao ouvido o tiro, arrombou a porta e encontrou o amigo no chão.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

    1. Por dia morre em média 80 pessoas em acidentes de carro, infelizmente. E os que são a favor de carros, são cúmplices…

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Política

Bolsonaro diz que ‘mafiosozinhos’ lucraram com especulações em ações da Petrobrás


Foto: reprodução/youtube

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que “especuladores mafiosozinhos” teriam lucrado na Bolsa com especulações envolvendo rumores da troca de comando da estatal. “Não houve interferência. Eu não falei ‘vou baixar o preço na canetada’. Me acusaram de tudo, (de) intervencionista. Especuladores, os mafiosozinhos que tem em tudo quanto é lugar. Abusaram de ganhar dinheiro na Bolsa (de valores) especulando, falando mentiras sobre interferência minha”, disse em transmissão ao vivo nas redes sociais nesta noite.

Na quinta-feira, 18 de fevereiro, logo após a reunião entre Bolsonaro e um time de seis ministros no Palácio do Planalto para tratar de preços dos combustíveis e e antes da live em que o presidente disse que “alguma coisa” aconteceria na petrolífera nos próximos dias, duas ordens de compra foram realizadas naquele dia: uma de 2,6 milhões de opções, às 17h35, e outra às 17h44, de 1,4 milhão de papéis, ambas com preço de R$ 0,04. A movimentação revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão/Broadcast a partir de dados da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, indica que um investidor pode ter lucrado R$ 18 milhões com as opções, negociadas em volume que só faria sentido se ele realmente acreditasse que as ações iriam cair ao menos 8% no pregão seguinte.

Bolsonaro voltou a justificar a sua escolha por trocar a chefia da estatal ao indicar, em 19 de fevereiro, o general Silva e Luna para o comando da empresa, atualmente presidida por Roberto Castello Branco. A mudança no comando da petrolífera foi motivada pelos reajustes anunciados neste ano – cinco desde janeiro – e a pressão de caminhoneiros por conta do preço do óleo diesel.

O chefe do Executivo lembrou que Silva e Luna ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Petrobrás – o colegiado sofreu baixas nos últimos dias após o anúncio de um novo indicado do presidente. “Agora o general vai chegar na Petrobrás e vai fazer o trabalho que eu gostaria que fizesse, que o outro (Castello Branco) não fazia. O outro estava há 11 meses em casa”, disse, em referência ao trabalho em regime de home office realizado por Castello Branco durante a pandemia da covid-19.

Como mostrou o Estadão, um quarto dos servidores públicos terminaram 2020 trabalhando em regime de home office por causa dos efeitos da pandemia.

“O tempo de estar à frente da Petrobrás do senhor Castello Branco se expira dia 20 de março. O que se pode fazer? Renova por mais dois anos ou bota outro no lugar, nada mais normal do que isso”, justificou. “O que que eu fiz numa sexta-feira depois que as bolsas fecharam? Anunciamos o nome da pessoa que eu gostaria – eu sou o maior acionista da Petrobrás, quem diria – o nome do Silva e Luna, que é um general de Exército que estava em Itaipu Binacional”, disse.

Na live desta quinta-feira, Bolsonaro também destacou medidas do governo para zerar impostos federais sobre o gás de cozinha, de forma definitiva, e sobre o óleo diesel, por dois meses. “Do governo federal não tem mais imposto sobre o gás”, citou. As isenções fazem parte do esforço para agradar os caminhoneiros, uma das suas bases de apoio.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. É claro há sempre oportunistas observando as cagadas dele e essa foi maia uma das muitas!!! Impressionante!!! Nao resolve nada !!! Só complica!!!! A grande rede devia impedir essas transmissões !!!! Hj falou besteira de novo! E o povo morrendo…..!!!! Compra as vacinas e para de falar que calado és um poeta….!!!!!!

  2. É um completo paspalho! Nós govs anteriores, a culpa era sempre do presidente. Agora, todos são culpados, exceto ele. Pra ser ruim, esse babaca tem que melhorar muito ainda.

  3. Quem vazou o falatório q derrubou as ações? Quem foi o bufão? Esse q lucrou será q tem relação com os Bolsonaro?
    E os seis milhões da mansão veio de onde?
    Huuuuuuuummm tá sendo investigado.
    Logo, logo vem tudo à tona,

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Tecnologia

Anatel define regras e 5G deve estar disponível em julho de 2022 nas capitais do país

A Agência Nacional de Telecomunicações definiu as regras pelas quais as teles vão disputar a rede de cobertura do 5G no Brasil. A tecnologia deve estar disponível em todas as capitais brasileiras até julho de 2022. Em cidades com mais de 500 mil habitantes, o prazo limite é 2025 e o escalonamento segue de acordo com a população dos municípios. Tudo deve estar implementado até dezembro de 2029.

O procedimento é um padrão adotado, mas já sinaliza para as mudanças que estão por vir e devem impactar a vida do brasileiro, que vai poder dispor de uma internet com velocidade até 100 vezes maior que a atual, a 4G. A nova tecnologia utiliza um espectro de rádio mais abrangente e permite mais aparelhos conectados simultaneamente, com maior estabilidade que a rede atual.

Mas afinal de contas, por que é necessária uma nova rede com velocidade tão elevada?

Para entender o questionamento é preciso entender que o futuro que se desenha é o da Internet das Coisas (IoT), como explica o CEO da Interjato, Erich Rodrigues, que também é membro do CDUST – Comitê de Defesa dos Direitos do Usuários da Anatel. O 5G aparece como uma solução para absorver conexões simultâneas, de forma eficiente e com menor consumo de energia

“Não precisamos de um dispositivo móvel com velocidade de internet chegando a 20 gigabytes por segundo, mas precisamos que essa capacidade esteja disponível para dar conta das centenas de bilhões, dos trilhões, na verdade, de dispositivos que estarão conectados no futuro, entre drones, carros autônomos, lâmpadas ou sua cafeteira. O 5G favorece o uso de ferramentas inteligentes e a interconexão de equipamentos em tempo real”, explica Erich.

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), há mais linhas móveis ativas do que pessoas no Brasil. São mais de 234 milhões de smartphones, tablets, wearables e outros aparelhos para 209 milhões de brasileiros. E nesse futuro, cada vez mais próximo, a tendência é qualquer coisa esteja conectada à internet para melhorar todos os aspectos da vida, tanto de indivíduo como das sociedades como um todo.

“Qualquer coisa poderá estar conectada. Existe uma possibilidade de que, em alguns anos, sua casa tenha sensores inteligentes que detectam automaticamente erros de construção, acúmulo de mofo, vazamento de água e problemas elétricos, para que você não precise ficar se preocupando com isso. Como esses sensores vão se comunicar? Provavelmente usando redes 5G”, finaliza o CEO da Interjato Soluções.

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Saúde

Natal amplia salas de vacinação para idosos com 80 anos e mais nessa sexta (5)


Foto: divulgação

A Prefeitura do Natal ampliará os pontos de vacinação contra a Covid-19 na cidade para essa sexta-feira, 5 de março. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS/Natal) disponibilizará a vacina para idosos com 80 anos e mais em 10 novas salas nas unidades básicas, além das outras 11 já em funcionamento nessa etapa da campanha, e dos drive-thrus com salas para pedestres no Palácio dos Esportes, Nélio Dias e Via Direta. Todos os locais vão funcionar das 08h às 13h, nesta sexta-feira (05), em horário corrido para atender o público-alvo.

Com essa ampliação cada distrito da capital passa a contar com quatro salas, totalizando 29 endereços, considerando os drives. São eles:

Norte I – UBS Pajuçara, UBS Nova Natal, UBS Redinha (novo) e UBS Nordelândia (novo);

Norte II – UBS Vale Dourado, UBS Panatis, UBS Nova Aliança (novo) e UBS Soledade II (novo);

Leste – UBS São João, UBS Brasília Teimosa, UBS Rocas, UBS Alecrim (novo) e Unidade Mista de Mãe Luiza (novo);

Oeste – UBS Nazaré, UBS Felipe Camarão II, UBS Cidade Nova (novo) e UBS Bairro Nordeste (novo);

Sul – UBS Candelária, UBS Rosângela Lima, UBS Nova Descoberta (novo) e UBS Ponta Negra (novo).

“Decidimos aumentar o número de pontos de vacinação para dar mais opções ao público idoso de 80 anos e mais. Houve uma grande demanda no primeiro dia, por isso, para trazer mais comodidade e segurança, disponibilizaremos mais locais para que eles possam receber essa imunização de maneira mais ágil e sem aglomerações”, indica George Antunes, Secretário Municipal de Saúde de Natal.

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Saúde

Anvisa se reunirá com Johnson & Johnson definir uso emergencial da vacina Janssen


Foto: Reuters

A Anvisa se reunirá com representantes da empresa Johnson & Johnson, no dia 16 de março, para discutir o uso emergencial da vacina Janssen. O imunizante necessita de uma única dose para fazer efeito contra Covid-19. O anúncio foi feito nesta quinta-feira durante audiência no Senado com o presidente da Anvisa, Antônio Barra.

— Estamos recebendo agora aqui a notícia de que a empresa Johnson e Johnson, divisão Jansen, solicita à Anvisa reunião no dia 16 de março para a submissão de autorização de uso emergencial. Acho que essa sessão do Senado é abençoada com sorte e bênção de Deus. Temos aí uma boa notícia referente a mais uma vacina que pode ser concretizada— disse Barra.

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde anunciou que pretende fechar contrato para aquisição de 38 milhões de doses da vacina da Janssen. A intenção de compra foi publicada no Diário Oficial da União no mesmo dia. Internamente, o imunizante é visto como estratégico por ser ministrado em apenas uma dose.

As negociações pela compra da vacina avançaram após aprovação de um projeto de lei na Câmara dos Deputados que autoriza União, estados e municípios a assumirem responsabilidade por possíveis efeitos adversos de vacinas adquiridas contra a Covid-19. A isenção de responsabilização era uma das cláusulas impostas pela farmacêutica, assim como a Pfizer.

O Ministério da Saúde tem frisado a necessidade a aprovação de vacinas na Anvisa para aplicação na população. A autorização emergencial de uso permite que o imunizante seja aplicado em um grupo específico.

Nesta quinta-feira, novo cronograma divulgado pelo Ministério da Saúde mostrou que há uma baixa de cerca de 7,9 milhões de doses para março. No mês passado, a pasta havia divulgado uma estimativa de cerca de 46 milhões de doses neste mês. Agora, o número caiu para cerca de 38 milhões.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Gostaria que eles explicassem porque tem que esperar até o dia 16 de março pra fazer essa reunião. São mais de 10 dias até lá! Talvez seja uma questão de logística, não sei!

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