Política

Cai para 36% aprovação do governo entre os que receberam auxílio emergencial

Pesquisa PoderData mostra que a aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro entre os que receberam auxílio emergencial caiu 16 pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado 15 dias antes. Passou de 52% para 36%. A taxa é inferior à aprovação pela população em geral (40%). A desaprovação entre os beneficiados foi de 42% para 51%. Teve alta de 9 pontos percentuais em duas semanas.

O auxílio emergencial foi criado para mitigar os efeitos da crise econômica causada pela pandemia da covid-19. Com o isolamento social, milhões de brasileiros ficaram sem trabalhar. Os mais pobres foram os mais atingidos.

A intenção inicial do governo era fazer 3 pagamentos de R$ 200 cada 1 –durante a tramitação no Congresso, o valor subiu para R$ 600. Com a continuidade da pandemia no país, o benefício foi prorrogado com mais duas parcelas no mesmo valor. Em 3 de setembro, por meio de medida provisória, o governo estendeu novamente o auxílio: mais 4 parcelas de R$ 300. O valor começou a ser pago em 18 de setembro a beneficiários do Bolsa Família e em 30 de setembro aos demais.

Em novembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que haveria prorrogação do auxílio emergencial caso ocorresse uma 2ª onda de covid-19 no Brasil. O benefício no entanto, não foi estendido. A queda da percepção positiva dos beneficiários do auxílio emergencial sobre o governo federal coincide com o fim dos pagamentos do benefício. Ao todo, de acordo com a Caixa Econômica Federal, foram pagos R$ 294 bilhões a 68 milhões de pessoas.

O fim dos pagamentos também influenciou na queda na avaliação geral do governo na região Nordeste. A taxa despencou nos últimos 4 meses e chegou a 29% –patamar próximo ao mais baixo registrado na região. A desaprovação, que também vinha em trajetória de alta, ficou agora em 59% –estável desde o último levantamento.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que tiveram apoio de Bolsonaro para a eleição aos cargos, afirmaram que estão em busca de um formato de auxílio emergencial que caiba no teto de gastos públicos.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Os dados foram coletados de 1ª a 3 de fevereiro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 519 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Entre os que não receberam ajuda federal durante a pandemia, a aprovação do governo Bolsonaro é maior: 47% o avaliam positivamente. Nesse grupo, são 43% os que rejeitam a administração federal.

AUXÍLIO X BOLSONARO
Entre os beneficiários do auxílio emergencial, 31% avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”. E 42% o rejeitam.

BENEFICIÁRIOS
A pesquisa PoderData mostra ainda que 60% dos brasileiros afirmam que receberam ou que alguém de sua família foi contemplado com o auxílio emergencial de R$ 600 ou R$ 300. São 38% os brasileiros que não tiveram acesso ao benefício. As taxas variaram dentro da margem de erro (2 p.p.) em 15 dias.

PODER360

Opinião dos leitores

  1. Não sei como essa aprovação tem tanta flutuação, a população em uma semana está aprovando o governo, na outra deixa de aprovar, na seguinte volta a aprovar novamente, como é isso?
    Aprovação aqui é comprada, basta pagar auxílios, se deixar de pagar aprovação desaba, se Bolsonaro pagar um auxílio de 1500,00 a aprovação dele vai a 150%. Depois o povo reclama dos políticos, fazem exatamente a mesma coisa. No meu entender o governo tem tentado acertar, apesar de alguns deslizes pontuais, mais avalio o governo Bolsonaro como bom, melhor que os seus antecessores.

  2. Só pra não precisar comentar mais nada. Sabe quem faz parte desse jornaleco? Nada mais nem nada menos do que o glorioso KAKAY. preciso falar mais alguma coisa?

  3. O PESSOAL QUE FAZ ESSAS PESQUISAS VÃO COMPREENDER COMO LER-SE UMA PESQUISA BEM FEITA NO PROXIMO ANO 2022. AGUARDEM KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  4. Depois da reforma tributária sobe de novo igual a foguete.
    Estão dizendo que essas reformas que estão por vir, trás um efeito positivo na economia, comparado ao do início do plano Real.
    O Brasil vai dar uma guinada espetacular, não tem quem segure, todos nós sabemos que o nosso BRASIL é rico, o que falta e DESTRAVAR, é por isso que a TURMA DO CONTRA NÃO QUEREM PORQUE ELES SABEM QUE BOLSONARO VENCE AS ELEIÇÕES EM PRIMEIRO TURNO. eles não querem de jeito nenhum, estão se juntando inimigos com inimigos políticos pra tentar voltarem a saquear o dinheiro do povo brasileiro.
    Pode se juntar, podem se aglomerar, porque nós através do voto, vamos derrotar todinhos de uma vez só.
    Tchau corruptos ladrões.

    1. "Tchau corruptos ladrões". Que corruptos ladrões ????? estaria falando dos "meninos buchudos" do CENTRÃO véio de guerra, que manda e desmanda neste País há décadas ??????
      Santa ingenuidade Batman !!, rsrsrsrsrs.

    2. Nananinanão.
      Quem manda é o véi honesto Bolsonaro.
      02 anos sem escândalos de corrupção.
      No governo do seu PT, era um a cada segundo.
      Satisfeito??
      O centrão veio somar, se não parte dos integrantes rodam em 2022.
      Que apostar quanto como o véi não deixa roubar??
      Se inventar, é demitido.
      O nosso regime seu boi tabaco, é presidencialismo de coalizão.
      Não tem jeito em quanto não fizer uma reforma, é assim.
      Daí deixar roubar como o seu guru e dilmanta deixou, é outra coisa tá??
      Ninguém ainda te avisou, que o PT foi derrotado e saiu do poder???
      Ninguém te avisou??
      Os tempos, são outros garoto, o Brasil vem mudando pra melhor.

  5. O presidente vai em qualquer parte do pais e é muito bem recebido pela população e a pesquisa informa que tem 36%.
    Estou entendendo.

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Política

Trabalho de Pazuello é regular para 36% e ruim ou péssimo para 33%

O trabalho do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é avaliado como “regular” por 36% da população brasileira, enquanto 33% acham que a administração é “ruim” ou “péssima”. Os resultados são de pesquisa PoderData realizada de 1º a 3 de fevereiro de 2021, em 519 municípios das 27 unidades da Federação. Os que avaliam o ministro como “ótimo” ou “bom” são 26% dos entrevistados. Seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro, tem 33% de aprovação.

O militar comanda pasta chave no combate à pandemia de covid-19. Teve muito destaque nos últimos meses. Sua administração gerencia a compra da vacinas e pode decretar medidas para frear a disseminação do coronavírus, além de aconselhar secretarias estaduais e municipais de saúde. Pazuello assumiu o ministério em maio de 2020, depois da demissão de 2 ministro da Saúde: Nelson Teich e Henrique Mandetta. Ficou quase 4 meses como interino até ser efetivado.

Mandetta foi demitido em abril, depois de troca de farpas públicas com o presidente Jair Bolsonaro. À época, pesquisa PoderData (que antes se chamava DataPoder360) mostrou que o trabalho do ex-ministro era aprovado por 76%, e considerado “ruim” ou “péssimo” por só 5%.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Foram 2.500 entrevistas em 519 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS
O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos brasileiros em relação ao ministro da Saúde.

Os que cursaram nível superior (50%) e os que ganham mais de 10 salários mínimos (62%) são, proporcionalmente, os que mais rejeitam Pazuello.

Já os homens (33%), os que cursaram até o ensino médio (33%) e os moradores da região Sul (40%) são os estratos que mais aprovam a administração.

AVALIAÇÃO DE PAZUELLO X AVALIAÇÃO DE BOLSONARO
O trabalho do ministro da Saúde é considerado “ótimo” ou “bom” por 65% dos apoiadores do presidente. E “ruim” ou “péssimo” por 61% dos que rejeitam seu chefe.

PODER360

Opinião dos leitores

  1. "Até o fim de Janeiro, nós seremos o país que mais vacinou, só ficaremos atrás dos Estados Unidos."
    Pazuello, 14 de janeiro de 2021.
    Acabamos Janeiro em 10° lugar em números absolutos, e o pior, em 44° em números proporcionais.

  2. Não tem nem comparação!!
    É disparado o melhor ministro da saúde ao lado de José Serra.
    Eu pergunto.
    Dá pra comparar com o corrupto
    Humberto Costa do PT. ??????
    Pazuello não responde a processos por corrupção.
    É um general honrado e trabalhador, no tocante a vacina, o Brasil tá na frente de varias potências mundiais nos seus resultados, o resto e barulho de esquerdistas derrotados.
    Basta vê os números.
    E comprove.

  3. Bom era o trabalho do Mandetta…esse era top, rsrsrs!!! só num fez nada o miserávi…Bora General, vamo botar esse vírus pra correr!!!!!!!!!

  4. Como confiar nestas pesquisas onde o cara que mandava todos ficarem em casa e só fossem para o hospital quando estivessem com falta de ar e dizia que teríamos corpos espalhados pela rua, tinha uma aprovação de 76%, e considerado “ruim” ou “péssimo” por só 5%.
    Essas pesquisas são muito estranhas, o pazzuelo que quer salvar vidas tem menos aprovação do que o coveiro do mandetta.

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Política

47% acham que Bolsonaro deve permanecer na Presidência; 46% defendem que deve sair do cargo

Pesquisa PoderData mostra que 46% dos brasileiros acham que Jair Bolsonaro deve deixar a Presidência da República. A taxa teve alta de 5 pontos percentuais em relação ao último levantamento, feito há 6 meses (de 17 a 19 de agosto de 2020). A proporção dos que acham que Bolsonaro deve continuar no cargo caiu 5 pontos percentuais no mesmo período. Passou de 52% para 47%.

Entre os que avaliam o trabalho de Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”, 7% querem sua saída do cargo. Já no grupo que vê o desempenho do presidente como “ruim” ou “péssimo”, 8% acham que ele deve permanecer na Presidência.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Os dados foram coletados de 1ª a 3 de fevereiro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 519 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

O Brasil já atravessou 2 processos de impeachment. Ambos culminaram com a deposição do então chefe do Executivo. O último foi em 2016, quando a então presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu o mandato por denúncias de pedaladas fiscais.

O pedido de impeachment de um presidente da República por crime de responsabilidade pode ser apresentado à Câmara por qualquer cidadão. Cabe ao novo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), avaliar se o pedido cumpre os requisitos mínimos de autoria e materialidade previstos na Lei 1079/1950, que regula o processo de julgamento.

Uma vez aceita a denúncia, o presidente da Câmara comunica aos deputados em plenário, onde é feita a leitura da acusação, ato que marca o início da análise do pedido.

Bolsonaro tem sido alvo de pedidos de impeachment desde o início do mandato. Até esta 5ª feira (4.fev), haviam sido apresentados 68 pedidos contra o presidente, segundo a Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmara (saiba aqui quais são – 249 KB). Desses, ao menos 14 são relacionados à conduta do presidente durante a pandemia de coronavírus e 7 mencionam a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. Há ainda acusações de apologia à tortura e ao racismo.

Até esta 5ª feira (4.fev.2021), um perfil no Twitter que monitora o posicionamento de congressistas nas redes sociais mostrava que 111 deputados são favoráveis e 79 são contrários ao impeachment. Leia mais detalhes aqui.

A abertura de um processo contra Bolsonaro neste momento, no entanto, é improvável. Antes de ser eleito, como presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) afirmou considerar que a abertura de um processo contra o presidente poderia resultar em uma crise desnecessária. Cabe a ele definir se algum desses pedidos deve prosperar ou ser arquivado.

Quem mais quer o impeachment:

mulheres (50%);
pessoas de 16 a 24 anos (58%);
os que têm até o ensino superior (58%);
moradores da região Nordeste (59%);
quem recebe de 5 a 10 salários mínimos (64%).
Quem mais defende a continuidade de Bolsonaro na Presidência:

homens (56%);
pessoas de 25 a 44 anos (51%);
os que têm só o ensino médio (53%);
moradores da região Sul (73%);
quem recebe de 2 a 5 salários mínimos (52%).

 

PODER360

Opinião dos leitores

  1. Sair??
    Pra entrar quem???????????
    ???????????????????.
    Um desses aí que se apresenta como candidato?
    * lula o maior ladrão do mundo?
    *luciano hulk candidato da globo lixo?
    *doria traíra calça apertada?
    *andrade
    *ciro retro escavadeira tetra campeão em derrotas?
    * guilherme boulos invasor de prédios públicos?
    Quem?????????????????
    Vcs só podem está de brincadeira com essa pesquisa.
    MITO 2022 disparado.
    Vamos continuar com o governo do povo.
    Misto!!!
    Cheio de militares, homens e mulheres honrados.
    Esse sem duvida alguma é o melhor caminho para o Brasil e os brasileiros.
    Entrega o país de novo a esses abutres, já mais!!

    1. **** andrade é pau mandado.
      Sem condições.
      Enrrolado nos processos.
      Saem fora urubus!!!!!!!!
      O Brasil é dos brasileiros.
      Ponto final.

    2. Sérgio Moro derrubou lula e o pt. vai derrubar bolsonaro em 2022.

    3. Pereira, qualquer um é melhor que Bolsonaro e terá meu voto.

  2. Não é o que retrata a recepção feita ao Presidente Bolsonaro por onde ele passa! Estas pesquisas são mentirosas com o único intuito de justificar uma possível fraude eleitoral em 2022 assim como ocorreu com a Eleição nos EUA! Só os idiotas que acreditam numa pesquisa desta! Os da esquerda estão se aparelhando para tomar o poder de qualquer jeito! Verdadeiros salafrários corruptos!

  3. O jogo começando a virar. Acho que já está ficando evidente para os minions o quão ruim esse governo está sendo. o desmonte é cada vez mais evidente!

    1. NÃO ESPERA PELA GLOBOLIXO NÃO ALIENADO, QUE VOÇE NÃO VAI VER NÃO DE BOM SOBRE O CAPITÃO DO EXERCITO BOLSONARO, NÃO, CONHECE AS ESTRADAS BRASILEIRAS(BRS, 163 , 279, 319, E MUITAS OUTRAS PELO NOSSO PAÍS? ESTÃO POUCO A POUCO SENDO CONCLUIDAS. AGORA CORRUPÇÃO VAI SER DIFICIL VER. KKKKKKKKKK

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Política

Deputados e servidores retomam rotina na Câmara, com sessões híbridas

Na primeira reunião de sua nova formação sob a presidência do deputado Arthur Lira (PP-AL), a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quinta-feira (4), pelo retorno das atividades presenciais para deputados e servidores, com plenário em sistema híbrido e retorno das comissões.

A presença dos deputados em Plenário será aferida pela presença na Casa através da biometria. Além disso, o Plenário comportará cerca de 140 a 150 deputados, em atendimento à calamidade sanitária da pandemia de covid-19. E a assessoria técnica dos parlamentares deverá ficar nas galerias do Plenário. As votações continuarão, a princípio, poderem ser feitas através do Sistema de Deliberações Remoto (SDR). Mas haverá alteração e regulamentação para viabilizar mudanças neste sistema.

Comissões

As Comissões Permanentes, Especiais e Temporárias da Câmara também voltarão a funcionar. As Permanentes irão funcionar de terça a quinta-feira nos mesmos moldes do Plenário. A Mesa Diretora decidiu ainda que haverá redução de Comissões Especiais e Temporárias, para viabilizar o melhor funcionamento das Comissões Permanentes, em razão do reduzido número de plenários.

DIÁRIO DO PODER

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Economia

Dinheiro no ralo: estatais deficitárias sugam R$17 bilhões do Tesouro Nacional por ano

Dezenove estatais federais dependentes do Tesouro Nacional para pagar suas contas receberam em 2019 mais de R$17 bilhões retirados do bolso de quem paga impostos. A maioria dessas estatais é deficitária, mesmo recebendo subvenções bilionárias, segundo atestou a Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia.

Apesar de deficitários, esses centros de ineficiência continuam concedendo generosos penduricalhos, benefícios, auxílios e bônus a diretores e funcionários. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Sugam recursos do Tesouro as estatais Amazul (ligada à Marinha), CBTU, Ceitec, Codevasf, Conab, EBC, CPRM e outras dispensáveis. Entre as sanguessugas estão Ebserth, EPL, GHC, HCPA, INB, Nuclep, além de Imbel, Telebrás (“extinta” no governo FHC, mas ainda ativa), Trensurb e Valec.

A Ceitec S/A simboliza o dinheiro público jogado fora. A empresa até teve sua liquidação iniciada, mas a Justiça condenou o Brasil a continuar sustentando essa inutilidade. Estatal de “tecnologia avançada” (sic), a Ceitec diz ter pessoal “altamente capacitado”, mas paga benefícios para cursos profissionalizantes para seu pessoal.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Mas a EBSERTH, não é a empresa que administra os hospitais universitários? Como ela vai dar retorno? Vão cobrar do povo os atendimentos? Matéria meio tendenciosa.

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Política

Em briga interna com o DEM, Rodrigo Maia avalia se filiar ao PSL

Incomodado com o DEM, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) abriu um canal de diálogo com o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar (PE), após se sentir traído pelo presidente do seu partido, ACM Neto, e por parte da bancada, que apoiou o agora novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O deputado Junior Bozzella (SP), vice-presidente nacional do PSL, confirmou as conversas com Maia, mas disse que ainda era “algo informal” e “em processo de amadurecimento”. “A ideia é expulsar os bolsonaristas”, disse.

Apesar da sinalização de Maia, não há uma definição quanto à filiação. O PSL é o ex-partido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e vem em um processo interno de reacomodação, com diversos bolsonaristas em processo de expulsão. Há uma expectativa de que, ao se filiar ao PSL, Maia consiga atrair outros nomes fortes ligados a ele, como o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM-RJ).

“Ele [Maia] tem carinho pelo partido, e abriu um canal de diálogo com o presidente da sigla, mas, se ele vai se filiar ou não, não temos essa certeza. Até porque agora não há janela partidária”, afirmou o deputado Delegado Waldir (PSL-GO). “Ele está procurando espaço onde possa desenvolver um projeto, e viu no PSL essa possibilidade”, acrescentou.

Maia tem um projeto de formar uma frente ampla, que una partidos da centro-direita e centro-esquerda, visando às eleições de 2022. A ideia dele é enfrentar o bolsonarismo. A ala bolsonarista, todavia, rechaça essa possibilidade. O novo líder do PSL na Câmara, Major Vitor Hugo (GO), negou as conversas e disse que se tratava de “alguém querendo desestabilizar” o partido.

A assessoria de Maia afirmou que não há definição sobre a saída do parlamentar do DEM, nem, se for o caso, o partido ao qual ele se filiaria.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

  1. Quem é Maia heim??
    áh ja sei, quer dizer que é amigo do garoto propaganda da globo lixo.
    O mandetinha fique em casa e só procure o hospital pra ser entubado.
    FDP….
    O caba vir com uma proposta dessas só pode ser um canalha, vagabundo pra não dizer outras coisas, é igual ao amigo, nhonho Botafogo.
    Safados, querem o atraso do país a todo custo.
    Vão da com os burros n'agua.
    Ou já deram?
    Rsrsrs
    Canalhas.

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Economia

Governo cobra 1,2 milhão de pessoas por auxílio recebido indevidamente, mas só 220 mil devolvem

O governo federal já recuperou R$ 260 milhões pagos de forma indevida a pessoas que não se enquadravam nos critérios para recebimento do auxílio emergencial. O calendário de crédito do benefício se encerrou no último dia 27. Na prática, cerca de 220 mil brasileiros emitiram a Guia de Recolhimento da União (GRU), por meio do site do Ministério da Cidadania, para restituir os recursos.

O número é bem inferior ao de beneficiários que teriam recebido o auxílio indevidamente, segundo análise da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Em dezembro do ano passado, o Ministério da Cidadania enviou mensagens SMS a 1,2 milhão de pessoas suspeitas de receber o benefício de forma irregular e pediu que devolvessem o recurso.

Esses cidadãos passaram a ter um segundo benefício assistencial do governo, como aposentadoria ou seguro-desemprego, conseguiram um emprego ou foi identificada renda incompatível com o recebimento do auxílio, segundo a União. Em dezembro, cerca de 197 mil pessoas tinham restituído valores recebidos indevidamente, totalizando R$ 230 milhões em devoluções aos cofres públicos. Isso significa que, após o envio das 1,2 milhão de mensagens SMS pelo governo, apenas 23 mil (1,9% desse total) novas pessoas devolveram os valores embolsados indevidamente.

A devolução pode feita pelo site criado pelo governo federal especificamente para corrigir as falhas no pagamento do benefício.

Depois de preenchidas as informações, será emitida uma Guia de Recolhimento da União (GRU). O pagamento poderá ser feito nos diversos canais de atendimento do Banco do Brasil como também nos guichês de caixa das agências. Dentre os 220 mil brasileiros que devolveram o auxílio emergencial, 38,2 mil são militares, informou o Ministério da Defesa, com base em dados atualizados no sábado (30/1).

Nesse caso, o número representa cerca de 97,5% do total de 39,2 mil militares das Forças Armadas aos quais o benefício foi pago indevidamente. “Os 2,5 % restantes incluem restituições que ainda estão em andamento e situações nas quais não foi reconhecido o pagamento. As apurações prosseguem no âmbito das Forças Armadas”, esclareceu a pasta, em nota.

Entre os demais integrantes da folha de pagamentos do Ministério da Defesa, como militares inativos, pensionistas e anistiados, foram restituídos 6,5 mil dos 11,4 mil benefícios pagos irregularmente. O órgão destacou que o processo é mais lento nesse segundo caso, pois demanda comunicação formal por correspondência, inclusive com pessoas idosas, o que, no cenário da atual pandemia, tem sido mais demorado. “A identificação dos beneficiários é feita mediante cruzamento de dados entre os pagamentos realizados pelo Ministério da Cidadania e a Folha de Pagamento dos Comandos das Forças”, completou.

Inicialmente, a pasta havia informado que 73,2 mil militares ativos, inativos, pensionistas e anistiados teriam recebido o auxílio indevidamente. No entanto, como revelou o Metrópoles, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apontou – de forma equivocada – cerca de 33,7 mil ex-militares como beneficiários de irregularidades. A base de dados usada na primeira análise era antiga e apresentava algumas distorções para análises comparativas, por coincidir com a dispensa e incorporação de grupos de militares, tais como oficiais e sargentos temporários.

Procurado, o Ministério da Cidadania, por sua vez, informou que o índice de inconformidade do auxílio é de apenas 0,44%, segundo análise da CGU. Ou seja, o benefício teria chegado a 99,56% de acerto. “Cabe lembrar que o governo federal, diante da tarefa de construir e implantar o maior benefício já instituído no Brasil, trabalhou diuturnamente para aprimorar todo o processo de concessão do benefício”, garantiu. Além dos acordos de cooperação com outros órgãos, a pasta também “modernizou” a legislação que disciplinou o pagamento do recurso. Na prática, contudo, ficou mais difícil ainda receber o auxílio.

A Lei nº 13.982/2020, por exemplo, que instituiu o benefício a partir de um processo de cadastro autodeclaratório, não estabeleceu restrição de elegibilidade para receber o auxílio com base no patrimônio. Já a Medida Provisória nº 1.000/2020, que estabeleceu o pagamento de novas parcelas de R$ 300, vedou a concessão do auxílio a requerentes com patrimônio superior a R$ 300 mil. “A MP reforçou como pilares a proteção social e econômica aos mais vulneráveis e o compromisso com a responsabilidade fiscal, tendo sido construída com aperfeiçoamentos sugeridos por recomendações da CGU e do TCU”, finalizou a pasta.

METRÓPOLES

Opinião dos leitores

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Política

Noronha libera julgamento no STJ e recursos de Flávio contra caso das ‘rachadinhas’ serão avaliados no dia 9

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pautou para a próxima terça, 9, o julgamento de três recursos do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) que podem travar o inquérito que apura peculato e lavagem de dinheiro em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, o caso das ‘rachadinhas’. O julgamento estava inicialmente marcado para novembro do ano passado, mas foi suspenso após o ministro João Otávio de Noronha pedir vista (mais tempo de análise).

Na ocasião, o adiamento suscitou troca de farpas do ministro com o relator dos recursos de Flávio no STJ, ministro Felix Fischer, que questionou Noronha sobre o pedido de vista. Fischer afirmou que sequer havia lido seu voto quando o colega solicitou a suspensão do julgamento. “É o caso da Alerj, não é isso? O indiciado é Bolsonaro, não é? Eu gostaria de ter a oportunidade de ler o meu voto”, questionou Fischer.

Noronha justificou que havia recebido um memorial da defesa de Flávio no dia anterior e queria ter tempo de analisá-lo. “É um caso complexo, de larga repercussão que me cabe examinar como juiz”, afirmou. Agora, o ministro liberou os recursos para julgamento.

Os pedidos de Flávio visam anular decisões judiciais proferidas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, que ficou responsável pela condução das investigações até o senador obter foro privilegiado. A defesa questiona a fundamentação usada pelo magistrado para autorizar a quebra de sigilo contra os investigados nas ‘rachadinhas’, o compartilhamento de dados entre o Ministério Público e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a validação de provas do inquérito, uma vez que o caso está nas mãos do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.

Um quarto recurso que também será discutido pelo STJ se trata da ordem de prisão preventiva decretada contra o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que hoje cumpre a cautelar em casa por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Todos os pedidos já haviam sido negados pelo ministro Felix Fischer, considerado linha-dura na Quinta Turma do STJ. Em outubro, por exemplo, ele negou suspender o inquérito das ‘rachadinhas’ ao vislumbrar que não houve prejuízo à defesa do senador que justificaria a medida. A defesa de Flávio alega que, uma vez que teve o foro reconhecido no Órgão Especial do TJRJ, as decisões de primeira instância do caso deveriam ser todas anuladas e o inquérito reiniciado.

Flávio Bolsonaro foi denunciado pela Promotoria do Rio pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema das ‘rachadinhas’, no qual assessores do gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio devolviam parte ou a quase totalidade dos salários ao ex-assessor Fabrício Queiroz, que então usava o dinheiro para quitar despesas do senador, como o pagamento da escola das filhas e o financiamento de imóveis no Rio.

O filho do presidente é apontado como o líder da organização criminosa. De acordo com o MP, o esquema teria desviado ao menos R$ 6,1 milhões dos cofres públicos da Assembleia fluminense e levaram a um ‘enriquecimento ilícito’ de Flávio ao longo dos anos.

A defesa de Flávio considera a denúncia do Ministério Público ‘insustentável’, com ‘vícios processuais e erros de narrativa e matemática’. “A tese acusatória forjada contra o senador se mostra inviável e não passa de uma crônica macabra e mal engendrada, influenciada por grupos que têm claros interesses políticos e que, agora, tentam voltar ao poder”, frisaram os advogados Rodrigo Roca, Luciana Pires e Juliana Biereenbach, que defendem Flávio, em novembro.

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Tecnologia

‘Queremos uma Ferrari no 5G, não um Fusca’, diz relator de edital na Anatel

O relator do edital de licitação do 5G na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri, diz que as empresas de telecomunicações não podem escolher investimentos, já que pediram para que a arrecadação não fosse a prioridade no leilão. Segundo ele, a lista de exigências para os vencedores não será alterada, mesmo com a pressão das companhias. “Queremos uma Ferrari para o 5G e não vamos aceitar um Fusca”, afirmou ele ao Estadão/Broadcast.

A tecnologia 5G é a quinta geração das redes de comunicação móveis. Ela promete velocidades até 20 vezes superiores ao do 4G e um consumo maior de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual. O 5G é tido como uma nova revolução tecnológica para a educação, saúde e entretenimento. Para oferecer o serviço, as empresas precisam pagar para usar as frequências, que funcionam como rodovias no ar pelas quais o sinal é transmitido.

A proposta de edital foi apresentada na segunda-feira por Baigorri e já conta com o apoio da maioria do conselho diretor. Ela estabelece o uso integral da faixa de 3,5 GHz, por onde o 5G será transmitido, divididos em quatro blocos de abrangência nacional e oito regionais, voltado para municípios de menor porte. O presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, no entanto, pediu vista do processo e adiou a votação para o fim de fevereiro.

Em seu voto, o relator incluiu as diretrizes de uma portaria de políticas públicas do Ministério das Comunicações publicada na semana passada. Ela traz a lista de contrapartidas que as empresas deverão fazer em troca do uso da faixa. Entre essas obrigações, está a construção de uma rede de comunicações segura exclusiva para o governo, de alcance nacional, que deverá ser feita pelas teles e entregue à União, possivelmente para operação da estatal Telebrás. Também há exigência para construção de 13 mil quilômetros de redes de transporte de alta velocidade para conectar os municípios do Norte em fibra óptica.

As críticas das teles começaram ainda no fim de semana, assim que a portaria se tornou pública. Entidades consideraram a lista de contrapartidas excessiva e cobraram regras transparentes que permitam a avaliação dos custos em cada etapa da implantação do serviço.

Uma das maiores polêmicas é a exigência da construção de redes inteiramente novas e de uso exclusivo para a nova tecnologia. O padrão exigirá investimentos vultosos das companhias, que contavam com uma migração mais suave e a possibilidade de uso das atuais estruturas de 4G para chegarem aos poucos aos padrões da quinta geração.

‘Estado da arte’
Para o relator, no entanto, somente novas redes dentro do padrão proposto no edital vão conferir a latência (tempo entre dar um comando em um site ou app e sua execução) e a velocidade necessárias para funcionalidades como a internet das coisas (IOT), cidades inteligentes, carros autônomos e cirurgias à distância. Com o uso dos atuais núcleos de rede do 4G, segundo ele, o consumidor terá apenas uma internet mais rápida, mas não adequada para a revolução que se espera da nova tecnologia.

“Já que vamos pagar pela rede 5G, pois cada exigência será descontada do valor da outorga (o valor que o governo cobra para exploração do serviço), que seja o 5G no estado da arte, o melhor 5G possível”, afirmou. “Do contrário, estaremos vendendo para a sociedade um 5G do estilo Ferrari, mas entregando um Fusca. Ambos são carros, mas não são a mesma coisa. Se vou pagar por uma Ferrari, quero uma Ferrari, não um Fusca.”

Baigorri disse ainda que o padrão exigido permite a entrada de novos concorrentes no mercado, em atendimento ao princípio constitucional da isonomia. O conselheiro afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) exige que o leilão seja formulado de forma a dar iguais condições de competitividade para todos.

De acordo com ele, se a Anatel permitir que o 5G comece a partir das redes atuais, haverá vantagem para as operadoras que já atuam no País. “Quem vai querer entrar no mercado e disputar o leilão desse jeito, tendo de construir uma rede 4G para, a partir dela, evoluir para o 5G?”, questionou.

Segundo Baigorri, o único ponto apontado pelo governo para uma eventual revisão é o decreto que estabelece competência exclusiva para a Telebrás operar redes governamentais. Há a possibilidade de que um novo decreto seja editado, permitindo que outras empresas também possam exercer essa atividade. “Considero aceitável que o governo queira ter uma rede segura própria e exclusiva”, afirmou o relator.

Pelo mundo
Concessão da tecnologia 5G nos Estados Unidos, Alemanha e França. Nos três países, houve reclamações por parte do setor privado sobre os custos

Estados Unidos:
O leilão do 5G nos Estados Unidos gerou uma arrecadação de US$ 81 bilhões em janeiro.

Alemanha:
A licitação rendeu 6,5 bilhões de euros para o governo alemão e também estabeleceu metas de cobertura em rodovias e no interior, além de compartilhamento de infraestrutura para facilitar a entrada de novos competidores.

França:
Os franceses cobraram 2,8 bilhões de euros pela concessão e exigiram dos concessionários metas ambiciosas de cobertura para os próximos quatro anos.

ESTADÃO

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Saúde

Risco de parada cardíaca aumenta até 4 vezes em pacientes com Covid-19, diz estudo

O risco de morrer após uma parada cardíaca, dentro ou fora do hospital, pode ser até quatro vezes maior em pacientes com Covid-19. Para as mulheres, esse risco pode chegar a nove vezes. Esses são alguns dos resultados apontados em um novo estudo conduzido por pesquisadores da Suécia e publicado na revista European Heart Journal, nesta quinta-feira (4).

A pesquisa avaliou os registros de paradas cardíacas entre os dias 1º de janeiro de 2020 e 20 de julho de 2020. Os dados incluíam tanto infartos sofridos em casa quanto os que ocorreram dentro do ambiente hospitalar.

No início da pandemia, alguns estudos já sugeriram que a alta incidência de infartos poderia estar relacionada à Covid. Em alguns dos lugares mais afetados pela pandemia, como o norte da Itália, dados de março já apontavam para um aumento de até 187% para infartos em casa.

O novo estudo, no entanto, é o mais detalhado em relação às formas e efeitos dos infartos sofridos antes e durante a pandemia, assim como dentro e fora de hospitais. Foram avaliados 3.044 casos de paradas cardíacas, sendo 1.964 fora de hospitais e 1.080 que ocorreram em ambiente hospitalar.

Para avaliar os efeitos da Covid-19 nessas paradas do coração, os pesquisadores dividiram os registros em dois grupos: um pré-pandemia, formado pelos casos de 1º de janeiro até 16 de março de 2020 —quando o governo sueco decretou o início da pandemia no país— e de 16 de março em diante.

Os registros também foram divididos em paradas cardíacas fora de hospitais (OHCA, na sigla em inglês) e paradas cardíacas dentro de hospitais (IHCA, na sigla em inglês). Do total de casos OHCA, 88 (10%) eram de pacientes confirmados com Covid-19, e nos casos IHCA, 72 (16%) pacientes foram acometidos pela doença.

No caso dos pacientes que tiveram infartos fora do hospital, o risco de morte após 30 dias do evento foi quase quatro vezes maior do que no período pré-pandemia. Já os casos que ocorreram dentro de hospitais tiveram aumento de letalidade em 2,3 vezes.

Houve diferença significativa quando considerado o sexo do paciente. Homens que sofreram ataques cardíacos em casa tiveram risco de morte 4,5 vezes maior, enquanto foi o triplo para mulheres. Já dentro de unidades hospitalares, o risco de morte após parada cardíaca no caso dos homens foi 50% maior, mas mais de nove vezes para as mulheres.

A maior diferença, no entanto, foi no chamado desfecho de sobrevida: 83,4% dos pacientes que tiveram paradas cardíacas em casa e tiveram diagnóstico confirmado de Covid-19 morreram em menos de 24 horas. Antes da pandemia, 7,6% dos pacientes sobreviveram após 30 dias do evento.

Para aqueles que sofreram a parada nos hospitais, 23,1% dos pacientes com Covid-19 sobreviveram após 30 dias do infarto, comparado a 36,4% dos pacientes pré-pandemia. Mais de 60% dos pacientes com o vírus morreram em 24 horas.

De forma geral, frente a um quadro de parada cardíaca, existem alguns procedimentos adotados que podem ajudar a impedir um quadro letal, como massagem cardiorrespiratória, uso de desfibriladores, injeções de adrenalina ou, em casos mais sérios, intervenções cirúrgicas para implante de stents.

Em alguns casos, quando a parada cardíaca acontece em casa, a demora para chegar ao hospital e receber atendimento médico pode ser fatal. Os pesquisadores consideraram também o tempo de ocorrência do infarto até o atendimento.

Como resultado, nenhum dos casos de infartos sofridos fora dos hospitais de pacientes com Covid-19 sobreviveu após hospitalização, enquanto 36% dos casos que ocorreram no hospital tiveram alta após a parada cardíaca.

É difícil estimar do total de paradas cardíacas relacionadas aos efeitos da Covid-19 ou aquelas que seriam decorrentes de outros problemas secundários, mas a influência da infecção no sucesso de sobrevida ou não é evidente, diz Pedram Sultanian, aluno de doutorado na Universidade de Gothenburg (Suécia) e primeiro autor do estudo.

“Nosso estudo mostra claramente que infartos e Covid-19 são uma combinação letal. Pacientes com Covid devem ser monitorados intensivamente, e medidas para prevenir paradas cardíacas devem ser tomadas, como por exemplo o uso contínuo de monitores cardíacos nesses pacientes de alto risco.”

Como os pacientes com Covid-19 sofrem com falta de ar, uma das possíveis causas associadas com a alta mortalidade fora do ambiente hospitalar é o tratamento por massagem cardíaca simples, sem ventilação acessória (que pode ser o famoso “boca a boca”, se ocorrer fora de uma ambulância, ou o uso de balões de oxigênio nesses transportes).

“Embora a literatura mostre que a aplicação de massagem cardíaca simples por pessoas não-especialistas pode ser tão efetiva para a sobrevivência quanto a massagem associada à ventilação, isso parece não se aplicar para os casos de pacientes com Covid-19, uma vez que o principal sintoma apresentado por eles é a falência respiratória”, diz o artigo.

O estudo, porém, possui algumas limitações. Os dados se referem somente à região de Estocolmo (Suécia). O país, embora tenha sido um dos que sofreram com a pandemia, foi o único no continente europeu que não adotou um lockdown ou medidas mais duras contra a pandemia. As autoridades entenderam que seria melhor “deixar a pandemia rolar solta”, com a economia aberta, para atingir a chamada “imunidade de rebanho”.

Após diversas críticas, inclusive tendo em base a alta taxa de mortalidade por 100 mil habitantes (118,2, até o último dia 3 de fevereiro; no Brasil a taxa é de 107,2), o governo voltou atrás, mas já era tarde. Houve relatos de idosos morrendo em casa por não terem leitos nos hospitais.

O fato de os ataques cardíacos terem ocorrido em casa pode indicar que, mesmo sem as medidas restritivas, parte da população fez algum tipo de distanciamento social.

Mas podem, também, indicar um sistema de saúde pressionado e sem capacidade de assistência para esses pacientes, possivelmente evidenciado pelo fato que, até o momento de conclusão do estudo (em julho de 2020), nenhum paciente com Covid-19 que sofreu ataque cardíaco em casa sobreviveu.

FOLHAPRESS

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Economia

Guedes diz que mais de 30 milhões podem ter auxílio emergencial em 2021 se houver ajuste fiscal

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quinta-feira (4) que eventual pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial depende da criação de um novo marco fiscal que trave outros gastos do governo.

De acordo com o ministro, é possível que um novo pagamento da assistência atenda a metade do público original do auxílio. Desse modo, o número de beneficiados cairia de 64 milhões para aproximadamente 32 milhões. “Os invisíveis, esses nós estamos focalizando a ajuda. É possível, temos como orçamentar isso, desde que seja dentro de um novo marco fiscal, robusto o suficiente para enfrentar eventuais desequilíbrios”, disse.

Guedes afirmou que o governo está preparado para agir se a pandemia piorar, mas não deu parâmetros sobre essa piora. A ideia da equipe econômica é incluir uma cláusula de calamidade pública dentro da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, que traz gatilhos de ajuste fiscal em momentos de aperto financeiro. “Você aperta o botão da calamidade pública e podemos atender algumas coisas, travando outras. [É importante] manter a estabilidade fiscal porque se não vamos prejudicar mais ainda a população com inflação voltando, juros altos, crises”, disse.

O ministro afirmou que grande parte das pessoas que receberam auxílio em 2020 retornou para outros programas sociais, como o Bolsa Família. Por isso, não seria necessário pagar a assistência emergencial novamente a todos.

O ministro deu as declarações após reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que cobrou ações do governo na área social. “A pandemia continua e eu vim ao ministro Paulo Guedes externar a preocupação do Congresso com a assistência social, um socorro que seja urgente para ajudar as camadas mais vulneráveis da população”, disse.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O tal do SE …. !
    SE houvesse corte nas regalias desses semi-deuses !
    SE bandidos de colarinho Branco que rouba os cofres públicos fossem punidos exemplarmente !
    Etc….
    Nós brasileiros estamos é LASCADOS nas mãos destes políticos!!!

  2. Esse ministro CANALHA também disse que no governo do DOIDO o botijão de gás iria ser a metade do preço kkk na época era 40,00 . Fez o contrário DOBROU hoje é 80,00

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Economia

Brasil deve R$ 10,1 bilhões a organismos internacionais, mas só reserva R$ 2,2 bilhões

O Brasil precisa pagar R$ 10,1 bilhões a mais de cem organismos internacionais, considerando dívidas acumuladas e compromissos agendados para 2021. Apesar disso, o Orçamento proposto pelo governo só reservou R$ 2,2 bilhões para as entidades neste ano (ou 21% do necessário).

A restrição orçamentária deve agravar o cenário de inadimplência com as entidades internacionais, que cresceu de forma significativa no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). O quadro vem gerando alertas do Itamaraty, que vê riscos de prejuízos políticos e até sanções como a perda do direito a voto em discussões. O total a ser pago é resultado de R$ 6 bilhões em dívidas acumuladas até o fim de 2020 e outros R$ 4,1 bilhões em parcelas previstas para 2021.

Houve crescimento de 483% nas dívidas a organismos internacionais em 2019 e de 169% em 2020. Antes de Bolsonaro, entre 2015 e 2018, o avanço anual médio era de 24%.​ Os valores obtidos pela Folha mostram que cresceu também o número de entidades com recursos a receber. Em 2018, eram 10. Em 2019, 92. Em 2020, 107.

Estão na lista das pendências a ONU (Organização das Nações Unidas) e diferentes braços da entidade como OIT (Organização Internacional do Trabalho), OMS (Organização Mundial da Saúde), Unesco (voltada a educação, ciência e cultura) e FAO (alimentação e agricultura).

Há também blocos e organismos regionais (como o Mercosul e a Organização dos Estados Americanos), de segurança (como a Agência Internacional de Energia Atômica) e de aproximação entre nações (como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Também integram a lista instituições financeiras e seus braços, como BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e CAF (Corporação Andina de Fomento).

No momento, a maior dívida do país é com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), para quem o governo deixou de pagar R$ 1,59 bilhão em 2020. A falta de pagamento ao NDB foi a primeira desde sua criação em 2014, quando o país combinou com os demais integrantes do Brics aportes anuais no banco. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul têm 20% de participação na instituição, cada um.

O governo ainda deixou de pedir ao Congresso recursos suficientes para quitar a dívida com instituições como o NDB em sua proposta de Orçamento de 2021. E só reservou R$ 700 milhões, montante insuficiente para o aporte de R$ 1,8 bilhão previsto para este ano (sem considerar a dívida de R$ 1,59 bilhão de 2020).

A falta de pagamentos tem gerado cobranças e até ameaças das entidades, inclusive da própria ONU. Chandramouli Ramanathan, secretário-geral-assistente das Nações Unidas, afirmou ao Brasil em 2019 que poderia ser retirado o poder de voto do país no organismo.

A sanção está prevista no artigo 19 da Carta das Nações Unidas e nunca foi aplicada ao Brasil na história. O país pagou no fim daquele ano uma quantia mínima (de pouco mais de R$ 500 milhões) e garantiu o direito a voto.

O Ministério de Relações Exteriores afirma que o Ministério da Economia é responsável pelos pagamentos. Porém, ressalta que as pastas trabalham em conjunto “para evitar comprometer a atuação internacional do Brasil”.

O Itamaraty diz que as restrições fiscais do Orçamento têm afetado os pagamentos a organismos internacionais e que chama atenção do governo para os riscos.

“O Ministério das Relações Exteriores sinaliza regularmente os potenciais prejuízos políticos decorrentes da situação das contribuições brasileiras aos organismos internacionais, inclusive eventuais sanções, como a perda do direito de voto”, afirma o Itamaraty.

O Ministério da Economia diz que a participação em discussões bilaterais é algo de importância estratégica para o país e que pediu créditos adicionais para os pagamentos ao Congresso em 2020, mas que apenas parte dos recursos foi aprovada. Ainda assim, diz que nos últimos dois anos quitou R$ 3,99 bilhões em dívidas, mesmo com a prioridade à Covid-19. “Mesmo diante do cenário de restrições orçamentárias e financeiras, o Ministério tem como uma de suas prioridades a quitação dos compromissos brasileiros com organismos internacionais, e envidará esforços para que os recursos sejam devidamente previstos na Lei Orçamentária Anual de 2021”, afirma a pasta.

O ministério discute internamente a possibilidade de um remanejamento orçamentário de quase R$ 8 bilhões para os pagamentos neste ano, segundo relatos colhidos pela Folha. O objetivo é ao menos reduzir o passivo total. Para isso, é discutida uma mudança no projeto de Orçamento de 2021. O ministério estuda retirar uma trava do texto que limita remanejamentos a até 20% de outras ações para organismos internacionais. Isso permitiria maior poder de remanejamento ao Poder Executivo e ainda aumentaria as chances de serem recebidos recursos de outros órgãos, interessados nos pagamentos por entenderem que a medida beneficiaria as políticas das pastas.

FOLHAPRESS

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  1. Fiquem calmos esquerdopatas que em 2021 aquela bunda gorda do nhonho não vai sentar em cima de nenhum projeto do governo para travar a economia, tudo vai se resolver com projetos postos em pauta pelo congresso.

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Política

Lula indica que Haddad será candidato a presidente caso ele não possa concorrer em 2022

Lula sinalizou que, caso o STF (Supremo Tribunal Federal) não restitua os direitos políticos para que ele concorra à Presidência em 2022, defenderá que o PT escolha Fernando Haddad como candidato. Os dois inclusive pretendem retomar em breve viagens pelo Brasil, indo a alguns lugares juntos e fazendo também roteiros separados. Em fevereiro, Haddad deve ir a Minas Gerais.

Nesta semana o ex-prefeito de São Paulo já passou quatro dias em Brasília, em reuniões com deputados, senadores e com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.​

As primeiras viagens devem ter agendas mais restritas por causa da epidemia do coronavírus. A sinalização encerra as dúvidas sobre quem Lula apoiaria caso de não possa se candidatar.

A decisão final sobre os direitos políticos de Lula será do STF, que deve julgar, neste semestre, se o processo contra ele no caso do tríplex foi conduzido de forma parcial pelo ex-juiz Sergio Moro —e portanto deve ser anulado.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Tem que ser o ladrão!!
    Perdeu pra Fernando Collor e duas vezes pra FHC em primeiro turno.
    Bota esse ladrão condenado em duas instâncias logo pra apanhar, só assim abaixa de vez a crista dele e dos esquerdistas corruptos.
    Tem que ser o ladrão.

  2. Que venha o ladrão do Lula, no debate eleitoral vai ser muito hilário ver o cachaça tentando se defender.
    Com o discurso que ajudou o pobre.
    Que todos sabemos que foi o aumento de desempregados sem poder de compra até de alimentos.
    Em breve com os projetos aprovados do governo federal essa realidade dos mais pobres irá melhorar.

  3. O ideal seria Lula e Ciro, pedimos a Deus que as condenações sejam anuladas (condenações fabricadas pela quadrilha de curitiba).
    Na minha opinião, Haddad seria vice de Ciro.

  4. Vai ser igual a 2018, com Lula ou sem, o PT não ganha mais. Vai pro 2 turno e perde. A oposição é burra, o único candidato que pode vencer Bolsonaro é Moro, segundo as pesquisas.

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Política

ACM Neto já é cotado para vice de Bolsonaro em 2022

A afirmação de ACM Neto à Folha, de que não descarta estar com Jair Bolsonaro na eleição de 2022, alimentou a possibilidade, no DEM, de o ex-prefeito de Salvador ser candidato a vice na chapa do presidente à reeleição.

A hipótese, dizem políticos próximos do ex-prefeito, começa a ser aventada, mas dificilmente prosperaria. O foco dele estaria em ganhar a eleição de governador da Bahia no próximo ano.

FOLHAPRESS

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Política

Frente anti-Bolsonaro remói nova derrota após eleição da Câmara e prevê obstáculos para 2022

O naufrágio do bloco que apoiava Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara expôs os entraves para a formação de uma frente ampla de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição de 2022. A união de diferentes ideologias, com caciques de MDB, PT, PDT, PSB, PC do B, Cidadania, Rede, PV, PSDB, DEM e PSL —os dois últimos acabaram abandonando o barco—, foi vista como um ensaio da tal frente, que já fracassou outras duas vezes.

Mas, na segunda-feira (1º), quando o governista Arthur Lira (PP-AL) derrotou Baleia, contando com implosões e rachas nos partidos que apoiavam o emedebista, o recado foi que as siglas e os deputados definem seu lado mais com base em vantagens pragmáticas para se reelegerem, como verbas e cargos, do que pela convicção de derrotar Bolsonaro.

Deputados ouvidos pela Folha acreditam ser difícil uma união de esquerda, centro e direita moderada em uma candidatura presidencial única em 2022, mas avaliam que o segundo turno, dependendo de quem nele estará, pode forçar isso. Especialistas concordam que o sistema partidário e eleitoral não dá incentivos para que haja uma frente ampla, pelo contrário: o natural é que diferentes partidos lancem seus projetos ao menos no primeiro turno. O consenso em Brasília e na academia é que os cenários para 2022 não podem ser cravados agora, pois tudo depende de como o governo vai se comportar e de como as crises econômica e sanitária irão afetar a popularidade do presidente.

A força ou fraqueza eleitoral de Bolsonaro, o tamanho da oposição e o nível de entendimento sobre ele representar uma ameaça à democracia são fatores que poderão unir os partidos para derrotá-lo ou, ao contrário, fazê-los seguir fragmentados.

Parlamentares mais otimistas veem, sim, possibilidade de frente ampla em 2022, seja num segundo turno, seja numa redução de candidaturas no primeiro —uma de centro-direita, uma de centro-esquerda e Bolsonaro. De forma geral, porém, deputados avaliam como positiva a união em torno de Baleia. O episódio teve o mérito de criar um diálogo entre siglas distantes.

Parlamentares ouvidos pela reportagem preveem que haverá no Congresso uma união da oposição ao governo, do PSOL ao PSDB, sobretudo para barrar pautas como ampliação do armamento, ensino domiciliar e brechas para violência policial. Mais do que isso: creem que esse bloco vai crescer conforme Bolsonaro não consiga entregar cargos e emendas prometidas ao centrão ou enterre de vez sua popularidade com crises agudas.

Já quando o assunto for economia e reformas, a esquerda deve ficar sozinha na oposição, com alas oposicionistas de partidos como PSL, DEM e PSDB aderindo à pauta do ministro da Economia, Paulo Guedes. O tema do impeachment só sai do banho-maria, dizem parlamentares, se a vacinação proporcionar mobilização de massa.

A frente ampla já sucumbiu anteriormente devido a diferentes atores. A primeira tentativa foi ainda no segundo turno de 2018, mas Ciro Gomes (PDT) viajou a Paris, e João Doria (PSDB) aderiu ao voto Bolsodoria.

Em meados de 2020, na pandemia, quando a postura de Bolsonaro já indicava prejuízo à saúde pública, foi a vez de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) jogar água fria nos manifestos contra o presidente afirmando não ser “maria vai com as outras” e se recusando a estar ao lado de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Na eleição municipal do ano passado, partidos de esquerda se uniram no primeiro turno somente em Florianópolis e Belém (sem o PSB); enquanto frentes contra bolsonaristas só se formaram no segundo turno no Rio de Janeiro e em Fortaleza. Na eleição da Câmara, o ônus ficou com DEM e PSL, que saíram do bloco de Baleia, rumo que o PSDB quase tomou.

Na esquerda, o PSOL foi criticado por lançar candidatura para marcar posição enquanto Baleia tinha chances reais de derrotar Bolsonaro. Agora, o partido reforça a opinião de que a esquerda tem que ter candidatura própria e não pode contar com a oposição de direita —o PT ainda defende a postura pragmática como a correta naquele momento. O movimento do DEM o aproximou do governo. À Folha, o presidente da sigla, ACM Neto, afirmou que não descarta apoiar a reeleição de Bolsonaro em 2022. Mas se mantêm abertas as possibilidades de apoiar PSDB, MDB e Cidadania, com Doria ou Luciano Huck, ou PDT e PSB, com Ciro.

O desafio da unificação existe também na esquerda, onde PSOL e PT podem não abrir mão de candidatura própria. Lula é ficha-suja, mas poderia ser candidato caso o Supremo Tribunal Federal julgue Sergio Moro parcial e anule suas condenações.

Entre os otimistas em relação à frente ampla está o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP), que vê chance de que a união da oposição se estenda a 2022. “Não é fácil unificar, mas se iniciou a discussão para o amadurecimento de que precisamos de uma alternativa. A candidatura do Baleia foi um marco, é uma chama que se acendeu e deve ser levada adiante.”

O líder do PSDB na Câmara, Rodrigo de Castro (MG), afirma que o partido resistiu com Baleia apesar das pressões e que o movimento a favor de Lira se deve à sua boa articulação e ao pragmatismo de alguns deputados, mas não enfraquece a oposição. Para ele, se os partidos não estarão juntos no primeiro turno, ao menos “quebraram o gelo” para um eventual segundo. “Há um ano não tinha esse diálogo e hoje tem.”

Fora do campo eleitoral, os deputados já dão exemplos da manutenção da unidade da oposição, já que todos agiram em conjunto contra a determinação de Lira de deixá-los de fora da Mesa Diretora.

Carlos Zarattini (PT-SP) diz que as alas de DEM e PSDB fiéis a Rodrigo Maia (DEM-RJ) agora estão marcadas como oposição e que o autoritarismo de Lira exigirá que todos joguem juntos na Câmara —embora acordos para 2022 não sejam possíveis na visão dele.

Elmar Nascimento (DEM-BA), que aderiu a Lira, afirma que antecipar 2022 para a eleição da Câmara foi um equívoco e que o cenário das urnas só será discutido no ano que vem. Para ele, o discurso de que o bloco de Baleia era uma frente contra Bolsonaro foi uma estratégia de Maia para obter a adesão da esquerda.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, e o líder do partido na Câmara, André Figueiredo (CE), acham possível a adesão do DEM a Ciro, mas veem o PT fora da aliança.

Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), é necessário haver ações conjuntas de partidos e da sociedade civil contra Bolsonaro, “mas isso não projeta imediatamente soluções para 2022”.

A cláusula de barreira, a necessidade de fazer uma boa bancada de deputados, a eleição em dois turnos e a quantidade de partidos no país dificultam uma frente ampla, avaliam os professores Marta Arretche, da USP, e Felipe Nunes, da UFMG e diretor da consultoria Quaest. “Os incentivos institucionais obrigam os partidos a lançar candidatura no primeiro turno. É um atributo do próprio sistema”, diz Nunes.

“A ideia de formar uma grande frente contra Bolsonaro é inspirada em Joe Biden, nos EUA, mas nosso sistema é diferente. Bolsonaro montou uma coalizão de sustentação, mas não revelou até agora habilidade necessária para manter coesa a situação, e o tamanho da oposição vai depender dos movimentos que ele fizer”, afirma Arretche.

FOLHAPRESS

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Saúde

Fabricante de Invermectina diz que até o momento não se tem comprovação da eficácia do medicamento contra Covid-19

A empresa farmacêutica Merck, responsável pela produção da Ivermectina, divulgou nesta quinta-feira (4), um comunicado em seu site afirmando que o medicamento não funciona para o tratamento da Covid-19.

No texto, a farmacêutica informa que os cientistas da empresa continuam examinando cuidadosamente as descobertas de todos os estudos disponíveis de ivermectina para o tratamento de Covid-19, buscando evidências de eficácia e segurança. Mas ressalta que, até o momento, a análise feita por eles identificou:

– Nenhuma base científica para um efeito terapêutico potencial contra Covid-19 de estudos pré-clínicos;

– Nenhuma evidência significativa para atividade clínica ou eficácia clínica em pacientes com doença Covid-19, e;

– A preocupante falta de dados de segurança na maioria dos estudos.

Ainda segundo o comunicado, a farmacêutica não acredita que “os dados disponíveis suportem a segurança e eficácia da ivermectina além das doses e populações indicadas nas informações de prescrição aprovadas pela agência reguladora.”

ESTADO DE MINAS

Opinião dos leitores

  1. Vcs acreditam que o fabricante iria dar um depoimento desses? Vendendo como nunca. Toma quem quer.

  2. Eita! Vai ver que o fabricante do remédio não sabe ler pesquisas! Só pode! Ah, já sei, o fabricante do remédio eh petista, comunista, socialista! Só pode! Ah, deve ser pq o fabricante do remédio não sabe ler as publicações científicas na língua nativa ! Como o meu MINTOmaníaco disse que fazia efeito, tá dito ora! Muuuuu

    1. Imbecíl de codinome pixuleco, manoel, santos, cidadão…, Zé gado… Outros, a exemplo da rezadeira que curava pela fé, a invermectina, pelo fato de não ter ainda uma droga eficaz contra covid, é a que melhor faz ao homem, pois diminui a carga de parasitas(seus irmãos) e não tem efeitos colaterais. Logo, essa sua implicância é tão desnecessária e perniciosa quanto um ateu falando merda num ato religioso, portanto cala-te, e não braveje tua ignorância ao léu, veja que o universo conspira contra espíritos nocivos de porco feito você, onde o mal que está em volta de ti, é só o que estás a plantar através desses comentários equivocados e bestiais.

    2. Meu caro Manoel, o mundo é um lugar complexo, não é mesmo? Para a maioria das pessoas é difícil enxergar o quadro inteiro, conhecimento vale prata e informação vale ouro. Vou dar 3 informações que talvez ajudem o seu juízo e faço na esperança de ajudar outros também: 1) tratamento com Ivermectina custa R$35 – não há controladora da patente, portanto a manchete é estranhamente tendenciosa, qualquer laboratório é "fabricante" de Ivermectina em potencial; 2) Merk é um laboratório com parcerias BILIONÁRIAS com o Gilead; 3) O Gilead é o laboratório que detém a patente do Remdesivir (indicado no tratamento da COVID19), mas o tratamento com este segundo custa cerca de R$12.700,00;
      Tirem suas próprias conclusões.

      Fontes:
      https://www.bloomberg.com/news/articles/2020-09-15/gilead-and-merck-s-billion-dollar-bets-face-tests-as-ink-dries
      https://veja.abril.com.br/saude/coronavirus-quanto-custara-o-tratamento-com-remdesivir/

    3. Tertu, sei que eh difícil vc compreender, mas pro remédio fazer efeito contra a covid não quer dizer q ele tenha q ser barato ou milagroso. Se vc não concorda com a matéria ou com o laboratório que fabrica o medicamento, isso não eh problema meu… Se vc quer acreditar que funciona eh problema seu. Sei que não existir tratamento precoce e barato pra covid eh algo ruim, mas a culpa não eh minha… Como também não tenho culpa do MINTOmaníaco do nosso presidente ter espalhado que existe tratamento com ivermectina cloroquina e tal… Acredita nele quem quer! Eu não uso codinome, não preciso me esconder . Talvez vc por usar vários codinomes deve achar que outros fazem o mesmo… Saia dessa bolha cara!

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