Enquanto grande parte do mundo mantém as escolas abertas mesmo durante a alta recente dos casos de Covid-19, o Brasil pode se tornar a exceção.
Em vários países da Europa, foi decretado “lockdown” nas últimas semanas por causa da escalada no número de infectados. Bares e academias de ginástica foram fechados —mas os colégios se mantiveram abertos e os alunos continuam a ter aulas presenciais.
Na Ásia, a maioria dos países reabriu as escolas há mais de seis meses e não voltou a fechá-las. Nos Estados Unidos, que registraram 2.706 mortes em 3 de dezembro, recorde em um único dia, em apenas 9 de 50 estados os governos locais determinaram algum grau de fechamento das escolas. Desses, só 3 estados estabeleceram fechamento total. Na maior parte dos casos, porém, a decisão fica a cargo dos distritos.
Apenas o Brasil e alguns países da América Latina e da África ainda não reabriram ou estão revertendo a abertura parcial das escolas. Relatório da OCDE (organização dos países desenvolvidos) do começo de setembro mostrava que o Brasil estava entre os países com mais tempo sem aula. Naquele momento, apenas 8 de 46 nações avaliadas ainda mantinham seus colégios fechados.
No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e o governador em exercício Cláudio Castro (PSC) anunciaram na sexta-feira (4) que as escolas municipais voltarão a fechar as portas por causa da explosão de casos da doença, enquanto shoppings poderão funcionar 24 horas por dia.
Em São Paulo, a capital e outras regiões regrediram para a fase amarela, o que restringiu horários de comércios e serviços. Mas o governo estadual não mudou a orientação para as escolas: continuam autorizadas a abrir parcialmente.
No entanto, a decisão final cabe aos municípios —e somente 219 de 645 seguiram a orientação. Na capital, por exemplo, estão liberadas aulas regulares para o ensino médio e apenas atividades extracurriculares para educação infantil e ensino fundamental.
Rio Grande do Sul e Espírito Santo também anunciaram que manterão as escolas abertas mesmo em fases mais restritivas. Ceará, Pernambuco e Sergipe estudavam medidas semelhantes.
O Ministério da Educação, que tem sido criticado por sua ausência no enfrentamento dos reflexos da pandemia na educação pública, reluta em homologar uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que recomenda que o ensino remoto seja mantido ao longo de 2021.
FOLHAPRESS

É as escolas devem ser as principais culpadas pelo aumento de casos, então vamos fechar as escolas para dar mais tempo das crianças irem aos parques, circos, bares, restaurantes, shoppings, para as casas dos avós, etc, quem sabe até dar um jeito de aparecer uma capanha política no meio (o tempo da política sim que era bo, não tinha corona…) , pra que estudar se a vida pode ser tão divertida sem escola…. uma pena quem pensa assim, más fazer o que, isto é Brasil.
E esse não será um dos fatores que os EUA batem recordes atrás de recordes de infecção e de mortos diariamente?