Economia

Guedes cobra veto a aumento a servidores públicos: ‘Não assaltem o Brasil’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu nesta sexta-feira (15) que seja mantido pelo Congresso o eventual veto presidencial ao trecho que permite o reajuste de servidores públicos incluído no pacote de auxílio aos estados e municípios em virtude do coronavírus.

Ao votar a medida, os parlamentares aprovaram o trecho que colocava o congelamento dos salários como contrapartida para a ajuda federal, mas excluíram várias categorias desta regra. “Precisamos da contribuição do funcionalismo público. Dezenas de milhões de brasileiros estão sendo demitidos, milhares de empresas estão fechando. Só estamos pedindo uma contribuição”, afirmou Guedes.

O ministro afirmou que o governo rejeitou movimentos que pretendiam ir além, cortando até 20% do salário do funcionalismo. “Por favor, enquanto o Brasil está de joelhos, nocauteado, tentando sobreviver, não assaltem o Brasil”, disse o ministro.

Guedes também falou sobre os governadores e sobre o Congresso Nacional, ainda no bojo do assunto envolvendo o anúncio. Ele criticou os pedidos para a extensão do auxílio federal combinado à possibilidade de conceder aumento a servidores. “E vamos nos aproveitar de um momento como esse, da maior gravidade, de uma crise de saúde, e vamos subir em cadáveres para fazer palanque?”, afirmou.

A respeito do Legislativo, o ministro pediu que o veto, caso o presidente Jair Bolsonaro realmente o faça, seja mantido pelos deputados e senadores. “O que adianta um presidente vetar, se quando ele veta, o Congresso derruba. É para que isso? É para impor uma derrota política ao presidente, é para desorganizar a economia brasileira, é para transformar em guerra eleitoral um gesto de grandeza nosso de mandar recurso a guerra da saúde?”, criticou.

Ele afirmou não estar criticando nem o Congresso nem as categorias de servidores. A respeito das votações no Legislativo, ele afirmou, em referência à aliança recente do presidente Jair Bolsonaro com os partidos do chamado “Centrão”, que está em curso um acordo sobre programas de governo para a formação de uma base aliada mais sólida.

Ao lado do ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, Paulo Guedes afirmou que houve um erro de interpretação a respeito de “um PAC mais fundo”, em referência ao Programa Pró-Brasil, anunciado pelos ministros militares há duas semanas.

Guedes afirmou que o programa foi entendido como um aprofundamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), adotado no governo dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e não seria. “Não foi isso que a Casa Civil falou, que o presidente falou, que o general Ramos (ministro da Secretaria de Governo) falou”.

No entanto, em seu anúncio, Braga Netto defendeu um eixo de investimentos públicos para a recuperação da economia brasileira após a pandemia da Covid-19. O ministro da Economia afirmou que os temores de que o Brasil poderia voltar a seguir um rumo de mais expansão dos gastos públicos afastaram investidores.

CNN BRASIL

Opinião dos leitores

  1. Assaltantes são ele e os políticos corruptos que vivem explorando o povo trabalhador a cada quatro anos, usam a boa fé do brasileiro, iludem o povo que chegou ao ponto de eleger um doente mental que está há 500 dias incitando a violência.
    O servidor não pode ser chamado de assaltante por um safado desse representante dos banqueiros.
    É triste sabermos que podemos passar quase três anos ainda dá com este grupo de safados tentando jogar os servidores contra a sociedade.
    Porque ele não cortada própria carne e abre mão das beneces que tem como ministro, o povo precisa reagir contra essas agressões gratuitas, graças a Deus eu não votei nesse miliciano.

  2. Ele cobra o veto, mas quem tem o poder de veto é o chefe dele. Se nao houver o veto, ele está dizendo que o presidente vai estar assaltando o Brasil. Fogo amigo.

  3. O contribuinte brasileiro é muito acomodado a folha salarial do setor público é um caso de polícia é pior com muitas distorções salariais.

  4. Eu de vez em quando falo que as pessoas achincalham muito a política, mas a posição mais honesta é a do político, sabe por quê? Por que todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir voto. O concursado não. Se forma na universidade, faz um concurso e tá com um emprego garantido para o resto da vida"

  5. Manda Guedes ir tomar naquele canto.

    Se ele quiser ficar é como quer o Mito. Ele foi eleito e é quem deve mandar.

    Se tiver incomodado é só pedir para sair, como fez os outros.

    1. Esse mito não se sustenta por mais 3 meses.tinha tudo na mão para acertar.ninguém lhe dá ouvidos.

  6. Um banqueiro falar em assaltar o Brasil,, realmente é uma grande piada. Ele devia falar em 1 trilhão de empréstimo aos bancos.

  7. Tem categoria Que precisa ser diminuído o salário e outros que precisa de ajustes.
    Cada caso é um caso .

  8. Quem assalta o Brasil não é funcionário público. Os maiores assaltantes são os políticos, desde os vereadores, deputados estaduais, prefeitos, deputados federais, senadores, ministros, presidente da república etc. Querem reduzir o salário dos empregados ou congelar, mais não falam nos salários destes políticos.

    1. Concordo, mas tem muitos funcionários públicos escorchando os governoS com salários muito acima da capacidade de pagamento dos governos, que convivem com uma população com renda média mil reais, enquanto temos milhares de funcionários públicos com salários acima de 20/30 mil. Uma vergonha, um tapa na cara daqueles q vivem com fome. Funcionário público no Brasil, não poderia ganhar mais de 15 mil

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Economia

Citada como exemplo, Suécia nega que vida siga normal e prevê forte queda do PIB

Apontada como referência por analistas e dirigentes que relutam em aceitar medidas de isolamento social mais duras para conter a progressão da pandemia da Covid-19, entre eles o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a Suécia é um dos poucos países em que cafés e restaurantes estão abertos, escolas para alunos abaixo de 16 anos funcionam e onde amigos e parentes ainda podem se reunir. Mas essa imagem de “normalidade controlada” frente ao novo coronavírus é algo que nem mesmo o governo quer levar adiante — pelo contrário.

— A vida não está correndo de maneira normal na Suécia — afirmou o primeiro-ministro, o social-democrata Stefan Löfven, em uma tensa entrevista coletiva nesta sexta-feira.

Diante dos jornalistas, o premier rejeitou a ideia de que seu governo esteja adotando uma visão “suave” para enfrentar a pandemia, uma acusação reforçada pelos números.

Desde o surgimento do primeiro caso, em março, a Suécia registrou 3.646 mortes e quase 30 mil infecções. Em números absolutos, o país de pouco mais de 10 milhões de habitantes está distante de nações mais populosas como a Espanha, a Itália ou o Reino Unido, mas se situa entre os que registram o maior número de mortes para cada milhão de habitantes: 346,55.

Quando comparado a seus vizinhos escandinavos que têm modelos semelhantes de desenvolvimento social e adotaram medidas mais estritas de isolamento, a diferença salta aos olhos: na Dinamarca, são 10 mil casos e 537 mortes. Na Finlândia, 6 mil casos e 293 mortes. Na Noruega, que já começa a retomar as atividades, 8 mil infecções e 232 mortes.

Estratégia polêmica

Ao contrário da maior parte dos países, a Suécia manteve abertos estabelecimentos comerciais, como academias, restaurantes, cafés e casas noturnas, ao mesmo tempo em que recomenda ações individuais de proteção, como o distanciamento de “um braço” entre as pessoas em locais fechados e dois metros nas ruas.

As autoridades ainda vetaram reuniões de mais de 50 pessoas, fecharam instituições de ensino para alunos de mais de 16 anos e pediram que viagens não essenciais fossem adiadas. Empresas incentivam seus empregados a trabalhar de casa, e qualquer pessoa que tiver sintomas parecidos com os da Covid-19 precisa ficar em casa.

A política depende muito da noção de responsabilidade dos cidadãos, que estão ficando em casa por iniciativa própria. As ruas estão mais vazias, assim como os bares, restaurantes e mercados. O uso de máscaras não é obrigatório, mas elas estão cada vez mais visíveis nas cidades. Na prática, o país passa longe da normalidade sugerida na quinta-feira por Bolsonaro.

— Fundamentalmente, as medidas da Suécia diferem apenas de outros países em dois aspectos: não fechamos creches e escolas para crianças mais novas e não implementamos uma regulamentação que obrigue os cidadãos a permanecer em suas casas — afirmou ao GLOBO a embaixadora da Suécia no Brasil, Johanna Brismar Skoog. — A população sueca confia nas autoridades públicas e acredita que elas agem em prol do interesse público. As autoridades também têm um alto nível de confiança nos cidadãos para seguir seus conselhos.

Por trás dessa estratégia está o epidemiologista Anders Tegnell, ligado à Agência de Saúde Pública, o órgão responsável por emitir as recomendações ao público e que possui independência para adotar as medidas que achar adequadas — leia-se, sem interferência política.

Apesar de rejeitar publicamente a noção de “imunidade de rebanho”, que toma como princípio a ideia de que a população, ao ser exposta ao vírus, vai desenvolver imunidade a ele, Tegnell afirma que “já vê muitas pessoas imunes em Estocolmo”, e que isso terá um efeito positivo mais à frente. Não há confirmação científica de que pessoas que já tiveram a Covid-19 estejam imunes a novas infecções — a Organização Mundial da Saúde diz que esse é um “conceito perigoso”.

O epidemiologista afirma que o fechamento completo de uma sociedade “põe mais estresse na economia”, e que o caminho adotado pela Suécia é “mais aceitável pelas pessoas em geral”. E, seguindo o discurso do governo, ressalta que as pessoas estão evitando o contato social por iniciativa própria.

—  Há um alto nível de aderência às recomendações da Agência de Saúde Pública da Suécia, às vezes até maior do que nos países com bloqueios totais e obrigatórios. De acordo com uma pesquisa recente, 87% das pessoas com mais de 70 anos seguem as recomendações da Agência de Saúde Pública e se isolam, por exemplo — afirmou a embaixadora Johanna Brismar Skoog.

Questionamentos

Essa alta aderência às recomendações não significa necessariamente que todos os suecos concordam com a forma como o país está enfrentando a pandemia. Uma pesquisa da Universidade Lund, divulgada no fim de abril, mostra que 51% da população acredita que as ações são adequadas, enquanto 31% acham que deveriam ser mais incisivas e 18% se dizem neutros. O maior apoio é das pessoas com mais de 70 anos, justamente a parcela da população que precisou ficar em casa — entre os mais jovens, a ideia de uma quarentena é a mais popular.

— Há uma minoria considerável que gostaria de ver uma abordagem diferente, mais dura. Os críticos também indicaram que a Suécia não está realizando testes suficientes e não está desenvolvendo aplicativos para rastrear os infectados. Outros ainda criticaram a agência pública de saúde por não explicar por que eles não consideraram ações alternativas contra a pandemia — afirmou ao GLOBO um dos autores da pesquisa, Erik Wengström, professor de Economia na Escola de Economia e Administração da Universidade Lund.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Tem pessoas incapazes de pensar e só sabem repetir as falas do presidente. Acredito qur esse pessoal cair de quatro, não levanta mais.

  2. Não fizeram lockdown para preservar a economia.
    Resultado: morreu 4 vezes mais gente que nos vizinhos e a economia foi pro saco do mesmo jeito.

    1. Não vi nenhuma mentira, a Suécia não decretou lockdown nem isolamento horizontal, adotou o isolamento vertical o qual Bolsonaro sempre defendeu, manter os grupos de riscos em isolamento e o restante da sociedade com medidas de proteção, restringir aglomerações, medidas de higiene, máscaras, etc.

    2. E o presidente não para de mentiras e desculpas esfarrapadas!

    3. Luciano, vc não viu nenhuma mentira pq não consegue ver além, mas vou te ajudar: populaçao -Suécia 8Milhoes Brasil 210Milhoes,
      Cultura: Suecia(ja possui uma cultura de distanciamento natural imposta pelo clima muito frio. Brasil: povo caloroso que adora festa, igreja, shoppings todo mundo junto. IDH nem preciso falar entao desculpa mas nao da pra comparar… agora se o presidente insiste em comparar, vamos lá: politicos suecos: salarios comuns aos da iniciativa privada, sem auxilio moradia, andam de transporte publico e seguem uma vida comum aos demais cidadaos. Da pra comparar não né?

    4. Comecem a comparar Suécia e Brasil, quero ver se conseguimos fazer algo parecido com eles.

    5. Mesmo com as medidas menos restritivas ainda vai ter queda no PIB. A mentira sobre a economia no nosso país citada pelo presidente e seu ministro Guedes, mostra o quanto eles são incompetentemente

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Judiciário

STF manda Justiça comunicar Bolsonaro de ação sobre impeachment

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, despachou comunicado ao Palácio do Planalto nesta sexta, 15, para informar o presidente Jair Bolsonaro do processo em tramitação na Corte que envolve um pedido de impeachment apresentado contra ele. A determinação do decano também abre espaço para Bolsonaro se manifestar e contestar a ação, caso queira.

O processo foi apresentado pelos advogados José Rossini Campos e Thiago Santos Aguiar com o objetivo de cobrar, pela Justiça, que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), analise um pedido de afastamento protocolado por eles em março.

Após receber o caso, Celso de Mello pediu a inclusão de Bolsonaro no processo e ‘prévias informações’ a Maia sobre o pedido de impeachment questionado. Em resposta enviada nesta semana, o presidente da Câmara pediu a rejeição da casa ao avaliar que o afastamento é uma ‘solução extrema’ e pontuar que não há norma legal que fixe prazo para a avaliação dos pedidos protocolados no Congresso.

“O impeachment é uma solução extrema: o primeiro juiz das autoridades eleitas numa democracia deve ser sempre o voto popular. A Presidência da Câmara dos Deputados, ao despachar as denúncias contra o chefe do Poder Executivo, deve sopesar cuidadosamente os aspectos jurídicos e político-institucionais envolvidos. O tempo dessa decisão, contudo, pela própria natureza dela, não é objeto de qualquer norma legal ou regimental”, frisou Maia.

A decisão pelo arquivamento ou não da ação cabe ao relator do caso, ministro Celso de Mello.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Pessoal poupem vossos comentários inúteis, tanto os minios como os mortaNdela, esse tal de impitima aí e os outros 30 que deram entrada, não vai dar em nada, Eu aposto um Litro de Ypioca 12 anos pra tomar nós tomarmos com Lula, se o doído for cassado.

  2. É tudo farinha do mesmo saco, por muito mesmo do que esse insano vem fazendo o congresso cassou Dilma. Agora repito as palavras do meu pai, filho longe de política são todos um bando de nojentos.
    Não mudou nada em nosso país, só trocaram as figurinhas. A corrupção esta a galope sendo arrastada pelo coronavirus.

  3. Olha só os cargos distribuídos com o Centrão fazendo efeito! Quem te viu, quem te vê…

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Economia

RN tem crescimento recorde de desocupados em início de ano

No Rio Grande do Norte, 46 mil pessoas tornaram-se desocupadas (sem emprego formal nem informal) no início de 2020. Esse é o maior crescimento no estado, para um primeiro trimestre, desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua foi criada em 2012. Os dados foram divulgados hoje (15) pelo IBGE.

No total, o estado registrou 237 mil desocupados no primeiro trimestre de 2020, enquanto que no último trimestre de 2019 havia 191 mil. Em relação a todos os outros trimestres, o crescimento é o terceiro maior da série histórica do RN.

A alta de 24% de desocupados nesse período também é a quinta maior entre as unidades da federação. Apenas Mato Grosso (34,4%), Maranhão (32%), Alagoas (25%) e Tocantins (24,6%) superam o estado potiguar. No Brasil, 12 unidades da federação cresceram neste aspecto.

O número de desocupados no trimestre de janeiro a março de 2020 representa 15,4% das pessoas que estão na força de trabalho no RN. Também é a terceira vez que a desocupação ultrapassa o nível de 15% no estado.

Região Metropolitana

Do total de 237 mil pessoas desocupadas, 110 mil moram na Região Metropolitana de Natal e 62 mil no município capital. A taxa de desocupação da Grande Natal foi de 14,4%, e da capital, 13,8%.

Jovens

A taxa de desocupação dos jovens potiguares, de 18 a 24 anos, chegou a nível recorde: 36%, o maior desde 2012. Nesse grupo, a taxa era 30% no último trimestre de 2019. A quantidade de desocupados nessa faixa de idade variou de 61 mil, no final de 2019, para 81 mil nos primeiros três meses de 2020.

Informalidade

No RN, 45% dos trabalhadores estão na informalidade, a menor taxa do Nordeste. Esse percentual representa 586 mil pessoas. Pernambuco (48%) tem a segunda menor taxa da região. Na liderança da informalidade, está o Maranhão (61,2%).

São considerados trabalhadores informais aqueles que atuam no setor privado e não possuem carteira assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem CNPJ; trabalhador por conta própria sem CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar.

RN tem segunda maior queda de empregados sem carteira assinada do Brasil no primeiro trimestre de 2020
Das oito unidades da federação com diminuição de empregados sem carteira assinada no setor privado, o Rio Grande do Norte apresentou uma queda de 14,2% no primeiro trimestre de 2020 se comparado com último de 2019.

No trimestre de outubro a dezembro de 2019, o número de empregados sem carteira assinada no mercado de trabalho potiguar era de 216 mil. Nos primeiros três meses de 2020, esse número chegou a 186 mil. Só o Amapá (- 14,2%) teve uma queda maior que o Rio Grande do Norte nesta análise.

Na comparação do primeiro trimestre de 2020 com o primeiro de 2019, essa categoria de emprego se manteve estável no Rio Grande do Norte. A redução dos empregos sem carteira assinada no primeiro trimestre é comum, em razão da dispensa de trabalhadores contratados temporariamente para atender à demanda do fim do ano anterior.

AGORA RN

Opinião dos leitores

  1. Obrigado Fátima pelo sua quarentena sem fim e sem resultado. Já começou a aparecer os resultados.

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Judiciário

Bolsonaristas ‘cutucam’ STF com vara curta e podem prejudicar o presidente

Apoiadores de Jair Bolsonaro podem prejudicar mais do que ajudar seu ídolo. Nesta sexta (15), centenas deles se reuniram na Praça dos Três Poderes para dar vivas ao presidente e gritar contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso. Não é atitude inteligente: nada atiça mais o corporativismo no STF. Além disso, o protesto cutuca com vara curta o ministro Celso de Mello, que neste fim de semana deve selar o destino de Bolsonaro, no caso das denúncias do ex-ministro Sergio Moro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Celso Mello nunca escondeu sua antipatia por Bolsonaro, mas será dele a decisão que pode selar o destino do presidente.

Mello decidirá se joga no lixo o vídeo da reunião do dia 22 ou vê agulha em palheiro e abre processo que pode custar o mandato a Bolsonaro.

Decano do STF, que se aposenta em 1º de novembro, Celso de Mello tem revelado pressa incomum ao fixar prazos curtos, no inquérito.

DIARIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. Os brasileiros q ainda raciocinam tem o dever cívico de sepultar o bolsopetismo nas urnas na próxima eleição.

  2. 99% por cento evangélicos, podem identificar, esses são piores q sindicalista, cut, mst, professores inuteis e estudantes acéfalos

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Saúde

Opções de Bolsonaro para Saúde vão de médica pró-cloroquina ao Centrão

O presidente Jair Bolsonaro tem dificuldades para definir o novo ministro da Saúde, mas não por falta de opções. Ele novamente tentou levar ao cargo a médica Nise Yamaguchi, defensora do uso da hidroxicloroquina, mas dispõe de opções que tem sobre a mesa. Como o almirante Luiz Fróes, diretor de Saúde da Marinha, ou ainda Osmar Terra, ex-ministro, médico e deputado pelo MDB-RS. E ainda “corre por fora” o “Centrão”, grupo majoritário no Congresso cujo apoio Bolsonaro tenta sacramentar. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Claudio Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, que gerencia o hospital, é cotado.

O “nº 2” de Nelson Teich, general Eduardo Pazuello, é uma das opções mais fáceis para Bolsonaro. Na prática, já atua como ministro.

DIARIO DO PODER

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Economia

56% apoiam o congelamento de salários de funcionários públicos e só 15% aprovam o congresso, aponta pesquisa

Pesquisa DataPoder360 mostra que 56% dos brasileiros apoiam o congelamento de salários de funcionários públicos para desafogar o Orçamento e permitir maior destinação de verbas para o combate à pandemia da covid-19.

Os que são contra o uso da economia para bancar os gastos com surto de coronavírus somam 36%. Outros 8% responderam não saber.

Até 6ª feira (15.mai.2020), a covid-19 já vitimou 14.817 pessoas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. O país já teve 218.223 casos de infectados pelo novo coronavírus, sendo que 84.970 já estão recuperados.

Neste momento, o Brasil é 6º país no ranking mundial de casos e mortes pela pandemia.

A pesquisa foi realizada de 11 a 13 de maio pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia o relatório completo dos resultados no Brasil (2 MB).

O Senado aprovou em 6 de maio de 2020 o pacote de socorro aos Estados, mas deixou de fora a proposta do Ministério da Economia para congelar salários do funcionalismo até 2021.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que pretende fazer uma videoconferência com governadores para decidir se veta a possibilidade de reajuste para diversas categorias. O mandatário tem até 27 de maio para sancionar ou não a medida. Caso decida por vetar, Bolsonaro pode ter sua decisão revertida no Congresso.

Na 6ª (15.mai), o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez 1 apelo aos congressistas. Disse, em referência aos reajustes aprovados pelo Congresso: “Vamos subir em cadáveres para arrancar recursos do governo? Isso é inaceitável, a população não vai aceitar, a população vai punir quem usar cadáver para fazer palanque​“.

As categorias que poderão ter reajuste são: Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, trabalhadores da educação, lixeiros, agentes funerários, assistentes sociais, policiais federais e professores.

SÓ 15% APROVAM O CONGRESSO

A avaliação do Congresso Nacional é considerada boa ou ótima por apenas 15% dos entrevistados.

Quase metade (47%) avalia a atuação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal como regular. Para 34%, o desempenho dos congressistas é ruim ou péssimo. Outros 4% dizem não saber.

Opinião dos leitores

  1. Inclusive, tenho certeza, que as mazelas do país não se devam a grande maioria dos funcionarios, e sim aos políticos e gestores ladrões que vivem assaltando os cofres do Brasil. A lista é grande.

  2. Discordo caro LULADRAO, certamente o senhor e nenhum familiar (nao desejo isso) nunca precisaram deste funcionario honesto, responsável, que veste a camisa, defende e luta pela vida do cidadão, do menos ao mais favorecido. A sua régua moral, vc deveria deixar em casa, pois que disso cuida, disso usa. Nesse momento são os abnegados funcionários públicos, com salários miseráveis e desprotegidos, que estão dando a cara a tapa e respondo aos riscos de contaminação. Repense meu amigo, concordo com vc quando se refere a outras áreas, que vivem nababescamente, não é esse o nosso caso.

  3. Aqui no nosso estado esse negócio de aumento, nos últimos anos, tem sido seletivo, não consigo recordar o último reajuste que os funcionários da saude, uma lástima, desse é de outros desgovernos. Para fechar a conta dos não reajustes, temos salários atrasados a receber, e a nossa Governadora, apesar das várias captações de recursos com esse fim, faz de conta que não é com ela, está esquecendo que teremos eleições em breve.

    1. Inveja mata. Vá estudar e passar para um concurso público. Agora, se não tem capacidade pare de reclamar.

    2. Radicalismo é a marca que identifica os ignorantes, como você

    3. DESGRAÇA É TU INFELIZ, TALVEZ MAIS UM FRUSTADO, NÓS AJUDAMOS O PAÍS, NÓS DA TRIBUTAÇÃO ARRECADAMOS PARA AJUDAR O NOSSO ESTADOS A CRESCER,

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Economia

75% dos baianos deixaram de pagar alguma conta por causa da pandemia

Pesquisa DataPoder360 mostra que 75% dos baianos deixaram de pagar alguma conta por causa da pandemia de covid-19. Outros 19% mantêm os débitos em dia e 6% não souberam responder. Entre os residentes da capital, Salvador, o percentual é ainda maior: 82%.

Os impactos econômicos também influenciaram diretamente no emprego e na renda dos residentes do Estado: 74% dizem ter sido afetados. Em Salvador, o percentual é parecido (72%).

A pesquisa foi realizada de 11 a 13 de maio pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, em uma parceria editorial do jornal digital Poder360 e o jornal “A Tarde”, de Salvador (BA). O levantamento teve patrocínio da Associação Comercial da Bahia.

Na Bahia, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, foram entrevistadas 2.500 pessoas em 200 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Dentro dessa pesquisa, foi destacado o recorte de 800 pessoas residentes em Salvador. Para os resultados do estudo na capital, a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Conheça mais sobre a metodologia lendo este texto.

DataPoder360 também realizou um levantamento nacional por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Leia os relatórios completos dos resultados no Brasil (2 MB), na Bahia (2 MB) e em Salvador (1 MB).

O estudo também indica que os baianos estão respeitando menos as medidas de isolamento social propostas pelo Estado. Nas últimas 2 semanas, 38% dos entrevistados afirmaram que precisaram sair para trabalhar. Há cerca de 1 mês, eram 27%.

Para tentar amenizar os impactos econômicos, o governo propôs e o Congresso aprovou 1 auxílio emergencial no valor de R$ 600. Serão 3 parcelas.

Na Bahia, 30% dos entrevistados afirmaram já terem recebido o dinheiro, enquanto 25% ainda está aguardando.

A pesquisa também mostra que o valor terá, majoritariamente, 1 destino: a compra de comida. Os que vão usar os R$ 600 para essa finalidade são 82%.

Outros 9% irão usar o coronavoucher, como é chamado por integrantes do governo, para pagar o aluguel, 6% para pagar dívidas e 3% para economizar na poupança.

CORONAVÍRUS NA BAHIA

Na Bahia, 86% dizem que não foram infectados nem conhecem alguém que tenha sido infectado pelo novo coronavírus. Apenas 9% afirmam que tiveram a covid-19 ou que alguém próximo foi acometido pela doença. Outros 5% não sabem. O resultado é o mesmo registrado de 27 a 29 de abril.

São 27% os acham que podem morrer caso contraiam o vírus. A taxa subiu 7 pontos desde o último levantamento, quando 20% admitiam a possibilidade de morrer em decorrência da infecção. Quatro em cada 10 acham que não morrerão se pegarem a doença.

PODER 360

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Economia

Apoio à volta de mais jovens ao trabalho, com máscaras, sobe para 44% e 68% deixaram de pagar alguma conta por causa da crise de covid-19

Pesquisa do DataPoder360 indica que a população está dividida em relação às medidas de afrouxamento da quarentena adotadas por Estados e municípios para frear a disseminação da covid-19. Em 15 dias, subiu de 37% para 44% o apoio dos brasileiros à volta dos mais jovens ao trabalho, desde que usando máscaras.

Outros 50% acham que todos ainda devam ficar confinados em suas casas e 6% não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa foi realizada de 11 a 13 de maio pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia o relatório completo dos resultados no Brasil (2 MB).

O presidente Jair Bolsonaro é 1 ferrenho defensor de que os mais jovens retornem já aos trabalhos. O chefe do Executivo propõe que apenas o grupo de maior risco quando contrai da doença fique isolado em casa (idosos e pessoas que tenham comorbidades).

Para Bolsonaro, a paralisação da atividade econômica poderá causar alta taxa de desemprego, o que prejudicaria ainda mais do que o impacto da covid-19 na saúde dos cidadãos.

A pesquisa do DataPoder360 divulgada neste sábado (16.mai.2020) mostra uma tendência diferente dos últimos levantamentos: os mais ricos, que se mostravam mais resistentes ao retorno dos mais jovens ao trabalho, começam a apoiar a ideia.

Nesta parcela, a maioria (51%) ainda é favorável a que todos fiquem confinados, mas 44% querem o retorno dos mais jovens, com máscaras, ao mercado de trabalho. No levantamento anterior, feito 15 dias antes, apenas 25% dos mais ricos eram favoráveis a essa medida.

A obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos é quase unanimidade entre os brasileiros. Segundo a pesquisa, 94% apoiam a medida. Apenas 4% se opõem.

IMPACTOS ECONÔMICOS

O avanço da pandemia junto à população brasileira é medido principalmente pela contagem de casos e mortes, mas deixa marcas também na renda dos brasileiros.

Entre os entrevistados, 69% dizem ter a renda ou o emprego prejudicados pela crise causada pelo novo coronavírus.

Já os que deixaram de pagar alguma conta por causa da crise de covid-19 correspondem a 68% dos entrevistados.

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Política

Governadores e Prefeitos estão perdendo popularidade no decorrer da pandemia, aponta pesquisa

A pesquisa DataPoder360 indica que governadores e prefeitos estão perdendo popularidade no decorrer da pandemia. As autoridades são publicamente criticadas pelo presidente Jair Bolsonaro, que defende 1 isolamento vertical, em que apenas idosos e pessoas com comorbidades fiquem em suas casas.

A ideia do chefe do Executivo diverge da maioria dos governadores e de parte dos prefeitos, que têm implantado medidas rígidas de isolamento da população, em alguns casos decretando lockdown (confinamento máximo).

Os ataques do presidente parecem está surtindo efeito na popularidade dos políticos:

  • Governadores – 36% acham o desempenho dos mandatários estaduais bom ou ótimo. Antes, eram 45%.
  • Prefeitos – 35% acham o desempenho dos mandatários municipais bom ou ótimo. Antes, eram 39%.

A pesquisa foi realizada de 11 a 13 de maio pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia o relatório completo dos resultados no Brasil (2 MB).

PODER 360

Opinião dos leitores

  1. Não tem problema.
    Populismo irresponsável deixa pro presidente, ele fica com a conta dos mortos.
    Parabéns governadores, Deus está com os senhores e senhoras!

  2. Fizer uma pesquisa no RN não dá 20% a aprovação da governadora.
    Pq vc acha que não fazem?
    BG faça uma pesquisa!

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Política

Maioria é contra Impeachment de Bolsonaro

Mesmo com a aprovação estável, diminuiu o apoio a 1 processo de deposição de Bolsonaro do cargo. As declarações do ex-ministro Sergio Moro contra o presidente parecem ter perdido a força inicial.

Moro deixou o governo em 24 de abril de 2020 numa reação à decisão de Bolsonaro de exonerar o então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Em seu discurso de despedida, o ex-juiz acusou o presidente de tentar interferir politicamente na PF.

Bolsonaro negou as acusações e afirmou que o ex-ministro condicionou a demissão de Maurício Valeixo a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

DataPoder360 fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Sérgio Moro disse que Bolsonaro queria interferir em investigações da polícia. Você acha que isso é motivo para tirar Bolsonaro da Presidência?”

Mais da metade (52%) dos entrevistados responderam “não”.

Opinião dos leitores

  1. Independente da fonte, pode ser da Globo, da Veja, da revista Forum, 247 ou Folha de SP, não adianta esse negócio de Impeachment, só da em Pizza como no de Collor e Dilma, e no de Bolsonaro, vão arquivar antes de meio, imagine chegar ao fim. Kkkk

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Política

Bolsonaro tem 30% de aprovação e 39% de rejeição, diz DataPoder360

Pesquisa DataPoder360 indica que a aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro se manteve estável desde o último levantamento, há duas semanas. 30% dos brasileiros avaliam o governo como ótimo ou bom, enquanto 39% classificam a administração federal como ruim ou péssima. Outros 27% afirmaram que o trabalho do presidente é regular e 4% não souberam responder.

Tanto a avaliação positiva quanto a negativa oscilaram 1 ponto percentual desde o último levantamento, realizado de 27 a 29 de abril. Ou seja, foi uma variação dentro da margem de erro do estudo.

O infográfico abaixo mostra que o chefe do Executivo perdeu apoio com a escalada da pandemia no último mês e os impactos na economia, mas mantém cerca de ⅓ do eleitorado ao seu lado.

Desde o início do mandato, em janeiro de 2019, as pesquisas indicam que o Brasil está dividido em 3 grandes grupos: 1 a favor do governo, 1 contra o governo e 1 que se movimenta de 1 lado para o outro de acordo com o momento.

Esta rodada do DataPoder360 capta uma movimentação na percepção da classe média a respeito de Bolsonaro.

O estrato da população que recebe de 2 a 5 salários mínimos (de R$ 2.090 a R$ 5.225) começa a se desprender do governo. Agora, 59% nesse grupo demográfico consideram Bolsonaro ruim ou péssimo. O percentual representa 1 aumento de 15 pontos percentuais desde o último levantamento, há 15 dias.

Diferentemente dos mais ricos (que têm os meios para enfrentar a pandemia) e dos mais pobres (que recebem o auxílio emergencial mensal de R$ 600), a classe média é a que fica mais desamparada: sem nenhum tipo de ajuda e vendo os empregos desaparecerem. A taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos já chega a 27%.

A pesquisa foi realizada de 11 a 13 de maio pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia o relatório completo dos resultados no Brasil (2 MB).

Também como observado nos últimos levantamentos, os mais ricos (mais de 10 salários mínimos) e os mais escolarizados (com ensino superior) são os que mais rejeitam Bolsonaro: 48% e 50%, respectivamente, consideram o trabalho do presidente ruim ou péssimo.

Já os sulistas são os que mais aprovam o governo: 52% dos entrevistados da região acham a administração boa ou ótima. O número é 22 pontos percentuais a mais do que a média nacional.

PODER 360

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Comportamento

Sob pandemia, Holanda permite que solteiros escolham (só) um ‘amigo sexual’

Solteiros sentindo falta de intimidade devem escolher um “amigo sexual” ou “amigo de abraço”, recomendou nesta sexta (15) em seu site o Instituto Nacional de Saúde Pública da Holanda (RIVM).

O governo, porém, ressalva que a proximidade física deve ser “sempre com a mesma pessoa”.

Na Holanda, que chama suas medidas de restrição de “lockdown inteligente”, desde 23 de março era permitido receber até três visitas que morassem em casas diferentes, mas sob a condição de manter distância de 1,5 metro.

O instituto, porém, incluiu orientações para os solteiros depois de críticas contra o título “A regra de 1,5 metro permite que você faça sexo apenas com seu parceiro regular”, em sua página de informações de saúde.

No novo texto, o RIVM diz que “faz sentido que, como solteiro, você também queira ter contato físico“, mas sugere que todos negociem regras com seu “amigo sexual” para evitar maiores riscos.

Não deve haver proximidade se um dos dois tiver sintomas de gripe, e o ideal é que eles se encontrem o menos possível com outras pessoas. “Faça bons acordos e limite o risco de coronavírus. Quanto mais pessoas você vê, maior a chance de contágio.”

No texto anterior, que já permitia o sexo para parceiros regulares, o instituto acrescentava: “Afinal, você já está muito perto e é praticamente impossível evitar um ao outro fisicamente”. Mas ressalvava que a prática só deveria acontecer se houvesse o desejo mútuo.

Se um dos parceiros tiver suspeita de infecção, o instituto de saúde recomenda a masturbação ou o sexo a distância: “Pense em contar histórias eróticas, se masturbar juntos”.

“É extremamente importante que você mantenha o risco de [infecção por] coronavírus o mais baixo possível durante a intimidade e o sexo. Discutam juntos a melhor forma de fazer isso”, completa a orientação do instituto.

Na Bélgica, o governo também sugeriu parcerias fixas para evitar a transmissão da doença, mas apenas para grupos de amigos e com distanciamento físico.

Cada morador pode escolher até quatro pessoas para sua “bolha social”, que deve permanecer sempre a mesma.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Holanda é um pais comunista e autoritario. La o Estado decide quantos parceiros sexuais o cidadao de bem pode ter.

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Saúde

Síria sobrevive à guerra, reencontra filho no Brasil e morre de Covid-19

Ela sobreviveu à guerra na Síria, à perda do marido e à distância dos sete filhos e 13 netos que o conflito espalhou pelo mundo. Sua resistência, porém, foi derrotada pelo coronavírus, e Khadouj Makhzoum morreu na manhã da quarta-feira (13), aos 55 anos, em um hospital de São Paulo.

Nascida na cidade de Aleppo em uma das famílias mais antigas do mundo árabe, Khadouj recebeu esse nome em homenagem a Khadijah, primeira esposa do profeta Maomé.

Sua mãe e sua avó também se chamavam assim. Ela se casou aos 15 anos com um marido escolhido por seus pais, um estudante de direito que depois mudou de curso e se formou professor de inglês.

Khadouj chegou ao Brasil em dezembro de 2018, após quatro anos de tentativas de um de seus filhos para trazê-la ao país.

Abdulbaset Jarour, 30 (conhecido aqui como Abdul), é refugiado em São Paulo desde 2014 e não descansou enquanto não conseguiu tirar a mãe e a irmã caçula, Sedra, de sua cidade natal —que havia se transformado em um dos principais campos de batalha entre governo e oposição no conflito sírio.

Folha acompanhou o reencontro emocionado da família no aeroporto de Guarulhos.

Durante o cerco a Aleppo, Khadouj e Sedra passaram frio, fome e dormiram de favor na casa de parentes ou no chão de acampamentos improvisados. No Brasil, a adaptação delas não foi fácil. Sem falar o idioma, em uma cultura muito diferente e lidando com traumas do passado, entraram em depressão.

Sedra acabou indo para o Líbano em fevereiro deste ano para morar com outra irmã. A mãe tinha planos de se unir a ela, mas Abdul tentava regularizar os documentos quando a pandemia de coronavírus suspendeu os serviços do consulado. Outro filho se reuniu com eles e hoje vive com Abdul em São Paulo.

Assim como muitas mulheres sírias, Khadouj aprendeu com a mãe —e depois ensinou as filhas— a cozinhar. Era uma das coisas que mais gostava de fazer e cobrava de Abdul que conseguisse ingredientes típicos difíceis de encontrar no Brasil para poder reproduzir os pratos favoritos de sua terra.

“Minha mãe era chef de cozinha. Todo dia fazia algo com um sabor diferente e era muito, muito bom. Aleppo tem 60 tipos de quibe, e ela conhecia todos. Também fazia um charuto delicioso, berinjela e abobrinha recheadas, doces”, enumera ele.

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Judiciário

Transcrição reforça versão de Moro, mas há dúvida se Bolsonaro cometeu crimes

A transcrição de trechos da reunião ministerial de 22 de abril reforça a versão de Sergio Moro sobre o desejo de Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal. Entretanto, mais investigações serão necessárias para apontar se o presidente cometeu crimes ou não.

Bolsonaro nega que, durante a reunião no Planalto, tenha se referido especificamente à PF em suas falas. Afirma que jamais buscou pressionar Moro para mexer na corporação com o objetivo de influenciar em investigações ligadas a questões pessoais ou familiares.

Essa é a linha principal de sua defesa no inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em contraponto aos argumentos do Planalto, a defesa de Moro lembra que, dois dias depois dessa reunião, Bolsonaro, de fato, exonerou o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, o que resultou na saída do ex-ministro da Justiça. A primeira medida do novo comando da corporação foi substituir o superintendente do Rio de Janeiro.

Além disso, oito depoimentos prestados confirmaram a versão de Moro de que o presidente, desde agosto do ano passado, queria trocar Valeixo. E ao menos sete acrescentaram a intenção dele de mexer no comando da PF no Rio, foco das atenções da família Bolsonaro.

O inquérito agora busca informações de possíveis interesses de Bolsonaro em investigações para identificar eventuais crimes cometidos. Perícias foram feitas no telefone celular de Moro em busca de diálogos inéditos que possam levar a esse caminho. Novos depoimentos foram marcados para a próxima semana.

O argumento da AGU, antecipado em petição ao STF, é que Bolsonaro, na reunião de 22 de abril, se referia à segurança pessoal dele e de familiares, a cargo do Gabinete de Segurança Institucional, sem relação com a atuação da PF.

Nesta sexta (15), o presidente reafirmou sua posição e negou ter falado em ingerência na PF para ter acesso a relatórios de inteligência da corporação.

No entanto, na degravação do encontro entregue pela AGU, o presidente diz que não pode ser “surpreendido com notícias” e se queixa de órgãos vinculados à segurança.

“Pô, eu tenho a PF que não me dá informações; eu tenho a inteligência das Forças Armadas que não tem informações; a Abin tem os seus problemas, tem algumas informações, só não tem mais porque tá faltando realmente… temos problemas… aparelhamento etc. A gente não pode viver sem informação”, disse.

Após se queixar de não estar recebendo informações da PF e de outros órgãos de segurança, Bolsonaro afirma: “E me desculpe o serviço de informação nosso —todos— é uma vergonha, uma vergonha, que eu não sou informado, e não dá para trabalhar assim, fica difícil. Por isso, vou interferir. Ponto final.”

O presidente afirmou nesta sexta que, ao dizer na reunião de abril “por isso vou interferir, ponto final”, ele estava se referindo ao GSI.

“Eu espero que a fita se torne pública, para que a análise correta venha a ser feita. A interferência não é no contexto da inteligência não, é na segurança familiar. É bem claro, segurança familiar, eu não toco PF na palavra, nem Polícia Federal, na segurança…”, declarou Bolsonaro, que usava uma máscara em homenagem a policiais federais.

Ele foi questionado por jornalistas por que, no início desta semana, afirmou que, na reunião ministerial, não havia a palavra Polícia Federal —o que a transcrição da AGU contradiz.

“Palavra PF, duas letras”, respondeu Bolsonaro. Indagado novamente que a sigla PF se refere à Polícia Federal, Bolsonaro disse: “Cara, tem a ver com a PF, mas é reclamação PF no tocante aos serviço de inteligência”.

Esta frase do mandatário conflita com outro trecho da mesma entrevista, quando ele diz que, ao ter declarado “vou interferir e ponto final”, referia-se à preocupação com sua segurança pessoal feita pelo GSI.

Bolsonaro encerrou a entrevista quando os repórteres tentaram perguntar se, considerando que sua insatisfação era direcionada ao GSI, o chefe da pasta, Augusto Heleno, teria se recusado a fazer trocas em sua segurança pessoal.​

Em depoimento no inquérito, os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (GSI) e Braga Netto (Casa Civil) adotaram o mesmo discurso de que Bolsonaro fez cobranças de forma genérica e hipotética no dia 22 de abril. Os três ainda reforçaram a retórica de que nunca ouviram do presidente uma intenção de ingerência na polícia.

Antes dos depoimentos, colhidos na terça (12), ministros reviram o vídeo da reunião, como admitiu Ramos à PF. Eles ainda tiveram reuniões com o advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior, e com Bolsonaro para discutir o caso.​​

Ramos chegou a afirmar que, no encontro de 22 de abril, Bolsonaro olhou para Heleno na hora da frase em que criticou a segurança dele no Rio.

Segundo a transcrição da AGU, o presidente afirmou: “Eu não vou esperar f. minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança da ponta de linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”.

defesa de Moro afirma que não há hipótese de a frase ter tido Heleno como alvo.

“De todo modo, mesmo o trecho literal, comparado com os fatos posteriores —demissão do diretor-geral da PF, troca do superintendente da PF e exoneração do MJSP (Ministério da Justiça)—, confirma que as referências diziam respeito à PF e não ao GSI”, dizem os advogados de Moro.

O inquérito foi aberto pelo ministro Celso de Mello a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, a quem caberá decidir sobre denúncia ou arquivamento.

Os crimes investigados são: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, prevaricação, denunciação caluniosa e crime contra a honra. De acordo com interlocutores do PGR, Moro pode ser enquadrado nos três últimos, e Bolsonaro, nos seis primeiros.

Se Bolsonaro for denunciado, a Câmara aprovar o prosseguimento e o STF aceitar a abertura de ação penal, ele é afastado do cargo automaticamente por 180 dias.

Até agora, Aras tem dado sinais de que não identifica uma conduta criminosa por parte de Bolsonaro.

Assim como a AGU, ele foi contra a divulgação da íntegra do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.
Aras alega que a gravação poderia ser usada com viés político e sustenta que esta não é a finalidade da apuração em curso no STF. ​

“A divulgação integral do conteúdo o converteria, de instrumento técnico e legal de busca da reconstrução histórica de fatos, em arsenal de uso político, pré-eleitoral (2022), de instabilidade pública e de proliferação de querelas e de pretexto para investigações genéricas sobre pessoas, falas, opiniões e modos de expressão totalmente diversas do objeto das investigações”, argumenta.

Celso de Mello deve decidir a partir de segunda-feira (18) sobre a abertura do sigilo da gravação.

Ele vai assistir ao vídeo da reunião ministerial alvo do inquérito para só depois definir se dá publicidade (total ou parcial) ao registro.

Em nota divulgada nesta sexta, o Supremo informou que Mello irá “examinar pessoalmente” a gravação.

“Sem o conhecimento do conteúdo do vídeo, o ministro não terá condições de avaliar os argumentos apresentados pelo advogado-geral da União, pelo procurador-geral da República e pelos advogados do ex-ministro Sergio Moro”, justificou.

O ministro, segundo o comunicado, já tem “uma visão geral do teor da reunião”, a partir do relato feito pelo juiz federal Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho, que o auxilia.

“O relator deverá assistir ao vídeo na segunda e somente então terá condições de elaborar sua decisão sobre o levantamento, total ou parcial, do sigilo por ele temporariamente imposto”, acrescentou o Supremo.

Opinião dos leitores

  1. Que nada gente, interferir na PF é coisa pouca. Se fosse uma "pedalada", que hoje é conhecida no governo como "contabilidade criativa", isso sim seria um crime grave!

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Política

Governo Bolsonaro tem ao menos uma crise a cada 50 dias; relembre dez delas

O governo Jair Bolsonaro chegou ao seu 500º dia nesta sexta-feira (15) em um ritmo que já lhe é familiar, isto é, com uma crise em mãos para contornar.

Desta vez, a saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde —o oncologista que há menos de um mês era anunciado pelo presidente como alguém mais alinhado ao discurso do Palácio do Planalto no enfrentamento da pandemia do coronavírus do que seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta.

O terremoto na Saúde jogou para escanteio a crise que até o dia anterior ocupava manchetes de portais e a cabeça dos brasileiros em quarentena: a repercussão do vídeo de uma reunião ministerial em que Bolsonaro teria pressionado o então ministro da Justiça, Sergio Moro, a trocar o comando da Polícia Federal.

Os dias de abril em que o país acompanhou, em suspenso, a novela da permanência de Mandetta, parecem um passado distante.

O que dizer então das turbulências de 2019? As queimadas na Amazônia, que derreteram o capital ambiental do Brasil na comunidade internacional, alçaram o Brasil a tema de uma reunião do G7 e provocaram um embate entre Bolsonaro e o presidente da França, Emmanuel Macron.

Ou o escândalo das candidaturas de laranjas do PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu em outubro de 2018 e com o qual já estava rompido um ano depois para criar a Aliança pelo Brasil.

O governo Bolsonaro e seus personagens forneceram matéria-prima para um rol de crises que se sucedem quase que semanalmente desde a posse, em 1º de janeiro de 2019.

Pode-se dizer que o presidente já começou o mandato envolto em uma: os relatórios do Coaf, órgão de inteligência financeira, revelados em dezembro de 2018 e que apontavam movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente, na Assembleia Legislativa do Rio.

Os 500 dias renderam ao menos uma crise a cada 50 dias. Relembre dez desses episódios a seguir.

Para continuar lendo é só clicar aqui: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/05/governo-bolsonaro-tem-ao-menos-uma-crise-a-cada-50-dias-relembre-dez-delas.shtml

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