Judiciário

SANDRO PIMENTEL: Nota de esclarecimento do TRE-RN

O processo envolvendo o deputado estadual eleito Sandro Pimentel teve como relator o Juiz Federal Francisco Glauber Pessoa Alves e seguiu , fielmente, os prazos definidos na Legislação Eleitoral.

A Corte se pautou pelo perfeito cumprimento das normas eleitorais e processuais cabíveis.
As causas são julgadas no tempo certo, observados os prazos processuais adequados.

A divulgação de informações equivocadas ou indutoras de dúvida sobre a postura do Colegiado refogem ao padrão jornalístico ético mínimo e prestam um desserviço à população, além de ensejar as responsabilidades normativas a quem assim agir.

Natal, 23 de Janeiro de 2019
Ascom/TRE-RN

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Política

Supremo recebe delação de ex-presidente da OAS que aponta Lula como beneficiário de pagamentos de propinas

O gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), recebeu acordo de delação premiada assinado pelo ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Nos depoimentos, o empresário acusa políticos, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de recebimento de propinas e de doações de campanha por meio de caixa dois.

Fachin vai avaliar na volta do recesso da corte, a partir de 1º de fevereiro, se homologa (valida) a colaboração. Só depois disso, os relatos poderão integrar inquéritos e ações penais.

A informação sobre a assinatura do acordo foi confirmada pela Folha.

O desfecho da negociação se dá após mais de dois anos de idas e vindas. Em 2016, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, suspendeu as tratativas com o empreiteiro após vazamento de informações que constariam da colaboração. Desde então, a defesa dele tentava uma repactuação com os investigadores para evitar penalidades mais severas nas condenações da Lava Jato.

Léo Pinheiro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em decorrência das investigações da operação. A delação foi firmada com a PGR por envolver políticos com foro especial nos tribunais superiores.

Segundo pessoa com acesso ao caso, ouvida pela Folha, entre os citados na colaboração também há integrantes do Judiciário.

O empreiteiro também confirmou que a OAS fez obras no tríplex do Guarujá e no sítio de Atibaia, em favor do ex-presidente Lula, como contrapartida a contratos obtidos na Petrobras. O valor gasto, segundo ele, estava no pacote de supostas propinas pagas pela empreiteira ao PT.

Diferentemente do que ocorreu com a Odebrecht, cujos 78 executivos firmaram uma superdelação, a PGR vem negociando acordos de integrantes da OAS separadamente.

Em 2017, os investigadores remeteram ao Supremo as colaborações de oito integrantes da empresa ao Supremo, mas a de Léo Pinheiro permaneceu em negociação.

Executivos da família Mata Pires, que são acionistas do grupo, não conseguiram fechar acordo e ainda aguardam um sinal positivo dos investigadores.

Procurados pela Folha nesta quarta (23), a defesa de Léo Pinheiro, a OAS, a PGR e o Supremo não se pronunciaram.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. ESTE LULA REALMENTE É INCRÍVEL, CONSEGUE ESTAR EM TODO LUGAR QUE TIVER ROUBO, CORRUPÇÃO, FRAUDE, DESVIO,………….. , AINDA BEM QUE É HONESTO , E SE NÃO FOSSE COMO SERIA????

  2. Nenhum cheque, nem um miliciano na casa dele, nem um monte de depósito, nenhum dinheiro inexplicável, nenhum relacionamento com acusados de matar a Marielle? Tudo que tem, são depoimentos de bandidos negociando o que dizer para irem pra casa e usufruir do dinheiro roubado como tantos que já gozam desse privilégio. Onde andam os "bravos" promotores, paladinos da moral e do combate à corrupção, tão ávidos por uma câmera? Pianinho sobre a relação da família B171 com os milicianos.

    1. Com certeza você acredita em papai Noel, mula sem cabeça, saci Pererê… Waldesnorteado é o que você é. Se mude pra Venezuela e vá defender também seu grande estadista, maduro. Kkkkkk

    2. Leva ele para morar na sua casa. Pelo jeito você gosta de bandido.

    3. Ao invés de WalSUL, seu nome deveria ser WalOESTE (o ponto cardeal que fica à esquerda). ENão passa de mais um esquerdopata cego pelo fanatismo e/ou pela perda de suas "boquinhas". Esse modelo de gente é por demais conhecido.

    1. Tadinho do Lulaladrão, tô morrendo de pena dele.

      Tira o antolho amigo que verás o que está a tua esquerda rsrs.

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Política

PT condena apoio de Bolsonaro e Trump a Juan Guaidó na Venezuela

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), condenou a decisão dos presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (Brasil) de reconhecer o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como o novo presidente da Venezuela.

A decisão aconteceu nesta quarta-feira (23), pouco depois do próprio Guaidó se autoproclamar presidente durante uma manifestação que reuniu milhares de pessoas em Caracas para protestar contra o ditador Nicolás Maduro. Outros países também estão fazendo o reconhecimento.

“Vamos ter daqui a pouco os presidentes dos Estados Unidos, do Brasil, de outros países interferindo na soberania e na autodeterminação dos países? Isso é muito grave. E acho mais grave ainda o governo brasileiro se posicionar favorável porque isso leva a uma intervenção, uma intervenção desse tipo, para ser realizada, vai levar à força bruta. Isso quer dizer que o presidente Bolsonaro vai enviar tropas brasileiras para Venezuela? Com que dinheiro? Colocando em risco a vida dos brasileiros?”, indagou Gleisi na tarde desta quarta, em Brasília.

A senadora petista, que nas últimas eleições foi eleita deputada federal para a legislatura que começa em 1º de fevereiro, criticou a condução da política externa do governo Bolsonaro.

“Não se faz política externa de forma ideológica. Você pode ter crítica, ser oposição, falar que não concorda com a política de determinado país, mas você tem de respeitar a soberania. A soberania é inerente aos países. O país é soberano sobre seu território, seu povo, seus processos”, disse Gleisi Hoffmann.

Para a senadora petista, o Brasil deveria tentar mediar a situação da Venezuela através do diálogo.

“O Brasil é o maior país que temos na América Latina. Tem peso político, tem peso econômico. O Brasil tinha de chamar as partes para conversar, para ver como poderia chegar a um consenso. Tinha de estar mediando com os outros países da América Latina, inclusive com os Estados Unidos”.

“Não vai ser um reconhecimento de um candidato da oposição, que não ganhou a eleição no país, através de outros países, que vai resolver o problema. Nós precisamos de uma solução pacífica, como sempre fizemos, como determina a Constituição brasileira”, disse a senadora.

Folhaporess

Opinião dos leitores

  1. Rapaz, essa criatura, codinome "amante" nas planilhas da Odebrecht, é alguém indescritível. Ainda bem que o PT parece estar repleto de membros sem noção como essa presidentA (neologismo inventado pela armazenadora de vento). Os adversários agradecem penhoradamente.

    1. Isso Edilberto, nem o poste está dando ouvido, somente alguns tonto igual a ela, só que ela tá sendo remunerada. E o tonto tá de babaca.

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Televisão

Fundação de Salvador Dalí quer receber pelo uso da máscara do pintor em ‘La Casa de Papel’

A série “La Casa de Papel” caiu no gosto dos brasileiros, ganhou Emmy e já tem uma terceira temporada encaminhada para este ano. Ela também foi a mais buscada na internet no ano passado. Porém, a série está causando um certo alvoroço com relação à Fundação Gala-Salvador Dalí, que protege e promove o legado do artista espanhol.

A entidade, segundo o jornal espanhol El País, quer receber pelos direitos autorais do uso da imagem do artista na obra. Na ficção, bandidos assaltam a Casa da Moeda espanhola e usam máscaras com a caricatura de Dalí.

Segundo a publicação, a parte jurídica da fundação já está trabalhando para desmascarar os personagens da série da Netflix. Ou, pelo menos, para receber por isso. “Estamos em vias de regularizar o uso do direito de imagem de Salvador Dalí”, disse a entidade.

A fundação foi criada pelo próprio pintor em 1983. Para ela, não se trata apenas de uma questão financeira. “Qualquer pessoa que pretenda exercer ou explorar algum desses direitos deve ter a autorização prévia da fundação. E se a fundação tomar conhecimento de que esses direitos foram violados, tentará resolver a situação, exigindo a regularização dos usos não autorizados”, disse.

Ao jornal, a Vancouver Media, produtora da série, disse que a Fundação Dalí, à época, não enviou nenhum requerimento para regulamentar o uso da máscara e que “a máscara é um desenho que lembra Salvador Dalí, mas um bigode assim pode ser usado por qualquer um”. Afirmou também que o setor jurídico da produtora optou por não pedir autorização, pois tratava-se de uma caricatura.

F5

Opinião dos leitores

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Meio Ambiente

Ministro de Meio Ambiente fala em ‘excesso de demarcações’; indígena rebate

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, atacou nesta quarta-feira (23) o que chamou de “excesso de demarcações” de terras indígenas e unidades de conservação ambiental e foi rebatido em seguida pelo indígena fulni-ô Wilke Torres de Melo.

“As terras que se encontram na Amazônia Legal são terras que precisam ser conservadas. Ministro, isso não passa por uma questão de ideologia, isso passa por compromisso com as políticas pública e ambiental do país”, disse Melo, da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), a principal rede de organizações não governamentais indígenas do país.

Salles e Melo integravam uma mesa de debate no encontro “perspectivas dos direitos constitucionais indígenas”, realizado na PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília. Embora tenha dito duas vezes que “não era sua especialidade” o tema indígena, Salles criticou a política de demarcações em vigor há anos no Brasil ao sugerir que o tamanho das terras indígenas prejudica a própria fiscalização.

“Também acho que, embora respeitando opiniões diferentes, que em casos de excessos de demarcações, nós também fragilizamos aquelas que poderiam ter mais foco e mais substância. Toda vez que o conceito é excessivamente aumentado, nós temos uma fragilidade no cerne das questões. Isso acontece com a fiscalização ambiental, com as boas práticas de agricultura, nos temas minerários, acontece em vários aspectos. Desenhar cenários que não ficam de pé à luz da realidade é um convite à transgressão, à falta de fiscalização, à capacidade de execução”, criticou Salles.

O ministro do Meio Ambiente citou diversas vezes uma etnia de Mato Grosso, os parecis, que buscam plantar soja “em parceria”, por meio de arrendamentos informais, com fazendeiros da região mas foram autuados pelo Ibama por usarem soja transgênica.

“Acho um excesso de voluntarismo de órgãos, Funai, Ibama etc essa ingerência no livre arbítrio no grupo que lá está. Imagino que essa situação aconteça em outros lugares”, disse o ministro. Salles defendeu a possibilidade de os índios plantarem soja —o caso dos parecis se arrasta há mais de uma década e é acompanhado por diversos setores, como o Ministério Público Federal, pois o arrendamento de terras indígenas é considerado ilegal.

Na sequência do debate, o ex-ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho fez objeções aos comentários de Salles. Ele disse que “é um tema tão importante que suscita outras questões muito mais graves”. “As terras indígenas têm destinação para a cultura ancestral indígena. Na medida em que você [índio] dá o uso diferenciado dessa região, você fragiliza todo o embasamento constitucional a essas terras tais como estão. Essa decisão deve caber aos índios, mas isso pode fragilizar sua posição [dos índios] e no futuro pode vir a ser questionada [a terra indígena]. A comunidade indígena tem que ser esclarecida”, alertou o ex-ministro.

Após rebater o ministro sobre a questão do excesso de demarcações, o índio fulni-ô Wilke Melo também questionou o modelo de desenvolvimento econômico adotado no agronegócio e disse que não “podemos dar um cheque em branco para o desenvolvimento”. Ele mencionou, em contrapartida, a política de gestão territorial das terras indígenas, pela qual os indígenas têm uma participação maior no uso e fiscalização do território.

“É uma política na qual as comunidades indígenas constroem um processo de gestão do território e a partir disso decidem seus projetos de futuro, defendem o que querem. É fazer a escuta dos povos e o estado ter a sensibilidade, a sensatez, de fazer essa escuta. É discutir essas politicas ambientais junto aos povos indígenas. Isso não passa por ideologia. É parte de construção de uma política séria para o país. O país é reconhecido pelo seu potencial ambiental. É preciso valorizar esses princípios.”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Essa conversa de excesso de terras indígenas nada mais é do que um engodo pra justificar a tomada??? Diga logo!!! O tamanho atrapalha a fiscalização é?? Sei?!?!?! Não é nem a especialidade dele… Mas é por aí né….huummm… Os índios estão aí há mais tempo…..

    1. Já que "os índios estão ai há mais tempo", sugiro entregar sua casa a eles.

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Política

Bolsonaro falará em justiça social para aprovar Reforma da Previdência

O governo do presidente Jair Bolsonaro vai usar o discurso de justiça social e combate às fraudes como principal arma na estratégia de comunicação da Reforma da Previdência para aprová-la no Congresso até o meio do ano, disse nesta quarta-feira (23) um membro do Ministério da Economia à agência de notícias Reuters.

Não detalhar as linhas mestras da proposta que apertará as regras para a aposentadoria é a estratégia do governo para evitar a oposição de setores que serão diretamente afetados pelas mudanças.

A ideia é não repetir o que considera ter sido um erro na apresentação e discussão da reforma proposta pelo ex-presidente Michel Temer.

O texto, divulgado em novembro de 2016, só foi efetivamente discutido no Congresso em março do ano seguinte. Durante esse período, a proposta foi bombardeada por críticas que ganharam corpo, inclusive vindas de servidores públicos que negavam a existência do rombo previdenciário.

“Esse projeto vai ter equidade, vai ser um projeto em que haverá justiça social —ou seja, aqueles que podem mais, vão contribuir mais— e principalmente será um projeto que nos dará segurança fiscal, que o país precisa para voltar a investir e gerar empregos”, disse o membro do governo, sob condição de anonimato.

A Reuters apurou que Bolsonaro tem conversado constantemente com a equipe do Ministério da Economia sobre as alterações e dado sugestões a respeito do texto, em termos da viabilidade política de determinadas mudanças passarem ou não pelo Congresso.

A partir do momento em que a proposta estiver estruturada —esperado para a segunda semana de fevereiro— a ideia é apostar em três pilares de comunicação, fugindo da opção adotada por Temer de focar na necessidade do ajuste fiscal.

A primeira intenção será apresentar a reforma como um instrumento de justiça social.

Em dois outros eixos, o governo combaterá a ideia de que é possível solucionar o déficit da Previdência a partir apenas da cobrança de dívidas previdenciárias de grandes devedores. E também defenderá que já está atuando para inibir fraudes no pagamento de benefícios, ao exaltar a medida provisória editada com esse propósito.

Nesta quarta-feira, integrantes da equipe econômica reuniram-se com a área de comunicação do governo a fim de discutir as melhores ações de mídia para conquistar e reforçar o apoio à reforma. O objetivo é tentar apresentar ao Congresso as mudanças previdenciárias juntamente com ações de comunicação.

A equipe econômica irá abreviar o tempo para a votação da proposta, aproveitando a que já está em tramitação e que já pode, teoricamente, ser votada pelo plenário da Câmara.

A partir daí, a expectativa é que a reforma seja votada tanto na Câmara quanto no Senado até a metade do ano. A tarefa não é considerada fácil, já que para ser aprovada, uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) precisa do aval de três quintos dos deputados e senadores, em votação em dois turnos em cada Casa do Congresso.

No Senado, antes de chegar ao plenário, tem que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O time econômico quer fazer uma ofensiva com os parlamentares e opinião pública, turbinando sua atuação após o Carnaval, em março. A partir desta data, quer transitar entre profissionais do mercado financeiro, da academia e imprensa especializada nas segundas e sextas-feiras, numa espécie de “roadshow”.

Entre terças e quintas-feiras, o governo, por meio da Casa Civil e da equipe econômica, planeja fazer reuniões com as bancadas temáticas, com as bancadas dos partidos e com presidentes da Câmara e do Senado para apresentar as mudanças e discutir uma estratégia comum de votação.

“É evidente que a gente não vai chegar com o texto e dizer ‘vota amanhã’. Seria pedir a um parlamentar que nos dê um cheque em branco, não é o caso”, disse. “Nosso interesse é que haja dos parlamentares a convicção, que se sintam confortáveis em proferir o voto.”

O governo espera aprovar a Previdência o quanto antes para voltar a receber investimentos estrangeiros de longo prazo e a gerar empregos. A avaliação é que haveria uma janela de oportunidade do país na América Latina, diante da dificuldade de dois vizinhos que seriam competidores naturais do país, o México e a Argentina.

Militares

Mesmo sem dar detalhes, a equipe econômica já trabalha com o cenário de que a PEC da reforma da Previdência não vai contemplar mudanças no regime de pagamento de aposentadorias e pensões dos militares.

As mudanças para as Forças Armadas e dependentes —responsável por parcela expressiva do rombo do setor— será feita por projeto de lei, em linha com o que Bolsonaro já havia dito.

Nesta quarta-feira, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, ressaltou que o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o segmento militar têm defendido que a reforma dos militares só venha depois da PEC que alterará as regras para os civis.

O presidente em exercício não quis opinar sobre o que deve ser feito nesse caso. “Quem decide é o presidente. O projeto de lei é mais fácil, é maioria simples”, afirmou ele.

Exceções

Apesar do discurso em direção às condições mais equânimes para os trabalhadores, a fonte admitiu que exceções específicas, em função do tipo de trabalho, estão sim sendo levadas em conta, como no caso de professores e de policiais.

Em linha com orientação do presidente, a reforma das regras de aposentadoria também contará com um tempo de transição sem “nenhuma surpresa de cortes abruptos”.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Se não for reformada a aposentadoria dos militares ( onde todos sabem estar o maior rombo), essas mudanças não surtirão efeito algum nem a curto, médio e muito menos a longo prazo.
    É uma questão de justiça e inteligência.

    1. A Previdência, do jeito que está, funciona como uma fábrica de injustiças, de privilégios, de dispositivos que apenas acentuam as desigualdades. E um país cujo povo só tem olhos para seus "direitos" e nunca consegue enxergar a necessidade dos "deveres" está fadado ao fracasso, ao atraso, e seu povo caminhará célere para a miséria. O Brasil está necessitando de muitas reformas.

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Economia

PREVIDÊNCIA: Suspensão de benefícios com indícios de irregularidade deve render R$ 5 bi

A suspensão de benefícios previdenciários e assistenciais que apresentam indícios de irregularidade deve render sozinha uma economia de pelo menos R$ 5,076 bilhões em 2019, estima a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Esse é um dinheiro que seria gasto indevidamente caso o governo não adotasse nenhuma ação para acelerar o combate a essas fraudes.

Hoje existem 3 milhões de processos pendentes de análise e sobre os quais já existe suspeita de irregularidade. Órgãos de controle como a CGU já vinham alertando para a necessidade de tomar providências. Em abril do ano passado, o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, mostrou que o Ministério da Transparência e CGU havia identificado pagamento indevido de R$ 3 bilhões em aposentadorias para produtores rurais nos últimos cinco anos, e mais R$ 1,18 bilhão ao ano escoaria pelo ralo se nada fosse feito.

Outra parte significativa do impacto fiscal da Medida Provisória antifraudes editada na semana passada pelo governo virá da ampliação do pente-fino em benefícios que dependem de perícias médicas, que deve poupar outros R$ 4,054 bilhões.

Os dados foram detalhados pelo órgão a pedido do Broadcast. Ao todo, o governo prevê uma economia bruta de R$ 10 bilhões neste ano com as iniciativas para combater irregularidades, mas o efeito líquido ficará em R$ 9,8 bilhões devido à criação de um bônus para funcionários do INSS empreenderem a força-tarefa de revisão nos benefícios.

Nesta quarta, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a economia a ser obtida em 2020 pode ser até o dobro disso, à medida que a implementação das medidas evoluam.

Em entrevista ao Broadcast na segunda-feira, o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, disse que a economia pode ficar acima do estimado já em 2019, porque uma série de impactos ficaram de fora do cálculo – por exemplo, a cobrança dos benefícios pagos indevidamente, porque eram fraudados ou foram desembolsados por liminar judicial já revertida, e que o governo pretende recuperar.

Além disso, os prognósticos do governo indicam a possibilidade de 16% dos benefícios analisados serem cancelados, mas Rolim acredita que o índice pode ser facilmente superado.

O governo prevê ainda uma economia de R$ 366 milhões com a melhora no processo de prova de vida com o uso de biometria e com a recuperação mais ágil de valores pagos em conta corrente de pessoas já falecidas. Outras medidas, não detalhadas, devem render economia de R$ 518 milhões.

Já o pagamento do bônus aos servidores deve custar R$ 224 milhões neste ano. O governo criou dois tipos de gratificações: uma para técnicos e analistas do INSS trabalharem na revisão dos benefícios que já têm indícios de irregularidades detectados pela força-tarefa previdenciária ou por órgãos de controle como TCU e CGU. Ele terá o valor de R$ 57,50 por análise extra concluída.

Outro bônus, de R$ 61,72, será pago aos médicos peritos para que eles ampliem o pente-fino nos benefícios por incapacidade e façam uma revisão de isenções tributárias concedidas para quem tem doenças graves.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

    1. Como assim, "cumpanhero"? O artigo trata de irregularidades, de fraudes à Previdência.

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Política

Presidente em exercício descarta possibilidade de ação militar na Venezuela: “O Brasil não participa de intervenção”

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, descartou a possibilidade de uma participação brasileira em uma eventual ação militar externa na Venezuela após o Brasil e os Estados Unidos reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino do país vizinho. “O Brasil não participa de intervenção, não é da nossa política externa intervir nos assuntos internos de outros países”, disse Mourão, ao deixar o Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 23.

Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarara que “todas as opções estão sobre a mesa” em relação ao país sul-americano.

Mourão afirmou que o apoio político do Brasil é em relação à decisão do líder opositor e futuramente, caso seja necessário, o Brasil vai participar de um apoio econômico para “reconstrução” da Venezuela.

Na hipótese de prisão de Guaidó, o presidente em exercício disse que o Brasil, neste caso, “só pode protestar; não vai fazer mais nada além disso.” A única ligação entre as Forças Armadas de Brasil e Venezuela, afirmou Mourão, é um contato institucional entre os ministros da Defesa dos dois países.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Como assim apoio econômico????? O Brasil não tá ruim das pernas??? Nós não estamos sendo sacrificados pra ajudar a pátria???? Como assim…????

    1. Por exemplo, incrementando parcerias comerciais. Claro que os esquerdistas, aqueles que fazem oposição irresponsável ao novo governo, não entendem nada de nada e não sabem como agir para promover o desenvolvimento econômico de um país. A primeira coisa que lhes vem à mente é algum tipo de "esmola", de doação, de envio de dinheiro a fundo perdido (como os governos petistas fizeram com seus amigos bolivarianos). E isso explica porque o nosso Brasil está nessa triste situação após tantos anos de governos petistas.

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Política

Styvenson se reúne com presidente em exercício e pede apoio financeiro para o Estado

O senador Styvenson Valentim (Rede/RN) esteve reunido nesta quarta-feira (23), em Brasília, com o presidente da República em exercício, general Hamilton Mourão. Styvenson esteve no Palácio do Planalto para explicar a gravidade da crise financeira no Rio Grande do Norte e pedir auxílio nos repasses federais voluntários de forma emergencial.

“A conversa foi muito produtiva, o presidente em exercício disse que o Governo Federal se dispõe muito a colaborar com o Rio Grande do Norte. Conversamos sobre vários assuntos e eu me identifiquei bastante com as propostas do general Mourão relacionadas à educação”, contou o senador.

Quanto à possível troca de partido, o senador Styvenson Valentim cumpriu uma intensa agenda de reuniões a convite do PRTB, PTC, PROS e Podemos. O senador eleito pelo Rio Grande do Norte está conversando com políticos e analisando as propostas de outras legendas.

Opinião dos leitores

  1. Se pretende fazer alguma coisa em favor do RN, o senador deve manter a coerência e ficar distante do resto da bancada potiguar. Quem votou no capitão o fez exatamente porque ele mostrou que tem pegada própria, não se mistura com toda espécie.

    1. Votei nele, mas se ficar com essa postura isolada, não vai a lugar nenhum!

  2. Faltou contratar um personal stylist naquela firula pública que ele fez. Sabe nem dobrar colarinho pra gravata!

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Política

Gleisi diz que PT vai estar contra Maia na Câmara e elogia ‘posições’ de Renan

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, deu sinalizações nesta quarta-feira, 23, de quais devem ser as posturas do partido nas eleições para presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal no dia 1º de fevereiro. Segundo a petista, a sigla vai se posicionar contra a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara, enquanto que, no Senado, demonstrou inclinações para o lado de Renan Calheiros (MDB-AL), por suas “posições em momentos cruciais”.

“Na Câmara, em relação à Presidência, nós sabemos com quem não vamos. Não iremos com o Maia. Rodrigo Maia é o candidato do governo, aliado com o PSL, apoia as pautas ultraneoliberais que vão tramitar no Congresso. Não iremos (com ele), estaremos do outro lado. Estamos conversando primeiro com os partidos da oposição mais firmes, de esquerda e centro e esquerda, para, após isso termos diálogo com outros partidos”, disse.

Apesar das declarações da presidente do partido, parte dos deputados do PT defende que a legenda esteja, sim, ao lado de Rodrigo Maia. As negociações têm sido alvo de divergência. Ainda assim, PT tem conversado com outros partidos de esquerda sobre um posicionamento conjunto. “Fizemos uma reunião ontem (terça-feira) muito boa entre o PSB, o PSOL e o PT e ficamos de trazer o PDT e o PCdoB, (vamos) convidá-los a participar. Eu, inclusive liguei para a Luciana (Santos, do PCdoB) e para o (Carlos) Lupi (PDT) no início da tarde”, disse.

Questionada sobre a situação no Senado, Gleisi Hoffmann afirmou que o PT ainda não discutiu o cenário na Casa e nem os nomes que estão colocados na disputa. Ainda assim, a presidente do partido elogiou o que chamou de “posições cruciais” de Renan, possível candidato do MDB.

“No Senado, a priori, não se discutiu a questão da presidência. Então, não se colocou nada de restrição. Obviamente que não faremos nada com PSL. Com o núcleo duro do governo nós não faremos bloco”, afirmou. “O Renan, nos momentos que foram cruciais de luta pelos direitos, ele se posicionou. (Ele se posicionou) na questão da reforma da Previdência, na reforma trabalhista. Isso, para nós, é muito importante porque estes temas serão fundamentais na discussão da pauta econômica deste governo e não podemos deixar esses direitos retrocederem”, acrescentou.

Gleisi voltou a reafirmar que, no Senado, tenta formar um bloco com o PSB, de Carlos Siqueira. Ela disse que as conversas “estão avançadas”. “Estamos conversando aqui (no Senado) para formar um bloco. Já conversamos com o PSB, uma conversa que está adiantada, vamos procurar o PROS também para formar um bloco, mas ainda não discutimos a questão de Presidência”, contou. A presidente do PT ignora, no entanto, que o PSB negocia a formação de um outro bloco com três partidos: o PDT, o PPS e a Rede Sustentabilidade.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. PT e Renan Calheiros, uma parceria entre iguais. São como irmãos siameses, farinha do mesmo saco. Comparsas de tantas negociatas durante os governos petistas, essa gente se merece. Nós, o povo brasileiro, é que não merecemos essa gente. O povo alagoano infelizmente nos legou esse enorme problema. Quanto à essa louca, presidentA da ORCRIM vermelha, nem há o que comentar.

  2. Coitada, não tem assunto, vem defender esse ladrão igual a ela . Pobre deputada. Arranja uma lavagem de roupa.

  3. Como se fosse alguma novidade a orcrim elogiar personagens delinquentes e moralmente reprováveis como Renan et caterva. Ora, Narciso acha feio o que não é espelho.

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Economia

Ibovespa volta a bater recorde e dólar encerra o dia cotado a R$ 3,76

O Ibovespa, o principal índice de desempenho das ações negociadas na B3, antiga BM&F Bovespa, voltou hoje (23) a bater mais um recorde. O indicador encerrou o dia aos 96.558 pontos, 1,53% superior ao fechamento de ontem. O recorde anterior do índice era 96.096 pontos, atingido na última sexta-feira (18).

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as que mais valorizaram hoje foram Kroton (7,33%), Engie Brasil (5,42%), e Sid Nacional (5,41%). As que mais perderam valor foram Ambev (-2,05), Cielo (-1,83%) e Usiminas (-0,41%). As ações mais negociadas foram as da Petrobras, que tiveram alta de 1,19%, e as do Itaú Unibanco (0,67%).

O dólar comercial fechou o dia em queda de 1,11%, cotado a R$ 3,76. O Euro também desvalorizou e chegou a R$ 4,28, queda de 1,09%.

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Política

ARREGOU: Fátima arrega e volta atrás no decreto de licença prêmio dos servidores

O governo Fátima Bezerra decidiu voltar atrás, dar a famosa arregada, na decisão de suspender a licença-prêmio do funcionalismo. A decisão veio após uma reunião com o Fórum dos Servidores Estaduais, que é um grupo criado com representantes de todos os sindicatos que representam a categoria.

Esse já é a segundo grande recuo do governo em decisões importantes para tentar encontrar uma forma de pagar os salários atrasados e, ao mesmo tempo, fazer as economias necessárias para garantir mais recursos para o Estado. A primeira aconteceu com os policiais civis que não aceitaram o parcelamento dos salários sem previsão dos pagamentos dos atrasados de 2017 e que terminaram conseguindo receber a promessa de pagamento integral dos salários no dia 16.

Fica esquisito um governo, em 23 dias, simplesmente arregue em todas as decisões dramáticas e drásticas. No ritmo que vai tendo esses 23 dias de governo, podemos já prospectar que as reuniões na governadoria serão decorativas para as fotos

Para não existir dúvidas do que significa arregar: vontade de desistir ou de se render; revelar receio perante um adversário.

Opinião dos leitores

  1. Essa vai ser a tônica desse governo. Eles não estão preparados para governar e cederão sempre aos sindicatos. A máquina está literalmente parada. Passaram 39 anos se preparando para assumir, mas infelizmente só sabem reclamar e apontar defeitos, soluções não tem.

  2. FATIMA ESTA INDO MUITO BEM…E NORMAL RECUAR…UMA COISA E CERTA …ELA NAO É DOIDA…DIFERENTE DO LOUCO DESVAIRADO DE JOGAR PEDRA NA LUA…BOLSOBOSTA

  3. A licença prêmio não existe há bem mais de década para os servidores públicos federais. Assim como não há anuênio, quinquênio, sem falar de outras coisas mais.
    Todavia, Estado rico que somos, isso tem que continuar…

  4. Pense em um experimento desastroso uma petista no executivo pela 1a vez, mas o RN pagou pra ver. Que Deus nos ajude.

  5. Realmente a licença prêmio não tem impacto de relevante importância para as contas públicas do RN. A Governadora,só pode, está sendo assessorada por pessoas que estão distantes da realidade do Estado e que com essas medidas causam desgaste político e não resolve o problema. Governadora se livre dos bajuladores e se cerque de pessoas que te avisem quando vc errar. O desgaste nesse caso foi desnecessário.

    1. É claro que as licenças tem impacto relevante ou você acha que os funcionários licenciados não precisam ser substituídos? Imagine 10 técnicos de enfermagem de licença, o governo precisa pagar plantões extra para cobrir os buracos nas escalas. Fátima não mostra pulso e até agora vem governando "no grito", cedendo aos companheiros sindicalistas e sem tomar nenhuma medida efetiva para tirar o estado do caos. Precisamos sair da teoria e agir! Boa sorte governadora!

    2. Você tem razão. Ela é tão mal assessorada que achava que qualquer servidor que entra de licença prêmio tem que ser substituído . O serviço é absorvido pelo setor. Ignorante é quem pensa o contrário.

    3. O Flavio está corretíssimo. Nem todos os servidores afastados precisam ser substituídos. Na maioria dos casos o serviço é absorvido pelos demais servidores do setor. Há situações (na saúde, por exemplo) em que a substituição torna-se necessária. A economia nessa suspensão não deve ser grande coisa, portanto. Desgaste desnecessário, coisa de quem não tem experiência administrativa.

  6. Essa Fátima, vai ser o maior desastre que o RN vai ter. Ela vai superar em ruindade a Micaela, Rosalva e Robson. Deus nos ajude.

    1. Sinal de que o Sandro não conhece os políticos do nosso estado, pois erra por duas vezes o nome de uma ex-prefeita e de uma ex-governadora. Conheça o estado antes de falar asneira. Só pra deixar claro que é MICARLA e ROSALBA.

    2. Que Deus se apiede do RN. Torço sempre pelo melhor mas confesso que acho muito difícil essa senhora fazer um bom governo. Logo, ela é do PT e isso por si só já é um péssimo indicador.

  7. Todos farinha do mesmo saco,deixem Fatinha governar ainda é sedo amor.,

  8. É muita responsabilidade para uma pessoa que nunca administrou nenhuma pocilga, dirigir um Estado !

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Economia

Mourão planeja usar termelétricas em caso de Venezuela interromper energia

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, afirmou que o abastecimento de termelétricas pode ser uma alternativa caso a Venezuela venha interromper o fornecimento de energia para Roraima, Estado brasileiro que faz fronteira com o país vizinho

Nesta quarta-feira, o líder opositor venezuelano Juan Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela durante as manifestações pela renúncia do presidente Nicolás Maduro no país O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros chefes de Estado, inclusive o presidente Jair Bolsonaro, reconheceram Guaidó como presidente de facto do país.

“Plano de contingência são as termelétricas que existem lá, aí teria que abastecer mais essas termelétricas com óleo”, disse Mourão, questionado sobre a hipótese de a Venezuela “apagar as luzes” de Roraima.

Mourão declarou ainda que o Brasil está preparado se o fluxo de venezuelanos para entrar no País aumentar a partir de agora. “Estamos preparados, estamos recebendo todo mundo lá”, disse o presidente em exercício, relatando que estão entrando de 400 a 500 venezuelanos diariamente pela fronteira.

De Davos, Bolsonaro tomou a decisão de reconhecer o líder opositor conjuntamente com outros países americanos, destacou Hamilton Mourão. Ele disse que agora é preciso aguardar as “consequências” do cenário.

Estadão Conteúdo

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Política

Confira lista completa com as 35 metas anunciadas para os 100 dias de governo

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, apresentou hoje (23), no Palácio do Planalto, as 35 metas prioritárias dos primeiros 100 dias de governo. Dentre elas, está a extinção de 21 mil funções comissionadas e gratificações, concessão de décimo terceiro salário para beneficiários do Bolsa Família, revisão de aproximadamente 6,4 milhões de benefícios do INSS e apresentação de projeto de combate ao crime organizado.

“Vamos lutar internamente para fazer essas reduções dentro dos 100 dias. Cada vez que diminuirmos a estrutura do governo federal, reduzimos os níveis hierárquicos, reduzirmos o dispêndio com chefia, assessoramento e cargos comissionados, mais dinheiro sai da atividade-meio e vai para a ponta”, disse Onyx sobre a meta dos fim dos cargos comissionados.

A concessão do décimo terceiro salário para o Bolsa Família foi uma proposta de campanha do presidente Jair Bolsonaro. O Ministério da Cidadania se encarregará de viabilizar o pagamento do benefício ao final do ano.

O governo pretende apresentar um Projeto de Lei (PL) chamado “PL Anticrime”. É um projeto para, segundo o governo, aumentar a eficácia no combate ao crime organizado, ao crime violento e à corrupção. Com o PL Anticrime, a ideia é “reduzir pontos de estrangulamento do sistema de justiça criminal”.

“Essa coisa de que o sujeito comete um homicídio, recebe uma pena longa, cumpre alguns poucos anos e passa de fechado para semiaberto, que na verdade é colocar o cara de novo na rua. E, triste e invariavelmente, ele volta a matar”, argumentou Onyx.

O governo federal também quer viabilizar o leilão de cessão onerosa. A cessão onerosa trata de um contrato firmado em 2010, em que o governo cedeu uma parte da área do pré-sal para Petrobras, que teve o direito de explorar 5 bilhões de barris de petróleo. Com a descoberta de volume maior de petróleo na área, o governo irá vender o excedente da área.

“O [ministro de Minas e Energia] Almirante Bento e sua equipe estão construindo junto com a Petrobras a possibilidade da agilização. E se tudo correr bem no terceiro trimestre desse ano teremos o leilão da venda da cessão onerosa, daqueles campos do pré-sal, e fazer com que o governo federal arrecade valores muito significativos”, disse.

Segundo o ministro, as metas foram selecionadas por cada um dos ministérios. “Não são todas [as metas] nem necessariamente as mais importantes. São metas que o governo vai se empenhar para ter a condição de apresentar após 100 dias de governo. Estamos apresentando metas finalísticas escolhidas pelos ministérios, marcando o compromisso dos ministérios com essa meta”.

Veja a lista completa das 35 metas prioritárias do governo federal para os 100 primeiros dias

Estímulo à agricultura familiar
Ampliar para 2 anos o prazo de validade das Declarações de Aptidão (DAP) do Programa Nacional da Agricultura Familiar. Garantir a continuidade do acesso a milhões de pequenos produtores a políticas de promoção da agricultura familiar.

13º Benefício do Bolsa Família
Expandir a transferência de renda para as 14 milhões de famílias atendidas pelo programa

Programa Bolsa Atleta
Modernizar o programa para estímulo de jovens atletas.

Implantação do Centro de Testes de Tecnologias de Dessalinização
Mapear tecnologias em sistemas de dessalinização nas condições de operação no semiárido.

Programa Ciência na Escola
Promover interação entre universidades e a rede de escolas públicas para o ensino de ciências.

Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH)
Elaborar plano para construção de barragens, sistemas adutores, canais e eixos de integração de natureza estratégica e relevância regional.

Combate às fraudes nos benefícios do INSS
Processo de revisão de cerca de 6,4 milhões de benefícios do INSS. A Medida Provisória n° 871, de 18 de janeiro de 2019, altera a legislação para aprimorar o reconhecimento de direito a benefícios.

Redução da Máquina Administrativa
Extinção de 21 mil funções comissionadas e gratificações.

Intensificação do processo de inserção econômica internacional
Promover a inserção comercial do Brasil por meio da facilitação de comércio, convergência regulatória, negociação de acordos comerciais e reforma da estrutura tarifária nacional. Reduzir os custos de aquisição de insumos, bens de capital e bens de informática.

Vinculação da autorização de concursos públicos à adoção de medidas de eficiência administrativa
Estabelecer novos critérios condicionando a análise de demanda de concursos públicos à adoção de medidas como a digitalização de serviços, revisão de processos, readequação de estrutura e competências, adesão ao processo centralizado de compras etc.

SINE Aberto
Abrir os cadastros de desempregados para empresas privadas do setor de recrutamento. De acordo com o governo, menos de 3% dos contratados entre janeiro e novembro de 2017 foram admitidos utilizando a base de dados do SINE.

Alfabetização Acima de Tudo
Lançamento de um programa nacional de definição de soluções didáticas e pedagógicas para alfabetização, com a proposição de método para redução do analfabetismo a partir de evidências científicas.

Privatizações no Setor de Transportes
Ampliar investimentos na malha ferroviária e modernizar a infraestrutura aeroportuária de 12 aeroportos. Leiloar 10 terminais portuários para ampliar a capacidade de armazenagem e movimentação de granéis líquidos combustíveis.

Decreto de Facilitação da Posse de Armas
Decreto que flexibiliza a posse de armas no país. O Decreto 9.685 foi editado em 15/01/19. O objetivo do decreto é garantir ao cidadão brasileiro a integralidade do direito constitucional à legítima defesa da vida e do patrimônio, cumprindo o decidido pelos cidadãos brasileiros no referendo de 2005.

PL Anticrime
Propor projeto de lei para aumentar eficácia no combate ao crime organizado, ao crime violento e à corrupção. Pretende reduzir pontos de estrangulamento do sistema de justiça criminal.

Apoio à Operação Lava Jato
Imediata recomposição do efetivo policial envolvido na operação, por meio de recrutamento para missões e remoções.

Aprimorar o Sistema de Recuperação Ambiental
Aperfeiçoar o procedimento de conversão de multas do Ibama.

Plano Nacional para Combate ao Lixo no Mar
Consolidar diagnósticos, reavaliar indicadores de qualidade ambiental, definir valores de referência e estabelecer diretrizes no âmbito de uma agenda nacional de qualidade ambiental urbana.

Viabilizar o leilão do excedente da cessão onerosa
Obter aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE para a revisão do contrato de cessão onerosa e dos parâmetros técnicos e econômicos da licitação de área do pré-sal, prevista para o terceiro trimestre de 2019.

Campanha nacional de prevenção ao suicídio e à automutilação de crianças, adolescentes e jovens
Implementar ações de conscientização e disseminação de informações visando à prevenção da automutilação e do suicídio.

Regulamentação de Partes da Lei Brasileira de Inclusão
Garantir a promoção do exercício dos direitos e das liberdades fundamentais pelas pessoas com deficiência e sua inclusão social.

Educação domiciliar
Regulamentar o direito à educação domiciliar, reconhecido pelo STF, por meio de medida provisória. Segundo o governo, 31 mil famílias utilizam esse modo de aprendizagem.

Redução tarifária do Mercosul
Aperfeiçoar instrumentos favoráveis ao setor produtivo por meio de redução tarifária e dinamização da agenda externa para aumentar exportações, barateamento dos insumos e de produtos e serviços.

Passaporte
Retirada do Brasil do padrão de passaporte do Mercosul e retomar o Brasão da República como identidade visual do documento. Fortalecer a identidade nacional e o amor à pátria.

Fortalecer a vigilância e aumentar a cobertura vacinal
Imunizar as pessoas para manter a erradicação de diversos agravos atualmente controlados. Aumento da cobertura das seguintes vacinas: pentavalente, poliomielite, pneumocócica, tríplice viral D1 e febre amarela.

Turismo
Melhorar o ambiente de negócios do turismo e potencializar a atração de investimentos para o Brasil. Instituir a Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial. Publicar Instrução Normativa que possibilita a implantação da gestão turística de áreas da União com potencialidade para o desenvolvimento sustentável do turismo.

Reestruturar a Empresa Brasil de Comunicação (EBC)
Racionalizar a estrutura da empresa e valorizar a qualidade do conteúdo.

Estruturas e processos ministeriais
Racionalizar e modernizar as estruturas e processos dos ministérios. Melhorar a gestão e uso de recursos públicos dentro do programa de modernização do Estado.

Regras e critérios para ocupação de cargos de confiança no governo federal
Impedir loteamento político dos cargos públicos, adotando critérios objetivos de nomeação, tais como: experiência comprovada, qualificação técnica e idoneidade moral.

Programa Um por Todos e Todos por Um! Pela Ética e Cidadania
Elaborar e disseminar agenda de promoção da ética e da cidadania a ser adotada por escolas no âmbito da sala de aula.

Combate à Corrupção no governo federal
Instituir Comitê Interministerial de Combate à Corrupção do Governo Federal para a condução da política de combate na administração pública federal.

Sistema Anticorrupção do Poder Executivo Federal
Capacitar e treinar servidores das unidades de Gestão da Integridade e monitoramento dos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, interligando as atividades relacionadas à integridade pública.

Atendimento eletrônico de devedores dos órgãos federais
Ampliar a arrecadação ao implementar instrumentos facilitadores de pagamento de débitos com a União.

Independência do Banco Central
Seguir modelo vigente em economias avançadas, garantindo a independência do Banco Central.

Critérios para dirigentes de bancos federais
Aprimorar a governança de instituições financeiras públicas por meio da fixação de critérios para o exercício do cargo, alinhando com exigências já existentes para o setor privado.

Opinião dos leitores

  1. Isso é gestão!!! Medidas austeras e progressistas…Já começo a sonhar com um governo liberal!!!

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Economia

Em Davos, Guedes compromete-se a zerar déficit orçamentário este ano

A reforma da Previdência, as concessões de petróleo e as privatizações permitirão ao governo zerar o déficit orçamentário neste ano, disse hoje (23) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele, no entanto, ressaltou que o país precisa levar adiante reformas estruturais que reduzam o gasto público para que essa redução seja sustentável nos próximos anos.

Em entrevista à Bloomberg, emissora internacional de notícias, em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. Na conversa, Guedes classificou a democracia brasileira como “vibrante” e disse que o país precisa romper a armadilha do baixo crescimento.

Perguntado em quanto tempo conseguiria zerar o déficit nominal do setor público, que alcançou 7,10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país), Guedes respondeu sobre o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), que deve terminar 2018 em torno de 2% do PIB. O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo excluindo os juros da dívida pública.

Meta ousada

Segundo Guedes, metade dos recursos para zerar o déficit orçamentário viria da reforma da Previdência. A outra metade viria das concessões de petróleo, principalmente da camada pré-sal, e de privatizações de estatais. Ele admitiu que a meta é ousada, mas que é assim que as grandes empresas trabalham.

“Mais da metade do déficit vamos eliminar com a reforma da Previdência. Temos muitas concessões de petróleo. A outra metade disso, vamos eliminar neste ano com concessões de petróleo e uma lista imensa de privatizações. Então, em termos de dinheiro, vamos zerar o déficit este ano. Vamos trabalhar como as grandes companhias privadas, com metas ousadas”, declarou Guedes.

Valores

O ministro adiantou valores. Segundo ele, a venda de subsidiárias de duas ou três grandes estatais renderia em torno de US$ 20 bilhões, equivalente a R$ 75,3 bilhões pela cotação de venda do dólar comercial hoje. A meta de déficit primário para este ano está em R$ 159 bilhões. Ele disse que a equipe econômica pode cortar cerca de US$ 10 bilhões (R$ 37,7 bilhões pelo câmbio de hoje) de subsídios, mas disse que o principal desafio será a reforma da Previdência.

“A coisa mais urgente são as reformas estruturais. Se conversarmos sobre cortar subsídios aqui e lá, vamos perder apoio político. Então temos de fazer a reforma mais importante, que é a da Previdência. Por que se envolver em pequenas batalhas se temos uma grande batalha adiante?”, declarou Guedes. Segundo ele, o governo não pretende congestionar o Congresso com três reformas simultâneas e pretende centrar munição para aprovar a reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso em até 60 dias.

Democracia

O ministro da Economia classificou a eleição do presidente Jair Bolsonaro como uma característica vibrante da democracia brasileira. Para ele, o país passou por uma alternância de poder depois de 30 anos regido por um modelo social-democrático. “É como se tivéssemos 30 anos seguidos de governo democrata nos Estados Unidos. Qualquer republicano venceria as eleições seguintes. Ou 30 anos de governo trabalhista no Reino Unido. Qualquer conservador venceria as próximas eleições”, argumentou.

“O que estamos vendo é uma democracia muito vibrante funcionando. Nunca houve risco de os perdedores [das eleições brasileiras] transmitirem à opinião pública interna que o Brasil está em risco, que está fechado politicamente. Essa é uma percepção errada”, acrescentou.

Agenda

No segundo dia de compromissos em Davos, Guedes reuniu-se com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno; com o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, e com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. Ele também encontrou-se com os presidentes da empresa de energia Siemens, do aplicativo de transportes Uber, da empresa de private equity (que investe em outras companhias) General Atlantic e dos bancos BBVA e UBS.

Guedes também participou de dois painéis no Fórum Econômico Mundial e acompanhou o presidente Jair Bolsonaro num almoço de trabalho com o tema O Futuro do Brasil.

Agência Brasil

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Judiciário

MPF prorroga segundo inquérito sobre facada em Bolsonaro

Bolsonaro foi esfaqueado em ato de campanha em Juiz de Fora – Reprodução redes sociais

O Ministério Público Federal (MPF) concedeu mais 90 dias para a Polícia Federal (PF) concluir o inquérito que investiga o pagamento de honorários ao advogado de Adélio Bispo de Oliveira, que, em 6 de setembro do ano passado, esfaqueou o então candidato a Presidência da República, Jair Bolsonaro, no centro de Juiz de Fora (MG).

O inquérito é o segundo processo a ser instaurado. No primeiro, que tramita na 3ª Vara Federal, em Juiz de Fora (MG), Adélio Bispo é réu por atentado pessoal devido a inconformismo político. De acordo com denúncia do MPF, ele planejou o ataque com antecedência para tirar o candidato da disputa à Presidência.

A extensão do prazo foi solicitada pela PF em 16 de janeiro. Segundo a assessoria da Justiça Federal em Minas Gerais, como a situação legal de Bispo não exige a intervenção do juiz, o pedido da PF pode ser analisado exclusivamente pelo MPF. Neste caso, não é necessário que o pedido retorne à 3ª Vara, “exceto na hipótese de ser requerida uma nova medida cautelar.”

Adélio Bispo está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS). Seu advogado, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, não revela o nome da pessoa que o contratou para defender o agressor, alegando ter o direito de manter em sigilo sua identidade.

Em dezembro de 2018, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em dois imóveis relacionados ao advogado.

A defesa de Adélio afirmou que ele agiu sozinho e que o ataque foi “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada”, devido a um suposto problema mental.

Agência Brasil

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