Economia

Mega-Sena acumula e pode chegar a R$ 56 milhões

Foto: Agência Brasil

O concurso 2059 da Mega-Sena deste sábado (14) não teve acertador. O prêmio acumulou e deverá chegar a R$ 56 milhões no próximo sorteio. As dezenas sorteadas foram: 04 05 36 40 44 56

Setenta e sete apostas acertaram a quina e vão receber R$ 39.904,70. A quadra teve 5.562 apostas ganhadoras, que irão receber R$ 789,19.

O próximo sorteio será na quarta-feira (18). As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

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Judiciário

PSB é condenado a indenizar moradora por acidente com avião de Campos

A Justiça de São Paulo condenou o PSB e dois empresários a pagarem uma indenização de R$ 10 mil por danos morais a uma moradora que teve o imóvel atingido por destroços do avião que caiu e matou o candidato à Presidente Eduardo Campos e outras seis pessoas, em Santos, em agosto de 2014.

A mulher estava no apartamento no bairro do Boqueirão quando escutou o barulho da queda da aeronave. Quando foi olhar o que havia ocorrido encontrou os destroços do avião na garagem.

Na decisão, o desembargador Pedro de Alcântara da Silva Leme Filho, levou em consideração o susto e os transtornos causados à autora do processo, à época do acidente com 76 anos.

Segundo desembargador, a mulher “teve que ficar afastada de casa por alguns dias, transtorno ainda pior para uma pessoa idosa, sem falar, ainda, das imagens chocantes dos restos mortais dos tripulantes em sua garagem que presenciou”.

Para o desembargador, os empresários e o partido político devem responder pelos danos a terceiros porque tinham a posse e a exploração direta e indireta da aeronave.

O acidente atingiu dois quarteirões do bairro do Boqueirão e ao menos 51 imóveis foram afetados, alguns com paredes e cômodos derrubados completamente. O dono de uma academia, um dos imóveis mais afetados, teve que vender bens para tentar recuperar financeiramente a empresa.

Folhapress

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Política

Divisão do fundo eleitoral gera confusão nos partidos. Veja valores

Na primeira eleição presidencial financiada exclusivamente com recursos públicos e doações de pessoas físicas, os principais partidos brasileiros enfrentam conflitos internos para decidir como partilhar o dinheiro do fundo eleitoral entre seus candidatos. A menos de uma semana das convenções, os diretórios nacionais de cada sigla precisam realizar uma reunião e aprovar, por maioria dos votos, a distribuição dos recursos entre candidatos ao Legislativo e Executivo. Sem que esse planejamento seja remetido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o bolo de R$ 1,7 bilhão não pode ser distribuído aos 35 partidos habilitados a receber o dinheiro.

O fim das doações empresariais de campanha, proibidas pelo Supremo Tribunal Federal em 2015, reduziu drasticamente o orçamento disponível para financiar candidaturas. A escassez abriu uma crise entre as alas estaduais e federais de alguns partidos. A maioria das legendas reservou o fundo para postulantes à Câmara dos Deputados, em detrimento dos pré-candidatos na esfera estadual. A opção das cúpulas das siglas por ampliar as bancadas na Câmara está diretamente ligada ao critério de distribuição de recursos e de partilha do tempo de TV nas próximas eleições, ambos definidos de acordo com o número de deputados federais eleitos por cada legenda. Critério inédito em eleições, a obrigação de os partidos reservarem 30% do fundo eleitoral para candidaturas femininas também contribui para a tensão na partilha do dinheiro.

Em maio, quando a repartição do fundo eleitoral começou a ser discutida no PSDB, o pré-candidato a governador de São Paulo João Doria encaminhou para Alckmin uma estimativa do custo da campanha no estado. O valor, de R$ 28 milhões, causou estranheza ao presidenciável, pois estava acima do teto de gasto de R$ 21 milhões estabelecido pelo TSE para as campanhas ao governo de São Paulo.

Aliados de Alckmin avisaram a Doria que sua campanha receberia o mesmo tratamento destinado aos demais candidatos a governador do PSDB. O partido transferirá a essas campanhas apenas 30% do teto determinado pelo TSE em cada estado. No caso de Doria, isso representa R$ 7 milhões, 25% do que ele havia pedido inicialmente. O restante dos recursos os candidatos tucanos a governador terão que buscar fora do partido.

Desde então, a campanha do ex-prefeito não pressionou por mais recursos. Mas aliados de Doria não descartam nova ofensiva mais adiante para tentar melhorar a oferta de Alckmin. Eles argumentam que a importância da eleição de São Paulo para o PSDB justificaria um tratamento diferente. Para a própria campanha, Alckmin reservou o teto determinado pelo TSE às candidaturas à Presidência: R$ 70 milhões. Ao todo, o PSDB terá R$ 185 milhões do fundo eleitoral. Está definido que deputados federais receberão cerca de R$ 1,5 milhão cada um. Já os deputados estaduais aguardam uma definição sobre se terão direito a alguma parte do bolo.

Após a publicação da reportagem, a assessoria de imprensa de Doria contestou a informação de que o pré-candidato a governador de São Paulo solicitou R$ 28 milhões para custear sua campanha e encaminhou a seguinte nota: “Ao contrário do que afirma a reportagem, o pré-candidato ao governo de São Paulo João Doria não encaminhou a Geraldo Alckmin em maio uma estimativa de custo de campanha no valor de R$ 28 milhões. A intenção sempre foi respeitar o teto legal de R$ 21 milhões estabelecido pelo TSE, sem a solicitação de nenhuma quantia adicional.”

A reportagem voltou a ouvir aliados de Alckmin, que mantiveram a informação de que a campanha de Doria pediu R$ 28 milhões em maio, justificando, na época, que o valor seria utilizado para custear as campanhas a governador e senador na chapa do ex-prefeito de São Paulo.

Maior beneficiário do fundo eleitoral, o MDB terá R$ 234 milhões para dividir entre todos os seus milhares de candidatos país afora. Dono da segunda maior bancada da Câmara, formada por 51 deputados, o partido vai dar R$ 1,5 milhão para cada parlamentar tentar a reeleição. No Senado, serão R$ 2 milhões por senador. Com o recurso destinado às bancadas do Congresso já definido, a briga está na parcela de dinheiro que será destinada aos 14 pré-candidatos a governador que terão de disputar o bolo de R$ 54 milhões reservados para os diretórios estaduais. Para ampliar o orçamento, alguns candidatos estudam compor a chapa com vice-governadoras, uma estratégia para acessar o bolo de recursos financeiros destinado a mulheres.

Com 49 deputados, o PP também decidiu priorizar a partilha entre seus candidatos ao Congresso e estabeleceu até um critério de “fidelidade” para os repasses. Pela regra, os deputados mais fiéis às orientações de voto do líder da bancada no plenário da Câmara vão receber mais recursos. E os mais desobedientes serão penalizados. A regra tem gerado desconforto na legenda. A sigla é uma das poucas que pode destinar até R$ 2,5 milhões para os candidatos à reeleição, o teto permitido por lei. Para o tesoureiro do PP, deputado Ricardo Barros, todos os partidos vão canalizar recursos para tentar eleger mais deputados:

— A estratégia de focar nos deputados federais é geral, já que o número de votos para deputado federal define o fundo partidário, e deputados eleitos definem o tempo de televisão, que são as coisas mais relevantes para os partidos. A lógica da legislação induz a essa solução.

O GLOBO

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Esporte

Bernardinho se coloca à disposição para recuperar a carreira de Neymar

Neymar deixou a Copa do Mundo com uma imagem bastante desgastada. E mesmo com a seleção brasileira eliminada, o camisa 10 continuou sendo um dos assuntos mais comentados do Mundial, tudo por conta das polêmicas envolvendo quedas supostamente forçadas, penteados extravagantes, temperamento exaltado dentro de campo, entre outros.

Agora, o estafe de Neymar está em alerta para tentar recuperar a imagem do jogador. Mas talvez o melhor caminho para isso esteja bem perto do craque: trata-se de Bernardinho, campeão com a seleção masculina e feminina de vôlei e pai de Bruninho, um dos melhores amigos do atacante do PSG.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, o ex-treinador da seleção de vôlei contou que gostaria de ser “coach” de Neymar a fim de ajudá-lo a enfrentar a pressão dentro e fora de campo.

“Estive com ele uma ou duas vezes. É um rapaz de uma a índole fantástica, um garoto excepcional. Digo isso porque cheguei em um momento da minha vida, com tanta vivência em esporte, conhecimento dos mais diversos tipos de atletas: uns mais egocêntricos, outros mais jogadores de equipe, e até brinquei dizendo que um gostaria de ser um “coach” do Neymar sobre algumas questões. Sem entrar na questão do futebol, porque não sou um conhecedor profundo da história, mas sobre comportamento e postura diante de algumas situações, como lidar com pressão, como viver algumas coisas. Primeiro pelo sentimento de carinho que tenho com ele, por essa amizade que ele tem com meu filho, e segundo porque eu acho que ele é uma pedra preciosa bruta que nós temos. O futebol mundial tem, mas nós, Brasil, temos e que precisa ser ainda lapidada, ainda trabalhada para fazer um pouco mais. E, obviamente, uma série de situações que acontecem. Por exemplo, primeiro a questão de não ter tido uma boa atuação no primeiro jogo, o cabelo… Tudo em torno dele é sempre muito polêmico, reverbera de uma forma muito forte. Acho que o foco é assim: como fazer com que ele tenha um único foco? Ali dentro o foco é esse”, disse Bernardinho, um dos técnicos mais vitoriosos do mundo do vôlei.

“Ele é de uma importância, uma relevância tão grandes no cenário mundial do futebol, que nós estamos às vésperas praticamente da final da Copa do Mundo e o tema Neymar volta à tona. E o presidente responde sobre ele, e o Will Smith responde sobre ele, o Van Basten, o grande Van Basten também fala dele… Ou seja, essa é a relevância que ele tem. É um peso enorme sobre um jovem, um menino que fez tanto, cresceu tanto e que tem um peso enorme de responsabilidade. Até ontem (sexta-feira), na Serra Gaúcha, tinha um evento e me perguntaram sobre o Neymar e a relação com meu filho. Meu filho tem uma relação de amizade verdadeira, gosta demais do Neymar e sei que a recíproca também é verdadeira”, terminou o treinador.

NOTÍCIAS AO MINUTO

Opinião dos leitores

    1. Vc só pode ser petralha, crê na mentira e no irreal. Seja racional!!!

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Esporte

França x Croácia: saiba tudo sobre a final da Copa do Mundo da Rússia

França e Croácia se enfrentam neste domingo, dia 15 de julho de 2018, pela final da Copa do Mundo da Rússia. A disputa pela taça mais desejada do futebol mundial acontecerá no estádio Luzhniki, em Moscou, em uma partida que promete entrar para a história deste esporte. A bola rola a partir do meio-dia (de Brasília).

Os croatas vão disputar a final do Mundial pela primeira vez na história. Já os franceses, campeões em 1998, entram em campo em busca do tão sonhado bicampeonato.

Os Bleus apostam suas fichas no talento do fenômeno Kyllian Mbappé, que brilhou nesta Copa do Mundo mesmo tendo apenas 19 anos. Apesar da pouca idade, o camisa 10 mostrou personalidade na Rússia e chega à decisão como forte candidato ao posto de melhor jogador da competição.

A equipe xadrez tem como grande estrela o meia Luka Modric, que foi fundamental na campanha até à final. O camisa 10 croata regeu a equipe com uma excelente pontaria, liderança e maturidade no gramado. Ele também chega à decisão credenciado para ser o grande nome desta Copa.

Números de França e Croácia na Copa da Rússia

França

Partidas: 6

Gols marcados: 10

Gols sofridos: 4

Finalizações: 75

Penalidades: 2

Impedimentos: 2

Escanteios: 19

Faltas cometidas: 79

Faltas sofridas: 91

Cartões amarelos: 10

Cartões vermelhos: 0

Jogadores que mais atuaram (540 minutos): Ngolo Kante e Raphael Varane

Artilheiros: Antoine Griezmann e Kyllian Mbappé (3 gols cada)

Mais assistências: Antoine Griezmann (2)

Mais cartões amarelos: Kyllian Mbappé (2) e Blaise Matuidi (2)

Croácia

Partidas: 6

Gols marcados: 12

Gols sofridos: 5

Finalizações: 99

Penalidades: 2

Impedimentos: 2

Escanteios: 34

Faltas cometidas: 101

Faltas sofridas: 94

Cartões amarelos: 14

Cartões vermelhos: 0

Jogadores que mais atuaram (605 minutos): Luka Modric

Artilheiros: Luka Modric, Perisic e Mandzukic  (2 gols cada)

Campanhas

França

Grupo C

França 2 x 1 Austrália

França 1 x 0 Peru

Dinamarca 0 x 0 França

Oitavas

França 4 x 3 Argentina

Quartas

Uruguai 0 x 2 França

Semifinal

França 1 x 0 Bélgica

CROÁCIA 

Grupo D

Croácia 2 x 0 Nigéria

Argentina 0 x 3 Croácia

Islândia 1 x 2 Croácia

Oitavas

Croácia 1 x 1 Dinamarca (3 x 2 nos pênaltis)

Quartas

Rússia 2 x 2 Croácia (3 a 4 nos pênaltis)

Semifinal

Inglaterra 1 x 2 Croácia

NOTÍCIAS AO MINUTO

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Política

BlogdoBG publica pesquisa SETA realizada em Mossoró neste domingo

O BlogdoBG publica neste domingo pesquisa realizada pelo Instituto Seta em Mossoró nos dias 7 e 8 de julho.

Foram ouvidos 600 eleitores, com margem de erro de 3,5%. A pesquisa vai apresentar os números para governador, senador, presidente e rejeição dos candidatos.

A partir das 09:20h deste domingo começaremos a publicação da pesquisa SETA.

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Comportamento

Casal é preso no Rio após matar grávida, roubar criança, fugir e tentar registrar

Bebê roubado em Paraibuna, interior de São Paulo é encontrado na Baixada Fluminense, no Rio
Bebê roubado em Paraibuna, interior de São Paulo é encontrado na Baixada Fluminense, no Rio – Divulgação/Polícia Civil

 

Um casal foi preso neste sábado (14), suspeito de matar uma grávida, arrancar o bebê dela, queimar o corpo da mulher e fugir para o Rio de Janeiro. Os suspeitos tentaram registrar a criança em cartório.

O crime aconteceu em Paraibuna (a 167 km de SP), de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

O casal suspeito, uma mulher de 33 anos, e um homem de 21, moradores de São José dos Campos (97 km de SP), foram presos quando tentavam registrar o bebê em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

No cartório, segundo a Polícia Civil, a mulher disse que havia dado à luz em área rural, sem ajuda médica. O atendente desconfiou da falta de documentação e chamou a polícia.

A suspeita da polícia é que o casal fez acordo com a vítima, a cozinheira Leila do Santos, 39, para ficar com a criança, porque a suspeita não conseguia engravidar.

Leila teria sido mantida em um imóvel com o casal, na versão policial. O período e mais detalhes ainda serão investigados. A Polícia Civil afirma que após um provável desentendimento, os suspeitos mataram a mulher e fugiram com a criança.

O corpo de Leila foi encontrado no dia 4, às margens da represa de Paraibuna. Ele estava queimado, com um corte no abdome e uma placenta ao lado.

Não há informações de como os suspeitos fizeram a cesariana e retiraram o bebê da cozinheira.

Assim que o casal suspeito foi encontrado em uma comunidade no Rio, o bebê foi levado para um hospital. Ele passa bem, afirma a polícia.

Neste sábado, a Polícia Civil havia encaminhado uma equipe para a capital fluminense para transferir os suspeitos para Paraibuna para prestar depoimento e cumprir prisão temporária, decretada pela Justiça de São Paulo.

O bebê será encaminhado ao Conselho Tutelar. As investigações continuam na Delegacia de Paraibuna.

FOLHAPRESS

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Jornalismo

Dirigentes se perpetuam em entidades do patronato do país

Quando Fábio de Salles Meirelles assumiu a presidência da Faesp (Federação da Agricultura de São Paulo), em 1975, o general Ernesto Geisel presidia o Brasil, um jovem chamado Bill Gates fundava a Microsoft e o cantor John Lennon estava em turnê pelo Reino Unido com o novo sucesso “Imagine”.

Há 43 anos no cargo, Meirelles é o mais longevo dos líderes do patronato brasileiro, mas não o único a se eternizar no poder.

Antonio José Domingues de Oliveira ocupa a presidência da CNC(Confederação Nacional do Comércio) faz 38 anos. José Arteiro da Silva, Abram Szajman e José Roberto Tadros também estão no comando das federações do comércio de Maranhão, São Paulo e Amazonas há, respectivamente, 35, 34 e 32 anos.

José Zeferino Pedrozo é presidente da Federação da Agricultura de Santa Catarina faz 28 anos.

Nas últimas duas semanas, a reportagem da Folha pesquisou as 114 confederações e federações de agricultura, indústria, comércio e transportes do Brasil. Obteve, por internet e telefone, informações de quase uma centena delas.

O resultado mostra um sistema envelhecido, com baixa rotatividade e diversidade, cada vez mais político, e sobre o qual pairam suspeitas de nepotismo, desvio de recursos e corrupção.

Das 99 entidades em que foi possível obter dados, 41 presidentes já ultrapassaram oito anos no cargo, o equivalente a um mandato de quatro anos e uma reeleição. Pior: 17 dirigentes estão no comando faz mais de duas décadas.

Não existe hoje nenhuma mulher na cúpula do patronato —a mais importante delas foi a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), que deixou a presidência da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) em 2016.

O sistema sindical patronal se tornou um trampolim eleitoral, como já ocorreu com sindicatos de trabalhadores e cujo exemplo mais impactante é o ex-presidente Lula.

Pelo menos dez comandantes de federações estão licenciados em todo o país para se candidatar em outubro —o mais conhecido deles é Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que concorre ao governo.

O levantamento da Folha, porém, mostra apenas o topo da pirâmide.

É provável que o mesmo retrato se repita pelos sindicatos patronais que compõem federações, que, por sua vez, se agrupam em confederações. Existem 5.275 sindicatos patronais —69% urbanos e 31% rurais.

DESINTERESSE E POLITICAGEM EXPLICAM DISTORÇÃO

Pessoas que conversaram com a reportagem sob a condição de anonimato dizem que dois fenômenos distintos explicam a longevidade dos líderes.

O primeiro é a falta de disposição das multinacionais, que chegaram em peso ao Brasil nos últimos anos, para o comando de entidades.

Sem querer expor os executivos, deixam as entidades para empresários locais, que são cada vez mais raros.

O segundo é o abuso de poder por parte do comando das federações, que se aproveitam da pouca representatividade e do baixo poder econômico de muitos sindicatos para conquistar voto com pequenos favores.

Há também casos de fraude, com sindicatos que existem apenas no papel.

O exemplo mais evidente é o do Amapá, onde Sesi e Senai estão sob intervenção desde 2013, quando a então presidente da Fiap (Federação das Indústrias do Amapá), Joziane Araújo Rocha, foi afastada.

Ela foi acusada de forjar a existência de sindicatos para controlar a federação e de desviar recursos do sistema S. Depois de cinco anos, as eleições para a presidência da Fiap estão marcadas para julho.

É comum que um mesmo grupo político permaneça no comando, mesmo quando troca o presidente. Há exemplo de dirigente que só deixa o cargo por problemas de saúde e é substituído por pessoa de confiança —e, em um caso, acabou tudo em família.

Na Fetracan (Federação das Empresas de Transporte de Carga do Nordeste), o pernambucano Newton Gibson assumiu a presidência em 1989, dois anos após a fundação, e ficou até 2015, quando adoeceu.

Deixou o filho, Nilson Gibson como presidente interino, que acabou eleito em 2017.

Há nove anos, os representantes do sindicato do Ceará travam uma batalha judicial para assumir o comando da Fetracan, sem sucesso.

Opinião dos leitores

  1. Temos que acabar com essa farra, aqui no estado mesmo temos diversos exemplos de gestores que se apoderam de sindicatos, federações, autarquias. Fazem uso político, promovem trem da alegria com apadrinhados, sem falar na farra das diárias. Ainda temos caras de pau que fazem destas organizações plataformas políticas com o único objetivo de conseguir tetas maiores e melhores para continuar com suas práticas nocivas e estapafúrdias de delapidar o pratimônio público. Temos um decreto presidencial que proibi estas reeleições sucessivas e ad eternum destes pseudo gestores que só visam seus interesses.

  2. Não é uma federação mas o engessado CRECI/RN tem como presidente o Sr. Waldemir Bezerra a pelo menos 20 anos. Sempre manobra e conduz as eleições para sua reeleição. Motivo? Sua falida imobiliária não tem mais como sustentar sua família com seus apadrinhados e incompetentes corretores (hoje empregados do creci) e Sua incompetência não permite deixar o conselho e ir empreender novos projetos.

  3. BG.
    É a pilhagem dos empresários, eles pensam que são donos das entidades com também o relaxamento dos filiados as entidades. Aqui no RN não é diferente nos sindicatos e nas federações da indústria e comércio só pra votar algumas.

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Jornalismo

Lula pediu agilidade em aporte do BNDES a JBS, diz investigado

Investigado como intermediário de propina entre o empresário Joesley Batista e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o operador Victor Sandri prestou depoimento à Polícia Federal pela primeira vez sobre o assunto e revelou que o ex-presidente Lula prometeu, durante uma reunião com Joesley, ser o “garoto-propaganda” da JBS. Sandri afirmou ainda que Lula solicitou agilidade na liberação de recursos do BNDES para a empresa e admitiu que levava os pleitos da companhia para Mantega quando ele presidiu o BNDES (2004-2006) e quando era ministro da Fazenda, a partir de 2006.

Segundo o operador, a JBS pediu uma reunião com Lula no final de 2005 para apresentar seus planos de internacionalização. O encontro teve a presença de Mantega, responsável por agendar a reunião, de Joesley, de José Batista Sobrinho, fundador da JBS, e do próprio Sandri. “Fora explanado o projeto de expansão e internacionalização da empresa, e o presidente Lula se mostrou muito entusiasmado e afirmou categoricamente que seria o garoto-propaganda da empresa e orientou expressamente Guido Mantega para agilizar e acompanhar o projeto”, afirmou Sandri.

A PF tomou o depoimento do operador no último dia 26 de abril na condição de investigado na Operação Bullish — que apura suspeitas de corrupção da JBS no BNDES em troca de receber aportes bilionários do banco. O depoimento está sob sigilo. De 2005 a 2014, o banco de fomento injetou cerca de R$ 10 bilhões na empresa dos irmãos Batista. O Tribunal de Contas da União aponta irregularidades nos aportes, que foram usados para adquirir novas empresas e tornaram o BNDES um dos acionistas da JBS.

Lula já havia sido citado nas investigações da Bullish por conta da delação de Joesley. Nela, o empresário afirmou que manteve um total de US$ 150 milhões em uma conta no exterior referentes a propina para o petista e sua sucessora, Dilma Rousseff. Os pagamentos aconteceriam em função dos recursos captados no BNDES. Esse dinheiro na conta no exterior, segundo Joesley, seria descontado à medida que a empresa fazia doações eleitorais para o PT.

Em diversos momentos do seu depoimento, Victor Sandri citou as pressões exercidas sobre o corpo técnico do BNDES para liberar os aportes à JBS. Ele afirmou que se reunia com frequência com Mantega no Ministério da Fazenda para informar sobre o andamento dos projetos da empresa e que o petista lhe perguntava se precisava de alguma ajuda. Sandri “costumava pedir para correr com o projeto”.

O operador confirmou à PF que recebia comissões da JBS por causa dos aportes do BNDES. Ao todo, Sandri recebeu US$ 67 milhões, mas disse que nunca repassou dinheiro a título de propina para Guido Mantega. Afirmou, porém, que usava o nome do ministro para cobrar de Joesley os pagamentos. “Joesley era muito difícil de pagar e não nega que tenha usado o nome de Guido Mantega para pressionar os recebimentos em dia”, afirmou

A defesa de Lula afirmou que não vai comentar porque não teve acesso ao depoimento e disse que o petista “não praticou qualquer crime, antes, durante ou após ter exercido o cargo de Presidente da República”.

Ouvido pela PF em 29 de maio, Mantega afirmou que nunca recebeu pedido de Joesley para interferir no andamento de análises do BNDES. Disse ainda que os pagamentos recebidos de Sandri no exterior foram declarados e regularizados junto às autoridades e “não têm nenhuma relação com a liberação de financiamentos ou investimentos do BNDES na JBS”. Mantega disse que não sabia que Sandri recebia comissões pelos aportes do BNDES e que não se recorda de ter participado de reunião com Lula e Joesley.

O BNDES afirmou que os aportes investigados foram posteriores à gestão de Mantega e que até o momento “não foram encontradas quaisquer evidências da participação de empregados em atos ilícitos”.

O GLOBO

Opinião dos leitores

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Acidente

Avião faz pouso de emergência e deixa 33 feridos na Alemanha

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Foto: EFE/EPA/AIDAN CRAWLEY

 

Trinta e três pessoas precisaram ser atendidas em hospitais alemães após um avião da companhia aérea Ryanair cair 9 mil metros e realizar uma aterrissagem de emergência no aeroporto de Frankfurt-Hahn, informou a Polícia Federal alemã neste sábado, 14.

A aeronave, do voo FR7312, fazia na tarde desta sexta-feira, 13, a rota entre capital irlandesa Dublin e a cidade croata de Zadar, com 189 passageiros a bordo, quando sofreu uma “repentina queda de pressão” na cabine, forçando a manobra de emergência, segundo um porta-voz da empresa aérea.

“Os passageiros se queixaram de dores de cabeça e ouvido e sofriam náuseas”, comentou um porta-voz da Polícia Federal, que reconheceu que alguns apresentavam sangramento nos ouvidos. Uma parte dos passageiros já recebeu alta, de acordo com veículos de imprensa alemães, enquanto outros permanecem internados.

Passageiros do voo reclamaram nas redes sociais e alguns disseram que não houve auxílio da companhia após o ocorrido. “Vivemos um momento de pânico. Depois de 12 horas do pouso forçado, estamos abandonados no aeroporto, sem ônibus, alternativas e sem lugar para acomodação e repouso”, disse a passageira Minerva Galvan no Twitter.

O site “Flightradar24”, que acompanha em tempo real a posição de até 20 mil voos diários no mundo todo, registrou uma queda do avião de 12 mil metros de altura até 3 mil. A companhia aérea ainda não comunicou a causa da perda de pressão na cabine.

Outro avião concluiu a partir do aeroporto de Frankfurt-Hahn a rota interrompida até Zadar, embora muitos passageiros, feridos e impossibilitados de seguir viagem, não estivessem presentes. / EFE

 

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Denúncia

PF acusa Aécio Neves de atuar para maquiar dados enviados a CPI

A Polícia Federal atribuiu ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao ex-vice-governador de Minas Gerais Clésio Andrade o crime de corrupção ativa, no relatório final do inquérito que durante dois anos apurou suspeitas de maquiagem de dados do Banco Rural que deveriam ter sido entregues à CPMI dos Correios em 2005.

De posse do relatório, a Procuradoria-Geral da República enviou manifestação ao ministro-relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o pedido para que o caso siga à primeira instância com base na limitação da regra do foro privilegiado, uma vez que os fatos são anteriores ao mandato parlamentar.

A conclusão da PF foi que Aécio Neves da Cunha, então governador de Minas Gerais, e Clesio Soares de Andrade, vice-governador, atuaram junto ao então senador Delcício do Amaral, presidente da CPMI, para que fosse dado mais prazo para o envio de informações bancárias, de tal modo que o Banco Rural pudesse alterar os dados referentes a contratos de empresas do publicitário Marcos Valério.

O intuito, segundo a PF, era impedir o acesso da CPI a conteúdos que ligassem a gestão tucana a crimes operados a partir das fraudes das empresas do publicitário com o banco.

“É seguro afirmar que, no início do segundo semestre de 2005, por intermédio de pessoa não plenamente identificada, Aécio Neves da Cunha e Clésio Soares de Andrade ofereceram vantagem indevida a Delcídio do Amaral para que este, na condição de presidente da CPMI dos Correios, viabilizasse o retardamento e a inadequação de remessa pelo Banco Rural de Informações bancárias envolvendo as empresas de Marcos Valério, com o propósito de, juntamente com atos pretéritos e posteriores, mitigassem evidências da existência e funcionamento dentro do Governo de Minas de esquema acentuadamente semelhante ao que ocorria no Governo Federal e era investigado naquela CPMI”, diz o delegado da PF Heliel Jefferson Martins Costa.

O delegado aponta que Delcídio do Amaral “praticou ato de ofício contrário a seu dever legal, a pedido mediato e no interesse de Aécio Neves a Cunha e Clesio Soares de Andrade, em troca de promessa ou oferecimento, tácitos ou expressos, de vantagem política futura e indevida”.

O relatório final não atribui crimes nem ao ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que era membro titular da CPMI dos Correios, nem ao deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP). A investigação sobre os dois não encontrou provas que sustentassem o relato de Delcídio do Amaral. “Deixo de indiciar, por ausência de provas, condutas típicas imputáveis aos investigados Eduardo Paes e Carlos Sampaio”, diz o relatório.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

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Política

Ciro acerta prazo com Centrão para ajustar propostas comuns

Foto: Divulgação / PDT

O pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto nas eleições 2018, Ciro Gomes, acertou com líderes dos partidos do chamado Centrão – que reúne DEM, PP, Solidariedade e PRB – que tentará ajustar, no prazo mais curto possível, propostas comuns, principalmente na área econômica, que viabilizem o apoio das legendas a sua candidatura. Em reunião realizada neste sábado, 14, na casa do empresário Benjamin Steinbruch, em São Paulo, os partidos também se comprometeram a definir suas propostas prioritárias.

No encontro, não houve definição de aliança, mas, de acordo com um dos participantes, as conversas “afunilaram mais” em torno do nome de Ciro. O grupo, visto como fiel da balança na disputa ao Palácio do Planalto, busca fechar apoio a um dos candidatos antes das convenções, que começam no próximo dia 20. O presidenciável tucano Geraldo Alckmin também negocia com partidos do bloco.

Após cerca de três horas de conversas, os partidos decidiram voltar a se reunir durante a semana. Um dos encontros deve ser com representantes do PR, que já integrou o grupo, mas, no momento negocia com o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

O Centrão, que agora também é chamado de “Blocão”, compõe a terceira bancada da Câmara, com 49 deputados, de quatro partidos, todos da base do presidente Michel Temer. O PP é o maior partido do bloco e controla os ministérios da Saúde, Cidades e Agricultura – com orçamentos que, juntos, somam R$ 153,5 bilhões –, além de ter o comando da Caixa Econômica Federal.

Temer já avisou aos aliados que não admite que eles apoiem Ciro Gomes que, recentemente, o chamou de “quadrilheiro” e “ladrão”. As ameaças, externadas pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, no entanto, não tiveram efeito.

Na reunião, os líderes partidários foram unânimes em dizer que, se o governo se estressar, que leve os ministérios e os cargos. Outro participante do encontro afirmou que eles não estão preocupados com a ameaça do governo.

Outros temas que estavam em discussão eram as alianças regionais, a possibilidade de vice na chapa e uma articulação para a eleição da presidência da Câmara a partir de 2019.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Ciro comunista? O cara só pode ser um burro quadrado pra dizer uma coisas dessas. Primeiro, não sabe o que é comunismo e segundo, não sabe quem é Ciro. Como um economista como Ciro pode ser comunista? Vão aprender a ler, jumentos.

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Política

Marun nega participação em supostas fraudes no Ministério do Trabalho

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun negou hoje (14) em nota que tenha participado de supostas fraudes no Ministério do Trabalho para beneficiar sindicatos em Mato Grosso do Sul, seu reduto eleitoral. A informação de que o nome de Marun estaria envolvido foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, com base em um relatório obtido junto à Polícia Federal (PF), que apura irregularidades na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho.

Por meio de nota encaminhada por sua assessoria de imprensa, o ministro afirmou não haver interesse político uma vez que declarou, ao aceitar ser ministro, que não disputaria as eleições. “Na verdade, estão usando o fato de eu me predispor a atender com atenção os pleitos que me chegam de MS para tentar retaliar e enfraquecer o ministro que questiona abertamente os abusos de autoridade praticados, especialmente no inquérito dos Portos”, diz a nota.

A Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal, foi deflagrada há um ano, a partir de denúncia sobre concessão de falsos registros sindicais. Segundo a PF, foi descoberto um “amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares”.

No início deste mês, a terceira fase da operação levou ao afastamento do então ministro do Trabalho Helton Yomura, que pediu demissão do cargo. O novo ministro Caio Vieira de Mello, ao assumir o comando da pasta, suspendeu por 90 dias todos os procedimentos de análise e publicações relativas ao registro sindical, em portaria publicada na edição do Diário Oficial da União da última quinta-feira.

Agência Brasil

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Esporte

Equipe de Neymar quer ‘plano de emergência’ para recuperar imagem do atacante

Se, em 2010, apesar do apelo popular, Neymar ficou de fora da lista de Dunga e, em 2014, o craque sofreu no Mundial do Brasil a mais grave contusão da sua carreira que quase lhe tirou os movimentos das pernas, a Copa da Rússia ficará marcada como aquela em que o atacante fracassou na tentativa de levar o Brasil ao título e ainda acabou como principal alvo de críticas da imprensa internacional e até de jogadores e técnicos por exagerar nas expressões de dor a cada falta sofrida. Nas redes sociais, Neymar virou motivo de chacota e, ridicularizado, gerou memes que debocham da sua performance nos gramados russos.

Com a imagem arranhada, o desafio do craque agora é tentar mudar a percepção que o público tem de si. O Estado apurou que o pai e empresário do jogador vai se reunir nos próximos dias com seus assessores mais próximos para buscar alternativas e ações com o objetivo de melhorar a imagem do filho.

Apesar de o Brasil ter sido eliminado no dia 6, o pai de Neymar esticou a sua estadia na Rússia e só retornou ao Brasil quase uma semana depois do jogo. Em Moscou, por exemplo, ele esteve com André Cury, empresário que intermediou a transferência do filho do Santos para o Barcelona, em 2013.

Desde a derrota para a Bélgica, o atacante do Paris Saint-Germain tem optado pela reclusão. Ficou decidido juntamente com o seu estafe que a próxima aparição pública do craque deve ser apenas em um leilão beneficente, quinta-feira, como parte da estratégia de tentar apagar a imagem narcisista que Neymar passou durante a Copa. Depois, vai promover um campeonato entre jovens na sede do seu instituto, na Praia Grande.

O público infantil, por sinal, é um nicho importante a ser explorado, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem. Após o jogo diante do México, pelas oitavas de final, o técnico Juan Carlos Osorio falou, sem citar nominalmente Neymar, que ele não era “um exemplo para o futebol e para as crianças que veem o futebol”.

“É mostrar justamente o contrário, que ele é, sim, uma influência positiva para as crianças, que se preocupa com a formação. O instituto dele é uma boa ferramenta para isso”, explica Mauro Corrêa, sócio-diretor da CSM Golden Goal, empresa de gestão esportiva. “Mais do que ser honesto, é preciso parecer honesto. Mais do que ser uma boa influência, é necessário demonstrar isso.”

O problema, alegam especialistas, é que mesmo ações corretas do camisa 10 do ponto de vista estratégico acabam se voltando contra ele neste momento. De acordo com a consultora de mídias digitais Soraia Lima Herrador, que também coordena a Pós-graduação em Planejamento Estratégico e Concepção de Branded Content no Senac, o silêncio do jogador foi acertado. “Ele fez certo. Perdeu, se resguardou. Está preservando a imagem dele. Colocou seu ponto de vista, disse que estava triste e ponto”, analisa.

Na França, a aposta é de que Neymar conseguirá dar a volta por cima com boas atuações no PSG. “Estrelas como Beckham e Zidane também tiveram problemas em outras Copas que prejudicam suas imagens em uma visão de curto prazo, mas não em uma perspectiva de longo prazo. Se Neymar for bem em campo, o que é provável que aconteça no Campeonato Francês, ele vai superar tudo isso”, analisa Jean-Philippe Danglade, professor de marketing esportivo da Kedge Business School.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Neymar precisa tirar o seu pai da vida dele, segundo ser mais umilde dinheiro não é tudo meu amigo.

  2. porque não formam uma seleção brasileira só com jogadores que atuam no futebol brasileiro? quem assiu viu. até hj alguns criticos dizem que a seleção de 1982 foi melhor que a de 1970. é só tinha jogador que atuavam no futebol brasileiro. como hj aconteceu com a seleção inglesa.

  3. Se ele tivesse jogado bola, mesmo que a seleção tivesse perdido não teria a sua imagem manchada. #NeymarCaiCai

  4. O cara é craque, mas os próprios brasileiros malham dele, os jogadores franceses simularam mais faltas e ninguém disse nada. A velha síndrome do cachorro vira lata.

    1. Não são os brasileiros, o mundo tá malhando, culpa somente dele, não tem vira lata nessa história….

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Política

Seis em cada dez votos em branco para presidente da República são de mulheres

O eleitorado feminino é hoje o responsável pela maioria dos votos brancos e nulos declarados em pesquisas de intenção de voto para presidente da República nas eleições 2018. Segundo recorte feito pelo Ibope a pedido do Estado, seis em cada dez eleitores dispostos a não votar nos pré-candidatos apresentados são mulheres na faixa etária dos 35 aos 44 anos, desiludidas com os recorrentes escândalos de corrupção envolvendo a classe política e preocupadas com o rumo da economia.

A mesma preponderância feminina é observada no grupo dos eleitores indecisos. Em ambos os casos, a participação de mulheres é superior se comparada ao número de votos que detêm no País. O detalhamento da última pesquisa CNI/Ibope para presidente mostra que, enquanto elas representam 52% do eleitorado nacional, são 58% na fatia dos que votam branco ou nulo e 55% entre os que não se decidiram.

A indignação feminina diante da corrupção e as incertezas relacionadas à recuperação da economia brasileira, especialmente a retomada do emprego e o risco da inflação, explicam o fenômeno, segundo pesquisas qualitativas feitas pelo Ibope. Especialistas ouvidos pelo Estado ainda apontam mais dois motivos: o sentimento de que os atuais políticos não representam as mulheres – em 2014, elas preencheram apenas 10% das vagas na Câmara dos Deputados – e a indefinição em torno de quem será ou não candidato em outubro.

A vendedora Denise de Melo, 35 anos, faz parte dessa estatística. Ela diz que vai anular o voto porque não sente empatia por qualquer dos pré-candidatos. “A gente pesquisa, pesquisa, mas não encontra ninguém que possa nos representar com dignidade”, afirma. Para ela, o que mais influencia na sua vontade de não votar são “os casos de corrupção que aparecem a todo momento”.

Foi a desconfiança geral no mundo político que também levou a especialista em marketing Ana Paula Paura, de 36 anos, a optar pelo voto em branco. “Ninguém me empolga. Não existe um candidato que me mobilize. Tenho desconfiança nos políticos em geral e aquela sensação de que muitos estão envolvidos em corrupção”, diz.

Nulo

O porcentual de eleitores dispostos a anular o voto é o que mais chama a atenção. No cenário sem a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, o índice de eleitores que declaram voto em branco ou nulo chega a 31%, contando mulheres e homens. Em 2014, de acordo com o Ibope, a taxa nessa mesma época do período eleitoral era de 16%.

Entre os eleitores que se dizem indecisos, ou seja, respondem não saber em quem votar na eleição de outubro, o porcentual se mantém em 8%. Apesar de se considerar também uma desiludida com a política, Iris Cristina dos Santos Liu, de 37 anos, diz querer “fugir” do voto branco ou nulo. Dona de um salão de beleza em São Paulo, ela afirma que, por enquanto, nenhum pré-candidato conquistou sua confiança. “Quero escolher um nome, como sempre fiz. Mas o voto em branco não está descartado”, diz.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Não podemos nos deixar levar com essa ideia de votarmos nulo ou em branco. Quando nos omitimos de votar, pelo fato de todos serem desonestos e larápios, estamos sim aumentando a chance desses maus políticos se elegerem. Vai uma dica, procure um candidato novo, mas não anule seu voto, até porque quando vc se omite,vc perderá o direito depois de cobrar alguma coisa.

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Política

Erick Pereira defende propaganda eleitoral paga na internet

O advogado potiguar e especialista em Direito Eleitoral Erick Pereira, voltou a defender a propaganda eleitoral paga na internet. Dessa vez, o jurista voltou a tocar no tema em um artigo de opinião publicado Folha de São Paulo, neste sábado (14).

“É paradoxalmente difícil de enfrentar o espírito conservador com o uso das novas tecnologias no processo eleitoral, quando os principais instrumentos de propaganda política passam pela internet”, afirma Erick.

Presidente da Comissão Especial de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ele lembrou que 61% dos brasileiros estão conectados a internet e que esse nicho se torna importante para a disseminação de informações dos candidatos, já que a internet é a segunda principal fonte de informação do país.

“O direito à informação verdadeira e à livre manifestação do pensamento é proporcional à democratização do processo eleitoral, destacando que a internet se tornou o meio de informação mais igualitário e menor oneroso do mundo”, finaliza Erick.

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