Diversos

PF E POLÍCIA CIVIL INVESTIGAM: Piloto diz ter feito pouso forçado após dois homicídios em pleno voo

A Polícia Civil do Pará e a Polícia Federal estão investigando as circunstâncias que forçaram o piloto de um avião executivo a fazer pouso forçado em um rio do sudoeste do Pará, em região de garimpos. Segundo os investigadores, o piloto da aeronave contou, em depoimento, que houve dois homicídios em pleno ar, durante o voo.

O caso aconteceu na última quarta-feira (27), mas só chegou ao conhecimento das autoridades na sexta-feira (29), quando pescadores perguntaram a policiais militares de uma unidade da região se o piloto tinha procurado ajuda. Os policiais passaram a buscar informações sobre o suposto acidente e sobre o paradeiro do piloto, que estava hospedado em um hotel próximo.

Sérgio Vanderlei Becker foi identificado quando chegava ao distrito de Moraes de Almeida, em um mototáxi. Conduzido à seccional de Polícia Civil de Itaituba, o piloto confirmou ter pousado no Rio Jamanxim e abandonado a aeronave em seguida. Ele contou que, durante a viagem entre Guarantã do Norte (MT) e Apuí (AM), os dois passageiros a bordo se desentenderam e um deles, identificado como Polaquinho, atirou no outro, conhecido como Turco, que morreu na hora.

Ainda segundo o piloto, Polaquinho teria aberto a porta lateral da aeronave para arremessar o corpo de Turco para fora do avião, em pleno voo. Becker afirma que, neste momento, apanhou a arma que estava sobre o assento e decidiu matar Polaquinho. O piloto justificou sua decisão alegando temer ser morto por ter testemunhado o primeiro homicídio.

Becker contou ter acertado dois tiros em Polaquinho. Em seguida, teria se levantando para também jogar o corpo de sua vítima para fora da aeronave, mas perdeu o controle do avião, só recuperando-o a tempo de pousar no rio. Posteriormente, o piloto informou o ponto exato em que se encontrava a aeronave, prefixo PT IIU.

Policiais militares já fizeram uma vistoria preliminar no avião. Embora tenham encontrado vestígios de sangue, nem os corpos das supostas vítimas, nem a arma usada no crime foram localizados. Quando foi detido, o piloto carregava munições ilegais. Mesmo assim, Becker foi liberado na sexta-feira a noite, após prestar depoimento.

Agência Brasil

 

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Esporte

‘Falaram demais e foram para casa’, ironiza Neymar, eleito melhor jogador do duelo contra o México

Protagonista nos 2 a 0 diante do México, em Samara, Neymar marcou o primeiro da Seleção – o segundo dele na Copa do Mundo -, participou da jogada do gol de Roberto Firmino e foi escolhido, em votação da Fifa, como melhor jogador na vitória brasileira nas oitavas.

Na saída de campo, o camisa 10 falou pela primeira vez durante o Mundial e aproveitou para desabafar. Caçado em campo contra o México, Neymar mandou recado aos adversários que encerreram a participação na Rússia.

– (Excesso de faltas sofridas) isso é complicado, não é uma coisa que cabe a mim. Só sofro a dor. Tomei um pisão desleal, da minha parte acho que fora da jogada, fora do campo. Acho que não pode. Mas é isso, eles falaram demais antes da partida e foram embora para casa

Neymar também fez questão de dividir os holofotes com o restante da Seleção. Mesmo após o prêmio individual, o atacante destacou o jogo coletivo do grupo de Tite.

– Não quero que seja a Copa do Neymar, quero que seja a Copa do Brasil. O coletivo é mais importante. Fico feliz por fazer parte desse grupo. Certeza de que esse time pode chegar muito longe.

Neymar comemora o primeiro gol do Brasil (Foto: REUTERS/Dylan Martinez)

O Brasil aguarda a definição do adversário das quartas: Bélgica e Japão se enfrentam às 15h (de Brasília). A Seleção volta a campo na sexta, às 15h, na Arena Kazan.

O jogo

Parabenizar a equipe pelo jogo de hoje. O que fica são momentos da partida que temos que aprender a sofrer. Hoje demonstramos que sabemos um pouco (risos). Foi sofrido, muito difícil, sabemos da qualidade da outra equipe. Mas mais uma vez nossa equipe mostrou qualidade.

Pensou que Ochoa iria parar o Brasil de novo?

Ochoa é um grande goleiro, sabemos da qualidade dele. Parabenizo por uma grande partida, mas eu não desisto nunca, sou brasileiro. Foi um gol de vontade, percepção, de estar ligado na partida. Consegui empurrar a bola para dentro.

A fama de jogador “cai cai” incomoda?

Eu acho que é para tentar minar do que qualquer outra coisa. Eu não ligo muito para críticas, às vezes nem mesmo para o elogio. Isso pode influenciar a cabeça do atleta. Esses últimos dois jogos eu não falei com a imprensa porque eu não queria polêmica, tem muita gente falando, uns se alteram, não sei se querem aparecer.

Eu só tenho que jogar futebol, ajudar minha equipe, eu vim para ganhar, não para outra coisa. Espero poder melhorar cada vez mais, sabia que precisaria de ritmo para voltar ao meu nível normal. Hoje já me sinto muito melhor, estou muito feliz pela partida de hoje, parabenizo toda a equipe pelo trabalho, esforço, estamos melhorando cada vez mais

Desempenho da defesa

Nossa equipe sempre veio de muitos jogos sem sofrer gols, pela qualidade que temos lá atrás, pelos zagueiros que temos. Ficamos felizes lá na frente, para fazer os gols.

Está 100%?

Quase lá!

Globo Esporte

 

Opinião dos leitores

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Esporte

Temer festeja vitória do Brasil com ministros e servidores do Planalto

Com a presença de ministros e servidores da Presidência da República, o presidente Michel Temer acompanhou nesta segunda-feira (2) a vitória do Brasil sobre o México, em partida válida pelas oitvas de final da Copa do Mundo da Rússia. Eles assistiram ao jogo na Secretaria de Assuntos Jurídicos, no anexo do Palácio do Planalto. Após a vitória brasileira, Temer comentou no Twitter que foi uma vitória “suada e merecida” e parabenizou o time.

Nas quartas de final, o Brasil enfrentará o vencedor do jogo entre a Bélgica e o Japão, que entram em campo ainda na tarde desta sexta-feira. A partida pelas quartas de final será sexta-feira (6), às 15h.

“Vitória suada e merecida! Valeu, Seleção”, postou o presidente junto a uma foto em que aparece de pé comemorando ao lado dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, e de crianças. Na sala, decorada com bandeirinhas do Brasil, estão servidores da Presidência da República que haviam sido convidados por Gustavo Rocha para assistir ao jogo no local.

Ontem (1°), durante uma caminhada no Palácio do Jaburu, o presidente Temer disse a cinegrafistas de tevê que seu palpite de placar para o jogo de hoje era vitória do Brasil por 2 a 0.

Temer também havia acompanhado a partida anterior da seleção brasileira contra a Sérvia, no Palácio do Planalto, com Padilha e Gustavo Rocha. O placar foi também 2 a 0 para o Brasil.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Quando a quadrilha se reúne, com certeza tambem, alguma maldade contra o povo brasileiro foi feita. aguardem que virá a tona.

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Tecnologia

Instagram testa novo visual com barra fixa para os ‘stories’

Foto: Reprodução

Mais de 400 milhões de pessoas usam as “histórias” do Instagram – aquelas fotos ou vídeos que desaparecem após 24 horas – todos os dias. Mas a rede social não parece satisfeita, e quer que o recurso seja usado ainda mais.

O site The Verge descobriu que o Instagram está testando uma pequena mudança de visual que deixa a barra de histórias, que normalmente aparece no topo do feed, fixa no topo da tela mesmo enquanto o usuário rola pela página.

No entanto, a barra só permanece visível na página principal do aplicativo, e não nas abas de exploração ou do perfil do usuário. Aparentemente, no novo visual não é possível desafixar essa barra de “stories” do topo do feed.

Em nota, um porta-voz do Instagram disse apenas que a empresa “está sempre testando maneiras de melhorar a experiência” na rede social. A mudança só deve ser permanente se for aprovada pelos usuários nesta fase de testes.

Olhar Digital

 

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Trânsito

Denatran divulga lista de fabricantes de placas de veículos

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) publicou nesta segunda-feira(2), no Diário Oficial da União, as primeiras oito portarias de credenciamento de fabricantes e estampadores de placas de identificação veicular.

Assinados pelo presidente do órgão vinculado ao Ministério das Cidades, as habilitações das empresas começam a ser divulgadas quase dois meses após o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ter publicado a resolução que regulamenta a produção das placas de identificação dos veículos brasileiros conforme o padrão dos países do Mercosul.

A Resolução 733/2018, do Contran, estabelece que, até 1º de dezembro deste ano, as novas placas deverão ser instaladas nos novos veículos que forem registrados; que estejam em processo de transferência de município ou de proprietário ou quando houver a necessidade de substituição das placas por quaisquer outros motivos. Os preços das placas serão definidos pelos fabricantes credenciados, que serão responsáveis pela produção, logística, gerenciamento informatizado, distribuição e estampagem das placas veiculares.

A troca é opcional para os veículos já emplacadas, mas a resolução do Contran permite aos proprietários destes veículos as substituírem, mantendo os números originais no cadastro. A previsão é que toda a frota nacional esteja emplacada com o novo modelo até o fim de 2023.

Segundo o Denatran, mais de 100 empresas de todo o Brasil já deram entrada nos seus processos de credenciamento. Das oito primeiras empresas habilitadas, duas são do Rio Grande do Sul: a Rio-Grandense Indústria e Comércio, da cidade de Taquara, e a Nair M.Z. Rodrigues & Cia, de Passo Fundo.

Ainda na região Sul, foi credenciada uma empresa instalada em Joinville (SC), a Blanks Comércio de Placas. As outras cinco habilitadas funcionam no Rio de Janeiro (Utsch do Brasil); Goiânia (Goiânia Placas); São Francisco do Guaporé (RO – KL Placas); Santana do Parnaíba (SP – Centersystem Indústria e Comércio) e em São José da Lapa (MG – Promac Industrial e Produtos de Metais).

O credenciamento para estampar as placas de identificação veicular tem validade de quatro anos, mas as empresas de Goiânia, Passo Fundo e Rondônia foram habilitadas em caráter “precário”, tendo 24 horas a partir da publicação da portaria no Diário Oficial para comprovar estarem aptas a produzir as placas conforme as normas exigidas. A não apresentação da documentação no prazo acarretará na revogação do credenciamento.

A substituição das placas se aplica a todos os tipos de veículo, incluindo reboques, semirreboques, motocicletas, triciclos, motonetas, ciclo elétricos, quadriciclos, ciclomotores, tratores e guindastes, que serão identificados por uma única placa, instalada na parte traseira.

As novas placas são revestidas com película retrorrefletiva e têm fundo branco com margem superior azul. Além de estampar a bandeira brasileira com o símbolo do Mercosul, o novo modelo mantém os atuais sete caracteres alfanúmericos e apresenta ainda Quick Response Code (QRCode) e número de ID (identity, palavra inglesa que significa “identidade”) único para coibir fraudes.

Agência Brasil

 

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Saúde

Após exames, senador Garibaldi Filho já se encontra em casa

O senador Garibaldi Filho encontra-se em casa após a realização de exames, nesta segunda-feira (2), quando foi comprovado o quadro de hipotensão(pressão baixa).

Opinião dos leitores

  1. É a sombra de Geraldo Melo. É melhor aumentar a dosagem de Lexotan para acalmar os nervos e Imosec para controlar a caganeira. Vamos mudar o RN.

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Esporte

Contra o Japão, Bélgica confia na experiência e em lições do passado para duelo nesta tarde

Foto: Info Esporte

Enfrentar um azarão não traz boas lembranças à Bélgica. Dois anos atrás, o país era um dos favoritos ao título da Eurocopa e caiu nas quartas de final para o País de Gales. Em 2014, essa mesma geração chegou com pompas à Copa no Brasil e sofreu muito para passar pelos EUA nas oitavas – antes de perder para a Argentina também nas quartas.

Agora, o adversário é o Japão, e os belgas confiam na experiência que adquiriram e nas lições que aprenderam no passado recente para conseguir justificar o favoritismo desta vez.

– Há quatro anos, foi a primeira competição. Na França (Eurocopa), foi a segunda. Os jogos de mata-mata têm muito a ver com a experiência. Com um time jovem, é mais difícil, mesmo quando você tem jovens talentosos. Agora, é mais fácil. Temos o mesmo nível de maturidade, e isso vai fazer a diferença – analisou Eden Hazard, craque, camisa 10 e capitão da seleção.

Hazard é o camisa 10 da Bélgica (Foto: Divulgação)

Por conta dessas frustrações nos últimos anos, a Bélgica chegou à Rússia sob desconfiança, apesar de ter um elenco bastante talentoso. Mas, com bom futebol, voltou a chamar atenção. A equipe teve a melhor campanha da primeira fase, com 100% de aproveitamento e sete gols de saldo (nove marcados e dois sofridos). Além disso, defende uma invencibilidade de 22 jogos (17 vitórias e cinco empates). A última derrota foi em setembro de 2016 – 2 a 0 em amistoso com a Espanha.

Se depender do Japão, a Bélgica viverá uma segunda-feira sofrida em Rostov. Elogios à parte, o técnico Akira Nishino pretende complicar a vida dos rivais.

Kagawa é o principal jogador do Japão e maior ameaça à Bélgica (Foto: REUTERS / Damir Sagolj)

– Analisamos tudo deles. São muitas grandes estrelas de times europeus. A Bélgica é provavelmente melhor e tem muitos trunfos, mas tenho certeza de que eles têm falhas, e eu gostaria de aproveitá-las – afirmou o comandante japonês.

Para não ser surpreendida pelo Japão, a Bélgica tem a experiência como diferencial. E é claro que segue confiando no talento de seus jogadores. Além de Hazard, o time tem outros grandes destaques, como De Bruyne, Lukaku e Courtois.

– É hora de brilhar, definitivamente. Temos grandes jogadores, jogamos como grupo. Temos 23 atletas, vimos isso contra a Inglaterra. Está nas nossas mãos. Temos que jogar juntos, dar tudo e ver o que acontece – disse Hazard.

Em uma Copa de azarões, que eliminaram ou ajudaram a eliminar – quando complicaram o caminho dos rivais no mata-mata – Alemanha, Argentina, Portugal e Espanha, o Japão tem motivos para acreditar na zebra. A Bélgica, por sua vez, passará por um fracasso ainda maior do que os de 2014 e 2016 se não avançar às quartas. A pressão, portanto, é grande, e é nessa hora que vamos ver se a experiência realmente será colocada em campo.

Prováveis escalações:

Bélgica: Courtois, Alderweireld, Vermaelen (Boyatá ou Kompany) e Vertonghen; Meunier, Witsel, De Bruyne, Hazard, Mertens e Carrasco; Lukaku. Técnico: Roberto Martínez.

Japão: Kawashima; Sakai, Yoshida, Shoji e Nagatomo; Hasebe e Shibasaki; Haraguchi, Kagawa e Inui; Osako. Técnico: Akira Nishino.

Globo Esporte

 

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Esporte

Neymar brilha, Brasil despacha o México e avança para as quartas

Neymar comemora seu gol contra o México – Fabrice Coffrini/AFP

O Brasil está classificado para as quartas de final da Copa do Mundo. Com um gol de Neymar e outro de Roberto Firmino, a seleção venceu o México por 2 a 0 na Arena de Samara, na tarde desta segunda-feira (02).

A terceira vitória do Brasil no Mundial foi novamente sofrida.

O time nacional agora espera o jogo de mais tarde para saber quem será o próximo adversário, Bélgica ou Japão. A partida das quartas de final será na cidade de Kazan, na sexta-feira (06).

O volante Casemiro está fora da próxima partida. Ele levou em Samara o segundo amarelo no torneio e terá que cumprir suspensão automática. Fernandinho é o mais cotado para substituí-lo.

Assim como na fase de grupos, o primeiro duelo do mata-mata foi um sufoco.

Além de Neymar autor do gol, o meia Willian foi também o destaque da quarta partida da seleção. Ele deu o passe para o gol e fez belas jogadas.

A defesa voltou a ter uma boa atuação. O time comandado por Tite foi dominado boa parte do primeiro tempo, mas o setor conseguiu segurar a pressão.

Ao lado do Uruguai, a seleção brasileira é a menos vazada da Copa, com apenas um gol tomado.

Com o gol de carrinho, marcado aos 5min, Neymar é o artilheiro da seleção na Copa ao lado de Philippe Coutinho.

Essa foi sua quinta partida desde que o ex-santista voltou da cirurgia que fez no pé direito, em maio.

O atacante foi decisivo para a classificação, repetindo o protagonismo de seus colegas de PSG, o francês Mbappé e o uruguaio Cavani.

A vitória em Samara foi a 20ª da era Tite. Sob o comando do treinador, a seleção brasileira tem quatro empates e apenas uma derrota.

Na quente cidade russa (fazia 33º C), os mexicanos começaram melhor.

Apoiados por uma torcida barulhenta, eles pressionavam os brasileiros e perderam a primeira oportunidade de gol logo no primeiro minuto.

No início, a cada passe trocado pelos mexicanos a torcida cantava “olé”.

Osório mexeu no time e a mudança surpreendeu o Brasil. Ele escalou Rafa Marquez como uma espécie de volante. Na partida desta segunda, o zagueiro de 39 anos entrou para a história por ser capitão de uma seleção em 5 edições de Copas.

Pressionando muito, o México dificuldade a saída de bola do Brasil.

Os jogadores não conseguiam sair tocando a bola, como Tite ensaiara.

A primeira chegada do Brasil foi só aos 24min, quando Neymar fez uma jogada individual, entrou na área adversária e obrigou Ochoa a fazer bela defesa.

O lance animou o time, que começou a pressionar os mexicanos. Aos 25min, Coutinho aproveitou o rebote da defesa e chutou.

A partir daí, o Brasil melhorou, mas os mexicanos permaneciam com mais rapidez.

No segundo tempo, Tite insistiu na mesma formação. O time voltou melhor. Logo aos 2min, Coutinho obrigou Ochoa a fazer boa defesa.

O gol não demoraria a sair. Aos 5min, Neymar abriu o placar de carrinho, dentro da pequena área, aproveitando um cruzamento forte de Willian.

Em vantagem, a seleção se soltou e começou a criar mais oportunidades de gol.

Sem marcar ainda na Copa, Gabriel Jesus mudou de posição no segundo tempo.

Ele foi para a esquerda deixando Neymar mais centralizado.

Satisfeito com o time em campo, Tite só mexeu nos minutos finais. Aos 35min, ele colocou Fernandinho no lugar de Paulinho.

Em seguida, ele tirou Jesus e colocou Firmino.

O atacante do Liverpool ainda teve tempo de fazer o segundo do Brasil.

Aos 42min, Firmino aproveitou o passe de Neymar e fez o gol para a festa dos brasileiros em Samara.

Até o técnico Tite invadiu o campo para comemorar com os jogadores.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

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Diversos

Prefeitura de Caicó e paróquia apresentam programação da Festa de Sant’Ana 2018

O prefeito de Caicó, Batata Araújo, e o pároco da catedral, padre Alcivan Tadeus Gomes, apresentaram neste domingo (1º) a programação oficial da Festa de Sant’Ana 2018. “Estamos nos esforçando para manter o alto nível do evento. E Caicó é peculiar, pois tem sua festa em vários espaços”, disse padre Alcivan.

O Município de Caicó é parceiro da Paróquia de Sant’Ana na programação cultural que é desenvolvida pela paróquia, com estrutura, com a Banda de Música Recreio Caicoense, com pessoal para segurança, organização do transito, limpeza pública, entre outras demandas.

“A Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência atua diretamente na mobilização da Marcha dos Idosos do Seridó, na primeira sexta-feira de Festa, e esse ano também seremos parceiros da Caminhada das Crianças com a Avó Sant’Ana, no primeiro sábado”, disse o prefeito.

Já a Secretaria de Educação, através da coordenação de Esportes, está à frente da Corrida de Sant’Ana, umas das maiores provas de rua do Rio Grande do Norte. O evento acontecerá no primeiro sábado de Festa de Sant’Ana, dia 21 de julho.

“A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento contribuirá com o suporte logístico de mais uma Cavalgada de Sant’Ana, no domingo (22)”, lembrou Batata

A coordenação de Cultura do Município também desenvolve o projeto Banda na Praça, com a apresentação de dez filarmônicas de diversos municípios na praça Senador Dinarte Mariz. A primeira atração, no dia 19 de julho, será a Filarmônica Honório Maciel (São João do Sabugi).

A prefeitura também é parceira da FAMUSE (Feira de Artesanato dos Municípios do Seridó), uma realização do CRACAS e SEBRAE. Segundo a coordenadora da FAMUSE, Arlete Silva, o Município participa com investimento financeiro, disponibilização da Praça de Artesanato Dona Maria Vale, no Complexo Turístico Ilha de Sant’Ana, e com o stand da Caicó Mostra Caicó.

“O Gabinete de Gestão Integrada (GGI) estará reunido no próximo dia 04 de julho para traçar o planejamento de segurança da Festa de Sant’Ana. O Município dá suporte logístico a diversas instituições de segurança pública para viabilizar o trabalho dos agentes”, disse o prefeito. Mais de 200 câmeras de segurança farão o monitoramento a partir do 6º BPM.

As secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente estão iniciando um trabalho de recuperação das praças, limpeza, correção na iluminação pública, instalação de banheiros e poda de árvores, principalmente nos locais e nas vias de acesso aos principais espaços que compõem a programação da Festa.

A Saúde trabalha todos os dias, disponibilizando ambulâncias e profissionais para os eventos públicos, a vigilância sanitária com a fiscalização dos estabelecimentos de alimentação e bebidas, e o reforço nos plantões das casas de saúde, por exemplo.

E esse ano o Município de Caicó desenvolverá por conta própria a programação na Ilha de Sant’Ana, com show de 25 a 29 de julho, espaços para parques, bares e lanchonetes.

Quarta-feira (25):

Circuito Musical

Noda de Caju

Forró dos Três

Quinta-feira (26):

Brandões do Forró e Arrocharme (feirinha)

Joãozinho Banda Sete

Almir Ex-Fevers

Parcélio & Paulinho

Sexta-feira (27):

Waldonys

Flavio Leandro

Confraria do Fole

Sábado (28):

Naldinho

Vicente Nery

Aduílio Mendes

Domingo (29):

Isac Queiroz

Hugo, Heitor e os 4 Forrozeiros

Laercio Vaneirão

Opinião dos leitores

  1. Parabéns aos organizadores da festa de Santana 2018, programação muito boa, no entanto fui surpreendida com a cobrança de R$ 20,00 para estacionar o carro na rua e segundo o rapaz, foi a prefeitura que orientou a cobrança!! Será verdade??

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Diversos

É preciso esperar 24 horas para registrar um desaparecimento?

Todo filme, série e novela traz sempre a mesma exigência: aguarde um dia antes de ligar para a polícia. Mas, na vida real, isso é verdade?

Foto: (BrianAJackson/iStock)

No Brasil, não existe tempo mínimo de espera para notificar a polícia sobre o desaparecimento de alguém. O recomendado, inclusive, é que a ocorrência seja registrada nas primeiras horas da ausência. Isso tende a facilitar a localização pelos investigadores.

“Essa ideia foi incorporada por filmes e seriados, já que cada país tem seu próprio procedimento”, diz o delegado Gabriel Bicca, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Os gaúchos, por sinal, ocupam o segundo lugar no ranking nacional de desaparecidos, atrás apenas de São Paulo.

No País, 85% dos casos de desaparecimento são resolvidos quando a pessoa retorna para casa por conta própria. Nos EUA, no entanto, cada Estado tem autonomia para determinar quanto tempo é preciso esperar.

Super Interessante

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Tecnologia

WhatsApp pode ameaçar estabilidade no Brasil, diz pesquisadora de Harvard

Claire Wardle, do First Draft: o Comprova vai combater a desinformação na campanha eleitoral (Facebook Comprova/Divulgação)

Durante a eclosão do conflito étnico que levou ao genocídio de Ruanda em 1994, quando mais de 800 mil pessoas foram brutalmente assassinadas, o rádio teve um papel preponderante, em um primeiro momento, para incitar o ódio e a violência dos hutus contra os tutsis, e, posteriormente, para disseminar propaganda contra os hutus.

O cenário do Brasil em 2018 é, evidentemente, muito diferente do de Ruanda em 1994. Mas o potencial de plataformas como o WhatsApp ecoa paralelos com o cenário que favoreceu à crise social nesse país da região central da África, na visão da pesquisadora britânica Claire Wardle, diretora de pesquisa do projeto First Draft News, ligado à Universidade de Harvard e comprometido com o combate à circulação de conteúdos deliberadamente falsos na internet.

Segundo a pesquisadora, dois elementos tornam o Brasil especialmente vulnerável aos efeitos do compartilhamento de rumores: a elevada polarização política e o fato de o país ainda ser uma democracia relativamente jovem. “Minha preocupação é do papel do WhatsApp no Brasil. Se as informações compartilhadas lá não forem checadas, haverá pessoas acreditando em informações que podem colocar em risco a estabilidade do país”, afirma em entrevista a EXAME.

Na semana passada, Claire veio ao Brasil para lançar o projeto Comprova, uma iniciativa do First Draft que contará com uma coalizão de veículos brasileiros — EXAME entre eles — para checar e combater a circulação de informações falsas durante as eleições de 2018. Em 2016, o grupo liderado pela pesquisadora organizou um projeto semelhante durante as eleições francesas. Na ocasião, foram checadas mais de 70 informações imprecisas durante 10 semanas e 30 redações se envolveram com o trabalho.

Veja trechos da entrevista que ela concedeu a EXAME pouco antes do lançamento da plataforma:

EXAME: A senhora não gosta do termo “fake news” para descrever o fenômeno de informações falsas circulando pela internet. Por quê?

Claire Wardle: Primeiro, esta palavra se tornou sem sentido porque não descreve a complexidade do ecossistema de informação. Por exemplo, muitos dos problemas que vemos hoje é de imagens genuínas mas recicladas [fora de contexto], então, elas não são falsas. Logo, o termo não descreve realmente aquilo que nos preocupa.

E, segundo, esse termo tem sido usado para atacar a imprensa tradicional ao redor do mundo. Pesquisas mostram que o público tende a acreditar que as notícias falsas são da mídia tradicional. Eu defendo que jornalistas não usem esse termo porque isso está sendo empregado para nos atacar e, portanto, minar nosso trabalho perante o público.

Pessoas mal informadas sempre existiram e isso sempre foi uma ameaça para a democracia. Qual é o problema agora?

A misinformation [desinformação ou falta de informação] sempre existiu. Se a minha mãe compartilha algo no Facebook e não sabe que isso é falso, isso é misinformation. Nós sempre tivemos isso, as pessoas compartilham rumores sem saber que eles são falsos. O que nós temos agora é a disinformation [um conteúdo deliberadamente falso], quando alguém cria ou compartilha informações falsas para causar algum dano. Em uma era em que a tecnologia barateou e tornou mais fácil criar um site ou manipular uma foto ou um vídeo, é muito mais fácil criar e compartilhar conteúdos deliberadamente falsos. Nós sempre tivemos esse problema, mas nunca uma tecnologia que tornasse tão fácil a criação desse tipo de conteúdo e seu compartilhamento.

No Brasil, há algumas iniciativas do Legislativo para combater o compartilhamento de conteúdo deliberadamente falso na internet. Até que ponto, leis são efetivas nesse caso?

A dificuldade é não ter definições claras. É sempre muito perigoso querer regular a liberdade de expressão porque é muito raro que algo seja 100% falso, pois, geralmente, é apenas impreciso. Nesse espectro, como dizer onde fica a linha? É muito difícil distinguir entre o que é misinformation [desinformação ou falta de informação] e disinformation [um conteúdo deliberadamente falso].

No caso de pornografia ou de discurso de ódio, a definição é clara e há leis específicas contra isso na Europa, por exemplo. Mas quando se está lidando com um conteúdo impreciso, como regular isso? Quem vai ser o árbitro do que é ilegal? Minha preocupação é que, se regularmos isso, podemos cair em uma espécie de censura que afeta todos os tipos de informação. O combate aos conteúdos deliberadamente falsos deve ser feito por meio da educação do público e de melhorar as plataformas. Há muito o que podemos fazer, mas não por meio de regulação ou de criar leis contra isso.

Até que ponto educar o público é, de fato, efetivo?

A educação demora um bom número de anos para mudar uma cultura. Mas da mesma forma que dizemos às pessoas que elas não podem jogar lixo pela janela do carro porque isso polui o meio ambiente ou que não se pode dirigir depois de ingerir bebidas alcóolicas, é dizer que vivemos em uma ambiente de informação e que é preciso ter responsabilidade sobre aquilo que se posta no Facebook, que o celular é uma ferramenta muito poderosa que vem com uma responsabilidade.

Qual o papel da imprensa nesse processo?

A imprensa está sob ataque hoje e isso tem sido feito de maneira deliberada por políticos que não querem uma imprensa forte atuando como fiscalizadora. Nesse ambiente, a competitividade do jornalismo se torna uma de suas fraquezas. Os veículos de imprensa devem trabalhar de maneira conjunta, se ajudando mutuamente. Também tem a ver com ser mais transparente no processo de reportagem. O público não sabe que jornalistas checam suas fontes, que há sempre um editor que recheca nosso trabalho, que, para se publicar algo, é preciso no mínimo duas fontes. O público não entende todo processo. Nós deveríamos explicar melhor por que nossa informação é confiável, mas somos muito ruins em fazer isso. O resultado disso é que o público não entende por que somos diferentes dos outros produtores de conteúdo.

Como o Comprova vai funcionar?

O Comprova é formado por 24 redações em todo o Brasil e todos estarão looking accross diferentes assuntos porque haverá muita informação imprecisa e deliberadamente falsa circulando durante as eleições. Nenhuma redação poderia dar conta disso sozinha. Se todas as redações fizerem isso de maneira separada, estarão perseguindo as mesmas coisas.

Todos os dias, cada redação irá monitorar diferentes tipos de plataformas problemáticas, como grupos no Facebook ou no WhatsApp, contas no Instagram e perfis no Twitter a fim de encontrar conteúdos problemáticos e alimentar um site central com relatórios que serão checados por outros membros da coalizão. Nada será publicado antes que três redações concordem com a reportagem, isso deve melhorar a qualidade do que é produzido. Isso vai ser publicado no site do Comprova e nos sites de nossos parceiros para expandir o alcance do conteúdo para muitas pessoas no Brasil.

Como foi a experiência nas eleições da França, em 2016?

Foi muito positiva. Foi um projeto piloto, fizemos isso durante 10 semanas com cerca de 30 redações e publicamos cerca de 70 matérias. Fizemos uma pesquisa depois, e o público afirmou que confiava no projeto porque havia muitas redações trabalhando junto. Já os jornalistas ficaram muito satisfeitos por melhorar as próprias habilidades e porque não havia erros, já que cada um estava assumindo a responsabilidade pelo trabalho do outro. Então, o jornalismo como um todo melhorou.

O Brasil é considerado um dos países mais ativos em redes sociais do mundo. Isso torna o país mais vulnerável?

O Brasil é muito polarizado. Qualquer país com esse perfil se torna mais vulnerável porque, nesse contexto, as pessoas tendem a não ser críticas com relação a informações que endossem seu ponto de vista ou ataquem o outro lado. Como você disse, os brasileiros gastam muito tempo nas redes sociais e no WhatsApp, e checam as informações com menos frequência. Além disso, como o Brasil é um país muito grande, há diferentes níveis de alfabetização digital e nem todos aprenderam as lições sobre em quais fontes confiar.

A democracia de vocês é muito jovem. Veja que a democracia dos Estados Unidos, apesar de ser uma das mais antigas do mundo, é muito vulnerável aos conteúdos deliberadamente falsos. Minha preocupação é que o fato da democracia brasileira ser relativamente jovem potencializa a vulnerabilidade à circulação de rumores. Nós vimos isso durante a greve dos caminhoneiros. Há muitos paralelos com Ruanda, onde o rádio foi muito poderoso. Minha preocupação é do papel do WhatsApp no Brasil, se as informações compartilhadas lá não forem checadas, haverá pessoas acreditando em informações que podem colocar em risco a estabilidade do país.

Como checar informações no WhatsApp, já que as mensagens circulam em grupos fechados?

Um caminho é levar o público a enviar dicas sobre o que eles estão recebendo. É criar uma rede pelo país de pessoas que estão em grupos e tratá-las como uma espécie de embaixadores do programa. Precisamos ser muito estratégicos sobre como coletamos os conteúdos que circulam no WhatsApp e como compartilhamos as informações confiáveis.

Exame

 

Opinião dos leitores

  1. O que desestabiliza o Brasil é o Estado, é a maior carga tributária do mundo, são os penduricalhos do setor publico, a corrupção desenfreada.

  2. BG
    Quem está desestabilizando o Brasil são grande parte dos políticos e alguns ministros do Supremo. Precisam todos serem CASSADOS para o bem da Nação Brasileira.

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Diversos

FOTOS: “Técnica” para deixar biquíni ousado divide opiniões no Instagram

Em fotos postadas na rede social, diversas modelos e influenciadoras aparecem com a parte de cima do biquíni amarrada de forma bastante inusitada que deixa os seios bem juntinhos, mas levanta muitas perguntas

Pensou que as tendências bizarras de moda parariam nas calças com rasgos no bumbum e não chegariam às roupas de banho ? Errou. Nesta semana, uma marca australiana expôs uma forma inusitada de deixar um biquíni ousado e dividiu opiniões nas redes sociais, já que, na imagem, a modelo aparece usando a parte de cima do conjunto… De cabeça para baixo.

Reprodução/Instagram: @Valentinafradegrada. Após a modelo Valentina Fradegrada postar fotos com esse ‘biquíni ousado’, a tendência tomou o Instagram

A modelo que aparece no Instagram da marca, porém, não foi a primeira a apostar nessa forma inusitada de usar a parte de cima do biquíni. A tendência do ” biquíni ousado ” parece ter começado a se espalhar com a modelo Valentina Fradegrada, que, usando a hashtag #upsidownbikini (“biquíni de ponta cabeça” em tradução livre), vive compartilhando fotos usando roupas de banho diferentes dessa forma.

Com as postagens da musa, outras influenciadoras digitais caíram nas graças do biquíni de cabeça para baixo e começaram a postar fotos testando a tendência, mas, para os seguidores das moças, algumas perguntas não querem calar. No post feito pela marca, uma internauta questiona: “como ele fica no corpo enquanto você nada?”.

Outras afirmam que essa moda só funciona em um tipo específico de peitos, enquanto outras criticam (“é a coisa mais horrenda que já vi”) ou fazem brincadeiras, como a internauta que, após marcar uma amiga na publicação, comentou: “Meus peitos cairiam no buraco”. Há ainda as pessoas que não estão entendendo nada, como uma usuária que perguntou: “Por que a parte de cima do seu biquíni está ao contrário?”. E você, testaria essa forma de deixar o biquíni ousado?

É isso mesmo: em vez de amarrar as cordinhas da peça do jeito convencional, a moça amarrou as que ficariam em torno do pescoço logo abaixo dos seios, deixando-os mais juntinhos – e com cara de que estão prestes a ser expostos ao mundo. Na legenda da foto, a marca pergunta aos seguidores sobre o que eles pensam desse “ biquíni ousado ”, e é de se imaginar que as pessoas tenham um bocado de questionamentos (e críticas) a ele.

IG

Opinião dos leitores

  1. As noras que mamãe queria. Tudo mulher honesta e recatada.
    Top pra casar e constituir família.

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Diversos

Quem são (e o que querem) as pessoas que trabalham de graça para políticos

Redes sociais: voluntários para trabalhar nos sites dos políticos estão em alta (Dan Kitwood/Getty Images)

Será que mesmo com todos os índices de rejeição lá no alto, com os desdobramentos quase infindáveis da Operação Lava Jato e traições de praxe ainda é possível encontrar quem dedique tempo e suor a um político ou partido sem receber nada em troca – seja dinheiro, promessa de emprego ou qualquer tipo de vantagem? Ainda existe quem faça campanha por amor?

A maioria dos pré-candidatos já possuem voluntários em suas campanhas. Ou seja, gente que se dispõe a participar de ações de rua, convencer indecisos ou alimentar redes sociais sem receber nenhum benefício direto. Na maioria das vezes, eles nem sequer são filiados ao partido do presidenciável que apoiam e juram participar da campanha apenas por dever cívico.

A empresária Cristina Rando, de 44 anos, por exemplo, tem feito reuniões e panfletagens na zona sul do Rio de Janeiro para amealhar simpatizantes para o presidenciável João Amoêdo (Novo). Ela tem atuado nos bairros do Leblon, Ipanema e Copacabana – sempre tentando convencer moradores da região de que é possível mudar o País a partir da força do empresariado. Cristina diz não querer cargo ou qualquer compensação pelo trabalho, mas não descarta a hipótese de um dia também entrar na política.

Já o agricultor Joni Paulo Varisco, de 63 anos, que se declara voluntário da campanha de Alvaro Dias (Podemos) tem um amplo currículo na política nacional. Em 1990, Varisco foi deputado federal pelo PMDB e chegou a ganhar alguma notoriedade ao defender a extinção de Brasília como capital.

No Paraná, Varisco já foi assessor do homem que hoje diz trabalhar por amizade. “Vou pegar o carro e visitar as fazendas dos conhecidos para convencêlos do projeto de Alvaro Dias”, disse. O agricultor garante que não quer fazer dessa “ajuda” um trampolim para voltar à política. “Quando tudo acabar volto a cuidar dos meus netos.”

Redes sociais

Voluntário interessado em trabalhar nas redes sociais e nos sites dos candidatos parece uma modalidade em ascensão. Daniel de Santana Alves, de 18 anos, é de uma família influente na política de Jacareí, no interior de São Paulo. Na própria casa, ele tem membros atuantes do PSDB e do PT. “Mas assisti a uma palestra da Marina Silva (Rede) e me senti inspirado por ela”, afirma. “Claro, nos encontros de família, sempre tem uma alfinetada”, completa. Santana alimenta site e redes sociais com notícias referentes à candidata. Ele também pensa em seguir carreira política no futuro.

Também ligada ao universo digital está a publicitária Tatiana Moreira Alvarez, de 23 anos, voluntária na campanha de Jair Bolsonaro (PSL). Ela disse que se aproximou da política em 2013 – durante as jornadas de junho. Agora, pretende ajudar Bolsonaro na produção de memes e vídeos. Com sua colaboração, quer combater “o comunismo”. Tatiana não descarta uma candidatura no futuro e diz que trabalhar em uma campanha é uma espécie de “estágio não remunerado”.

Já o advogado Miguel Mussinich, de 25 anos, diz participar voluntariamente de reuniões sobre a criação do programa de governo de Geraldo Alckmin(PSDB). Para ele, participar de uma campanha é combater “os radicalismos”. Mussinich afirma que sua colaboração é técnica e não política. Ainda assim, deixa uma porta aberta. “Tenho histórico político na família. Meu bisavô foi ministro da Justiça, entre 1932 e 1934.”

De Genipabu (RN), vem o voluntário do pré-candidato Flávio Rocha. Sebastião Cândido, de 54 anos, é bugueiro e presidente da Associação de Profissionais de Turismo da região. “Quando alguém sobe no meu bugue e puxa papo de política eu logo saio falando do Rocha.”

Cândido, que já foi suplente de vereador, afirma que sua admiração por Rocha nasceu há mais de 20 anos. “Ele era deputado e eu pedi um fax para a minha associação. Não teve enrolação, ele deu na hora.” O bugueiro diz que se chamado para trabalhar em um eventual governo de Rocha aceitaria de pronto.

Eficácia da participação é assunto questionável

Especialistas em marketing político divergem sobre a possibilidade da participação do voluntariado “fazer a diferença” ou ser minimamente efetivo em uma campanha presidencial. Para o estrategista e especialista em marketing político Marco Iten, a presença de voluntários será pequena ou ineficiente.

“Só aqueles que tiverem uma ligação muito próxima dos candidatos ou uma relação de amizade e confiança irão se envolver. Ninguém quer pôr a mão no fogo por candidato nenhum.”

Conforme Iten, o ambiente político não está propício para participações espontâneas e as campanhas nem sequer estão estruturadas para receber esse tipo de apoio. “O que pode existir é esse voluntário entre aspas. Ou seja, alguém que tenha pretensões políticas ou sonhe com um emprego em algum gabinete.”

Iten considera que os candidatos mais extremados são aqueles que podem arregimentar algum voluntariado.

“Principalmente nas redes sociais, sem suar a camisa, existe gente que acaba atuando para determinados candidatos mais radicalizados.”

Para o especialista em marketing político e professor da ESPM Marcelo Vitorino, o voluntariado terá uma participação importante no pleito.

“Na eleição presidencial, existem inimigos claros. Você se engaja em uma campanha para combater alguém que você não gosta. Isso vai acontecer muito – principalmente com voluntários nas redes sociais”, afirmou. “Ter voluntários é uma forma de o candidato falar com quem está fora da sua própria bolha eleitoral.”

Exame, com Estadão

 

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Jornalismo

Grupo Globo divulga diretrizes sobre o uso de redes sociais por jornalistas

Grupo Globo divulgou neste domingo (1) uma série de diretrizes sobre como os jornalistas de seus diversos veículos devem usar as redes sociais. Em carta, o presidente do Conselho Editorial do grupo, João Roberto Marinho, explica que o objetivo é que os jornalistas evitem tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção.

Essas recomendações foram incorporadas aos Princípios editoriais do grupo, publicados originalmente em 2011 e agora atualizados (veja a íntegra dos Princípios Editoriais).

A seguir, leia a carta que João Roberto Marinho enviou aos jornalistas do Grupo Globo e as diretrizes de uso das redes sociais:

Carta de João Roberto Marinho
Caros companheiras e companheiros,

Ninguém discordará de que o advento das redes sociais é um dos fenômenos que definem o século XXI. De uma maneira inédita na história da humanidade, elas conectaram pessoas em nível planetário, permitindo a formação de comunidades, o compartilhamento de ideias, fatos e opiniões, a aproximação de pessoas que frequentemente nem se conhecem. É algo extremamente positivo e bem-vindo.

Como tudo, porém, logo descobrimos que elas têm também um lado sombrio: podem ser usadas para manipular grupos, disseminar boatos e mentiras com fins antidemocráticos e permitir que a intimidade das pessoas seja clandestinamente conhecida. Com a consciência desses defeitos, porém, seus usuários se tornam cada vez mais capazes de produzir anticorpos para esses males. Na balança entre o bem e o mal, nós acreditamos que o lado bom das redes sociais supera o lado mau, embora seja necessário ainda muito estudo e atenção para combater os malefícios. Somos, enfim, entusiastas do potencial positivo das redes sociais.

Nós, jornalistas, como todos os cidadãos, podemos fazer parte delas seja do ponto de vista pessoal ou profissional. Podemos compartilhar impressões, sentimentos, fatos do nosso dia a dia, assim como utilizá-las para fazer fontes, garimpar notícias, descobrir tendências. Não é novidade para nenhum de nós, no entanto, que o jornalismo traz bônus e ônus.

O bônus é o prazer de exercer uma atividade fascinante cujo objetivo último é informar o público, para que possa escolher melhor como quer viver, como fazer livremente escolhas, uma atividade que nós, sem modéstia, consideramos absolutamente nobre. O ônus é justamente aquele que nos impomos para poder fazer um bom jornalismo: em resumo, tentar ao máximo nos despir de tudo aquilo que possa pôr em dúvida a nossa isenção.

Sei que não é preciso, mas dou aqui um ou dois exemplos. Todos os jornalistas que cobrem economia (e aqueles que compõem a chefia da redação), por exemplo, se privam da liberdade de aplicar em papéis de empresas específicas para que jamais levantem a suspeita no público de que determinada notícia sobre esta ou aquela empresa tem por trás um interesse pessoal. Um jornalista de cultura que seja parente de algum artista se considerará impedido de cobrir as atividades dele. Nós conhecemos bem as nossas restrições, aliás descritas em nossos princípios editoriais que o Grupo Globo publicou em 6 de agosto de 2011. E nada disso nos perturba ou incomoda porque temos a consciência de que o propósito é permitir que façamos um bom jornalismo e que sejamos reconhecidos por isso.

As redes sociais nos impõem também algumas restrições. Diferentemente das outras pessoas, sabemos que não podemos atuar nelas desconsiderando o fato de que somos jornalistas e de que precisamos agir de tal modo que nossa isenção não seja questionada. Já no lançamento dos princípios editoriais, previmos isso quando estabelecemos o seguinte: “A participação de jornalistas do Grupo Globo em plataformas da internet como blogs pessoais, redes sociais e sites colaborativos deve levar em conta três pressupostos: (…) 3- os jornalistas são em grande medida responsáveis pela imagem dos veículos para os quais trabalham e devem levar isso em conta em suas atividades públicas, evitando tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção.”

Desde então, porém, o uso de redes sociais se universalizou de tal forma que é necessário detalhar melhor como nós jornalistas devemos utilizá-las de modo a não ferir, de maneira alguma, aquele que é um pilar da nossa profissão: a isenção. É por essa razão que estamos acrescentando uma seção aos nossos Princípios Editoriais sobre o uso das redes sociais.

Essas recomendações sobre como devemos nos comportar nas redes não têm nada de idiossincrático ou exclusivo. Na verdade, estão rigorosamente em linha com o que praticam os mais prestigiados veículos jornalísticos do mundo, como The New York Times e BBC, para citar apenas dois de dezenas de exemplos.

É fundamental que todos leiamos com atenção essas diretrizes e as sigamos com o rigor que nos caracteriza em nossas atividades profissionais.

Dito isso, a Seção II de nossos Princípios Editoriais terá um novo item, de número 5, apresentado ao fim desta carta.

Tenho absoluta convicção de que todos nós entenderemos as razões dessas diretrizes mais detalhadas e as seguiremos. Agradeço pela atenção e disponibilizo a seguir o texto que será acrescentado, a partir de hoje, aos nossos Princípios Editoriais.

Rio de Janeiro, dia 1 de julho de 2018

João Roberto Marinho

Presidente do Conselho Editorial do Grupo Globo

As novas diretrizes

Seção II: Como o jornalista deve proceder diante das fontes, do público, dos colegas, do veículo para o qual trabalha e das redes sociais

(…)

5) Diante das redes sociais:

a) O Grupo Globo considera que toda rede social é potencialmente pública. Mesmo que alguém permita o acesso ao que nela diz ou publica a apenas um grupo de pessoas, há uma alta possibilidade de que tal conteúdo se torne público. E, quando essa pessoa é um jornalista, a sua atividade pública acaba relacionada ao veículo para o qual trabalha. Se tal atividade manchar a sua reputação de isenção manchará também a reputação do veículo. Isso não é admissível, uma vez que a isenção é o principal pilar do jornalismo. Perder a reputação de que é isento inabilita o jornalista que se dedica a reportagens a desempenhar o seu trabalho. Isso se aplica a todas as redes – Twitter, Instagram, Facebook, WhatsApp ou qualquer outra que exista ou venha a existir;

b) Em alguns casos, a perda da reputação de isenção é evidente de imediato. Em outros, é preciso uma análise criteriosa. Essa avaliação deve ser feita pelas chefias imediatas e compartilhada com a direção de redação, que decidirá quando é o caso de encaminhar a questão ao Conselho Editorial do Grupo Globo;

c) É evidente que, em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e outros, em que há mais controle sobre o acesso, todos têm o inalienável direito de discutir o que bem entender com grupos de parentes e amigos de confiança. Mas é preciso que o jornalista tenha em mente que, mesmo em tais grupos, o vazamento de mensagens pode ser danoso à sua imagem de isenção e à do veículo para o qual trabalha. E que tal vazamento o submeterá a todas as consequências que a perda da reputação de que é isento acarreta. Assim, compartilhar mensagens que revelem posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos, mesmo em tais grupos, exige a confiança absoluta em seus participantes – confiança que só pode ser avaliada pelo jornalista;

d) Em sua atuação nas redes sociais, o jornalista deve evitar tudo o que comprometa a percepção de que o Grupo Globo é isento. Por esse motivo, nas redes sociais, esses jornalistas devem se abster de expressar opiniões políticas, promover e apoiar partidos e candidaturas, defender ideologias e tomar partido em questões controversas e polêmicas que estão sendo cobertas jornalisticamente pelo Grupo Globo. Em síntese, esses jornalistas não devem nunca se pôr como parte do debate político e ideológico, muito menos com o intuito de contribuir para a vitória ou a derrota de uma tese, uma medida que divida opiniões, um objetivo em disputa. Isso inclui endossar ou, na linguagem das redes sociais, “curtir” publicações ou eventos de terceiros que participem da luta político-partidária ou de ideias. Quando acompanhar a atividade nas redes sociais de candidatos, partidos, entidades ou movimentos em torno da defesa de ideias ou projetos for fundamental para a cobertura jornalística, é permitido que o jornalista siga as suas páginas ou contas (mas não se deve curtir os seus posts). Quando for assim, o jornalista deve seguir todos os candidatos a um cargo majoritário e, nos outros casos, partidos e movimentos que defendam ideias opostas ou essencialmente diferentes, para que fique claro ao público que a iniciativa de os seguir não se deve a preferências pessoais. Da mesma forma, esses jornalistas devem avaliar se sua imagem de isenção estará sendo comprometida ao compartilhar material de terceiros. Agir de modo diferente compromete de forma irremediável a isenção do jornalista e mancha a reputação do veículo para o qual trabalha, com a consequência já mencionada;

e) Como em todos os veículos de imprensa, há no Grupo Globo jornalistas cuja função é analisar fatos e controvérsias e opinar sobre eles. Por óbvio, tais jornalistas não ferem o princípio da isenção. Primeiramente, porque agem com transparência, deixando explícito que não fazem uma reportagem objetiva sobre os fatos, mas a partir deles os analisam e opinam sobre eles (ver Seção I, item 1, letra t). É uma atividade jornalística diversa da reportagem, mas que atende também a uma demanda do público: ter acesso a opiniões e análises sobre fatos e controvérsias para que possa formar a sua própria opinião. Tais jornalistas, normalmente chamados de comentaristas, analistas ou colunistas de opinião, devem ter uma atuação na rede social que não permita a percepção de que são militantes de causas e que fazem parte da luta político-partidária ou de ideias. A eles, como a todos, é vedado apoiar candidatos ou partidos, dentro e fora de eleições;

f) Colaboradores, em seções de análise e opinião, que não sejam jornalistas, mas profissionais de outras áreas de atuação, devem julgar como atuar nas redes sociais, conscientes de que a sua reputação, fundamental para sua condição de colaborador, é afetada por essa atuação. Não é permitido declarar voto ou fazer propaganda para candidatos ou partidos no material produzido especificamente para os veículos para os quais trabalham;

g) Por razões correlatas, é imprescindível que o jornalista do Grupo Globo evite a percepção de que faz publicidade, mesmo que indiretamente, ao citar ou se associar a nome de hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc. Isso também não deve acontecer em contas de terceiros, e o jornalista deve zelar para evitar tais ocorrências. Participantes de programas esportivos televisivos, radiofônicos ou transmitidos pela internet seguirão neste quesito a política comercial de seus veículos. O jornalista deve evitar criticar hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc., mesmo que tenha tido uma má experiência. O motivo é simples: a posição que ocupa nos veículos do Grupo Globo pode levar a que tenha um tratamento preferencial no reparo de danos sofridos;

h) Essas diretrizes em nada diminuem a importância que o Grupo Globo vê nas redes sociais. O Grupo Globo estimula o seu jornalista e os seus veículos a utilizarem as redes sociais como valioso instrumento para se aproximar de seu público, ampliá-lo, reforçar a imagem de credibilidade de que já desfrutam, divulgar os seus conteúdos, encontrar notícias, fazer fontes. Nessa atividade, devem, porém, observar as regras até aqui descritas. E outras deste código;

i) Os jornalistas do Grupo Globo devem sempre priorizar os seus veículos na divulgação de notícias, ou seja: noticiar os fatos sempre em primeira mão nos veículos para os quais trabalham. Somente então, poderão disponibilizar as notícias nas redes sociais, mas seguindo regras: as notícias devem ser brevemente resumidas e acompanhadas de um link que permita ao leitor ler a sua íntegra no veículo que a publicou. Quando a notícia não dispuser de um link específico, é obrigatória a publicação de um link do veículo para o qual trabalha, com a especificação da editoria, para que o leitor possa buscar mais detalhes. Devem agir de forma igual os comentaristas, analistas e colunistas de opinião em relação ao que produzirem para os veículos para os quais trabalham;

j) A publicação de reportagens certamente vai gerar comentários dos leitores. O jornalista do Grupo Globo deve tratar todos com respeito. Pode esclarecer dúvidas e comentar críticas. Se estas forem ofensivas, talvez seja melhor simplesmente não responder. Se se sentir vítima de abuso, é legítimo que o jornalista do Grupo Globo bloqueie os ofensores. Mas é preciso critério: não confundir críticas contundentes, mas legítimas, com ofensas e abusos;

k) O jornalista do Grupo Globo, sem exceção, não pode, por óbvio, criticar colegas de suas redações ou de redações de competidores nas redes sociais. O crítico acaba sempre por se diminuir diante do público. Da mesma forma, chefias não devem usar as redes sociais para elogiar os próprios veículos ou criticar concorrentes. Elogios e críticas podem ser interpretados como arrogância, algo que deve sempre ser evitado. Nesses dois casos, com propósitos construtivos, devem ser sempre priorizados os canais internos;

l) Essas regras são válidas para todos os jornalistas do Grupo Globo e devem ser rigorosamente observadas. As chefias diretas ficam com a incumbência de implementá-las, torná-las uma realidade e, em caso de faltas por parte de jornalistas, dividir os episódios com a direção de redação do veículo, que decidirá então se é o caso de levá-los à apreciação do Conselho Editorial do Grupo Globo;

m) O Grupo Globo tem a compreensão de que, muitas vezes, o jornalista pode se sentir em dúvida sobre se um texto seu nas redes sociais resvala na tomada de posição, ferindo o princípio da isenção. A única solução é consultar a chefia.

G1

 

Opinião dos leitores

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Polícia

VÍDEO: DHPP prende suspeito de homicídio na Grande Natal

Uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizou a prisão em flagrante, na noite de sábado (30), de Marcelino Cardoso da Silva, 20 anos, suspeito pelo homicídio de Luiz Antônio Basílio da Costa, no distrito de Capela, em Ceará-Mirim.

As primeiras investigações da DHPP, ainda no local do crime, apontaram para Marcelino como autor do crime. Em diligências realizadas pela região, o suspeito foi localizado e preso na casa de seu pai, no mesmo distrito onde realizou a ação criminosa. Após a prisão, Marcelino confessou que efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima, e afirmou que a motivação para o assassinato foi uma dívida de R$ 100.00, que Luiz Antônio tinha com ele.

Autuado pelo homicídio, Marcelino Cardoso foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

https://www.youtube.com/watch?v=XeZBh2ZwQf4&feature=youtu.be

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Política

López Obrador, o novo presidente mexicano que já foi comparado a Chávez, Lula e até Trump

Foto: Goran Tomasevic/Reuters – 2.7.2018

O candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador confirmou seu favoritismo e foi eleito neste domingo (1º) o novo presidente do México, em uma eleição considerada histórica tanto pela quantidade de cargos em disputa — mais de 18 mil em âmbitos local e federal — quanto pelos altos níveis de violência e pela mudança radical de poder.

AMLO, como é conhecido, teve mais de 53% dos votos, mais do dobro de seu rival mais próximo, tornando-se o primeiro presidente esquerdista do país em décadas.

O ex-prefeito da Cidade do México (2000-2006) é eleito presidente em sua terceira tentativa e com uma plataforma de combate à corrupção, de fim de “regalias” a políticos e empresários, de melhora na qualidade de vida dos mais pobres e de revisão de privatizações realizadas no setor petrolífero.

“Vamos purificar a vida pública do México”, afirmou em comício recente.

Nascido em 1953 no Estado sulista de Tabasco, AMLO é filho de comerciantes e estudou Ciências Políticas e Administração Pública na UNAM (Universidade Nacional Autônoma de México).

É conhecido por despertar tanto lealdade quanto rechaço incondicionais, característica que já o levou a ser comparado a outros líderes do continente: o venezuelano Hugo Chávez, o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e, curiosamente, até mesmo o americano Donald Trump.

López Obrador assumirá um país com níveis historicamente altos de violência, em plena guerra entre cartéis do narcotráfico e forças de segurança.

O país registrou um recorde de mais de 25 mil homicídios no ano passado, cifra que tende a aumentar neste ano, segundo previsões de especialistas.

A violência respingou também na campanha eleitoral, durante a qual foram assassinados mais de 120 políticos.

O cenário, somado a escândalos de corrupção, impactou negativamente a popularidade do atual presidente, Enrique Peña Nieto, do PRI (Partido Revolucionário Institucional), que deixa o cargo com menos de 20% de aprovação. Em 2012, quando tomou posse, chegou a superar os 60% de aprovação.

E foi também com críticas à política tradicional e às condições macroeconômicas que López Obrador conquistou grande parte de seu eleitorado.

“As políticas que temos aplicado nos últimos 30 anos não funcionaram. Sequer tivemos crescimento econômico”, afirmou ele em seu último comício, na quarta-feira. “O que cresceu foi a corrupção, a pobreza, o crime e a violência. Por isso, vamos mandar essas políticas à lixeira da história.”

AMLO já havia tentado a Presidência duas vezes antes pelo Partido da Revolução Democrática (em 2006 e 2012, quando perdeu para Peña Nieto), sem sucesso. Agora, postulou-se pelo Movimento de Regeneração Nacional (Morena), que fundou há quatro anos e hoje tenta se firmar como a segunda principal força política do país.

É visto com ceticismo pelo mercado financeiro e pela comunidade empresarial mexicana, por suas críticas de longa data ao neoliberalismo e sua promessa de reverter alguns pontos da reforma do setor energético, no que diz respeito à exploração privada das reservas petrolíferas do México.

Tais características já o fizeram ser comparado a Lula, que também enfrentou resistência do mercado quando eleito pela primeira vez, em 2002.

Partidários de AMLO afirmam que o novo presidente já não é mais tão radical quanto no passado e lembram que ele recrutou assessores próximos ao mercado financeiro, como um aceno conciliatório.

López Obrador também enfrentará a descrença de parte considerável da classe média mexicana, que o vê como um radical messiânico e que teme que o país encampe políticas socialistas e nacionalistas semelhantes às venezuelanas, iniciadas por Hugo Chávez.

Em pleitos passados, AMLO chegou a ser chamado de “um perigo para o México”, crítica que qualifica de “guerra suja” eleitoral.

Ele despontou na política nos anos 1980 como militante do PRI no sul do país e, na década seguinte, no ativismo em defesa de causas indigenistas. Em seu Estado natal, Tabasco, chegou a liderar dezenas de protestos indígenas contra danos ecológicos causados pela exploração de petróleo nas comunidades.

Na prefeitura da Cidade do México, criou sistemas de aposentadoria municipais e distribuiu material escolar gratuitamente aos estudantes de educação básica. Já nessa época era conhecido por seu discurso de austeridade e anticorrupção, o que o levou a criar uma legião de “seguidores fervorosos”, explicam analistas políticos.

Para parte do eleitorado, “ele se converteu em um mito e disso vem seu êxito na política nacional”, dizem os historiadores Saray Curiel e Alfonso Argote, autores de uma biografia de AMLO.

Eles concluíram que o candidato cultiva entre seus seguidores a ideia de que o México precisa de um “salvador que o resgate”, algo que críticos também usam para traçar paralelos com o chavismo.

Já defensores afirmam que seu discurso de tolerância zero à corrupção e atenção aos mais pobres lhe rendeu apoio entre profissionais liberais e entre o eleitorado mais jovem.

No que diz respeito ao combate à violência, suas promessas até agora foram consideradas vagas, em geral centradas a uma anistia aos traficantes de menor porte e uma visão “mais inteligente” de enfrentamento ao crime.

Ao mesmo tempo, o novo presidente assume em um momento de relações especialmente espinhosas com seu principal vizinho, os EUA, por conta das políticas contrárias à imigração e por uma guerra comercial.

AMLO foi um forte crítico de Trump durante a campanha eleitoral, pedindo “respeito aos mexicanos”, prometendo colocar o presidente americano “em seu lugar” e rejeitando a política migratória do vizinho.

O curioso é que seu histórico de declarações fortes e de tom populista, suas críticas ao livre comércio e sua popularidade ao se apresentar como alternativa aos políticos tradicionais também lhe renderam comparações com o presidente americano, em um momento de rejeição recorde ao status quo partidário em ambos os países.

“Ele (López Obrador) acabou sendo o candidato certo para o momento atual, o candidato antissistema”, disse à AFP o fundador da empresa de pesquisas Parametría Francisco Abundis.

Mas uma diferença crucial em relação ao bilionário Trump é que AMLO cultiva um estilo de vida simples e prometeu “governar pelo exemplo, com austeridade”. Afirmou que vai cortar o próprio salário, continuar a morar em sua casa de classe média na Cidade do México e transformar o palácio presidencial em um centro cultural.

“Nem chavismo, nem trumpismo (…), sim ao mexicanismo”, declarou AMLO pelo Twitter, do qual também é usuário frequente.

Com reportagem adicional de Alberto Najar, da BBC News Mundo na Cidade do México

BBC Brasil

 

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