Esporte

Bethe Correia provoca Holly Holm e termina nocauteada logo na sequência

Holly Holm x Bethe Correia UFC Singapura (Foto: Getty Images)

Uma luta que começou monótona e terminou numa redenção em grande estilo. A ex-campeã peso-galo do UFC, Holly Holm, acabou com uma série de três derrotas seguidas e venceu com um grande nocaute a brasileira Bethe Correia, na luta principal do card de Singapura. A vitória veio com 1m09 do terceiro round, e Bethe tinha acabado de provocar a rival quando a resposta veio em forma de um chute em cheio no rosto da brasileira, que a levou à lona. Holly só precisou desferir mais dois golpes no chão para encerrar o duelo.

Holly Holm, quinta colocado do peso-galo, vinha de derrota para Germaine de Randamie em luta pelo cinturão do peso-pena. Agora, ela chega a 11 vitórias na carreira, que tem ainda três derrotas. Bethe Correia, número 11 no ranking, tem agora três derrotas no cartel, com 10 vitórias e um empate. A brasileira vinha justamente desse empate, com Marion Reneau.

Opinião dos leitores

  1. Essa Bethe acha q vai ser campeã só na marra e provocação… tem de treinar mais, pq é fraca pro nível de lutadora do UFC.

    Se acha e não tem humildade!

  2. Beth até que estava bem na luta, desconcentrou-se na provocação a Holm e pagou caro por isso, nocaute incrível! Ficou a lição!

    1. Eu acho que ela já tinha tomado essa lição em outra luta, errou pela burrice e pela soberba. Ingênua ela não se concentrar em uma luta nesse nível.

    2. Concordo! Tinha necessidade da provocação. Baixar guarda e provocar pra que. Tem que levar puxão de orelha.

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Política

Alckmin: compromisso do PSDB é com o país, não com o governo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou neste sábado que o seu partido está comprometido com a retomada do crescimento do país, e não com a figura do presidente Michel Temer (PMDB). Na segunda, os tucanos decidiram seguir na base aliada do governo, apesar das denúncias de corrupção, para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista.

“O PSDB deixou muito claro que o compromisso dele não é com o governo, é com o país”, disse o governador, em conversa com jornalistas após participação no XXXVIII Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. “Vamos ajudar na questão das reformas.”

Alckmin citou a reforma trabalhista, que, segundo ele, está perto de ser concluída e ajudará a estimular a geração de empregos e diminuir a informalidade. “Vamos monitorar permanentemente os desdobramentos dos acontecimentos”, ressaltou.

Diretas

Questionado a respeito do posicionamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que durante a semana sugeriu que Temer deveria convocar eleições antecipadas, o governador avaliou que tal cenário é uma hipótese possível, mas improvável.

“Você precisa mudar a Constituição e terá de fazê-lo até setembro”, disse Alckmin, ressaltando que alterações na legislação eleitoral devem ser feitas com um ano de antecedência. “E tem que aprovar na Câmara e no Senado, em duas votações. Não é fácil, mas é uma hipótese.”

(Com Estadão Conteúdo)

Opinião dos leitores

  1. Para fuder trabalhador ñ tem dificuldade .Agora para fazer o que o povo quer ñ pode.isso é coisa de canalha.

  2. Tá rindo do meu cabelo! Que político ou partido no brasil tem compromisso com o país. Só se for com país paraíso fiscal

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Política

STF: Aécio tem recurso negado e 1ª Turma vai decidir sobre prisão

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) - 01/04/2014

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou recurso da defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) para que o pedido de prisão contra ele, apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), seja apreciado pelo plenário da Corte e não pela Primeira Turma.

O advogado de Aécio, Alberto Toron, alegava que a análise do pedido de prisão é uma questão “da mais alta relevância e gravidade” e, portanto, deveria ser remetida ao plenário. Já Marco Aurélio entendeu que “o desfecho desfavorável a uma das defesas é insuficiente” para este deslocamento e manteve sua decisão anterior.

Na semana passada, Marco Aurélio afirmou que o recurso da PGR reforçando o pedido de prisão de Aécio será analisado na próxima terça-feira pela Primeira Turma – formada pelos ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

Há menos de uma semana, esta mesma composição negou o pedido de liberdade de Andrea Neves, irmã do tucano, presa desde o dia 18 de maio pela Operação Patmos. O placar foi apertado e terminou em 3 a 2. Barroso, Rosa e Fux votaram pela manutenção da prisão, enquanto Marco Aurélio e Alexandre se manifestaram pela revogação da medida.

 

VEJA

Opinião dos leitores

  1. A sociedade espera que não seja apenas mais um teatro armado, rejeitar o recurso e em seguida simplesmente inocentar o culpado com todas as letras

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Política

Planalto chama Joesley de ‘bandido’ e diz que Temer o processará na Justiça

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou na tarde deste sábado (17), por meio de nota, que o presidente Michel Temer ingressará na próxima segunda com ações na Justiça contra o dono do grupo J&F, Joesley Batista.

No texto, a Presidência critica o acordo de delação premiada firmado pelo empresário e o chama de “bandido notório”.

A nota foi divulgada após a divulgação de uma entrevista de Joesley à revista “Época”. Na reportagem, o empresário acusa o presidente de liderar “a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil” e afirma que Temer não tinha “cerimônia” para pedir dinheiro para o PMDB.

Na nota, o Palácio do Planalto acusa o empresário de “desfiar mentiras” na entrevista e aponta “inverdades” que teriam sido narradas por Joesley à revista.

“Em entrevista, ele diz que o presidente sempre pede algo a ele nas conversas que tiveram. Não é do feitio do presidente tal comportamento mendicante. Quando se encontraram, não se ouve ou se registra nenhum pedido do presidente a ele. E, sim, o contrário. Era Joesley quem queria resolver seus problemas no governo, e pede seguidamente. Não foi atendido antes, muito menos depois”, afirma a nota.

Logo depois, o Palácio do Planalto passa a criticar o acordo de delação premiada firmado entre Joesley Batista e o Ministério Público Federal. Segundo a nota, os crimes admitidos pelo empresário “somariam mais de 2000 mil anos de detenção”.

O acordo de Joesley vem sendo criticado por diversos políticos citados nos depoimentos. Isso porque, pelo acordo, o empresário receberá perdão judicial das ações em andamento na Lava Jato e não será denunciado como réu em novas ações penais.

“Ao delatar o presidente, em gravação que confesa alguns de seus pequenos delitos, alcançou o perdão por todos seus crimes. […] Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira. Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça”, diz a nota de Temer.

“O presidente tomará todas medidas cabíveis contra esse senhor. Na segunda-feira, serão protocoladas ações civil e penal contra ele. Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil”, diz a nota.

Nota
Veja a íntegra da nota divulgada pela Presidência da República:

Nota à Imprensa

Em 2005, o Grupo JBS obteve seu primeiro financiamento no BNDES. Dois anos depois, alcançou um faturamento de R$ 4 bilhões. Em 2016, o faturamento das empresas da família Batista chegou a R$ 183 bilhões. Relação construída com governos do passado, muito antes que o presidente Michel Temer chegasse ao Palácio do Planalto. Toda essa história de “sucesso” é preservada nos depoimentos e nas entrevistas do senhor Joesley Batista.

Os reais parceiros de sua trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes téntaculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos.

Ao bater às portas do Palácio do Jaburu depois de 10 meses do governo Michel Temer, o senhor Joesley Batista disse que não se encontrava havia mais de 10 meses com o presidente. Reclamou do Ministério da Fazenda, do CADE, da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários, do Banco Central e do BNDES. Tinha, segundo seu próprio relato, as portas fechadas na administração federal para seus intentos. Qualquer pessoa pode ouvir a gravação da conversa na internet para comprová-lo.

Em relação ao BNDES, é preciso lembrar que o banco impediu, em outubro de 2016, a transferência de domicílio fiscal do grupo para a Irlanda, um excelente negócio para ele, mas péssimo para o contribuinte brasileiro. Por causa dessa decisão, a família Batista teve substanciais perdas acionárias na bolsa de valores e continuava ao alcance das autoridades brasileiras. Havia milhões de razões para terem ódio do presidente e de seu governo.

Este fim de semana, em entrevista à revista Época, esse senhor desfia mentiras em série.

A maior prova das inverdades desse é a própria gravação que ele apresentou como documento para conseguir o perdão da Justiça e do Ministério Público Federal por crimes que somariam mais de 2000 mil anos de detenção. Em entrevista, ele diz que o presidente sempre pede algo a ele nas conversas que tiveram. Não é do feitio do presidente tal comportamento mendicante. Quando se encontraram, não se ouve ou se registra nenhum pedido do presidente a ele. E, sim, o contrário. Era Joesley quem queria resolver seus problemas no governo, e pede seguidamente. Não foi atendido antes, muito menos depois.

Ao delatar o presidente, em gravação que confesa alguns de seus pequenos delitos, alcançou o perdão por todos seus crimes. Em seguida, cometeu ilegalidades em série no mercado de câmbio brasileiro comprando um bilhão de dólares e jogando contra o real, moeda que financiou seu enriquecimento. Vendeu ações em alta, dando prejuízo aos acionistas que acreditaram nas suas empresas. Proporcionou ao país um prejuízo estimado em quase R$ 300 bilhões logo após vazar o conteúdo de sua delação para obter ganhos milionários com suas especulações.

Os fatos elencados demonstram que o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira. Conseguiu enriquecer com práticas pelas quais não responderá e mantém hoje seu patrimônio no exterior com o aval da Justiça. Imputa a outros os seus próprios crimes e preserva seus reais sócios. Obtém perdão pelos seus delitos e ganha prazo de 300 meses para devolver o dinheiro da corrupção que o tornou bilionário, e com juros subsidiados. Pagará, anualmente, menos de um dia do faturamento de seu grupo para se livrar da cadeia. O cidadão que renegociar os impostos com a Receita Federal, em situação legítima e legal, não conseguirá metade desse prazo e pagará juros muito maiores.

O presidente tomará todas medidas cabíveis contra esse senhor. Na segunda-feira, serão protocoladas ações civil e penal contra ele. Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil. O governo não será impedido de apurar e responsabilizar o senhor Joesley Batista por todos os crimes que praticou, antes e após a delação.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Opinião dos leitores

  1. Nosso pais perdeu completamente o rumo, onde uma pessoa que para ter lucro tem de pagar propina a políticos é chamado de BANDIDO e quem recebe para ter o mesmo lucro é INOCENTADO??? Não compreendo…

  2. Hoje o Planalto não tem moral para nada. Neste momento temer e o grão chefe de todos os políticos bandidos deste país

  3. Bandido de alto escalão, valendo aqui dizer que as palavras do açougueiro tem um muito de verdades, entretanto, é de vital importância entender o foco principal de suas colocações é por toda a classe política em um único nível e com isso mostrar que os recursos investidos nas ditas doações ou propinas foram repassados sobre pressão, razão maior de tanta distribuição de dinheiro.
    É salutar dizer que os bancos públicos, privados, fornecedores, funcionários e o próprio governo breve ficarão a ver navios em função do descaminho do capital de giro das empresas do grupo ter sido usado para outros fins, veremos que eles vão dar o maior calote da história do mercado brasileiro e tal situação colocará muitas instituições bancárias e fornecedores em situações falimentar e parte mais frágil que é os seus funcionários na rua da amargura.
    É gritante saber que a muito tempo o governo e seus órgãos reguladores já sabia dos males que a quadrilha do açougueiro estavam praticando no mercado e fizeram custas grossas e ouvidos de mercador tudo em razão de estarem todos comprados e de rabos presos com a gangue.
    O desmonte feito por eles e de forma predatória em cima dos pequenos abatedouros Brasil afora, só será sentido no futuro e mais uma vez quem vai pagar a conta é a nossa já combalida economia primeira e o público consumidor, tudo graças ao que temos de pior aqui nas terras de Tupi quê é a nossa classe política.
    É por falar em processar o açougueiro o Presidente fanfarrão deveria chamar a polícia e se entregar.

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Polícia

Suspeito de matar PM é preso ao roubar casa de Policial Civil em Natal

A Polícia Militar prendeu na noite dessa sexta-feira (16) três homens após praticarem um roubo a uma residência de um policial civil no bairro de Mirassol, em Natal. Segundo a PM, após praticarem o roubo, os criminosos fugiram em um veiculo da vítima modelo Kia/Sportage, que rapidamente foi localizado pela PM.

Houve perseguição e o veículo acabou sendo abandonado pelos criminosos que tentaram fugir a pé, mas foram detidos.

Jobson Nascimento de oliveira, Judson Bezerra Araújo Batista e Carlos Alexsandro Teixeira Feliciano, foram presos em flagrante com duas armas de fogo municiadas, além dos produtos roubados da vítima.

Jobson (Bica) Nascimento de Oliveira é suspeito de matar um policial militar na cidade de Ceará-Mirim. Diante do flagrante, todos foram conduzidos à Polícia Civil.

Com informações do 190rn.com

DO BLOG: Nos grupos de Whattsapp aparece o da foto do meio, Carlos Alexsandro Teixeira, como sendo funcionário da Drogasil. Mas o BG não conseguiu confirmar até o momento essa info.

Opinião dos leitores

  1. BG, desde já eu lhe informo q, na minha experiência como diretor prisional q fui, esse sobrenome Teixeira Feliciano é recorrente. Não o nome desse cara, mas, possivelmente, o do pai de ele, um galego dos cabelos soltos e olhos gdes.

  2. Não só acusado de matar um policial. Várias mortes são atribuídas a ele. Passou dias sob custódia da justiça, mas Há alguns dias foi posto em liberdade pela GLORIOSA Justiça!

    1. E essa MARAVILHOSA justiça, vai soltar novamente bem rapidinho!!! Quem duvida????

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Jornalismo

ABSURDO: Sem combustível em ambulância, bebê morre à espera de transporte

A morte de uma menina de 1 ano na cidade de Joinville, em Santa Catarina, chocou amigos e parentes da família que aguardaram mais de 15 horas para fazer a transferência da criança de Mafra, onde ela deu entrada com sintomas de pneumonia. Segundo a família, faltou combustível na ambulância que faria o transporte.

Os pais da menina chegaram a oferecer dinheiro para colocar combustível no veículo, mas os técnicos teriam negado. Heloísa deu entrada no Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra, na última quarta-feira, 7. Na quinta-feira, 8, o quadro clínico da menina piorou e o médico pediu a transferência para o Hospital Infantil de Joinville, a 135 quilômetros de distância. No entanto, na hora de fazer o transporte a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município estava sem combustível.

No desespero, conseguiu-se acionar a ambulância de Rio Negrinho, cidade vizinha, mas a equipe de plantão estava incompleta e não tinha médico para acompanhar a transferência. Durante a espera, o quadro de Heloísa piorou e ela precisou ser estabilizada no hospital de Mafra. Os médicos tentaram então acionar o helicóptero da Polícia Militar, mas o mau tempo não permitiu condições de voo.

Já na madrugada de sábado, uma ambulância de Canoinhas, também na região, acabou levando a menina até Jaraguá do Sul, de onde outro veículo completou o trajeto até Joinville. Depois de mais de 15 horas, Heloísa foi internada na UTI do Hospital, onde sobreviveu por mais 12 horas até ir a óbito.

O tio da menina gravou um vídeo que circula pelas redes sociais e afirma que houve negligência por parte do Estado. “Improbidade, negligência, imprudência, imperícia. Nós estamos protestando neste vídeo. Nós não queremos que outras famílias passem por este mesmo sofrimento, por esta mesma negligência.”

A Polícia Civil foi acionada e investiga o caso. A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), responsável pela administração do Samu, vai se manifestar após a apuração dos fatos.

 

 

O Dia

Opinião dos leitores

  1. O pior é se negarem a levar mesmo outras pessoas tentando abastecer a ambulância…foi muita lucidez desse pai não meter uma bala na cara de quem se negou a salvar seu filho por causa de uma burocracia idiota…uma pena! 🙁

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Economia

Delação deixa 60% de condenados de fora das grades

O perdão judicial aos empresários do Grupo J&F, Joesley e Wesley Batista, reacendeu o debate sobre a extensão da contrapartida concedida aos colaboradores da Operação Lava Jato. Até então, o maior benefício recebido por delatores havia sido a redução da pena ou a atenuação da forma a ser cumprida. Em uma amostra de 26 acordos analisados pelo Estado, por exemplo, 60% dos réus condenados ao regime fechado escaparam de ficar atrás das grades após firmarem acordos de colaboração premiada.

Para o procurador da República Januário Palubo, integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, os benefícios dados aos delatores, não só os concedidos aos irmãos Batista, estão longe de se configurarem impunidade. Com larga experiência em acordos de colaboração premiada, Palubo diz que se trata de contrapartidas proporcionais à quantidade e à qualidade das informações prestadas pelos delatores.

Nesse escopo estão, principalmente, as confissões de crimes por parte dos próprios delatores, as indicações de como funciona a engrenagem do esquema criminoso, a indicação de terceiros partícipes e a apresentação de provas que corroboram o depoimento.

Falando em tese sobre a delação dos acionistas da J&F, já que não participou diretamente das tratativas que resultaram no acordo, Palubo afirma que as informações fornecidas pelos delatores justificam os benefícios recebidos por eles.

O conjunto de relatos e provas documentais apresentado pelos irmãos Batista e por Ricardo Saud, executivo da J&F, holding que inclui a JBS, resultou na abertura de inquérito contra o presidente da República, Michel Temer, no afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e na prisão do ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures, entre outras consequências.

Fórmula

Com larga experiência em acordos de colaboração premiada, Palubo diz que não há uma fórmula matemática para contrapor as informações dos delatores e os benefícios dados a eles. “É feito caso a caso”, disse. Ainda assim, o Ministério Público escalona a qualidade das colaborações, que vão desde a insuficiente para que o acordo seja fechado até o nível “excelente”, que justifica a maior das contrapartidas: o perdão judicial.

O procurador defende o instrumento da colaboração premiada com argumentos que vão além da vantagem de encurtar os caminhos da investigação, diminuindo tempo e recursos na obtenção de provas. Segundo o procurador, os acordos permitem, por exemplo, a execução imediata das penas.

“Antigamente era muito difícil alguém cumprir pena por corrupção ou lavagem de dinheiro porque as defesas recorriam quase que infinitamente às instâncias superiores. Ao firmarem os acordos, os colaboradores obviamente abdicam de recorrer das condenações e passam a cumprir pena imediatamente”, diz.

Youssef e Costa

Até então, o máximo que colaboradores haviam conseguido nos acordos de delação havia sido a redução de penas e o cumprimento delas em regimes menos gravosos que a condenação original. Foi assim com os principais delatores da Lava Jato, cujos relatos deram os alicerces para o que a operação é hoje: o operador financeiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Costa foi condenado em sete ações a um total de 78 anos e 6 meses, a serem cumpridos em regime fechado. Em mais de 80 depoimentos, ele detalhou o modus operandi do esquema de pagamentos de propinas e denunciou operadores, financiadores e mais de 20 políticos. Em contrapartida, conseguiu restringir sua pena inicial para um ano de prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, 2 anos no semiaberto e o restante da pena, limitada a 10 anos, em regime aberto.

“O que mais pesou para Paulo Roberto fechar foi o medo de ele, sua mulher e suas filhas serem presos”, disse um dos advogados que participaram das tratativas, que pediu para não ser identificado.

Já Youssef ajudou a detalhar o esquema na Petrobras no mesmo nível que Paulo Roberto e delatou figuras centrais, como os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci. Mas, por ser reincidente, já condenado no caso Banestado, cumpriu 2 anos e 8 meses em regime fechado, mesmo após o acordo. Sua condenação inicial era de 78 anos e 11 meses de prisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Opinião dos leitores

  1. Vcs acham q estaria esse sucesso q é a lavajato se não houvesse uma contrapartida q interessassem ?

  2. Ladrões, bandidos, marginais, pistoleiros e mesmo assim administrando o país. O que podemos esperar? Brasil a vergonha do planeta. Vamos representantes da justiça façam alguma coisa. A lei da constituição serve para que?

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Diversos

Mega-Sena pode pagar R$ 21 milhões neste sábado

Mega-Sena pode pagar R$ 21 milhões neste sábado (17) (Foto: Heloise Hamada/G1)

O sorteio 1.940 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 21 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) deste sábado (17), no município de Conceição de Mato Dentro (MG).

De acordo com a Caixa Econômica Federal, com o valor integral do prêmio, o ganhador poderá comprar 26 imóveis de R$ 800 mil cada um. Se quiser investir na poupança, receberá mensalmente R$ 121 mil em rendimentos.

 As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

G1

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Jornalismo

“SAFADÃO” voltou

Por JOSIAS DE SOUZA

De passagem pelo Brasil, o corruptor confesso Joesley Batista falou à revista Época. Apresentou-se na conversa como uma vítima de políticos achacadores. Nessa versão, se não distribuísse mimos e propinas os interesses do seu grupo empresarial seriam prejudicados. A tese da extorsão é cansativa e ofensiva. Ela cansa porque já foi usada à exaustão pelas empreiteiras pilhadas na Lava Jato. Ofende porque supõe que a plateia é feita de imbecis.

Na definição do dono da JBS, “Temer é o chefe de uma organização criminosa” que inclui Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, Eliseu Padilha e Moreira Franco. “Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles.” Por quê? “Para não armarem alguma coisa contra mim.” Há, hã… O problema dessa formulação é que, guiando-se por autocritérios, Joesley participa do enredo da rapinagem no papel de um anjo cercado de demônios.

As asas angelicais do entrevistado abriram-se com maior entusiasmo no instante em que ele explicou por que pagava pelo silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, que estão atrás das grades. “Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele? Dez dias depois ele foi preso.”

O anjo prosseguiu: “Eu tinha perguntado para ele: ‘Se você for preso, quem é a pessoa que posso considerar seu mensageiro?’. Ele disse: ‘O Altair procura vocês. Qualquer outra pessoa não atenda’.  Passou um mês, veio o Altair. Meu Deus, como vou dar esse dinheiro para o cara que está preso? Aí o Altair disse que a família do Eduardo precisava e que ele estaria solto logo, logo. E que o dinheiro duraria até março deste ano. Fui pagando, em dinheiro vivo, ao longo de 2016. E eu sabia que, quando ele não saísse da cadeia, ia mandar recados.”

Que a política virou apenas mais um ramo do crime organizado, ninguém ignora. Nessa matéria, a Lava Jato eliminou até o benefício da dúvida. Mas Joesley só está solto para dar entrevistas porque sua delação foi superpremiada pela Procuradoria-Geral da República. O delator faria um favor aos brasileiros se não exagerasse na pose.

O que há de novo no país que a força-tarefa de Curitiba desencavou é que, pela primeira vez desde as caravelas, a polícia, a Procuradoria e a Justiça invadiram os salões do clube dos corruptores, do qual Joesley Batista é sócio-atleta. O barão da carne ainda não se deu conta da aversão que sua despudorada figura passou a despertar.

Hoje, só há dois tipos de brasileiros: os desinformados e os que torcem para que os lucros que a JBS obteve no mercado financeiro manipulando a própria delação resultem em nova ação judicial. Coisa séria o bastante para levar gente como Joesley à cadeia sem prejuízo da utilização de tudo o que foi delatado para fins criminais.

Até lá, convém a Joesley não diminuir sua importância como corruptor no maior esquema de rapinagem sob investigação no planeta. Do contrário, sua voz soará nos depoimentos e nas entrevistas como ladainha de uma virgem de Sodoma e Gomorra.

Opinião dos leitores

  1. Corruptor e corrupto,duas faces da mesma moeda podre que infectou o Brasil,piorando,e muito,com 'Lula lá', é pra estarem na cadeia,ou vcs acham que se não tivesse a lavajato ele estaria delatando ? Só delata pra não ir preso,lucrou muito e agora quer ser santo

  2. Qto vc ou qqr um aqui pagaria para colocar um presidente ladrão e sua quadrilha na cadeia? O roubo desses senhores são maiores q o do PCC e o comando vermelho juntos, pq é com o dinheiro q esses senhores roubam q falta dinheiro para a educação, para segurança, para a saúde e para o lazer e para a infraestrutura das cidades…

  3. Esse Josias de Sousa é um babão.
    Joesley é um herói. Graças a ele a quadrilha que roubava o Brasil à décadas foi desmascarada. Políticos que sempre estavam metidos em esquemas de corrupção, mas que nunca se conseguiam provar foram pegos com a boca na botija.
    Atitudes de delação como a dele devem ser incentivadas, e não condenadas.

    1. Concordo. Mas daí a ele sair dessa semana levar nada de cadeia. É no mínimo insensato. É como aposentar o Juiz ladrão com todas as vantagens. Temos que ajudar a mudar isso.

    1. Levamos um golpe desde 2002. Na verdade só fez piorar a níveis nunca vistos na história desde País. Ladrão tem que ir preso e não ser eleito presidente.

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Cidades

FOTOS: Banhistas reclamam de grande quantidade de barracas na praia de Ponta Negra

Um leitor, indignado, enviou FOTOS para o Blog mostrando a grande quantidade de barracas na praia de Ponta Negra. Veja abaixo:

Opinião dos leitores

  1. Quinta-feira passada tinha uma barraca em Ponta Negra, (O.F), cobrando R$ 50,00, por uma sombrinha e quatro cadeiras. Um tremendo absurdo. Cadê a Prefeitura?

  2. e tudo começou como? depois que tiraram aquelas velhas e boas barracas de lona… bons tempos! Espaço para todos. Não tinha essa de ter que pagar por uma cadeira, a população que levava suas proprias cadeiras de praia. Chama-se preguiça e querer ganhar dinheiro fácil e rápido esse problema de quem poe uma cadeira la no espaço publico e quer forçar o cidadao a pagar p/ sentar nela. Esse é o maior mal da maioria dos brasileiros. Quer ganhar trabalhando de maneira fácil, sem esforço, sem se cansar. Qual o cansaço em se cobrar p/ outro usar uma cadeira? Autonomo que é vida mansa merece é um murro na cara p/ ver se um dia trabalha na raça p/ ganhar dinheiro merecido com o proprio cansaço.

  3. É mentira, esse ordename deixou turistas em pé, se isso está acontecendo é na area dos farofeiros. Outra coisa ponta negra é imbatível, gente do mundo inteiro visita Natal por causa desse cartão postal. Não adianta pensar diferente, Natal sem ponta negra é a mesma coisa de um jardim sem flores.

  4. Gente a maré está alta deixem a galera trabalhar
    Tanta coisa para se preocupar sei não

  5. E ainda tem natalense que vai pra essa praia? Praia suja, barraqueiros que exploram (roubam) os fregueses, comida sem higiene, sem lugar pra estacionar. Ponta negra hoje só vive do nome.

  6. Privatizaram a praia que praticamente nao tem espaco para caminhar, com o aval do poder publico. E se qualquer um chegar la com um cadeira, corre o risco de ser "importunado pelos proprietarios" da praia e pela proteçao do Estado. E alguem ainda vai dizer que é melhor estarem ali privatizando a praia do que roubando, como se isso fosse o correto. Porque brasileiro pensa assim…. igual aos esquerdistas. O bom de tudo isso, que esse espaco esta sendo recuperado a um custo absurdo com o dinheiro de todos os trabalhadores atraves dos impostos. Deixem que a natureza eduque.

  7. Deixem o povo trabalhar, seus egoístas. Gente sem emprego vai fazer o quê para alimentar a família? Pedir ou praticar crimes. Quem não acredita nisso, não sabe o que é ver um filho passando fome.

    1. Gente sem emprego procura por emprego… simples assim… agora tomar a área pública de outras pessoas é um crime, caso vc não saiba… ainda tem muitos outros empregos no mercado para quem procura…. enquanto isso os que vercdadeiros comerciantes que pagam impostos ficam humilhados pelos que não pagam impostos e ainda debocham de todos…..

  8. cadê a fiscalização da falida PREFEITURA DE NATAL? ou o projeto designado para normatizar a bela praia de Ponta Negra era só conversa pra boi dormir? 2018 tá chegando e vamos mostrar como o nosso voto pode tirar os maus políticos e gestores dos cargos públicos de Natal e do RN

  9. Está imoral, fui hoje pela manhã, não tem nem onde caminhar, uns mil ambulantes, a situação piorou, pedimos que Dra. Francimar acione e multe os órgãos responsáveis, simplesmente os barraqueiros fazem as Leis do local, e até ameaçam quem não se dispõe a pagar uma mesa para sentar.

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Judiciário

STF decide nesta quarta-feira se Fachin continua como relator da delação da JBS

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima quarta-feira (21) o julgamento de um pedido do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), para que o ministro Edson Fachin deixe a relatoria da delação da JBS.

Com isso, caberá aos 11 ministros da Corte definir se Fachin continua como relator dos inquéritos ligados à colaboração de sete executivos da JBS no âmbito da Operação Lava Jato.

No pedido ao Supremo, o tucano Reinaldo Azambuja alega que a delação da JBS não tem ligação com os desvios na Petrobras e, portanto, com a Lava Jato.

Segundo os delatores da JBS, Reinaldo Azambuja recebeu R$ 38 milhões. Um documento aponta que as negociações começaram na campanha eleitoral de 2010. O governador nega, chama as acusações de “mentiras deslavadas” e as considera um “absurdo”.

Como governadores não são processados no STF, Fachin enviou as informações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Homologação de delações
Além do pedido para que Fachin deixe a relatoria das delações da JBS, também será julgada em plenário uma questão, apresentada pelo própiro ministro, sobre o papel do relator de um caso na homologação de delações premiadas.

Pelas regras atuais, cabe ao relator, de forma monocrática, decidir sobre a validade dos acordos firmados entre delatores e o Ministério Público Federal.

 

 

G1

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Economia

Irmãos Batista negociam diretamente venda de negócios

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlado pela holding J&F, estão negociando pessoalmente a venda de parte de seus ativos, apurou o jornal O Estado de S. Paulo com fontes a par do assunto. Com exceção da Vigor, que tem o Bradesco e o Santander contratados pela família, investidores interessados em outros negócios da companhia – que incluem desde Alpargatas até ativos da área de energia -, têm falado diretamente com os dois controladores do grupo.

Fontes próximas ao JBS ouvidas pela reportagem afirmaram que os irmãos Batista não descartam vender uma parte dos ativos do grupo nos Estados Unidos, onde estão concentradas as operações de carne. Mas, o objetivo, segundo essas mesmas pessoas, é preservar ao máximo essa divisão de negócio, que deu origem à companhia e responde por mais de 80% do faturamento do grupo, de R$ 170 bilhões em 2016.

Desde que vieram à tona as delações dos irmãos Batista, há um mês, o valor de mercado do JBS caiu 30%, para R$ 18 bilhões, de acordo com levantamento da Economática.

Troca de mensagens

Nas últimas semanas, Joesley Batista trocou mensagens e retornou ligações de banqueiros e executivos do mercado financeiro para dar o aval para a venda de algumas marcas de produtos da Flora, divisão de higiene e limpeza do grupo; e negociar a venda da Eldorado, divisão de papel e celulose da companhia, apurou a reportagem. Wesley também tem participado ativamente das conversas que envolvem a Eldorado, de acordo com fontes envolvidas nas negociações.

Na sexta-feira, 16, a Eldorado e a chilena Arauco anunciaram ao mercado que assinaram contrato de confidencialidade para negociar o ativo. A Arauco contratou o Santander para assessorá-lo. As concorrentes brasileiras Fibria e a Suzano também têm interesse no ativo, cuja dívida beira R$ 8 bilhões, segundo pessoas próximas às duas companhias.

A família tem pressa para vender esse negócio. Além de ter cerca de R$ 3 bilhões em dívidas que vencem no curto prazo, a companhia tem de levantar recursos para arcar com o acordo de leniência, fechado em R$ 10, 3 bilhões, segundo fontes.

Além da Eldorado, o grupo já está em conversas adiantadas para a venda da Vigor, segundo fontes. O grupo tinha recebido proposta no início do ano da americana Pepsico e da mexicana Lala, conforme publicou o jornal O Estado de S. Paulo, mas as conversas não foram adiante. Avaliada em R$ 6 bilhões àquela época, fontes afirmaram que os irmãos Batista vão ter de rever esse valor para poder concluir a transação.

Um alto executivo de um banco de investimento informou ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) e ao jornal O Estado de S. Paulo que os desinvestimentos por parte da J&F podem movimentar mais de R$ 20 bilhões. O mercado brasileiro de fusões e aquisições movimenta por ano entre R$ 100 bilhões e R$ 150 bilhões de negócios concretizados.

Alpargatas

No caso da Alpargatas, que a J&F adquiriu da Camargo Corrêa, por R$ 2,7 bilhões, os fundos Tarpon e Carlyle têm interesse de olhar o negócio – os dois já tinham conversado com a Camargo Corrêa no passado, mas foram preteridas pela J&F, que levou o negócio. Os dois fundos têm interesse em retomar as negociações, mas ainda não fizeram movimento nesse sentido. Ainda não há banco contratado para vender esse negócio, mas deve ser anunciado em breve. Procurados, os fundos Carlyle e Tarpon não comentaram o assunto.

Apesar de ter sido sondado para a venda de algumas marcas da empresa Flora, não há comprador firme para o negócio. O mesmo ocorre com o banco Original, segundo fontes.

Procurada, a J&F não comenta a venda de nenhum ativo e suas empresas seguem com as operações regulares, dentro do plano de negócios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Opinião dos leitores

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Política

‘O PSDB trai a sua história ao ficar com Temer’

Se o PSDB hesitou para tomar uma posição, o jurista e agora ex-tucano Miguel Reale Júnior agiu rápido. Assim que soube da decisão do partido de se manter fiel ao presidente Michel Temer (PMDB), na segunda-feira, enviou uma carta ao diretório paulista pedindo a desfiliação da sigla da qual foi um dos pioneiros. “Eu não podia ficar por um sentimento de coerência. Preferiram ficar com Temer a ficar com o seu próprio eleitor”, disse em entrevista a VEJA.

Para ele, o partido cometeu um grande erro ao permanecer do lado de um presidente “frágil”, mais preocupado em se livrar da Justiça do que em emplacar medidas importantes para salvar o país da crise econômica. E quando perceber isso, avalia, será tarde demais. “Falta visão de história e de futuro ao partido”. Assim como boa parte da cúpula da legenda, Reale defende com unhas e dentes a implementação das reformas trabalhista e previdenciária. Mas discorda do argumento do tucanato de que elas dependem de Temer para passarem no Congresso. “Pelo contrário, seria melhor sem ele”.

Desde que a delação da JBS caiu como uma bomba em Brasília, a cúpula do PSDB se reuniu diversas vezes para decidir se desembarcava ou não do governo. A palavra de ordem sempre foi esperar. Esperar a perícia da Polícia Federal no áudio da conversa entre o empresário Joesley Batista e Temer, esperar o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esperar “fatos novos”, que continuaram a aparecer (vide a prisão de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer, a reforma na casa de Maristela Temer paga por um assessor presidencial, a carona do presidente e sua família em um jatinho da JBS), mas que parecem não ser suficientes. “Não podemos esperar os fatos decidirem por nós”.

Reale foi o primeiro — e, por enquanto, o único — dentre os grandes quadros da sigla a optar por sair do partido. Não acredita que haverá uma debandada, mas diz que o descontentamento entre filiados continua forte. Tem 73 anos — 27 dos quais filiado ao PSDB —, mas se identifica com os chamados “cabeças-pretas”, a ala mais jovem do partido contrária a Temer e desgostosa com a cúpula tucana, representada hoje por José Serra, Aloysio Nunes e Geraldo Alckmin.

Apesar de hoje ser mais lembrado por ter escrito o pedido que levou ao impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, o jurista já chegou a exercer cargos de relevância no partido. Foi ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, secretário de Segurança Pública na gestão de Franco Montoro no governo paulista e vice-presidente da sigla em São Paulo. Confira a entrevista completa AQUI

Opinião dos leitores

  1. Nada de traição, eles se merecem. Todos marginais, farinha do mesmo saco.100% bandidos.

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Política

Trump declara patrimônio de US$ 1,4 bi e US$ 596 milhões em investimentos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter um patrimônio de US$ 1,4 bilhão e US$ 596,3 milhões em investimentos, segundo relatório de 98 páginas revelado nesta sexta-feira (16) pelo Escritório de Ética do governo americano.

O presidente americano tem dívidas com diversas instituições financeiras que totalizam US$ 310 milhões, sendo US$ 130 milhões com o Deutsche Bank (42%).

O documento, referente a 2016, não é uma declaração de Imposto de Renda – o que Trump tem sistematicamente se negado a revelar desde a campanha presidencial, como costumam fazer os candidatos voluntariamente.

Embora os postulantes à Casa Branca não sejam obrigados a revelar suas finanças, Trump foi o primeiro a se recusar a fazê-lo desde os anos 70, sob a alegação de que seu IR estava sob auditoria. Especialistas, no entanto, afirmaram à época que isso não o impediria de divulgar os documentos.

O documento não mostra cifras detalhas na maior parte dos casos e não indica o valor total acumulado dos ativos de Trump.

O documento também mostra que Trump ocupava cargos em 565 corporações ou outras entidades antes de se tornar presidente dos EUA. Seu mandato na maioria desses cargos foi encerrado em 19 de janeiro, no dia anterior à sua posse na Casa Branca.

A maioria das entidades envolvidas tinha sede nos EUA, mas havia casos também na Escócia, na Irlanda, no Canadá, no Brasil e nas Bermudas, entre outros.

Opinião dos leitores

  1. Se o cara é rico e compentente ao administrar seus negocios, deveria ser admirado apenas por isso. Nao interessa o quanto ele tem, mas se ele mereceu honestamente o que possui. Porem, se o individuo enriqueceu as custas do Estado, imitando o modelo brasileiro que foi aprofundado na era lula-dilma-temer, nao se deve respeito.

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Economia

25% dos que moram sozinhos estão endividados

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Quem mora sozinho tem mais chance de ficar endividado do quem racha as despesas da casa com outra pessoa. Isso é o que mostra pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com o levantamento, 79% dos entrevistados disseram que não se planejaram financeiramente para morar sozinhos. A falta de planejamento fez estragos: 25% estão endividados.

Quase metade (45%) dos endividados que moram sozinho acreditam que essa condição aumenta risco de descontrole financeiro. Dentro desse grupo, 47% afirmam que ficaram endividadas porque não tinham ninguém para dividir as contas.

A pesquisa mostrou ainda que os endividados que moram sozinho têm pouco controle das despesas. Essa falta de organização financeira é motivada pela falta de importância que dão ao assunto (33%) e de hábito (27%).

O levantamento revela que os consumidores que moram sozinho não costumam guardar dinheiro: só 33% possuem alguma reserva financeira.

Apesar de não poupar, o público que mora sozinho gosta de fazer compras a prazo: ao menos 40% têm gastos parcelados. Um dado preocupante é que 33% dos que compraram a prazo têm ao menos uma parcela atrasada.

Entre os motivos que levaram esse público a entrar no vermelho estão despesas com bares, restaurantes e baladas (28,4%) e compra de roupas e sapatos (28,4%).

“Quem é o único morador da residência precisa de disciplina extra para manter os compromissos em dia. Afinal, é a própria pessoa quem tem de acertar as contas e lidar com o orçamento no dia a dia”, diz o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

VEJA

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