Política

Declaração de Funaro complica acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República

O doleiro Lúcio Funaro provocou grande confusão na Procuradoria-Geral da República (PGR) após dizer que “ainda tem” informações para entregar sobre o presidente Michel Temer. Funaro deu um tiro no pé porque sua negociação estava em fase adiantada e, com a declaração, pareceu que escondia informações dos procuradores.

Para minimizar os estragos, sua defesa correu à PGR. Foi informada pelos investigadores de que Funaro terá de fornecer todos os detalhes possíveis e imagináveis caso queira ver sua delação homologada. Na segunda-feira (21), o advogado de Funaro terá de voltar à PGR – e com mais chumbo.

 

Época

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Economia

Proposta para teto salarial cortaria hoje renda de 6 dos 28 ministros de Temer

Levantamento mostra que, se a nova regra proposta pelo governo para o teto salarial no serviço público, mais rígida, já estivesse em vigor, seis dos 28 ministros do presidente Michel Temer teriam rendimentos cortados.

Para baixar o rombo bilionário das contas públicas, a equipe econômica propôs nesta semana uma série de medidas, entre elas a “implantação efetiva” do teto salarial, que equivale ao salário bruto dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 33,7 mil mensais.

A proposta prevê que o teto vai valer para todos os poderes e também para estados e municípios. Além disso, passarão a ser incluídas no cálculo “todas as verbas recebidas pelos servidores”, incluindo verbas indenizatórias e jetons (gratificações).

Hoje o entendimento do Supremo é que verbas indenizatórias, como auxílio moradia e creche, por exemplo, não entram no cálculo do teto. Os jetons, gratificações por participação em reuniões, também não são incluídos na conta.

Para começar a valer, a nova regra para o teto do funcionalismo, proposta pela equipe econômica, precisa ser aprovada pelo Congresso. A estimativa é de que ela gere uma economia anual de R$ 725 milhões apenas com verbas que deixarão de ser pagas a servidores do Poder Executivo.

Um dos ministros cuja renda total supera o teto proposto, o titular da pasta do Planejamento, Dyogo Oliveira, informou que, mesmo estando dentro da lei, pois a regra ainda não foi alterada, vai abrir mão de um jeton (gratificação) de R$ 18 mil para se enquadrar no limite proposto pela equipe econômica.

 

G1

Opinião dos leitores

  1. É um absurdo um funcionário público ganhar mais de 33mil e 400. Se acha pouco vá para iniciativa privada.
    É um bando de urubu que quer ficar rico sem trabalhar.
    Isso é inaceitável e precisa ser aprovado com urgência maxima

  2. Isso deveria ter sido feito a muito tempo. Já era hora. Chega! A população não aguenta mais pagar tanta fortuna pra marajá. Se o poder executivo conseguir junto com o congresso, terá meu respeito.

  3. Isso devia ser aprovado pra ontem!
    Absurdo a mordida que poucos abocanham nos recursos públicos!
    Tem funcionário público ficando milionário as custas dos trabalhadores que em sua grande maioria ganham pouco e muitas vezes sequer recebem em dia.
    É muita regalia comendo solta, auxilio moradia e vários outros tipo de auxílio

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Segurança

CDP do Potengi é fechado após Sejuc transferir os 179 presos

CDP Pirangi foi fechado pela Secretaria de Justiça e Cidadania em Natal (Foto: Heloísa Guimarães/Inter TV Cabugi)
CDP Pirangi foi fechado pela Secretaria de Justiça e Cidadania em Natal (Foto: Heloísa Guimarães/Inter TV Cabugi)

De acordo com a assessoria de comunicação da pasta, o fechamento do Centro de Detenção faz parte do projeto de reestruturação do sistema carcerário do Rio Grande do Norte. Além do CDP Potengi, outros também podem ter as atividades encerradas.

A direção da unidade informou ao G1 que as transferências de detentos tiveram inícios nos últimos dias, tendo sido esvaziado a Centro de Detenção nesta quinta-feira (17). A unidade abrigava 179 internos, ainda de acordo com a direção. O destino do prédio onde funcionava o CDP está sendo estudado pela Sejuc.

G1/RN

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Judiciário

Presos na Operação ANTEROS na terça-feira tiveram as prisões temporárias prorrogadas por mais 5 dias

Presos na Operação Anteros, deflagrada terça-feira pela Polícia Federal e MPF aqui no estado por estarem obstruindo a justiça referente a operação Dama de Espada, Magaly Cristina e Adelson Freitas tiveram as prisões temporárias prorrogadas nesta sexta-feira por mais cinco dias.

 

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Judiciário

Moro nega suspensão de segundo interrogatório de Lula

O juiz federal Sérgio Moro negou nesta sexta-feira, 18, o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adiar seu interrogatório marcado para o dia 13 de setembro. Será a segunda vez que os dois ficam frente a frente, com o petista com réu em um processo da Lava Jato, em Curitiba.

“O pleito da Defesa de suspensão dos interrogatórios carece de qualquer base legal, motivo também pelo qual deve ser indeferido”, escreveu Moro, em seu despacho. O petista foi condenado a 9 anos e 6 meses por Moro, no processo do caso tríplex do Guarujá.

Nessa ação penal, Lula é acusado de receber R$ 12 milhões em propinas da Odebrecht, na compra de uma terreno em São Paulo, que serviria para sede do Instituto Lula, e de um apartamento no prédio em que o petista mora, em São Bernardo do Campo.

Os interrogatórios dos réus marcam a fase final de instrução dos processos. Após o termino dos depoimentos dos acusados, o juízo abre prazo para as acusações finais do Ministério Público Federal, as defesas finais dos réus, e aí começa a produzir a sentença.

ESTADÃO

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Judiciário

Gilmar dá segundo habeas corpus em 24 horas para o compadre

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF),  mandou soltar, de novo, o empresário Jacob Barata Filho, preso desde o início de julho na Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava-Jato. Barata Filho é considerado o “rei dos ônibus no Rio” e é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de pagar propinas a autoridades do Estado.

Gilmar concedeu nesta quinta-feira, 17, habeas corpus ao empresário. Pouco depois, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu novos mandados de prisão contra Barata. Nesta sexta-feira, 18, o ministro voltou a conceder liberdade a Barata. Gilmar é padrinho de casamento da filha de Jacob Barata.

“Ante o exposto, estendo os efeitos da medida liminar deferida nestes autos em 17.8.2017, para substituir prisão preventiva do paciente Jacob
Barata Filho, decretada nos Autos 0504957-22.2017.4.02.5101, pelas medidas cautelares diversas da prisão, fixadas no despacho anterior. Comunique-se, com urgência, para que o Juízo de origem providencie a imediata expedição de alvará de soltura”, decidiu o ministro.

Na decisão desta sexta-feira, Gilmar Mendes voltou a impor restrições ao empresário.

Ele terá que comparecer periodicamente ao juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, não poderá manter contato com outros investigados, não poderá deixar o País – em julho, ele fora preso quando tentava embarcar para Portugal –, terá que estar em casa à noite, fins de semana e feriados. Também não poderá assumir cargos de administração ligados a transporte coletivo, nem mesmo ingressar em quaisquer de seus estabelecimentos.

Ao determinar a extensão dos efeitos da medida liminar deferida na quinta-feira, 17, para substituir prisão preventiva de Jacob Barata Filho pelas medidas cautelares diversas da prisão, o ministro assinalou. “Tenho que as medidas cautelares anteriormente fixadas são suficientes para afastar a necessidade da prisão preventiva.”

Para Gilmar, a proibição imposta ao ‘rei do ônibus’ de se ausentar do país, com obrigação de entrega de passaportes, ‘é medida suficiente para reduzir o alegado risco de fuga’.

Jacob Barata Filho é dono de um conglomerado de empresas no Rio e em outros Estados com mais de 4.000 veículos. Herdou o negócio de seu pai, que atuava no ramo desde os anos 1960. Os negócios da família incluem operadores de turismo, entre outras empresas, e se estendem por Portugal.

ESTADÃO CONTEÚDO

 

Opinião dos leitores

  1. Até quando será permitido que esse bandido de toga cometa essas barbaridades em nome da justiça?

  2. Nojo nojo nojo. .. ô país… manter um cara desse na maior corte da nação é imoral… esse tem de usar muito óleo de peroba…

  3. Esse senhor a serviço do governo não respeita a coisa julgada. Depois, decide soltar seu compadre e a turma deste. Muita cara de pai. Dona Carmen, faça alguma coisa. Tá sendo no mínimo omissa.

  4. Gilmar Mendes, sem dúvida, é o maior criminoso judiciário. Toma decisões ao seu prazer, conforme conveniência e necessidade do seu bolso. A canalhice e tão grande, que sequer seus comparsas de toga tem o mínimo bom senso de instaurar um inquérito. Lógico que um judiciário podre e imundo compactua com suas imoralidades.

  5. Esse Gilmar Mendes é sempre do contra, quando se prende um bandido ele manda soltar, alegando que o juiz que determinou a prisão é um inexperiente, um menino.

  6. Para quem não é de Fortaleza, esse sujeitinho vem tirar férias aqui na cidade e se hospedar na casa do empresario e "coronel" chiquinho feitosa,dono da empresa de onibus Guanabara com esse jacob irmão da sua mulher Guiomar. Negociatas, negociatas. Inclusive passeando pela Beira Mar de Fortaleza, com o seu colar estampado de ouro, foi furtado pelos garotos que rodeiam a

  7. Quem no Brasil pode parar esse verme? Ninguém, só Jesus Cristo, porquê no Brasil esse verme tá assima de tudo e de todos. Tenham vergonha na cara Militares fechem esse STF que o país volta ao Normal. a corrupção só existe porquê têm o supremo prá soltar os bandidos.

  8. Com decisões como esta do Ministro e outras brasil a fora so reforça o descrédito que a população tem no judiciário, em que homes usam as leis de acordo com sua vontade é não com imparcialidade, aqui mesmo no estado tem diversos casos em que duas pessoas com os mesmos advogados, mandados de segurança idênticos, que tiveram sentenças diferentes.

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Judiciário

Advogada Adriana Magalhães é nomeada para o TRE/RN

A advogada Adriana Magalhães foi nomeada nesta sexta-feira 18, pelo presidente da república, Michel Temer, para a vaga de juiz do TRE/RN na vaga que era do advogado Herbert Mota.

Opinião dos leitores

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Política

Caso do PSDB é de autópsia, não de autocrítica

POR JOSIAS DE SOUZA

O problema das autocríticas é que elas quase sempre chegam tarde. Sob a presidência interina de Tasso Jereissati, o PSDB acaba de levar ao ar, no rádio e na TV, um esboço de contrição. Coisa de dez minutos. A peça não disse dos tucanos 5% do que eles dizem de si mesmos quando atacam uns aos outros na intimidade. Ainda assim, o ninho entrou em parafuso. Cogita-se até abreviar a interinidade de Tasso. Ficou claro que a tentativa de reconhecimento dos erros chegou quando já não adianta. O caso do PSDB não é mais de autoanálise, mas de autópsia.

No pedaço da propaganda partidária que mais eriçou as plumas, o PSDB insinua que um dos seus erros foi o convívio com o “presidencialismo de cooptação”, do tipo replicado sob Michel Temer. Didático, o programa ensinou: “Presidencialismo de cooptação é quando um presidente tem que governar negociando individualmente com políticos ou com partidos que só querem vantagens pessoais e não pensam no país. Uma hora, apoia. Outra, não. E quando apoia, cobra caro”.

Tucanos que participam da equipe ministerial de Temer apressaram-se em esculachar a iniciativa de Tasso Jereissati. Coordenador político do Planalto, Antonio Imbassahy rangeu os dentes numa nota: “Em vez de fortalecer o partido e apresentar contribuições ao país, preferiu-se expor, em rede nacional, uma divisão interna”. O chanceler Aloysio Nunes ralhou na internet: “Não me representa”, disse. É “um tiro no pé.” Foi como se os ministros rejeitassem a carapuça enfiando-a na cabeça.

Sem saber, os críticos de Tasso alvejaram o grão-mestre do PSDB, Fernando Henrique Cardoso. Foi ele quem sugeriu o uso expressão “presidencialismo de cooptação”. Se dependesse de Tasso, iria ao ar a versão edulcorada: “presidencialismo de coalização.” O mais irônico é que a opinião de FHC nem é nova. Ele discorreu sobre o fenômeno numa entrevista que concedeu ao blog em janeiro de 2014. Nessa época, era Dilma Rousseff quem cooptava. Mas FHC reconheceu que ele próprio flertou com o flagelo quando passou pelo Planalto. O PT apenas levou a prática às fronteiras do paroxismo.

O que os críticos da autocrítica não percebem é que, em política, o arrependimento pode ser a última utilidade de um crime. Depois de conviver com o que há de mais arcaico na política e de tolerar a falta de ética de filiados ilustres, o PSDB ainda poderia extrair um gesto louvável de suas próprias delinquências e, mesmo com inacreditável atraso, entregar-se ao prazer da contrição. Os mais cínicos costumam gozar duas vezes —com o pecado e com a expiação. Mas o PSDB é sofisticado demais para entender as coisas simples.

Dividido, o partido conseguiu transformar uma autocrítica numa espécie de tucanocídio. Quando for concluída a autópsia, encontrarão no coração do tucanato o amargor da hipocrisia de exigir a moralidade e a honestidade sem praticá-las. No estômago da legenda, acharão os restos políticos de personagens como Eduardo Azeredo e Aécio Neves, filiados cujas transgressões o PSDB engoliu sem se dar conta do mal que fariam. Nesse contexto, o acasalamento com o governo Temer é a lápide, não a causa mortis.

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Jornalismo

O QUE FALTA? Investigação confirma aposentadoria irregular de Dilma

Dilma Rousseff (Foto:  REUTERS/Adriano Machado)Veja

Na manhã de 1 de setembro de 2016, o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas e uma secretária pessoal da ex-presidente Dilma Rousseff entraram pela porta dos fundos de uma agência da Previdência na Asa Sul, em Brasília. No dia anterior, o Senado havia formalmente cassado o mandato de Dilma Rousseff. Gabas, já ex-ministro do moribundo governo petista, chamou a atenção dos funcionários da agência ao surgir na porta e logo se isolar na sala do chefe da agência. O que o ex-ministro da Previdência faria ali? Vasculhando o sistema do INSS, um grupo de servidores logo descobriu algo errado: no intervalo de poucos minutos que o ex-ministro e a secretária de Dilma estiveram na agência, o processo de aposentadoria da ex-presidente foi aberto no sistema e concluído sigilosamente.

Graças ao lobby de Gabas e a presença da secretária, que tinha procuração para assinar a papelada em nome da petista, em poucos minutos, Dilma deixou a condição de recém-desempregada para furar a fila de milhares de brasileiros e tornar-se aposentada com o salário máximo de 5 189 reais. Ao tomar conhecimento do caso, o governo abriu uma sindicância para investigar a concessão do benefício.

Nesta sexta-feira, VEJA obteve as conclusões dessa investigação. No momento em que o PT trava uma luta contra a reforma da previdência, os achados da sindicância não poderiam ser mais desabonadores à ex-presidente petista. Segundo a investigação, aposentada pelo INSS desde setembro do ano passado, Dilma Rousseff foi favorecida pela conduta irregular de dois servidores do órgão que manipularam o sistema do INSS para conseguir aprovar seu benefício e ainda usaram influência política para conseguir furar a fila de benefícios. Despacho assinado pelo ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, aplica punições ao ex-ministro Carlos Gabas, responsável por Dilma ter furado a fila do INSS, e à servidora Fernanda Doerl, que manipulou irregularmente o sistema do INSS para regularizar o cadastro da petista.

Opinião dos leitores

  1. Demissão para esse Gabas caso seja servidor de carreira, q se não me engano é o caso. Depois, MPF nele. Ora, qualquer servidor estaria na rua nesse caso.
    E o ministro Serraglio tá prevaricando nesse caso.

  2. Fiquei em dúvida?
    O problema aí foi só furar a fila? Não que eu acge que isso é uma falta pequena mas, gostaria de saber duas coisas mais.
    1. Se de fato a Dilma já tinha o direito a se aposentar dentro das regras vigentes.
    2. Se caso aformativa a resposta ao item 1 acima, se ela tem o direito de se aposentar pelo valor máximo do INSS ou se isso tbm foi manipulado.

    1. Amigo foi tudo manipulado
      Quando ela foi expulsa da presidência
      Dois dias depois ela já estava aposentada pelo teto
      O pessoal meteu a boca mas foi abafado pelo Pt e Renan Calheiros que segurou na CCJ do Senado não mandou para frente

  3. Enquanto isso o trabalhador tem que apresentar várias provas (carteira de trabalho, contra cheque, certidões, etc) para confrontar com as informações do Banco de dados do INSS.

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Jornalismo

Ex-procuradora-geral da Venezuela fugiu para a Colômbia

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz (Foto: (Ueslei Marcelino/Reuters))

Veja

A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, destituída pela Assembleia Nacional Constituinte do seu país, e seu marido, o deputado Germán Ferrer, chegaram nesta sexta-feira a Bogotá, procedentes de Aruba, segundo informou a migração da Colômbia.

Segundo as fontes colombianas, ambos fizeram “seu correspondente trâmite migratório perante as autoridades colombianas”, sem oferecer maiores detalhes.

Horas antes, Ortega participou por telefone da Cúpula de Procuradores da América Latina, que terminou nesta sexta na cidade mexicana de Puebla, e atribuiu a “perseguição sistemática” do governo de Nicolás Maduro a ela e ao pessoal do Ministério Público ao processo pelos subornos da Odebrecht.

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Política

ISTOÉ: As manobras petistas na PGR

Há duas semanas, a futura chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, foi procurada por emissários da Lava Jato de Curitiba. Na bagagem, os integrantes da maior operação de combate à corrupção da história recente do País levaram uma denúncia. No epicentro do escândalo, a entourage do ainda procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o relato, há cerca de um ano e meio, Janot e sua equipe desenvolveram um roteiro paralelo às investigações da Lava Jato com o objetivo de favorecer o PT e seus principais líderes. Nos últimos dias, sem a anuência da turma de Curitiba, o grupo do procurador-geral resolveu protelar a homologação da delação da OAS, cujo conteúdo – “nitroglicerina pura” para Lula e o PT – já está à disposição da PGR para ser encaminhada ao STF há mais de 10 dias, para dar prioridade máxima à conclusão de forçados acordos com o ex-deputado Eduardo Cunha e o doleiro operador do PMDB, Lúcio Bolonha Funaro. O objetivo da ação seria o de fortalecer uma suposta nova denúncia contra o presidente Michel Temer. Os aliados de Janot querem, a qualquer preço, que as delações de Funaro e Cunha envolvam Temer e a cúpula do PMDB, mesmo que para isso tenham que agir ao arrepio da lei.

Os interlocutores de Raquel Dodge enxergam nos métodos nada ortodoxos do time de Janot um movimento claro, objetivo e muito bem direcionado, mas de fins nada republicanos: um esquema montado e conduzido pelo procurador-geral da República destinado a favorecer o ex-presidente Lula e os principais líderes petistas nos processos em que são alvos. Ou seja, as delações da OAS que comprometem definitivamente Lula e Dilma e narra detalhes sobre o tríplex no Guarujá e o sítio em Atibaia, casos em que o ex-presidente já é réu, ficam para as calendas. Já as delações ainda sem provas concretas que possam comprometer o presidente Temer e seus aliados são aceleradas. Há quinze dias, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato sediado no Rio Grande do Sul já havia feito desabafo sobre o esquema do PT no Ministério Público a um ministro do STJ. O encontro ocorreu no saguão de embarque do aeroporto de Brasília. “Agora se sabe que a operação montada por Janot só não dominou completamente a Lava Jato porque houve uma forte resistência do pessoal de Curitiba”, sapecou.

O esquema funciona desde meados de 2015, com momentos de maior e menor intensidade. Ganhou musculatura depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e, nas últimas semanas, enfureceu os procuradores e agentes federais hoje mais alinhados com o coordenador da força-tarefa do MPF, Deltan Dallagnol. O estopim foi a maneira como se desenrolaram as tratativas para a delação de Eduardo Cunha. O acordo estava sendo negociado havia mais de três meses. São cerca de 100 anexos, que comprometem 20 políticos entre parlamentares e governadores. Os procuradores de Curitiba sustentam que já têm provas suficientes para apontar Cunha como chefe de uma organização criminosa e afirmam que o que ele está revelando agora já está bem caracterizado nas investigações da Lava Jato. Portanto, são contra oferecer ao deputado os benefícios da delação premiada. Apesar disso, os procuradores ligados a Janot procuram, desde julho, convencer Cunha a informar sobre uma conta ou um truste mantido em paraíso fiscal que pudesse ter ligação com o presidente Michel Temer e chegaram a oferecer ao ex-presidente da Câmara a possibilidade de ser colocado em liberdade até o final do ano. Como o peemedebista não trouxe à luz fatos que se enquadrassem às conveniências do grupo de Janot, na segunda-feira 14, os advogados de Cunha receberam a notícia de que as negociações estavam encerradas. Na última semana, procuradores próximos à futura comandante da PGR manifestaram que delações obtidas pelo esquema de Janot poderão ser alvo de revisões, o que será possível apenas com a anuência do Supremo Tribunal Federal. “Embora tenha sido indicado pelo PT e não esconda suas simpatias pelo partido, não acreditamos que o ministro Fachin, responsável por acompanhar a Lava Jato no STF, compactue com esse tipo de coisa”, afirmou à ISTOÉ um procurador ligado à Raquel Dodge na terça-feira 15.

 

Veja matéria completa AQUI

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Jornalismo

Motorista da van do ataque em Barcelona foi morto em Cambrils

A polícia, durante uma ação em Cambrils na madrugada desta sexta-feira, matou pelo menos três dos quatros suspeitos de integrarem uma célula terrorista que realizou o atentado em Barcelona. Um deles é Moussa Oukabir, o joverm de 17 anos que teria alugado a van que matou 14 pessoas em Barcelona, também foi morto pelos policiais na cidade, 120 km ao sul de onde ocorreu o primeiro ato terrorista. O “El País” citou originalmente que todo o grupo morreu, mas depois afirmou que continua a caçada ao marroquino Younes Abouyaaqoub.

Sais Aallaa, de 19 anos, e Moahmed Hycham, de 24 anos, também morreram no atentado. O único que ainda é procurado é Younes Abouyaaqoub, de 22 anos e morador de Ripoll.

Segundo as autoridades, os terroristas planejavam um atentado de maior proporção.

 

O Globo

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Política

Em resposta a Lula, Doria cita Neymar e diz querer ser negro

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi à sua página no Twitter, nesta sexta-feira, para fazer mais uma provocação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em claro tom eleitoreiro, o tucano resolveu comentar uma entrevista em que o petista se comparou ao jogador de futebol argentino Lionel Messi. Doria declarou que, ao contrário de Lula, prefere ser visto como Neymar, “brasileiro e negro”.

“Lula disse que quer ser o Messi, argentino e branco. Eu prefiro ser Neymar, brasileiro e negro. #VivaBR #LulaCaraDeBau”, postou Doria, com um erro de grafia na última hashtag. O prefeito emprega com frequência o xingamento “cara de pau” nos discursos que faz contra o ex-presidente petista.

A declaração de Doria foi motivada pelas críticas que Lula fez ao comportamento do prefeito paulistano. O ex-presidente disse que o tucano e seus aliados estão “doentes” por não conseguirem alcançá-lo nas pesquisas de intenção de voto. Embora negue, Doria está numa disputa silenciosa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para ser o candidato do PSDB na eleição presidencial de 2018.

“O papel [do Doria] será atacar o Mascherano [zagueiro argentino] ou o Messi no Barcelona? Ele vai no Messi. Depois ele fala, vou atacar o Sergio Ramos [zagueiro espanhol] ou o melhor jogador do Real Madrid, que é o Cristiano Ronaldo? Ele pega as pesquisas. É isso que deixa as pessoas doentes. Eu estou apanhando igual cachorro vira-lata. Apanho de manhã, de tarde e de noite. Quando esses caras fazem uma pesquisa, eu estou na frente”, disse Lula à rádio Metrópole, de Salvador.

 

Veja

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Economia

Juíza do DF suspende aumento de imposto sobre combustível

A juíza Adverci de Abreu, da 20ª Vara Federal do Distrito Federal, acaba de conceder uma liminar suspendendo imediatamente o aumento da PIS/Cofins sobre combustíveis, em vigor desde o dia 20 de julho.

O pedido foi feito deputado Aliel Machado.

A juíza diz entender o momento pelo qual passa a economia do país, mas afirma não parecer “razoável” que o governo venha a ser valer da “solução mais fácil” para “corrigir desmandos de gestões anteriores”.

No dia 25 de julho, a Justiça Federal do DF tomou a mesma decisão. Mas ela foi cassada dias depois.

 

O Globo

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Judiciário

Moro proíbe cônsul honorário da Grécia de deixar o País

juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, expediu decisão proibindo o cônsul honorário da Grécia, Konstantinos Georgios Kotronakis, de deixar o país. Moro determinou que ele entregasse o passaporte e que a Delegacia da Polícia Federal de Fronteiras fosse informada da proibição.

Kotronakis é um dos alvos da Operação Sem Fronteiras, a 43ª Fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje (18) pela Polícia Federal (PF). A operação investiga a participação de empresas estrangeiras e armadores gregos em contratos fraudulentos com a Petrobras.

“Expeça-se portanto mandado para intimação de Konstantinos Georgios Kotronakis acerca desta decisão, para que entregue de imediato o passaporte ao portador do mandado. Encarrego a autoridade policial de cumprir o mandado juntamente com as buscas”, diz a decisão, que acrescenta: “Concomitantemente, oficie-se à Delegacia da Polícia Federal de Fronteiras solicitando a anotação da proibição de que Konstantinos Georgios Kotronakis deixe o país”.

A decisão diz ainda que, em vista do disposto na Convenção de Viena sobre Relações Consulares, cumprido o mandado, a Embaixada da Grécia em Brasília deve ser comunicada, “para ciência da restrição, ainda que limitada, imposta ao cônsul honorário”.

A investigação teve início a partir de relato do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa em seu acordo de colaboração premiada. A Polícia Federal cumpriu mandados judiciais no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre eles, 11 mandados de condução coercitiva e seis mandados de prisão temporária.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as apurações concluíram que o então diretor de Abastecimento da estatal ajustou com o cônsul honorário da Grécia no Brasil, Konstantinos Kotronakis, um esquema de facilitação de contratação de navios gregos, mediante o fornecimento de informações privilegiadas e o pagamento de propinas.

A investigação detectou que os grupos Tsakos e Aegean, dos quais Konstantinos Kotronakis é, respectivamente, diretor e sócio-administrador, além das empresas Dynacom Tankers Management, Galbraiths e Dorian Hellas, com as quais o cônsul grego ostenta vínculos indiretos, formalizaram contratos de afretamento com a Petrobras, entre os anos de 2009 a 2013, em valores que superam US$ 500 milhões. De acordo com o MPF, ao menos 2% desses valores eram “destinados ao pagamento de propina a funcionários públicos corrompidos, operadores financeiros e agentes políticos”.

A decisão foi expedida no dia 14 de junho, mas estava sob sigilo até a efetivação da prisão e das buscas e apreensões. “Efetivadas as medidas, não sendo mais ele necessário para preservar as investigações, fica levantado o sigilo”. Segundo Moro, considerando a natureza e magnitude dos crimes investigados, o interesse público e a previsão constitucional de publicidade dos processos impedem a imposição da continuidade de sigilo sobre os autos.

Mais cedo, quando procurada para comentar a 43º Fase da Operação lava Jato, a Embaixada da Grécia informou que Konstantinos Kotronakis é cônsul honorário e, como tal, não integra o quadro da chancelaria grega e que não se manifestará sobre o assunto. Às 17h, a Agência Brasil não conseguiu fazer contato novamente com a embaixada.

 

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Jornalismo

Autores de atentados na Espanha preparavam ataque ainda maior

Os supostos autores dos ataques em Barcelona e Cambrils, no nordeste da Espanha, que deixou 14 mortos e 120 feridos, preparavam atentados de maior proporção, mas tiveram que abrir mão de seus planos, informou a polícia catalã nesta sexta-feira.

Ao anunciar os resultados das investigações, o delegado-chefe da polícia regional da Catalunha, Josep Lluis Trapero, afirmou que o principal suspeito, o motorista que jogou a van contra uma multidão em Barcelona, pode não estar entre os cinco supostos terroristas mortos pelas forças de segurança na madrugada desta sexta em Cambrils, a cerca de 120 km de Barcelona. Ele desmentiu sua própria declaração, de mais cedo nesta sexta, quando afirmou que o condutor provavelmente já havia sido abatido.

Segundo Trapero, o massacre, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) poderia ter sido muito pior. Os terroristas que executaram os dois ataques pertenciam à mesma célula e estavam se preparando há algum tempo em uma casa em Alcanar, que explodiu na noite de quarta-feira. A detonação dos explosivos que estavam na residência teria sido um acidente e atrapalhou os planos dos jihadistas.

“A explosão em Alcanar evitou atentados de maior alcance do que o registrado”, acrescentou, assinalando que após o imprevisto, os terroristas tentaram atuar “de maneira rudimentar na esteira dos outros atentados em cidades europeias”.

Desta forma, atacaram primeiro na quinta-feira em Barcelona, em um horário da tarde em que a avenida La Rambla estava cheia de turistas, usando uma van branca. Horas mais tarde, passada a meia-noite local, um Audi A3 atropelou várias pessoas no passeio marítimo de Cambrils. O carro se chocou contra uma patrulha da polícia regional, que disparou contra os suspeitos.

 

Veja

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