Palocci fecha 2ª delação com a PF e cita políticos com foro privilegiado

O ex-ministro Antonio Palocci fechou acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), em Brasília, sobre fatos relacionados à Operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão, crimes contra o sistema financeiro e políticos com foro privilegiado no âmbito da Petrobras.

A informação foi confirmada pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. Essa delação, sob sigilo, foi homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, em 28 de outubro deste ano.

Foram 23 depoimentos que retratam a atuação de uma suposta organização criminosa no governo federal e também crimes envolvendo o sistema financeiro nacional.

O ex-ministro dos governos petistas também deu informações sobre a atuação supostamente criminosa dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff em fundos de pensão.

Palocci já responde pelas supostas fraudes nos fundos na Operação Greenfield, que está na Justiça Federal, em Brasília.

O que dizem os citados

O Partido dos Trabalhadores (PT) afirmou que Palocci mentiu sobre Lula e Dilma para sair da prisão e gozar os milhões que acumulou, enquanto Lula permanece preso sem ter, segundo o partido, cometido crime nenhum.

A assessoria de Dilma rejeitou as afirmações de Palocci, classificadas como mentiras. Afirmou que o ex-ministro buscava a liberdade e que não apresentou nenhuma prova.

A defesa do ex-presidente disse que Lula não cometeu qualquer ato ilícito antes, durante ou após exercer o cargo, que as afirmações de Palocci contra ele são mentirosas e que foram realizadas para que o ex-ministro pudesse obter benefícios com a Justiça.

Lava Jato: primeira delação

O ex-ministro fechou o primeiro acordo de delação – que também está sob sigilo – no âmbito da Operação Lava Jato, em março deste ano. O acordo dele é diferente de outros da operação.

Além de ter sido firmado com a PF e não com o Ministério Público Federal (MPF), essa delação tem escopo específico. Conforme o termo, Palocci deve prestar informações sobre cinco investigações.

O acordo foi homologado pelo desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), relator dos casos da Operação Lava Jato, em 22 de junho.

Em 1º de outubro, o então juiz federal Sergio Moro liberou trechos da delação de Palocci. Devido ao acordo, o ex-ministro teve a pena reduzida de 12 anos e 2 meses para 9 anos e 10 meses. Ele vai cumprir em prisão domiciliar.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Trigueiro disse:

    Está ficando cada fez mais difícil acreditar no ser humano. Quase ninguém assume seus erros e muito pouco pedem perdão. O caminho escolhido pela maioria é colocar a culpa no outro ou em algum acontecimento que não leva a ninguém. A Justiça busca dar respostas rápidas a alguns crimes e vai pelo caminho mais fácil, que são as delações mais que premiadas, pois há pouca ou nenhuma investigação mais apurada. Mesmo com essas críticas a criminalidade tende a diminuir devido as prisões dos ricos de poder ou de dinheiro. Essa é a minha opinião.

    • Bruno disse:

      Delação é o instrumento mais eficaz pra esclarecer o crime, outro eficiênte seria a tortura, o que já está descartado, na DP será desvendado quem participou, que hora, dias, pra onde foi o o dinheiro, detalhes que serão confrontados, pra quadrilha e pra quem defende bandidos é péssimo, pois poucos dos participantes não serão descoberto, mas o chefão, quem realmente comandou o esquema e foi o maior beneficiário, porque sem ele não existiria a corrupção, esse Será cassado e levado às barras da justiça. E isso servirá de exemplo pra outros que enveredar por esse caminho. E DEUS por todos.

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